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quinta-feira, 5 de abril de 2012

FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES E ASSASSINOS ACUADOS ( ... ) - JORNALISTA MÁRCIA DE ALMEIDA..

Prezados leitores, tenho escrito que nós, os brasileiros, precisamos parar de fazer a associação: militar = ditadura. Não só porque devemos sempre ter muito cuidado com as analogias, assim como, devemos ter mais cuidado ainda para não operacionalizarmos metonímias, tomando a parte pelo todo ou o todo pela parte, mas também porque os ditadores também vestem ternos finamente recordados e requintados taiers.
Um amigo de longa data, um amigo de esquerda, encaminhou a newsletter que transcrevo e comento a seguir, a qual é "assinada" pela jornalista Márcia de Almeida Rodrigues, ela é "organizadora" do site "Em dia com a cidadania" (Link), espaço que recomendo a leitura. Confesso que fiquei assustado com o que li na newsletter e tentei confirmar no site a existência desse artigo sobre a manifestação em frente ao Clube Militar, ocorrida no dia 29 MAR 2012, mas lá ele não está, podem conferir.
Comentarei a newsletter e esclareço que farei os comentários ao logo do texto, usando parênteses e letras em preto, para minimizar a possibilidade de incorreções na interpretação do texto no original, o que pode ser feito em outro site (Link). 
Devo esclarecer que fui convidado para o almoço, convite feito por uma amiga (civil), uma ativista na luta por direitos. Só não compareci em razão de ter sido convocado pelo advogado, o que tornou os horários incompatíveis, para tratar da minha defesa no Conselho de Justificação instaurado contra mim pelo governo Sérgio Cabral (PMDB), em face da minha luta de mais de cinco anos por melhores salários para Policiais e Bombeiros Militares. Foi uma lástima a impossibilidade pois iria rever e conhecer pessoalmente vários amigos (militares e civis) com os quais apenas me  do correspondo por email. Apesar disso, eu acabei passando em frente ao Clube Militar na hora do almoço e da mobilização externa, fiquei cerca de quinze minutos observando o que acontecia (A Inteligência da PMERJ pode confirmar) parado na calçada em frente (Cinelândia). Eu deixei meu carro na Lapa e o escritório fica em um prédio situado na Rua São José. O Clube Militar fica exatamente no meio do caminho.
Antes de iniciar, cabe ainda esclarecer que até a presente data a família Paúl teve dois presos políticos.
Eis a newsletter e os meus breves comentários:
FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES e ASSASSINOS ACUADOS, AMEDRONTADOS E ENTRANDO E SAINDO ESCOLTADOS DO CLUBE MILITAR.
31 de marco de 2012.
Foi uma felicidade inenarrável ( acho essa palavra esquisita e engraçada), no dia 29, ver o milicos, hoje de pijamas, mas todos ex-torturadores e assassinos (Eis a metonímia, a parte pelo todo. Pergunto como ela identificou todos os que entraram como "milicos" e como "ex-torturadores e assassinos"? Conhece cada um deles? Penso que não. Imaginem se eu com meus 54 anos e meus cabelos brancos tivesse passado por ela, será que seria rotulado de igual forma?), tendo que entrar e sair acuados e escoltados pela PM de Beltrame e Sérgio Cabral, para o tal seminário que glorificava os 21 anos de negror da nossa história na segunda metade do século XX ( na primeira metade, tivemos o negror de 15 anos de Getúlio, sendo que oito de uma ditadura ferrenha).
Estávamos nós, coroas, que vivemos a ditadura, e a garotada do segundo grau (que não viveu o período e que só conhece a história que leu ou que ouviu, portanto, sujeito à interferência direta de quem conta na formação de sua opinião), aguerrida e insistente, aguentando a intimidação (que piorou quando chegou o Batalhão de Choque da PM, em carros camuflados e até um mega camburão, que, em 68, chamávamos de "coração de mãe", pois sempre cabia mais um).
Fui com 4 pedras portuguesas na bolsa, pois ninguém sabia o que ia acontecer (Assustador. Premeditado. Postura de todo condenável).
Cada um que chegava ou saía, era chamado de assassino, covarde, estuprador, torturador, e , muitas vezes, filhos da puta (Eis a parte pelo todo, novamente. Pior, quem proferiu tais gritos, cometeu crimes contra a honra previstos no Código Penal Comum).
Vários provocadores também estavam em ação e O Globo, pra vergonha da categoria, disse que éramos 50 pessoas, quando havia mais de 400, divididas entre a entrada principal e a lateral, por onde vários tentaram escapar, mas a garotada os perseguia até o táxi, mesmo escoltados (Eu fiquei no local por 15 minutos. Nesse período, pelo que vi, concordo O Globo, algo pouco comum. Subtraindo dos presentes no local o policiamento, a imprensa e os passantes curiosos, os manifestantes eram até menos de 50).
Eles nunca imaginaram que um dia tivessem medo de quem massacraram. A cara dos facínoras era de ódio, mas muito mais de medo de um linchamento (Assustador, o ânimo da jornalista).
Na verdade, a repressão foi uma inversão de valores, porque a atividade proibida pela presidente da República, era a deles. A nossa, como não foi proibida, estava permitida (Desinformação. A presidente não pode proibir tal reunião em clube de natureza civil. Trata-se de direito constitucional, tanto que o ato ocorreu. Ela pode não gostar da realização do ato, mas jamais proibir, pelo menos enquanto a Constituição Federal (a Estadual também) estivem em vigor e forem respeitas).
Quem for lá no site poderá ver um ótimo vídeo, feito pelo Latuff, que dá uma ideia do que ocorreu. Pena que tenha poucas imagens do acuamento, mas dá pra ver o assassino do Lamarca, Nilton Cerqueira, descer as escadas do metrô escoltado (Novamente, o caminho do crime contra a honra). E a repressão inflingida a um protesto democrático, numa democracia (Desinformação, novamente. A mobilização foi contrária aos preceitos constitucionais. A reunião do Clube Militar foi marcada antes, não poderia ser realizado outro ato no mesmo local, sobretudo um ato contrário ao primeiro. Democrático seria ter feito o ato de protesto na Cinelândia, que fica distante mais de 50 metros dos acessos ao clube. Cercar a entrada do clube, foi um abuso, um ato contrário aos valores democráticos. Eu canso de participar de atos contrários ao governo estadual, protestos que ocorrem inclusive em atos oficiais, mas fico sempre nas proximidades, nunca interferi na entrada e saída dos convidados, citando um exemplo).
Pânico. Eles estavam em pânico, a partir de certo momento, amontoados numa janela para ver como sairiam daquela situação.
A polícia usou taser ( aquele choque que matou o brasileiro na Austrália, há 5 dias), balas de borracha, gás de pimenta , bombas de efeito "moral"( em 67, em 24 de maio, uma dessas bombas de "efeito moral, mas com danos físicos) lacerou as pernas da estudante Núria Mira y Lopez) e gás lacrimogênio - muito mais forte e nocivo do que o de 40 anos atrás. Além de fortíssimo, dava náuseas (Parabéns ao comando do policiamento, a PMERJ foi comedida, inclusive considerando a hostilidade do ato. Existia manifestante com pedras portuguesas na bolsa...).
Mas foi uma delícia passar diante de um coronel da PM vermelho e sufocado e dizer a ele: ainda bem que, aqui, vocês sofrem o mesmo do que nós. Bem feito, vê se é bom...
Saímos de alma lavada. Deu pra ficar feliz.
Foi lida uma lista de mais de 400 nomes de mortos e desaparecidos, tendo como resposta um "presente" uníssono, a cada nome lido (Cheguei a ouvir alguns nomes, isso é fato) , intercalado por gritos contra os meganhas, que iam chegando, em pinga-pinga (Isso é natural, o emprego da tropa deve ser proporcional à evolução ou não do ato).
Agora é nos organizarmos melhor para que saia uma Comissão da Verdade, de verdade.
Não apareceu UM vereador ou Um deputado ( aqui, ó, que mais algum leva meu voto!) e, dos partidos, só o presidente do PCB, Ivan Pinheiro, compareceu (*1).
PSOL? Que nada! Apenas um assessor de uma deputada deles, tirava umas fotos um pouco à distância (*2).
Nada de PT, PSTU ( só bandeira), ou qualquer outra agremiação política, nem sindicatos, nem nada. Muito menos a UNE (*3).
A OAB-RJ também não se fez representar. Nem a ABI (*4 - Penso que ficou claro que o ato não teve apoio nem dos opositores de plantão aos governos militares ou ditadura militar, como preferir a jornalista).
Éramos 400 cavaleiros e amazonas da Távola Redonda, sozinhos (Não dei a sorte de ver tantos e tantas manifestantes no local e nem nas imagens exibidas pela imprensa).
A PM mandava o trânsito seguir, mesmo com o sinal aberto para os pedestres. Da primeira vez, em pé, parei no meio da faixa de pedestres e esperei que o sinal fechasse pra mim, para atravessar e o trânsito não pode seguir (Causou prejuízo para a população ou será que identificou também nos veículos motoristas "assassinos e torturadores"?).
Da segunda, já com a presença do batalhão de choque, sentei na faixa de pedestres, em posição iogue, com o sinal aberto pra mim, claro, me neguei a sair e fui levantada ( sou magrela) por dois meganhas, sempre na mesma posição e retirada dali. A galera foi pra cima dos PMs, acabei esperneando e o companheiro Luiz Rodolfo Viveiro de Castro, o querido Gaiola, me retirou dali, e me "prendeu" no Bar Cinelândia, onde os coroas já estavam (Pela narrativa, só posso aplaudir a PMERJ. Um show! A jornalista talvez pretendesse ser vitimada por uma ação violenta para postar no seu site, mas os PMs agiram com a paciência dos monges tibetanos).
É isso por hoje ( nem vou falar do cínico do Demóstenes Torres, fica para a próxima semana), lembrando que não fui ao velório ou à cremação do querido e insubstituível Millôr Fernandes, amigo do meu pai por décadas, porque tive que optar entre a despedida e a manifestação.
Sei que ele me preferia na Avenida Rio Branco e dedico a ele parte dessa felicidade, que também sentiria, se vivo estivesse.
E vimos que, no Brasil, convocação pelo Facebook ainda não rola. Quase 3 mil pessoas confirmaram presença, e não foram. Pena (Sem dúvida, o apoio foi quase nenhum).
Não sei o que vai ser no CURTIR TAMBÉM É CIDADANIA de hoje, mas lá pro final da tarde, todos nós vamos saber.
Bom fim de semana e, na próxima, compareçam. Se a gente não se mexer, esses caras que mataram, estupraram, torturaram e sumiram com corpos, anônimos, ficarão sem que a História do país saiba seus nomes (É, quem sabe na próxima a "turma" compareça...).
No pasarán (muito menos incógnitos).
Marcia de Almeida
Editora
www.emdiacomacidadania.com.br
Não poderia terminar sem esclarecer quem são os dois presos políticos da minha família.
O primeiro foi meu pai, o Professor Vicente de Paula Paúl, que ficou preso no DOPS do Rio de Janeiro. Ele foi solto e faleceu em 1996. Nem eu, nem minha mãe recebemos qualquer indenização do povo brasileiro, aliás, nem solicitamos. Meu pai cumpriu o preconizado na leia da anistia, ampla, geral e irrestrita. Não seríamos nós a contrariá-lo.
O segundo sou eu, Paulo Ricardo Paúl, Professor e Coronel REFORMADO da Polícia Militar, que fui preso politicamente (Coronel, não existe nada no mundo jurídico que justifique a sua prisão, disse um dos meus advogados, quando conseguiu falar comigo)  no dia 10 de fevereiro de 2012 e atirado nos porões da penitenciaria Bangu 1. Na cela solitária de 6 metros quadrado não existia vaso sanitário, tive que usar o "boi" para as necessidades fisiológicas. Fiquei trancafiado 15 horas a cada dia. Fiquei incomunicável por 4 dias, nem meus advogados puderam ter comigo. No total, fiquei preso por uma semana, fui transferido de Bangu 1 para o Batalhão de Polícia de Choque no quinto dia, onde permaneci encarcerado por mais 3 dias, inclusive fazendo as refeições na cela improvisada. Um PM ficava na porta da cela o tempo todo. Só saí da cela para ir ao banheiro (externo) e para telefonar para o advogado e a família, sempre escoltado. No BPCh solicitei ter contato com um médico psiquiatra, pois tive que tomar remédio para dormir em Bangu 1 e até isso foi negado.
Prezada jornalista Márcia de Almeida, continue na sua luta, eu sei como é preciso ter coragem para colocar a cara na rua para defender nossas ideias, eu que o diga, mas recomendo mais cautela, não tome a parte pelo todo e aprenda que os ditadores nem sempre vestem fardas, alguns (algumas) usam ternos finamente recordados e taiers das mais finas grifes, mas rasgam as leis (e muitas leis) sempre que isso s interessar e alcançar seus opositores.
Certamente, prezada Márcia, nos encontraremos nos atos contra a corrupção, contra a cleptocracia que querem implantar no Brasil e será um prazer conversar com a senhora.
Por derradeiro, o espaço está aberto para a jornalista Márcia de Almeida contestar meus comentários, se achar conveniente e necessário.
Juntos Somos Fortes!

O DIA QUE DUROU 21 ANOS - JORNALISTA FLÁVIO TAVARES.

Fiéis ao nosso objetivo de gerir democraticamente o nosso espaço, publicamos o documentário encaminhado por uma das nossas leitores, "O Dia que Durou 21 anos", narrado pelo jornalista Flávio Tavares, que sinaliza para interferência do governo dos Estados Unidos no Brasil em 1964.

Assistam e comentem.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 3 de abril de 2012

NEM UMA COISA, NEM OUTRA. GABEIRA EXPLICA CABRAL.

O nosso blog é um espaço democrático, o qual tem como um dos seus principais objetivos a promoção de reflexões sobre os temas abordados, permitindo que cada leitor forme a sua própria opinião. Isso faz com que publiquemos opiniões diferentes sobre o mesmo tema, mas sempre tendo o cuidado de externarmos a nossa, como ocorreu recentemente no movimento grevista dos profissionais de segurança pública do Rio de Janeiro. Publicamos textos nos quais era sustentada a ilegalidade da greve dos militares estaduais e texto que sinalizava exatamente para o contrário, a possibilidade da greve, mas não deixamos de opinar: somos contra a greve.
O fato de apresentarmos os dois lados da moeda já provocou reações inconformadas por parte de nossos leitores, como demonstraram duas amigas de longa data. Uma delas meses atrás perguntou se o blog tinha assumido uma postura de extrema direita, quando postamos um artigo do Grupo Guararapes (Link) e dias atrás pergunto se o blog estava virando para a esquerda, quando publicamos um artigo do professor Daniel Aarão Reis (Link).
Nem uma coisa, nem outra.
Queremos que os nossos leitores tenham acesso ao maior número de informações sobre os fatos, as suas diferentes versões. Nesse aspecto quando alguém que esteve em um dos lados de uma lide, resolve revelar fatos que outros querem esconder, revelá-los ganha maior relevância.
O professor Daniel esteve no lado oposto ao dos militares e quando ele escreve que o Brasil viveu uma “ditadura civil e militar”, contribuiu sobremaneira para refletirmos sobre o movimento, vendido como se tivesse sido uma quartelada, mas que na verdade os militares fizeram parte de uma mobilização popular, com acertos e erros.
O professor dividiu as culpas.
A entrevista de Fernando Gabeira (Link) produziu resultados semelhantes, ele que esteve do mesmo lado do professor, quando afirmou que os integrantes da luta armada nunca quiseram implantar uma democracia no Brasil e sim uma ditadura do proletariado. Gabeira não só afasta a cortina de fumaça que ainda protege os idealistas da grande Cuba, ele nos permitiu refletir sobre as posturas ditatoriais adotadas em certos momentos pelo governo federal e alguns governos estaduais, como o do Rio de Janeiro, que recentemente praticou crimes contra Policiais Militares e Bombeiros Militares, heróis que estão há mais de cinco anos lutando por salários dignos.
Fernando Gabeira explicou Sérgio Cabral.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 1 de abril de 2012

O GLOBO - 02 ABR 1964 - RESSURGE A DEMOCRACIA!

JORNAL O GLOBO - 02 DE ABRIL DE 1964.
EDITORIAL:
Ressurge a Democracia!
Vive a Nação dias gloriosos. Por que souberam unir-se todos os patriotas, Independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo. Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitarnos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo. As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei. Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado
das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais
respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.
Fonte: Jornal Inconfidência. Edição completa (Link).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

MISSA – PREITO AOS VERDADEIROS HERÓIS DA DEMOCRACIA.

EMAIL RECEBIDO:
Os Clubes Militares convidam para uma missa, em homenagem aos 119 militares e civis que tombaram em defesa da democracia, no período de 1964 a 1974.
Local:
Igreja da Irmandade da SANTA CRUZ DOS MILITARES.

Rua Primeiro de Março, 36 - Centro - Rio de Janeiro, Tel: (21) 2509-3878.
Dia: 24 de agosto.
Horas: 11 horas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 31 de março de 2011

31 DE MARÇO - PARA QUE SERVE UM SOLDADO? - EDUARDO ESTEVES.

Para que serve um soldado?
Eu só queria saber com que direitos um ser humano igual a você, coloca um fuzil municiado na mão de um garoto com 18 anos de idade, com o direito de viver o privilégio de ter nascido dentre milhões de outros espermatozóides, e diz: Agora você vai defender com sua própria vida, a Liberdade e a Democracia!
Se ouve confronto ou não, são apenas seqüência dos fatos, na realidade nos demos sorte de não termos morrido ou matado outros irmãos. No fim do nosso engajamento, fomos dispensados sem nem um muito obrigado, e até hoje não se fala no assunto.
Se a presença dos militares na seqüência dos anos, foi nefasta a nação Brasileira, eu gostaria de lembrar que: No desfile da “Vitoria”, nós, os soldados, fomos aplaudidos pelo povo nas ruas. Hoje estou empenhado nesta jornada pelo reconhecimento dos que defenderam a Liberdade e a Democracia em 1964, quando eram apenas estes objetivos pelos quais lutamos.
Fomos convocados para cumprir um dever cívico e constitucional.
Em 1964 , com 18 anos fomos convocados a servir a pátria e defender a Democracia arriscando as nossas próprias vidas. Agora eu sei que na época foram escolhidos os mais aptos! A revolução já estava programada.
Desde que entramos no quartel, o nosso treinamento era total;
Atirávamos com todo tipo de armas desde pistolas calibre 45, metralhadoras e granadas de verdade. O treinamento físico era um horror, tínhamos que dar centenas de volta no quartel debaixo do sol ou chuva, sem reclamar, isto por que : Soldado é superior ao tempo! Diziam!
Uniformizado e com todos os apetrechos para a guerra, mochila, barraca, fuzil, cantil e um capacete de aço, que depois de uma hora de marcha forçada, pesava uma tonelada, isto quase todo dia, e para descansar abríamos trincheiras.
O dia que não tinha marcha, tinha ginástica de 4 horas seguidas, no resto do tempo íamos para a sala de aula aprender técnicas de guerrilha, como se defender ou matar o inimigo, filmes táticos, etc. Ai daquele que cochilasse na sala.
Peguei trauma de barulho de tiro, uma das coisas que tínhamos que fazer, era ficar perto do canhão de 150mm, quando era disparado. Segundo o Sargento era para acostumar-mos com o barulho. Fomos preparados para a guerra em 4 meses. Tempos difíceis e perigosos.
Foi duro o treinamento, treinávamos sem saber, para matar ou morrer, neste período vários colegas sofreram acidente com armas. Só na minha companhia foram mais de seis, que se feriram antes, ou desapareceram depois que estourou a revolução. Dos seis, quem não morreu, ficou alejado, ou sumiu sem deixar rastros (Soldados eram seqüestrados e mortos por bandidos por causa das armas. E depois de tudo fomos dispensados como cartuchos detonados!
Na época diziam que como valorosos soldados, lutaríamos pela pátria, contra os terroristas que queriam acabar com a liberdade e a democracia implantando o comunismo no país.
E nós, depois de garantirmos a salvação da pátria, da liberdade da democracia, etc. O que ganhamos? Nada! Nem uma medalhinha. Hoje estou com 66 anos, não posso nem aposentar por idade, porque só posso provar 12 anos e eles pedem 15 anos de contribuições.
EDUARDO ESTEVES
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A PEC 300, AS FORÇAS ARMADAS, AS POLÍCIAS MILITARES E O ESTOPIM.

Eu tenho escrito que nós estamos perdendo as oportunidades democráticas de conter o avanço da cleptocracia no Brasil e as eleições de 2010 demonstraram isso claramente. Temos que aprender que a cleptocracia será detida, portanto, que o façamos de forma democrática e o mais rapidamente possível, caso contrário, ela será detida de uma forma ou de outra.
Meu pai foi preso em 1964, ele ficou pouco mais de uma semana no DOPS - Rio de Janeiro, na época eu tinha apenas sete anos e pouco sei a respeito, a não ser a dor de estar afastado dele, o sofrimento familiar. Eu e ele fizemos um pacto tácito sobre essa prisão, ele praticamente nada contou do período no cárcere e eu nada perguntei, acordo que valeu até 1996, quando ele desencarnou e eu perdi a presença física de um dos raros seres humanos que posso citar como exemplo de homem e de vida.
Escrito isso deixo claro que tenho minhas queixas pessoais contra os governos militares, eu e minha mãe temos seqüelas desse período, embora não tenhamos solicitado qualquer compensação financeira do Estado brasileiro. Portanto, deixo claro que os diagnósticos que se seguem não passam nem de perto por um saudosismo do período dos governos militares, por ser um militar estadual, apesar de reconhecer uma série de conquistas nacionais no período dos governos militares.
Ao analisarmos cada fato, através da nossa interpretação, acabamos construindo um diagnóstico, que pode ser correto ou inteiramente equivocado, assim sendo, solicito que usem esse filtro para interpretarem o contido nesse artigo.
Primeiro diagnóstico: a insatisfação.
Tenho amigos nas Forças Armadas e troco informações com vários militares federais sobre diversos assuntos, oportunidades nas quais procuro avaliar entre outras questões, o atual estágio emocional das tropas diante da cleptocracia que se instala no país, em face da responsabilidade das Forças Armadas de defenderem os interesses nacionais.
Conclui que a insatisfação é generalizada, logo abaixo do andar dos Oficiais Generais.
Segundo diagnóstico: faltam lideranças, mas as bases podem despertar.
O soberano só dorme tranqüilo, quando os soldados estão satisfeitos. Essa é uma máxima que não pode ser esquecida, sobretudo quando se vive em uma democracia ainda em construção, como ocorre no Brasil. A insatisfação das tropas é algo muito perigoso considerando que os pátios castrenses são cobertos por uma pólvora invisível, mas que entra em combustão na primeira batida mais forte com o pé no chão, durante uma marcha.
Apesar de tal realidade, no momento não percebo lideranças que possam desencadear o processo de cima para baixo, mas ele pode se iniciar de baixo para cima, não podemos esquecer. Além disso, o estopim pode nem estar dentro dos quartéis das Forças Armadas, podem estar no quartel do lado.
Terceiro diagnóstico: uma greve nacional das Polícias Militares pode começar pelo Norte e Nordeste.
O ano de 2010 terminou com uma corrente de emails percorrendo a internet no sentido de que caso a PEC 300 não fosse votada poderia ser desencadeada uma greve nacional de Bombeiros Militares, Policiais Militares e Policiais Civis. A greve ainda não ocorreu. Sinceramente, como já escrevi nesse espaço, nunca acreditei nessa possibilidade, considerando a falta quase que completa de mobilização nos maiores estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, etc. Mantenho essa posição, porém faço uma ressalva: algumas Polícias Militares do Nordeste e do Norte estão motivadas e podem funcionar como catalisadores de uma greve nacional.
Quarto diagnóstico: o efeito cascata.
A greve geral pode começar pelo Nordeste ou Nordeste e se espalhar.
Iniciada a expansão do movimento grevista, penso que o atual governo deve avaliar a possibilidade das Forças Armadas não reprimirem a mobilização, ao contrário, aderirem a partir das bases. Tal possibilidade significará uma irreversibilidade do movimento e o início do processo de reconstrução nacional com o enfrentamento das forças cleptocráticas.
Caso eu tenha alguma razão, a instalação de um novo governo militar no Brasil pode ter início em uma greve de uma Polícia Militar de um estado do Nordeste ou do Norte.
Os meus diagnósticos podem estar completamente equivocados, aliás, a passividade existente no ar por parte do povo e das forças nacionais, sinaliza contra os meus diagnósticos.
Penso que inclusive você, meu caro leitor, também não acredite nesses diagnósticos, nessas possibilidades, porém me senti na obrigação de torná-los públicos, pois a vida ensina que é melhor prevenir do que remediar, ainda mais considerando que não existem remédios para todos os males.
Por derradeiro, lembro que a história da humanidade ensina que inúmeras mobilizações nacionais começaram com pequenos movimentos classistas ou populares.
No Brasil, o estopim pode ser um honesto Policial Militar do Norte ou do Nordeste.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDIÇÃO INCONDICIONAL DAS FORÇAS ARMADAS

Após a entrega do país pelo Regime Militar à administração dos civis, seus comandantes, “motivados” pela covardia e pelo medo de terminar o que havia sido começado – transformar o país em uma das maiores potências do mundo civilizado –, deixaram o Brasil nas mãos de uma guerra suja comandada pelo submundo comuno-sindical, iniciada com o projeto USP-Golbery de transformar Lula em uma alternativa contra a esquerda radical: enganaram vergonhosamente o general!
Com a motivação causada pelo projeto daquilo que se transformou em uma fraude, o projeto de Abertura Democrática, foi iniciada uma guerra sem luta armada, mas com a utilização literal da essência revolucionária contida no decálogo de Lenin.
A cada novo desgoverno civil, de forma espúria, covarde e sub-reptícia, as Forças Armadas foram sendo humilhadas e desestruturadas de todas as formas possíveis, para que seu poder intrínseco-constitucional de defender o Brasil das garras dos comunistas, lentamente, mas de forma quase irreversível, fosse sendo aniquilado.
A mesma sociedade que em 1964 saiu às ruas, com suas classes sociais exigindo a intervenção militar, mas graças à infiltração dos vermes do socialismo corrupto, prevaricador e corporativista sórdido durante a fraude da Abertura Democrática, nas relações público-privadas, assiste, agora, inexplicavelmente, com extrema covardia, um ato que significa a rendição incondicional das Forças Armadas ao petismo-lulista: o convite do Ministro da Defesa para que o ex-terrorista José Genuíno ocupe um cargo em sua assessoria.
Com a absurda distribuição de DVD´s que pervertem os fatos do Regime Militar para os alunos das escolas públicas, com o inexplicável pedido de desculpas do general José Élito à presidente Dilma, com a utilização ilegal e aética de acomodações das Forças Armadas pelo ex-presidente Lula, e o convite de José Genuíno para ser assessor do Ministério da Defesa, forma-se o cenário da rendição incondicional das Forças Armadas para os terroristas que combateram o Regime Militar, e que estão colocando o país na estrada de uma ocupação socialista absolutamente corrupta, tendo em vista as dezenas de escândalos que não foram esclarecidos e que não levaram ninguém à prisão durante os oito anos do desgoverno Lula, o principal sendo o mensalão que transformou o Parlamento em um covil de bandidos.
Não vamos esquecer que o candidato ao cargo de assessor do Ministro da Defesa é um dos 40 acusados do processo movido por um Procurador Geral da República de terem transformado o poder público em um covil de bandidos. O outro, o segundo na hierarquia do grupo, teve um lugar de honra na posse da presidente Dilma e, com certeza, será alçado a um importante cargo do novo governo sendo apenas uma questão de tempo e oportunidade.
O Ministro da Defesa quando se dirige à sociedade e declara que são “ridículas” as críticas a Lula por ocupar instalações de uma base do Exército para descansar à custa dos contribuintes, deixa absolutamente claro o seu papel de, como um dos representantes do Estado, se achar no direito de agredir os mais elementares princípios de respeito a quem trabalha mais de cinco meses por ano para pagar a conta de um Estado gigantesco, corrupto, incompetente, ineficaz e ineficiente.
Não temos um sistema de saúde, não temos segurança pública, não temos saneamento básico, não temos estrutura econômica para o desenvolvimento autossustentado, e nossa educação e cultura se encontram na ridícula posição como uma das piores dos países pesquisados pelo projeto PISA.
Para completar a vingança contra os militares, falta ainda colocar na prisão os comandantes que estão na reserva e ainda vivos. Não vamos nos surpreender se os atuais comandantes assumirem a posição de cara de paisagem covarde e omissa diante dos atos do petismo para levar aos tribunais da vingança comunista aqueles que lutaram durante o Regime Militar para combater os terroristas do socialismo decadente.
Diante dos últimos fatos não temos mais o direito idiota de ter qualquer dúvida sobre o fato da subordinação absoluta das Forças Armadas àqueles que assassinaram mais de cem civis e militares para tomar o poder durante a fraude da Abertura Democrática.
O Exército do Povo já toma conta do nosso país.
Não se considerando que os atuais comandantes militares foram todos corrompidos, com seu silêncio, parece que as Forças Armadas estão reconhecendo que o Regime Militar foi um absurdo erro, e que os ex-terroristas que assumiram o poder devem levar avante seu projeto de vingança contra todos aqueles que lutaram para preservar o país livre da insanidade socialista, que já ceifou a vida de milhões de cidadãos em todo o mundo.
Esperamos então que as Forças Armadas venham a público e declarem seus “erros” autorizando a prisão e o julgamento dos militares da reserva que foram inimigos do petismo, pois o maior erro que podem estar cometendo é deixar cada ato dos canalhas do socialismo corrupto incitar o sentimento de revolta crescente de uma parcela da sociedade, uma revolta crescente que poderá se transformar em uma revolução civil-militar que vai transformar o que aconteceu no Regime Militar brincadeira de criança.
Mais vergonhoso do que assumir a condição de Exército do Povo é estar de calças arriadas até os tornozelos pedindo desculpas por estar de costas, a cada ato de vingança do petismo.
Nesse caso, aqueles que não concordam com a versão petista dos fatos do Regime Militar terão que segurar a onda, pois ficará claro que o terreno está irremediavelmente minado por metro quadrado para quem ainda sonha com uma verdadeira democracia com justiça social, e não essa pouca vergonha e essa sacanagem de mentira de democracia que estamos assistindo todos os dias dando todos os direitos devidos e, especialmente, os não devidos, aos ocupantes do establishment da burguesia petista que comanda o país.
Quem sabe se, com essa “mea culpa” das Forças Armadas, não nos transformaremos em “felizes comunistas” - basta olhar para o que Cuba, o paraíso alardeado pela gang dos 40 e um, representa nos dias atuais - mesmo tendo que viver em um regime corrupto, prevaricador e corporativista sórdido, com as relações público-privadas imersas em uma degeneração moral incontrolável, e com o sistema de mérito educacional e cultural subordinado à nossa capacidade de sermos covardes e lacaios dos podres Poderes da República?
Com o Exército do Povo nos apontando suas armas, e com uma Justiça que não merece absolutamente ter esse nome, então, como bem declarou aquela senhora desqualificada, o negócio é “relaxar e gozar”.
Geraldo Almendra
08/janeiro/2011
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CADEIA PARA TODOS ELES, NÃO SERIA MELHOR RESOLVER LOGO?.

O GLOBO:
DILMA COBRA EXPLICAÇÕES DE GENERAL POR AFIRMAÇÃO SOBRE DESAPARECIDOS (leia).
Sinceramente, penso que seria muito melhor apurar tudo.
Quem torturou?
Assassinou?
Assaltou?
Sequestrou?
Planejou crimes?
Portou ilegalmente armas?
E colocar TODO MUNDO na cadeia, seja quem for!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TOQUE DE SILÊNCIO - O SILÊNCIO DAS FORÇAS ARMADAS - MARIA JOSEITA S. BRILHANTE USTRA.

Toque de silêncio
O Silêncio das Forças Armadas

Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra
www.averdadesufocada.com
“Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”,
Hiram Johnson - Senador americano - 1917
Nosso site tem recebido muitos e-mails de civis de todos segmentos da sociedade , de soldados a altas patentes das Forças Armadas, queixando-se da falta de informações sobre a Contra-Revolução de 1964 e o Regime Militar.
Confirmando a falta de informações a respeito do período, em uma troca de idéias sobre os chamados "anos de chumbo", foi dito por um general, na presença de mais dois generais, dois coronéis e três civis, um deles , eu, que:
- Nós, militares, não eu, não discutimos o assunto por desconhecimento e vergonha desse período! ( Textualmente).
Creio que não são muitos, mas, esses, certamente, terão vergonha, por desconhecerem a história e, consequentemente, não terem condições de discutir o assunto. Provavelmente, não viveram essa época e nas escolas que frequentaram devem ter estudado em livros, onde a história já vinha sendo reescrita , com a versão da esquerda. Viram nas TV noticiários, mini-séries, novelas e filmes onde onde os subversivos e os terroristas das décadas de 60 e 70 são mostrados como heróis desarmados que foram torturados, trucidados e abusados sexualmente pelos truculentos gorilas das Forças Armadas. Eram "pobres estudantes que lutavam pela liberdade e pela democracia". Leram reportagens tendenciosas em jornais e revistas de grande circulação. Têm que ter vergonha, realmente, falta-lhes conhecimento do que, realmente, se passou naquele período .
As Forças Armadas ganharam a batalha das armas, mas não enfrentaram a guerra das comunicações!...
Perderam a guerra. Não rebateram as críticas... Não mostraram aos milhares de jovens que passaram por suas fileiras, como soldados, como sargentos, como cadetes, ou como alunos dos Colégios Miliares a verdadeira história da Contra-Revolução de 1964 e o desenvolvimento que o regime militar trouxe ao Brasil.
Os militantes das organizações subversivo-terroristas valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram testemunhas oculares dos fatos ocorridos durante os governos militares, estão agora no poder e com o dinheiro de nossos impostos pretendem continuar a cooptar os jovens Os militares e a sociedade deixaram que um grupo de militantes de organizações subversivo-terroristas que, finalmente, depois de três tentativas de tomada do poder pelas armas, na quarta tentativa, ao assumirem o poder pelo voto popular, reescrevessem a história, valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram informadas do que se passou durante os governos militares. Assim, esses estudantes tendem a crer nas inverdades que o governo com o dinheiro de nossos impostos divulga permanentemente.
Agora, vão lançar essa nova arma na doutrinação dos jovens do 2º grau.
Esse CD – ROM é inadmissível, pois seu conteúdo conspira contra a democracia. É o controle do Estado sobre a opinião pública.
É inadmissível que o maior crime praticado, clandestinamente, antes e
durante o regime militar - o recrutamento de nossos jovens - continue a
ser praticado agora, às claras e com a conivência da sociedade.
Será que as Forças Armadas, enquanto instituições nacionais permanentes, têm
o direito, de calar-se ante tamanha ignomínia praticada contra a Nação?
Será que não percebem que esse CD-ROM é mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas?
Nós, que vivemos essa época, que vimos jovens serem cooptados para a luta armada, que vimos nossos amigos morrerem emboscados, que vimos soldados jovens que serviam à Pátria e civis inocentes serem assassinados, não podemos aceitar esse silêncio das nossas Forças Armadas ante tamanha ignomia praticada contra a Nação.
Não sou militar, apesar de conviver com eles e, especialmente com um, meu marido, há cerca de 50 anos . Não sei, exatamente, o que diz a Constituição quanto às atribuições das Forças Armadas, mas penso que, antes de servir a governos, as Forças Armadas, devem lealdade ao Brasil e consequentemente à sua história!
Sei que não sou ninguém para sugerir nada a pessoas com muito mais cultura e conhecimento de suas atribuições e seus deveres do que eu, mas, atrevo-me a dizer que, já passou da hora - mas nunca será tarde, para começar a escrever a verdadeira história da Contra-Revolução e do periodo militar.
Um gesto de grandeza e amor à Patria seria publicar conjuntamente - Exército, Marinha e Aeronáutica - um CD-ROM, um livro - repondo a verdade dos fatos ocorridos no período 64/85, mas, que não seja para o público interno e sim para as escolas , nem que seja apenas para as escolas militares.
COMENTO:
A proposta é excelente, a feitura e a distribuição desse CD a ser elaborado pelas Forças Armadas é justa e imperiosa.
Já basta de ficar ouvindo a versão dos perdedores, que querem se passar por heróis da pátria,algo que nunca foram ou serão.
Terrorista só é herói em regimes onde o terrorismo é política de governo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM CONVITE PARA LER O ESCRITO POR UM CORONEL.

