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quinta-feira, 5 de abril de 2012

FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES E ASSASSINOS ACUADOS ( ... ) - JORNALISTA MÁRCIA DE ALMEIDA..

Prezados leitores, tenho escrito que nós, os brasileiros, precisamos parar de fazer a associação: militar = ditadura. Não só porque devemos sempre ter muito cuidado com as analogias, assim como, devemos ter mais cuidado ainda para não operacionalizarmos metonímias, tomando a parte pelo todo ou o todo pela parte, mas também porque os ditadores também vestem ternos finamente recordados e requintados taiers.
Um amigo de longa data, um amigo de esquerda, encaminhou a newsletter que transcrevo e comento a seguir, a qual é "assinada" pela jornalista Márcia de Almeida Rodrigues, ela é "organizadora" do site "Em dia com a cidadania" (Link), espaço que recomendo a leitura. Confesso que fiquei assustado com o que li na newsletter e tentei confirmar no site a existência desse artigo sobre a manifestação em frente ao Clube Militar, ocorrida no dia 29 MAR 2012, mas lá ele não está, podem conferir.
Comentarei a newsletter e esclareço que farei os comentários ao logo do texto, usando parênteses e letras em preto, para minimizar a possibilidade de incorreções na interpretação do texto no original, o que pode ser feito em outro site (Link). 
Devo esclarecer que fui convidado para o almoço, convite feito por uma amiga (civil), uma ativista na luta por direitos. Só não compareci em razão de ter sido convocado pelo advogado, o que tornou os horários incompatíveis, para tratar da minha defesa no Conselho de Justificação instaurado contra mim pelo governo Sérgio Cabral (PMDB), em face da minha luta de mais de cinco anos por melhores salários para Policiais e Bombeiros Militares. Foi uma lástima a impossibilidade pois iria rever e conhecer pessoalmente vários amigos (militares e civis) com os quais apenas me  do correspondo por email. Apesar disso, eu acabei passando em frente ao Clube Militar na hora do almoço e da mobilização externa, fiquei cerca de quinze minutos observando o que acontecia (A Inteligência da PMERJ pode confirmar) parado na calçada em frente (Cinelândia). Eu deixei meu carro na Lapa e o escritório fica em um prédio situado na Rua São José. O Clube Militar fica exatamente no meio do caminho.
Antes de iniciar, cabe ainda esclarecer que até a presente data a família Paúl teve dois presos políticos.
Eis a newsletter e os meus breves comentários:
FOI A MAIOR LAVADA DE ALMA VER OS TORTURADORES e ASSASSINOS ACUADOS, AMEDRONTADOS E ENTRANDO E SAINDO ESCOLTADOS DO CLUBE MILITAR.
31 de marco de 2012.
Foi uma felicidade inenarrável ( acho essa palavra esquisita e engraçada), no dia 29, ver o milicos, hoje de pijamas, mas todos ex-torturadores e assassinos (Eis a metonímia, a parte pelo todo. Pergunto como ela identificou todos os que entraram como "milicos" e como "ex-torturadores e assassinos"? Conhece cada um deles? Penso que não. Imaginem se eu com meus 54 anos e meus cabelos brancos tivesse passado por ela, será que seria rotulado de igual forma?), tendo que entrar e sair acuados e escoltados pela PM de Beltrame e Sérgio Cabral, para o tal seminário que glorificava os 21 anos de negror da nossa história na segunda metade do século XX ( na primeira metade, tivemos o negror de 15 anos de Getúlio, sendo que oito de uma ditadura ferrenha).
Estávamos nós, coroas, que vivemos a ditadura, e a garotada do segundo grau (que não viveu o período e que só conhece a história que leu ou que ouviu, portanto, sujeito à interferência direta de quem conta na formação de sua opinião), aguerrida e insistente, aguentando a intimidação (que piorou quando chegou o Batalhão de Choque da PM, em carros camuflados e até um mega camburão, que, em 68, chamávamos de "coração de mãe", pois sempre cabia mais um).
Fui com 4 pedras portuguesas na bolsa, pois ninguém sabia o que ia acontecer (Assustador. Premeditado. Postura de todo condenável).
Cada um que chegava ou saía, era chamado de assassino, covarde, estuprador, torturador, e , muitas vezes, filhos da puta (Eis a parte pelo todo, novamente. Pior, quem proferiu tais gritos, cometeu crimes contra a honra previstos no Código Penal Comum).
Vários provocadores também estavam em ação e O Globo, pra vergonha da categoria, disse que éramos 50 pessoas, quando havia mais de 400, divididas entre a entrada principal e a lateral, por onde vários tentaram escapar, mas a garotada os perseguia até o táxi, mesmo escoltados (Eu fiquei no local por 15 minutos. Nesse período, pelo que vi, concordo O Globo, algo pouco comum. Subtraindo dos presentes no local o policiamento, a imprensa e os passantes curiosos, os manifestantes eram até menos de 50).
Eles nunca imaginaram que um dia tivessem medo de quem massacraram. A cara dos facínoras era de ódio, mas muito mais de medo de um linchamento (Assustador, o ânimo da jornalista).
Na verdade, a repressão foi uma inversão de valores, porque a atividade proibida pela presidente da República, era a deles. A nossa, como não foi proibida, estava permitida (Desinformação. A presidente não pode proibir tal reunião em clube de natureza civil. Trata-se de direito constitucional, tanto que o ato ocorreu. Ela pode não gostar da realização do ato, mas jamais proibir, pelo menos enquanto a Constituição Federal (a Estadual também) estivem em vigor e forem respeitas).
Quem for lá no site poderá ver um ótimo vídeo, feito pelo Latuff, que dá uma ideia do que ocorreu. Pena que tenha poucas imagens do acuamento, mas dá pra ver o assassino do Lamarca, Nilton Cerqueira, descer as escadas do metrô escoltado (Novamente, o caminho do crime contra a honra). E a repressão inflingida a um protesto democrático, numa democracia (Desinformação, novamente. A mobilização foi contrária aos preceitos constitucionais. A reunião do Clube Militar foi marcada antes, não poderia ser realizado outro ato no mesmo local, sobretudo um ato contrário ao primeiro. Democrático seria ter feito o ato de protesto na Cinelândia, que fica distante mais de 50 metros dos acessos ao clube. Cercar a entrada do clube, foi um abuso, um ato contrário aos valores democráticos. Eu canso de participar de atos contrários ao governo estadual, protestos que ocorrem inclusive em atos oficiais, mas fico sempre nas proximidades, nunca interferi na entrada e saída dos convidados, citando um exemplo).
Pânico. Eles estavam em pânico, a partir de certo momento, amontoados numa janela para ver como sairiam daquela situação.
A polícia usou taser ( aquele choque que matou o brasileiro na Austrália, há 5 dias), balas de borracha, gás de pimenta , bombas de efeito "moral"( em 67, em 24 de maio, uma dessas bombas de "efeito moral, mas com danos físicos) lacerou as pernas da estudante Núria Mira y Lopez) e gás lacrimogênio - muito mais forte e nocivo do que o de 40 anos atrás. Além de fortíssimo, dava náuseas (Parabéns ao comando do policiamento, a PMERJ foi comedida, inclusive considerando a hostilidade do ato. Existia manifestante com pedras portuguesas na bolsa...).
Mas foi uma delícia passar diante de um coronel da PM vermelho e sufocado e dizer a ele: ainda bem que, aqui, vocês sofrem o mesmo do que nós. Bem feito, vê se é bom...
Saímos de alma lavada. Deu pra ficar feliz.
Foi lida uma lista de mais de 400 nomes de mortos e desaparecidos, tendo como resposta um "presente" uníssono, a cada nome lido (Cheguei a ouvir alguns nomes, isso é fato) , intercalado por gritos contra os meganhas, que iam chegando, em pinga-pinga (Isso é natural, o emprego da tropa deve ser proporcional à evolução ou não do ato).
Agora é nos organizarmos melhor para que saia uma Comissão da Verdade, de verdade.
Não apareceu UM vereador ou Um deputado ( aqui, ó, que mais algum leva meu voto!) e, dos partidos, só o presidente do PCB, Ivan Pinheiro, compareceu (*1).
PSOL? Que nada! Apenas um assessor de uma deputada deles, tirava umas fotos um pouco à distância (*2).
Nada de PT, PSTU ( só bandeira), ou qualquer outra agremiação política, nem sindicatos, nem nada. Muito menos a UNE (*3).
A OAB-RJ também não se fez representar. Nem a ABI (*4 - Penso que ficou claro que o ato não teve apoio nem dos opositores de plantão aos governos militares ou ditadura militar, como preferir a jornalista).
Éramos 400 cavaleiros e amazonas da Távola Redonda, sozinhos (Não dei a sorte de ver tantos e tantas manifestantes no local e nem nas imagens exibidas pela imprensa).
A PM mandava o trânsito seguir, mesmo com o sinal aberto para os pedestres. Da primeira vez, em pé, parei no meio da faixa de pedestres e esperei que o sinal fechasse pra mim, para atravessar e o trânsito não pode seguir (Causou prejuízo para a população ou será que identificou também nos veículos motoristas "assassinos e torturadores"?).
Da segunda, já com a presença do batalhão de choque, sentei na faixa de pedestres, em posição iogue, com o sinal aberto pra mim, claro, me neguei a sair e fui levantada ( sou magrela) por dois meganhas, sempre na mesma posição e retirada dali. A galera foi pra cima dos PMs, acabei esperneando e o companheiro Luiz Rodolfo Viveiro de Castro, o querido Gaiola, me retirou dali, e me "prendeu" no Bar Cinelândia, onde os coroas já estavam (Pela narrativa, só posso aplaudir a PMERJ. Um show! A jornalista talvez pretendesse ser vitimada por uma ação violenta para postar no seu site, mas os PMs agiram com a paciência dos monges tibetanos).
É isso por hoje ( nem vou falar do cínico do Demóstenes Torres, fica para a próxima semana), lembrando que não fui ao velório ou à cremação do querido e insubstituível Millôr Fernandes, amigo do meu pai por décadas, porque tive que optar entre a despedida e a manifestação.
Sei que ele me preferia na Avenida Rio Branco e dedico a ele parte dessa felicidade, que também sentiria, se vivo estivesse.
E vimos que, no Brasil, convocação pelo Facebook ainda não rola. Quase 3 mil pessoas confirmaram presença, e não foram. Pena (Sem dúvida, o apoio foi quase nenhum).
Não sei o que vai ser no CURTIR TAMBÉM É CIDADANIA de hoje, mas lá pro final da tarde, todos nós vamos saber.
Bom fim de semana e, na próxima, compareçam. Se a gente não se mexer, esses caras que mataram, estupraram, torturaram e sumiram com corpos, anônimos, ficarão sem que a História do país saiba seus nomes (É, quem sabe na próxima a "turma" compareça...).
No pasarán (muito menos incógnitos).
Marcia de Almeida
Editora
www.emdiacomacidadania.com.br
Não poderia terminar sem esclarecer quem são os dois presos políticos da minha família.
O primeiro foi meu pai, o Professor Vicente de Paula Paúl, que ficou preso no DOPS do Rio de Janeiro. Ele foi solto e faleceu em 1996. Nem eu, nem minha mãe recebemos qualquer indenização do povo brasileiro, aliás, nem solicitamos. Meu pai cumpriu o preconizado na leia da anistia, ampla, geral e irrestrita. Não seríamos nós a contrariá-lo.
O segundo sou eu, Paulo Ricardo Paúl, Professor e Coronel REFORMADO da Polícia Militar, que fui preso politicamente (Coronel, não existe nada no mundo jurídico que justifique a sua prisão, disse um dos meus advogados, quando conseguiu falar comigo)  no dia 10 de fevereiro de 2012 e atirado nos porões da penitenciaria Bangu 1. Na cela solitária de 6 metros quadrado não existia vaso sanitário, tive que usar o "boi" para as necessidades fisiológicas. Fiquei trancafiado 15 horas a cada dia. Fiquei incomunicável por 4 dias, nem meus advogados puderam ter comigo. No total, fiquei preso por uma semana, fui transferido de Bangu 1 para o Batalhão de Polícia de Choque no quinto dia, onde permaneci encarcerado por mais 3 dias, inclusive fazendo as refeições na cela improvisada. Um PM ficava na porta da cela o tempo todo. Só saí da cela para ir ao banheiro (externo) e para telefonar para o advogado e a família, sempre escoltado. No BPCh solicitei ter contato com um médico psiquiatra, pois tive que tomar remédio para dormir em Bangu 1 e até isso foi negado.
Prezada jornalista Márcia de Almeida, continue na sua luta, eu sei como é preciso ter coragem para colocar a cara na rua para defender nossas ideias, eu que o diga, mas recomendo mais cautela, não tome a parte pelo todo e aprenda que os ditadores nem sempre vestem fardas, alguns (algumas) usam ternos finamente recordados e taiers das mais finas grifes, mas rasgam as leis (e muitas leis) sempre que isso s interessar e alcançar seus opositores.
Certamente, prezada Márcia, nos encontraremos nos atos contra a corrupção, contra a cleptocracia que querem implantar no Brasil e será um prazer conversar com a senhora.
Por derradeiro, o espaço está aberto para a jornalista Márcia de Almeida contestar meus comentários, se achar conveniente e necessário.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

VAE VICTI - RALPH J. HOFMAN.

VAE VICTI
(Ai dos Vencidos)
Ralph J. Hofmann

Os heróicos quadros do PT e sua base aliada, na maioria heróis de botequim, alguns como José Genoino alcagüetes e cantores (cantou tudo que sabia), beneficiários em alguns casos de um longo período (20 anos) de férias pagas na Europa (como Marco Aurélio Garcia) ou cupins ocultos na madeirame do estado (como Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães) ou mesmo um ladrão confesso (o sino da faculdade) ou falsificador (sua ação na constituição) como Jobim, tiveram por bem cercear o direito dos soldados da nação de relembrarem, mesmo que intramuros, o momento em que evitaram que uma conspiração contra o estado, como ele era em 1964 fosse tomado por forças que deviam uma lealdade não ao Brasil e sim a Cuba e à União Soviética.
Não cabe entrar em considerações sobre A.I.s posteriores, sobre torturas, sobre o tempo em que os militares ficaram no poder ou sobre quaisquer conflitos posteriores. Naquele momento o país foi salvo de ser mergulhado numa guerra civil. Havia forças armadas com arsenais ocultos no país. Havia indisciplina entre os suboficiais. Basta lembrar a Espanha em 1937 (Guerra Civil), as décadas de luta na Irlanda do Norte ou mesmo as décadas de luta na Colômbia promovidas pelas FARC para termos um vislumbre do que poderia ter ocorrido. Fomos resgatados disto, naquele momento, pelas Forças Armadas.
Um dia os militares foram para casa. Talvez devessem ter esperado toda a geração de jovens de 1964 ter ido para o descanso eterno, mas não o fizeram. E os velhos políticos, que eram jovens políticos em 1964 (Sarney et al.) se mancomunaram com os velhos, assim chamados, guerrilheiros de 1964 para criar a classe política mais venal que jamais o Brasil conheceu. Tomaram o poder à moda Gramsci, já mais interessados no seu exercício para garantir o bem estar pessoal do que qualquer progresso da nação.
De posse do poder sufocam qualquer memória nacional que divirja da sua. Aqui quero lembrar que nos Estados Unidos entre 1861 e 1864 houve uma guerra fratricida entre os Estados Confederado (sul)s e os Estados do Norte. Naquele país, de lá até nossos dias, os sulistas celebram batalhas, desfraldam a bandeira confederada, desfilam nas ruas vestindo uniformes confederados. Os sulistas também foram e são, do fim da Guerra Civil Americana até nossos dias, alguns dos primeiros e mais leais voluntários nas guerras enfrentadas pelos Estados Unidos. Mas retém uma lealdade ao seu passado. Os nortistas os admiram e respeitam por isto, sem que tenham de aprovar o que a secessão representou.
A história do país não contém uma verdade apenas. A falta de estatura moral e ética de grande parte dos vencidos de 1964 hoje está amplamente comprovada pelo uso que têm feito do aparelho do estado para locupletar-se e perpetuar-se, ou seja, os vencedores de 1964 não estavam errados. E os militares têm por que se orgulhar pelo que fizeram no longínquo 1964.
Proponho que os militares que esta semana foram frustrados na sua intenção de rememorarem um momento em que salvaram a pátria passem a celebrar o dia 26 de junho de 1968, dia da morte do Soldado Mário Kozel Filho, o mais jovem combatente ceifado pelo terrorismo da época. Através do soldado Kozel seriam homenageadas todas as baixas civis e militares daqueles tempos, os transeuntes e os engajados.
Não creio que a homenagem deste jovem de 18 anos possa ferir qualquer das sensibilidades dos rhinocerotoidea (animais de pele grossa, um ou dois chifres no nariz, extremamente míopes) que atualmente mandam no país.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A AMAN "COMEMOROU" O 31 DE MARÇO DE UMA FORMA ALTERNATIVA.

EMAIL RECEBIDO:
31 de Março na AMAN
E-Mail recebido

De:
Para:
Assunto: Não houve comemoração do 31 de março na AMAN
Enviado: Sab 02/04/11

Não houve comemoração do 31 de março na AMAN, mas a cadeira de História da Academia Militar das Agulhs Negras deu uma aula para todos os oficiais, cadetes e praças sobre esse evento histórico.
Foi uma aula sensacional. O professor, oficial de Intendência - formado em História e em Direito – fez uma pesquisa muito trabalhosa e interessante: trouxe fotos da época, páginas de todos os jornais que cobriram a história do país de 1935 – cobrindo a Intentona Comunista - até 1984.
As fotos e as páginas e manchetes de jornais e revistas mostraram os FATOS e como esses acontecimentos foram vistos pela população.
Não sei onde ele conseguiu fotos da população aplaudindo as tropas que se deslocavam para o Rio, nem onde conseguiu as fotos, reportagens de rádio e vídeos - inclusive discursos do Brizola pedindo que os sargentos invadissem as reservas de armamento e matassem os oficiais... Teve discurso do Jango na Central do Brasil, no comício em que ele DECRETOU a expropriação de fazendas ao longo das rodovias, determinou que o governo iria dizer quanto valeria o aluguel de casas e aptos, o que praticamente abolia o direito de propriedade.
OUVIMOS vários discursos feitos no rádio - principal meio de comunicação social da época... palavras que não podem ser DESMENTIDAS...
Uma pesquisa EXCELENTE... Praticamente ele não falou nada, apenas MOSTROU à nossa juventude militar o que realmente ocorreu, por meio de filmes, fotos, gravações, manchetes e artigos dos jornais e revistas ELOGIANDO o que estava ocorrendo... Tudo documentado com IMAGENS e SONS ao vivo da época - não dá para desmentir!
Mostrou fotos e arquivos dos que foram fazer cursos na CHINA, ainda em 1961... Mostrou fotos de corpos, carros, agências bancárias e quartéis, vítimas dos atentados terroristas... Muitas e muitas fotos e manchetes de jornais e revistas da época CONDENANDO os atentados...
Mostrou que os atentados iniciaram ANOS antes do AI 5 – a esquerda diz que o terror foi reação ao AI 5... Mostrou fotos de ex-terroristas justiçados pelos próprios "cumpanheros"... Mostrou fotos das grandes obras do período militar... Apresentou dados do próprio IBGE - órgão do governo (insuspeito) sobre os índices do progresso que o Brasil teve em todas as áreas...
A aula está disponível na Sec de História da AMAN, mas fica difícil enviar por e-mail - muito "pesada". Vou tentar obter, repartir a aula e enviar em partes de um MEGA... Foi uma AULA! Não foi palestra, nem formatura comemorativa de nada.. Não houve comemoração nem também crítica a ninguém... só foram apresentados artigos, fotos e gravações do que foi divulgado pelos meios de comunicação social da época.
Foi emocionante ver a juventude militar prestando atenção em tudo...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 19 de dezembro de 2010

O PRÓXIMO GOVERNO MILITAR NO BRASIL.

Tenho certeza que o título basta, não preciso escrever mais nenhuma linha, para ser condenado por muitos como um defensor dos governos militares (a ditadura militar), um coronel saudosista dos anos de chumbo vivenciados no país há poucas décadas.
O título é mais que suficiente para que eu seja condenado pelos meus juízes ao enforcamento em praça pública, não recebendo nem o benefício da guilhotina, a morte rápida e indolor. Eles sentenciarão, lendo o título, que o povo deve assistir o meu estrebuchamento, a minha agonia lenta e todas as minhas caretas, como forma de exemplo pela ousadia de escrever tal heresia democrática.
Não peço misericórdia aos algozes, uso meu derradeiro pedido - espero ter tal direito - para escrever algumas linhas e sonhar com uma reflexão por parte dos meus leitores.
Historicamente, os governos militares no Brasil terminaram ontem, considerando que três décadas se passaram, apenas uma geração. Isso significa que a maior parte da população viveu esse período e conhece bem os acertos e os erros que ocorreram, portanto, me reservo o direito de não dedicar o texto aos elogios ou às críticas aos fatos passados, quero escrever sobre o momento atual, o dia 19 de dezembro de 2010.
Sou um democrata, como a quase totalidade dos brasileiros diz ser, porém tenho uma visão a respeito do termo mais exigente que a maioria dos que eu ouvi tratar do tema. Não aceito a democracia unicamente como o exercício do direito de votar nos nossos governantes, construindo assim um governo do povo, um governo dos representantes do povo. Penso que isso seja uma redução simplória, a democracia que eu defendo só existe quando o povo é educado, tem acesso à educação de qualidade, que permite a todo cidadão formar as suas próprias opiniões, certas ou erradas, edificar as suas opiniões forjadas com a sua bagagem de conhecimento, o seu ferramental, para que assim possa escolher seus representantes.
Inúmeras vezes escrevi que no Brasil não existe democracia, a minha democracia, tendo em vista que votam milhões de analfabetos e milhões de analfabetos funcionais, inteiramente incapazes de formar opinião sobre os temas mais importantes relacionados com a governança de um país.
Como eles podem escolher sem conhecer adequadamente os problemas e sem terem condições de analisar as propostas dos candidatos?
Escolhem pelo que ouviram dizer na televisão e no rádio, pois não lêem livros, jornais ou revistas. Aliás, devo fazer uma correção imediata, o povo lê a primeira página de vários jornais, que ficam propositadamente expostas nas bancas, criando a cultura da primeira página, a formação de opinião através de manchetes que podem ou não ser verdadeiras.
O analfabeto funcional adora uma manchete, ele constrói todo um raciocínio baseado nas letras garrafais que iluminam o seu despertar no caminho para o trabalho.
O RIO VENCEU O TRÁFICO!
Pronto, ele não precisa de mais nada para ditar cátedra nas discussões do dia sobre a eficácia do atual governo estadual e a vitória no Complexo do Alemão.
No país temos a obrigação de votar, nada além disso, temos a democracia da urna eletrônica que não pode ser auditada, a maravilha da modernidade que nenhum país sério se interessou em comprar ou copiar.
Observem, caros leitores, que mesmo o voto sendo obrigatório, milhões não votam, pelos mais diferentes motivos, dentre eles a descrença na democracia brasileira e a vontade irresistível de ir à praia, ouso afirmar.
A verdadeira democracia deve ser alicerçada com vários pilares sólidos - não apenas com o direito de votar -, sustentáculos que inexistem em um país completamente incapaz, por exemplo, de controlar a criminalidade política, as oligarquias cleptocráticas que avançam sobre o dinheiro público e privado.
Uma cleptocracia não pode ser democrática, embora todos possam votar.
No Brasil a criminalidade política funciona de forma sistêmica e expandiu os seus tentáculos para os órgãos de controle, sobretudo para parcelas do poder judiciário e do ministério público.
No país temos um sistema corrupto que funciona muito bem, isso é fato. Aliás, tal sistema é o que melhor funciona neste país, um exemplo de eficácia incomum.
A democracia não coexiste com a falta de educação e com a corrupção crescente, portanto, algo precisa ser feito para que o Brasil possa um dia ser uma democracia de verdade, onde os votantes sejam capazes de formar cada um a própria opinião sobre os fatos e o dinheiro público possa ser tratado de forma honesta e em prol da população.
E o que deve ser feito diante da nossa incapacidade de controlar a corrupção política?
Uma nova revolução militar?
Um golpe?
Não, claro que não. Ninguém deseja isso, nem os militares brasileiros, hoje tão acomodados em seus quartéis.
Todavia, algo precisa ser feito e rápido.
Infelizmente, os brasileiros até a presente data, não estão conseguindo controlar a cleptocracia, não estamos chegando nem perto, somos incapazes de deter esse câncer nacional.
Urge que encontremos uma saída, pois o Brasil não pode continuar nessa direção indefinidamente, temos que por um fim na roubalheira de terno em gravata, uma autêntica ditadura que se locupleta nos nossos bolsos.
Diante dessa realidade, penso que a nossa incapacidade está nos empurrando para o próximo governo militar no Brasil, não tenho qualquer dúvida, pois algo precisa ser feito para construir uma democracia nestas terras, nem que seja uma nova revolução militar.
Devemos lembrar que a constituição “democrática” prevê que a “defesa da pátria” é dever das forças armadas e ninguém pode negar que a “pátria” está em grave perigo.
A culpa pela instauração de um novo governo militar será nossa, a responsabilidade será dos que lêem jornais.
Os que comem, ouvem e digerem as manchetes não terão qualquer culpa, eles só querem circo e cerveja, não exigem nada mais, vivem muito bem assim.
Circo e cerveja!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de maio de 2009

QUEM SÃO OS VERDADEIROS DITADORES BRASILEIROS?

EMAIL RECEBIDO:
"Alexandre Garcia.
No último fim de semana, eu lia Desvios do Poder, do ex-Consultor daRepública Galba Veloso, para entender a legalidade da reunião com os prefeitos em Brasília, e descobri, no livro, uma lei sobre abusos de poder.
A lei 4898 trata com severidade a autoridade civil ou militar que praticar abuso de poder. A lei diz que todo cidadão tem o direito de agir penal e civilmente contra a autoridade, civil ou militar, que abusar do poder atentando contra a liberdade de locomoção do indivíduo, a inviolabilidadedo domicílio, o sigilo da correspondência, o direito de união, a incolumidade física, privação de liberdade, como manter alguém sob custódia ou submetê-lo a vexame, não comunicar prisão ao juiz, prender mesmo compossibilidade de fiança - e por aí vai.
Agora, a minha surpresa: sabem de quando é a lei?
De de dezembro de 1965.
Em pleno regime militar, sob a chefia do marechal-presidente CastelloBranco.
Lembrei-me de registrar isso porque no dia 17 último, a insuspeita Folha SãoPaulo, em editorial, chamou de ditabranda aquela época brasileira, em contrapartida com ditaduras como de Fidel Castro e a disfarçada de HugoChavez. Houve gente que ficou furiosa com a Folha, por causa do editorial
"Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão deditabranda?" - perguntou uma professora da Faculdade de Educação da USP, segundo a Veja.
Minha neta me fez a mesma pergunta, porque o professor dela contou que foram anos de chumbo, que ninguém tinha liberdade. Desconfiei que o professor nem havia nascido em 1964 e ela me confirmou isso.
Eu vivi aqueles tempos. Fui presidente de Centro Acadêmico em 1969. Fui jornalista do Jornal do Brasil de 1971 a 1979. Cobria política e economia e nunca recebi qualquer tipo de ameaça, censura ou pressão. Sei que havia censura. Comigo, nunca houve. Sei que havia tortura. Certa vez me chamaram para identificação no DOPS, de suspeitos presos por um assalto ao Banco doBrasil, que eu havia testemunhado. Os dois estavam no chão, gemendo, com sinais evidentes de tortura. Fiquei revoltado e não fiz o reconhecimento.
Nadame aconteceu.
Nesse último carnaval, contou-se que o governador do Rio preparou uma claque para afastar o temor de vaia para o presidente Lula - que no Rio jáhavia sido vaiado na abertura do Pan, no Maracanã. O temor existia, mesmo com o alto índice do presidente nas pesquisas de popularidade.
Lembro que o general Médici foi o mais duro entre os generais-presidentes. Mas ele entrava no Maracanã, de radinho no ouvido e cigarro no canto da boca, e quando aparecia na tribuna o estádio inteiro o aplaudia. E ele estava reprimindo os grupos armados de esquerda que seqüestravam e assaltavam bancos.
Os carros dos brasileiros andavam com um plástico verde-e-amarelo que dizia "Brasil - ame-o ou deixe-o".
Alguém explica isso?
Os generais-presidentes foram todos eleitos pelo Congresso, onde havia oposição.
O último deles, ao contrário de Fidel e Chavez que negam suas ditaduras, assumiu fazendo uma promessa: "Eu juro que vou fazer deste país uma democracia". Coisa rara, um suposto ditador reconhecer que não governava numa democracia.
Por tudo isso, já está em tempo de se esquecer a propaganda, os rancores,as mentiras, e reescrever nossa História recente.
História sem verdade não é ciência, é indecência".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 27 de abril de 2009

DITADURA À BRASILEIRA - PROFESSOR MARCO ANTONIO VILLA.

É rotineira a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso.
É rotineira a associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai). Nada mais falso.
O regime militar brasileiro teve características próprias, independentes até da Guerra Fria. Fez parte de uma tradição antidemocrática solidamente enraizada e que nasceu com o positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia foi um espectro que rondou o nosso país durante cem anos de república.
Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia em um obstáculo à solução dos grandes problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política.
O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 (até o AI-5), com toda a movimentação político-cultural. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições para os governos estaduais em 1982. Mas as diferenças são maiores.
Enquanto a ditadura argentina fechou cursos universitários, no Brasil ocorreu justamente o contrário. Houve uma expansão do ensino público de terceiro grau por meio das universidades federais, sem esquecer várias universidades públicas estaduais que foram criadas no período, como a Unicamp e a Unesp, em São Paulo.
Ocorreu enorme expansão na pós-graduação por meio da ação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), especialmente, e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em São Paulo. Ou seja, os governos militares incentivaram a formação de quadros científicos em todas as áreas do conhecimento concedendo bolsas de estudos no Brasil e no exterior. As ditaduras do Cone Sul agiram dessa forma? A Embrafilme -que teve importante papel no desenvolvimento do cinema nacional- foi criada no auge do regime militar, em 1969. Financiou a fundo perdido centenas de filmes, inclusive de obras críticas ao governo (o ministro Celso Amorim presidiu a Embrafilme durante o regime militar). A Funarte foi criada em 1975 - quem pode negar sua importância no desenvolvimento da música, das artes plásticas e do teatro brasileiros?
E seus projetos de grande êxito, como o Pixinguinha, criado em 1977, para difundir a música nacional? No Brasil, naquele período, circularam jornais independentes - da imprensa alternativa – com críticas ao regime (evidentemente, não deve ser esquecida a ação nefasta da censura contra esses periódicos). Isso ocorreu no Chile de Pinochet?
E os festivais de música popular e as canções-protesto? Na Argentina de Videla esse fato se repetiu?
E o teatro de protesto?
A ditadura argentina privatizou e desindustrializou a economia. Quem não se recorda do ministro Martinez de Hoz?
Já o regime militar brasileiro estatizou grande parte da economia. Somente o presidente Ernesto Geisel criou mais de uma centena de estatais. Os governos militares industrializaram o país, modernizaram a infraestrutura, romperam os pontos de estrangulamento e criaram as condições para o salto recente do Brasil, como por meio das descobertas da Petrobras nas bacias de Santos e de Campos nos anos 1970. É sabido que o crescimento econômico foi feito sem critérios, concentrou renda, criou privilégios nas empresas estatais (que foram denunciados, ainda em 1976, nas célebres reportagens de Ricardo Kotscho sobre as mordomias) e estabeleceu uma relação nociva com as empreiteiras de obras públicas.
Porém, é inegável que se enfrentaram e se venceram vários desafios econômicos e sociais.
É curioso o processo de alguns intelectuais de tentarem representar o papel de justiceiros do regime militar. Acaba sendo uma ópera-bufa. Estranhamente, omitiram-se quando colegas foram aposentados compulsoriamente pelo AI-5, como Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Emilia Viotti da Costa, entre outros; ou quando colegas foram presos e condenados pela "Justiça Militar", como Caio Prado Júnior.
Muitos fizeram carreira acadêmica aproveitando-se desse vazio e "resistiram" silenciosamente.
A história do regime militar ainda está presa numa armadilha. De um lado, pelos seus adversários. Alguns auferem altos dividendos por meio de generosas aposentadorias e necessitam reforçar o caráter retrógrado e repressivo do regime, como meio de justificar as benesses. De outro, por civis (estes, esquecidos nas polêmicas e que alçaram altos vôos com a redemocratização) e militares que participaram da repressão e que necessitam ampliar a ação opositora - especialmente dos grupos de luta armada- como justificativa às graves violações dos direitos humanos.
MARCO ANTONIO VILLA, 52, é professor de história do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de "Jango, um Perfil".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL DE POLÍCIA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

JORNAL O GLOBO - 06/02/2009 - PERDER OU PERDER - NELSON MOTTA - JORNALISTA

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira o seguinte artigo (Opinião - página 7):
"PERDER OU PERDER"
Quem diria, a ditadura virou coisa de museu. O ministro Tarso Genro anunciou que o Rio de Janeiro (por que não Brasília?) ganhará o Musel Nacional da Ditadura. Será o nosso holocausto, a nossa casa de Anne Frank.
Vai ser diverto ver Sarney, Edison Lobão e Paulo Maluf, para citar alguns grandes aliados do governo Lula, e tantos outros colegas de ditadura aboletados na base parlamentar e na administração, convidados de Tarso na inauguração. Ou terão réplicas de cera em tamanho natural? Ou retratos pintados a óleo? Estátuas equestres? Ou farão discursos contra o arbítrio e o autoritarismo, fechando com "ditadura, nunca mais!", seguido de vivas à liberdade? Afinal, estamos no Brasil.
A grande vítima da ditadura foi a liberdade individual do cidadão brasileiro, que apanhou dos dois lados: dos militares, que a suprimiram em nome da luta contra a corrupção e a subversão, e dos que lutavam armados contra a ditadura, não para devolver o poder aos civis e convocar eleições, mas para estabelecer uma sociedade livre como Cuba e a União Soviética, uma ditatura do proletariado. E perderam.
Mas para os que pagaram a conta, era perder ou perder. Pagavam impostos para a ditadura espionar, perseguir, prender, torturar e matar. E depois para pagar bolsas-ditadura aos perseguidos. Só no Brasil. Na Argentina, com seus 30 mil mortos e desaparecidos, e milhões que tiveram as vidas e carreiras prejudicadas pela ditadura, as indenizações levariam o Estado à bancarrota.
Vinte e cinco anos depois, no poder, graças à democracia, muitos ex-combatentes da liberdade se tornaram representantes vivos do Museu das Ideologias, e ameaçam, em nome de velhas causas leninistas, maoístas e castristas a liberdade dos cidadãos que lhes pagam os salários. Tudo pelo social, dizia Sarney, tudo, eles repetem agora, como visionários do passado.
Quem sabe o Ministro da Justiça se anima a criar um Museu Nacional da Liberdade, em homenagem aos que resistiram a ditaduras de direita e de esquerda, militares e civis, e defenderam a liberdade dos que querem usá-las para acabar com elas.

NELSON MOTTA
JORNALISTA

Um artigo que merece reflexões:
- Nunca devemos esquecer que a denominada "ditadura militar" teve o apoio de incontáveis "civis";
- Mortes foram o resultado de ações dos "dois lados", inclusive com atos terroristas; e
- O autoritarismo é caracterítico das ditaduras, sejam "militares" ou "civis", fardadas ou usando terno e gravata.
E finalmente, respeitosamente, um país com gravíssimos problemas de segurança pública, saúde pública e educação pública, deve priorizar o gasto do dinheiro público (nosso dinheiro) nestas áreas prioritárias e não deve pensar em construir monumentos, como o que se pretende erguer em Brasília ou o Museu Nacional da Ditadura.
Caso contrário, continuaremos a ser um "país" com milhões e milhões de analfabetos funcionais, facilmente conduzidos pelo poder.
Um "pais" que paga salários famélicos a professores, médicos e policiais - servidores públicos concursados - motores do Estado.
Mudamos o Brasil ou o "Estado Brasileiro" continuará não cumprindo as suas destinações básicas!
E nós, cada um de nós, continuaremos a ser os patrocinadores deste ineficiente Estado...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA