sexta-feira, 3 de julho de 2009

A POLÍCIA BRASILEIRA E A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM - DELEGADO ARCHIMEDES MARQUES.

A Polícia brasileira e a Declaração Universal dos Direitos do Homem.
(*Archimedes Marques)
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein) Os horrores do Holocausto comandados pelas autoridades Nazistas na Segunda Grande Guerra ficaram marcados para sempre como sendo das ações mais desumanas e violentas de toda a história da humanidade.
Foram mais de seis milhões de Judeus trucidados através de todo tipo de “experiência”, tortura, câmara de gás, trabalho forçado, inanição ou execução sumária, dentre os quais, crianças, mulheres e velhos. Levaram-se ao genocídio, além dos Judeus, membros da etnia cigana, eslavos, homossexuais e portadores de deficiência física que estavam em desacordo com a proposta do sistema Nazista que pretendia criar uma “nova ordem” na Europa.
A Guerra que teve início em setembro de 1939 com este propósito Nazista, terminou se alastrando pelo mundo e envolvendo 72 nações, tendo sido estimado a morte de 50 milhões de pessoas. A grande Guerra teve o seu final mais trágico ainda com o bombardeamento nuclear de Hiroshima e Nagasaki, fazendo com que o Japão se rendesse aos Estados Unidos em 15 de agosto de 1945.
As explosões atômicas usadas contra o povo do Japão foram realmente a maior irascibilidade cometida contra o ser humano. Estima-se que morreram cerca de 100 mil pessoas em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, isso sem contar com as conseqüências advindas das irradiações químicas que ainda no presente fazem vítimas de enfermidades diversas.
Os físicos calcularam que, nas proximidades das explosões das bombas atômicas, a temperatura oscilou entre 3 a 4 mil graus centígrados, suficiente para pulverizar qualquer ser vivo existente. Os seres humanos correndo desesperados viam desprender-se a pele, o descarnar-se das suas mãos. De outros, os olhos simplesmente saltavam das órbitas. A nuvem química que cobriu e avançou nas áreas atingidas devorou insaciavelmente tudo que encontrou pela frente... O povo inocente pagou caro por aquela Guerra insana!...
A humanidade viveu esses momentos cruéis de uma Guerra atroz. Os direitos do ser humano simplesmente não existiam por isso fazia-se necessário algo de alento e esperança para a nova era. Os povos assim exigiam mudanças...
Pouco mais de dois meses após o final da Guerra, mais de perto, em 24 de outubro de 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) começou a existir oficialmente. Fundada então por 51 países, entre eles o Brasil, a ONU, tinha na sua essência a luta pelos direitos humanos, o respeito à autodeterminação dos povos e a solidariedade internacional.
A Assembléia Geral da ONU tratou de constituir a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Em meio a festas e esperanças foi aprovado o Documento da Humanidade em 10 de dezembro de 1948. A Declaração trazia no seu bojo o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade se interagissem através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, para assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.
Relacionado à criação do Documento da Humanidade é de bom alvitre alinhavar o pensamento do renomado Advogado, LUIZ FLAVIO BORGES D’URSO, quando num dos seus textos asseverou: “Quando foi adotada, a Declaração dos Direitos Humanos, procurava interpretar a insegurança de um mundo pós-guerra, ainda perplexo com os horrores do holocausto, fragmentado por situações colonialistas, extremamente divididos pela desigualdade social e em estágio preparatório para a guerra fria que iria separar o mundo em dois blocos ideológicos, o do capitalismo e do comunismo.”
A partir de então os Estados Membros da ONU assumiram o compromisso de adotar os preceitos estabelecidos naquele documento em suas próprias leis, não em forma de imposição, e sim, em forma de espontaneidade e aceitação do proposto.
Nesse sentido bem explica o renomado Advogado e Professor de Direito, MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, num dos seus artigos pertinente ao tema: “A Declaração Universal não é um documento cogente, a impor-se a todos os Estados, mesmo aos Membros da ONU. Ela tem, entretanto, um caráter simbólico muito importante, na medida em que pretende conduzir ao respeito da dignidade humana.”
Referente às mudanças ou nascimento de novos direitos, bem intercede na sua explicação o grande Jurista NORBERTO BOBBIO: “Os direitos não nascem de uma vez. Eles nascem quando devem ou podem nascer e quando o aumento do poder do homem sobre o homem cria ameaças a sua própria liberdade.”
No Brasil, entretanto, mesmo antes da Declaração Universal dos Direitos do Homem ser constituída, houve mudanças significativas com a então Constituição promulgada pós-guerra.
A Constituição brasileira de 1946, promulgada em 18 de setembro daquele ano, tinha como dispositivos básicos: A igualdade de todos perante a lei; A inviolabilidade do sigilo de correspondência; A liberdade de consciência, de crença e de exercício de cultos religiosos; A liberdade de associação para fins lícitos; A inviolabilidade da casa como asilo do indivíduo; A prisão só em flagrante delito ou por ordem judicial escrita de autoridade competente e a garantia ampla de defesa do acusado; A extinção da pena de morte; A separação dos três Poderes.
A Constituição brasileira de 1946, bastante avançada para a época, foi notadamente um avanço da democracia e das liberdades individuais do cidadão. A partir de então todos os brasileiros passaram a se amoldar à nova realidade, ao Estado Novo e, com o povo, a Polícia que desenpenhava a sua função institucional a contento.
No seu período adaptativo da Constituição de 1946 e da nova premissa do Documento da Humanidade tão aplaudido e seguido pelos povos de outras nações, o Brasil logo se desmistificou e caiu em contrariedade à Declaração Universal dos Direitos do Homem com o Golpe Militar de 1964.
A partir de então, a Carta Magna vigente passou a receber uma série de emendas, descaracterizando-a. Tendo sido suspensa por seis meses através Ato Institucional e definitivamente extinta pela promulgação da Constituição de 1967. A nova Constituição significou um retrocesso nos direitos civis e políticos dos brasileiros. Aquela Carta centralizou e concentrou as principais decisões no Poder Executivo, conferindo ao mesmo dentre muitos, o poder de legislar em matéria de Segurança e até estabeleceu a pena de morte para crimes de segurança nacional. Estava desfeito o Estado Novo e entraria em vigor o Autoritarismo Militar.
A Ditadura Militar assolou o país por mais de duas décadas e ali a Declaração da Humanidade foi totalmente “rasgada”. Os Direitos do Homem foram transgredidos e desrespeitados. O Estado Nação usou os seus membros Policiais e outros componentes dos Poderes como repressores àqueles que não se contentavam com o regime imposto.
A Polícia adotou o conceito de “repressão”. Repressão essa na mais dura expressão da palavra, no seu aspecto pejorativo. Repressão essa que tratou o cidadão brasileiro de forma indigna e desumana. Repressão essa que era conexa com a tortura e a morte ou desaparecimento de opositores ao regime do Governo Ditatorial.
A Polícia Ditatorial também trouxe conseqüências marcantes e desagradáveis para a Polícia sucessora. Apesar de já ter se passado mais de duas décadas dos “anos de chumbo”, a sociedade ainda interliga essas duas fases da Polícia como se fosse um só. Desvanecida a Ditadura Militar e acomodado o Estado Democrático de Direito, a referida impressão negativa e depreciativa ainda permanece no subconsciente coletivo do povo brasileiro.
Ressalta-se que a partir da Declaração dos Direitos do Homem ocorreram diversos Tratados, Pactos, Planos de ações e Convenções Internacionais de Proteção aos Direitos Humanos.
Nesse sentido bem explica as conseqüências advindas destes eventos, a Advogada LEILA LINHARES BARSTED, no seu texto produzido para o Colóquio de Direitos Humanos em São Paulo, quando explana: “As declarações internacionais e planos de ação das Conferências Internacionais, assinadas pelo Estado brasileiro, apesar de não terem força de lei, devem ser considerados como princípios gerais do direito e, como tal, devem orientar a produção legislativa e a interpretação da lei quando da sua aplicação. O conteúdo dessas Declarações e dos Planos de Ação do Ciclo de Conferências das Nações Unidas sobre Direitos Humanos deve ser absorvido pela doutrina jurídica como uma das fontes do direito nacional. Deve influenciar a formação das novas leis e de uma jurisprudência calcada nos valores dos direitos humanos. (...) Por outro lado, todos os cidadãos devem conhecer e debater o conteúdo dos Tratados e Convenções assinados e, particularmente, atuar de forma a influenciar o Estado a adotar posições mais avançadas no que se refere, principalmente, ao respeito aos direitos humanos e ao desenvolvimento econômico e social baseado em critérios de equidade”.
Com a Constituição de 1988, houve a consolidação da cidadania que tinha sido estabelecida e proposta, até então, há 40 anos antes daquela data, pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.
O caráter universalista dos direitos humanos é ressaltado pela Jurista FLAVIA PIOVESAN, ao expressar o seu pensamento: “A idéia de que a proteção dos direitos humanos não deve se reduzir ao domínio reservado do Estado, isto é, não deve se restringir à competência nacional exclusiva ou à jurisdição doméstica exclusiva, porque revela tema de legítimo interesse internacional.”
No mesmo sentido destaca o renomado Jurista e Juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, CANÇADO TRINDADE: “Os tratados de direitos humanos influenciaram um número crescente de Constituições nacionais que incorporaram aos seus textos direitos consagrados nesses instrumentos internacionais, como é o caso do Brasil.”
Assim, a Constituição de 1988 trouxe no seu bojo a consagração dos Direitos do Homem. Houve a preocupação primordial na Carta Maior com o cidadão, assegurando-o, a inviolabilidade do seu direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. Em decorrência desses aplaudidos preceitos a nossa Constituição em vigor arrebanhou o título carinhoso de “Constituição Cidadã”.
Com a chegada da Constituição Cidadã, a Polícia Ditatorial se viu acuada e totalmente fora de sintonia com o novo contexto.
Nesse sentido bem explica as conseqüências advindas da boa nova, o colega Delegado de Polícia e Professor de Direito, ANDRÉ LUIZ LUENGO, quando discorre num dos seus artigos pertinentes: “Com isto, a polícia ditatorial, quedou-se inerte com o fim da fase política criadora do Estado Militar e igualmente à Constituição, tornou-se Polícia Cidadã. (...) Disto decorre que a Polícia Cidadã deve privilegiar a legalidade e a dignidade da pessoa humana, sem descurar da sua ação pontual e com pulso firme, intervindo de forma ampla e protetora, demonstrando o compromisso do Estado para com o bem estar social. (...) No mundo globalizado as Constituições se aperfeiçoaram, os Direitos humanos evoluíram e a Polícia, adequando-se a estas realidades, também se amoldou às transformações. E quem ganhou com todas essas mudanças certamente foi a sociedade.”
As características que marcam o espírito de luta do Policial pelos Direitos do Homem são explicadas no pensamento do colega Delegado de Polícia do Distrito Federal, CLEBER MONTEIRO FERNANDES, num dos seus textos: “O respeito irrestrito aos direitos fundamentais, a integração com a sociedade, a honestidade, a pro-atividade, a imparcialidade, o absoluto compromisso com o alienável dever de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, tornam as Polícias Civis, verdadeiras baluartes na defesa dos Direitos Humanos.”
Relacionando-se ao artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem que consubstanciou preceitos na Constituição Cidadã, direcionados à liberdade, igualdade e fraternidade entre os homens, observa-se, originalmente, que o conceito apelativo deu-se com os ideais da Revolução Francesa de 1789 que culminou com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão naquele país. A postulação trina dos ideais daquela proposta tinha caráter revolucionário e inovador para a época. “Liberte, Égalité et Fraternité”, foi o lema revolucionário que mudou o destino da França e séculos depois influenciou o Documento da Humanidade.
As palavras símbolos trazidas para a Declaração dos Direitos do Homem e que posteriormente influenciou a Constituição Cidadã, entretanto, ainda não atingiram o seu ápice.
Nesse sentido, é de se acolher o entender do Professor Emérito da UFS, ODILON CABRAL MACHADO, ao discorrer seu pensamento quanto à liberdade num dos seus artigos: “A liberdade é tão essencial ao homem, que a própria privação da liberdade tem que ser prevista como direito universal, difuso e coletivo a suplantar o individual na sua ação mal exercida. A privação da liberdade do delinqüente, do malfeitor, do criminoso é, portanto, uma defesa da qual a sociedade não pode prescindir, sob pena de perecer e se degradar, e dele virar refém, estimulando o crime, a desordem e a insegurança.”
E ainda, quanto à fraternidade no mesmo texto: “A fraternidade é um sonho, uma busca permanente, é uma conclamação apaziguadora do ser. Os homens, todos os homens, deveriam ser fraternos, se compreenderem e se tolerarem uns aos outros. (...) Tolerância deveria ser o grande mote norteador do agir humano desarrimado de armas e agressividades. No entanto a fraternidade, a convivência com o outro, este “outro” que nos desagrada, é difícil. Não fosse assim não existiriam os crimes torpes, não se veria o fratricídio e o ódio entre irmãos.”
Das três, a igualdade é a mais abrangente. A questão da igualdade está interligada a muitos itens da nossa Constituição. Relacionada ao lema da Revolução Francesa é de bom alvitre especificar o entendimento do Constitucionalista, Filósofo e Professor, MÁRITON SILVA LIMA, quando se expressou num dos seus artigos: (...) “igualdade ecoou em todo mundo, derrubando os regimes absolutistas. (...) A palavra de ordem igualdade (égalité) atende aos ideais dos direitos sociais, econômicos e culturais. É um fazer do Estado em prol dos menos favorecidos, pela ordem social e econômica. Esses direitos surgiram em um segundo momento do capitalismo, com o aprofundamento das relações entre capital e trabalho.”
Vinculando a idéia da igualdade à idéia da Justiça, ou seja, no sentido de “dar a cada um o que é seu”, o Filósofo ARISTÓTELES (384-322 a. C.), expressou o seu pensamento que não deixa de ser o aplicativo atual: “A justiça nas transações entre os homens é uma espécie de igualdade, e a injustiça, desigualdade. A lei deve considerar apenas o caráter do delito e tratar as partes como iguais. Se uma comete, a outra sofre injustiça: uma é autora, a outra, a vítima. A justiça corretiva será o intermediário entre a perda e o dano. O justo é um meio termo, pois é o Juiz que estabelece a igualdade. O igual é o intermediário entre a linha maior e a menor pela proporção aritmética.”
Entende-se assim, de uma maneira global, que a igualdade é o signo fundamental da democracia. Não aceita privilégios e distinções consagradas por um regime simplesmente liberal, por isso, a sua abrangência na Constituição Cidadã.
A polícia atual, a chamada Polícia Cidadã, tem procurado cumprir o seu mister. Tem procurado cumprir o preceito constitucional, assim como, seguir a proposta da própria Declaração Universal dos Direitos do Homem que se faz necessária, contudo, quanto ao item “fraternidade”, parece ser uma utopia querer constatar tal assertiva.
Ao mesmo tempo em que temos, em regra, uma Polícia em defesa do Cidadão, uma Polícia em defesa dos direitos da cidadania, temos também, em exceção, uma Polícia que transgride as normas e que maltrata ou comete crimes contra o cidadão, entretanto, quanto a esse fato negativo, tem se provado que as Corregedorias das Policias e a Justiça tem agido com lisura e rigidez punindo os infratores na forma da Lei.
A sociedade civil organizada que é sabedora dos seus direitos de cidadania já começa a se conscientizar que os remédios Judiciais são os meios mais eficazes e adequados para garantir o respeito aos direitos humanos, assegurar a reparação do dano causado às vítimas e as punições dos agressores, quer seja pessoa do próprio povo, Policial ou qualquer Autoridade constituída, vez que, ninguém está acima da Lei.
Interessante é o pensamento expressado no texto intitulado “O papel da Polícia”, escrito pela colega Escrivã de Polícia do Estado da Paraíba, SUANA GUARANI, quando assevera: ...”o policial não é apenas um servidor a serviço do Estado, acima de tudo, está a serviço da população e deveria ser garantidor do bem estar de todos/as, não só em razão de um juramento profissional, de uma norma jurídica, mas por lidar com pessoas, cujos anos de lutas resultaram na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Federal, documentos que objetivam proteger as pessoas e seus direitos, entendendo-as como seres humanos detentores de dignidade. O policial está inserido nesse contexto e pode ser protagonista nessa proteção, agindo inclusive como multiplicador dos direitos humanos.”
Assim, no atual cenário, que se prima pela proteção da sociedade, segurança do cidadão e defesa das conquistas sociais alcançadas pelos direitos do ser humano, está a Polícia ultrapassando diversas barreiras para cumprir a sua árdua missão.
O Policial é antes de tudo um forte: Vive em constante perigo, é maltratado e tem um baixo salário, mas mesmo assim trabalha com amor à sua profissão e sente orgulho de ser Polícia.
Estimulando-se o profissional e a crítica construtiva, a Polícia formará melhores projetos, e dos projetos, com certeza, novas assertivas.
(*Delegado de Polícia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica em Segurança Pública).
archimedes-marques@bol.com.br
Referências Bibliográficas e pesquisa em sites:
BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro, 1992.
PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad Editora, 2000.
PIOVESAN, Flávia. A Constituição Brasileira de 1988 e os Tratados Internacionais de Direitos Humanos. São Paulo: Max Limonad Editora, 2002.
COMPARATO, Fábio Konder. A afirmação histórica dos Direitos Humanos. São Paulo: Saraiva, 2007.
CRETELLA JUNIOR, Jose. Elementos de Direito Constitucional. São Paulo: RT, 2000.
DE PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário Jurídico. Rio de Janeiro: Forense, 1999.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Método, 2003.
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JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

POVO COMENTA CHOQUE DE ORDEM, SAÚDE PÚBLICA, SEGURANÇA PÚBLICA E EDUCAÇÃO PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO.



A VOZ DAS RUAS:
- ADEUS PMDB, O RIO DE JANEIRO NÃO AGUENTA MAIS!

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

DOIS DE JULHO - DIA DO BOMBEIRO - DIA DO HERÓI DO FOGO!


Dois de Julho - Dia dos Bombeiros
O deputado Marquinho Lang (Democratas) lembra da importância histórica da data de dois de julho - dias dos Bombeiros. Marquinho destaca a atuação dos bombeiros, que é muito maior que o combate ao incêndio, é sim, o trabalho competente na prevenção de sinistros.
Lang ingressou em 1989 no Corpo de Bombeiros da Brigada Militar - RS, formando-se no curso de soldado no município de Canoas. Em 1993 formou-se no curso de Cabo em Porto Alegre, porém atuando no Corpo de Bombeiros de Gramado. Quando em treinamento, em 1997, acidentou-se gravemente , tornando-se paraplégico, sendo reformado na graduação de 3º Sargento. Atualmente atua em defesa dos bombeiros na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
As primeiras organizações contra incêndios foram criadas pela necessidade de se evitar possíveis incêndios e perdas insuperáveis. Em épocas remotas, esgotar as chamas de um incêndio de grandes proporções era obra impossível, devido aos precários recursos quando a prevenção tornava-se a melhor solução contra o fogo. A origem dos Corpos de Bombeiros remonta à origem do emprego do fogo pelo homem. Uma das primeiras organizações de combate ao fogo de que se tem notícia foi criada na antiga Roma. Augusto, que se tornou Imperador em 27 A.C., formou um grupo de "vigiles". Esses "vigiles" patrulhavam as ruas para impedir incêndios e também para policiar á cidade, através de patrulhas e vigilantes contra incêndios.
A data 2 de julho foi escolhida para ser o "Dia do Bombeiro" devido que em 2 de julho de 1856, o Imperador D.Pedro II, assinava o Decreto Imperial nº 1.775, que regulamentava, pela primeira vez no Brasil, o serviço de extinção de incêndio. Nessa época, ao sinal de incêndio, o badalar dos sinos alertava homens, mulheres e crianças que ficavam em fila e, do poço mais próximo, passavam baldes de mão em mão, até chegarem ao local que estivesse em chamas. Para oficializar a importância do bombeiro, por decreto do Presidente da República, desde 1954, todo 2 de julho deve ser dedicado a homenagear esses profissionais. Nada mais justo que uma data em honra dessas pessoas sensíveis às necessidades do próximo e engajados no desejo de servir bem a comunidade.
No Rio Grande do Sul, o Corpo de Bombeiros de Porto Alegre, foi inaugurado em 1º de março de 1895 com o apoio das Companhias Seguradoras. A Estação estava localizada na confluência da Av. Mauá com Rua Dr. Flores. Seu efetivo era de 17 funcionários, sendo dez deles, os assim chamados "soldados do fogo", que em suas batalhas utilizavam um carro equipado com bomba manual e puxado por parelhas de cavalos.
Texto: Felipe Diehl.
Bombeiros Militares, Oficiais e Praças, organizem-se em torno do nome de um Bombeiro Militar (Oficial ou Praça) e votem JUNTOS nele, assim elegerão um Bombeiro Militar para Deputado Estadual, com compromisso com os Bombeiros Militares (Oficiais e Praças).
Quem prega a desunião entre Oficiais e Praças quer apenas enfraquecer a Instituição.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O PESO DA PALAVRA DEMOCRACIA - JUREMA CAPPELLETTI.

EMAIL RECEBIDO:
O peso da palavra 'democracia' - LEITURA IMPRÓPRIA PARA MENORES
Algumas palavras têm muito peso, seja pelo significado, pelo mau gosto ou outra coisa qualquer. Mas este peso pode passar por uma, digamos, dieta e se tornar bem mais leve. Elas perdem a importância.
É o caso de um termo chulo que ouvimos muito de um amigo - um homem inteligente e bem informado - que, no início, nos deixava boquiabertos. Muitas de suas frases são acompanhadas de um (palavra de calão) assustador.
"(Palavra de calão), viu o que aconteceu ontem?"
"Esse restaurante, (palavra de calão), é bom demais!"
(Palavra de calão) , há quanto tempo não nos vemos."
"Que chopp gostoso... (palavra de calão)!"
"(Palavra de calão), ontem eu sai ..."
Depois de um tempo, a repetição e a naturalidade como era usado este termo horroroso fez tal palavrão perder a força. Não passava de uma simples interjeição. Perdeu o sentido e não causava mais impacto.
Pois é exatamente o que acontece com as palavras que Luís Inácio emprega cansativamente e inadequadamente. A repetição dos termos muito usados pelo eterno falso sindicalista lhes tiraram o sentido para muitos de nós.
No início, Luís Inácio se escorava na palavra 'trabalhador', em referência aos metalúgicos que dizia proteger. Era como se apenas os operários daquelas fábricas precisassem de emprego. Espertamente fingia ignorar que todas as pessoas decentes trabalham, incusive os empresários. Após um certo tempo, ninguém sabia mais qual o verdadeiro significado da palavra "tabalhador". Embora nos confundisse, era fácil compreender seu recurso ardiloso. A palavra operário se restringe apenas a um grupo, enquanto o termo trabalhador é bem mais abrangente. Seu palavrório atingiria maior número de pessoas e lhe garantiria mais simpatizantes.
Mais tarde, percebeu que havia outras palavras que o ajudariam a ampliar seu eleitorado e aderiu aos termos "povo e pobre". Não era mais o simples defensor dos operários, nem dos trabalhadores. Agora seu foco era toda a população. Até hoje, em seu estilo de bom moço, se refere ao povo como se o termo não incluísse todos os brasileiros, indepente de sua situação financeira.
Luís Inácio resolveu, ainda, se concentrar nos menos favorecidos e escolheu um novo chavão: pobre . Mas o que significa, para ele, a palavra "pobre"? Pobres são os desempregados? São aqueles que continuam recebendo apenas o salário mínimo que ele esconjurava quando sindicalista ? São os que moram na rua? A palavra 'pobre' também perdeu seu verdadeiro sentido. Hoje, os pobres são a sua bengala.
Por saber que a liberdade é uma exigência de todos, sempre que ouve críticas ou se sente ameaçado, Luís Inácio se apoia numa outra palavra e usa, como defesa, o termo "democracia". É o eterno argumento de um manipulador que vê o brasileiro livre da ditadura militar. Tudo o que o contesta ou atrapalha é imediatamene denominado, por ele, como um atentado à democracia.
Porém, mais que todas as outras, a palavra "democracia" está sendo enfraquecida e desmoralizada por Luis Inácio. Ao empregá-la dirtorcidamente como recurso em defesa de Sarney - um presidente do Senado sabidamente ladrão; ao se dizer um democrata, embora seja simpatizante de Fidel; ao se aliar a Ahmadinejad; e , principalmente, ao fazer discursos pela democracia no meio dos ditadores e genocidas na reunão da União Africana.
Da mesma forma que banalizou e destruiu o valor das palavras "operário, trabalhador, povo e pobre", Luís Inácio se encarregou de jogar o termo 'democracia' na lata de lixo.
Jurema Cappelletti - cidadã brasileira, inconformada de sustentar quengas disfarçadas de homens públicos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

DELEGADO E OFICIAIS DA PM - DESENTENDIMENTO.

EMAIL RECEBIDO:
Publicado em 9/11/2007 às 11:28 h
E-mail causa mal-estar entre delegado e oficiais da PM
Um e-mail. Apenas um e-mail foi o motivo para um amplo debate acontecido hoje, 9, no Programa Jornal da Ilha, comandado pelo radialista Gilmar Carvalho. O e-mail foi criado pelo delegado Alessandro Vieira e enviado por ele para seus colegas da Associação dos Delegado e Polícia. Nele, o delegado apontava uma série de propostas relativas à função, ao salário e às atribuições do delegado de polícia no Estado de Sergipe.
No e-mail o delegado Alessandro Vieira apontava uma série de distorções que existem na carreira em Sergipe, como no caso das rondas policias feitas pela Polícia Civil, o que na verdade seria uma atribuição da Polícia Militar (PM). No texto o delegado fala ainda sobre a luta salarial dos policiais civis e escrivães e o ponto mais polêmico do e-mail seria o "confronto" entre os delegados, os oficiais da PM e os integrantes da Operação Padrão da Polícia Civil, com relação à equiparação salarial das classes.
"Quando eu enviei esse e-mail para os outros delegados o objetivo é que ele fosse discutido internamente e em nenhum momento viesse a público. Eu queria mostrar para meus colegas que ainda não têm participação efetiva na associação algumas idéias para que elas fossem discutidas", disse o delegado Alessandro Vieira.
Em seguida o major Eduardo falou sobre a sua preocupação de como o e-mail poderia, de alguma forma, discriminar os oficiais da Polícia Militar de Sergipe. "Me preocupa a forma como o delegado está discriminando os oficias, o nosso saber técnica e a nossa formação acadêmica. Questionar o conhecimento dos oficiais é ir de encontro à formação universitária que tivemos. Aproveito para convidar o delegado para uma discussão mais ampla", disse o major.
"Em nenhum momento eu quis depreciar a imagem da PM de Sergipe, não existe esse rebaixamento, muito pelo contrário, respeito e muito o quadro da PM sergipana. E volto a dizer o e-mail que eu criei foi para discussão interna, mas alguém mal intencionado resolveu torná-lo público, o que é lamentável", concluiu o delegado Alessandro Vieira.
E-MAIL
Ne Notícias publica a seguir, na íntegra, o e-mail que provocou a celeuma:
AS PROPOSTAS DE UM DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL
Caro colega, considerando a proximidade da eleição que renovará a direção da ADEPOL/SIDENPOL-SE, apresento algumas sugestões para a escolha das diretrizes que devem ser adotadas pela categoria, através de sua Associação, ao tempo em que apresento meu nome para a composição de uma Chapa que se proponha a seguir corajosamente tais parâmetros, porém sem extremismos, procurando com o diálogo abranger todas as classes da carreira, sem vetos ou preconceitos de ordem pessoal contra quem quer que seja. Temos que ser firmes e profissionais na luta em defesa da categoria. Convido o colega a contribuir com outras sugestões para que possamos juntos fomentar o debate e decidir com base em idéias e não em meros personalismos ou simpatias.ALESSANDRO VIEIRA (8816-6488)
PROPOSTAS DE AÇÕES DA ADEPOL/SE
1) FLEXIBILIZAÇÃO DO ACESSO AOS CARGOS DE DIREÇÃO, PERMITINDO A NOMEAÇÃO DE DELEGADO DE POLÍCIA DE QUALQUER CLASSE PARA A MAIORIA DOS CARGOS, DESDE QUE APÓS A ESTABILIDADE NO CARGO. APENAS OS CARGOS DE SUPERINTENDENTE E CORREGEDOR GERAL MANTERIAM A EXIGÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE DELEGADO DE 1ª CLASSE;
2) CAMPANHA OSTENSIVA DE COMBATE À “MILITARIZAÇÃO” DA POLÍCIA CIVIL, OBJETIVANDO FIXAR A IDENTIDADE DA POLÍCIA CIVIL ENQUANTO INSTITUIÇÃO VOCACIONADA PARA O ATENDIMENTO AO CIDADÃO E A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, DEMONSTRANDO QUE A REALIZAÇÃO REITERADA DE RONDAS E BLITZES OSTENSIVAS CONFIGURA DESVIO DE FUNÇÃO E NÃO GERA RESULTADOS POSITIVOS PARA A SOCIEDADE, DESGASTANDO E REBAIXANDO A FIGURA DO DELEGADO DE POLÍCIA (NÃO SE VÊ CORONEL FAZENDO RONDA, POR EXEMPLO);
3) EQUIPARAÇÃO SALARIAL COM OS PROCURADORES DE ESTADO, INCLUSIVE COM A FIXAÇÃO DE SUBSÍDIO;
4) DEFINIÇÃO DO FOCO DE ATUAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL E DOS DELEGADOS, OBJETIVANDO FIXAR NA SOCIEDADE A IDÉIA DE QUE A POLÍCIA CIVIL É A INSTITUIÇÃO ADEQUADA PARA COMBATER OS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, E O DELEGADO DE POLÍCIA É A AUTORIDADE CAPACITADA PARA TANTO, NÃO PRECISANDO FICAR ETERNAMENTE “À REBOQUE” DO MP OU DA PF;
5) ENFRENTAMENTO DAS INVESTIDAS DA PM E DE INTEGRANTES DA OPERAÇÃO PADRÃO, QUE ATINGEM A DIGNIDADE DO DELEGADO DE POLÍCIA E AMEAÇAM SEU SALÁRIO.
6) APROXIMAÇÃO DA ADEPOL COM ENTIDADES TAIS COMO A OAB E A AMASE, VISANDO CREDENCIAR A ASSOCIAÇÃO DOS DELEGADOS COMO A ENTIDADE VERDADEIRAMENTE CAPAZ DE DISCUTIR AS QUESTÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA EM ALTO NÍVEL, LEGITIMANDO O DELEGADO DE POLÍCIA COMO O GESTOR DE SEGURANÇA PÚBLICA.
7) DEFESA DA ADOÇÃO DO NÍVEL SUPERIOR PARA O AGENTE DE POLÍCIA E DA REDUÇÃO DA DISPARIDADE SALARIAL ENTRE AS CARREIRAS POLICIAIS, MAS REFUTANDO A POSSIBILIDADE DE ACHATAMENTO DO SALÁRIO DO DELEGADO, COM VEM SENDO VENTILADO NA MÍDIA ULTIMAMENTE;
8) REGULAMENTAÇÃO DA GRATIFICAÇÃO POR CURSO, DANDO CONTINUIDADE AOS CONTATOS PARA A EDIÇÃO DE LEI ESPECÍFICA;
9) EXIGÊNCIA DE REALIZAÇÃO DE NOVO CURSO SUPERIOR DE POLÍCIA, A SER OFERECIDO PARA OS DELEGADOS QUE AINDA NÃO OBTIVERAM TAL GRADUAÇÃO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

COMENTÁRIO FAVORÁVEL À GESTÃO SÉRGIO CABRAL (PMDB).

O nosso espaço democrático recebeu e publicou um comentário favorável à administração Sérgio Cabral (PMDB).
O inedetismo fez com que resolvéssemos transcrever também o comentário no presente artigo e comentá-lo, no intuito de melhor informar à população fluminense e ao próprio autor do comentário, ao qual antecipadamente agradecemos a gentileza de nos ler.
O comentário:
"Paulo disse...
Antes de mais nada, Cabral toca em feridas antes ignoradas. Se a violência atinge os níveis de hoje, é pq governos anteriores ignoraram completamente o crescimento das favelas, a desordem urbana, a corrupção na segurança e outros fatores.
Hoje em dia, não se vê mais aquela cena de viaturas sendo desmontadas dentro de batalhões;
Há confrontos sim, mas Tb há situações em que chefes do trafico são presos sem que um tiro seja disparado;
Há um combate à corrupção policial e às milícias como nunca antes.
Qual o problema hoje?
O secretário não é daqui e esta fora dos esquemas?
Acabou o loteamento de delegacias e batalhões para políticos?
Só pode ser isso sem contar o reajuste que já foi prometido pra esse semestre e ao aumento do efetivo em 200% até 2012.
3 de Julho de 2009 10:43".
Agora, passaremos a comentar cada aspecto abordado:
- Antes de mais nada, Cabral toca em feridas antes ignoradas. Se a violência atinge os níveis de hoje, é pq governos anteriores ignoraram completamente o crescimento das favelas, a desordem urbana, a corrupção na segurança e outros fatores.
Concordamos em parte com você, amigo Paulo, pois a culpa pelo caos atual da segurança pública não é exclusiva do governador, inclusive na Carta dos Coronéis Barbonos (leia neste blog) nós já destacamos essa verdade. Porém, não esqueça:
- Sérgio Cabral foi deputado estadual no Rio de Janeiro; presidente da ALERJ (Chefe do Poder Legislativo) e senador pelo Rio de Janeiro, portanto, tem sua parcela de culpa, mesmo antes de assumir o governo.
- Hoje em dia, não se vê mais aquela cena de viaturas sendo desmontadas dentro de batalhões;
Verdade. Em alguns batalhões, pois ainda falta muito para toda a frota ser terceirizada. Isso sem falar nas condições da terceirização. Mais do que isso, Paulo, você terá que aguardar um pouco mais, quando comentaremos as condições contratuais com o Grupo Júlio Simões. temos certeza que você ficará horrorizado. Acompanhe por favor.
- Há confrontos sim, mas Tb há situações em que chefes do trafico são presos sem que um tiro seja disparado;
Bem... Façamos o seguinte, vamos listar de um lado as prisões de "chefes do tráfico", sem disparar um tiro, e do outro lado os confrontos armados que resultaram na morte de vendedores de drogas, de policiais e de pessoas inocentes, depois façamos uma comparação. Creio que o governador seria condenado facilmente em qualquer tribunal internacional. No Brasil, tenho lá minhas dúvidas, pois teve gente que o aplaudiu quando ele estimulou o aborto como política de segurança pública e quando disse que a Rocinha era uma fábrica de criminosos. Paulo, você sabe, no Brasil não existe cidadania, portanto, vale qualquer coisa.
- Há um combate à corrupção policial...
Onde? As Corregedorias nunca foram tão pouco produtivas.
- ... e às milícias como nunca antes.
Paulo, não esqueça que foi no governo anterior do mesmo PMDB do governador, que as milícias se expandiram e apoiaram candidatos do PMDB, na campanha eleitoral. Alvaro Lins, por exemplo, era Chefe da Polícia Civil e se elegeu pelo PMDB. Inclusive, na campanha eleitoral participou de vários atos ao lado de Sérgio Cabral (PMDB). Portanto, temos que aguardar para verificarmos o que vai surgir no lugar das milícias que estão sendo atacadas (não são todas), para que possamos fazer uma avaliação mais correta.
- Qual o problema hoje?
Uma resposta completa demandaria milhares de palavras.
Em apertadíssima síntese: 15.000 cidadãos fluminenses serão assassinados ou desaparecerão em 2009, no Rio de Janeiro; os Policiais Militares, os Policiais Civis e os Bombeiros Militares recebem os piores salários do Brasil, embora o Rio de Janeiro seja o segundo (ou terceiro) estado em arrecadação (Um soldado de Brasília ganha 4 vezes mais que um Soldado do Rio de Janeiro); a criminalidade funciona ostensivamente em cada esquina do Rio de Janeiro (jogo dos Bichos, transporte alternativo clandestino. tráfico de drogas, etc); o conluio entre o poder público e a contravenção do jogo dos bichos é evidente, como ficou comprovado no Sambódromo do Rio de Janeiro e, até quando parece acertar, deixa sérias margens de dúvidas, pois o governo Sérgio Cabral aprendeu milhares de "máquinas caça-niquéis", porém, nunca foi revelada a quantia arrecada no interior dessas milhares de máquinas. Onde foi parar o dinheiro que estava dentro das "maquininhas"?
- O secretário não é daqui e esta fora dos esquemas?
Eu defendia muito o secretário de segurança, participei de várias reuniões com ele, quando inclusive apoiou a postura dos Coronéis Barbonos. O tempo foi passando e eu fui mudando a minha opinião, diante das posturas e dos procedimentos dele na gestão da segurança pública. No tocante a ele estar ou não envolvido nos esquemas, nada sei, pois se soubesse já o teria denunciado ao Ministério Público, como tenho feito com todas as irregularidades que chegam ao nosso conhecimento. Porém, uma coisa é certa, ninguém até agora anunciou que "algum esquema" acabou...
O fato de ele não ser do Rio, pesa, porém muito pior é insistir com esse modelo anacrônico e ineficaz da segurança pública fluminense, com a existência de uma Secretaria de Segurança, injustificável, caríssima e improdutiva.
- Acabou o loteamento de delegacias e batalhões para políticos?
Paulo, você está brincando?
Citaremos um único fato para que você possa analisar melhor a situação atual.
O governador Sérgio Cabral, quando era candidato, declarou que iria acabar com essas nomeções políticas (ele prometeu tanta coisa...), isso é verdade.
Ele está há 30 meses no governo.
Agora, pegue a relação dos atuais delegados e dos atuais comandantes, faça uma comparação com a relação dos delegados e dos comandantes anteriores, aqueles que eram nomedaos politicamente. Você constatará que são os mesmos, apenas aconteceu uma dança das cadeiras, para enganar tolos. Alguns, nem trocaram de cadeira, continuam no mesmo lugar que estavam antes de Cabral.
- Só pode ser isso sem contar o reajuste que já foi prometido pra esse semestre e ao aumento do efetivo em 200% até 2012.
Paulo, infelizmente, ninguém acredita no governador Sérgio Cabral (PMDB), ele nunca cumpre o prometido. Ele caiu no completo descrédito. Temos feito moibilizações nas ruas e a população desaprova completamente a sua gestão, inclusive, até o jornal O Globo, que o apóia claramente, publicou uma pesquisa que revela que mais de 80% da população fluminense se sente insegura.
Para você ter uma idéia, no ano de 2006, quando era candidato, ele prometeu repor as perdas salariais dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares, que já ultrapassam 50% na época. Ele pediu para gravarmos a conversa, nós gravamos, o aúdio está disponível na internet. Até hoje, 30 meses depois, ele concedeu 12%.
Observe, Paulo, que ele não pode alegar que desconhecia as finanças do estado, pois o sua antecessora era também do PMDB.
Paulo, falar em aumentar o efetivo com os salários atuais, deveria ser considerado crime de responsabilidade.
Prezado Paulo, foi um prazer receber seu comentário, parabéns por exercer a sua cidadania e estaremos sempre à disposição para publicar seus textos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O EXCLUÍDO FARDADO NA CINELÂNDIA E A POPULAÇÃO ASSUSTADA.


O Excluído Fardado cumpriu a sua missão na Cinelândia, nesta quinta-feira, no horário das 16:00 às 19:00 horas, distribuindo panfletos e esclarecendo a população sobre o caos da segurança pública, sobretudo, sobre a projeção de alcançarmos 15.000 cidadãos fluminenses assassinados ou desaparecidos no atual ano.
A cada dia que interagimos com a tropa, percebemos a inquietação e a revolta reinante em face do descaso governamental e ao interagirmos com a população, constatamos a perplexidade do cidadão diante dos dados estatísticos do Instituto de Segurança Pública. Fica evidente que parte da população já compreendeu que a mídia não divulga fatos que desagradem o governo estadual e essas estatísticas são um caso claro.
O serviço foi muito produtivo e temos certeza que muitos cidadãos foram para casa com uma idéia mais clara sobre a ineficácia da gestão da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O FAMOSO PERO VAZ, SEU AMIGO MINEIRO E O GARÇOM.

O famoso Pero Vaz assumiu a presidência da famosa empresa Rio de Fevereiro Vigilância Ltda., disposto a modernizar as atividades empresariais.
Ele tinha ouvido falar sobre terceirização de frotas, pois tinha um grande amigo mineiro no ramo e resolveu começar as mudanças pela terceirização da frota de milhares de veículos, da Empresa Rio de Fevereiro.
Pero Vaz fez uma “pesquisa” no mercado e chegou à conclusão que a melhor empresa era a do seu amigo, celebrando um contrato inicial para 1.000 viaturas.
O contrato estabelecia que por cada veículo marca Volkswagen 1.6, com direção hidráulica, a Rio de Fevereiro pagaria 30 (trinta) prestações no valor de R$ 4.000,00.
O valor correspondia a R$ 2.000,00 relativos ao pagamento do veículo e a outros R$ 2.000,00 relativos à manutenção do veículo.
Assim sendo, a Rio de Fevereiro passou a pagar R$ 4.000.000,00 mensais pela terceirização dos 1.000 veículos.
Pero Vaz, sempre teve um excelente relacionamento com a mídia, em razão de investir pesadamente em propaganda, algo da ordem de R$ 100.000.000,00 e resolveu divulgar a novidade em uma grande entrevista coletiva.
Foi uma festa, a mídia só fez “perguntas boas” e Pero Vaz foi alçado a condição de gênio empresarial.
Lá pelo final do coquetel, um garçom se aproximou timidamente de Pero Vaz, uma figura imponente e enquanto servia o melhor espumante, perguntou ao ilustre empresário:
- Exmo. senhor Pero Vaz, o senhor poderia me tirar uma dúvida?
Do alto de sua soberania e pompa, Pero Vaz concordou, estabelecendo-se o seguinte diálogo:
- O senhor esta pagando 4 milhões de reais pela compra e terceirização de 1.000 veiculas da sua empresa, em 30 meses?
- Exatamente.
- E, os veículos são zero quilômetro?
- Perfeitamente, cheirando a tinta, são 1.000 veículos marca VW, 1.6 e com direção hidráulica.
- Caramba... O senhor sabe quanto custa cada veículo desses?
- Não, isso não é importante, o que importa é a qualidade do serviço.
- Sabe, senhor Pero Vaz, com todo respeito, cada veículo desses custa menos de R$ 30.000,00. Usando os R$ 4.000.000,00 pagos mensalmente pelo contrato, o senhor compraria a cada mês mais de 133 veículos zerinhos. Em conseqüência, em apenas 8 meses o senhor renovaria a sua frota de 1.000 veículos. Observe, 1.000 veículos zero km em apenas 8 meses e no contrato o senhor vai pagar durante 30 meses. Não é melhor repensar?
- É por essa e por outras que eu sou um famoso empresário e você é um garçom, não vai passar nunca disso. E a manutenção, seu débil mental?
- Senhor Pero Vaz os veículos novos não tem garantia de 1 ano?
- E eu sei lá, seu vagabundo.
- Tem sim, assim as despesas de manutenção seriam mínimas, apenas troca de óleo, filtros e pastilhas, tudo muito barato.
- Já sei seu estúpido garçom, você é um sindicalista!
E, dizendo isso Pero Vaz saiu do recinto, acompanho pela mídia que o idolatrava, afinal, os contratos de propaganda estão acima de qualquer coisa.
O garçom?
Continuou servindo espumante, achando que algo andava mal na Rio de Fevereiro Vigilância Ltda.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

TIRANDO A MORDAÇA DE PARTE DA MÍDIA.


A mobilização realizada pelos vendedores ambulantes do Rio de Janeiro parece ter sido “abafada” pela mídia.
A presença de aproximadamente 500 vendedores ambulantes percorrendo a Avenida Rio de Branco (Candelária até a Cinelândia), portando faixas e bandeiras contra o prefeito Eduardo Paes do PMDB, gritando palavras de ordem, não deveria ser noticiada.
Só resta a cada um de nós tentar dar a maior divulgação possível ao evento.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

CARTA ENCAMINHADA ÀS AUTORIDADES PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO.

Por um erro de endereçamento, a carta encaminhada à Procuradoria Geral de Justiça, foi devolvida pelo correio.
O que provocou uma nova remessa, conforme recibo.
Assim sendo, a carta encaminhada as autoridades públicas (
clique e leia) foi remetida:
- Ao Exmo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho;
- Ao Exmo Presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter;
- Ao Exmo Presidente da ALERJ, Jorge Picciani;
- Ao Exmo Procurador Geral de Justiça, Cláudio Lopes Soares; e
- À Exma Procuradora Geral do Estado, Lucia Lea Guimarães.
Vamos aguardar as respostas, ansiosamente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

1º TENENTE BOMBEIRO MILITAR LAURO CÉSAR BOTTO MAIA - MINHA CONTINÊNCIA.

Parabéns pela manifestação original e ordeira, Cel Paúl.
Nossa tropa está totalmente carente de liderança e de vozes como a do senhor.
Torço que faça mais sucesso ainda no dia 08 de Julho.
JUNTOS SOMOS FORTES
LAURO CÉSAR BOTTO MAIA
1º TEN BM QOC
Os nossos sinceros agradecimentos.
O comentário do jovem Oficial do CBMERJ me fez lembrar que poucas vezes destaquei, nesses quase 3.000 artigos publicados, a coragem dos Oficiais do Corpo de Bombeiros que compareçam às nossas reuniões na AME/RJ.
Eles sofreram grandes pressões, pois, enquanto os Oficiais da PMERJ tinham a sua frente vários Coronéis de Polícia, nenhum Coronel da Ativa do CBMERJ participou da nossa mobilização e até hoje, não participam.
Parabéns a todos pela coragem invulgar, uma característica dos heróis.
No dia 8, estaremos novamente no QG do Corpo de Bombeiros Militar, fomos muito bem recebidos pela tropa, e com mais faixas, para saldarmos a volta do governador Sérgio Cabral ao Brasil.
A única tristeza foi a constatação de um Quartel General tristemente normal, no dia que o heróico CBMERJ completou 153 anos.
Afinal, JUNTOS SOMOS CADA VEZ MAIS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

POR QUE O SISTEMA DE SEGURANÇA PÚBLICA É INEFICAZ NO BRASIL?

Os nossos leitores habituais que acompanham a série de artigos que temos publicado sob o título “Juntos vamos mudar a segurança pública no Brasil”, estão com os conhecimentos nivelados para a compreensão do que trataremos nos próximos parágrafos.
Aos nossos leitores de primeira hora, solicitamos que utilizem a pesquisa do blog (canto superior esquerdo), digitando o nome do artigo e clicando em “pesquisar no blog”, para lerem os citados artigos.
No presente artigo, responderemos a uma única pergunta, porém, antes, precisamos perguntar a você, nosso leitor do Estado do Rio de Janeiro:
- O sistema de segurança pública é eficiente no Rio de Janeiro, sendo capaz de proporcionar uma sensação de segurança e de paz social?
Se você respondeu sim, pode encerrar a leitura nesse ponto, nada o interessará nas linhas que se seguem.
Se você respondeu não, você é o alvo desse artigo, portanto, desarme-se e prossiga na leitura.
A pergunta que nos propomos a responder é a seguinte:
- Por que o sistema de segurança pública é tão ineficiente no Brasil?
A nossa resposta ficará restrita ao sistema propriamente dito, não ingressaremos em causas ou conseqüências da insegurança pública, não exibiremos as chagas da exclusão social, da não educação e da não cidadania.
Iremos direto ao ponto.
Funciona mal, muito mal, porque nós fazemos tudo para que funcione muito mal, ou seja, dolosa ou culposamente, somos nós os únicos responsáveis pelo caos dos milhares de homicídios no Rio de Janeiro, por exemplo, ano após ano.
Fazemos tudo errado, como se fossemos verdadeiros imbecis aculturados, seres de uma raça perdida no passado da ortodoxia do erro.
Agimos como bestas, incapazes de repetirmos erros seguidamente.
Sim, somos assim, estúpidos de carteira assinada e com direito ao bolsa família do lulismo paz e amor.
Se o sistema é caótico, se constamos que ele é absurdamente ineficaz, uma palavra DEVE brotar na mente em ato contínuo, é preciso MUDAR.
Mudar estrutural e conjunturalmente, como a ineficiência demonstra ser imperioso.
Em seguida, vamos elencar alguns aspectos que só existem no ineficaz sistema de segurança pública brasileiro, não tendo similar no mundo civilizado:
1) Só no Brasil, existem “meias polícias”, polícias que não executam o ciclo completo de polícia (policiamento ostensivo, preservação da ordem pública e investigação de delitos). As Polícias Militares executam uma parte e as Policiais Civis executam a outra. Esse modelo só existe aqui. Nos Estados Unidos existem incontáveis polícias, todas realizam o ciclo completo.
2) Só no Brasil, existe a possibilidade de ingresso direto no topo da carreira policial, para alguém que não seja da polícia. As Polícias Federais e as Polícias Civis realizam concurso público para delegado de polícia, maior nível hierárquico das instituições. Isso faz com que bacharéis em direito, que nada sabem sobre polícia, passem a dirigir as instituições e planejar investigações (missão precípua das polícias investigativas), algo que não aprenderam na faculdade. Assim sendo, a taxa de elucidação de delitos é desprezível e não podia ser diferente. No Rio de Janeiro, a taxa de elucidação de homicídios é inferior a 2% (só 2 homicídios são esclarecidos em cada 100), gerando uma sensação de impunidade, que alimenta a criminalidade. O ingresso deve ser pela BASE, como em toda instituição policial do mundo civilizado.
3) No Brasil, alguns estados da federação ainda insistem em não atribuir independência funcional ao Departamento de Polícia Técnico-Científica (perícia criminal), mantendo a perícia atrelada às Polícias Civis. Isso está mudando, uma boa notícia, pois a maioria dos estados já tornou a perícia uma carreira autônoma. No Rio de Janeiro, continuamos na ortodoxia do atraso, com a perícia dentro da Polícia Civil.
4) Em alguns estados do Brasil, não cumprimos os mandamentos constitucionais para o emprego das instituições policiais. O Rio de Janeiro é o maior exemplo desse descumprimento. A missão constitucional de prevenir e reprimir o tráfico de drogas e o contrabando (inclusive de armas) é da Polícia Federal, porém, no Rio, o secretário de segurança, que é delegado da Polícia Federal, manda a Polícia Militar e a Polícia Civil cumprirem a missão da Polícia Federal. E, a Polícia Federal, cumpre as missões da Polícia Militar e da Polícia Civil? Claro que não. Embora ganhem salários infinitamente maiores, são a elite da polícia, não se arriscam nas madrugadas dentro das comunidades carentes do Rio de Janeiro, isso é coisa para “samango”.
5) No Brasil insistimos em táticas ultrapassadas, que não dão certo nunca, governo após governo. Todos querem resolver o problema da segurança pública com polícia e transformam os policiais em guerrilheiros urbanos, cães de guerra, prontos para matar ou morrer. Esquecem que o dever primordial da polícia é servir e proteger ao cidadão. No Rio de Janeiro, estupidamente insistem na tática do “tiro, porrada e bomba”. Os resultados dessa ignorância, de tamanha incompetência, encontramos nas estatísticas, onde encontramos uma projeção de 15.000 cidadãos fluminenses assassinados ou desaparecidos (cemitérios clandestinos) no ano de 2009. E, ainda, 60 Policiais Militares assassinados, apenas em serviço, nos 30 meses do governo Sérgio Cabral (PMDB).
6) Absurdamente, pagamos salários completamente diferentes aos policiais. A Polícia Federal recebe salários muito maiores que as Polícias Militares e as Polícias Civis. Por quê? Ninguém sabe, talvez, em razão de terem feito incontáveis greves nos últimos anos, quem sabe essa seja a única maneira de ser valorizado. Apenas para citar um exemplo concreto, vamos comparar duas guarnições que patrulham rodovias (fazem o mesmo serviço). No Rio de Janeiro, uma guarnição com dois agentes da Polícia Federal, que patrulha uma rodovia federal, custa aos cofres públicos, cerca de R$ 10.000,00 por mês. Uma guarnição da Polícia Militar com dois Soldados, que patrulha uma estrada estadual, custa aos cofres públicos, cerca de R$ 2.000,00 por mês. Cinco vezes menos!
7) Temos a mania de inventar (criar) dos brasileiros e a área da segurança pública não está livre desse defeito. Em um ato sem qualquer fundamentação palpável, criaram o Programa da Força Nacional de Segurança, um autêntico fiasco, um ralo de dinheiro público, como já comentamos em artigos anteriores.
8) Em um atraso terceiro mundista, insistimos em não dar autonomia às instituições policiais e as subordinamos a secretarias de segurança (estrutura caríssima, ineficaz e inteiramente dispensável).
E, vamos ficar por aqui, na nossa resposta, considerando que citar tais absurdos causa náuseas em qualquer inteligência mediana.
Cidadão brasileiro, por esses e por mais alguns motivos, o Brasil é um dos lugares mais inseguros do mundo, onde vivemos uma guerra não declarada que mata dezenas de milhares de cidadãos brasileiros por ano.
Cidadão fluminense, por esses e outros motivos, o Rio de Janeiro é os estado mais atrasado do Brasil, em termos de segurança pública.
O Rio de Janeiro é o pior do pior (Brasil).
No Rio de Janeiro, um Soldado de Polícia, recebe R$ 30,00 por dia para arriscar a vida, metade do que recebe uma diarista de classe média.
Fazemos tudo errado, só pode dar tudo errado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O EXCLUÍDO FARDADO FEZ SUCESSO NO QG DO CBMERJ. ELE VOLTARÁ NO DIA 8 DE JULHO, PARA RECEPCIONAR O GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL.






MOVIMENTO CÍVICO JUNTOS SOMOS FORTES!

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

QUEM FAZ SEGURANÇA TEM DIREITO A FÉRIAS, 13o SALÁRIO, FGTS E ADICIONAL NOTURNO.

PM que faz bico terá seus direitos.
Tribunal Superior do Trabalho entende que policial que faz segurança privada tem que receber 13º, FGTS, férias e adicional noturno.
Rio - Policiais militares que fazem bico fora do horário de
trabalho na corporação têm vínculo com a empresa contratante e devem ter todos os seus direitos pagos. O entendimento é do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que reconheceu a existência de vínculo de dois PMs do Rio com uma empresa. Mesmo sem contrato, eles têm que receber todos os direitos previstos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Há 10 anos, os dois PMs reclamaram na Justiça estadual que trabalhavam, por meio de uma empresa terceirizada, como seguranças para uma editora de livros da área de saúde e foram demitidos sem o pagamento de verbas rescisórias. A dispensa aconteceu depois que eles reclamaram do recebimento do 13º salário.A Justiça do Trabalho estadual havia negado o vínculo questionado pelos policiais. O entendimento era que a relação jurídica de subordinação não poderia existir, uma vez que policiais da ativa tinham horários determinados pela corporação que não poderiam ser desrespeitados. Assim, o trabalho na empresa era eventual. Mas a Primeira Turma do TST não viu motivo para que o reconhecimento do vínculo fosse negado, pois se tratava de atividade lícita, amparada legalmente na CLT.Presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Vanderlei Ribeiro aplaudiu a decisão do TST: “Entendemos que o policial militar pode trabalhar onde quiser nos seus dias de folga, desde que seja um trabalho digno e que não comprometa o seu trabalho no batalhão”. Segundo Ribeiro, os PMs procuram bicos por causa dos baixos salários: “Como sobreviver com um salário de R$ 800? Como trabalhar em zonas de conflito, proteger a população e receber um salário tão baixo?”. O sindicalista argumenta que, para exigir a dedicação exclusiva, o estado deveria oferecer melhores condições de trabalho, material e salário.
Decisão contraria estatuto
Para o Sindicato dos Vigilantes do Município do Rio, a decisão do TST entra em conflito com o Estatuto da PM, que proíbe o bico. “O estatuto ressalta que a atividade policial tem que ter dedicação exclusiva, fora o segundo emprego como professor ou médico”, disse, por meio de nota, Fernando Bandeira, presidente do sindicato.
Ele defende a formação de vigilante privado para quem quer atuar na segurança particular com garantias trabalhistas. Bandeira destacou que, em abril, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que não reprimiria o bico enquanto o salário do policial não melhorasse. Procurado, o governo do estado informou que não comenta decisões judiciais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 1 de julho de 2009

HONRA E TRAIÇÃO - A LUTA DE TODOS NÓS - UM RESUMO 2008 - 2009.


EDIÇÃO DE IMAGENS - RICARDO GAMA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

CONHEÇA O BRASIL, CONHECENDO O SEU "PRESIDENTE".

Revista Veja - O Filtro - Juliano Machado.
Lula encontra Ahmadinejad e al-Bashir na Líbia:
O presidente Lula vai passar por novos constrangimentos durante a reunião de cúpula da União Africana, na Líbia. Isso porque vai se encontrar com líderes polêmicos, como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, reeleito num processo com suspeitas de fraude, e o sudanês Omar al-Bashir, que possui contra si uma ordem de captura internacional por crimes contra a humanidade. O Globo informa que Lula foi pragmático ao comentar o suposto mal-estar: “Sou convidado da UA. Quando você é convidado, não pergunta quem são os outros convidados, você vai. Não vejo nenhum problema.” Em tempo: recentemente, no Catar, Lula evitou um almoço em que se sentaria ao lado de Bashir; em maio, o Itamaraty se livrou de uma indesejável visita de Ahmadinejad ao Brasil, no auge das críticas por suas declarações antissemitas. Nada como um encontro após o outro…
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O GLOBO ONLINE AUMENTOU A MATÉRIA SOBRE O EXCLUÍDO FARDADO - NOSSOS AGRADECIMENTOS.

O GLOBO

Os nossos agradecimentos a Claúdio Motta e a Michael Filho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

PARTE DA MÍDIA FLUMINENSE ESTÁ SONEGANDO INFORMAÇÕES À POPULAÇÃO FLUMINENSE E ISSO É DE TODO CONDENÁVEL, ALÉM DE SER MUITO PERIGOSO.

Temos defendido nesse espaço democrático que a forma de governo no Brasil não é a democrática, na nossa opinião, somos governados por um conjunto de oligarquias cleptocráticas, que interagem em alguns momentos e em outros, se degladiam na luta por mais poder.
Logo escreveremos um artigo abordando essa temática, mas hoje falaremos de democracia e da necessidade da existência de uma imprensa livre e soberana.
Já escrevemos que sem educação, sem cidadania e que sem cidadania; sem democracia.
Nessa linha de raciocínio podemos afirmar que um imprensa amordaçada, comprometida com o poder e submissa a ele em face de interesses, digamos, comerciais, impede o exercício dos princípios democráticos.
Nós temos ido às ruas, ouvir o povo, e hoje fizemos a mesma coisa.
Antes da 09:00 horas estávamos na Candelária, conversando com Policiais Militares e com manifestantes (comércio ambulante - "camelôs") e acompanhamos a caminhada pela Rio Branco até às 10:45 horas.
Cerca de 700 "camelôs" seguiram da Candelária para a Cinelândia, pela Avenida Rio Branco, de forma pacífica e ordeira, exercendo a sua cidadania.
O policiamento da Polícia Militar, apoiado pela presença da Guarda Municipal, possibilitaram que os transtornos fossem mínimos para a população.
E quem não estava presente?
A mídia!
Apenas um repórter do Jornal O Povo do Rio e outro do Jornal O Dia.
Um evento de tal magnitude e nenhuma emissora de televisão presente.
Onde estavam a Globo, a Record, o SBT, a Bandeirantes, etc?
Uma vergonha!
Um atentado contra a liberdade de expressão e contra a liberdade de imprensa.
Não é essa a mídia que população fluminense merece, não é dessa mídia que a população fluminense precisa, afinal, já existem muitos programas oficiais...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

UM TEXTO QUE VEIO DE MINAS GERAIS E MERECE TODA A NOSSA ATENÇÃO E MUITAS REFLEXÕES DE NOSSA PARTE.

Coronéis sem soldados
Lúcio Alves de Barros*
Cá longe, no meio dos morros de Minas Gerais, enclausurado em uma Faculdade no interior, vejo com curiosidade e um pouco de preocupação o movimento liderado pelo Coronel Paulo Ricardo Paúl, ex-corregedor da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Em seu blog, com alimentação diária, no qual andei dando algumas contribuições, encontramos textos indignados e, nos últimos tempos, meio apavorantes e dramáticos. Nos últimos dias, o coronel tem investido em um "silencioso" movimento, quase invisível ao mundo midiático e, certamente, ao movimento real dos policiais militares.
Infelizmente, no campo da segurança pública, a discussão sobre salário, promoções e mudanças nos quartéis sempre ficaram a desejar. Todavia, o coronel tem levado a efeito com extrema disciplina o que vem sendo chamado de “Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!” (não deixa de lembrar os enredos do PT) que tem como apoio um grupo de coronéis que passaram a ser conhecidos como "Coronéis Barbonos" e "40 Evaristos". A nova empreitada do grupo foi a invenção de um “Excluído Fardado (Soldado da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros Militar): um boneco em forma de cruz que traz em seu corpo algumas informações a respeito das condições objetivas do policial e bombeiro militar. Por ele ficamos sabendo que “para o governo a minha vida vale 30,00” ou “sou feito de materiais descartáveis, pois sou descartável para o governo”. A analogia do boneco de pau com os policiais é interessante haja vista que ele é feito com material reciclável. Não sei se a maioria dos policiais realmente pensa dessa forma ou reage “ao ser reciclável” com outros meios que não cumpre aqui alongar, pois outra questão é do meu interesse.
O uso de um boneco não deixa de ser ousado e inteligente, mas revela o silêncio forçado no qual deve estar os policiais militares de baixa patente. Creio que seria oportuno deixar claro para a população a grade salarial dos praças e dos oficiais da PM. É bom saber quanto recebe um policial militar, haja vista que já é de conhecimento público que boa parte trabalha em “bicos” e outra - espero que pequena - há muito já se meteu em milícias e em campos minados por corrupção. Longe deste debate é no mínino preocupante o silêncio da outra parte. Procurei aqui e acolá as iniciativas governamentais por parte do Senhor Governador Sérgio Cabral (PMDB). O que percebi é uma espécie de descaso político e olhos vendados em relação a abertura de negociações. Por outro lado, é possível supor que falta política na polícia. O fato é perigoso e digo isso simplesmente porque foi dessa maneira que teve início a “greve” dos policiais militares em Belo Horizonte no ano de 1997. Naquele período o Governador Azeredo (PSDB) andava literalmente viajando enquanto os baixos salários, a falta de suporte logístico e a morte de alguns policiais esquentava uma mobilização em um quartel que desembocou em um grande movimento de reivindicação. O curioso é que não percebi no “movimento silencioso” dos coronéis a presença marcante dos praças. Infelizmente, há muito já sabemos que se trata de duas castas diferentes na organização policial militar e que, na realidade, se suportam, chegam a se bicar, mas não andam de mãos dadas.
É louvável a mobilização dos coronéis, inclusive pela coragem de informar, dentre tantos dados, que somente no primeiro trimestre de 2009 houve 1695 homicídios, 62 latrocínios e 141 cadáveres encontrados no Rio de Janeiro. Lamentavelmente ficamos sabendo que já se espera cerca de 10.000 pessoas mortas no ano e que este fato não deve mudar tão cedo. Se tais informações não mostram uma crise no campo da segurança pública, definitivamente não sei do que podemos chamar este cenário. O blog do coronel, inclusive, argumenta sobre a morte de 60 policiais em serviço. Os dados são públicos e não é preciso muito esforço para analisar. O que percebo é que em Minas, em junho de 1997, a greve explodiu tendo como suporte muito menos do que vem alardeando o veículo de comunicação e a mobilização dos coronéis.
Não obstante todo esforço do coronelato, aparentemente os praças não perceberam a importância da mobilização política. O boneco, símbolo do movimento, não pode ser de fato o policial que o movimento espera. Ele não passa de um símbolo e não pode parecer em todo a materialização do que é (e deseja ser) a polícia militar do Rio de Janeiro. Mais que isso, se levarmos em consideração o que a mídia joga na TV sobre os policiais cariocas aí é que a coisa fica mais feia. É de conhecimento público a forma que boa parte dos policiais tratam as classes menos favorecidas (mesmo fazendo parte dela), os negros e aqueles que enfrentam a ação governamental, logo, esperar o apoio da população é praticamente impossível. Tudo vai de encontro ao movimento dos coronéis sem soldados, mas todo grito é válido e toda negociação política é legítima. A questão reside é como mobilizar os que não desejam ser mobilizados e, por ressonância, como controlar os que ganham (pode até ser pouco) para não deixar as coisas saírem do controle. Com a palavra o coronel que, de uma forma ou de outra, bradou em plena terça-feira, em frente ao Batalhão de Choque, contra os baixos salários na mais que secular instituição policial.
* é professor e sociólogo, licenciado e bacharel em Ciências Sociais pela UFJF, mestre em sociologia, doutor em ciências humanas: sociologia e política pela UFMG, autor do livro, Fordismo: origens e metamorfoses. Piracicaba, SP: Ed. UNIMEP, 2005 e organizador da obra, Polícia em Movimento. Belo Horizonte: Ed. ASPRA, 2006.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

ALERTA VERMELHO - JORNAL O GLOBO - MANIPULAÇÃO DE PESQUISA.

Hoje o jornal O Globo publica uma pesquisa de opinião realizada em todo Estado do Rio de Janeiro, pelo Instituro GPP, em artigo da jornalista Elenilce Bottari.E, novamente, o jornal demonstra claramente que "tem lado", que "tem cara" e essa cara, infelizmente, não é das melhores. O Globo integra a mídia "chapa branca" que tenta transformar a verdade dos fatos envolvendo o atual governo estadual, em "vertiginosas ficções". Por favor, observem o subtítulo do artigo:

" 17,7 DOS ENTREVISTADOS ACHAM QUE A SITUAÇÃO PIOROU NO GOVERNO CABRAL".

Sinceramente, não entendi o sentido da palavra ""!
O "" significam 354 pessoas, m um universo de 2.000 pessoas.
Porém, o "" não é o problema e, sim, o parâmtro escolhido para destacar a pesquisa.
Observem os dados obtidos na pesquisa, atentamente.Caros leitores, observem outras possíveis manchetes:
- "60% DOS ENTREVISTADOS CONSIDERAM QUE NO GOVERNO CABRAL (PMDB) A SEGURANÇA PÚBLICA PIOROU OU CONTINUA A MESMA COISA" (42,3% + 6,9% + 10,8%).
- "83,3% DOS CIDADÃOS NÃO SE SENTEM SEGUROS NO GOVERNO CABRAL (PMDB)" (63,3% + 20%).
Creio que essas manchetes representam melhor a VERDADE!Agora, se a intenção do jornal O Globo fosse prejudicar Sérgio Cabral (PMDB), poderia interpretar de forma mais contundente:
- "PÂNICO NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, 83,3% DA POPULAÇÃO SE SENTEM INSEGUROS COM SÉRGIO CABRAL (PMDB)".
A manchete também representaria melhor a pesquisa realizada ou não?
Na minha opinião, respeitando todas as outras, desde que devidamente fundamentadas, o jornal O Globo mostrou mais uma vez a "sua cara", uma cara que não é das melhores...
E, quanto ano noticiário da nossa mobilização de ontem em frente ao BPCh, O Globo nada publicou.
A Editoria do jornal O Globo não deve considerar relevante o fato de um Coronel de Polícia (com mais de 33 anos de serviço), ex-Corregedor Interno (o que mais tempo exerceu a função) passar a manhã toda em frente a um quartel da Polícia Militar, com um megafone na mão e distribuindo panfletos, gritando:
- 60 (sessenta) Policiais Militares já foram assassinados, apenas em serviço, durante o governo Sérgio Cabral (PMDB);
- Uma projeção dos dados oficiais do Instituto de Segurança Pública revelam que em 2.009, cerca de 15.000 cidadãos fluminenses será assassinados ou desaparecerão no Estado do Rio de Janeiro; e
- Governador Sérgio Cabral (PMDB) paga salários miseráveis para os Policiais Militares, Bombeiros Militares e Policiais Civis.
Tudo isso é uma grande vergonha.
O Globo mostrou novamente a "sua cara" e ela não é das melhores...
Na semana que vem depois da ALERJ (07/07/2009), o Excluído Fardado irá visitar as redações do Jornal O Globo e do Jornal Extra (Rua Irineu Marinho), vamos ver o que eles farão diante da nossa "barrulheira", ordeira e pacífica.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO