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quarta-feira, 13 de julho de 2011

O GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) CONTINUA A PARCERIA COM A MÍDIA

ESTADÃO
Quarta-feira, 13 de julho de 2011
Após crise, Cabral dobra gastos com publicidade

Agência Estado
Diante da crise política e de imagem ligada a denúncias de proximidade excessiva a empresários com interesses no Estado - que o atingiram em junho -, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), mais que dobrou as verbas oficiais destinadas ao setor de publicidade e imprensa em 2011.
Em dois decretos publicados após as acusações, Cabral elevou de R$ 55,7 milhões para R$ 120,7 milhões a autorização para gastos com Serviços de Comunicação e Divulgação da Subsecretaria de Comunicação e Divulgação - elevação de 116,75%. Até ontem, foram empenhados R$ 75,6 milhões e liquidados R$ 67 milhões. O governo nega relação desse aumento com a crise.
Na sexta-feira, o governo deu início a uma forte campanha publicitária nas TVs abertas. Na segunda-feira, um filme de 60 segundos foi exibido num intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, um dos mais caros espaços publicitários da TV no País. O tema do encontro era segurança pública e pacificação de favelas - principal bandeira defendida por Cabral em sua campanha à reeleição, no ano passado.
Apesar de já programado, a reportagem apurou que o lançamento da campanha foi antecipado, a fim de atenuar os efeitos negativos causados à imagem do governador fluminense, desde que se tornaram públicas suas relações pessoais com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, e com Eike Batista, do grupo EBX. No dia 17, o governador pegou emprestado um jato de Eike para participar da festa de aniversário de Cavendish, promovida em um resort de luxo na Bahia.
O secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, negou que as suplementações em publicidade sejam uma reação à crise política enfrentada por Cabral. "Não se trata de reajuste nem tem a ver com período de crise. Se você olhar a evolução do orçamento nos quatro anos do primeiro governo, sempre a comunicação começou com um orçamento pequeno e foi sendo suplementado depois", argumentou Fichtner (leia).
Postado por Ricardo Oscar vilete Chudo às 07:12
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de março de 2011

VAMOS LEVAR A NOSSA VOZ PARA O MUNDO – CAMPANHA.

Prezados leitores, parte da mídia fluminense demonstra que escolheu o lado do governo e não o lado da verdade, uma barreira que não estamos conseguindo ultrapassar, apesar da gravidade dos fatos que ocorrem no Rio de Janeiro na área da segurança pública, por exemplo.
Diante dessa cruel realidade estamos iniciando uma campanha para tentar vencer tal obstáculo e começaremos a encaminhar as nossas denúncias para organismos internacionais e para a mídia internacional, graças ao apoio de uma companheira que traduzirá os textos.
O nosso objetivo é que o mundo conheça através da voz dos Bombeiros e dos Policiais Militares as mazelas do Rio de Janeiro que pretende realizar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, apesar de tratar pessimamente seus Policiais e Bombeiros Militares.
Em consequência, solicitamos a colaboração de TODOS pedindo que encaminhem os endereços de emails de organismos internacionais e da mídia internacional para o email:
celprpaul@yahoo.com.br
A luta continua.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

UPPs UM EFEITO COLATERAL QUE TODO MUNDO SABE QUE ACONTECE.

JORNAL O DIA
Longe do sonho da UPP, moradores viram reféns
Jornal mostra o cotidiano de medo nas favelas da Coreia, Serrinha, Parada de Lucas e Vila Aliança, onde a pacificação está distante e a tirania dos traficantes resiste.
Apoiado num muro de concreto, o homem aponta o fuzil calibre 7.62 na direção da Avenida Brasil, uma das entradas da Favela de Parada de Lucas, na Zona Norte. Ele é um dos ‘soldados’ das quadrilhas que dominam quase mil favelas no estado, ditando regras, direitos e deveres a mais de 1,2 milhão de pessoas. O sonho das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), materializado a partir de dezembro de 2008 em 47 comunidades, ainda está distante para essa fatia da população. Nesses locais, a lei do mais forte ainda impera na ponta do fuzil.
Assistam as imagens (vídeo)
Ao longo da semana passada, vídeos mostraram a rotina dos que vivem sob o jugo de traficantes da Zona Oeste, em especial no Complexo da Coreia e comunidades vizinhas, em Senador Camará. Agora, filmagens e fotos de outras três comunidades — Vila Aliança, em Bangu; Morro da Serrinha, em Madureira; e Parada de Lucas —, entre maio do ano passado e fevereiro deste ano, revelam novos abusos contra o poder do Estado.
São regiões onde trabalhadores tentam criar seus filhos em meio a barricadas construídas com troncos de árvore e concreto nas ruas. Onde as cracolândias e suas mazelas se proliferam. E, dentro de territórios restritos, onde o comércio de maconha, cocaína e crack é feito aos gritos, em autênticas feiras-livres, sob a proteção de máquinas de guerra.
As imagens chocam ainda mais pela forma com que moradores têm que encarar o cotidiano de horror. A cena de bandidos armados sentados na porta de um bar lotado de caça-níqueis revela um pouco dessa intimidade forçada. “Nem olho. Ando sempre de cabeça baixa”, diz, resignada, uma moradora da Vila Aliança.
Os traficantes flagrados controlam comunidades dominadas ligados à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Mas, para quem é obrigado a viver sob as ordens deles, não há qualquer distinção. “Eles estupram e matam os outros sem piedade”, lamenta um senhor que vive na Coreia.
Enquanto uma solução — seja ela através de uma UPP ou de outra ação do Estado — não se concretiza, os reféns do medo são obrigados a continuar se escondendo, baixando a cabeça e pedindo para jamais terem seus nomes revelados em reportagens.
Munido de fuzil, o filho do antigo chefão
As imagens do armamento ostensivo em Parada de Lucas remetem ao passado. Com um fuzil modelo G3 nas mãos, Rômulo Oliveira da Silva, o Furacão, de 18 anos, é filho do principal chefe do tráfico da história da comunidade e um dos fundadores da facção Terceiro Comando, José Roberto da Silva Filho, o Robertinho de Lucas.
Em novembro, Rômulo foi preso pela PM com uma pistola. Na semana seguinte, porém, ganhou a liberdade e nada ficou provado contra ele. Mas a foto obtida por revela o poder do homem que hoje já é considerado braço direito de Ronaldo Rocha Dias da Silva, o Tiãozinho, atual chefão do ‘território’ que já foi de seu pai.
COMENTO:
Eu sou a única voz dissonante no Rio do fabuloso sucesso midiático das UPPs e luto entrincheirado contra elas pelo fato do estado não possuir uma POLÍTICA de segurança pública, o Rio tem no máximo táticas, sendo a mais usada o "tiro, porrada e bomba" que continua sendo empregado rotineiramente em 95% das comunidades carentes do Rio de Janeiro.
Sou favorável e sempre escrevi que a solução para as comunidades carentes seria a ocupação e a aplicação do policiamento ostensivo, isso bem antes das UPPs, mas discordo frontalmente do modo como isso é feito.
Ocupar uma comunidade pela Estado sem impor a LEGALIDADE (nas UPPs os ilícitos continuam funcionando) e sem prender os criminosos que atuam nela (Tática de Transferência de Traficantes) é algo inadimissível e que só é aceito por uma mídia parcial que apoia o governo em todas as ações e transforma tal catástrofe em um conjunto de festas (bailinhos, cinema, distribuição de lanches, distribuição de presentes natalinos, etc).
O povo está sendo enganado por essa parte da imprensa, que presta um serviço de péssima qualidade para a população, dando sustentáculo a uma grande farsa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MÍDIA PAULISTA, A MELHOR MÍDIA SOBRE O RIO DE JANEIRO.

No Rio de Janeiro vivemos tempos muito estranhos.
Milhares de pessoas morrem em razão de causas humanas (governos) e causas naturais, mas só culpamos as chuvas e as vítimas.
Não prendemos mais traficantes, mudamos eles de uma comunidade carente para outra.
Pessoas morrem diariamente por falta de vagas em leitos de CTIs nos hospitais públicos.
Ocupamos a penúltima colocação na avaliação nacional do ensino médio.
Apesar dessas tragédias, o governo é festejado pela mídia.
Essas verdades estão fazendo surgir um novo fato estranho:
MÍDIA PAULISTA, A MELHOR MÍDIA SOBRE O RIO DE JANEIRO.
Vou assinar o Estadão e a Folha.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 22 de janeiro de 2011

O GOVERNO SÉRGIO CABRAL INTERESSA A MÍDIA FLUMINENSE.

Amanhã, acordarei cedo e seguirei para o ato cívico-democrático exigindo a apuração da responsabilidade pessoal dos governantes nos mais de 1.000 mortos da Região Serrana. Resido na Zona Norte do Rio e o ato será na Zona Sul, portanto preciso sair com a necessária antecedência para chegar antes das 10:00 horas, no local da concentração: o canal do Jardim de Alah (Ipanema-Leblon). Tenho muito que conversar com os organizadores, inclusive sobre os procedimentos que pretendem desenvolver junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Além disso, tenho que arrumar os Soldados FOME (PM) e MISÉRIA (BM) para o evento.
Tais verdades explicam a minha saudação “boa noite”, pois estou antecipando alguns dos artigos que postaria amanhã, assim sendo, não teremos o “prezados leitores, bom dia!”.
O ato desse domingo poderá ser um marco na luta pela redemocratização do Brasil, considerando que temos assistindo na verdade uma troca de regimes de força, integrados por governantes com todo poder, inclusive com relação à formação da opinião pública através da mídia. Antes eram as fardas que mandavam, agora são ternos ricamente recortados, mas que agem muitas vezes com um autoritarismo que transformaria o mais rígido militar em um aluno do normal.
No Rio, o governo fazia o que queria, escrevo fazia considerando que tudo indica que a tragédia da Região Serrana será um divisor de águas, um freio nessa direção ditatorial, pois nem toda blindagem da mídia está conseguindo salvar o governo.
Isso ficou claro na luta dos Coronéis Barbonos pela cidadania da tropa da Polícia Militar, acuado o governo Sérgio Cabral não apenas exonerou os Coronéis de Polícia e os manteve sem função (sem comando de tropa) na Diretoria Geral de Pessoal, situação essa conhecida como “geladeira”, mas também interrompeu de forma traumática as suas carreiras.
O governo com o apoio da ALERJ, alterou o estatuto da Polícia Militar, reduzindo de seis para quatro anos o tempo de permanência dos Coronéis no serviço ativo, ou seja, criou uma nova regra e a aplicou em nós, que já éramos Coronéis, algo impensável em um estado democrático de direito.
Obviamente, governantes só agem dessa forma em regimes de força, como acontece no Rio, onde a força está no poder da mídia manipular a opinião pública.
Cito outro exemplo claro: as UPPs.
A mídia fluminense só comentou (e timidamente) um fato gravíssimo relacionado com as UPPs, após Cabral ter sido reeleito, a imprensa omitiu uma informação importantíssima para a formação da opinião do povo sobre as UPPs, a respeito da qual tinha evidente conhecimento.
O governo para implantar as UPPs, optou por remanejar os traficantes de drogas de comunidades que considerava mais importantes, para outras regiões do estado, sem tentar prendê-los e avisando com antecedência suficiente que permitisse a saída deles em segurança. Isso ocorreu mais de dez vezes e a mídia nunca denunciou, ao contrário, alguns órgãos chegavam a enaltecer a inexistência dos confrontos como mais um fator positivo.
Em qualquer lugar do mundo civilizado, isso custaria a cabeça do governante e de todos os assessores da área da segurança pública, um povo civilizado nunca aceitaria essa transferência de criminosos e suas armas de guerra.
Como escrevi em artigo anterior, o governo Sérgio Cabral instalou treze UPPs, retomou a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, mas não prendeu nenhum dos ditos “chefões” do tráfico.
Escrito isso ratifico a minha indicação para que assistam o documentário “Além do Cidadão Kane” (vídeo). Ele é longo, dura uma hora e trinta minutos, mas é muito importante para que possamos agregar ferramentas para entender as relações mídia-governo. No documentário existem duras críticas aos governos militares, o que pode desagradar alguns, mas contém informações muito interessantes sobre as Organizações Globo.
Tenho certeza que os que assistirem irão entender muito bem os motivos que fazem com que o governo Sérgio Cabral interesse a parte considerável da mídia fluminense.
Bom divertimento.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BEYOND CITIZEN KANE - DOCUMENTÁRIO DA BBC - IMPERDÍVEL.

BLOG DA DILMA ROUSSEFF
Mídia censora denúncia ‘censura’
Escrito por Eduardo Guimarães

O que você acharia de uma novela argentina que tivesse um personagem chamado “Brasil”? O nome do país seria dado a um homem feioso, estúpido, malandro, preguiçoso, covarde, invejoso e arrogante que tem uma vizinha virtuosa, bela, inteligente, esforçada, leal e humilde, vítima constante das armações do vizinho. O nome da heróina seria “Argentina”.
É sob esta ótica que peço que o leitor analise notícia sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, amplamente veiculada nos últimos dias, por ele ter proibido, em seu país, a exibição de uma produção colombiana que faz com a Venezuela o mesmo que a novela fictícia que inventei no parágrafo anterior faria com o Brasil.
Hugo Chávez determinou à rede de TV Televen que pare de transmitir a novela colombiana “Chepe Fortuna”. A Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) avaliou que o programa “subestima a inteligência dos telespectadores” devido ao tratamento dado a duas personagens, as irmãs Colômbia (bonita, correta e cheia de virtudes) e Venezuela (feia, malandra e histérica).
Em um dos episódios, Venezuela entra em desespero ao ser informada de que perdeu seu cachorrinho de estimação, Huguito. “O que será de mim sem ele?”, pergunta, desconsolada. “Você será livre, Venezuela! Porque Huguito ultimamente andava se metendo nas casas alheias, o que te deixava mal perante os outros”, foi a resposta.
Em outro momento da série, a personagem descobre que está grávida e decide que seu filho vai se chamar Fidelito.
Segundo a Conatel, há uma “manipulação descarada no roteiro para desmoralizar a população venezuelana”.
A mesma mídia que acusa Chávez de promover censura se cala sobre o documentário da BBC de Londres “Beyond Citizen Kane”, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial, por tratar das relações sombrias entre a Rede Globo e grupos políticos, dentre os quais os que promoveram a ditadura militar brasileira.
É discutível a decisão de Chávez de proibir uma obra artística, ainda que seja possível entender que qualquer povo fique ofendido com uma novela como a colombiana. Todavia, uma mídia que pede censura a fatos indiscutíveis sobre seu tentáculo mais poderoso não tem a menor moral para acusar o presidente da Venezuela de censor.
COMENTO:
Prefiro não perder tempo com Chávez, assim convido nossos leitores a assistirem o documentário de uma hora e trinta minutos sobre o poder da Vênus Platinada (assista).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