EMAIL RECEBIDO:
NÃO, JORNALISTA! A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES! .
AUTOR: MÁRCIO MATOS VIANA PEREIRA- CEL REF EB
Alguns jornalistas desfrutam de relativa fama de bons analistas políticos, em razão de serem tidos por progressistas, rótulo dado àqueles que acreditaram, por ingenuidade ou miopia, na utopia da doutrina comunista.
Os militares, vitoriosos da Guerra Revolucionária travada em forma de guerrilhas urbana e rural, se descuidaram em relação à comunicação, essencial para a conquista psicológica da população. Como conseqüência, na mídia, nas universidades, nos sindicatos e entre os formadores de opinião, a verdade dos fatos para a História foi sendo continuamente deturpada, ao longo dos anos, aproveitando o mutismo dos vencedores.
Aqueles que na clandestinidade traíram a pátria; seqüestraram Autoridades; assaltaram bancos; praticaram atentados contra quartéis; roubaram armas e munições; mataram militares e civis inocentes; detonaram explosivos em vias públicas ferindo transeuntes; assassinaram companheiros como justiçamento, e praticaram torturas física e moral, intrínseca nos crimes de seqüestros, foram transformados em heróis.
Os sobreviventes da luta armada, terroristas que em ações ensandecidas destinadas a implantar o comunismo no Brasil, em razão da Lei da Anistia, se deram muito bem, pois, hoje, como figurões do Governo petista, desfrutam de indenizações milionárias concedidas por uma espúria Comissão que, sem a menor noção de decoro e de imparcialidade, impunemente tem praticado extorsão contra o Tesouro Nacional
Enquanto os militares que representavam e defendiam o Estado e a lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, estuprando a História urdiram a versão bisonha de lutarem pela restauração da emocracia, versão felizmente já desmentida, inclusive pelas declarações e entrevistas de alguns ex-participantes de organizações terroristas.
É lamentável, e denotativo de mediocridade e de total falta de imaginação, a freqüência inoportuna e monótona como jornalistas retornam ao assunto tortura, que já não sensibiliza, motiva ou revolta os leitores, face o abuso da repetição nada mais acrescentar ao desgastado tema.
Agora, após a tentativa fracassada, do medíocre Ministro Tarso Genro, de tentar julgar e apenar o crime de tortura, do qual são acusados os militares, olvidando toda uma série de crimes sórdidos e hediondos praticados pelos terroristas. vem o jornalista Elio Gaspari de publicar um Artigo intitulado: " A tortura é a verdadeira herança maldita".
Arvorando-se de intérprete do pensamento dos brasileiros e de conselheiro dos atuais Chefes militares, numa tentativa ridícula de lançar a discórdia e a insídia no meio castrense, escreveu Gaspari: "Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores" . Em outro trecho afirma: "Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios. ( A tortura,assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi.) Não são as vítimas, nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história."
Não, jornalista! Felizmente, nem os Comandantes atuais, nem os demais militares pensam assim, estando atentos, pois, hoje, como os seus antecessores faziam, acompanham, analisam e interpretam a conjuntura em todas as expressões do Poder Nacional, tendo um exato conhecimento do momento nacional, bem como dos reais fatos ocorridos no passado, razão de não se deixarem levar ou impressionar por factóides gerados para produzir determinado efeito político, nem por artigos, traduzindo opiniões de analistas que gravitam na mediocridade, sem credibilidade alguma, por faltar-lhes seriedade e imparcialidade nas análises consubstanciadas nos artigos que assinam, sobrando-lhes em facciosidade o que lhes falta em credibilidade, virtude indispensável ao mais bisonho dos jornalistas.
Não, jornalista Gaspari! Os Comandantes sabem que a Revolução de 64 evitou que não apenas o Brasil, mas, todo o Continente da América do Sul sucumbisse à agressão comunista. Sabem que os ex-Comandantes salvaram os brasileiros do infortúnio, desenvolveram o país e tentaram, pelo exemplo, reciclar moralmente a Pátria. Sabem que os cinco militares no exercício da Presidência da República foram honrados e dignos, sendo o patrimônio legado aos familiares inequívocas provas de honestidade, razão de nenhum haver tido o nome atrelado à corrupção. Sabem, também, da não existência de nenhuma instrução, ordem ou documento autorizando, permitindo ou recomendando a tortura como forma ou instrumento de luta revolucionária.
Não, jornalista! Os Comandantes, como os demais brasileiros não estão interessados em fatos ocorridos faz décadas, pois sabem que os militares representavam e defendiam o Estado agredido por fanáticos traidores da Pátria. Sabem que os seus antecessores, companheiros de farda e de ideal, lutaram em defesa da Democracia, da liberdade e da filosofia de vida reinante no mundo ocidental. Sabem que, mesmo exagerando, o somatório do total de mortos dos dois lados, em razão da guerra revolucionária travada, não chegou a 500, número bem menor, se proporcionado à soma das vítimas do crime organizado num trimestre, apenas no eixo Rio- São Paulo. Sabem que a classe militar, faz anos, é vítima de revanchismo e de discriminação, tendo os Ministérios militares sido arbitrariamente prejudicados na operacionalidade, por terem sido submetidos a uma inanição orçamentária sem precedentes.
Não, jornalista! Os Comandantes não estão querendo um furo jornalístico seu, informando, por exemplo, o que a Ministra e ex-terrorista Dilma fez com o dinheiro proveniente do assalto e furto do cofre do falecido Ademar de Barros, pois isso pertence a um passado anterior à Anistia, além do que, sabem faltar-lhe tutano para tanto.
Cooperando com o jornalista, opino que deva se atualizar no tempo, pois fato ligado ao período revolucionário não mais é herança maldita, pois, tudo já é do conhecimento do leitor.
Os leitores estão interessados não é em heranças, mas, em fatos malditos que maculam a imagem do Governo petista, ex- guardião da honra, da decência e da moralidade. O que a Nação almeja saber, é qual foi o exato envolvimento do presidente Lula no escândalo do mensalão. Na era petista denúncias em forma de escândalos são sucessivas. Que tal procurar esclarecer a verdade sobre as acusações de corrupção que teriam enriquecido o filho do presidente Lula?
Não, jornalista! O ontem é passado! O hoje, por ser presente, é o que importa! Herança maldita já é História e apenas serve para reciclar a memória. Fato maldito, ao contrário, é ato doloso de um Governo corrupto, cujo prosseguimento, para ser impedido, requer ação de todos os seguimentos vivos da Nação. Já que os atuais Comandantes não se sentem atingidos, nem prejudicados por nenhuma herança maldita legada pelos antecessores, sugiro que escreva algo de realmente útil, clamando pela apuração dos despudorados fatos malditos, consubstanciados nas vergonhosas maracutáias que estigmatizam e enlameiam o Governo do apedeuta Lula da Silva.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 19 de dezembro de 2010

O PRÓXIMO GOVERNO MILITAR NO BRASIL.

Tenho certeza que o título basta, não preciso escrever mais nenhuma linha, para ser condenado por muitos como um defensor dos governos militares (a ditadura militar), um coronel saudosista dos anos de chumbo vivenciados no país há poucas décadas.
O título é mais que suficiente para que eu seja condenado pelos meus juízes ao enforcamento em praça pública, não recebendo nem o benefício da guilhotina, a morte rápida e indolor. Eles sentenciarão, lendo o título, que o povo deve assistir o meu estrebuchamento, a minha agonia lenta e todas as minhas caretas, como forma de exemplo pela ousadia de escrever tal heresia democrática.
Não peço misericórdia aos algozes, uso meu derradeiro pedido - espero ter tal direito - para escrever algumas linhas e sonhar com uma reflexão por parte dos meus leitores.
Historicamente, os governos militares no Brasil terminaram ontem, considerando que três décadas se passaram, apenas uma geração. Isso significa que a maior parte da população viveu esse período e conhece bem os acertos e os erros que ocorreram, portanto, me reservo o direito de não dedicar o texto aos elogios ou às críticas aos fatos passados, quero escrever sobre o momento atual, o dia 19 de dezembro de 2010.
Sou um democrata, como a quase totalidade dos brasileiros diz ser, porém tenho uma visão a respeito do termo mais exigente que a maioria dos que eu ouvi tratar do tema. Não aceito a democracia unicamente como o exercício do direito de votar nos nossos governantes, construindo assim um governo do povo, um governo dos representantes do povo. Penso que isso seja uma redução simplória, a democracia que eu defendo só existe quando o povo é educado, tem acesso à educação de qualidade, que permite a todo cidadão formar as suas próprias opiniões, certas ou erradas, edificar as suas opiniões forjadas com a sua bagagem de conhecimento, o seu ferramental, para que assim possa escolher seus representantes.
Inúmeras vezes escrevi que no Brasil não existe democracia, a minha democracia, tendo em vista que votam milhões de analfabetos e milhões de analfabetos funcionais, inteiramente incapazes de formar opinião sobre os temas mais importantes relacionados com a governança de um país.
Como eles podem escolher sem conhecer adequadamente os problemas e sem terem condições de analisar as propostas dos candidatos?
Escolhem pelo que ouviram dizer na televisão e no rádio, pois não lêem livros, jornais ou revistas. Aliás, devo fazer uma correção imediata, o povo lê a primeira página de vários jornais, que ficam propositadamente expostas nas bancas, criando a cultura da primeira página, a formação de opinião através de manchetes que podem ou não ser verdadeiras.
O analfabeto funcional adora uma manchete, ele constrói todo um raciocínio baseado nas letras garrafais que iluminam o seu despertar no caminho para o trabalho.
O RIO VENCEU O TRÁFICO!
Pronto, ele não precisa de mais nada para ditar cátedra nas discussões do dia sobre a eficácia do atual governo estadual e a vitória no Complexo do Alemão.
No país temos a obrigação de votar, nada além disso, temos a democracia da urna eletrônica que não pode ser auditada, a maravilha da modernidade que nenhum país sério se interessou em comprar ou copiar.
Observem, caros leitores, que mesmo o voto sendo obrigatório, milhões não votam, pelos mais diferentes motivos, dentre eles a descrença na democracia brasileira e a vontade irresistível de ir à praia, ouso afirmar.
A verdadeira democracia deve ser alicerçada com vários pilares sólidos - não apenas com o direito de votar -, sustentáculos que inexistem em um país completamente incapaz, por exemplo, de controlar a criminalidade política, as oligarquias cleptocráticas que avançam sobre o dinheiro público e privado.
Uma cleptocracia não pode ser democrática, embora todos possam votar.
No Brasil a criminalidade política funciona de forma sistêmica e expandiu os seus tentáculos para os órgãos de controle, sobretudo para parcelas do poder judiciário e do ministério público.
No país temos um sistema corrupto que funciona muito bem, isso é fato. Aliás, tal sistema é o que melhor funciona neste país, um exemplo de eficácia incomum.
A democracia não coexiste com a falta de educação e com a corrupção crescente, portanto, algo precisa ser feito para que o Brasil possa um dia ser uma democracia de verdade, onde os votantes sejam capazes de formar cada um a própria opinião sobre os fatos e o dinheiro público possa ser tratado de forma honesta e em prol da população.
E o que deve ser feito diante da nossa incapacidade de controlar a corrupção política?
Uma nova revolução militar?
Um golpe?
Não, claro que não. Ninguém deseja isso, nem os militares brasileiros, hoje tão acomodados em seus quartéis.
Todavia, algo precisa ser feito e rápido.
Infelizmente, os brasileiros até a presente data, não estão conseguindo controlar a cleptocracia, não estamos chegando nem perto, somos incapazes de deter esse câncer nacional.
Urge que encontremos uma saída, pois o Brasil não pode continuar nessa direção indefinidamente, temos que por um fim na roubalheira de terno em gravata, uma autêntica ditadura que se locupleta nos nossos bolsos.
Diante dessa realidade, penso que a nossa incapacidade está nos empurrando para o próximo governo militar no Brasil, não tenho qualquer dúvida, pois algo precisa ser feito para construir uma democracia nestas terras, nem que seja uma nova revolução militar.
Devemos lembrar que a constituição “democrática” prevê que a “defesa da pátria” é dever das forças armadas e ninguém pode negar que a “pátria” está em grave perigo.
A culpa pela instauração de um novo governo militar será nossa, a responsabilidade será dos que lêem jornais.
Os que comem, ouvem e digerem as manchetes não terão qualquer culpa, eles só querem circo e cerveja, não exigem nada mais, vivem muito bem assim.
Circo e cerveja!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 31 de março de 2009

31 DE MARÇO DE 1964, QUARENTA E CINCO ANOS DEPOIS!


Uns festejam, outros condenam.
Governo Militar ou Ditadura Militar?
Palavras e expressões marcam estes quarenta e cinco anos, divididos em dois períodos (1964-1982 e 1982-2009), algumas se repetindo ano após ano:
Política, corrupção, comunismo, LIESA, anistia geral, liberalismo, prisões, desaparecidos, exilados, mortos, atos institucionais, militares, civis simpatizantes, bolsa família, sindicalismo, civis, jogos dos bichos, carnaval, anistia ampla, futebol, Copa do Mundo, MDB, bolsa ditadura, ARENA, seqüestros, roubos a bancos, ordem, neoliberalismo, bombas, progresso, povo, extremismos, democracia, abertura política, estudantes, crimes, se há dois anos trás, Rio Centro, passeatas, atos cívicos, UNE, PSDB, PMDB, PT, corrupção política generalizada, somando forças, PMDB, Jogos Pan-americanos, forças armadas, Olimpíadas, Coronéis Barbonos, 40 da Evaristo, anistia irrestrita, OAB, MST, assistencialismo, ruralistas, fardas, grampos telefônicos, desordem urbana, Marcola, MLST, Fernandinho Beira Mar, crimes hediondos, cuecas, anões, mensalões, horas extras nas férias, Cuba, URSS, tráfico de drogas, direitos humanos, EUA, Polícia Federal, capitalismo, CV, PC, caça-níqueis, milícias, 70% de analfabetismo funcional, assassinatos, PCB, PSOL, congresso fechado, PC do B, PCC, congresso aberto, ADA, fuzis, crimes de congressistas, nunca antes na história deste país, políticos bandidos, marolinha, olhos azuis, por que não te calas, desemprego, crise, escândalos políticos, etc.
Quarenta e cinco anos depois de 31 de março de 1964, ainda não conseguimos unir democracia, ordem e progresso.
O crime nas suas mais variadas versões, bem como, os criminosos, são nossos companheiros de viagem neste trem da alegria chamado Brasil.
Os heróis viraram vilões, o dinheiro público é a “geni” de onde todos querem mamar.
As canções que iluminaram a reabertura política, nunca foram tão reais como em nossos tristes dias.
Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia.
O simples fato de votarmos não significa que vivemos em uma democracia, o voto é apenas um componente, sobretudo porque os feudos, antes fruto do coronelismo nordestimo, agora existem nas grandes metrópoles.
O “voto de cabresto” nunca esteve tão presente.
O autoritarismo político é exercido abertamente, como ocorreu no Rio de Janeiro, onde o poder político – apartado dos princípios democráticos – mudou leis, com apoio da ALERJ, para prejudicar Coronéis que queriam salvar a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar.
“Eles” não querem que o bem prevaleça!
“Eles” SOMAM FORÇAS, só não sabemos com quem, certamente não com os servidores públicos.
Democracia sem ordem e sem progresso, não é democracia é autoritarismo.
Cidadão brasileiro, embora a maioria esteja excluída da cidadania, precisamos nos unir e cobrar mudanças políticas imediatamente.
Caso contrário, logo não teremos mais a opção da solução ordeira.
Pai, afasta de mim esse cálice, repleto de sangue das pessoas que morrem em decorrência da violência urbana, das crianças dos sinais - maltrapilhos malabaristas -, e das famílias que vivem sob marquises.
Se continuarmos adormecidos em berço esplêndido, teremos que mudar a frase inscrita no pavilhão nacional.
Talvez:
- “SALVE-SE QUEM PUDER!”
Brava gente brasileira.
Não tenha o temor servil.
Do universo entre as nações precisa resplandecer a do Brasil!
O pátria amada, idolatrada, salve salve, mãe gentil.
Filhos deste solo não fujam à luta!
Seus filhos merecem ORDEM E PROGRESSO.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO