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domingo, 11 de abril de 2010

DINHEIRO, HÁ.

Elio Gaspari comenta na sua coluna de hoje no jornal O Globo (página 16) que Eduardo Paes (PMDB) não deveria pedir R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com os alagamentos da Praça da Bandeira. Deveria usar os R$ 120 milhões que pretende gastar em propaganda e pedir ao governador Sérgio Cabral (PMDB) R$ 150 milhões dos R$ 180 milhões que ele pretende gastar também em propaganda, ainda sobrariam R$ 30 milhões.
Eu concordo.
Penso que órgãos possuem o dever de fiscalizar os gastos públicos?
Como esses órgãos aceitam que governantes gastem milhões em propaganda enquanto "cidadãos" moram em áreas de risco, totalmente desasistidos por esses governos?
Está na hora de alguém criar um órgão para controlar esses órgãos de controle de gastos, um colegiado composto por gente do povo, que sabe a diferença entre o indispensável e o desnecessário.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

OS DEZ PECADOS CAPITAIS DO SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA BRASILEIRO.

1. Inexiste política de estado para a área de segurança pública no Brasil, vivemos ao sabor de táticas governamentais temporárias, políticas de governo meramente repetitivas e atávicas.
2. Os profissionais de segurança pública não são valorizados no sistema: recebem salários miseráveis, a formação profissional é deficitária e as condições de trabalho não são as mais adequadas.
3. O modelo do sistema policial é ultrapassado e ineficaz, sendo único no mundo com essa formatação. As polícias de uma forma incoerente ainda não desenvolvem o ciclo completo de polícia, sendo na verdade polícias pela metade, o que é um dos determinantes de suas ineficiências.
4. Estruturalmente, governos estaduais insistem na manutenção das secretarias de segurança, órgãos extremamente dispendiosos para o erário público e que só possuem a função de coordenar as Polícias Militar e Civil no âmbito estadual. Urge que as polícias estaduais ascendam para secretarias estaduais de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública (Polícia Militar), assim como, secretaria de polícia investigativa (Polícia Civil), ambas realizando o ciclo completo, o que inclusive possibilitará uma melhor interação.
5. A Polícia Técnico-Científica (Perícia Criminal) não é independente na totalidade dos estados brasileiros, sendo ainda atrelada às policiais investigativas estaduais, impedindo a sua evolução e a sua atuação como uma das formas de controle externo da atividade, além de possibilitar ações corporativistas.
6. Realização de concursos públicos que possibilitam a “não policiais” ascendam diretamente ao topo das carreiras das policiais investigativas (Federais e Civis). Na polícia ostensiva e de preservação da ordem pública (Militar), o problema também existe, embora seja minimizado, pois permitem o acesso apenas ao meio da escala hierárquica.
7. Não cumprimento das missões constitucionais das polícias brasileiras, preconizadas no artigo 144 da Constituição Federal, sendo as Polícias Militar e Civil empregadas na repressão ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas, em face da omissão da Polícia Federal, como ocorre no Rio de Janeiro.
8. A gestão das verbas públicas destinadas ao sistema policial é pessimamente desenvolvida nas três esferas de governo, desenvolvida com gastos completamente injustificáveis, como a criação do dispendioso e inócuo Programa da Força Nacional de Segurança pelo governo federal.
9. Os desvios de conduta dos policiais crescem constantemente, enquanto os controles interno e externo da atividade policial são subestimados e ineficientes. As Corregedorias Internas das instituições policiais são tratadas com descaso pelas próprias polícias e o controle externo que deveria ser exercido pelo Ministério Público, não se mostra compatível com as reais necessidades.
10. O Termo Circunstanciado ainda não é formalizado por todas as policiais ostensivas e de preservação da ordem pública no país, prejudicando parcela considerável da população brasileira, que ainda se vê obrigada a realizar deslocamentos até delegacias policiais inteiramente desnecessários.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 15 de agosto de 2009

LIMITES DE GASTOS SÓ PARA O PAGAMENTO DO FUNCIONALISMO, EDUCAÇÃO, SAÚDE E SEGURANÇA.

O GLOBO:
A FARRA DAS VIAGENS E DAS PROPAGANDAS ELEITORAIS COM O DINHEIRO PÚBLICO.
REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO:
Sem limites.
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a limitação de gastos do governo com publicidade e viagens em 2010, ano eleitoral. A proposta de restringir esses gastos aos mesmos valores de 2009 estava na Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo Congresso e que foi publicada na quinta-feira (13) no Diário Oficial. Como justificativa, a Casa Civil alegou que o teto dos gastos poderia comprometer a execução de políticas públicas, informa a manchete de O Globo. A limitação das viagens, por exemplo, poderia impedir que gestores chegassem a locais distantes para “fiscalizar as ações do governo”. Em relação à publicidade oficial, a explicação é de que o teto poderia afetar campanhas de utilidade pública".
Às vésperas do início do campeonato mundial de atletimo, o Brasil continua imbatível:
- O brasileiro é o povo mais otário do universo.
E o segundo colocado mal saiu da largada, pois como otário o brasileiro é um raio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO