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quarta-feira, 20 de maio de 2009

QUEM SÃO OS VERDADEIROS DITADORES BRASILEIROS?

EMAIL RECEBIDO:
"Alexandre Garcia.
No último fim de semana, eu lia Desvios do Poder, do ex-Consultor daRepública Galba Veloso, para entender a legalidade da reunião com os prefeitos em Brasília, e descobri, no livro, uma lei sobre abusos de poder.
A lei 4898 trata com severidade a autoridade civil ou militar que praticar abuso de poder. A lei diz que todo cidadão tem o direito de agir penal e civilmente contra a autoridade, civil ou militar, que abusar do poder atentando contra a liberdade de locomoção do indivíduo, a inviolabilidadedo domicílio, o sigilo da correspondência, o direito de união, a incolumidade física, privação de liberdade, como manter alguém sob custódia ou submetê-lo a vexame, não comunicar prisão ao juiz, prender mesmo compossibilidade de fiança - e por aí vai.
Agora, a minha surpresa: sabem de quando é a lei?
De de dezembro de 1965.
Em pleno regime militar, sob a chefia do marechal-presidente CastelloBranco.
Lembrei-me de registrar isso porque no dia 17 último, a insuspeita Folha SãoPaulo, em editorial, chamou de ditabranda aquela época brasileira, em contrapartida com ditaduras como de Fidel Castro e a disfarçada de HugoChavez. Houve gente que ficou furiosa com a Folha, por causa do editorial
"Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão deditabranda?" - perguntou uma professora da Faculdade de Educação da USP, segundo a Veja.
Minha neta me fez a mesma pergunta, porque o professor dela contou que foram anos de chumbo, que ninguém tinha liberdade. Desconfiei que o professor nem havia nascido em 1964 e ela me confirmou isso.
Eu vivi aqueles tempos. Fui presidente de Centro Acadêmico em 1969. Fui jornalista do Jornal do Brasil de 1971 a 1979. Cobria política e economia e nunca recebi qualquer tipo de ameaça, censura ou pressão. Sei que havia censura. Comigo, nunca houve. Sei que havia tortura. Certa vez me chamaram para identificação no DOPS, de suspeitos presos por um assalto ao Banco doBrasil, que eu havia testemunhado. Os dois estavam no chão, gemendo, com sinais evidentes de tortura. Fiquei revoltado e não fiz o reconhecimento.
Nadame aconteceu.
Nesse último carnaval, contou-se que o governador do Rio preparou uma claque para afastar o temor de vaia para o presidente Lula - que no Rio jáhavia sido vaiado na abertura do Pan, no Maracanã. O temor existia, mesmo com o alto índice do presidente nas pesquisas de popularidade.
Lembro que o general Médici foi o mais duro entre os generais-presidentes. Mas ele entrava no Maracanã, de radinho no ouvido e cigarro no canto da boca, e quando aparecia na tribuna o estádio inteiro o aplaudia. E ele estava reprimindo os grupos armados de esquerda que seqüestravam e assaltavam bancos.
Os carros dos brasileiros andavam com um plástico verde-e-amarelo que dizia "Brasil - ame-o ou deixe-o".
Alguém explica isso?
Os generais-presidentes foram todos eleitos pelo Congresso, onde havia oposição.
O último deles, ao contrário de Fidel e Chavez que negam suas ditaduras, assumiu fazendo uma promessa: "Eu juro que vou fazer deste país uma democracia". Coisa rara, um suposto ditador reconhecer que não governava numa democracia.
Por tudo isso, já está em tempo de se esquecer a propaganda, os rancores,as mentiras, e reescrever nossa História recente.
História sem verdade não é ciência, é indecência".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PRESIDENTE LULA - VAIAS NO MARACANÃ - VAIAS NO SAMBÓDROMO?

É preciso mudar, a nossa inércia gera o continuísmo das ilegalidades!
O carnaval chegou ao Rio de Janeiro e o jornal O Globo – mais uma vez – publica verdades que sempre conhecemos e que insistimos em não operacionalizar as mudanças.
É o bloco do “É ilegal, e daí?”.
Na coluna “Opinião”, página seis, publica o artigo “Para o bem da folia”, do qual destaco o seguinte trecho:
- “No caso do financiamento oficial do carnaval, é recomendável que o poder público busque meios de incentivar as escolas a captar recursos no mercado. Desta forma, a prefeitura teria como realocar verbas, deixando de financiar o luxo das agremiações para investir em infraestrutura. Já a presença de bicheiros à frente da organização do carnaval macula a imagem da festa, pelas notórias ligações do submundo da contravenção com esquemas criminosos”.
Perfeito!
Soa como um desrespeito ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e ao Cidadão Brasileiro, a presença de prefeitos, de governadores e possivelmente, de um presidente da república, na mesma “passarela” freqüentada por criminosos famosos e notáveis.
Pior, quando as autoridades, ainda vestem a camisa da Liesa e posam para fotos, que ilustram jornais e revistas de todo o mundo.
No tocante ao financiamento público, isso é um absurdo.
O nosso dinheiro não deve ser usado para financiar eventos particulares, ponto final.
O jornalista Zuenir Ventura trata também do tema crime e carnaval, no seu artigo “O samba do mal menor”, página sete, do qual destaco o primeiro parágrafo:
- “Às vésperas do carnaval, o desentendimento entre dois diretores de escolas de samba pode ter como causa uma conhecida disputa por pontos de máquinas caça-níqueis, com direito a atentados e morte, conforme noticiou O Globo. Trata-se de um vínculo histórico com o crime, esse de patronos do maior desfile da cidade. Antes era só com o jogo-do-bicho, tido como folclórica contravenção; com o tempo, o campo e ação foi se estendendo para outras áreas, tornando-se o símbolo de uma cultura bem carioca: a promiscuidade entre mundo legal e submundo”.

Concordo!
Nós precisamos "VER" o que existem por trás de cada ponto do jogo dos bichos espalhados por todo Rio de Janeiro.
Leiam a íntegra dos artigos e se envergonhem – mais uma vez – por permitirmos tal realidade, ou seja, o poder público e os criminosos lado a lado.
E o povo aplaudindo, ou não!
O atual Prefeito da Cidade do RJ Eduardo Paes prometeu após o carnaval deste ano, que realizará uma licitação pública para a organização do evento.
Parabéns, uma iniciativa positiva e louvável, vamos aguardar 2010, ano eleitoral.
E ainda no tema carnaval, o Globo publica o artigo “Estado nega claque antivaia para Lula”, na página nove.
O artigo informa que o Governo do Estado do Rio de Janeiro negou ter contratado uma “claque antivaia” para proteger o Presidente Lula.
Teme-se que o povo brasileiro repita no Sambódromo a estrondosa vaia direcionada para o Presidente Lula, no Maracanã, na abertura dos Jogos Pan-americanos, em 2007.
Vamos aguardar, considerando que a possibilidade existe.
Aliás, caro leitor, você conhece alguém que foi entrevistado na pesquisa de popularidade do nosso atual presidente?
Vale lembrar que Policiais Militares, Policiais Civis, Bombeiros Militares e Guardas Municipais (de serviço), não podem vaiar.
Devem cumprir rigorosamente as ordens e a supressão de folgas, durante o período carnavalesco.
Aliás, fazem isso em todo grande evento particular (visando lucro), sem falar no Natal e no Ano Novo, recebendo parcos vencimentos, que não permitiriam nem mesmo a compra de uma fantasia para desfilar no carnaval, em uma das grandes escolas.
E o projeto de lei determinando que fossem pagas horas extras não foi aprovado nem pelo Governador e nem pela ALERJ.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA