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sábado, 22 de janeiro de 2011

BEYOND CITIZEN KANE - DOCUMENTÁRIO DA BBC - IMPERDÍVEL.

BLOG DA DILMA ROUSSEFF
Mídia censora denúncia ‘censura’
Escrito por Eduardo Guimarães

O que você acharia de uma novela argentina que tivesse um personagem chamado “Brasil”? O nome do país seria dado a um homem feioso, estúpido, malandro, preguiçoso, covarde, invejoso e arrogante que tem uma vizinha virtuosa, bela, inteligente, esforçada, leal e humilde, vítima constante das armações do vizinho. O nome da heróina seria “Argentina”.
É sob esta ótica que peço que o leitor analise notícia sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, amplamente veiculada nos últimos dias, por ele ter proibido, em seu país, a exibição de uma produção colombiana que faz com a Venezuela o mesmo que a novela fictícia que inventei no parágrafo anterior faria com o Brasil.
Hugo Chávez determinou à rede de TV Televen que pare de transmitir a novela colombiana “Chepe Fortuna”. A Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) avaliou que o programa “subestima a inteligência dos telespectadores” devido ao tratamento dado a duas personagens, as irmãs Colômbia (bonita, correta e cheia de virtudes) e Venezuela (feia, malandra e histérica).
Em um dos episódios, Venezuela entra em desespero ao ser informada de que perdeu seu cachorrinho de estimação, Huguito. “O que será de mim sem ele?”, pergunta, desconsolada. “Você será livre, Venezuela! Porque Huguito ultimamente andava se metendo nas casas alheias, o que te deixava mal perante os outros”, foi a resposta.
Em outro momento da série, a personagem descobre que está grávida e decide que seu filho vai se chamar Fidelito.
Segundo a Conatel, há uma “manipulação descarada no roteiro para desmoralizar a população venezuelana”.
A mesma mídia que acusa Chávez de promover censura se cala sobre o documentário da BBC de Londres “Beyond Citizen Kane”, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial, por tratar das relações sombrias entre a Rede Globo e grupos políticos, dentre os quais os que promoveram a ditadura militar brasileira.
É discutível a decisão de Chávez de proibir uma obra artística, ainda que seja possível entender que qualquer povo fique ofendido com uma novela como a colombiana. Todavia, uma mídia que pede censura a fatos indiscutíveis sobre seu tentáculo mais poderoso não tem a menor moral para acusar o presidente da Venezuela de censor.
COMENTO:
Prefiro não perder tempo com Chávez, assim convido nossos leitores a assistirem o documentário de uma hora e trinta minutos sobre o poder da Vênus Platinada (assista).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 14 de agosto de 2010

CHAVISMO TUPINIQUIM - CESAR MAIA.

FOLHA DE SÃO PAULO:
Chavismo tupiniquim

O populismo autoritário na América Latina tem como expressão maior o presidente Chávez da Venezuela. Seu discípulo mais obediente é o presidente Morales da Bolívia. Em outros países inscritos na rede -dita- bolivariana, o Poder Legislativo procura reagir e evitar que a democracia seja totalmente pisoteada. O Brasil é um caso perigosamente intermediário.
As tentativas sub-reptícias quando descobertas produzem recuos cínicos do tipo "não era essa a intenção", "não havia lido". São quatro os vetores onde se testa a blindagem da sociedade e do Congresso. O primeiro trata de valores, quanto à vida, a família e as drogas, surpreendidos num tal Plano Nacional de Direitos Humanos.
O segundo aponta contra a liberdade de imprensa. O terceiro se direciona às instituições políticas, e a proposta de uma constituinte exclusiva para a reforma política é o caso mais flagrante.
O quarto é o mais comum. O presidente todas as semanas atropela o Congresso Nacional assinando tratados, convênios e contratos internacionais. Na semana passada ele declarou que havia assinado, em sua passagem de horas por Caracas a caminho de Bogotá, 28 acordos de cooperação em diversas áreas. Um mês antes assinou com Cuba linhas de crédito de US$ 1 bilhão.
Um pouco mais atrás avançou com Bolívia e Paraguai revisões dos contratos do gás e Itaipu. Tem perdoado dividas a bel-prazer e justifica pela pobreza dos países beneficiados.
Não se trata de mérito, mas de restrições constitucionais que não dão ao presidente liberdade para decidir sem aprovação do Congresso. Se o Senado for ao STF questionar invasão de competência, esses acordos se tornam inválidos. A Constituição diz em seu artigo 49: "É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional".
Em seu artigo 52, ela diz: "Compete privativamente ao Senado Federal: (...) IV - aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; V - autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados (...) e dos municípios".
A bem da verdade, o Senado tem sido omisso. Nas sabatinas com embaixadores, estes têm o tempo de cinco minutos para suas exposições e o rito de escolha é sumário. Não é sem razão que outro dia o presidente afirmou que para ele um senador vale três governadores. Assim explicou os acordos que reduziram à metade os candidatos de seu partido a governador, em relação a 2006.
CESAR MAIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

BRASIL: O GOLPE CONSTITUCIONAL ou A NOVA VENEZUELA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
SENADO: AQUI MORA O PERIGO DO "GOLPE CONSTITUCIONAL CHAVISTA"!
1. (Panorama Político - Ilimar Franco – Globo, 12) "A transferência. O presidente Lula não vai limitar sua participação na campanha à tentativa de transferir votos para Dilma Rousseff. Ele também vai usar sua popularidade para tentar mudar a correlação de forças no Senado. Além de fazer sua sucessora, Lula quer eleger um Senado governista."
2. (Ex-Blog) Lula dizia, outro dia, nesse mesmo Panorama Político: "Para o presidente, um senador vale três governadores". Se o PT-Lula estabelecer uma maioria de 60%, ou 50 senadores submissos, poderá mudar a Constituição a seu bel prazer, numa aplicação aqui do Kit-Chávez. Na Câmara de Deputados, o processo é menos explícito, com 513 deputados.
3. Hoje o PT tem 2 senadores com mandato até 2014. Quer ter 18 e agregar mais 32 senadores plásticos, somando os que ainda têm mandato com os que Lula/PT quer eleger. Por isso, em 2010 terá 10 e não 20 candidatos a governador como em 2006. Seu foco é o Senado. Até o final do ano, encaminhará lei intervindo na liberdade de imprensa. E depois, se atingir seu intento, é mudar a constituição. O Senado é o foco!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 9 de março de 2010

OS AMIGOS TIRANOS DE LULA.

REVISTA ÉPOCA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

GAME OVER.

BLOG LIBERTAD MATTERS:
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Game Over
Governo venezuelano aprova lei que pode levar à prisão quem produzir, importar, comercializar internamente ou mesmo apenas possuir games violentos ou outros brinquedos que sejam considerados "bélicos". Segundo as autoridades responsáveis, a medida se coaduna com os princípios de não-violência inscritos na Constituição Bolivariana de Hugo Chavéz, presidente notório por sempre basear em profundo pacifismo as políticas interna e externa de sua incessantemente perseguida revolução socialista, popular e democrática (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

LULA: LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

LULA: LINHA AUXILIAR DE CHÁVEZ.
Maria Lucia Victor Barbosa.
18/08/2009.
No Brasil, como em qualquer parte do mundo, sempre acontecem escândalos. Mas, em escala industrial como se tem visto de 2003 para cá é algo inédito em nossa história. Desfilam de modo interminável corrupção, nepotismo, patrimonialismo, desfaçatez, ausência de espírito público, males antigos que agora impressionam pela constância. Também é maior o grau de impunidade, coisa só possível por estar a consciência coletiva apática, indiferente, anestesiada pela propaganda governamental intensiva.
Desse modo, os mais recentes vexames que atingiram o presidente do Senado, José Sarney, não incomodaram a maioria. Tampouco causou espanto uniões esdrúxulas como a dos petistas com o senador e ex-presidente Fernando Collor ou a defesa intransigente que Lula da Silva e Dilma Rousseff fizeram de José Sarney, antes chamado de ladrão.
Contudo, o escândalo que envolve Sarney e resvala para outros senadores vem a calhar para o reforço do Executivo, pois diante dos descalabros não tardaram vozes pedindo o fim do Senado enquanto instituição e não punição para os culpados. Em que pese, porém, os espetáculos deprimentes é lá que se esboça alguma oposição ao Executivo. Foi, por exemplo, no Senado que morreu a famigerada CPMF, que o governo volta e meia tenta ressuscitar. Portanto, o fim do Senado pode ser muito conveniente para o presidente da República e seu governo petista. Melhor que exista apenas a Câmara com os submissos dos mensalões e das falcatruas de toda espécie.
A ausência de uma opinião pública, que se manifeste de modo mais concreto no sentido de ir às ruas mostrar seu repúdio aos abusos do poder é também preocupante em se tratando de nossa política externa. Evidentemente, um povo que não toma conhecimento ou não se importa com o que acontece diante de seu nariz, dificilmente consegue perceber o que vai além de seu quintal. Mas isso não faz com que desapareçam graves problemas externos que acabam por afetar a vida de cada brasileiro.
Aqui não vou detalhar o despudorado entreguismo do governo Lula com relação a Bolívia, ao Paraguai, a Argentina e tantos outros países. Prefiro me deter na Venezuela onde Hugo Chávez, chamado de democrata por Lula da Silva e sempre por este apoiado, vem crescendo em autoritarismo. Chávez também exporta seu modelo socialista para fiéis seguidores latino-americanos e tem no presidente brasileiro preciosa linha auxiliar.
Em suas mais recentes arremetidas contra a liberdade, a democracia, enfim, contra o Estado Democrático de Direito, o caudilho da Venezuela atacou a propriedade privada, o lucro das empresas, a imprensa independente, a autonomia universitária. Incansável na construção de seu poder absoluto, Chávez contará nas eleições legislativas de 2010 com uma lei que distorce a contagem de votos e permite que a bancada governista controle completamente a Assembléia Nacional. Entrementes, o companheiro “democrata” usa largamente a violência de suas milícias e de sua polícia para reprimir qualquer manifestação da oposição, o que inclui o espancamento de jornalistas e estudantes.
Portanto, quando Chávez fala em “socialismo do século 21” não está brincando. Ele está seguindo claramente as trilhas do comunismo que liquidou os organismos da sociedade civil – corporações, associações, Igrejas, poderes locais, opinião pública e outros mais – na medida em que estes constituem formas de fiscalização social do Estado. Sem essas forças organizadas emerge o monopólio do poder estatal, cuja obtenção requer estimular a luta de classes contando-se para isso com o apoio das massas populares seduzidas e alienadas. Ao mesmo tempo, não pode faltar a doutrinação da juventude, pois o jovem é presa fácil das ilusões e do fanatismo. Relembre-se ainda que a doutrina bolchevique exigiu a liquidação da propriedade privada e a estatização das grandes empresas feita através de expropriações.
Para Lula da Silva e demais governos latino-americanos tudo isso deve ser respeitado, pois faz parte da soberania da Venezuela. A soberania só não funciona para a Colômbia quando se trata das bases norte-americanas para o combate às Farc, o que significa combate ao narcotráfico. Não existe também soberania para Honduras, cujo Judiciário depôs o presidente Manuel Zelaya pelo motivo de seus atos inconstitucionais e para impedir que ele instalasse no país o autoritarismo chavista.
Entre as perdas que o Brasil vem sofrendo por conta da “generosidade” do governo, uma questão gravíssima deve ser ressaltada: o narcotráfico, aceito por Hugo Chávez, Rafael Correa e Evo Morales na medida em que são grandes amigos das Farc. O narcotráfico, como se sabe, é uma das principais causas da violência urbana, do poder paralelo da bandidagem, do aniquilamento de tantas vidas, do sofrimento e destruição de numerosas famílias.
Então, já está mais do que na hora de Lula da Silva deixar de ser linha auxiliar de Chávez e coordenar junto com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, o combate ao narcotráfico. Se isto é querer muito fica aqui ao menos o alerta para a sociedade civil.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 15 de julho de 2009

BLOG LIBERTAD MATTERS - DOIS EXCELENTES ARTIGO SOBRE O CERCEAMENTO DA LIBERDADE.

BLOG LIBERTAD MATTERS (clique e leia)
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
E a Revolução não será (também) fotografada
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, o fotógrafo Scott Dalton foi brevemente detido na última quinta-feira - enquanto trabalhava para o diário nova-iorquino - no estado venezuelano de Barinas por homens da segurança do governador Adam Chavez, irmão mais velho do presidente Hugo. No episódio, os braços armados da democracia bolivariana teriam arrancado à força a máquina fotográfica de Dalton e apagado todas as fotos antes de devolvê-la ao agente de desinformação imperialista.
Domingo, 12 de Julho de 2009
Kenny no país dos sovietes
Após a recente onda bananeira que bane mais e mais das televisões de Nuestra America revolucionária a maior crítica pop jamais concebida à sociedade norte-americana, parece ser a vez de ainda mais cáustica e escatológica sátira - bem menos esquerdista que sua antepassada amarela, é verdade - ser vítima de uma nação cuja experiência com direitos individuais burgueses consegue ser ainda mais limitada que aquela pobremente vivenciada nas terras dos coronéis outonais: na Rússia do neokgbismo, episódio de South Park que exibia um Putin menos heróico (nenhum tigre ameaçador abatido) e mais vestido que a versão oficial teve as cenas com a Eminência Parda cortadas, não se sabe ainda se por autocensura ou determinação(ou recomendação...) das autoridades competentes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 5 de julho de 2009

IL CAPO HA SEMPRE RAGIONE - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

IL CAPO HA SEMPRE RAGIONE
Maria Lucia Victor Barbosa
5/7/2009
Com quais valores se pode educar atualmente uma criança? É dever ensinar aos filhos: sejam honestos, estudem, não mintam, tenham brio, sejam respeitosos?
Em tempos idos isso funcionava. Famílias geravam cidadãos capazes de distinguir entre o certo e o errado, de repudiar o que funcionasse mal. A escola mais que ensinar o alfabeto inculcava desde cedo no indivíduo noções de sociabilidade que incluíam o sentido de pátria. Mesmo a classe política tinha, pelo menos, mais compostura.
Naturalmente sempre houve desonestidade, malandragem, mentira, descaramento, mas a parcela do Brasil que pensava, estudava, trabalhava se distinguia a ponto de dar exemplo. E se costumava dizer que o exemplo vinha de cima, dos pais e das autoridades. Tudo isso ficou para trás.
Certamente o Brasil evoluiu acompanhando a escalada do desenvolvimento mundial, em que pese manter contrastes regionais e disparidades de classe. Entretanto, sofreu brutal involução em termos de valores. Com relação especialmente à classe política, com as honrosas exceções que por ventura existam se pode dizer que o Brasil acanalhou legando como exemplo às futuras gerações mentira, desonestidade, descaramento, falsidade, corrupção.
Dirão os defensores dos crimes e dos erros que se presencia, que foi sempre assim desde que Cabral pisou a Ilha de Vera Cruz. Sem duvida tivemos, para usar uma expressão de José Ortega y Gasset, uma “embriogenia defeituosa”. Toco no assunto longamente em dois de meus livros. Num curto artigo isso é impossível.
Sobre a sociedade seria necessária outra longa análise que avaliasse as transformações mundiais nas quais o Brasil está inserido, tanto para o bem quanto para o mal. Internamente teríamos que pesquisar as mudanças pelas quais passaram a família, a escola, a religião, enfim, nossos mecanismos de controle social. Deixemos isso, talvez, para outro livro e nos fixemos, ainda que rapidamente, no governo:
Em termos governamentais vivemos um paradoxo, pois chegou ao poder o partido que se dizia o único ético, ideológico, dono da verdade. Na quarta eleição presidencial o PT conseguiu colocar no cargo mais alto da República a figura cuidadosamente, longamente trabalhada pelo marketing de um homem de origem humilde. A criatura petista, se relembrada por sua veemente oratória de esquerda simbolizava a redenção do país que, inclusive, seria libertado dos políticos corruptos. Lula e seu partido imaculado nos libertariam dos “300 picaretas”, do Sarney “ladrão”. Nunca mais seriamos conspurcados por caçadores de marajás, por oligarquias indecentes que no poder se locupletam descaradamente.
Mas eis o paradoxo: no poder o PT, que dizia ter o monopólio da ética, se tornou pior que os demais partidos, muito mais imoral, despudoradamente amoral, de um cinismo abjeto quando trata com a mesma naturalidade com que outrora defendia bandeiras de moralidade, suas falcatruas, “mensalões”, dossiês, caixas dois e todos os imorais da República aos quais se associaram.
Seus figurões, como José Dirceu, Antonio Palocci, Gushiken e tantos outros, assim como ministros companheiros ou agregados de outros partidos foram caindo um a um por grossa corrupção. Mas, o que se vê são petistas sempre voltando ao poder porque são cidadãos acima de qualquer suspeita, indivíduos para os quais a lei não funciona, pessoas incomuns eleitas por pessoas comuns que dizem: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa.
Vemos, por exemplo, José Dirceu, a todo vapor na campanha de Dilma Rousseff, a ungida de Lula da Silva, aquela que desfeiteia em público com impropérios os que ousam desobedecê-la. O ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado, “chefe da quadrilha”, transita com desenvoltura pelo mundo da riqueza que, por sinal, gosta dos lucros que lhe trazem o “pobre operário” e seu partido ex-ético. Dirceu continua a mandar. Faz parte da alta hierarquia mafiosa da República dos pelegos. E Lula, poderoso capo que comanda os três Poderes, ordena ao Senado a permanência de Sarney, não importando o uso e o abuso da coisa pública que vem fazendo indecentemente o oligarca do Maranhão. Afinal, interessa o apoio do PMDB a Dilma Rousseff. É preciso impedir a temida CPI da Petrobras. A ética que se lixe,
Aliás, Lula da Silva tem se aliado também à escória mundial. Terroristas e déspotas dos mais asquerosos são por ele louvados como seus amigos, seus líderes, seus ídolos. Na América Latina está irmanado ao tirano Fidel Castro, ao ditador Hugo Chávez e seus asseclas. Agora Lula diz que o G8 não tem mais expressão. Sonhará ele com outra ordem mundial? Nessa nova ordem é preciso esmagar a pequena Honduras em nome de alegado golpe que não passou de defesa constituição do país contra a ingerência de Hugo Chávez, ditador de fato da Venezuela. Mas o tirano Ahmadinejad com sua eleição fraudada no Irã tem todo apoio de Lula da Silva e do PT.
E que não se diga que é preconceito externar essas verdades. Origem pobre nunca quis dizer mau-caratismo ou safadeza. O rico presidente da República, criatura fabricada por seu desmoralizado partido, tornou-se o capo da máfia governamental. Resultado: no Brasil degradado em República dos Bananas, Il capo ha sempre ragione. Tristes trópicos!
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga
mlucia@sercomtel.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 30 de maio de 2009

BLOG COTURNO NOTURNO - HUGO CHÁVEZ E O AUXÍLIO-MORADIA DO SENADO..

JORNAL EXTRA:
BLOG DO CORONEL.
Sábado, Maio 30, 2009.
Chávez foge da raia.
Hugo Chávez provocou, ontem, um grupo de intelectuais presentes no país, chamando-os para um debate em igualdade de condições , no seu "Alô Presidente, 10 Anos", que ficará quatro dias em cadeia nacional. Mário Vargas Llosa, o escritor peruano, aceitou debater, em igualdade de condições. Foi o que bastou para o fanfarrão Chávez dizer que o debate não era com ele, mas com "intelequituais bolivarianos", aqueles tipos caricatos como Emir Sader e Leonardo Boff, pois afinal de contas ele era o presidente da Venezuela. Cagou na bombacha, como se diz no Rio Grande. Leia mais aqui. E aqui.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 25 de maio de 2009

NY TIMES DIZ QUE DOENÇA DE DILMA A CELEBRIZOU - CASAL KIRCHNER FOGE DE HUGO CHÁVEZ.

REVISTA VEJA:
O FILTRO - JULIANO MACHADO.
Política
- Doença de Dilma vira obsessão, diz NY Times.
Uma reportagem do The New York Times, publicada no fim de semana, aborda o tratamento da ministra Dilma Rousseff contra o câncer e afirma que a doença se tornou uma “obsessão midiática, com atualizações sem descanso de cada fase, da peruca que ela admitiu usar às dores nas pernas que a levaram para o hospital”. A incerteza sobre a saúde da ministra a pouco mais de um ano das eleições gera “especulações” sobre um possível terceiro mandato de Lula, diz o texto. No entanto, para o NYT, Dilma era “pouco conhecida fora de Brasília, até que o câncer a tornou uma ‘celebridade’”.
- Cristina tenta se afastar politicamente de Chávez.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem atormentado os últimos dias do casal Kirchner. Na quinta-feira, ele estatizou três empresas argentinas instaladas em seu país e reavivou as especulações de que Cristina Kirchner faria o mesmo, promovendo uma “chavização” da economia. “É um disparate que digam que o chavismo vem aí”, afirmou o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo. “Não estatizaremos empresas.” O momento em que Chávez anunciou a nacionalização das companhias argentinas não poderia ter sido pior para o casal Kirchner – Néstor e Cristina estão preocupados com as eleições legislativas de 28 de junho e se sentem frustrados em meio às celebrações de seis anos à frente da Casa Rosada. O problema, como mostra o Estadão, está na incômoda relação de dependência que a Argentina tem com Chávez. A Venezuela é a principal compradora estrangeira dos títulos da dívida pública argentina – US$ 9,2 bilhões.

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

FOLHA DE SÃO PAULO - LIMITES A CHÁVEZ.

Editorial Folha de São Paulo - 17 de fevereiro de 2009.


Limites a Chávez.
Apesar da vitória eleitoral do caudilho venezuelano, oposição ativa e crise do petróleo vão dificultar perpetuação no poder.

"O ROLO compressor do bonapartismo chavista destruiu mais um pilar do sistema de pesos e contrapesos que caracteriza a democracia. Na Venezuela, os governantes, a começar do presidente da República, estão autorizados a concorrer a quantas reeleições seguidas desejarem.
Hugo Chávez venceu o referendo de domingo, a segunda tentativa de dinamitar os limites a sua permanência no poder. Como na consulta do final de 2007, a votação de anteontem revelou um país dividido. Desta vez, contudo, a discreta maioria (54,9%) favoreceu o projeto presidencial de aproximar-se do recorde de mando do ditador Fidel Castro.
Outra diferença em relação ao referendo de 2007 é que Chávez, agora vitorioso, não está disposto a reapresentar a consulta popular. Agiria desse modo apenas em caso de nova derrota. Tamanha margem de arbítrio para manipular as regras do jogo é típica de regimes autoritários compelidos a satisfazer o público doméstico, e o externo, com certo nível de competição eleitoral.
Mas, se as chamadas "ditabrandas" -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso.
O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.
Em dez anos de poder, Hugo Chávez submeteu, pouco a pouco, o Legislativo e o Judiciário aos desígnios da Presidência. Fechou o círculo de mando ao impor-se à PDVSA, a gigante estatal do petróleo.
A inabilidade inicial da oposição, que em 2002 patrocinou um golpe de Estado fracassado contra Chávez e depois boicotou eleições, abriu caminho para a marcha autoritária; as receitas extraordinárias do petróleo a impulsionaram. Como num populismo de manual, o dinheiro fluiu copiosamente para as ações sociais do presidente, garantindo-lhe a base de sustentação.
Nada de novo, porém, foi produzido na economia da Venezuela, tampouco na sua teia de instituições políticas; Chávez apenas a fragilizou ao concentrar poder. A política e a economia naquele país continuam simplórias -e expostas às oscilações cíclicas do preço do petróleo.
O parasitismo exercido por Chávez nas finanças do petróleo e do Estado foi tão profundo que a inflação disparou na Venezuela antes mesmo da vertiginosa inversão no preço do combustível. Com a reviravolta na cotação, restam ao governo populista poucos recursos para evitar uma queda sensível e rápida no nível de consumo dos venezuelanos.
Nesse contexto, e diante de uma oposição revigorada e ativa, é provável que o conforto de Hugo Chávez diminua bastante daqui para a frente, a despeito da vitória de domingo".

Matéria enviada por Gabriela:
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

SOS JUSTIÇA ELEITORAL - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.


SOS JUSTIÇA ELEITORAL
Maria Lucia Victor Barbosa
20/02/2009

Finalmente a oposição se mexeu. Entrou com ação junto ao TSE contra a campanha antecipada da ministra Dilma Rousseff. A ministra, que começa parecer uma réplica do seu cabo eleitoral, o presidente da República, retrucou como este fez em sua campanha de reeleição, que a oposição tenta “interditar” o governo, “judicializar as obras porque não têm projeto”.
O governador José Serra, potencial candidato do PSDB à presidência da República, por sua vez afirmou com relação às obras do PAC, “que apesar de toda propaganda, 70% dos investimentos realizados no Brasil, não são feitos pelo governo federal”.
Na verdade, Lula da Silva, a vinte meses das eleições, faz o que gosta: campanha. Quando não está viajando está no palanque, sempre acompanhado por sua candidata e no “púlpito” populista desaparece o lulinha paz e amor. Gritos, xingamentos, espasmos, rosto congestionado e rubro, ressurge o alterado líder sindicalista que joga fora a compostura, o terno Armani e deita falação atropelando o idioma para delírio da platéia, especialmente, a dos seus redutos nordestinos, onde funcionam melhor as bolsas-esmola, nova modalidade de compra de votos.
Vilma, com chamam os nordestinos, é mãe do PAC, esse amontoado confuso de projetos e intenções, de obras feitas e por fazer. Lula é o pai dos pobres. Par perfeito e divinizado que se entrega ao povo criança que gosta de tutela, que quer que as coisas mudem desde que não precise fazer força. Assim, pai e mãe, Lula e Dilma, se inserem na tradição paternalista implantada desde nossos tempos coloniais. Juntos empolgam especialmente os pobres que precisam de alguém que fale por eles, tome conta deles, cobre benefícios por eles.
Não se duvide, pois, que Dilma Rousseff consiga chegar lá. Rosto renovado apenas não irá ajudá-la, mas um bom marqueteiro pode transformar, pelo menos temporariamente, a mãe zangada, autoritária e ríspida em mãe carinhosa, engraçada como o pai. Quem sabe ela pode vir adotar em seu discurso um “menas” aqui, um “Ponto G” ali, e, porque não, um “sifu” acolá, já que esse linguajar vai se tornando oficial e politicamente correto.
O que parecia impossível faz pouco tempo pode se realizar: “Vilma” ser eleita. Afinal, Inaugurando até escola do tempo de JK e pintura em meio-fio, o pai beneficia sua sucessora com um poder que nenhum adversário sonha possuir. Ao mesmo tempo, ela é a garantia de continuidade do PT, que entranhado na máquina estatal seguirá girando as engrenagens do poder. Contudo, a missão prioritária da mãe será a de preparar a volta gloriosa do pai, em 2014. Isto se ele não quiser o 3º mandato ou lançar outro candidato se achar que a mãe não se tornou Nossa Senhora Vilma.
Dia 15 passado, num festivo domingo, Hugo Chávez obteve finalmente o que queria. Através de referendo, 54 % dos eleitores venezuelanos, contra 46%, consagraram o projeto político do Mussolini latino-americano de se eternizar no poder. Ele conseguiu a revolução sem tiro, o golpe de Estado constitucional, a democracia despótica. Inovações dos novos tempos.
Naturalmente, não lhe faltou o uso da violência: não autorizou comícios da oposição, dissolveu passeatas dos estudantes com força policial, amedrontou opositores com suas milícias fascistóides, ameaçou funcionários públicos, enquanto agradava os pobres, beneficiários das “missiones”, programas assistencialistas e eleitoreiros equivalentes as bolsas-esmola ou bolsas-voto do governo Lula da Silva.
Vitorioso, em que pesem as péssimas condições da economia venezuelana e a queda abrupta dos preços do petróleo, única riqueza do país, Chávez declarou que “está assumindo a vanguarda da América Latina”. Na verdade, ele tem seguidores na Bolívia, no Equador e na Nicarágua. De Fidel Castro parece se sentir sucessor. Sua aproximação com Cristina Kirchner é evidente.
Chávez lidera também o Brasil? Se a pergunta pode parecer descabida e ferir os brios pátrios, recorde-se que Lula da Silva sempre fez campanha para o companheiro Chávez, o chama de democrata, faz coro com ele contra os Estados Unidos, enquanto coloca o país de joelhos perante os chavistas Evo Morales e Rafael Correa, além de se acocorar diante do governo argentino.
Ademais, em matéria de estratégia eleitoral, a usada por Lula da Silva é, em alguns aspectos, muito parecida com a do companheiro da boina vermelha: amplo uso do Tesouro nacional e da máquina estatal, compra de votos através das bolsas-esmola e propaganda enganosa intensiva de fazer inveja a Hitler.
Difícil enfrentar tal poderio. Além do mais, exceto vozes isoladas, não existem reais oposições no Brasil. Portanto, é de se perguntar: será que estamos nos encaminhando para uma ditadura disfarçada de democracia? Não seria conveniente, que os 16% enviassem um SOS a Justiça Eleitoral? Afinal, a democracia ainda é a melhor forma de governo.


Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

VERDADE, HONRA, VERGONHA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

VERDADE, HONRA, VERGONHA
Maria Lucia Victor Barbosa
28/01/2009

Nosso relativismo moral vem de longe. É obra cumulativa de séculos. A acachapante aprovação nacional de Lula da Silva, sem contar com sua eleição e reeleição, demonstra que já chegamos aos píncaros das conseqüências históricas com requintes de caos. E diante do que se passa na atualidade, lembremos de Gregório de Matos e Guerra (1636-1696) advogado e poeta, alcunhado Boca do Inferno ou Boca de Brasa. Em Epílogos, ele retrata a paisagem moral de Salvador, Bahia, nossa capital na época colonial. Mudando a palavra cidade para país, teremos a paisagem moral atual em alguns dos versos do poeta:

“Que falta neste pais? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha”.

“O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama o exalte,
Num país onde falta
Verdade, honra, vergonha”.

Nunca nos faltou tanto verdade, honra, vergonha. Convivemos alegremente com “mensaleiros”, sanguessugas, transportadores de dólares em cuecas e até os reelegemos. Somos antiamericanistas doentes, mas volta e meia vamos aos Estados Unidos para fazer turismo, comprar, estudar, trabalhar, cuidar da saúde, além dos milhões de brasileiros que partem em busca da América, América e lá permanecem clandestinos, mas ganhando o que jamais ganhariam aqui. Odiamos os judeus porque preferimos o Hamas dos Palestinos. Como bons latino-americanos somos de esquerda e por isso idolatramos Fidel Castro, não importando ser ele um ditador implacável que nunca respeitou os direitos humanos. Se Lula da Silva, o grande pai de seu povo, põe o Brasil de joelhos diante de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Fernando Lugo, Cristina Kirchner, nos inclinamos também perante as lideranças populistas que infestam a América Latina sempre imersa em sua mentalidade do atraso, em suas mazelas, em seus fracassos. A corrupção faz parte de nossa história e aprovamos governos corruptos ao dizer que se estivéssemos lá faríamos as mesmas coisas. Afinal, somos espertos, malandros e nossa satisfação em passar os outros para trás não tem limites. Indiferentes ou ignorando o que ocorre no Congresso Nacional ou no âmbito da Justiça seguimos cantando o samba de Zeca Pagodinho que nosso presidente da República tanto aprecia: “Deixa a vida me levar”. Futebol, carnaval e Big Brother são nosso alimento espiritual. Acreditamos que o MST é um movimento social pacífico que não esbulha proprietários rurais destruindo maquinário, roubando gado, pilhando, queimando sedes de fazendas. Do mesmo modo admiramos as sanguinárias Farcs, idealizadas como heróicas e defensoras do povo colombiano.
No momento dois fatos empolgam os noticiários. O primeiro diz respeito ao caso do terrorista Cesare Battisti, que a Itália quer de volta, mas que já foi perdoado por nosso ministro da Justiça com o acordo de Lula da Silva. Não devolveremos Battisti de jeito nenhum, o criminoso é nosso. Também estamos de braços abertos para receber os terroristas de Guantánamo. Aplausos para a Justiça brasileira, pois aqui o crime compensa. Do jeito que a coisa vai, pode ser que Lula da Silva crie o Ministério do Terrorismo e convide Osama Bin Laden para ministro. Seria mais uma vez delirantemente aplaudido pelo povo e seu prestígio subiria como atestado em pesquisa.
O segundo fato é relativo ao Fórum Social Mundial, que ocorre em Belém do Pará. O governo investiu milhões na festividade, inclusive, em camisinhas. Tudo pago com o dinheiro do contribuinte, ou seja, estamos financiando a esbórnia que atrai pessoas de todo o Brasil e do exterior. Presentes ao festival estarão Lula da Silva, ministros, assessores, figuras como João Pedro Stédile, além dos caudilhos Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa. Fernando Lugo, que fazem Lula sonhar com outro mandato possível. Lula não irá ao Fórum Econômico Mundial em Davos. Ficará em Belém dançando o Carimbó.
Aliás, não faltarão ao carnavalesco evento, além das camisinhas, muita cachaça e folia. Naturalmente, os participantes se posicionarão contra o capitalismo que os sustenta, contra a liberdade que permite a festividade, contra a riqueza que almejam para si. Dizem que no globalizado Fórum será dada oportunidade aos participantes, se os eflúvios etílicos permitirem, de perceberem que os problemas que assolam o mundo derivam da competição pelo poder e do acúmulo de bens materiais. Ou seja, tudo que eles mesmos fazem ou almejam. Em suas utopias delirantes as esquerdas clamarão pela volta do socialismo, nem que seja o do século XXI. E enquanto a crise avança sobre o planeta, em Belém do Pará se dançará o Carimbó, pois o tal outro mundo possível nunca foi definido nesses fóruns onde acontece de tudo, menos idéias.
Sem dúvida, esse "Fórum Socialista" faz recordar as proféticas palavras de Ortega y Gasset em A Rebelião das Massas: “A vida toda se contrairá. A atual abundância de possibilidades se converterá em efetiva míngua, escassez, em impotência angustiante, em verdadeira decadência. Porque a rebelião das massas é a mesma coisa que Rathenau chamava de ‘a invasão vertical dos bárbaros”.
No Brasil essa invasão começou faz tempo, mas diante dela nos quedamos indiferentes porque nos falta verdade, honra e vergonha ou, talvez, porque sejamos nós os bárbaros.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

sábado, 14 de fevereiro de 2009

OBA, OBA, OBAMA - MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA

OBA, OBA, OBAMA
Maria Lucia Victor Barbosa
07/11/2008

Nesse momento difícil de sua economia, os norte-americanos ouviram de Barack Houssein Obama o discurso que os fez sonhar novamente sonhos de prosperidade, apesar do candidato não apresentar propostas consistentes no sentido de resolver os enormes desafios que o país apresenta. E diante do descontentamento popular com relação ao presidente Bush, a palavra mudança, prometida várias vezes pelo democrata, soou como esperança.
Obama conquistou principalmente os negros, os hispânicos, as mulheres, os jovens, sendo que o crescimento urbano e da imigração foram também fatores que favoreceram sua eleição. O democrata atraiu, inclusive, parcelas de eleitores mais conservadores e, por isso, disse um de seus eleitores ilustres, Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA: “O que Obama fez foi incluir todos através de linhas raciais, culturais, religiosas e de geração”.
A capacidade de incluir tantos setores da sociedade se deveu em parte ao discurso sem tom racial, em que pese 95% dos negros terem votaram em Obama. Na verdade, o que o presidente eleito fará pelos negros, principalmente os mais pobres, ainda não se sabe. Mas, sem dúvida, o mulato que chegou ao poder mais alto da Nação encarna a revanche de um passado de segregação que no presente se traduz por um racismo às avessas: o ódio dos negros aos brancos.
Barack Obama provocou emoção em todo mundo. A Europa, que achava que o poder dos Estados Unidos definhava diante da ascensão econômica da China, da Rússia e da Índia ficou deslumbrada e tranqüilizada diante da possibilidade de reforço do poder da pátria da democracia.
Na América Latina, inclusive no Brasil, além do teor emocional ligado à cor da pele do candidato, a “obamamania” teve caráter ideológico. Acredita-se que Obama seja comunista. Nesse sentido é emblemático que o historiador Joel Rufino dos Santos relembre Marx e sonhe utopicamente com um comunismo norte-americano: “Acho que o velho (filósofo e teórico do comunismo Karl) Marx de vez em quando deve ser lembrado. Ali (Estados Unidos) é onde pode ter um socialismo realmente democrático. Porque a economia é mais desenvolvida e o povo tem mais tradição de respeito ao outro”. (Folha de S. Paulo. 6/11/2008). Certamente o historiador não se lembra do fato de que as idéias de Marx postas em prática geraram aberrações totalitárias que nivelaram por baixo na opressão e na miséria.
Em todo caso, foi impressionante como a eleição de Obama fez desaparecer como num passe de mágica em todo mundo e, sobretudo, na América Latina, o feroz e odiento antiamericanismo que culpa os Estados Unidos por todas as nossas mazelas e fracassos. Agora se espera uma nova ordem mundial, uma nova era e mesmo antes da posse Obama já é visto como presidente de fato do qual se aguarda mudanças rápidas
Na América do Sul o oba, oba Obama se alastrou por todos os países. Mesmo Hugo Chávez, o criador do nebuloso Socialismo do século XXI, que não consegue discursar sem atacar violentamente os Estados Unidos, e seus companheiros do “Eixinho do Mal”, Evo Morales e Rafael Correa, pareciam deslumbrados com a eleição “de um afro-descendente para a cabeça da nação mais poderosa do Mundo”. Enquanto isso, Lula da Silva, se revestindo de grande líder latino-americano e mundial mandava seus pedidos para Papai Noel Obama: uma política mais ativa em relação à América Latina, o fim do embargo norte-americano a Cuba e a resolução do conflito do Oriente Médio.
Barack Hussein Obama, que terá imensos obstáculos pela frente, é um homem de esquerda, ou seja, um liberal conforme entendem os norte-americanos. Forçosamente, dada a situação em que o país se encontra, terá que ampliar um pouco o poder do Estado, algo que não é da tradição norte-americana. Ele prometeu coisas como apoiar uma lei federal que facilitará a sindicalização dos trabalhadores e quer ampliar também através da legislação, a cobertura de saúde para 50 milhões de americanos que ainda não dispõe disto. Contudo, não se sabe como ele se comportará diante da Rússia, da China, do Irã, da esquerda latino-americana. Mas pelo menos em seu discurso de posse ele mandou recados eloqüentes para o mundo:
Avisou que: “o caminho será longo. Nossa subida íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato”. Mas reafirmou aquele espírito norte-americano que passa bem longe da mentalidade brasileira:
“Àqueles que querem destruir o nosso mundo: nós os derrotaremos. Áqueles que buscam paz e segurança: nós os apoiaremos. E a todos que vêm se perguntando se o farol da América ainda brilha como antes: nesta noite nós provamos mais uma vez que a verdadeira força da nossa nação não vem da bravura das nossas armas ou do tamanho da nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inabalável esperança”. Ao final do discurso, Obama repetiu seu refrão e a multidão bradou com ele: “Sim, nós podemos”.
Os obstáculos do novo presidente são tão grandes quanto as expectativas que se criaram em torno dele e só o tempo dirá o que pode acontecer nos Estados Unidos e no mundo. Afinal, políticos costumam ser metamorfoses ambulantes.

MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

terça-feira, 15 de julho de 2008

VOCÊS ESTÃO LIVRES - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

VOCÊS ESTÃO LIVRES
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
5/7/2008

2 de julho de 2008. Data marcante para Ingrid Betancourt, libertada depois de ter estado seis anos e cinco meses como prisioneira dos narcoguerrilheiros das Farc. Ela e mais quatorze pessoas, entre as quais três norte-americanos, Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes, ouviram no vôo que os conduzia para a liberdade a frase salvadora: “Somos do Exército nacional e vocês estão livres”.
O resgate foi descrito pela imprensa mundial como cinematográfico e impecável, e a própria Ingrid afirmou numa emissora de rádio: “nos resgataram com grandeza”. “A ação mostra que podemos alcançar a paz se confiarmos em nossas Forças Armadas ”. Ela desmentirá depois a versão capciosa de uma rádio suíça que, tentando achincalhar o estrondoso êxito do presidente Álvaro Uribe, noticiou que tudo não passara de uma farsa porque os guerrilheiros tinham recebido dinheiro para libertar os reféns.
Esta desinformação e outras mais revelam a inconformidade de alguns diante da vitória do presidente colombiano, que prometera acabar com as Farc e está cumprindo sua promessa. Já deixaram esse mundo os principais líderes do movimento facinoroso, moedas de troca como Ingrid Betancourt e os norte-americanos estão livres, o bando está consideravelmente diminuído. É certo que centenas de reféns ainda padecem nas garras dos terroristas, mas estes estão enfraquecidos.
Os grandes perdedores no episódio do resgate foram o venezuelano Hugo Chávez, o equatoriano Rafael Correa, as esquerdas latino-americanas e, porque não, o Brasil com sua política externa dúbia. Inclusive, Lula da Silva se negou a declarar as Farc como terroristas. Afinal, aos companheiros do Foro de São Paulo tudo é permitido, tudo é perdoado em nome da causa: Assassinatos, torturas, seqüestros.
Espertamente Chávez, que chamara Uribe, entre outras coisas de “assassino” e “narcoparamilitar”, e que ameaçara invadir a Colômbia, agora chama o presidente colombiano de “irmão”. Coisa de metamorfose ambulante. Também o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que felicitou Uribe, parece querer atrair para si os louros do resgate. Ingrid reforçou essa idéia dizendo que sua ida à França foi um gesto de gratidão para quem mais lhe ajudou a deixar o cativeiro. Ela não mencionou Uribe e não lembrou que antes de Sarkozy o ex-presidente, Jacques Chirac, propôs negociação diplomática para sua libertação, assim como o chanceler Dominique Villepin.
Villepin foi o autor da idéia de enviar um avião com soldados, médicos e diplomatas que, sem consultar Brasília e Bogotá, pousaria em Manaus. O plano era retirar Ingrid da selva e levá-la sã e salva para Paris no dito avião. O romântico e mirabolante plano aconteceu, mas, como era de se esperar, fracassou.
Ressalve-se que o Exército Colombiano, que segundo foi noticiado, recebeu treinamento norte-americano e israelense, portanto o melhor do mundo se saiu brilhantemente e sem o lance rocambolesco do francês. Venceu o recurso militar e não o diplomático. Venceu a estratégia competente de Uribe que era malvisto em Paris, segundo Gilles Lapouge (O Estado de S. Paulo, 04/07/2008), como “um político cínico, cruel e indiferente, a soldo dos americanos”. Os franceses se esqueceram de que, se não fossem os norte-americanos teriam sido subjugados por Hitler.
Quanto a Ingrid, que apareceu bem disposta, com aparência saudável, pele impecável, muitos quilos mais gorda do que sua figura na foto que correu mundo e provocou comiseração, se hoje é considerada de forma quase unânime uma heroína, começa a suscitar críticas.
Um dos críticos é o etnólogo André-Marcel d’Ans citado por Lapouge: “Disse d’Ans, que Ingrid é uma mulher bem nascida numa dessas famílias colombianas em que se respira dinheiro e política”. “Seu pai foi diretor adjunto da Unesco em Paris”, ‘o que valeu a Ingrid longos anos de opulência em residências suntuosas e, para os filhos, estudos em francês nos estabelecimentos freqüentados pelo jet set’. ‘Era só a boa vida’. “De repente larga tudo, marido e filhos e parte em socorro de sua Pátria mártir”. ‘Ela mergulha na política na forma de uma esquerdista dândi, disposta a bater no peito, num gesto de mea culpa, desde que o peito não fosse o dela’. Torna-se uma perfeita chata, acabando com as reservas de paciência de alguns e de condescendência de outros’.
Ingrid se declarou inclinada a voltar novamente à política como candidata à presidência da República, apesar de ter dito depois que, se o povo quisesse não veria nada de mal numa candidatura de Uribe a um terceiro mandato. Algo no meu entender que, apesar da importância do admirável presidente colombiano seria lamentável do ponto de vista da democracia. Inclusive, se tal fato vier a ocorrer em muito ajudará a consolidar a mesma idéia desastrosa do PT em relação a Lula da Silva.
Para o escritor colombiano Fernando Vallejo, apesar das idas e vindas da política, nada muda de forma essencial na América Latina. Conforme Vallejo: “Toda classe política na América Latina só pensa em seus próprios interesses, quando não está claramente envolvida com o crime e a corrupção”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, escritora e professora.
mlucia@sercomtel.com.br

domingo, 29 de junho de 2008

O GLOBO ONLINE - CHÁVEZ É ACUSADO DE PERSEGUIÇÃO NOS QUARTÉIS.

REVISTA.
Chávez é acusado de perseguição nos quartéis.
RIO - Centenas de Oficiais das forças armadas da Venezuela que não concordam com as políticas do presidente Hugo Chávez estariam sendo ameaçados e perseguidos pelos seus superiores, informa a edição deste sábado do jornal O Globo. A acusação foi feita por oficiais reformados e pela ONG venezuelana Controle Cidadão para a Segurança. Os opositores do governo, segundo eles, estariam perdendo oportunidades de promoção ou mesmo sendo retirados de suas funções e colocados em disponibilidade (com salários, mas sem trabalhar). O governo negou as acusações [...]".
O artigo pode ser lido na íntegra através do link:
Infelizmente, alguns governantes que se dizem democratas, utilizam as ferramentas da ditadura para impor a sua vontade, quando democraticamente são contrariados.