HORA DE AGRADECER - CRITICAR PARA CONSTRUIR UMA NOVA REALIDADE.

Os Policiais Militares, Bombeiros Militares e familiares do Rio de Janeiro que estão mobilizados para construir uma nova realidade na PMERJ e no CBMERJ, têm se mostrado ao longo do tempo também mobilizados para transformar a realidade do Rio de Janeiro e do Brasil.
As nossas críticas por mais ácidas que possam ser, apresentam como principal característica a tentativa de mudar para melhor.
Quem não gostaria que o governo Sérgio Cabral fosse o melhor governo já desenvolvido na história do Rio de Janeiro?
Todos nós ganharíamos muito com um governo que promovesse ao menos serviços públicos essenciais de qualidade, como a educação, a saúde e a segurança públicas. Todavia, a realidade é muito diferente dos nossos sonhos, os serviços são péssimos, isso é de domínio público.
Diante dessa realidade, nos resta criticar com toda força possível o fato de que em quatro anos o governador ter gasto quase MEIO BILHÃO de reais em propaganda institucional, apelido oficial da propaganda política governamental.
Queremos o bem, tanto que TODOS os nossos atos são SEMPRE pacíficos e ordeiros, damos a cara para bater, temos nome e sobrenome.
Nessa direção, temos duramente criticado a parte pautada da mídia fluminense, considerando que a imprensa, embora seja um comércio, não pode ter PATRÃO, regulando que notícia pode ou não ser transmitida para a população.
Prezado leitor, ontem nós criamos o que a imprensa denomina como FATO JORNALÍSTICO.
Policiais Militares e Bombeiros Militares, reunidos em frente ao Palácio Guanabara (sede do poder executivo estadual), exibindo faixas e cartazes, fazendo panfletagem, gritando palavras de ordem, tudo no intuito de exigir que seja apurada a responsabilidade os governantes, inclusive do GOVERNADOR, nas mais de 1.000 mortes ocorridas no Rio (Angra, Bumba e Região Serrana).
Leitor, esse é um FATO JORNALÍSTICO em qualquer lugar do mundo, considerando que os militares são a categoria profissional mais facilmente atingida por represálias governamentais, represálias que o governo Sérgio Cabral tem colocado em prática desde 2008, como ficará historicamente registrado no livro de minha autoria "Cabral contra Paúl - A Polícia Militar de joelhos", a ser lançado em fevereiro ou março desse ano (amanhã será a última revisão na editora).
Para facilitar uma transmissão "ao vivo", programamos o ato para o horário de TODOS os telejornais do Rio, mas apenas a Rede Record se fez presente e exibiu uma excelente matéria no Programa Balanço Geral, do deputado Wagner Montes (assista) e repetiu no RJ Record.
Apenas o Jornal do Brasil (leia) e o jornal O Povo do Rio (capa e matéria com fotos) cobriram e publicaram fotos.
Se tiver tempo, caro leitor, assista a íntegra do ato (vídeo youtube).
Pergunta-se:
Por que as outras empresas da mídia fluminense não "se interessaram" por esse fato jornalístico?
Será que divulgarão o segundo "O TSUNAMI DO DESCASO" que será realizado na ALERJ, no dia 01 FEV 2011, pois lá estarão cobrindo a posse dos deputados estaduais?
Tomará que sim.
Obviamente, não queremos pautar a mídia, mas queremos um pouco de isenção na avaliação sobre o que a população deve saber.
No dia 28 JAN 2011, levaremos o nosso protesto até a Central Globo de Televisão (CGT), no horário do RJ TV e do Jornal Hoje, permitindo que facilmente a Globo possa divulgar a cobrança de responsabilidade dos governantes.
Iremos a todas as TVs do Rio, alguns jornais e algumas emissoras de rádio, para facilitar a divulgação.
Agora, temos que agradecer.
Solicitamos a todos que querem salvar a PMERJ e o CBMERJ, mudar o Rio e o Brasil, que mandem mensagens de AGRADECIMENTO para quem está se mostrando independente:
- Rede Record (escreva).
- Jornal O Povo do Rio (escreva).
- Jornal do Brasil (cartas@jb.com.br
).
Lembrem-se: "JAMAIS DESISTIREMOS!"
Construímos um NÚCLEO DURO que cresce a cada dia, o "JUNTOS SOMOS FORTES!" vai invadir o Rio e o Brasil.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 15 de janeiro de 2011

ATENÇÃO POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO - SONEGAÇÃO DE INFORMAÇÕES.

600 MORTOS

Novamente, a mídia do Rio está blindando o governador Sérgio Cabral, não divulgando matérias publicadas em outros estados e no exterior, as quais tratam da responsabilidade dos governantes e citam que as mortes eram evitáveis.
No Rio, a imprensa chapa branca procura destacar que "nunca antes na história do Rio de Janeiro" choveu tanto, na tentativa de culpar a natureza.
Tentaremos continuar publicando esses artigos (leia um deles).
Na Globo News assisti há alguns minutos uma tentativa patética de Cabral, durante uma entrevista, de tentar passar uma ideia que quase perdeu a vida em uma das estradas, em face do deslizamento de uma barreira.
Temos que cobrar responsabilidades.
O número de mortos se aproxima de 600.
Alguém tem que ser PRESO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A DEMOCRACIA E O PERIGO DA MÍDIA PAUTADA.

A mídia é um grande poder, a quem a considere o maior de todos os poderes administrados por mãos humanas. Em tese, considerando a sua função social de informar e formar opinião, a imprensa deveria ser obrigatoriamente ISENTA. Todavia, como todo COMÉRCIO, a mídia precisa lucrar e dessa forma necessita de patrocinadores, os quais acabam com a força do dinheiro pautando a própria imprensa, que passa a ter lado.
Prezado leitor, salvo melhor juízo, não existiria qualquer dificuldade para que todos pudessem entender que parte significativa da mídia brasileira esteja pautada pelos governos, desde que o povo brasileiro tivesse acesso a uma educação pública de qualidade, o que não ocorre. Educado o povo conseguiria perceber quando a notícia é ou não chapa branca, quando representa a verdade ou quando é a versão oficial, assim sendo, a opinião pública não seria formada de modo equivocado e na hora de votar o povo saberia em quem votar.
No Brasil, temos um agravante com relação à mídia pautada, ele procura disfarçar a sua bandeira, isso é muito perigoso, pois pode causar reações inesperadas do próprio povo.
Todos sabem que a Revista Carta Capital foi pró-Lula, mas ela nunca escondeu isso, portanto, todo leitor da revista pode usar os filtros que achasse conveniente ao ler cada reportagem.
Foi um jogo limpo!
Essa deveria ser a regra.
O vídeo que se segue, sem fazer juízo de valor sobre a Rede Globo, demonstra o que pode ocorrer quando o povo interpreta a mídia como pautada.
Descrição do vídeo (youtube):
"Um flagrante em plena avenida Paulista na ocasião de uma manifestação de greve dos professores da rede oficial do Estado de São Paulo. Este flagrante não é nenhuma novidade nas manifestações Brasil afora, no entanto, neste dia, tratava-se da ato seguinte à barbárie experimentada nos arrredores do Palácio dos Bandeirantes (26/03/2010) quando o ainda governador de São Paulo, José Serra, saudoso da guerra entre policiais civis e militares naquele mesmo cenário, não economizou gás de pimenta, arsenal de "intimadação" e efetivos, fardados ou não, dispostos a descaracterizar a luta dos professores e estudantes. A Rede Globo (e seus congêneres) apenas foi tratada como tem sido de praxe em tantos anos de serviço à desqualificação e silenciamento das lutas sociais".

Prezado leitor, assista a esse outro vídeo, uma forma mais suave de protesto.

Não existe democracia onde a mídia seja pautada.
Não existe democracia onde não existe educação pública de qualidade.
Não existe democracia onde a impunidade dos ricos e poderosos reine absoluta.
Não existe democracia onde cleptocratas se elejam "democraticamente".
O Brasil não é uma democracia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RIO ATO PEC 300 - REDE RECORD - PROGRAMA WAGNER MONTES NÃO RECEBE COMISSÃO DE POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES.

520 MORTOS
O programa Wagner Montes não recebeu a esposa de um Policial Militar e um Bombeiro Militar, os quais representariam no programa a luta pelas demandas dos Policiais e Bombeiros Militares do Rio de Janeiro.
Obviamente, o programa tem a liberdade de receber quem quiser, tratar dos temas que for do seu interesse, todavia pensamos que era muito pertinente ouvir a família Policial Militar-Bombeiro Militar, sobretudo após a morte de três Bombeiro Militares em serviço, que deixarão viúvas e órfãos em situação dramática em face dos péssimos salários.
O ato realizado hoje era de conhecimento de toda mídia, que foi cientificada com muita antecedência por emails e pelas redes sociais, portanto, bastaria um mínimo de boa vontade para disponibilizar dois minutos para ouvir a esposa de um Policial Militar e um Bombeiro Militar. O programa preferiu, por exemplo, exibir o enterro de uma senhora da alta sociedade fluminense, como fica claro no vídeo.
Além disso, o ato começou uma hora antes do programa iniciar, foi ordeiro e pacífico durante todo o seu desenrolar.
Em síntese, não nos receberam por que não quiseram, ponto final.
Vida que segue.
Agradecemos o Comando do 22o BPM que disponibilizou uma RP para o local.
Levaremos o ato para as portas da Rede Globo e esperamos ter um melhor atendimento.
Solicito que o vídeo que será postado no próximo artigo, seja divulgado por toda a internet através de emails e nas redes sociais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 8 de janeiro de 2011

NÚMEROS DA GLOBO: OUTRA OPINIÃO.

8 de janeiro de 2011 13:14
Blogger Daniel Gurjão disse...
Coronel,
Muito cuidado com esses textos criticando a Rede Globo, principalmente vindo de ex-funcionários - mandados embora por falta de competência - que agora estão na Rede Record, o grupo de mídia que hoje mais recebe benefícios do Governo Federal e, como não poderia deixar de ser, é o mais puxa-saco de todos.
Primeiro: não foi só a audiência da Globo que caiu. Todas as emissoras perderam audiência, e a razão disso é o crescimento da internet no País. Cada vez mais as pessoas ligam menos a TV e preferem se entreter e se informar pela rede (eu mesmo abri mão de ter televisão no quarto há quase 4 anos). Só que independentemente disso, o "share" - percentual da audiência - da Globo continua altíssimo. E a razão disso também é um tanto óbvia: a programação da Globo ainda é sim muito superior à da concorrência em todos os aspectos, e não só o "técnico" como o ex-jornalista quer que nós acreditemos.
Segundo: o segredo do crescimento da audiência da Record nos últimos anos é a decisão que eles tomaram de imitar a Globo em rigorosamente tudo: telenovelas, telejornais, esportes... Mesma grade, mesmas atrações, mesmos temas e até vários ex-funcionários globais. Mas a Record já chegou ao limite do crescimento, porque a maioria dos telespectadores ainda prefere consumir a Rede Globo original do que a sua versão genérica, com atores e jornalistas de segunda mão.
Terceiro: se o Domingão do Faustão estivesse em crise, seu apresentador não seria o profissional mais bem pago do show-business (e o de maior credibilidade também), recebendo só de patrocínios de empresas privadas mais de 5 milhões de reais por mês! Nem falarei do faturamento do BBB, também todo ele vindo de patrocínios privados, comparado ao qual a "Fazenda" realmente parece uma roça quase virando um brejo...
Será que a Record pode dizer de onde vem o seu faturamento?
COMENTO:
Democraticamente, postei o comentário do Daniel.
Nada melhor que ouvir opiniões diferentes para que possamos estabelecer a melhor síntese na busca da verdade.
O comentário é realtivo ao artigo:
OS NÚMEROS DA GLOBO: LENTA DECADÊNCIA - RODRIGO VIANA
Quem está com a razão?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

OS NÚMEROS DA GLOBO: LENTA DECADÊNCIA - RODRIGO VIANA

BLOG DO ESCREVINHADOR
OS NÚMEROS DA GLOBO: LENTA DECADÊNCIA.

por Rodrigo Vianna
Altamiro Borges, aqui, e Paulo Henrique Amorim, aqui, destacam fatos que demonstram a decadência da TV Globo.
O texto de Miro mostra que o Faustão – em crise de audiência (e de faturamento?) – demitiu a banda de músicos. E que o “Fantástico” enfrenta a pior crise de sua longa história. O Paulo Henrique relata como a audiência do “JN” encolheu em dez anos: o jornal apresentado por Bonner perdeu um de cada quatro telespectadores de 2000 para 2010 – são números oficiais do IBOPE.
São fatos. Não é bom brigar com eles. Mas é bom analisar esse proceso com cautela.
Quando entrei na TV Globo, em 95, o “JN” dava quase 50 pontos de audiência. Era massacrante. O “Globo Repórter” dava perto de 40 pontos.
Em 2005/2006, quando eu estava prestes a sair da emissora, o “JN” já tinha caído pra casa dos 36 ou 37 pontos (havia dias em que o jornal local conseguia mais audiência do que o principal jornal da casa) e o “Globo Repórter” se segurava em torno de 30 ou 32 pontos (programa que desse menos de 30 abria crise, era preciso sustentar a marca dos 30).
Esse tempo ficou pra trás. O “JN” já caiu pra menos de 30 pontos. E o Globo Repórter hoje patina em 24 ou 25 – dizem-me.
O “Jornal da Record” dobrou de audiência. Em São Paulo chega a 10 pontos, em outros Estados passa dos 12 ou 13. Nas manhãs, a Globo e a Record (com o SBT um pouco atrás) brigam pau a pau. E a Record vence em muitos horários matutinos, há meses. Aos domingos, a Globo também sofre. A grande jóia da coroa da emissora carioca é o horário nobre durante a semana: novelas+ JN. Nesse caso, os números revelam que o domínio da Globo se reduz, ainda que de forma lenta.
Muita gente espera o dia em que a Globo vai passar por uma hecatombe e deixará de ser a Globo. Acredito que isso não vai acontecer: a queda será lenta, negociada, chorada…
A Globo poderia ter quebrado ali pelo ano 2000. No primeiro governo FHC, Marluce (então diretora geral) tivera duas idéias “brilhantes”: tomar dinheiro emprestado, em dólar, para capitalizar a empresa de TV a cabo do grupo; e centralizar as operações numa “holding”. Ela acreditou nas previsões do Gustavo Franco e da Miriam Leitão, de que o Real valeria um dólar para todo o sempre! Passada a reeleição de FHC, em 98, o Brasil quebrou, veio a crise cambial e a Globo ficou pendurada numa dívida em dólar que (de uma semana pra outra) triplicou.
A dívida era da TV a cabo mas, como Marluce e os geniais irmãos Marinho tinham centralizado as operações na holding, contaminou todo o grupo. A Globo entrou em “default”. Quebrou tecnicamente. Poderia ter virado uma Varig. Mas conseguiu (sabe-se lá com quais acordos e pressões políticas) equalizar a dívida.
Quando saiu da crise, em meados do primeiro mandato de Lula, a Globo (o jornalismo) estava já sob os auspícios de Ali Kamel – o Ratzinger. Ele conduziu a empresa para a direita: contra as cotas nas universidades, contras as políticas de combate ao racismo (“Não somos racistas”, diz), contra o Bolsa-Família. O grande público não percebe isso de forma racional. Mas (mesmo que de forma despolitizada) sente que a Globo ficou contra todos os avanços sociais dos últimos 8 anos. Lentamente, foi-se criando uma antipatia no público. Ouve-se por aí: a Globo não fica do lado do povão.
Não é à toa que um fenômeno novo surge nas grandes cidades, como São Paulo. Nas padarias, restaurantes populares, pontos de táxi, era comum ver televisores ligados sempre na Globo. Isso há 7 ou 8 anos. Acabou. De manhã, especialmente, a programação da Record e do SBT (e às vezes também dos canais a cabo) entra nas padarias, ocupa os lugares públicos.
Essa é uma mudança simbólica.
Mas é bom não brigar com outro fato: boa parte do público segue a ter admiração e carinho pela progamação da Globo. E há motivos pra isso, entre eles a qualidade técnica. A iluminação, a textura da imagem, o cuidado com o bom acabamento. Tudo isso a Globo conseguiu manter – apesar de muitos tropeços aqui e ali.
Fora isso, apesar de toda crítica que façamos (e eu aqui faço muito) ao jornalismo global, é bom não esquecer que na TV da família Marinho há sim ótimos profissionais, gente séria que tenta (e muitas vezes consegue) fazer bom jornalismo.
Esse capital – qualidade técnica – a turma do Jardim Botânico tem conseguido manter. O que não ajuda: a política editorial, adotada por exemplo durante a posse de Dilma. Ironias desmedidas, falta de compreensão do momento histórico e uma arrogância de quem se acha no direito de “ensinar” como Dilma deve governar. A seguir nessa toada, a decadência será mais rápida…
E o que mais pode entornar o caldo por lá? Grana.
A Globo tem custos altíssimos de produção. Quem conhece de perto o Projac diz que aquilo é uma fábrica de boas novelas e minisséries, mas também uma fábrica de desperdício. Empresa familiar, que cresceu demais. Cada naco dominado por um diretor, como se fosse um feudo. Até hoje a Globo conseguiu manter essa estrutura porque ficava com uma porção gigante das verbas públicas de publicidade (isso mudou com Lula/Franklin) e com uma porção enorme da publicidade privada: o BV – bônus em que a agência é “premiada” pela Globo se concentrar seus anúncios na emissora – explica em parte essa “mágica”; outra explicação é que a Globo detem (detinha!?) de fato fatia avassaladora da audiência.
Com menos audiência, as agências (ou as empresas anunciantes, através das agências) podem pressionar para que o valor dos anúncios caia. Se isso acontecer, a Globo vai virar um elefante branco. Impossível manter aquela estrutura verticalizada se a grana encurtar.
Qual o limite que a Globo suporta? Difícil saber. Mas dispensa da banda do Faustão é um indicador de que a água pode estar subindo rápido.
Outro problema sério: o risco de perder a transmissão do futebol, ou de ter que pagar caro demais para mantê-lo.
Tudo isso está no horizonte. E mais: a entrada das teles no jogo. O Grupo Telefônica, por exemplo, fatura dez vezes mais que a Globo. Como concorrer? Só com regulação do mercado, assegurando nacos para os proprietários nacionais.
Ou seja: a Globo – que é contra a regulamentação (“censura”, eles bradam) por princípio – vai ter que pedir água, vai ter que negociar alguma regulação pra conter os estrangeiros. E aí pode entrar também a regulação que interessa à sociedade: critérios para concessões, e também para evitar o lixo eletrônico e os abusos generalizados na TV. Regulação, como em qualquer país civilizado. Até aqui a Globo tentou barrar esse debate. Mas vai ter que aceitá-lo agora, porque ficou mais frágil.
De minha parte, não torço pra que aconteça nenhuma “hecatombe”, nem que a Globo quebre. Mas para que fique menos forte, e que o mercado se divida.
Parece que é isso que está pra acontecer. Seria saudável para o Brasil.
COMENTO:
Não existe o que acrescentar, porém gostaria de lembrar que a mídia tem uma função social, um DEVER de informar corretamente ao público, algo que parece impossível de conciliar com os interesses comerciais, pois a mídia pautada pelo governo (seja ele qual for) acaba mentindo para o povo, formando uma opinião pública equivocada sobre o que realmente está acontecendo.
No Rio, o exemplo característico dessa realidade é a abordagem das UPPs feita pela mídia pautada, que só apresenta as vantagens e nunca as várias desvantagens. O resultado é que o povo apoia as UPPs, esperando viver em uma delas, algo que na quase totalidade das comunidades carentes NUNCA acontecerá.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 2 de janeiro de 2011

A MÍDIA NÃO NOS DIVULGA, MAS NÓS APARECEMOS NOS "CANTINHOS".

Ontem, uma equipe do jornal O Globo e uma equipe da TV Globo nos entrevistaram durante o ato pela aprovação da PEC 300 e contra os salários famélicos pagos pelo governo Sérgio Cabral e, novamente, agradecemos aos profissionais pela deferência e pela tentativa de informar à opinião pública a respeito de algumas verdades sobre o governo estadual.
Infelizmente, as editorias não permitiram (até o momento) que a população recebesse tais informações.
A TV Record também filmou as faixas e os Soldados FOME e MISÉRIA, estamos aguardando a divulgação, inclusive no programa do deputado Wagner Montes, muito assistido nos quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Apesar dessa realidade, vez por outra, nós aparecemos em um "cantinho".
Hoje, O Globo publica reportagem de duas páginas sobre a posse de Cabral e não nos cita em nenhuma linha, mas na fotografia (Cezar Loureiro) da página 26, lá estamos nós (faixa).
Você consegue nos ver na imagem (foto)?
Vamos dar uma ajuda, recortando a foto.
Olha uma das nossas faixas (foto).
Ufa!
Não é fácil romper as barreiras ...
Assistam a esse outro momento de luta, na Guerra do Rio (vídeo).
As dificuldades são muitas para levar a verdade sobre a segurança pública no Rio para a população fluminense, todavia, o nosso lema "JAMAIS DESISTIREMOS" demonstra que superaremos todos os obstáculos, questão de tempo.
O nosso grupo está buscando novas armas para informar o povo fluminense e penso que logo teremos ótimas novidades.
Nós somos parte da mídia isenta, a que não se deixa prender por questões comerciais, não queremos patrocinadores, queremos construir parcerias.
Vamos vencê-los, mais cedo ou mais tarde.
E, por favor, não me venham dizer que a imprensa não destaca em face do grupo de mobilizados ser pequeno, pois eu compareci a algumas inaugurações de UPPs, as quais tiveram grande repercussão na mídia e que tirando a turma do governo, a plateia era de meia dúzia de moradores.
A UPP do Morro da Formiga é um exemplo (vídeo).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

RIO DE JANEIRO - TV PEC 300.

Hoje aconteceu um fato que demonstra o quanto parte da mídia fluminense é totalmente pautada pelos interesses do governo estadual, o qual já demonstrou ser contra a aprovação da PEC 300.
No ato em defesa da aprovação da PEC 300 e contra os salários miseráveis pagos no Rio, várias equipes de emissoras de TV circularam pelo local e não filmaram os Soldados Fome e Miséria e nem as faixas, algo que chegou a surpreender várias das centenas de pessoas que passaram por nós e leram as faixas e os cartazes dos bonecos.
Certamente, ninguém é obrigado a filmar os nossos atos, esse é um direito inalienável, porém deixar de filmar dezenas deles, via de regra, falando verdades sobre o governo Sérgio Cabral, caracteriza uma situação muito diferente.
As equipes chegavam a entrevistar pessoas praticamente ao lado de outras pessoas que estavam observando a nossa mobilização e não entrevistaram ninguém sobre o nosso ato.
Obviamente, nós sabemos que a culpa por essa postura não é das equipes, pois até a equipe da TV Globo, emissora amplamente simpática ao governo estadual, nos entrevistou e filmou nossas faixas no dia 23 DEZ 2010, mas a reportagem não foi ao ar. Portanto, a equipe não teve culpa alguma com relação à sonegação da informação.
A ordem vem de cima.
Diante dessa realidade, volta e meia, algum mobilizado tenta dar uma de papagaio de pirata e tenta colocar uma faixa ou um cartaz da PEC 300, ao fundo de uma filmagem que esteja sendo feita, como ocorreu hoje e no dia 23.
Tal ação tem resultado em reclamações, mais ou menos educadas de membros e/ou seguranças das equipes, algo que também compreendemos.

Diante desses problemas, após o ato desta quinta-feira, começamos a discutir uma solução para que a população seja informada sobre os fatos.
Atualmente, o conceito de mídia é muito amplo, o que faz com que os blogs e os sites da internet alcancem essa ampliação de interpretação, portanto, salvo melhor juízo, podemos ter a nossa própria "equipe de TV" e nossos próprios "seguranças".
A ideia está sendo amadurecida e a equipe deverá ser denominada como TV PEC 300.
As equipes filmarão os nossos atos e sempre que existirem equipes de outras TVs ou de outras mídias no local, também as filmarão, assim a população poderá conhecer quem está sonegando informações verdadeiras para o povo fluminense.
Chumbo trocado não dói, afinal, a equipe da TV PEC 300 e as outras equipes estarão TODAS trabalhando, assim ninguém poderá reclamar que os mobilizados estão atrapalhando o trabalho.
Obviamente, quem quiser privacidade em local público, deve antes pensar em usar um estúdio.
Por derradeiro, informamos que filmamos a entrevista que concedemos no dia 23 DEZ 2010 à Rede Globo e, em breve, a exibiremos no blog, logo que recebermos o arquivo.
O que não passa na Globo, passa aqui...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 5 de dezembro de 2010

IMPRENSA DE SÃO PAULO ASSUME AS NOTÍCIAS DO RIO.

Pelo andar da carruagem, mantida parte da mídia fluminense pautada a favor do governo estadual, logo os moradores do Rio de Janeiro terão que comprar jornais de São Paulo.
A Folha de São Paulo e o Estadão têm apresentado as principais notícias sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, algo que parece meio doido, mas que pode ter muita coisa em jogo.
Por hora, vamos apenas apresentar as notícias, deixamos as primeiras ilações para nossos leitores.
Qualquer aluno do CA em segurança pública sabe que com os salários miseráveis pagos aos Policiais Militares do Rio, nunca teremos segurança pública de qualidade. Chamaremos, o Exército, a Marinha, a Aeronaútica e até os Marcianos, nada adiantará.
O salário no Rio é tão ruim que a atividade principal passou a ser o "BICO", pois o "português" paga melhor que o governo.
Isso sem falar que a miserabilidade dos salários é uma porta aberta para o policial ser corrompido.
FOLHA DE SÃO PAULO 5/12/2010 - 09h15
PM do Rio tem um dos piores salários; ao entrar na corporação, soldado ganha R$ 1.450 (*)
SÃO PAULO
O Estado do Rio, que há duas semanas desencadeou uma guerra ao tráfico de drogas com a ocupação de favelas cariocas, paga um dos salários mais baixos do Brasil aos seus policiais militares. É o que informa a reportagem da Folha publicada na edição deste domingo e disponível na íntegra para assinantes do jornal e do UOL
(leia).
(*) com a gratificação de R$ 350,00 que não é incorporável.
Leiam agora outra matéria da Folha:

A matéria indaga:
"Houve 37 mortes nas operações da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão; não se sabe como ocorreram, nem quem era BANDIDO ou INOCENTE".
Pensem sobre isso.
Quem era BANDIDO?
Quem era INOCENTE?
Por que a mídia do Rio não busca essas respostas?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É O CÚMULO! JORNAL DE SÃO PAULO DIVULGA A FAIXA DA PEC 300 QUE COLOCAMOS NO QG DA GUERRA DO RIO E OS JORNAIS DO RIO SE OMITEM!

Caro leitor, este artigo precisa ser longo.
Eu já escrevi diversas que tenho vários amigos na mídia, excelentes profissionais que conheci quando exerci as funções de Chefe da 1a DPJM e de Corregedor Interno. Eles e elas sempre respeitaram os meus posionamentos no sentido do que eu podia comentar e o que não podia, enquanto isso eu compreendia que o trabalho deles dependia de informações.
Em um segundo momento, ao longo da mobilização dos Coronéis Barbonos e dos 40 da Evaristo, o meu contato com eles aumentou e eu aprendi que existe uma distância muito grande entre a entrevista que você concede e o que sai nos jornais, nas rádios e nas telas de TV. Ao longo da mobilização eu e outros mobilizados concedemos longas entrevistas que nunca foram veiculadas, isso não por culpa dos repórteres, que perdiam horas e horas no curso das reuniões na AME/RJ, mas pela "turma das editorias".
O ápice desta verdade todos nós vivenciamos na Primeira Marcha dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares, em protesto contra o descumprimento das promessas feitas por Sérgio Cabral, realizada no dia 27 de janeiro do 2008. Naquele domingo, toda mídia esteve presente. Cedemos local para filmagem no alto do carro de som, pois passaria no Fantástico, da Rede Globo, já que era o acontecimento mais relevante do dia em todo país, um fato inédito no Brasil. Cerca de 2.000 mil PMs (mais de quinze Coronéis da ativa) e BMs caminharam na Orla da Zona Sul, parando na esquina do prédio onde reside o governador. Era o dia do aniversário de Cabral, pelo que recordo. A caminhada teve banda de músicos e uma série de bandeiras do Brasil, o hino nacional foi cantado, assim como, a canção do PM e o hino do herói do fogo. Um ato cívico-democrático. O povo aplaudiu. Um fato histórico.
Algumas emissoras e alguns jornais divulgaram o fato, mas no Fantástico nem um segundo.
Todos fomos exonerados, Ubiratan perdeu o Comando Geral.
As revistas semanais da semana seguinte nos chamaram de insubordinados e amotinados.
Uma vergonha para as próprias revistas, que demonstraram que desconheciam por completo a constituição federal e o código penal militar.
Vivenciei de novo o fato de parte da mídia fluminense ser pautada, na propaganda das UPPs. A mídia fez propaganda do governo estadual o tempo todo e nunca deu uma linha sobre as mazelas das UPPs e só começaram a falar (moderadamente) que as UPPs apenas transferiam os traficantes (não prendiam), após as eleições e quando os fuzis começaram a ser colocados na cara do povo nas ruas.
Os PMs que trabalham nas UPPs e que tem vários direitos desrespeitados, custaram para conseguir uma mei dúzia de linhas sobre esses fatos. Hoje, por exemplo, foi inaugurada uma UPP que não tem água potável para os PMs beberem. Procure algo sobre isso nos jornais de amanhã.
Na Guerra do Rio, mais uma vez, a mídia fluminense mostrou que tem lado. Durante dois dias colocamos faixas, distribuimos panfletos e usamos as camisas da PEC 300, ao lado dos órgãos da mídia fluminense e nada, nenhuma linha.
Um dos repórteres presentes ainda falou que briga da PEC é em Brasília e não no Rio.
Precisou um jornal de São Paulo para noticiar o fato.
Aliás, também já está pegando mal demais para a mídia fluminense, o fato de que as denúncias contra o governo do Rio surgirem, via de regra, através da mídia paulista.
Parte da mídia do Rio segue pautada, inclusive o maior crítico da desastrada operação de invasão e ocupação da Vila Cruzeiro e do Complexo Alemão, nas quais permitiram a FUGA DE CENTENAS de envolvidos com o tráfico de drogas - ao que tudo indica - é o jornalista Reinaldo Azevedo.
O nosso agradecimento ao Estadão.
"JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.
Polícia reforça ofensiva salarial após ações no Rio
Corporação pressiona pela aprovação da emenda constitucional que cria o piso nacional para a categoria; futuro governo teme impacto fiscal
29 de novembro de 2010
Rodrigo Burgarelli / RIO - O Estado de S.Paulo
Embalados pela repercussão positiva das operações de ocupação na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão, no Rio, os policiais cariocas prometem aumentar a pressão para a aprovação da proposta de emenda constitucional 300 (PEC 300), que cria o piso nacional para a categoria.
A faixa, pendurada bem ao lado do quartel-general das forças que atuam na ocupação no complexo de favelas na zona norte do Rio, denuncia: "R$ 30 por dia: valor da vida de um policial e de um bombeiro no Rio de Janeiro." Bem ao lado, a inscrição "PEC 300/2008" mostra que, após o sucesso da invasão do Complexo do Alemão, o momento é adequado para as reivindicações. "Agora temos o apoio de toda a população. Ir contra a PEC é ir contra todo mundo que apoia a Polícia do Rio", explicou um policial militar que não quis se identificar com medo de represálias.
Policiais que participavam das operações no Alemão reclamavam das condições de trabalho e do salário. "É mentira isso que estão falando, que policiais se apresentaram voluntariamente para ajudar. Foi ordem direta. Agora, estamos trabalhando extra, sem ganhar nada a mais por isso, e com um salário mal pago", disse outro PM, que pediu anonimato.
Apoio. Moradores da Penha que assistiam à movimentação das tropas concordaram. "Os policiais estão mostrando o valor deles, que não corresponde com o que eles ganham", afirmou o diretor administrativo Elias Matias, de 44 anos.
Para o presidente da Associação dos Ativos e Inativos da Polícia e Bombeiros Militares (Assinap), Miguel Cordeiro, a polícia fluminense é a mais mal paga do Brasil. "Hoje, um policial no Rio tem vergonha de falar que é policial, o salário é ridículo", disse. "Se nossos policiais ganhassem bem, toda a população sairia ganhando", acrescentou.
Atualmente, um policial militar em começo de carreira no Rio ganha cerca de R$ 900 por mês. Caso a PEC seja aprovada, o piso poderia passar para R$ 3,5 mil (quase quatro vezes mais), enquanto o governo federal não fizesse um projeto de lei com um valor definitivo para o piso. Grande parte do financiamento viria dos cofres federais – segundo cálculo do Ministério do Planejamento, o impacto no orçamento seria por volta de R$ 46 bilhões.
Por isso, a aprovação da PEC está emperrada desde 2008, quando foi proposta. Houve pressão para que ela fosse aprovada antes das eleições – a Câmara chegou a aprovar o projeto em primeiro turno, mas ele ainda não voltou à pauta por falta de acordo. O atual e futuro ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou ser contra a aprovação da proposta. 2011, para ele, é ano de contenção fiscal".
VIVA A LIBERDADE DE IMPRENSA!
VIVA A IMPRENSA LIVRE.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO: VOCÊ ESTÁ SE SENTINDO UM HERÓI?

Prezado cidadão fluminense, você está se sentindo um herói após a tomada do Complexo do Alemão?
Um sentimento de que você faz parte desta vitória?
Você gostaria de ser do BOPE?
"Tropa de Elite, osso duro de roer, ..."
Pois é...
Eu iniciei um dos artigos recentes com o seguinte parágrafo:
"No Rio governo estadual vive uma fase extraordinária, não lembro de um governador que tenha obtido tanto apoio da mídia, algo que ficou mais evidente na campanha eleitoral através da glamurização das UPPs".
Ele reflete uma VERDADE, ninguém pode contestar.
Pegue esse apoio e some ao poder de formar opinião da mídia, pronto, você foi inserido como participante ativo da Segunda Batalha do Complexo do Alemão.
A mídia usa muito bem conceitos, expressões, palavras e imagens para formar opinião, usa os mesmos recursos que a propaganda utiliza para que você beba o refrigerante "A" ao invés do "B".
Você percebeu como a palavra "DESESPERADOS" tem sido empregada insistentemente.
Se a expressão usada fosse " COM MEDO", o efeito seria muito menor na nossa mente.
Também tem sido repetidas expressões como "apoio da população", "a população pediu", "era isso que a população queria" e semelhantes, que colocam você como parte integrante, o motivador e o provocador da ação.
Um pouco disso, um pouco daquilo, pronto, você está comprometido com a operação e com o sucesso dela.
Você foi transformado em um garoto propaganda.
Sabe quando você vai falar mal?
Não preciso responder.
Tal procedimento da mídia motivou a minha proposta de fornecer alguns subsídios para que você forme a sua opinião e não repita a opinão que querem que você defenda.
Nos próximos artigos fornecerei mais subsídios para a sua avalição sobre o que está acontecendo no Rio, inclusive os oficiais, afinal sonegá-los significaria que eu quero que você tenha a minha opinião, o que seria um erro enorme.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 26 de outubro de 2010

DEZ ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO ATRAVÉS DA MÍDIA.

EMAIL RECEBIDO:
O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou uma lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas').
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES
Este método também é chamado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto...
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Cidadão brasileiro, você tem identificado o uso de alguma destas estratégias?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

RIO: POLÍCIA MILITAR, A POLÍCIA DE SEGUNDA LINHA.

No artigo anterior eu comentei que a mídia trata de forma diferente as duas polícias do Rio de Janeiro, a Civil e a Militar. Na verdade, tal diferença apenas reproduz a diferença de tratamento do próprio governo fluminense, a começar pelos salários.
Li O Globo após ter escrito o artigo e acabei topando com uma coincidência com o que tinha escrito, certamente, fruto do acaso, nada previamente previsto pelo jornal.
A Polícia Civil do Rio está envolvida em dois casos muito graves, os tiros disparados contra o carro de um juiz e a morte de um adolescente no curso de uma invasão da CORE no Morro da Mangueira.
Cidadão, observe o título e o subtítulo da matéria sobre a morte do adolescente durante a invasão da CORE.
O GLOBO

Você leu a expressão Policiais Civis? ou Polícia Civil? ou pelo menos CORE?
Não.
Você observou que segundo O Globo o adolescente foi atingido por tiros dos traficantes?
Como o jornal chegou a tal conclusão?
Teve acesso a alguma perícia?
Pois é...
Agora, cidadão, observe o título e o subtítulo da matéria sobre os tiros disparados por Policiais Civis no carro dirigido pelo juiz.
O GLOBO
Você leu a expressão Policiais Civis? ou Polícia Civil?
Não.
Você leu "POLICIAIS".
Quem são os policiais? Civis ou Militares?

Pois é...
Por favor, cidadão leia agora a manchete sobre uma operação da Polícia Militar.

Um pouco diferente, não.
Não resta dúvida quem matou: PM.
E, o morto, já é um SUSPEITO, ou seja, pode ser um inocente morto pela PM.
O tiroteio levou pânico à favela, a invasão da CORE não levou, pelo menos na manchete.
Cidadão fluminense, a Polícia Militar do Rio é uma instituição fraca, ajoelhada diante do poder público e vítima da mídia tendenciosa.
Observe que as três manchetes são da edição desta quinta-feira.
Temos que construir uma Polícia Militar forte, o que só será possível com a recuperação dos nossos valores institucionais, totalmente degradados.
Eu seguirei lutando para salvar a PMERJ, sobretudo, de parte do efetivo da corporação, a banda podre, que está nos destruindo e de parte tendenciosa da mídia fluminense.
Preciso da ajuda de todos que amam a PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 26 de julho de 2009

A MÍDIA AMORDAÇADA.

Nossos leitores habituais sabem que no nosso espaço somos "politicamente incorretos" e que temos o compromisso de escrever a verdade sobre a insegurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Conhecem também a nossa disposição no sentido de sempre buscar comprovar as nossas afirmações.
Hoje fizemos uma experiência nesse sentido e ela foi exitosa plenamente.
Temos informado que parte da mídia fluminense toca a música do gosto do atual governo estadual, o que fica claro diariamente nos noticiários.
No intuito de demonstrar tal realidade, o nosso ato surpresa desse final de semana, foi realizado ao lado do ato da ONG Rio de Paz. A distância entre os dois atos era de cerca de 100 metros, pois tivemos o cuidado de não atrapalhar o ato cívico feito pelos amigos da Rio de Paz.
Como podem observar nas fotos, a presença da mídia foi muito grande, inclusive das redes de televisão Globo, Record e SBT.
Os veículos das reportagens estacionaram próximos ao Excluído Fardado e apesar das nossas faixas (uma pedindo o impeachment de Sérgio Cabral), bem como, de um Coronel de Polícia gritano ao megafone palavras de ordem, apenas um repórter do Jornal do Brasil se aproximou do local, fazendo perguntas e um cinegrafista fez algumas imagens do Excluído Fardado.
Por que essa diferença de cobertura?
Simples, o Excluído Fardado é INIMIGO POLÍTICO de Sérgio Cabral, portanto, ele não pode aparecer no noticiário, aliás, nem os atos cívicos da ONG Rio de Paz apareceriam nas televisões e nos jornais, se não fosse por um detalhe.
A ONG Rio de Paz tem prestígio com a mídia internacional, que manda seus representantes no Brasil acompanharem os atos, que são divulgados no exterior, com fotografias e ótimas reportagens, como merece esse movimento social.
Tal realidade obriga a mídia fluminense a noticiar também, caso contrário, ficaria comprovada a regência governamental de parte da imprensa fluminense.
E, nós afirmamos isso, pois temos muitos amigos na mídia, amigos que sofrem a opressão das editorias, que por sua vez, sofrem pressões do andar de cima.



JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO