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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UM GOVERNADOR TOTALMENTE DESEQUILIBRADO.

JORNAL O POVO DO RIO
A IMAGEM DO GENOCÍDIO ESTATAL
Foto: Henrique Esteves


- O GLOBO:
Cabral elogia política de segurança do governo federal, alvo de críticas de Beltrame (leia).
- JORNAL DO BRASIL:
Rio
Cabral: alto número de mortes é resultado de política de enfrentamento.
Vitor Abdala, Agência Brasil
RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta segunda-feira, 9, que o grande número de mortes em supostos confrontos com a polícia (os chamados autos de resistência) em seu governo é resultado de uma política de enfrentamento aos criminosos. Reportagem publicada hoje (9) pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que a média diária de mortes causadas pela polícia é a maior entre os últimos cinco governos (Marcelo Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho e Sérgio Cabral).
Cabral citou como exemplo de sua política os confrontos entre policiais e criminosos nos Complexos do Alemão e da Penha, em 2007, quando, durante cerca de dois meses, dezenas de pessoas morreram, entre elas, alguns inocentes vítimas de balas perdidas. Em apenas um dia, 19 pessoas foram mortas pela polícia.
“O falso clima de paz que prevalecia no Rio, nós acabamos no início do governo. Quando fizemos uma operação aqui no Alemão, algumas lideranças de movimentos não governamentais vieram me procurar e eu declarei, em alto e bom som, 'não tem acordo'. Não tem acordo no nosso governo. Ponto final”, disse Cabral.
Mesmo depois de dois meses de operações quase diárias, em 2007, e das pequenas operações feitas pela polícia desde então, os Complexos do Alemão e da Penha continuam sendo dominadas por quadrilhas que vendem drogas e que controlam o território com a ajuda de armas longas, como fuzis e metralhadoras.
19:47 - 09/11/2009
As declarações do governo Sérgio Cabral estão eivadas do mais puro autoritarismo e apartadas dos direitos constitucionais de todo cidadão brasileiro, sobretudo do direito à vida.
Ele demonstra claramente, mais um vez, um completo desequilíbrio na gestão da segurança pública ao tentar justificar essa tática genocida do enfrentamento, já criticada por todo o mundo civilizado.
Cabral não recua um milímetro das suas idéias totalmente distantes de qualquer eficácia e que só têm feito alimentar no Rio a CULTURA DA MORTE.
Praticamente reviveu a maldita gratificação faroeste ao gratificar com R$ 350,00 mensais apenas os Policiais Militares que estão em atividade, o que somado ao culto do "bandido bom é bandido morto", nada mais é do que a faroeste fantasiada.
Cabral é assim mesmo, as suas posturas autoritárias e belicistas não nos surpreendem, o que nos deixa indignados é o completo silêncio do Presidente do Tribunal de Justiça, do Procurador Geral de Justiça e do Presidente da ALERJ, diante desse completo absurdo, uma volta ao estágio da bárbarie.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CARTA ÀS AUTORIDADES FLUMINENSES - 40 DIAS DEPOIS NINGUÉM RESPONDEU.


Cidadão fluminense, encaminhamos ao Governador, ao Presidente do Tribunal de Justiça, ao Presidente da ALERJ, ao Procurador Geral de Justiça e à Procuradora Geral do Estado, a carta aberta publicada nesse espaço democrático que tratou da tragédia dos milhares de assassinados e desaparecidos do Estado do Rio de Janeiro (clique e leia).
Passados mais de 40 dias, nenhuma resposta.
Nem mesmo um comunicado que receberam a correspondência e que oportunamente responderão.
Apesar dessa aparente indiferença com um tema de tamanha relevância, continuaremos a nossa luta e continuaremos defendendo que a responsabilidade pelos milhares de cidadãos assassinados e desaparecidos do Rio de Janeiro, não pode recair apeanas sobre o chefe do poder executivo.
Não aceitamos a indiferença dos poderes legislativo e judiciário, que nem mesmo comentam o fato, um silêncio inexplicável.
Igual caminho segue o Ministério Público, como se esses milhares de corpos pudessem passar desapercebidos.
Urge que os chefes dos poderes busquem soluções em conjunto, não podemos continuar sendo mortos e desaparecendo em números que superam os números de guerras que estão ocorrendo pelo mundo.
Em agosto, alcançaremos mais de 8.000 cidadãos flumineses assassinados ou desaparecidos, isso é uma tragédia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 2 de julho de 2009

CARTA ENCAMINHADA ÀS AUTORIDADES PÚBLICAS DO RIO DE JANEIRO.

Por um erro de endereçamento, a carta encaminhada à Procuradoria Geral de Justiça, foi devolvida pelo correio.
O que provocou uma nova remessa, conforme recibo.
Assim sendo, a carta encaminhada as autoridades públicas (
clique e leia) foi remetida:
- Ao Exmo Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho;
- Ao Exmo Presidente do Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter;
- Ao Exmo Presidente da ALERJ, Jorge Picciani;
- Ao Exmo Procurador Geral de Justiça, Cláudio Lopes Soares; e
- À Exma Procuradora Geral do Estado, Lucia Lea Guimarães.
Vamos aguardar as respostas, ansiosamente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 22 de junho de 2009

WAGNER MEDEIROS - UM CIDADÃO BRASILEIRO - UM EXEMPLO POSITIVO EM UM PAÍS QUE CAMINHA PARA A CLEPTOCRACIA ABSOLUTA.

Quando a população dará devida importância aos gritos de alerta que ecoam das vozes de alguns que, obstinadamente, chamam a atenção do poder público de que é urgente, urgentíssimo, que se dê prioridade ao tema da segurança pública?
Sábado, me chamou atenção, em Copacabana, grupo de 50 pessoas, em torno de baners e cruzes fincadas na areia, em ato de protesto contra o cenário de violência que continua instalado no Rio.
Vejo a área de segurança pública no Rio como um lamaçal em que, com a "água" da retórica e dos interesses políticos se misturam : ineficiência; descaso para com a vida humana, de todos, inclusive dos agentes de segurança; corrupção; perseguições (políticas, carreiristas, doentias e convenientes); promiscuidade entre segmentos do poder constituído e a bandidagem, com esta se desenvolvendo (matam um mosca e vem outra em seu lugar) sem que medidas de fundo sejam adotas por aquele; estruturas e conceitos carcomidos, obsoletos; estratégia de classificar como indisciplinados, e punir e calar, aqueles que não se conformam em viver na lama.
Mas, um ingrediente desse lamaçal merece destaque: a ausência de uma forte política de pessoal, considerando que nada se faz (principalmente, e sobretudo, na área da segurança, em que é essência da profissão o conviver no ambiente dos bandidos) sem o empenho do HOMEM.
Se vale a máxima de que "a vida não tem preço", será o valor de R$ 30,00 o preço de matar e/ou morrer?
Toda esta reflexão, que faço todos os dias, sobre tema que não é o do meu meio profissional, mas o é do meu cotidiano, como vivente nesta cidade, me fez estranhar não ter visto, na mídia, qualquer notícia sobre o evento, embora informado que seus organizadores pediram a divulgação aos principais veículos da imprensa.
Li, num panfleto distribuído, que 10 mil fluminenses morrem, por ano, vitima da violência e que um policial ganha, por dia, R$ 30,00!!
É menos do que ganha, em gorjetas, um senhor onde lavo meu carro.
Como cidadão, já tendo sofrido na carne, como tantos outros, as deficiências da segurança pública, não posso me conformar com isto! Não bastam carros e uniformes novos que, coincidentemente, são ações visíveis que, embora importantes, bem servem aos interesses políticos visando às próximas eleições. É bom que se melhorem os materiais de combate ao crime, mas é fundamental respeito e investimento no HOMEM.
Não pode o Governo deixar de, imediatamente, abandonar a retórica e, não em prestações e com promessas para o futuro, prover condições minimamente adequadas de salários e moradia para policiais que, diuturnamente, expõem suas vidas como principais prestadores dos serviços de segurança pública ao cidadão que paga altos impostos.
E, onde estão os deputados?
Peço que a ALERJ institua uma CPI para apurar, dentre outras questões, como as envolvendo crimes dentro de Batalhões e apropriação indébita de auxilio moradia por integrantes de escalões do comando, como noticiado na imprensa, porque a Polícia do Rio é, em todo o país, não só a que paga menor salário a seus policias, mas a que paga valor que não pode dar dignidade de vida a quem cuida de nossas vidas físicas.
Comentário: 22 de Junho de 2009 10:52
WAGNER MEDEIROS.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO