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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O DIA QUE DUROU 21 ANOS - JORNALISTA FLÁVIO TAVARES.

Fiéis ao nosso objetivo de gerir democraticamente o nosso espaço, publicamos o documentário encaminhado por uma das nossas leitores, "O Dia que Durou 21 anos", narrado pelo jornalista Flávio Tavares, que sinaliza para interferência do governo dos Estados Unidos no Brasil em 1964.

Assistam e comentem.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

RENDIÇÃO INCONDICIONAL DAS FORÇAS ARMADAS

Após a entrega do país pelo Regime Militar à administração dos civis, seus comandantes, “motivados” pela covardia e pelo medo de terminar o que havia sido começado – transformar o país em uma das maiores potências do mundo civilizado –, deixaram o Brasil nas mãos de uma guerra suja comandada pelo submundo comuno-sindical, iniciada com o projeto USP-Golbery de transformar Lula em uma alternativa contra a esquerda radical: enganaram vergonhosamente o general!
Com a motivação causada pelo projeto daquilo que se transformou em uma fraude, o projeto de Abertura Democrática, foi iniciada uma guerra sem luta armada, mas com a utilização literal da essência revolucionária contida no decálogo de Lenin.
A cada novo desgoverno civil, de forma espúria, covarde e sub-reptícia, as Forças Armadas foram sendo humilhadas e desestruturadas de todas as formas possíveis, para que seu poder intrínseco-constitucional de defender o Brasil das garras dos comunistas, lentamente, mas de forma quase irreversível, fosse sendo aniquilado.
A mesma sociedade que em 1964 saiu às ruas, com suas classes sociais exigindo a intervenção militar, mas graças à infiltração dos vermes do socialismo corrupto, prevaricador e corporativista sórdido durante a fraude da Abertura Democrática, nas relações público-privadas, assiste, agora, inexplicavelmente, com extrema covardia, um ato que significa a rendição incondicional das Forças Armadas ao petismo-lulista: o convite do Ministro da Defesa para que o ex-terrorista José Genuíno ocupe um cargo em sua assessoria.
Com a absurda distribuição de DVD´s que pervertem os fatos do Regime Militar para os alunos das escolas públicas, com o inexplicável pedido de desculpas do general José Élito à presidente Dilma, com a utilização ilegal e aética de acomodações das Forças Armadas pelo ex-presidente Lula, e o convite de José Genuíno para ser assessor do Ministério da Defesa, forma-se o cenário da rendição incondicional das Forças Armadas para os terroristas que combateram o Regime Militar, e que estão colocando o país na estrada de uma ocupação socialista absolutamente corrupta, tendo em vista as dezenas de escândalos que não foram esclarecidos e que não levaram ninguém à prisão durante os oito anos do desgoverno Lula, o principal sendo o mensalão que transformou o Parlamento em um covil de bandidos.
Não vamos esquecer que o candidato ao cargo de assessor do Ministro da Defesa é um dos 40 acusados do processo movido por um Procurador Geral da República de terem transformado o poder público em um covil de bandidos. O outro, o segundo na hierarquia do grupo, teve um lugar de honra na posse da presidente Dilma e, com certeza, será alçado a um importante cargo do novo governo sendo apenas uma questão de tempo e oportunidade.
O Ministro da Defesa quando se dirige à sociedade e declara que são “ridículas” as críticas a Lula por ocupar instalações de uma base do Exército para descansar à custa dos contribuintes, deixa absolutamente claro o seu papel de, como um dos representantes do Estado, se achar no direito de agredir os mais elementares princípios de respeito a quem trabalha mais de cinco meses por ano para pagar a conta de um Estado gigantesco, corrupto, incompetente, ineficaz e ineficiente.
Não temos um sistema de saúde, não temos segurança pública, não temos saneamento básico, não temos estrutura econômica para o desenvolvimento autossustentado, e nossa educação e cultura se encontram na ridícula posição como uma das piores dos países pesquisados pelo projeto PISA.
Para completar a vingança contra os militares, falta ainda colocar na prisão os comandantes que estão na reserva e ainda vivos. Não vamos nos surpreender se os atuais comandantes assumirem a posição de cara de paisagem covarde e omissa diante dos atos do petismo para levar aos tribunais da vingança comunista aqueles que lutaram durante o Regime Militar para combater os terroristas do socialismo decadente.
Diante dos últimos fatos não temos mais o direito idiota de ter qualquer dúvida sobre o fato da subordinação absoluta das Forças Armadas àqueles que assassinaram mais de cem civis e militares para tomar o poder durante a fraude da Abertura Democrática.
O Exército do Povo já toma conta do nosso país.
Não se considerando que os atuais comandantes militares foram todos corrompidos, com seu silêncio, parece que as Forças Armadas estão reconhecendo que o Regime Militar foi um absurdo erro, e que os ex-terroristas que assumiram o poder devem levar avante seu projeto de vingança contra todos aqueles que lutaram para preservar o país livre da insanidade socialista, que já ceifou a vida de milhões de cidadãos em todo o mundo.
Esperamos então que as Forças Armadas venham a público e declarem seus “erros” autorizando a prisão e o julgamento dos militares da reserva que foram inimigos do petismo, pois o maior erro que podem estar cometendo é deixar cada ato dos canalhas do socialismo corrupto incitar o sentimento de revolta crescente de uma parcela da sociedade, uma revolta crescente que poderá se transformar em uma revolução civil-militar que vai transformar o que aconteceu no Regime Militar brincadeira de criança.
Mais vergonhoso do que assumir a condição de Exército do Povo é estar de calças arriadas até os tornozelos pedindo desculpas por estar de costas, a cada ato de vingança do petismo.
Nesse caso, aqueles que não concordam com a versão petista dos fatos do Regime Militar terão que segurar a onda, pois ficará claro que o terreno está irremediavelmente minado por metro quadrado para quem ainda sonha com uma verdadeira democracia com justiça social, e não essa pouca vergonha e essa sacanagem de mentira de democracia que estamos assistindo todos os dias dando todos os direitos devidos e, especialmente, os não devidos, aos ocupantes do establishment da burguesia petista que comanda o país.
Quem sabe se, com essa “mea culpa” das Forças Armadas, não nos transformaremos em “felizes comunistas” - basta olhar para o que Cuba, o paraíso alardeado pela gang dos 40 e um, representa nos dias atuais - mesmo tendo que viver em um regime corrupto, prevaricador e corporativista sórdido, com as relações público-privadas imersas em uma degeneração moral incontrolável, e com o sistema de mérito educacional e cultural subordinado à nossa capacidade de sermos covardes e lacaios dos podres Poderes da República?
Com o Exército do Povo nos apontando suas armas, e com uma Justiça que não merece absolutamente ter esse nome, então, como bem declarou aquela senhora desqualificada, o negócio é “relaxar e gozar”.
Geraldo Almendra
08/janeiro/2011
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UM CONVITE PARA LER O ESCRITO POR UM CORONEL.

EMAIL RECEBIDO:
NÃO, JORNALISTA! A TORTURA NÃO É HERANÇA MALDITA PARA OS ATUAIS COMANDANTES! .
AUTOR: MÁRCIO MATOS VIANA PEREIRA- CEL REF EB
Alguns jornalistas desfrutam de relativa fama de bons analistas políticos, em razão de serem tidos por progressistas, rótulo dado àqueles que acreditaram, por ingenuidade ou miopia, na utopia da doutrina comunista.
Os militares, vitoriosos da Guerra Revolucionária travada em forma de guerrilhas urbana e rural, se descuidaram em relação à comunicação, essencial para a conquista psicológica da população. Como conseqüência, na mídia, nas universidades, nos sindicatos e entre os formadores de opinião, a verdade dos fatos para a História foi sendo continuamente deturpada, ao longo dos anos, aproveitando o mutismo dos vencedores.
Aqueles que na clandestinidade traíram a pátria; seqüestraram Autoridades; assaltaram bancos; praticaram atentados contra quartéis; roubaram armas e munições; mataram militares e civis inocentes; detonaram explosivos em vias públicas ferindo transeuntes; assassinaram companheiros como justiçamento, e praticaram torturas física e moral, intrínseca nos crimes de seqüestros, foram transformados em heróis.
Os sobreviventes da luta armada, terroristas que em ações ensandecidas destinadas a implantar o comunismo no Brasil, em razão da Lei da Anistia, se deram muito bem, pois, hoje, como figurões do Governo petista, desfrutam de indenizações milionárias concedidas por uma espúria Comissão que, sem a menor noção de decoro e de imparcialidade, impunemente tem praticado extorsão contra o Tesouro Nacional
Enquanto os militares que representavam e defendiam o Estado e a lei foram transformados em vilões e comparados a nazistas, estuprando a História urdiram a versão bisonha de lutarem pela restauração da emocracia, versão felizmente já desmentida, inclusive pelas declarações e entrevistas de alguns ex-participantes de organizações terroristas.
É lamentável, e denotativo de mediocridade e de total falta de imaginação, a freqüência inoportuna e monótona como jornalistas retornam ao assunto tortura, que já não sensibiliza, motiva ou revolta os leitores, face o abuso da repetição nada mais acrescentar ao desgastado tema.
Agora, após a tentativa fracassada, do medíocre Ministro Tarso Genro, de tentar julgar e apenar o crime de tortura, do qual são acusados os militares, olvidando toda uma série de crimes sórdidos e hediondos praticados pelos terroristas. vem o jornalista Elio Gaspari de publicar um Artigo intitulado: " A tortura é a verdadeira herança maldita".
Arvorando-se de intérprete do pensamento dos brasileiros e de conselheiro dos atuais Chefes militares, numa tentativa ridícula de lançar a discórdia e a insídia no meio castrense, escreveu Gaspari: "Os comandantes militares precisam aprender a conviver com os crimes de seus antecessores" . Em outro trecho afirma: "Os comandantes militares carregam na mochila crimes alheios. ( A tortura,assim como o seqüestro, pode ter sido coberta pela anistia, mas crime foi.) Não são as vítimas, nem seus parentes que devem calar. São os comandantes que devem se acostumar ao convívio com a história."
Não, jornalista! Felizmente, nem os Comandantes atuais, nem os demais militares pensam assim, estando atentos, pois, hoje, como os seus antecessores faziam, acompanham, analisam e interpretam a conjuntura em todas as expressões do Poder Nacional, tendo um exato conhecimento do momento nacional, bem como dos reais fatos ocorridos no passado, razão de não se deixarem levar ou impressionar por factóides gerados para produzir determinado efeito político, nem por artigos, traduzindo opiniões de analistas que gravitam na mediocridade, sem credibilidade alguma, por faltar-lhes seriedade e imparcialidade nas análises consubstanciadas nos artigos que assinam, sobrando-lhes em facciosidade o que lhes falta em credibilidade, virtude indispensável ao mais bisonho dos jornalistas.
Não, jornalista Gaspari! Os Comandantes sabem que a Revolução de 64 evitou que não apenas o Brasil, mas, todo o Continente da América do Sul sucumbisse à agressão comunista. Sabem que os ex-Comandantes salvaram os brasileiros do infortúnio, desenvolveram o país e tentaram, pelo exemplo, reciclar moralmente a Pátria. Sabem que os cinco militares no exercício da Presidência da República foram honrados e dignos, sendo o patrimônio legado aos familiares inequívocas provas de honestidade, razão de nenhum haver tido o nome atrelado à corrupção. Sabem, também, da não existência de nenhuma instrução, ordem ou documento autorizando, permitindo ou recomendando a tortura como forma ou instrumento de luta revolucionária.
Não, jornalista! Os Comandantes, como os demais brasileiros não estão interessados em fatos ocorridos faz décadas, pois sabem que os militares representavam e defendiam o Estado agredido por fanáticos traidores da Pátria. Sabem que os seus antecessores, companheiros de farda e de ideal, lutaram em defesa da Democracia, da liberdade e da filosofia de vida reinante no mundo ocidental. Sabem que, mesmo exagerando, o somatório do total de mortos dos dois lados, em razão da guerra revolucionária travada, não chegou a 500, número bem menor, se proporcionado à soma das vítimas do crime organizado num trimestre, apenas no eixo Rio- São Paulo. Sabem que a classe militar, faz anos, é vítima de revanchismo e de discriminação, tendo os Ministérios militares sido arbitrariamente prejudicados na operacionalidade, por terem sido submetidos a uma inanição orçamentária sem precedentes.
Não, jornalista! Os Comandantes não estão querendo um furo jornalístico seu, informando, por exemplo, o que a Ministra e ex-terrorista Dilma fez com o dinheiro proveniente do assalto e furto do cofre do falecido Ademar de Barros, pois isso pertence a um passado anterior à Anistia, além do que, sabem faltar-lhe tutano para tanto.
Cooperando com o jornalista, opino que deva se atualizar no tempo, pois fato ligado ao período revolucionário não mais é herança maldita, pois, tudo já é do conhecimento do leitor.
Os leitores estão interessados não é em heranças, mas, em fatos malditos que maculam a imagem do Governo petista, ex- guardião da honra, da decência e da moralidade. O que a Nação almeja saber, é qual foi o exato envolvimento do presidente Lula no escândalo do mensalão. Na era petista denúncias em forma de escândalos são sucessivas. Que tal procurar esclarecer a verdade sobre as acusações de corrupção que teriam enriquecido o filho do presidente Lula?
Não, jornalista! O ontem é passado! O hoje, por ser presente, é o que importa! Herança maldita já é História e apenas serve para reciclar a memória. Fato maldito, ao contrário, é ato doloso de um Governo corrupto, cujo prosseguimento, para ser impedido, requer ação de todos os seguimentos vivos da Nação. Já que os atuais Comandantes não se sentem atingidos, nem prejudicados por nenhuma herança maldita legada pelos antecessores, sugiro que escreva algo de realmente útil, clamando pela apuração dos despudorados fatos malditos, consubstanciados nas vergonhosas maracutáias que estigmatizam e enlameiam o Governo do apedeuta Lula da Silva.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de janeiro de 2010

POR QUE SÉRGIO CABRAL NOS ODEIA?

AME/RJ
2008
A reabertura política e a ascensão dos “perseguidos” políticos ao poder trouxeram uma preocupação na caserna:
O que eles farão quando alcançarem o poder?
Revanchismo?
Hoje o governo Lula enfrenta mais uma grave crise diante da tentativa de aprovação de um conjunto de leis, uma autêntica revisão de todo nosso arcabouço legal, por meio de uma única legislação, o que demonstra de forma inequívoca que o receio nos quartéis tinha sentido.
Não pretendo discutir o tema anistia, tendo em vista que ela foi ampla, geral e irrestrita e que não guarda qualquer valor positivo tentar agora puxar a brasa dos benefícios apenas para o lado dos “terroristas, seqüestradores, assaltantes, etc”, que se autodenominaram integrantes da “luta armada”.
Isso seria muito perigoso, imaginem se os nossos milhões de excluídos que praticam roubos e furtos, começassem a alegar uma “ideologia de luta contra um Estado opressor” que os condena a miserabilidade?
Ninguém seria mais aprisionado.
Eu tinha sete anos, quando meu pai foi preso por trabalhar no Porto do Rio de Janeiro, considerado um reduto de comunistas, portanto, não tenho amores por aqueles anos. Agradeço até hoje o fato de meu pai ter sido solto após oito dias de encarceramento, que deixaram graves seqüelas, por toda uma vida, os seus sessenta e três anos, uma missão encerrada em 1996.
Isso significa que entendo, em alguns momentos, que muitos não consigam esquecer o que passaram como vítimas de um lado ou de outro, fazendo com que idéias de retaliações sejam implementadas, porém fico assustado quando percebo um ódio pelas organizações militares por parte de brasileiros que nada sofreram, nem eram nascidos.
Será que ódio é genético?
Será que as histórias contadas no seio das famílias geraram esse ódio?
Eu ainda era Tenente quando a reabertura política se desenvolveu, a minha geração não atuou contra a “luta armada”, não estourei aparelhos, não cavalguei contra estudantes, na verdade vivemos esse processo de tentativa de democratização, entretanto, até hoje sofremos pelo que não fizemos.
A Polícia Militar é uma instituição bicentenária, milhares de Policiais Militares já morreram em defesa da pátria e dos cidadãos, continuam morrendo quase que diariamente.
A nossa história é de heroísmo, por que nos odeiam?
Será que o ódio nasce em outra fonte?
A corrupção que o policial pratica na ponta da linha, que acaba transformação a sua imagem de herói em bandido?
Talvez, o certo é que parecem nos odiar.
O que Sérgio Cabral tem feito com a Polícia Militar só pode ser interpretado como exercício do mais puro ódio.
Ele tem destruído todos os nossos valores, como se o objetivo final fosse acabar com a instituição Polícia Militar em apenas quatro anos de governo.
Persegue de todas as formas os Coronéis Barbonos e os 40 da Evaristos, Oficiais e Praças que lutam por melhorar a Polícia Militar e a própria segurança pública.
Cabral mudou leis com apoio da ALERJ; encerrou carreiras; distribui benefícios e gratificações para poucos, em detrimento da maioria, subvertendo os valores hierárquicos; enfraquece o nosso sistema de saúde e condena à miserabilidade os Praças inativos e as pensionistas, excluídos das gratificações.
Cabral deve nos odiar, não sabemos os motivos.
E como o ódio é um sentimento que destrói aquele que odeia, acima de tudo, ele se desmancha e parece odiar também os Bombeiros Militares, submetendo os heróis do fogo a várias dessas mazelas.
Aliás, para ser justo, Cabral parece odiar o funcionalismo público fluminense.
É muito ódio...
Embora, a minha avaliação possa estar no foco errado, talvez o problema não seja o ódio, na verdade seja o amor.
O amor pelas terceirizações.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SENHOR JAIME EDMUNDO DOLCE - PARABÉNS!

O GLOBO - CARTA DOS LEITORES
O Globo dessa quarta-feira publica email do Sr. Jaime Edmundo Dolce que comenta o fato da candidata Dilma Rousseff emocionar-se constantemente diante das câmeras quando lembra da sua condição de presa na revolução militar. Ele gostaria de ter a mesma chance de chorar diante dessas mesmas câmeras a morte de seu pai, um delegado de polícia, assassinado por terroristas num atentado no bairro de Botafogo, em 1971.
Eu hipoteco solidariedade.
Ninguém pode defender violações de direitos humanos por parte de quem quer que seja, nem de militares, nem de terroristas.
Infelizmente, no Brasil terroristas que mataram pessoas inocentes, que não tinham qualquer relação com a revolução militar, acabaram alcançando um estágio de quase heróis e muitos aportaram na política.
Eu não ombreio com torturadores, muito menos com terroristas.
Não voto neles!
Sou politicamente incorreto.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 27 de abril de 2009

DITADURA À BRASILEIRA - PROFESSOR MARCO ANTONIO VILLA.

É rotineira a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso.
É rotineira a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso.
O regime militar brasileiro teve características próprias, independentes até da Guerra Fria. Fez parte de uma tradição antidemocrática solidamente enraizada e que nasceu com o positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia foi um espectro que rondou o nosso país durante cem anos de república.
Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia em um obstáculo à solução dos grandes problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política.
O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições para os governos estaduais em 1982. Mas as diferenças são maiores.
Enquanto a ditadura argentina fechou cursos universitários, no Brasil ocorreu justamente o contrário. Houve uma expansão do ensino público de terceiro grau por meio das universidades federais, sem esquecer várias universidades públicas estaduais que foram criadas no período, como a Unicamp e a Unesp, em São Paulo.
Ocorreu enorme expansão na pós-graduação por meio da ação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), especialmente, e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em São Paulo. Ou seja, os governos militares incentivaram a formação de quadros científicos em todas as áreas do conhecimento concedendo bolsas de estudos no Brasil e no exterior. As ditaduras do Cone Sul agiram dessa forma? A Embrafilme -que teve importante papel no desenvolvimento do cinema nacional- foi criada no auge do regime militar, em 1969. Financiou a fundo perdido centenas de filmes, inclusive de obras críticas ao governo (o ministro Celso Amorim presidiu a Embrafilme durante o regime militar). A Funarte foi criada em 1975 - quem pode negar sua importância no desenvolvimento da música, das artes plásticas e do teatro brasileiros?
E seus projetos de grande êxito, como o Pixinguinha, criado em 1977, para difundir a música nacional? No Brasil, naquele período, circularam jornais independentes - da imprensa alternativa – com críticas ao regime (evidentemente, não deve ser esquecida a ação nefasta da censura contra esses periódicos). Isso ocorreu no Chile de Pinochet?
E os festivais de música popular e as canções-protesto? Na Argentina de Videla esse fato se repetiu?
E o teatro de protesto?
A ditadura argentina privatizou e desindustrializou a economia. Quem não se recorda do ministro Martinez de Hoz?
Já o regime militar brasileiro estatizou grande parte da economia. Somente o presidente Ernesto Geisel criou mais de uma centena de estatais. Os governos militares industrializaram o país, modernizaram a infraestrutura, romperam os pontos de estrangulamento e criaram as condições para o salto recente do Brasil, como por meio das descobertas da Petrobras nas bacias de Santos e de Campos nos anos 1970. É sabido que o crescimento econômico foi feito sem critérios, concentrou renda, criou privilégios nas empresas estatais (que foram denunciados, ainda em 1976, nas célebres reportagens de Ricardo Kotscho sobre as mordomias) e estabeleceu uma relação nociva com as empreiteiras de obras públicas.
Porém, é inegável que se enfrentaram e se venceram vários desafios econômicos e sociais.
É curioso o processo de alguns intelectuais de tentarem representar o papel de justiceiros do regime militar. Acaba sendo uma ópera-bufa. Estranhamente, omitiram-se quando colegas foram aposentados compulsoriamente pelo AI-5, como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Emilia Viotti da Costa, entre outros; ou quando colegas foram presos e condenados pela "Justiça Militar", como Caio Prado Júnior.
Muitos fizeram carreira acadêmica aproveitando-se desse vazio e "resistiram" silenciosamente.
A história do regime militar ainda está presa numa armadilha. De um lado, pelos seus adversários. Alguns auferem altos dividendos por meio de generosas aposentadorias e necessitam reforçar o caráter retrógrado e repressivo do regime, como meio de justificar as benesses. De outro, por civis (estes, esquecidos nas polêmicas e que alçaram altos vôos com a redemocratização) e militares que participaram da repressão e que necessitam ampliar a ação opositora - especialmente dos grupos de luta armada- como justificativa às graves violações dos direitos humanos.
MARCO ANTONIO VILLA, 52, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de "Jango, um Perfil".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL DE POLÍCIA