Mostrando postagens com marcador Ministro Gilmar Mendes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ministro Gilmar Mendes. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de maio de 2009

A OPINIÃO DO PREFEITO EDUARDO PAES (PMDB) SOBRE AS MILÍCIAS E O QUE ESTARIA ACONTECENDO COM O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA...

As milícias do Rio de Janeiro, forças paramilitares que dominam partes do território brasileiro, tiveram uma grande expansão no governo Rosinha Garotinho (PMDB), sobretudo, no período pré-eleitoral, em 2006.
Tal fato constitui indício da existência de políticos fluminenses como beneficiários da ação de tais grupos, hipótese que ganhou mais relevância, após o jornal O Globo ter publicado matéria, após as eleições, sobre os mais votados nessas regiões dominadas.
Não sei se essa relação espúria está sendo investigada por quem de direito, todavia, não custa lembrar a opinião do atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, a respeito dessas forças paramilitares, assistindo a reportagem televisiva publicada no blog do Cidadão (com letra maíscula) Ricardo Gama (clique e assista), são poucos segundos, porém reveladores.
Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal...
O GLOBO
JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 5 de maio de 2009

SUPREMO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - JORGE PORTUGAL.

Supremo Ministro Joaquim Barbosa.
Naquele 22 de abril de 2009, nenhum nobre navegante português ousaria nos "descobrir".
Descobertos fomos pelos olhos e pela voz do primeiro negro que, com altivez e coragem, no topo da nau capitânia do judiciário, admoestou o pretenso comandante.
Naquele 22 de abril de 2009, não caberia um 7 de setembro em que o filho do rei, futuro imperador do país, daria gritos de independência às margens de um riacho qualquer; ali, ouvimos o brado da liberdade e da insubmissão da voz abafada do povo, silenciada por séculos pelos donos do poder, através de sucessivos crimes de lesa-cidadania:
"Respeite, ministro! Vossa Excelência não tem condições de dar lição de moral em ninguém!"
Naquele 22 de abril de 2009, nenhuma princesa "bondosa" assinaria uma vaga lei que nos concedia liberdade, mas nos cassava a condição de cidadãos, proibindo-nos o voto, a escola de qualidade e o trabalho digno; presenciamos, sim, a abolição proclamada em nossas almas, 121 anos depois, pela voz corajosa de um Luís Gama redivivo, encarnando todos os quilombos massacrados e abrindo os portões de todas as senzalas:
"Vossa Excelência não está nas ruas; está na mídia destruindo a credibilidade de nossa justiça!"
Naquele 22 de abril de 2009, nenhum marechal, de pijama, ousaria proclamar república nenhuma; o pacto de poder que condenou a maioria de nossa gente a ser um povo de segunda classe viu-se desmascarado pela indignação patriótica de um João Cândido reeditado, que fez a chibata girar em movimento contrário, açoitando o lombo dos que se acostumaram a bater, por séculos a fio:
"Respeite, ministro! Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso!"
Naquele dia, Ogum, Xangÿ e Oxóssi desceram os três num corpo só e reafirmaram a presença arquetípica da África dentro de nós. Todos os movimentos aparentemente derrotados dos nossos heróis anÿnimos puseram-se de pé, vitoriosos, mesmo que não tivessem vencido uma só batalha.
A Revolta dos Búzios, a Revolução dos Malês, o Quilombo dos Palmares, todos, reencenaram seus teatros de operação e puderam, séculos depois, derrotar simbolicamente o inimigo.
Naquele dia, saíram às ruas todas as escolas de samba, de jongo, todos os blocos afros; bateram os candomblés e as giras de umbanda, a procissão da Boa Morte, o Bembé do Mercado de Santo Amaro; brilharam os pequenos olhos da criança negra recém-nascida ao descortinar a luz azul de um futuro melhor. Naquele dia, materializando todos os nossos sonhos e desejos secularmente negados, Vossa Excelência deixou de ser apenas um ministro do Supremo Tribunal Federal para tornar-se o supremo ministro de todos os brasileiros.
JORGE PORTUGAL.
Baiano de Santo Amaro da Purificação, educador, poeta e membro do Conselho Nacional de Política Cultural.
(Transcrito da página de Opinião do jornal A Tarde, da Bahia, de 28.4.09)

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 3 de maio de 2009

SOMOS TODOS JOAQUINS BARBOSAS - ABÍLIO TOZINI.

Somos todos Joaquins Barbosas!
Fora os que transformam o STF em antro de capangas.
Fim do sigilo fiscal e do sigilo bancário para todos: sigilo bancário e fiscal só interessa para sonegadores, lavadores de dinheiro sujo de drogas, armas e corrupção.
Pelo fim de todo o secreto.
E financiamento exclusivamente público para campanhas eleitorais.
O que isso tudo tem a ver?
A máfia que rouba o Brasil faz parte de uma única corporação: bancadas compradas no Congresso pelo financiamento privado de campanhas e sigilo bancário e fiscal para esconder a origem dos latifúndios das bolsas de valores, urbanos e rurais, inclusive latifúndios do Doutor Gilmar Mendes e clã.
Abílio Tozini

=> assine também, acesse:
Petition to Apoio ao Ministro Joaquim Barbosa.
Read the Apoio ao Ministro Joaquim Barbosa Petition

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 2 de maio de 2009

REVISTA ISTO É - O ESQUEMA VIP DO JUDICIÁRIO.

EMAIL RECEBIDO:
REVISTA ISTO É.
EXCLUSIVO.
O ESQUEMA VIP DO JUDICIÁRIO.
Contrariando uma norma do STJ o ministro Carlos Alberto Direito, do STF, fazia uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
DOZE PEDIDOS.
Documentos do STJ mostram que a família de Direito solicitou upgrade à Air France e "atendimento especial" à Receita e à PF
ANTIGOS PRIVILÉGIOS.
FAVOR PARA O FILHO.
Pedido de atendimento especial à Receita, à PF e à Infraero para Carlos Gustavo Direito e a mulher, Theresa, que chegavam de Paris.
Na mesma semana em que a Câmara dos Deputados se viu pressionada pela opinião pública a acabar com a chamada "farra das passagens aéreas", documentos obtidos com exclusividade por ISTO É demonstram que, na Esplanada dos Ministérios, a obtenção de privilégios pessoais ou para parentes, graças à função pública, não estava restrita ao Legislativo.
Doze ofícios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, revelam que familiares e amigos do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), tinham acesso a um esquema VIP nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Assim, era possível ir a Paris numa classe superior à determinada pela passagem e voltar de Miami sem passar pelos trâmites impostos pela Receita Federal aos cidadãos comuns, que muitas vezes se veem obrigados a abrir as malas nos saguões de desembarque.
Familiares e amigos do ministro também não ficavam nas filas que antecedem os equipamentos de raio X da Polícia Federal e tinham franqueado acesso a áreas restritas do aeroporto.
O Superior Tribunal de Justiça tem, no Rio de Janeiro e em São Paulo, representações destinadas a facilitar o deslocamento dos ministros quando estão a serviço da corte.
Direito foi ministro do Superior Tribunal de Justiça durante 11 anos, mas em agosto de 2007 o presidente Lula o indicou para o Supremo Tribunal Federal. Direito, contudo, continuou a usar a estrutura do outro tribunal para facilitar o trânsito da mulher, dos filhos, da nora e de amigos no Aeroporto Internacional do Galeão.
Em 10 de fevereiro do ano passado, por exemplo, Carlos Gustavo Vianna Direito, juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e sua mulher, Theresa Direito, chegaram ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, às 7h25. Viajaram no voo 0442 da Air France, procedente de Paris. Três dias antes, em 7 de fevereiro, o ofício 018/08 do Superior Tribunal de Justiça, informava ao inspetor-chefe da Receita Federal no aeroporto, Elis Marcio Rodrigues e Silva, que Carlos Gustavo é filho de Carlos Alberto Menezes Direito, ministro do Supremo Tribunal Federal, e solicitava que ele e a mulher recebessem "atendimento especial para o desembarque".
O documento do STJ pede ainda que tanto o ministro Direito como sua esposa, Wanda, possam ter acesso "à área restrita do aeroporto" para se encontrar com o casal. No mesmo dia, o então chefe da representação do Superior Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro, Wagner Cristiano Moretzsohn, expediu outros dois ofícios. O de número 017/08 foi encaminhado a Paulo Roberto Falcão Ribeiro, delegado da Polícia Federal no aeroporto Antônio Carlos Jobim, e o de número 016/08 teve como destinatária a coordenadora de comunicação social da Infraero no aeroporto, Izabel Iria D'Abbadia. O conteúdo deles é idêntico ao que fora encaminhado à Receita Federal. "Os documentos mostram que, a pedido do tribunal, esses passageiros podem ter saído do avião e entrado em um carro sem passar pela alfândega ou mesmo pelo terminal do aeroporto", explicou à ISTOÉ um funcionário da Infraero no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Em 17 de julho do ano passado, Moretzsohn encaminhou um outro ofício do Superior Tribunal de Justiça ao inspetor-chefe da Receita no Aeroporto Antônio Carlos Jobim. Nele, o ex-chefe de representação do STJ no Rio solicita "atendimento especial" para a promotora de Justiça Luciana Direito, filha do ministro do STF, e também pede para que o pai ministro possa ter acesso à área restrita do aeroporto. "Não existe na legislação previsão sobre atendimento especial no embarque ou desembarque para autoridades, seus filhos ou amigos", disse à ISTOÉ Valéria Barbosa, chefe de comunicação social da Receita Federal em Brasília.
Luciana desembarcou às 8h05 do vôo 0247 da British Airlines, procedente de Londres, em 21 de julho do ano passado. A chegada da promotora Luciana ao Brasil contou com os mesmos privilégios dados em fevereiro a seu irmão e a sua cunhada. Além da Receita, ofícios com conteúdo semelhantes foram encaminhados pelo STJ aos representantes da Polícia Federal e da Infraero no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. "Os parentes dos ministros costumam chegar de viagem carregando cinco ou seis malas gigantes e passam direto pela alfândega", disse à ISTOÉ uma fiscal da Receita Federal no aeroporto Antônio Carlos Jobim, na tarde da terça-feira 28.
NORMA DESRESPEITADA.
Além de contrariar a legislação da Receita, os pedidos oficiais em nome do ministro Direito feriram também uma norma interna do STJ. A resolução número 02/2008, assinada pelo presidente Cesar Asfor Rocha, em 29 de outubro do ano passado, estabelece "rotinas administrativas para os serviços de embarque e desembarque dos ministros do Tribunal e para o uso dos serviços das representações no Rio de Janeiro e em São Paulo".
No artigo 1º, Asfor Rocha determina que os "serviços relativos ao embarque e desembarque serão privativos dos ministros em atividade, dos aposentados e dos respectivos cônjuges". Nenhuma referência é feita a autoridades de outros tribunais ou a filhos, parentes e amigos dos ministros. Em seguida, determina que "apenas com expressa autorização do presidente os serviços poderão ser estendidos a outras pessoas".
Apesar da resolução interna, Direito continuou usando os privilégios para favorecer parentes. Em 25 de novembro, ofícios do STJ encaminhados à Receita e à Polícia Federal pediam "atendimento especial para o desembarque" de Wanda Direito, mulher do ministro do STF. Ela vinha de Londres, no voo 0249 da British Airlines que pousou no Rio na noite de 27 de novembro, exatos 28 dias depois da assinatura da resolução que limitava o serviço aos magistrados do STJ. Na semana passada, um colega de Direito no STF revelou à ISTOÉ que ele tem insistido para que o Supremo monte estruturas de apoio no Rio e em São Paulo nos moldes das existentes no STJ.
Os documentos agora revelados por ISTOÉ também comprovam privilégios concedidos a parentes e amigos do ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça. Em 1º de novembro do ano passado, portanto depois da determinação de Asfor Rocha, a filha do ministro, Mariana Fux, e a juíza federal Débora Blaishman desembarcaram do voo 8085, da TAM, procedente de Paris. Ofícios do STJ encaminhados à Receita Federal, à Polícia Federal, à Infraero e à TAM, em 31 de outubro, solicitam que ambas tenham "atendimento especial" no desembarque.
Mudança de classe - O cidadão comum, que paga religiosamente seus impostos, precisa amargar horas e horas nos saguões dos aeroportos em uma rotina que passa por enormes filas de check-in, revistas de agentes da Polícia Federal e inspeções da alfândega. Mas os parentes e amigos dos ministros Direito e Fux não só passam ao largo desse ritual incômodo como ganham até a oportunidade de mudar a classe da sua passagem, o que no jargão das companhias aéreas se chama de "upgrade".
No dia 9 de dezembro do ano passado, por exemplo, o representante do STJ no Rio cita Luiz Fux para pedir os privilégios costumeiros a uma amiga da filha do ministro. Assim, tanto a Polícia Federal quanto a Infraero recebem a solicitação de "atendimento especial" para o embarque da juíza Débora Blaishman, amiga de Mariana Fux. Mas o STJ também encaminhou o ofício 116/08. Ele foi destinado ao gerente da American Airlines no aeroporto Antônio Carlos Jobim, Herlichy Bastos. No documento, o então chefe da representação do tribunal no Rio de Janeiro solicita que "seja providenciado 'special service', 'upgrade' e acesso à sala VIP da companhia" para a amiga da filha do ministro. No dia seguinte, 10 de dezembro, a juíza Débora Blaishman embarcou às 23h35 no voo 0990 da American Airlines, com destino a Miami.
O "atendimento especial" pedido em dezembro do ano passado para a amiga da família Fux atenta contra a norma administrativa do próprio STJ. Mas a solicitação de "upgrade e acesso à sala VIP" endereçada à companhia aérea pode vir a gerar questionamentos na hora do julgamento de diversos processos no STJ. Consulta feita no site do tribunal onde Fux é ministro mostra que a American Airlines é parte em 178 ações.
Em 3 de dezembro de 2008, o gerente da Air France no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, Antônio Jorge Assunção, recebeu o ofício 112/08 do STJ. No documento, é solicitado que Carlos Gustavo Vianna Direito, filho do ministro do STF, e a juíza Daniella Alvarez Prado tenham acesso à sala VIP da companhia aérea, "atendimento especial e check-in com assento no up deck" do voo 0447 com destino a Paris.
Up deck é a nominação do pavimento superior do Boeing 747 usado na ocasião pela Air France em voos intercontinentais.
Segundo um funcionário da companhia, era lá que ficava a primeira classe. Em valores atuais, uma passagem Rio-Paris-Rio varia de R$ 3.800 a R$ 6.200 na classe econômica, custa cerca de R$ 9.000 na executiva e R$ 19.600 na primeira classe. A Air France, segundo informação contida nos sites dos tribunais, é parte em 111 processos no STJ e em 50 no Supremo Tribunal Federal. Três deles encontram-se sob a responsabilidade do ministro Direito, cujo nome consta no ofício 112/08, expedido depois da entrada em vigor da norma do presidente Cesar Asfor Rocha, limitando este privilégio apenas aos ministros do STJ e suas esposas.
Na tarde da quarta-feira, 29 de abril, ISTO É entrou em contato com o gabinete de Direito e também com a assessoria de imprensa do STF, mas não conseguiu ouvir o ministro. "Não era coisa específica minha, era coisa do Tribunal. Talvez fosse derivada do relacionamento do chefe da representação do STJ no Rio com os funcionários do aeroporto", disse o ministro Fux referindo- se a Moretzsohn.
"ATENDIMENTO ESPECIAL " Ofício do STJ pediu à Receita, à PF e à Infraero para facilitar o trânsito de Wanda, mulher de Direito, que chegava de Londres
Durante a ditadura militar, Carlos Alberto Direito ocupou a chefia de gabinete do ministro da Educação, Nei Braga. No governo Sarney, foi presidente da Casa da Moeda do Brasil. Chegou a desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por indicação do ex-governador Moreira Franco e depois foi para o STJ durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 28 de agosto de 2007, já na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Direito foi escolhido para a vaga de Sepúlveda Pertence no Supremo Tribunal Federal. Ao ser sabatinado para a mais alta corte de Justiça do País, ele passou pelo constrangimento de ouvir uma pergunta do falecido senador Jefferson Peres (PDT-AM) sobre um episódio antigo, que envolvia seu filho.
Direito participou no STJ da votação de um processo milionário contra a Petrobras, em que o filho Carlos Gustavo atuou como estagiário do escritório que representava a parte contrária à estatal. A ação tinha sido movida pela empresa Porto Seguro e a Petrobras chegou a ser condenada a indenizar a seguradora em US$ 3,4 bilhões e a pagar US$ 681 milhões para o escritório que representou a Porto Seguro e no qual trabalhava o filho do ministro. Emocionado, Direito disse aos senadores que o julgamento fora anulado no STJ quando se tornou pública a participação de seu filho no processo.
"Toda a minha vida foi dedicada a isso: à honra e à dignidade", disse o magistrado no Senado.
Os documentos do Superior Tribunal de Justiça relacionando os privilégios concedidos aos parentes e amigos dos ministros das mais altas cortes do País são de 2008. No entanto, um ministro do STF ouvido na última semana por ISTO É admite que esses benefícios possam ser bem maiores do que os até agora revelados.
Embora os dados relativos ao uso do dinheiro público no Poder Judiciário não sejam tão transparentes quanto os do Legislativo e do Executivo, é possível afirmar que as despesas com passagens aéreas vêm aumentando. Segundo dados levantados pela assessoria técnica do PSDB no sistema que registra todos os gastos públicos do País, o Siafi, o Judiciário gastou, no primeiro trimestre do ano passado, R$ 1,9 milhão com passagens aéreas. Entre janeiro e março deste ano o gasto foi de R$ 2,6 milhões, um aumento de 37,1%.
Os 17 ofícios com pedidos de privilégios no embarque e desembarque de voos internacionais para os familiares e amigos dos ministros Direito e Fux foram assinados por Wagner Cristiano Moretzsohn, que mantinha como auxiliares cinco PMs terceirizados na representação do STJ.
No início desse ano, depois de uma sindicância, ele foi afastado do cargo, por determinação do ministro Cesar Asfor Rocha. Os motivos do afastamento não foram revelados, mas denúncias encaminhadas ao STJ o acusam de usar indevidamente carros oficiais, bem como superfaturar o pagamento de manutenção da frota e valores pagos para viagens internacionais.
ISTO É procurou Moretzsohn, mas ninguém respondia no seu telefone celular.
Também foi constatado pela equipe de Asfor Rocha que as relações de Moretzsohn não são compatíveis com o que se espera de um funcionário importante de uma das mais altas cortes da Justiça brasileira. Policial militar do Rio de Janeiro, Moretzsohn era bastante próximo do ex-deputado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia do Estado.
Atualmente preso no Complexo Penitenciário de Bangu, Lins foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando através do Aeroporto Antônio Carlos Jobim e formação de quadrilha.30/04/2009 -
- GILMAR MENDES DIZ QUE NÃO HOUVE PRIVILÉGIO A COLEGA DO SUPREMO EM VOOS.
Claudia Andrade
Do UOL NotíciasEm Brasília
O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta (30) que não se pode atribuir "prática abusiva" ao ministro Menezes Direito, ao comentar reportagem desta semana da revista "Isto É".
Segundo a publicação, Direito possuía um "esquema VIP" para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Suposto abuso acontece após "farra" das passagens aéreas no Congresso
Nesta semana, a Câmara aprovou restrições ao uso de passagens aéreas por parlamentares, mas casos antigos foram anistiados.
"O ministro é uma pessoa coerente, ética e de atuação exemplar no tribunal", disse Mendes. Segundo ele, há algumas questões de cerimonial a seguir, por questão de segurança dos ministros e não há investigação a ser feita. "Não há nenhuma conotação de privilégio", afirmou o ministro.
"Não se atribui nenhuma prática abusiva a ele."Já o ministro Marco Aurélio evitou se posicionar e evocou a transparência do homem público.
"O homem público é um livro aberto, ele está na vitrine", afirmou. "Não podemos adotar uma rigidez maior porque maior é a transparência.
"Segundo a revista, 12 ofícios do STJ (Superior Tribunal de Justiça), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, revelam que familiares e amigos "tinham acesso a um esquema VIP", embarcando em voos em classe superior à determinada na passagem aérea e até se livrando da alfândega.
Direito foi ministro do STJ por 11 anos, mas teria continuado a utilizar os privilégios do tribunal mesmo após ter sido nomeado ao Supremo, de acordo com a publicação.
"Os documentos mostram que, a pedido do tribunal, esses passageiros [Direito e a mulher] podem ter saído do avião e entrado em um carro sem passar pela alfândega ou mesmo pelo terminal do aeroporto", disse à revista um funcionário da Infraero.
Segundo norma interna do STJ, "serviços relativos ao embarque e desembarque serão privativos dos ministros em atividade, dos aposentados e dos respectivos cônjuges". Conforme a "Isto É", parentes e amigos do ministro Luiz Fux, do STJ, também teriam se beneficiado do privilégio.
A reportagem do UOL Notícias tentou falar com Menezes Direito nesta tarde no Supremo, onde ocorreu o julgamento da Lei de Imprensa, mas o ministro ainda não se manifestou sobre a reportagem.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 25 de abril de 2009

CIDADÃO BRASILEIRO, O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA É UM HERÓI NACIONAL!

“Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso...”
Uns chamam de ditadura militar, outros de revolução militar, não sei como você denomina o momento histórico vivenciado pelos brasileiros, porém, você não pode se afastar das verdades que cercam o período iniciado em 1964 e findo em 1982, com a reabertura política.
Não podemos tampar os olhos para os desaparecidos, os exilados, os torturados, os mortos; todavia, também não podemos esquecer os assaltos a bancos, os seqüestros, as torturas e as mortes.
Cada um de nós deve ter vivo na memória os atos da direita e os atos da esquerda, o extremismo e o terrorismo.
As bombas de ambos os lados, enfim, tudo deve estar marcado na geração do período citado, caso contrário, continuaremos a ver esse espaço de tempo com a visão míope de um olho só, obviamente, uma visão parcial, longe da verdade.
E qual o motivo de escrever os parágrafos anteriores, iniciando com a frase do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa?
História, apenas história.
O ano de 1964 foi um marco histórico para o país, não importa quais sejam os seus parâmetros, não importa se você se considera um vencedor ou um derrotado, você viveu a história.
A história que você viveu novamente ao ouvir a frase:
-“Vossa Excelência não está falando com um dos seus capangas de Mato Grosso...”
O Ministro Joaquim Barbosa rompeu os grilhões, sacudiu o tapete, espalhou a sujeira e fez história.
Ele mostrou ao Brasil que o presidente do Supremo Tribunal tinha capangas, os capangas do “coronelismo político”, os capangas das "oligarquias" que destroem o Brasil.
O Supremo Tribunal Federal está nu!
E, o Brasil também.
A mídia publicou incontáveis matérias sobre a discussão entre os Ministros do Supremo, porém, ninguém fez o link indispensável - perdoem a prepotência desse jornalista (Coronel de Polícia) sem diploma -, com a reportagem da Revista Carta Capital, que publiquei no artigo anterior.
Não continuem a ler estas linhas, sem antes ler o artigo, para que tudo possa estar contextualizado.
Cidadãos brasileiros, o Ministro Joaquim Barbosa é um herói nacional, deve ser ovacionado nas ruas, devemos erguer bustos em sua homenagem em cada esquina desse Brasil varonil.
Ele quebrou o “Muro da Ignorância”, expôs as vísceras de um país que está sendo destruído pela corrupção das oligarquias, que fincam as suas raízes em todos os poderes.
Ele não teve medo, teve uma coragem espartana, devemos ombrear com ele, não podemos continuar temendo as ímpias falanges, gritem de suas janelas:
- “Vossa Excelência não está falando com um dos seus capangas de Mato Grosso...”
Gritem à plenos pulmões, tenham coragem, abandonem esse berço esplêndido, o Brasil precisa de nós.
E, quando falo do Brasil, não o faço de forma piegas, falo da nossa descendência, dos nossos filhos e netos, que herdarão essa terra onde se plantando tudo dá.
É claro que não me dirijo a todos os brasileiros, esse espaço alcança apenas centenas de pessoas diariamente, falo para os que não estão inseridos nos 70% de analfabetos funcionais dessa pátria amada.
Sim, só nós podemos mudar o Brasil.
O sistema domina o povo facilmente, distribuindo pão e circo.
O circo é farto: novelas, futebol, samba, carnaval, funk, big brother, Faustão, Sílvio Santos, Fantástico, Gugu Liberato, Luciana Gimenez, Wagner Montes, Luciano Hulk, etc.
O pão?
Basta uma bolsa qualquer coisa, um sistema de cotas que "garanta" uma mesa farta no futuro e coisa e tal...
Só você que agora lê essas linhas pode dar um basta.
A população aculturada, vítima da educação pública precária, essa nada pode, quando muito pode pintar a cara e sair às ruas, porém, nada mudará.
É preciso entender que os militares só saíram do poder quando quiseram, uma decisão dos poderosos, nem uma vírgula a mais.
Se quisessem, ainda estariam no comando e você tendo como Presidente um Oficial General, não duvide, a população fica satisfeitíssima com pão e circo, samba e futebol, big brother e Faustão.
Será que você acha que eles não poderiam distribuir as mesmas bolsas e manter você antenado no ridículo big brother, o "GRANDE IRMÃO" e suas câmeras em cada lar.
O Ministro Joaquim Barbosa fez a parte dele, abrir o “Véu de Ísis”, mostrou o Brasil sem qualquer fantasia.
Agora é a nossa vez.
Juntos Somos Fortes!
Grite com toda sua coragem, BASTA!
Terrorista é terrorista, não me venham mudar a história, querendo construir uma nova história, como fazem os regimes totalitários.
Não queiram educar as nossas crianças de modo que elas pensem que Lula é um herói.
O PT está cheio de criminosos e o seu lugar tenente, o PMDB, também.
Herói é o Ministro Joaquim Barbosa.
Nós precisamos enfrentá-los e dizer em alto e bom som:
- Não voto em Dilma Russeff, não voto em terrorista!
Sim, eu sou “politicamente incorreto”.
Eu faço parte da mídia do contra-golpe, como disse Reinaldo Azevedo.
Eu grito:
- “Vossa Excelência não está falando com um dos seus capangas de Mato Grosso...”
- “Vossa Excelência é integrante das oligarquias que estão matando o país!”
- “Minha senhora, a senhora é uma terrorista, nada mais, nada menos.
Cidadão brasileiro, a bola está com você.
Vida longa ao Ministro Joaquim Barbosa.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

STF - A OLIGARQUIA MENDES NO MS - VIVA O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA!

EMAI RECEBIDO:
Matéria publicada na revista Carta Capital em novembro de 2008, sobre Sua Excelência ministro Gilmar Mendes:
Nos rincões dos Mendes.
20/11/2008.
Leandro Fortes, de Diamantino (MT).
Existe um lugar, nas entranhas do Centro-Oeste, onde a vetusta imagem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, nada tem a ver com aquela que lhe é tão cara, de paladino dos valores republicanos, guardião do Estado de Direito, diligente defensor da democracia contra a permanente ameaça de um suposto – e providencial –“Estado policial”.
Em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, o ministro é a parte mais visível de uma oligarquia nascida à sombra da ditadura militar (1964-1985), mas derrotada, nas eleições passadas, depois de mais de duas décadas de dominação política.
O atual prefeito de Diamantino, o veterinário Francisco Ferreira Mendes Júnior, de 50 anos, é o irmão caçula de Gilmar Mendes. Por oito anos, ao longo de dois mandatos, Chico Mendes, como é conhecido desde menino, conseguiu manter-se na prefeitura, graças à influência política do irmão famoso. Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar Mendes, primeiro como advogado-geral da União do governo Fernando HenriqueCardoso e, depois, como ministro do STF, atuou ostensivamente para eleger o irmão. Para tal, levou a Diamantino ministros para inaugurar obras e lançar programas, além de circular pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, a pedir votos para o irmão-candidato e, eventualmente, bater boca com a oposição.
Em setembro do ano passado, o ministro Mendes foi novamente escalado pelo irmão Chico Mendes para garantir a continuidade da família na prefeitura de Diamantino. Depois de se ancorar no grupo político do governador Blairo Maggi, os Mendes também migraram do PPS para o PR, partido do vice-presidente José Alencar, e ingressaram na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a quem, como se sabe, Mendes costuma, inclusive, chamar às falas, quando necessário.
Maggi e os Mendes, então, fizeram um pacto político regional, cujo movimento ais ousado foi a assinatura, em 10 de setembro de 2007, do protocolo e intenções para a instalação do Grupo Bertin em Diamantino, às vésperas do ano eleitoral de 2008.
Considerado um dos gigantes das áreas agroindustrial, de infra-estrutura e de energia, o Bertin acabou levado para Diamantino depois de instalado um poderoso lobby político capitaneado por Mendes, então vice-presidente do STF, com o apoio do governador Blairo Maggi, a quem coube a palavra final sobre a escolha do local para aconstrução do complexo formado por um abatedouro, uma usina de biodiesel e um curtume. O investimento previsto é de 230 milhões de reais e a perspectiva de criação de empregos chega a 3,6 mil vagas.
Um golpe de mestre, calcularam os Mendes, para ajudar a eleger o vereador Juviano Lincoln, do PPS, candidato apoiado por Chico Mendes à sucessão municipal.
No evento de assinatura do protocolo de intenções, Gilmar Mendes era só sorrisos ao lado do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, aquem levou a Diamantino para prestigiar a gestão de Chico Mendes, uma demonstração de poder recorrente desde a primeira campanha do irmão,em 2000.
Durante a cerimônia, empolgado com a presença do ministro e de dois diretores do Bertin, Blairo Maggi conseguiu, em uma só declaração, carimbar o ministro Mendes como lobista e desrespeitar toda a classe política mato-grossense. Assim falou Maggi: “Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso”.
Presente no evento estava o prefeito eleito de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), então deputado estadual.
“O constrangimento foi geral”, lembra Capistrano.
Ainda na festa, animado com a atitude de Maggi, o deputado Wellington Fagundes (PR-MT) aproveitou para sacramentar a ação do presidente do STF.
“O ministro Gilmar Mendes tem usado o seu prestígio para beneficiar Mato Grosso, apesar de não ser nem do Executivo nem do Legislativo”, esclareceu, definitivo.
Ninguém, no entanto, explicou ao público e aos eleitores as circunstâncias da empresa que tão alegremente os Mendes haviam conseguido levar a Diamantino.
O Grupo Bertin, merecedor de tanta dedicação do presidente do STF, foi condenado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em novembro de 2007, logo, dois meses depois da assinatura do protocolo, por formação de cartel com outros quatro frigoríficos. Em 2005, as empresas Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva foram acusadas pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça de combinar os preços da comercialização de gado bovino no País. Foi obrigado apagar uma multa equivalente a 5% do faturamento bruto, algo em tornode 10 milhões de reais.
No momento em que Gilmar Mendes e Blairo Maggi decidiram turbinar a campanha eleitoral de Diamantino com o anúncio da construção do complexo agroindustrial, o processo do Bertin estava na fase final.
Ainda assim, quando a campanha eleitoral de Diamantino começou, em agosto passado, o empenho do ministro Mendes para levar o Bertin passou a figurar como ladainha na campanha do candidato da família, Juviano Lincoln.
Em uma das peças de rádio, o empresário Eraí Maggi, primo do governador, ao compartilhar com Chico Mendes a satisfação pela vinda do abatedouro, manda ver:
“Tenho falado pro Gilmar, seu irmão, sobre isso”.
Em uma das fazendas de soja de Eraí Maggi, o Ministério do Trabalho libertou, neste ano, 41 pessoas mantidas emregime de escravidão.
Tanto esforço mostrou-se em vão eleitoralmente.
Em outubro passado, fustigado por denúncias de corrupção e desvio de dinheiro, o prefeito Chico Mendes foi derrotado pelo notário Erival Capistrano, cuja única experiência política, até hoje, foi a de deputado estadual pelo PDT, por 120 dias, quando assumiu o cargo após ter sido eleito comosuplente.
“Foi a vitória do tostão contra o milhão”, repete, como um mantra, Capistrano, a fim de ilustrar a maneira heróica como derrotou, por escassos 418 votos de diferença, o poder dos Mendes em Diamantino.
De fato, não foi pouca coisa.
Em Diamantino, a família Mendes se estabeleceu como dinastia política a partir do golpe de 1964, sobretudo nos anos 1970, época em que os militares definiram a região, estrategicamente, como porta de entrada para a Amazônia.
O patriarca, Francisco Ferreira Mendes, passou a alternar mandatos na prefeitura com João Batista Almeida, sempre pela Arena, partido de sustentação da ditadura. Esse ciclo foi interrompido apenas em 1982, quando o advogado Darcy Capistrano, irmão de Erival, foi eleito, aos 24 anos, e manteve-se no cargo por dois mandatos, até1988.
A dobradinha Mendes-Batista Almeida só voltaria a funcionar em 1995, bem ao estilo dinástico da elite rural nacional, com a eleição, primeiro, de João Batista Almeida Filho. Depois, em 2000, de Francisco Ferreira Mendes Júnior, o Chico Mendes.
Gilmar nasceu em Diamantino em 30 de dezembro de 1955.
O lugar já vivia tempos de franca decadência. Outrora favorecida pelo comércio de diamantes, ouro e borracha por mais de dois séculos, a cidade natal do atual presidente do STF se transformou, a partir de meados do século XX, num município de economia errática, pobre e sem atrativos turísticos, dependente de favores dos governos federal e estadual.
Esse ambiente de desolação social, cultural e, sobretudo, política favoreceu o crescimento de uma casta coronelista menor, se comparada aos grandes chefes políticos do Nordeste ou à aristocracia paulista do café, mas ciosa dos mesmos métodos de dominação.
Antes do presidente do STF, a figura pública mais famosa do lugar, com direito a busto de bronze na praça central da cidade, para onde os diamantinenses costumam ir para fugir do calor sufocante do lugar, era o almirante João Batista das Neves. Ele foi assassinado durante a Revolta da Chibata, em 1910, por marinheiros revoltosos, motivados pelos maus-tratos que recebiam de oficiais da elite branca da Marinha, entre eles, o memorável cidadão diamantinense.
Na primeira campanha eleitoral de Chico Mendes, em 2000, o então advogado-geral da União, Gilmar Mendes, conseguiu levar ministros do governo Fernando Henrique Cardoso para Diamantino, a fim de dar fôlego à campanha do irmão. Um deles, Eliseu Padilha, ministro dos Transportes, voltou à cidade, em agosto de 2001, ao lado de Mendes,para iniciar as obras de um trecho da BR-364.
Presente ao ato, prestigiado como sempre, estava o irmão Chico Mendes. No mesmo mês, um dos principais assessores de Padilha, Marco Antônio Tozzati, acusado de fazer parte de uma quadrilha de fraudadores que atuava dentro do Ministério dos Transportes, juntou-se a Gilmar Mendes para fundar a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, a Uned.
O ministro Mendes, revelou Carta Capital na edição 516 (leia o post Gilmar: às favas a ética), é acionista de outra escola, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que obteve contratos sem licitação com órgãos públicos e empréstimos camaradas de agências de fomento.
Não é de hoje, portanto, que o ensino, os negócios e a influência política misturam-se oportunamente na vida do presidente do Supremo.
No caso da Uned, o irmão-prefeito bem que deu uma mãozinha ao negócio do irmão. Em 1º de abril de 2002, Chico Mendes sancionou uma lei que autorizava a prefeitura de Diamantino a reverter o dinheiro recolhido pela Uned em diversos tributos, entre os quais o Imposto Predial eTerritorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS) e sobre alvarás, em descontos nas mensalidades de funcionários e “estudantes carentes”. Dessa forma, o prefeito, responsável constitucionalmente por incrementar o ensino infantil e fundamental, mostrou-se estranhamente interessado em colocar gente no ensino superior da faculdade do irmão-ministro do STF.
Em novembro de 2003, o jornalista Márcio Mendes, do jornal O Divisor,de Diamantino, entrou com uma representação no Ministério Público Estadual de Mato Grosso, para obrigar o prefeito a demonstrar, publicamente, que funcionários e “estudantes carentes” foram beneficiados com a bolsa de estudos da Uned, baseada na renúncia fiscal – aliás, proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal –autorizada pela Câmara de Vereadores.
Jamais obteve resposta.
O processo nunca foi adiante, como, de praxe, a maioria das ações contra Chico Mendes.
Atualmente, Gilmar Mendes está afastado da direção da Uned. É representado pela irmã, Maria Conceição Mendes França, integrante do conselho diretor e diretora-administra tiva e financeirada instituição.
O futuro prefeito, Erival Capistrano, estranha que nenhum processo contra Chico Mendes tenha saído da estaca zero e atribui o fato à influência do presidente do STF.
Segundo Capistrano, foram impetradas ao menos 30 ações contra o irmão do ministro, mas quase nada consegue chegar às instâncias iniciais sem ser, irremediavelmente, arquivado.
Em 2002, a Procuradoria do TCE mato-grossense detectou 38 irregularidades nas contas da prefeitura de Diamantino, entre elas a criação de 613 cargos de confiança. A cidade tem 19 mil habitantes.
O Ministério Público descobriu, ainda, que Chico Mendes havia contratado quatro parentes, inclusive a mulher, Jaqueline Aparecida, para o cargo de secretária de Promoção Social, Esporte e Lazer.
No mesmo ano de 2002, o vereador Juviano Lincoln (ele mesmo, o candidato da família) fez aprovar uma lei municipal, sancionada por Chico Mendes, para dar o nome de “Ministro Gilmar Ferreira Mendes” à avenida do aeródromo de Diamantino.
Dois cidadãos diamantinenses, o advogado Lauro Pinto de Sá Barreto e o jornalista Lúcio Barboza dosSantos, levaram o caso ao Senado Federal.
À época, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aceitou a denúncia. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a acusação contra a avenida Ministro Gilmar Mendes também não deu resultados e foi arquivada, no ano passado.
A lentidão da polícia e da Justiça na região, inclusive em casos criminais, acaba tendo o efeito de abrir caminho a várias suspeitas e deixar qualquer um na posição de ser acusado – ou de ver o assunto explorado politicamente.
Em 14 de setembro de 2000, na reta final da campanha eleitoral, a estudante Andréa Paula Pedroso Wonsoski foi à delegacia da cidade para fazer um boletim de ocorrência. Ao delegado Aldo Silva da Costa, Andréa contou, assustada, ter sido repreendida pelo então candidato do PPS, Chico Mendes, sob a acusação de tê-lo traído ao supostamente denunciar uma troca de cestas básicas por votos, ao vivo, em uma emissora de rádio da cidade. A jovem, de apenas 19 anos, trabalhava como cabo eleitoral do candidato, ao lado de uma irmã, Ana PaulaWonsoski, de 24 – esta, sim, responsável pela denúncia.
Ao tentar explicar o mal-entendido a Chico Mendes, em um comício realizado um dia antes, 13 de setembro, conforme o registro policial, alegou ter sido abordada por gente do grupo do candidato e avisada:
“Tome cuidado”.
Em 17 de outubro do mesmo ano, 32 dias depois de ter feito o BO, Andréa Wonsoski resolveu participar de um protesto político.
Ela e mais um grupo de estudantes foram para a frente do Fórum de Diamantino manifestar contra o abuso de poder econômico nas eleições municipais. A passeata prevista acabou por não ocorrer e Andréa,então, avisou a uma amiga, Silvana de Pino, de 23 anos, que iria tentar pegar uma carona para voltar para casa, por volta das 19 horas.
Naquela noite, a estudante desapareceu e nunca mais foi vista.
Três anos depois, em outubro de 2003, uma ossada foi encontrada por três trabalhadores rurais, enterrada às margens de uma avenida, a 5 quilômetros do centro da cidade. Era Andréa Wonsoski.
A polícia mato-grossense jamais solucionou o caso, ainda arquivado na Vara Especial Criminal de Diamantino. Mesmo a análise de DNA da ossada, requerida diversas vezes pela mãe de Andréa, Nilza Wonsoski, demorou outros dois anos para ficar pronta, em 1º de agosto de 2005.
De acordo com os três peritos que assinam o laudo, a estudante foi executada com um tiro na nuca.
Na hora em que foi morta, estava nua(as roupas foram encontradas queimadas, separadas da ossada), provavelmente por ter sido estuprada antes.
Chamado a depor pelo delegado Aldo da Costa, o prefeito Chico Mendes declarou ter sido puxado pelo braço “por uma moça desconhecida”.
Segundo ele, ela queria, de fato, se explicar sobre as acusações feitas no rádio, durante o horário eleitoral de outro candidato.
Mendes alegou não ter levado o assunto a sério e ter dito a AndréaWonsoski que deixaria o caso por conta da assessoria jurídica da campanha.
Carta Capital tentou entrar em contato com o ministro Gilmar Mendes, mas o assessor de imprensa, Renato Parente, informou que o presidente do STF estava em viagem oficial à Alemanha. Segundo Parente, apesar de todas as evidências, inclusive fotográficas, a participação de Mendes no processo de implantação do Bertin em Diamantino foi “zero”. Parente informou, ainda, que a participação do ministro nas campanhas do irmão, quando titular da AGU, foram absolutamente legais, haja vista ser Mendes, na ocasião, um “ministro político” do governo FHC. O assessor não comentou sobre os benefícios fiscais concedidos pelo irmão à universidade do ministro.
A reportagem da Carta também procurou o prefeito Chico Mendes. O chefe de gabinete, Nélson Barros, prometeu contatar o prefeito e, em seguida, viabilizar uma entrevista, o que não aconteceu.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A CRISE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Ministros voltam a discutir em sessão do Supremo
Por Rodrigo Haidar
Os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes protagonizaram nesta quarta-feira (22/4) mais um bate-boca acalorado na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal. Joaquim Barbosa, insatisfeito com o resultado de um julgamento do qual não participara, quis reabrir a questão, questionando a deliberação. Mendes não gostou da forma como o colega tentou desqualificar a decisão e disse que JB pretendia guiar suas decisões de acordo com as classes sociais envolvidas na ação. Barbosa reagiu, e disse que Mendes está “destruindo a Justiça desse país”.
A primeira solução engendrada foi tentada pelos ministros Celso de Mello e Carlos Britto, os dois colegas mais próximos de Barbosa: os dois esforçaram-se por convencê-lo a retratar-se. Ele não aceitou. Em seguida, os outros nove ministros reuniram-se para decidir o que fazer. A maioria era favorável a que se lavrasse um voto de censura a Joaquim Barbosa por seu comportamento inadequado, mas diante de resistências e da necessidade de se emitir uma nota pública assinada por todos, optou-se por uma manifestação de apoio ao presidente Gilmar.
O que dividiu os ministros foi o julgamento de duas ações. O ministro Joaquim Barbosa se posicionou de uma forma no julgamento da primeira questão e de forma diferente no julgamento da outra. Segundo o presidente do Supremo, a questão era a mesma. E isso evidenciava que Barbosa estaria votando de acordo com a classe social dos envolvidos.
O clima ficou pesado. Diante da justificativa de Joaquim Barbosa, Mendes disse:
Gilmar Mendes — Se Vossa Excelência julga por classe, esse é um argumento...Joaquim Barbosa — Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.Mendes — Vossa Excelência não tem condições de dar lição a ninguém.Barbosa — E nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite, Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faz o que eu faço.
O ministro Carlos Britto tentou, em vão, conter a discussão. “Ministro Joaquim, nós já superamos essa discussão com o meu pedido de vista”, disse Britto. O ministro Menezes Direito também tentou esfriar os ânimos. Joaquim Barbosa continuou no ataque.
Barbosa — Vossa Excelência não tem nenhuma condição.Mendes — Eu estou na rua, ministro Joaquim.Barbosa — Vossa Excelência não está na rua não. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.Mendes — Ministro Joaquim, Vossa Excelência me respeite.
Foi a vez de o ministro Marco Aurélio intervir. “Presidente, vamos encerrar a sessão? Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo”, defendeu Marco. Barbosa concordou, mas voltou à carga.
Barbosa — Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência.Mendes — Não. Vossa Excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.Barbosa — Não disse, não disse isso.Mendes — Vossa Excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.Barbosa — Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e Vossa Excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.Mendes — É Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.
Efeitos da decisão
A discussão se deu por conta do julgamento de dois Embargos de Declaração em que se discutiam a modulação dos efeitos de decisões do Supremo. Ou seja, se quando o tribunal declara inconstitucional uma lei, ela deixa de valer a partir da decisão ou deixa de valer desde o seu nascimento.
Os ministros admitem a possibilidade de modular os efeitos da decisão para dar segurança jurídica à sociedade quando a declaração de inconstitucionalidade pode causar grandes impactos sociais. O caso de progressão de regime para condenados por crimes hediondos é um exemplo dessa aplicação.
Os ministros julgaram a proibição inconstitucional, mas determinaram que a lei só deixasse de valer a partir do julgamento. Isso porque não era possível ressarcir quem já havia ficado preso em regime fechado por conta da lei.
A sessão desta quarta, no primeiro caso, os ministros julgavam a modulação dos efeitos de decisão que julgou inconstitucional lei paranaense que incluiu no sistema de previdência dos servidores os funcionários privados de cartórios. A lei, de 1999, foi declarada inconstitucional em 2006.
Como o Supremo não se manifestou sobre os efeitos da decisão, o governo do Paraná entrou com Embargos de Declaração pedindo que o tribunal modulasse seus efeitos. Os ministros admitiram julgar os Embargos, mas os rejeitaram. Assim, a lei foi declarada inconstitucional desde sempre.
O ministro Joaquim Barbosa, que estava de licença por motivo de saúde quando o tribunal admitiu discutir a modulação dos efeitos no caso paranaense, disse que o Supremo não deveria ter admitido examinar os Embargos. Isso porque abriria precedente para discutir sempre se a decisão que julga a lei inconstitucional deve ou não ser modulada. Pela regra geral, quando se declara uma lei inconstitucional, é como se ela nunca tivesse existido. No entendimento de Barbosa, era isso que deveria prevalecer.
Ao julgar outra ação, contudo, o ministro Joaquim Barbosa votou pela admissão dos Embargos e pela modulação dos efeitos da decisão. No caso, o Supremo havia decidido que quando a autoridade deixa o cargo público que ocupa, ela perde o foro privilegiado. Os ministros declararam inconstitucional lei de 2002, em julgamento de 2005.
Nesse caso, os Embargos discutiam o mesmo ponto. A decisão deveria valer de 2005 em diante ou teria efeito retroativo, como é a regra geral. Neste caso, o ministro Joaquim Barbosa votou pela admissão do recurso e pela modulação dos efeitos da decisão. O ato gerou a reação do presidente Gilmar Mendes e deu início à discussão.
Não é a primeira vez que Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes protagonizam uma discussão pesada em plenário (clique
aqui para ler mais sobre o assunto). Mas desta vez os termos pesados disparados causaram surpresa até para quem gosta de uma polêmica, como o ministro Marco Aurélio.
Os ministros estão reunidos neste momento no gabinete da Presidência discutindo o episódio. Não participam da reunião os ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie. A ministra está viajando. A discussão já está no Youtube — clique
aqui para ver.
Leia a íntegra dos debates que geraram a discussão
Menezes Direito — O tema é exatamente igual.
Cezar Peluso — Mas as conseqüências são de uma gravidade... É a anulação de todos os processos criminais já julgados, cumprimento de penas, etc.
Cármen Lúcia — A questão da modulação é que é a mesma, mas a matéria.
Direito — Se Vossa Excelência quiser tirar de pauta.
Cármen — Talvez fosse de conveniência que essa aqui não fosse julgada agora, presidente.
Gilmar Mendes — É a prova que é preciso Embargos de Declaração nesse tipo de matéria.
Joaquim Barbosa — No caso anterior era Embargos de Declaração para dar aposentadoria a notários. Aqui, Embargos de Declaração para impedir o desfazimento...
Mendes — Não se trata disso.
Barbosa — Se trata disso, ministro Gilmar.
Mendes — Não, nada disso, desculpa.
Barbosa — A lei fala expressamente...
Mendes — ...de aposentadoria de pessoas. Vossa Excelência que está colocando... Não é nada disso. O parâmetro ideológico é Vossa Excelência que está dando. Porque senão aí o casuísmo fica por conta dos eventuais interessados.
Barbosa — Pois é. Nós deveríamos ter discutido quem seriam os beneficiados.
Mendes — A doutrina responsável defende essa possibilidade de que, cito Rui Medeiros e outros, de que se houver omissão, porque é dever do tribunal, ele próprio perquirir, não se trata de fazer defesa de A ou B, esse discurso de classe não cola.
Barbosa — Porque a decisão era uma decisão de classe.
Mendes — Não, não era decisão de classe.
Barbosa — Era sim.
Mendes — Não.
Peluso — Agora, o tribunal tem a sua exigência de coerência.
Mendes — O tribunal pode aceitar ou rejeitar, mas não com o argumento de classe. Isso faz parte de um populismo judicial.
Barbosa — Eu acho que o segundo caso prova muito bem a justeza da sua tese. Mas a sua tese ela deveria ter sido exposta em pratos limpos. Nós deveríamos estar discutindo...
Mendes — Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informação. Vossa Excelência me respeite. Foi apontada em pratos limpos.
Barbosa — Não se discutiu a lei...
Mendes — Se discutiu claramente.
Barbosa — Não se discutiu.
Mendes — Se discutiu claramente e eu trouxe razão. Vossa Excelência... Talvez Vossa Excelência esteja faltando às sessões.
Barbosa — Eu não estou...
Mendes — Tanto é que Vossa Excelência não tinha votado. Vossa Excelência faltou à sessão.
Barbosa — Eu estava de licença, ministro.
Mendes — Vossa Excelência falta a sessão e depois vem...
Barbosa — Eu estava de licença. Vossa Excelência não leu aí. Eu estava de licença do tribunal.
Mendes — Portanto...
Carlos Britto — Senhor presidente, eu vou pedir vista do processo.
Mendes — Ministro Direito rejeita...
Direito — Estou mantendo a coerência. Para mim não existe distinção. Nós estávamos discutindo a tese, que foi posta claramente, de saber se, havendo não decisão alguma, nem constando do pedido, a questão dos efeitos modulados se caberia ou não caberia Embargos de Declaração. Eu já estou com esse processo em pauta há muito tempo, mas como havia outro que já estava em curso, eu aguardei julgar o outro que estava em curso. A tese é exatamente a mesma e eu estou rejeitando os Embargos com esse fundamento.
Peluso — Se Vossa Excelência me permite, eu acho que há uma distinção aqui. No caso anterior, nós discutimos e conhecemos dos Embargos. Os Embargos foram rejeitados. Em outras palavras, o tribunal considerou admissíveis os Embargos de Declaração e rejeitou. Neste caso nós podemos considerar conhecer dos Embargos e agora temos de discutir se nós vamos ou não vamos conceder esse efeito limitado.
Direito — Ministro Peluso, se Vossa Excelência me permite, eu compreendo perfeitamente a tese que Vossa Excelência está sustentando. Só que é exatamente o caso, eu estou conhecendo dos embargos e estou rejeitando pelo menos fundamento que nós adotamos como foi claramente discutido aqui. A única diferença que pode existir é quanto à matéria substantiva. Mas quanto à tese que está sendo observada nos embargos de declaração ela é absolutamente idêntica. É prudente, claro, diante das advertências que foram feitas — e essa corte faz isso com absoluta tranqüilidade sempre, com absoluta transparência, sempre — que se examine e se reexamine a jurisprudência. Não é uma coisa santificada.
Mendes — E não teve outro caso, se não me engano do Rio Grande do Sul, em que o tribunal — não sei se era matéria de concurso ou coisa assemelhada — em que se discutiu também em embargos de declaração porque o próprio tribunal do Rio Grande do Sul fazia advertência das conseqüências, e o tribunal houve por bem rejeitar os embargos, mas não os disse inadmissíveis.
Direito — Eu não estou entendendo que é inadmissível também. Estou conhecendo dos embargos, porque os embargos podem ser conhecidos. Como é uma tese que estava em controvérsia eu estou rejeitando os embargos pela mesma fundamentação. Mas o ministro Carlos Britto vai pedir vista do processo. Quem sabe Sua Excelência, examinando o processo, encontre uma omissão que eu não encontrei e nessa omissão (densa essa corte de supri-la) e, suprindo-a, acolher os embargos também com a extensão dos efeitos modulativos, não em função da omissão dos efeitos modulativos, mas sim em razão de uma outra eventual omissão que possa ter existido.
Peluso — Essa matéria é de uma delicadeza extrema.
Britto — Vai ser muito difícil divergir de Sua Excelência.
Peluso — Significa a anulação de todos os processos julgados em execução desde 2005.
Cármen — De 2002 a 2005.
Mendes — Portanto, após o voto do relator que rejeitava os Embargos, pediu vista o ministro Carlos Britto. Eu só gostaria de lembrar em relação a esses Embargos de Declaração que esse julgamento iniciou-se em 17/03/2008 e os pressupostos todos foram explicitados, inclusive a fundamentação teórica. Não houve, portanto, sonegação de informação.
Britto — Tá bem claro.
Barbosa — Eu não falei em sonegação de informação, ministro Gilmar. O que eu disse: nós discutimos naquele caso anterior sem nos inteirarmos totalmente das conseqüências da decisão, quem seriam os beneficiários. E é um absurdo, eu acho um absurdo.
Mendes — Quem votou sabia exatamente que se trata de pessoas...
Barbosa — Eu chamei a atenção de Vossa Excelência.
Peluso — Não, mas eu já tinha votado porque compreendia uma classe toda de serventuários não remunerados.
Barbosa — Só que a lei, ela tinha duas categorias.
Peluso — Não apenas notários.
Barbosa — Tinha uma vírgula e, logo em seguida, a situação de uma lei. Qual era essa lei? A lei dos notários. Qual era a conseqüência disso? Incluir notários nos regimes de aposentadorias de servidores...
Mendes — Porque pagaram por isso durante todo o período e vincularam...
Barbosa — Ora, porque pagaram...
Mendes — Se Vossa Excelência julga por classe, esse é um argumento...
Barbosa — Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.
Mendes — Vossa Excelência não tem condições de dar lição a ninguém.
Barbosa — E nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite, Vossa Excelência não tem condição alguma. Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faz o que eu faço.
Britto — Ministro Joaquim, nós já superamos essa discussão com o meu pedido de vista.
Barbosa — Vossa Excelência não tem nenhuma condição.
Mendes — Eu estou na rua, ministro Joaquim.
Barbosa — Vossa Excelência não está na rua não. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.
Britto — Ministro Joaquim, vamos ponderar.
Barbosa — Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.
Mendes — Ministro Joaquim, Vossa Excelência me respeite.
Marco Aurélio — Presidente, vamos encerrar a sessão?
Barbosa — Digo a mesma coisa.
Marco Aurélio — Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.
Barbosa — Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência.
Mendes — Não. Vossa Excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.
Barbosa — Não disse, não disse isso.
Mendes — Vossa Excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.
Barbosa — Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e Vossa Excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.
Mendes — É Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.
Rodrigo Haidar é correspondente em Brasília da revista Consultor Jurídico.
Ministros do STF apoiam atuação de Gilmar Mendes
Por Rodrigo Haidar
O acalorado bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, que pôs fim à sessão plenária desta quarta-feira (22/4), fez o Supremo Tribunal Federal cancelar também a sessão desta quinta (23/4). A decisão foi tomada em reunião dos ministros convocada por causa da discussão.
Depois de ficarem reunidos por mais de três horas, oito ministros do STF emitiram uma sucinta nota na qual “reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data”. Não subscrevem a nota os ministros Mendes e Barbosa, envolvidos na discussão, e Ellen Gracie, que está em Genebra.
Os ministros chegaram a discutir uma nota de advertência ao ministro Joaquim Barbosa, pelos termos pesados que usou contra o ministro Gilmar Mendes. Mas acabaram preferindo fazer um comunicado em defesa da instituição. Ao sair da reunião, o ministro Celso de Mello considerou que o episódio já está superado. “O clima está natural”, disse. Já Marco Aurélio afirmou que o clima era bastante ruim: “Evidentemente que não acabamos de sair de uma lua-de-mel”. Ressaltou que o Supremo “é uma corte que contempla o somatório de forças distintas, mas que prevaleça a organicidade e se observe a liturgia da instituição”.
Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes protagonizaram mais uma discussão nesta quarta. Mendes insinuou que Barbosa guiaria suas decisões de acordo com as classes sociais envolvidas na ação. Barbosa reagiu, e disse que Mendes está “destruindo a Justiça desse país”.
Clique
aqui para ler mais sobre o episódio.
Leia a nota dos ministros:
Os Ministros do Supremo Tribunal Federal que subscrevem esta nota, reunidos após a Sessão Plenária de 22 de abril de 2009, reafirmam a confiança e o respeito ao Senhor Ministro Gilmar Mendes na sua atuação institucional como Presidente do Supremo, lamentando o episódio ocorrido nesta data.
Ministro Celso de Mello.
Ministro Marco Aurélio.
Ministro Cezar Peluso.
Ministro Carlos Ayres Britto.
Ministro Eros Grau.
Ministro Ricardo Lewandowski.
Ministra Cármen Lúcia.
Ministro Menezes Direito.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

STF - VOSSA EXCELÊNCIA NÃO ESTÁ FALANDO COM OS SEUS CAPANGAS...

BRASIL, 23 de abril de 2009.
PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, MINISTRO GILMAR MENDES:
- "(...) A imagem do Judiciário é a melhor possível"!
No Reino Encantado do Brasil, vivemos um grande "faz de conta", onde você, cidadão brasileiro, é o "BOBALHÃO DA CORTE".
Não existe crise no Poder Judiciário, não passa de uma "marolinha", apesar do Presidente do STF ter sido acusado publicamente de possuir "capangas".



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

VOSSA EXCELÊNCIA ESTÁ DESTRUINDO A CREDIBILIDADE DA JUSTIÇA...

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - PRESIDENTE É ACUSADO DE DESTRUIR A JUSTIÇA.

RÁDIO CBN:
MINISTRO JOAQUIM BARBOSA ACUSA MINISTRO GILMAR MENDES DE DESTRUIR A CREDIBILIDADE DA JUSTIÇA (clique e ouça).
O Brasil completa 509 anos e o Supremo Tribunal Federal demonstra que o Brasil precisa mudar, mudar muito e rápido, pois corremos o risco de perdermos a oportunidade de usufruirmos de uma saída pacífica para recolocar o país nos eixos.
O presidente do Supermo, Ministro Gilmar Mendes é referenciado como tendo "capancas".
A credibilidade dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário despencam diante dos escândalos de cada dia.
Preliminarmente, estou do lado do Ministro Joaquim Barbosa.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 3 de março de 2009

O PRESIDENTE, O GOVERNADOR, OS MINISTROS E O MST.

O GLOBO - 03/03/2009:
LULA ATACA MST POR MORTES; TARSO DIZ QUE FOI SÓ "ARROJO".
Enquanto isso:
O GLOBO - 03/03/2009 (página 5):
NO MARANHÃO, MST TOMA PARTIDO DO GOVERNADOR.
Violência no campo: Stédile assinou parceria com governo, batizada de "Sim, eu posso", diante de Hugo Chávez.
Movimento, que tem contrato com estado e disputa outros 5, mobiliza sem-terra contra cassação de Jackson Lago.
Sinceramente, tem alguma coisa errada...
Eu continuo apoiando o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, quando tratou da ilegalidade do repasse de verbas públicas para movimentos que praticam ilegalidades (MST).
As verbas públicas devem estar direcionadas prioritariamente para a "promoção do bem estar do povo". Por exemplo, permitindo a prestação de serviços públicos de qualidade, como a saúde, a educação e a segurança, através de condições adequadas de trabalho e de salários dignos para os servidores públicos.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 2 de março de 2009

E DAÍ. QUEM LIGA?


O jornal O globo publica hoje um artigo de Ricardo Noblat, na página dois, com o título:
“VOCÊ DECIDE”
Uma análise sobre a atuação do presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.
A íntegra do artigo pode ser lida também no blog do Noblat:
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=voce-decide&cod_Post=164960&a=111
E comentários podem ser encaminhados para o email:
noblat@oglobo.com.br
Eu destaco dois pontos do artigo:
A fala do ministro Gilmar Mendes sobre o MST e sobre o seu financiamento pelo Estado Brasileiro, com o nosso dinheiro:

“O financiamento público de movimentos que comentem ilícitos é ilegal. É ilegítimo”.

Salvo melhor juízo, o Governo deveria dar todas as explicações sobre esse financiamento ilegal ou será que devemos prosseguir no:
É ilegal, e daí?
O MST deu logo uma resposta ao ministro, invadindo outras propriedades.
É o MST mostrando a sua força, quem pode enfrentá-lo.
Um outro aspecto interessante do artigo, destaco a seguir:

“(...) Outro dia, a ONG Transparência Brasil descobriu que 85 parlamentares doaram para suas campanhas mais do que declararam ter em bens. E daí. Quem liga?”

Eu ligo e você também deveria ligar.
Como um cidadão consegue doar mais do que tem?
E doar para si próprio (campanha)!
Tal "mágica" é maravilhosa...
Imagine, cidadão brasileiro, se todo mês você pudesse doar a si mesmo, mais do que você tem, isso seria solução para todos os seus problemas financeiros.
Na verdade, zombam de nós, da nossa inércia coletiva.
O Estado Brasileiro não cumpre os seus deveres principais, dentre eles, os serviços públicos de saúde, educação e segurança.
Remunera mal seus médicos, professores e policiais estaduais.
Permite que milhões de brasileiros não tenham acesso ao saneamento básico e à água potável, enquanto “financia” o MST.
E daí. Quem liga?



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO