domingo, 8 de fevereiro de 2009

VOCÊ JÁ FOI A RORAIMA? - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

VOCÊ JÁ FOI A RORAIMA?
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
5/9/2008

Enquanto o escândalo que envolve espionagem do presidente do STF e de altas figuras da República, espera para ser suplantado pelo da semana seguinte, a conflituosa questão da Reserva Raposa Serra do Sol deixou de freqüentar os noticiários. Espera-se pela decisão do STF para saber se apenas alguns poucos índios poderão ficar sobre uma imensa área de Roraima enquanto rizicultores serão expulsos.
Também no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o governo que agraciar índios aculturados que hoje preferem um Pajero ao Pajé, com vastidões territoriais. Isso sem falar nos quilombolas, ou seja, aqueles que se dizem descendentes dos escravos e que também terão sua vingança contra o branco mau.
Parece que um frenesi de redenção populista acometeu o governo Lula. Todas as “dívidas” históricas devem ser pagas, inclusive, a países latino-americanos. Para a Bolívia, onde habita um povo sofrido e governa um companheiro com o charme politicamente correto da descendência indígena, o governo Lula doou instalações da Petrobrás com prejuízo de um bilhão e quinhentos milhões de dólares para o Brasil. Muito também já foi doado a países africanos e agora se prepara a doação de Itaipu para o presidente, ex-bispo e companheiro Fernando Lugo.
Recordemos que nas colônias da América Espanhola, por volta de 1771, o mestiço denominado crioulo, meio espanhol, meio índio, ao mesmo tempo dominado e discriminado pelo europeu que lhe negava acesso às esferas mais altas do poder, e dominador e discriminador em relação ao “mau selvagem”, descarregou sobre este seu complexo de inferioridade.
A partir de 1810, porém, quando se inicia o processo de independência das colônias hispânicas, uma ideologia inversa à que existia fez com que os crioulos de declarassem “índios de honra”. Emergiu o “bom selvagem” que passou a ser cantado em verso e prosa.
No Brasil não havia as civilizações adiantadas dos Astecas, dos Maias, dos Incas e nossos índios se encontravam no nível pré-histórico. Hoje devem restar poucas tribos em estado primitivo, mas, mesmo assim, parece haver um propósito da parte do governo Lula de exaltar o mito do “bom selvagem”. De novo a velha tática de dividir para governar que joga negros contra brancos, pobres contra ricos e agora índios contra “não índios”, termo que é mais uma pérola da língua petês.
Muito a propósito, um amigo virtual, Gilberto, de Curitiba, me perguntou: “Você já foi a Roraima”? Disse-lhe que não e ele seguiu pelo e-mail dizendo:
“Eu já fui, na década de 70, quando esses arrozeiros estavam desbravando aquela região sem estradas, sem médicos, sem comunicações”.
“Sobrevoei a região até a fronteira da Venezuela”. “Dava medo”. “Estávamos em um monomotor e eu sabia que se tivéssemos uma pane, desceríamos em um ermo onde ninguém nos acharia antes de sermos comidos pelas feras ou pelos mosquitos”.
“Foi ali que os arrozeiros se estabeleceram. Pacificamente, sem matar um só índio, até porque sobra terra para pouco índio (menos de um por quilômetro quadrado).
“Esse pioneiros, se fossem do MST, teriam toda proteção do governo petista porque seriam sem-terra ocupando uma área abandonada, de acordo com o direito de posse garantido pela Constituição”.
“Mas eles não são do MST”. “Não vivem sustentados pelas bolsas-esmolas nem comem o que lhes é enviado pelo governo em cestas básicas”. “Os arrozeiros prosperam com seu trabalho e sua coragem, o que é um crime aos olhos da esquerda”.
“Então, devem ser expulsos para em seu lugar virem os índios que nada farão com aquela terra, exceto vender seus recursos para quadrilhas de brancos e comprar caminhonetes importadas, como tem acontecido em todas as reservas indígenas”.
“Outro dia assisti a um documentário sobre esse caso e achei muito emblemática uma passagem: depois de um monte de asneiras de antropólogos sobre a preservação da ‘cultura indígena’, o documentário passou a mostrar um bando de índios entrando num barco a motor e se embrenhado pela floresta para caçar macacos”. “Sim, matar macacos para comer faz parte da ‘cultura indígena”. “Mas como aqueles índios caçaram”? “Caçaram com espingardas modernas que não davam a mínima chance aos nossos pobres primos arborícolas”. “Ao final, voltaram no mesmo barco a motor e, chegando à maloca, o chefe do bando disse: ‘agora, de acordo com nossa cultura, vamos fazer sopa de macaco”.
“Que lindo, é preciso preservar isso, uma atividade tipicamente indígena, herdada de ancestrais milenares: barco a motor e caça com espingarda”.
“Agora imagine se os luminares do PT resolverem restaurar as culturas indígenas destruídas pelo branco no Brasil?” “Uma das primeiras coisas que retornará será o canibalismo praticado pelos tupinambás. E se os mexicanos, seguindo o exemplo, resolverem restaurar a antiga cultura asteca, haja coração, no sentido mais lato da expressão”.
Será, pergunto, que os petistas sonham em restaurar o comunismo tribal em pleno século 21? Duvido, eles adoram as delícias do capitalismo. E os índios também.

MARIA LÚCIA VICTOR BARBOSA é socióloga, professora, escritora.

mlucia@sercomtel.com.br

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

POLÍCIA FEDERAL FARDADA - JOSÉ CARLOS NEDEL - PRESIDENTE DO SINPOFESC.



Sinpofesc

Polícia Federal fardada »
Por: José Carlos Nedel

Estratégia é o modo de atingir um objetivo usando de metas e de planos de ação. Figuradamente falando é como você imaginar um círculo que reúne dentro tudo o que você precisa, almeja, quer, mas que você não pode chegar e pegar. Há restrições. Por conta disto foi criada a estratégia, um caminho a ser percorrido com "técnica" para chegar ao objetivo.
Quando as pessoas reunidas para pensar e executar uma estratégia estão em consenso não existe problema algum, está tudo bem. Porém quando a união de idéias, ou pior, de ideais é conflitante, a estratégia deverá conter também a artimanha, ou simplesmente a grande volta. Infelizmente, interna corporis o DPF há um bom tempo é uma grande desunião e desilusão. Convivemos diariamente entre as mesmas paredes, mas bem longe uns dos outros.
A falta de perspectiva funcional e a falta de uma carreira têm levado a uma desmotivação crescente e sem precedentes dos servidores da Polícia Federal. Policiais e administrativos desiludidos abandonam a Instituição atrás de melhores perspectivas e paz. Ninguém mais pode negar ou omitir, embora alguns zoilos finjam que está tudo bem. Mas por isso eles são o que são, patetas que não percebem nada.
Nada sobrevive fazendo de conta. Só Alice no "País dos Patetas". Não aprendem que as pessoas são o bem mais importante, não as pistolas modernas, os programas de última geração ou um par de botas novas. E todos ao seu tempo vão pagar caro pelos prejuízos que causaram de forma mal intencionada ao DPF. Tanto aqueles que estão emperrando que esta Polícia Federal modernize-se, avance e seja realmente uma propriedade do Brasil e dos brasileiros, e não de alguns poucos.
Outros seremos nós, servidores administrativos e policiais, sindicatos e federação se virarmos as costas de maneira covarde, com a mera desculpa de que não podemos fazer nada, é muito difícil e deixamos vilipendiarem a Instituição Polícia Federal. É nossa obrigação funcional lutar contra toda desordem e grau de desmando, bandidagem ou crime.
E se por acaso, ainda assim você perder a perspectiva desta luta em prol de uma Polícia Federal moderna, democrática, eficiente, equilibrada e justa, olhe no rosto, nos olhos de quem você ama de verdade, para perceber que você precisa deixar uma PF melhor do que quando você entrou.
Não vamos deixar que a Polícia Federal vire somente uma grife. Não vamos deixá-la continuar pregando moral de cuecas: obrigando os que erram a serem justos e cumpridores das leis, e dentro da sua casa ignorar olimpicamente o que é certo. Portanto, fique atento enquanto nossos adversários não mudam ou não provam que mudaram, haverá as estratégias, as artimanhas, as voltas para chegarem aos seus objetivos.
Estou falando isto, porque certa vez sindicatos e Fenapef lutaram contra uma Polícia Federal fardada. Na ocasião tentavam desvalorizar a todo custo a nossa conquista do nível superior através da Lei 9266/96.
Através da MP 51/2002 tentaram criar uma polícia dentro da polícia, foi a Guarda de Polícia Federal. Despolitizada como deve ser, dizia um ex-superintendente que passou por aqui.
O Brasil todo mobilizou-se e neutralizamos a tentativa de retrocesso. Estratégia mal intencionada, porém estratégica. Dependendo da situação é dar uma grande volta para atingir um objetivo. Escrevi no início. Não tão novo, mas a Divisão de Comunicação Social do DPF informou a "aquisição de uniformes aos servidores policiais".
Engraçado que parando para observar melhor, a cada dia que passa sem que percebamos estamos cada vez mais fardados. O exagero chega a ser cômico ou preocupante, como foi o caso de um colega flagrado num final de semana em um restaurante com a família, todo de preto... Imaginem? Foi o que contou um presidente de Sindicato numa AGE da Fenapef.
Nada de errado se for para melhorar o que fazemos. Mas não é possível confiar sem desconfiar da turma do lado de lá. Não pretendo esgotar aqui os prós e contras do uso "das fardas", mas fazer com que todos reflitam sobre as estratégias ou artimanhas.
Mas não pára. Prepare-se que vem aí uma nova geração da polícia, a "polícia terceirizada". Então vai ficar aí parado fingindo que não é com você?

JOSÉ CARLOS NEDEL

Presidente do Sinpofesc
Fonte: Sinpofesc.



PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

O FILME "VERÔNICA" E A "BANDA PODRE DAS POLÍCIAS".

Estreou o filme “Verônica” de Maurício Farias, com Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes e outros artistas.
Andréa Beltrão tem um ótimo desempenho, tendo como personagem uma professora da rede pública de ensino, que vira heroína ao proteger um aluno jurado por “vendedores de drogas” e "policiais da banda podre”, após os pais do menino terem sido executados pelos “vendedores de drogas”.
O menino recebeu do pai, antes de morrer, um pendrive contendo informações sobre a venda de drogas e a corrupção policial.
O filme é uma luta dos perseguidos contra os perseguidores e não contarei o final.
O lado positivo do filme é a demonstração das dificuldades vivenciadas por uma professora do ensino público para sobreviver com os baixíssimos salários.
O Brasil não aprende que sem educação pública de qualidade, sem futuro!
O lado negativo é mais uma vez, repito: mais uma vez! O destaque da “banda podre das polícias” durante todo o filme.
Um comandante fardado chega a comparecer a uma negociação com a professora, em uma padaria, oferecendo dinheiro.
O lado bandido de integrantes das polícias está virando folclore, perigosamente.
O perigo é a generalização que se dissemina pela sociedade brasileira:
É policial, é bandido!
Uma crueldade considerando que as polícias militares, civis e federais são compostas por heróis que arriscam a sua vida em defesa do cidadão e da própria cidadania.
Os policiais militares e civis recebem em contrapartida salários famélicos e o Rio de Janeiro paga os piores salários do país.
Logo os “bandidos” que integram as instituições policiais e a sociedade transformarão em folclore a corrupção policial, que gozando desta qualificação, poderá passar a receber o mesmo tratamento dado aos envolvidos com o folclórico – apesar de ser uma contravenção penal – “jogo dos bichos” que raramente é reprimido.
Nem o “choque de ordem” da prefeitura fluminense reprime o folclórico “jogo dos bichos”, que permanece presente em cada esquina com os seus “apontadores”, enquanto vendedores clandestinos, veículos que servem de depósito de ambulantes, transporte clandestino, população de rua, veículos com IPVA atrasado, são reprimidos corretamente.
Todos os que conhecem a segurança pública no Rio de Janeiro sabem o que está por trás daquele simpático senhor que anota as apostas no “jogo dos bichos”, um intermediário na esperança de "acertar um milhar na cabeça".
É bom saber...
O policial militar, civil e federal é um HERÓI!
Nós, brasileiros, não podemos esquecer nunca esta verdade.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

AS GRATIFICAÇÕES ESPECIAIS NA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO.


O chargista Leonardo publicou no jornal Extra de hoje a charge acima, que de uma forma trágica e cômica representa a prática nefasta da distribuição de gratificações para parte do efetivo da Polícia Militar, em detrimento do total da tropa.
Parece que a devastadora "gratificação faroeste" (pecúnia) não serviu de lição, apesar das enormes diferenças salariais que provocou na estrutura hierárquica (postos e graduações). Isso sem falar na forma de concessão do benefício e os seus efeitos já demonstrados incontáveis vezes pelos estudiosos do tema: violência policial.
A pecúnia fez com que Majores ganhassem mais que Coronéis, Soldados que Sargentos!
Hoje, existem Coronéis que ganham 50% ou mais que outros Coronéis, todo mês, pelo simples fato de terem sido agraciados com a "gratificação faroeste", quando eram Capitães.
A gratificação era absurda pelo simples fato de que apenas alguns Policiais Militares podiam concorrer a ela, os lotados em Unidades Operacionais. Na época, os efetivos do nono e do terceiro batalhão, quase todos os policiais, receberam a gratificação.
As gratificações especiais continuam se espalhando pela PMERJ, o que poderá fazer com que Soldados e Cabos ganhem mais que Tenentes, por exemplo.
Isso não deve ser importante na Segurança Pública, porém no futebol era.
Certa feita o meu avô contou que durante uma partida do nosso amado Fluminense, um jogador reclamou de um companheiro, dizendo que ele estava correndo pouco, obtendo como resposta:

- Olha o seu salário e olha o meu, quem tem que correr muito é você!

Folclórica ou verdadeira, a estória faz sentido...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

sábado, 7 de fevereiro de 2009

NOTÍCIAS POLICIAIS - RIO DE JANEIRO

JORNAL O DIA:
http://odia.terra.com.br/rio/htm/beltrame_recomenda_ao_tj_demissao_de_8_oficiais_da_pm_228484.asp


JORNAL O DIA:
http://odia.terra.com.br/rio/htm/policia_apreende_quase_uma_tonelada_de_maconha_228482.asp


JORNAL EXTRA:
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/post.asp?t=estudante-vitima-de-bala-perdida-durante-briga-de-policiais&cod_Post=159555&a=443


JORNAL EXTRA:
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/materias/2009/02/06/secretario-de-seguranca-rebate-entidades-defende-proposta-do-governo-em-estabelecer-metas-pagar-14-salario-754293452.asp


JORNAL DO BRASIL:
http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/07/e07029698.asp


JORNAL DO BRASIL:
http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/07/e07029709.asp


ESTADÃO.COM:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,pm-morre-e-gravida-perde-o-bebe-durante-tiroteio-no-rio,319914,0.htm


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

A REVOLTA DAS MINORIAS - MARIA LUCIA BARBOSA

A REVOLTA DAS MINORIAS
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
6/8/2008

Nessa época, onde a transitoriedade e a pressa se acentuam, a avalanche dos fatos não finca raízes, não se fixa na memória já curta dos homens. No caso brasileiro, não só o desconhecimento de nossa história, mas a indiferença ao que se passa no turbilhão de acontecimentos recentes faz de nós desmemoriados culturais. Entre uma semana e outra, entre uma Veja e a próxima, tudo é esquecido mesmo por aqueles que cultivam o raro hábito de ler jornais e revistas.
A amnésia coletiva que inclui letrados e iletrados aprofunda o individualismo, impede a formação de uma consciência cívica, favorece o poderio estatal e o surgimento de lideranças populistas, de demagogos que seduzem as massas sequiosas de direção e de esmolas públicas que acalmem suas aspirações.
A sensação que se tem no Brasil de hoje – diante de denúncias gravíssimas que pairam sobre membros do mais alto escalão do governo; da violência urbana, especialmente a relativa ao estado de guerra em que vive a população do Rio de Janeiro, e a do meio rural sob os ataques do MST e suas dissidências; do caos na área da Saúde; do baixo nível da Educação; da ausência de valores que norteiem o curso de cada vida – é que os indivíduos se deixam levar pela correnteza da submissão à manipulação que despersonaliza, massifica, torna todos semelhantes no anonimato, na insignificância, na mediocridade.
Faltam-nos minorias capazes de liderar, de se revoltar com o atual estado de coisas, de transformar a responsabilidade no fermento inovador de um novo patamar de progresso e, porque não, de fazer florescer o belo, o bom e o justo para assim quebrar a vulgaridade da existência atual. E as minorias a que me refiro nada têm a ver com riqueza ou pobreza, mas podem emergir em qualquer classe social, pois suas faculdades superiores de melhores residem no caráter, na essência que os aproxima mais da humanidade que da bestialidade que habita em cada criatura.
A sociedade brasileira fica estarrecida diante dos crimes atrozes devidamente “trabalhados” pela TV. Mas se queda indiferente perante os abusos cometidos pelos governantes. Afinal, os que deviam dar o bom exemplo e não dão são os piores.
Parafraseando Ortega y Gasset: infelizmente, existem algumas cabeças, muito poucas, mas o corpo vulgar do Brasil não quer pô-las sobre os ombros. Pior, o corpo vulgar insiste em manter sobre os ombros cabeças incompetentes, distantes do bem comum, articuladas por vezes com a ilegalidade.
Vários exemplos podem ser citados para confirmarem essa análise, pois se sempre houve escândalos na esfera do Poder Público, nunca se assistiu a tantos de 2003 para cá. Basta lembrar que poucos ministros restam do primeiro mandato do atual presidente da República, sendo que muitos já perderam o cargo nesse segundo mandato por conta da corrupção. Também o Poder Legislativo não se cansa de dar ao povo múltiplos exemplos de como não deve ser um parlamentar. E nem o Judiciário escapou do descumprimento da lei, o que é algo tragicamente irônico.
Entretanto, fiquemos com os fatos mais recentes, que na próxima semana já estarão esquecidos, para confirmar o que está sendo apresentado neste curto artigo:
Em matéria de incompetência governamental tivemos dois episódios marcantes. O primeiro foi relativo à atuação do chanceler Celso Amorim, que mais uma vez trabalhou com denodo para conduzir ao fracasso a Rodada de Doha. Pior, o Brasil saiu como traidor do Encontro, portanto, mal visto na esfera internacional.
O segundo está ligado à audiência pública convocada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro e pelo secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, com o objetivo de pedir a condenação de militares que, segundo estes senhores, estariam envolvidos em práticas de tortura durante o governo militar e, assim, não poderiam ser beneficiados pela lei da anistia. Com sua atitude estes membros do governo causaram constrangimento até aos companheiros de seu próprio partido, o PT e, segundo consta, ao próprio presidente da República. Mas este não cogitou em dispensar o ministro e o secretário, como não pensou em destituir do cargo o colecionador de perdas, Celso Amorim.
Outro fato bastante grave foi a denúncia feita pela revista colombiana Cambio sobre as ligações de membros importantes do governo brasileiro e muito próximos ao presidente da República, com as Farc, bando composto por bestiais narcotraficantes, criminosos da pior espécie que estão sendo derrotados pelo presidente Álvaro Uribe.
Provavelmente tudo isso estará esquecido na semana que vem, pois com mostrou Ortega y Gasset, “a política se apressa em apagar as luzes para que todos os gatos fiquem pardos”. E isso não diz respeito só aos políticos. Sem a revolta das minorias todos nós ficamos pardos.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, escritora, professora.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

VELHOS, ANACRÔNICOS OU OBSOLETOS? - CORONEL DE POLÍCIA ROSETTE.

VELHOS, ANACRÔNICOS OU OBSOLETOS?

Toda sociedade evolui e se transforma. Isto tanto é verdade quanto uma equação matemática.
No início da civilização, durante a formação dos primeiros agrupamentos humanos, nos sistemas sociais tribais dos primórdios da civilização, o homem sempre buscou um ordenamento jurídico para a convivência comum. Aqueles indivíduos que violavam as regras do grupo eram banidos.
Esses renegados, condenados a perambular pelo mundo, sem identidade familiar, sem tribo, mas ainda seres sociais, não raro encontravam-se e associavam-se, o Homem é gregário. Suas vicissitudes os aproximavam, ao mesmo tempo os embruteciam. Revolta, indignação e vingança são sentimentos que os unem e os organizam – constituem verdadeiros “exércitos de rejeitados sociais”.
Antigas lendas dão conta das invasões de aldeias pelas hordas constituídas pelos filhos renegados, que ao voltarem praticavam o parricídio, o rapto e o estupro e, na ausência do ordenamento jurídico, imperava a lei do mais forte, a dominação pela força física, pela brutalidade, a submissão dos mais fracos, a escravização, enfim, o império da barbárie.
Toda a História nos apresenta, sobejamente, exemplos de dominação e subversão – revoltas, guerras, conflitos sociais, golpes de estado, tudo a reboque da dominação histórica do homem pelo homem.
O que se vê hoje no Brasil é um golpe de estado bem mais desonesto e, pior, totalmente descompromissado de qualquer perspectiva de reconstrução institucional, é um golpe predatório e inconseqüente, cujo fim está em si mesmo – a perpetuação no poder – é uma profecia auto-realizável.
Ele tenta se escudar na “blindagem da bandalheira”, e pretende tornar inimputáveis pelos seus atos, mesmo em traição ao juramento Constitucional, os ocupantes das mais elevadas funções do Estado. E, na esteira dessa impunidade, oferece em perspectiva, como se fora uma fatalidade promíscua, a sagração do absurdo e a garantia da corrupção no paradigma de uma governança factóide. O maior risco hoje no Brasil, é a dificuldade crescente de distinguir-se o bom senso daquilo que lhe é absolutamente incompatível. Risco que se aumenta e radicaliza pela dificuldade de identificar-se, de baixo até em cima, dentre os cidadãos e a classe dirigente, em que ponto se encontram no ‘continuum’ que vai da lucidez à insanidade, do erro pelo apedeutismo ao cinismo pela amoralidade. É sabido que, nestes últimos extremos, se conjuga o legado mais trágico da história ainda recente:

“O súdito ideal do governo totalitário é aquele para quem já não exista diferença entre o fato e a ficção (isto é, a realidade da experiência) e a diferença entre o verdadeiro e o falso (isto é, os critérios do pensamento).” [ARENDT, Hannah - Origens do Totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras, 3ª ed., 1998]

Senão vejamos o artigo escrito por Dom Hélio Adelar Rubert – Bispo Diocesano de Santa Maria-RS:

A Grande Semana Santa
Muitos artigos escrevi e muitas palestras fiz ao longo dos últimos quinze anos combatendo certas frentes: as ideologias utópicas, a influência marxista na Igreja através da tal Teologia da Libertação, o apoio de muitos bispos e padres aos métodos revolucionários do MST e ao próprio PT, e as estratégias de ação desse partido. Reconheço que fui um chato de galocha, cumprindo, não sem padecimento pessoal, o papel missionário que a consciência política e a formação católica me impunham. Emitia opiniões num tempo em que não ser petista já constituía pecado grave e combater o PT era caso de excomunhão. Enfrentava apenas idéias, mas me tornei objeto da velha tática stalinista da difamação e das agressões pessoais. A carteirinha do PT era o oitavo e o mais efetivo dos sacramentos e negar que assim fosse constituía insuportável sacrilégio.
O Partido dos Trabalhadores se exibia como estuário de toda virtude nacional. No leque ideológico, só havia pecado a leste do PT, que cumpria, com furores de Torquemada, o papel de grande inquisidor das heresias políticas desalinhadas da beata esquerda tupiniquim.
E eu, do alto de minhas surradas tamancas, ousava dizer que não era bem assim.
Para zilhões de brasileiros, o PT e seus correlatos eram tudo. Encarnavam a decência, a inteligência acadêmica e a conseqüente solução para todos os problemas. Eram a locomotiva capaz de levar a classe operária ao paraíso. Havia invasões, atos criminosos, quebra-quebras. Distribuíam-se, a esmo, injúrias e difamações. Mas a moral revolucionária, para ser salvadora, não pode dar bola a pequenos valores burgueses do Estado de Direito. Ali estava, por fim, o partido da sociedade de massa, do Brasil urbano, opondo-se às práticas rasteiras e corruptas das elites rurais que costumeiramente cabresteavam, com pequenos favores, o miserável eleitorado dos grotões.
De tudo isso eu me lembro. E agora, olho para as pesquisas de opinião e vejo que é exatamente ali, nos grotões, à custa de farta distribuição de donativos, “bolsas”, vales e sacolões que Lula se entrincheira para o pleito de outubro.
A força da gravidade, inclemente, traz para baixo tudo que foi cuspido para o alto. A decência não resistiu ao menor contato com o pragmatismo. A inteligência não pariu um único projeto para o Brasil. Impôs-se o império da mentira.
Operário não viaja nem como pingente no vagão para o paraíso, que trafega lotado de banqueiros. E quem viver, verá: o sucesso petista na eleição presidencial depende do mais subalterno, desinformado e corruptível dos eleitores – aquele que pode ser comprado com favores oficiais.
Publicação: A Razão / Segunda-feira, 10 de abril de 2006.


Nós estamos hoje dentro desse abismo. O atual estágio da crise político-institucional sinaliza para um ponto de não-retorno, em que a insanidade domina a consciência histórica e a irracionalidade tende a prevalecer. Será esta a neo sociedade brasileira, transformada pelo “bolsismo”?
É importante prevenir-se, pois, como esse desfecho se costura nos equívocos e nas lacunas de um enorme desconjunto de intenções e decisões, flagrantemente malévolas, às vezes sob o manto ingênuo do “assistencialismo” ou simplesmente, e cinicamente, a se justificar os meios pelo fim, tecendo a rede da sua inexorabilidade. Talvez assim, pela análise mais atenta de uns, pelo comportamento mais conseqüente de outros, enfim, pelo envolvimento mais cidadão de todos nós que participamos desse cotidiano e sofremos as suas conseqüências, seja ainda possível romper a blindagem da bandalheira, chamar a mentira pelo seu próprio nome, caixa 2 de crime e não de “recursos não contabilizados”, “mensalão” não é um “pequeno erro” mas corrupção mesmo, peculato, concussão, improbidade administrativa, responsabilidade, tráfico de influências, lavagem de dinheiro, não são atos de “aloprados”, mas de criminosos mesmo e não podem ser “perdoados”, não só porque não pecaram apenas, mas cometeram crimes, mas principalmente porque quem perdoa é DEUS, assim mesmo diante de um arrependimento fervoroso, o que parece não ser o caso, além do que a Divindade não está aqui na Terra, tampouco no Brasil e muito menos em Brasília. Em suma, eles têm que ser presos mesmo. Se não agirmos assim não se deterá a fatalidade da catástrofe, o caos social. Caso contrário, a prevalecer o oposto, resta-nos perguntar a nós mesmos: estamos velhos, anacrônicos ou obsoletos?
Se estivermos, corremos o risco de sermos descartados.
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

JORNAL O GLOBO - 06/02/2009 - PERDER OU PERDER - NELSON MOTTA - JORNALISTA

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira o seguinte artigo (Opinião - página 7):
"PERDER OU PERDER"
Quem diria, a ditadura virou coisa de museu. O ministro Tarso Genro anunciou que o Rio de Janeiro (por que não Brasília?) ganhará o Musel Nacional da Ditadura. Será o nosso holocausto, a nossa casa de Anne Frank.
Vai ser diverto ver Sarney, Edison Lobão e Paulo Maluf, para citar alguns grandes aliados do governo Lula, e tantos outros colegas de ditadura aboletados na base parlamentar e na administração, convidados de Tarso na inauguração. Ou terão réplicas de cera em tamanho natural? Ou retratos pintados a óleo? Estátuas equestres? Ou farão discursos contra o arbítrio e o autoritarismo, fechando com "ditadura, nunca mais!", seguido de vivas à liberdade? Afinal, estamos no Brasil.
A grande vítima da ditadura foi a liberdade individual do cidadão brasileiro, que apanhou dos dois lados: dos militares, que a suprimiram em nome da luta contra a corrupção e a subversão, e dos que lutavam armados contra a ditadura, não para devolver o poder aos civis e convocar eleições, mas para estabelecer uma sociedade livre como Cuba e a União Soviética, uma ditatura do proletariado. E perderam.
Mas para os que pagaram a conta, era perder ou perder. Pagavam impostos para a ditadura espionar, perseguir, prender, torturar e matar. E depois para pagar bolsas-ditadura aos perseguidos. Só no Brasil. Na Argentina, com seus 30 mil mortos e desaparecidos, e milhões que tiveram as vidas e carreiras prejudicadas pela ditadura, as indenizações levariam o Estado à bancarrota.
Vinte e cinco anos depois, no poder, graças à democracia, muitos ex-combatentes da liberdade se tornaram representantes vivos do Museu das Ideologias, e ameaçam, em nome de velhas causas leninistas, maoístas e castristas a liberdade dos cidadãos que lhes pagam os salários. Tudo pelo social, dizia Sarney, tudo, eles repetem agora, como visionários do passado.
Quem sabe o Ministro da Justiça se anima a criar um Museu Nacional da Liberdade, em homenagem aos que resistiram a ditaduras de direita e de esquerda, militares e civis, e defenderam a liberdade dos que querem usá-las para acabar com elas.

NELSON MOTTA
JORNALISTA

Um artigo que merece reflexões:
- Nunca devemos esquecer que a denominada "ditadura militar" teve o apoio de incontáveis "civis";
- Mortes foram o resultado de ações dos "dois lados", inclusive com atos terroristas; e
- O autoritarismo é caracterítico das ditaduras, sejam "militares" ou "civis", fardadas ou usando terno e gravata.
E finalmente, respeitosamente, um país com gravíssimos problemas de segurança pública, saúde pública e educação pública, deve priorizar o gasto do dinheiro público (nosso dinheiro) nestas áreas prioritárias e não deve pensar em construir monumentos, como o que se pretende erguer em Brasília ou o Museu Nacional da Ditadura.
Caso contrário, continuaremos a ser um "país" com milhões e milhões de analfabetos funcionais, facilmente conduzidos pelo poder.
Um "pais" que paga salários famélicos a professores, médicos e policiais - servidores públicos concursados - motores do Estado.
Mudamos o Brasil ou o "Estado Brasileiro" continuará não cumprindo as suas destinações básicas!
E nós, cada um de nós, continuaremos a ser os patrocinadores deste ineficiente Estado...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

ENTENDA POR QUE VOCÊ NÃO TEM SEGURANÇA - DELEGADO TARCÍSIO ANDRÉAS JANSEN.

ENTENDA POR QUE VOCÊ NÃO TEM SEGURANÇA!
Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo brasileiro os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.
Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública. Isto significa que a Polícia Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre tem qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública. Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o Chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento, estes por sua vez indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez são também afastados de seus cargos sem qualquer motivo.
Digo, portanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função. Este é o primeiro indício de como nossa Lei trata a Polícia. Se a polícia é política quem investiga os políticos?
Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas? E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, nos dando a sensação de segurança. Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que por sua vez os levará ao Juiz de Direito que os julgará absolvendo ou condenando?
Então por que nossos governadores compram viaturas caracterizadas para sua polícia investigativa?
Então por que mandam a polícia civil patrulhar as ruas e não, investigar crimes?
Parece piada de português de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade.
Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da política e a Polícia Civil absolutamente dependente? Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal juntamente com o Judiciário e o Ministério Público. Se o Delegado de Polícia tem esta tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores que são Políticos?
Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública. Assim, quero dizer que se o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do poder executivo, tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente, é por isso que os americanos criam agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.
Em segundo lugar fique você sabendo que o policial civil e militar ganham um salário famélico.
Você arriscaria sua vida por um salário de fome?
Que tipo de qualidade e competência tem estes policiais?
Se a Segurança Pública é tão importante por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos tais quais são os dos Agentes Federais?
Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós para que teria dinheiro??
Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que estão absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos trabalham em no mínimo três bicos ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.
De qual destas categorias você gostou mais?
Parece que com estes salários nossos governantes há tempos fomentam a existência da primeira e da segunda categorias. É isto que você quer para a sua cidade?
Mas é isso que nós temos, é a realidade mais pura e cristalina.
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos.
Mas então o que fazer?
Devemos adotar uma política de Segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu Chefe eleito por lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público. A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
Os salários dos policiais deverão ser imediatamente triplicados e organizado um sério plano de carreira. Digo sempre que se a população soubesse da importância do salário para quem exerce a função policial haveria greve geral para remunerar melhor a polícia.
Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem?
Será que ele vai aceitar aquele cafezinho para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas?
Será que não é por isso também que não temos segurança?
Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e conseqüentemente não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser. Fiquem sabendo que a indústria da segurança privada se tornará pública, como deve ser. Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais não deseja segurança pública e sim segurança para quem pode pagar.
Desafio a comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma política de segurança realmente séria e não hipócrita como é a que estamos assistindo Brasil afora.
AUTOR:
Tarcísio Andréas Jansen - Delegado de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, lotado na Divisão Anti-Sequestro.
AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

UMA NOVA FORMA DE POLICIAMENTO - GUSTAVO DE ALMEIDA.

O velho COLPI de roupa nova, vinte e sete anos depois:
NOVA FORMA DE POLICIAMENTO.
Quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009.
O tema que passará a ser central na discussão da Segurança Pública do Rio de Janeiro em breve leva o nome de Descentralização. A medida, a ser adotada em relação ao policiamento preventivo, preocupa quem vai ter que se mexer para a mudança, ou seja, a própria Polícia Militar. O que já foi publicado, inclusive pelo Repórter do Crime, em O Globo, é que o projeto é fruto de um trabalho acadêmico de um delegado federal, que o escreveu quando ainda era Major da PM do Rio de Janeiro e aperfeiçoou agora, que trabalha na Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança.
Quem ganha força com este novo modelo é o major e o capitão.
Cria-se, finalmente, na PM, o Distrito, e em cada Distrito, seu xerife. Majores e capitães passarão a ser comandantes de companhias. Passará à responsabilidade deles o comando e o planejamento operacional.
A diferença, e que torna o projeto um tanto utópico, é que cada chefe de companhia terá de trabalhar com os delegados titulares das circunscricionais. Eles vão dividir com os delegados a chefia das Áreas Integradas de Segurança Publica (AISPs), que passarão a ter um tamanho menor.
Imagino, no entanto, que em uma AISP - chefiada por um delegado - haverá várias companhias. O chefe de qual das companhias vai dividir a chefia com o delegado chefe da AISP? Ao que parece, a AISP será exatamente a circuncrição da delegacia. Assim, os comandos de área da PM (CPAs) e da Policia Civil passariam a ficar com a função de avaliar o desempenho operacional. Os batalhões seriam mero suporte admnistrativo para as AISPs.
O poder dos delegados aumentaria em relação à comunidade.
Mas há boas intenções no projeto.
Uma delas é fazer com que o comando da polícia ostensiva se torne o mais local possível. Isto evidentemente dá mais agilidade às tomadas de decisão e torna os resultados mais transparentes, já que a PM ficaria mais próxima da população.
Este modelo já está funcionando em Minas Gerais, que na verdade está copiando do Rio. Em 1982, a PM criou o COLPI (Comando Operacional Local de Policiamento Integrado) que, estranhamente, soçobrou em meio a águas turbulentas - apesar de ter sido um sucesso! (destaque do blog)
O que se conta de novo nos bastidores é que os altos escalões da PM torcem o nariz para a possibilidade de verem jovens oficiais de baixa patente com maior controle da atividade e do planejamento operacional. Na opinião de oficiais superiores, o poder deles, majores e capitães, pode aumentar "para o bem e para o mal".
Conclusão um tanto óbvia, a meu ver.
No século 19, Dostoiévski já escrevia: "Deus e o Diabo lutam eternamente, e o campo de batalha é o coração dos homens".
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Leio que os ministros da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, tentam, com articulações dentro do governo, flexibilizar a nova lei de entorpecentes. A legislação já exclui a prisão para usuários de drogas, mas os ministros pensam em estabelecer regras ainda mais claras para assegurar tratamento diferenciado aos consumidores. A falta de clareza, segundo os dois ministros, deixa usuários "expostos a constrangimento, corrupção e extorsão" por parte de autoridades encarregadas de combater o tráfico. Isso acontece depois de pessoas do Posto Nove em Ipanema vaiarem a polícia, atirarem objetos, causarem tumultos, enfim, darem um péssimo exemplo.
Mas foi em Ipanema.
Ontem, 10 favelados foram mortos em operação na Coréia.
A Operação era da Polícia Civil, um jornal atribuiu à PM. Em todas as matérias se dizia "Segundo a polícia, os 10 eram bandidos". Não conheço maior "constrangimento" do que morrer a tiros por obra do Estado (claro, a menos que você esteja com um fuzil longo e metralhando, resistindo à voz de prisão - aí deixa de ser constrangimento e passa a ser osso do ofício).
E se fosse o contrário?
Se o branco, da Zona Sul, da praia de Ipanema, estivesse com fuzil na mão vendendo cocaína e o negro pobre da Coréia estivesse fumando maconha?
E 10 brancos fossem mortos na Praia de Ipanema, filhos de pessoas ricas?
E, no mesmo dia, o negro pobre tomasse um tiro por estar fumando maconha?
Os 10 brancos chegariam aos jornais londrinos e o negro pobre seria notinha de pé de página: "Segundo a polícia, o morto era bandido e traficante".
Na mesma página (uma das oito dedicadas à cobertura do fato em Ipanema), a manchete: "Meu filho sonhavam em ser professor de surfe".
A cidade não é partida. É o Estado que é esquizofrênico. Sobra gente para defender o usuário. Mas falta alguém me ajudar a pagar meu IPTU.
GUSTAVO DE ALMEIDA
JORNALISTA
A relação vendedor x consumidor parece não ser parâmetro unicamente no comércio de drogas!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

OPERAÇÃO POLICIAL NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO.

ESTADÃO.COM.BR:
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,operacao-em-favelas-do-rio-deixou-dez-mortos-e-nao-12,318318,0.htm


JORNAL O DIA:
http://odia.terra.com.br/rio/htm/dez_mortos_em_operacao_policial_na_zona_oeste_227731.asp


GLOBO.COM (VÍDEO):
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM960389-7823-OPERACAO+POLICIAL+NA+ZONA+OESTE+DEIXA+DEZ+MORTOS,00.html


JORNAL DO BRASIL:
http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/04/e04028551.asp


JORNAL O GLOBO:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/02/05/escolas-voltam-funcionar-na-zona-oeste-um-dia-depois-de-operacao-policial-que-deixou-10-mortos-754273863.asp


UOL NOTÍCIAS - COTIDIANO:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/02/04/ult5772u2822.jhtm


G1:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL986798-5606,00-DOZE+MORREM+EM+AREA+DE+OPERACAO+POLICIAL+NA+ZONA+OESTE+DIZ+SECRETARIA.html


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

GERENCIAMENTO DE CRISES - MARCELO PASQUALETTI - AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL

Gerenciamento de Crises é uma matéria que algumas academias de polícia no Brasil ensinam no curso básico, mas que demandam uma especialização posterior. O GATE da Polícia Militar de São Paulo é um grupo de excelência nesta matéria.
Tive a referida disciplina durante o Curso Especial de Polícia e depois em um curso específico ministrado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Sou portanto um "graduando" na matéria, enquanto os homens do GATE são "doutorados", com o sucesso de mais de 3.000 reféns libertados ao longo de 10 anos.
Ainda me espanto com as criticas de profissionais que nunca tiveram uma única aula, nunca realizaram de um estudo de caso, que nunca participaram de uma única ocorrência. Impossível não apontar o comentário de um oficial policial militar que disse que "teria determinado o tiro" (feito o uso de snipper). Decisões são tomadas pela equipe, havendo uma cadeia com comando hierarquico, mas sem aquele viés autoritário de "eu mando e eles cumprem".
Se pudesse tecer uma critica construtiva, diria que a maior dificuldade dos profissionais que atenderam a ocorrência é justamente transmitir à imprensa e à sociedade o real significado de uma situação de crise.
Após 100 horas de exaustivas negociações, certo que abalados com aquele trágico desfecho, os policiais ainda sentaram em frente a ávidos profissionais de imprensa para tentar explicar o ocorrido. E teriam pela frente relatórios, debriefing, estudo de caso e um inquérito policial para responder.
Precisamos nos distanciar dos filmes de ação, onde uma equipe tática impecavelmente vestida e armada põe fim a situação e volta para o descanso do lar. Estudos de casos mostram que a realidade não é essa.
Gerenciar uma situação de crise equivale a uma delicada intervenção cirurgica. A equipe médica vai realizar tudo o que estiver ao seu alcance para que a cirurgia termine bem sucedida, mas isso não significa necessariamente que o paciente saia dela com vida. A equipe médica inicia a cirurgia sem saber o que vai encontrar pela frente. Qual a extensão dos ferimentos com os quais irá se deparar. E a todo momento, quando tudo parece controlado e caminhando para um final feliz, o paciente pode vir a ter complicações, e a cirurgia voltar a estaca zero.
Então temos a hipótese da cirurgia terminar bem sucedida, do paciente ficar com sequelas, ou mesmo de vir a falecer. Não ocorrendo a primeira hipótese, não significa necessariamente que a equipe médica tenha falhado. Como eu disse, ela precisa fazer de tudo para salvar o paciente, e foi o que fizeram os homens que conduziram o "caso santo andré".
A operação policial, sob o ponto de vista doutrinário, não pode ser considerada fracassada. Parece-me que os policiais buscavam uma solução em que todos saissem com vida. Pelas entrevistas, não consideravam o "tomador" um marginal, mas uma pessoa psicologicamente abalada. Concluiram que havia possibilidade de um final feliz e essa conclusão só quem pode ter ou deixar de ter é a equipe profissional que, munida de vários fatores, atendia a ocorrência.
Uma das preocupações que a equipe deixou passar foi a de que a decisão de invadir o local só foi decidida após o "tomador" disparar um tiro. É preciso que fique claro à sociedade que mesmo sem um disparo de arma de fogo essa decisão pode ser tomada, baseada em outros fatores.
O vídeo mostrado pela imprensa onde o "tomador" diz ao negociador "vai embora que essa bomba vai explodir", aliado ao "tem um diabinho dizendo para eu fazer" podem justificar a intervenção do grupo de intervenção tática, a critério da equipe de gerenciamento. Nós aprendemos muito mais com os erros que com os acertos.
Na década de 90, durante uma situação de gerenciamento de crise, houve a decisão de fazer uso do snipper. O resultado foi a morte do "tomador" e da refém, uma jovem e bela professora de educação física. Em 2008, após cometer um roubo e ser perseguido, o assaltante manteve uma pessoa sob seu dominio. Durante o gerenciamento da crise, fez como unica exigência falar com sua mãe pelo celular. Após fazê-lo, disparou sua arma contra seu próprio peito, vindo a falecer.
Aos policiais que participaram da ocorrência, o muito obrigado de um cidadão, que sabe que ali foi feito o melhor, ainda que o resultado não tenha sido aquele com o qual todos nós contávamos.
Marcelo Pasqualetti é agente de polícia federal, sub-chefe do Núcleo de Operações em Florianópolis/SC.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

LIBERTAD MATTERS - ARTIGOS

Artigos extraídos do blog http://libertadmatters.blogspot.com.
Clique para ler a íntegra dos artigos.
Sábado, 31 de janeiro de 2009.
Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009.

Não se sabe ainda (e talvez jamais se saiba) se houve ordem direta do Kremlin para assassinar o advogado - Budanov é um herói para vários grupos nacionalistas russos que podem perfeitamente ter planejado e executado o crime sem qualquer participação estatal. Mas sabemos também que é característica de diferentes regimes de força de ontem - ver fascismo italiano e nazismo, por exemplo - e de hoje - o post abaixo é um dentre muitos exemplos possíveis sob o Chavismo - contar exatamente com milícias e afins que farão parte do trabalho sujo mais ou menos independentes do poder central, alimentadas por diferentes graus de impunidade e por lideranças carismáticas (ler Ian Kershaw para Hitler) cujos desígnios e tendências muitas vezes são apenas sugeridos a fiéis que se acostumam a deduzir quais seriam as melhores expressões concretas para a única fonte real de legitimidade, a "vontade do líder". Certamente a Rússia de Putin não é um fascismo, mas esse e outros fatos ocorridos sob a égide do ex-presidente (e ainda mandatário-mor) nos deixam claro que ela também está muito longe de ser uma democracia.
Postado por Felipe Svaluto às
14:47
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

GENERAL TORRES DE MELO RESPONDE A MIRIAN LEITÃO

EMAIL RECEBIDO:


GENERAL RESPONDE A MIRIAN LEITÃO
Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista.

À Senhora Jornalista Miriam Leitão:
Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje.
Vou> demonstrar a minha tese.
No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário. Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo.
Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem.
Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.
Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas.
A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas.
Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem deram o golpe de 37.
Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37.
Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.
Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler.
O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.
O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também.
No lado ocidental não se tinham os GULAGs. O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana.
A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países.
Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve> ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.
Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.
Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.
A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo.
Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas ficam sem rumo.
Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.
Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.
Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE> ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.
Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968".
Não há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.
Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA.
João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.
Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos agora, mas sempre aguardando a voz do Povo.
Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos.
Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais.
O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...
Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas. E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso. Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado.
OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM.
A nossa desgraça é que políticos de hoje - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.
Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.
Atenciosa e respeitosamente,
GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO
FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.
(Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem).
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

NAZISMO TROPICALISTA - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA

NAZISMO TROPICALISTA
MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA
01/10/2008

O PT de Hitler, Nazional Sozialism Deutsch Arbeit Partei – Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha, surgiu em 1920 e era oriundo do Deutsch Arbeit Partei – Partido dos Trabalhadores da Alemanha, fundado em 1904.
Entre os fatores que caracterizaram os inícios do Nacional-socialismo, cumpre ressaltar o papel relevante desempenhado pela ascensão espetacular e pela veneração quase religiosa do Führer. A estrutura organizacional e as atividades do movimento basearam-se completamente no princípio do líder. Ao centro de tudo encontrava-se a figura de Adolf Hitler e em termos de psicologia social ele representava o homem comum, de origem humilde, em posição de subordinação, ansioso para compensar seus sentimentos de inferioridade através da militância e do radicalismo político.
Na crise de 1929 o partido teve notável crescimento. Além de enorme penetração popular passou a ser encarado pela classe alta como representante de seus interesses econômicos. Na verdade, as mensagens nacionalistas e radicais cativavam pessoas de todas as classes sociais. Não apenas os seis milhões de desempregados alemães, que amargavam a crise mundial se encantaram com a pregação nacional-socialista, mas muitos intelectuais, pessoas do mais alto nível de escolaridade ficaram fascinadas por aquela ideologia. Tanto é que em 1926, na Universidade de Göttingen, que chegou a ser o maior centro de pesquisas matemáticas do mundo, mais da metade dos alunos era nazista.
Nas eleições de 1930, quando os nazistas conquistaram 107 cadeiras no parlamento alemão, a porcentagem de votos obtidos por Hitler na cidade de Göttingen foi o dobro da que ele obteve em média em toda Alemanha. Como a cidade girava em torno de sua universidade famosa onde, inclusive, Einstein se socorreu de um professor de matemática para desenvolver sua Teoria da Relatividade, pode-se dizer que o apoio a Hitler naquele local da Alemanha veio de uma elite intelectual.
O caminho para a ditadura foi conseguido quando o presidente von Hindenburg nomeou Hitler chanceler. Com a morte de Hindenburg, Hitler fundiu a chancelaria com a presidência e a partir daí acumulou poderes cada vez maiores: Extinguiu o Poder Legislativo através do cerceamento de suas prerrogativas; implementou o controle completo da burocracia estatal, ou seja, aparelhou o Estado; eliminou gradativamente os outros partidos fazendo com que qualquer tipo de oposição desaparecesse; assumiu o comando supremo das Forças Armadas e os militares prestaram juramento àquele que se concedera o título de Führer. Assim, aos poucos, o Estado totalitário substitui o Estado burguês.
Enquanto isso Hitler ia se impondo de maneira incontestável, seduzindo a nação pela força de seu carisma aliada a intensa propaganda produzida pelos meios de comunicação de massa. Em empolgantes discursos o ditador acentuava a esperança, a auto-estima, as boas notícias e prometia ao povo alemão um futuro brilhante numa linguagem que podia ser compreendida até pelas pessoas mais simples. Sua aprovação ultrapassava os 80% e ele seguia levando a risca a idéia do seu grande inspirador, Mussolini, que dizia: “Em política, 97% do apoio popular vem da propaganda governamental e só 3% das realizações efetivas”.
Possíveis insatisfações e ódios eram canalizados para os judeus para desviar a atenção de problemas concretos. Desse modo o monstruoso Holocausto foi aceito com naturalidade, como purificação da raça superior ariana, com a vantagem de que a brutal eliminação dos judeus abria espaços para a classe média alemã nas atividades do comércio e da pequena indústria onde aqueles atuavam.
Muito útil foi também a utilização de símbolos e conceitos marxistas adaptados a ideologia nazista. O proletariado tornou-se “proletariado racial” e a luta de classes deslocou-se para a guerra proletária contra os países capitalistas.
É verdade que durante os seis anos de totalitarismo nazista a Alemanha experimentou grande crescimento, mas tal coisa teve pouco a ver com as políticas econômicas do Führer, mas sim com a recuperação econômica mundial depois da crise de 1929 e com o talento dos empresários alemães que já dispunham de modernas tecnologias.
Hitler dominou a totalidade da vida da sociedade alemã, ampliou os lucros dos grandes trustes econômicos e levou mundo à Segunda Guerra Mundial. O resto todos conhecem.
Seria impossível essa experiência se repetir de forma idêntica. Ela aconteceu a partir de certas circunstâncias de um dado país, numa determinada época e sob o influxo de uma personalidade carismática sui generis. Mas as sementes maléficas do nacional-socialismo, que floresceram no nazismo, não seriam passíveis de novas floradas trágicas, com outros nomes, em outras épocas e em outras sociedades? Será que o nacional-socialismo ressuscitou bem junto a nós através de uma versão tropicalista, adulterada, falsificada, longe anos-luz da envergadura carismática e maligna de Hitler, mas igualmente nociva? É prudente pensar nisso.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, professora, escritora.
mlucia@sercomtel.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

PEC 300/2008 - POLICIAIS MILITARES DO BRASIL COM SALÁRIOS IGUAIS.

EMAIL RECEBIDO:
Projeto - 09/01/2009 - 09h05
PEC fixa remuneração da PM e bombeiros do DF como piso para o País
Luiz Alves

Arnaldo Faria de Sá quer estender política de valorização no DF paras policiais de todo o País.
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição 300/08, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que estabelece a remuneração dos policiais militares e bombeiros do Distrito Federal como piso para a remuneração dessas corporações nos demais estados. A medida valerá para servidores da ativa e também para inativos.
Faria de Sá argumenta que recentemente as leis 11.361/06 e 11.663/08 valorizaram a remuneração da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, mas apenas do Distrito Federal.
Ele propõe que essa política de valorização seja estendida aos demais estados, especialmente em razão do risco crescente da atividade policial em todo o País.
"E mesmo porque é público e inegável que outras unidades federativas da União apresentam índices de criminalidade muito mais proeminentes do que os do Distrito Federal", disse.
Compensação
O deputado argumenta ainda que uma boa política salarial é a única compensação pelos perigos que envolvem a atividade policial."Como é sabido, os integrantes das Polícias Militares não têm direito a FGTS, aviso prévio, pagamento de horas-extras, adicional noturno, filiação sindical, nem direito de greve", lembra.
Tramitação
A admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se for aprovada, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da PEC, que ainda deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário.
Íntegra da proposta:- PEC-300/2008
Notícias anteriores:
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Newton Araújo
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Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA

PROJETO DE LEI - CARGA HORÁRIA - POLICIAIS MILITARES - VETO

EMAIL RECEBIDO:
Sábado, 22 de Novembro de 2008.

O VETO AO PL DA CARGA HORÁRIA E HORA EXTRA DOS POLICIAIS MILITARES DO RJ

ORDEM DO DIA
Veto Total Aposto Ao Projeto de Lei 06/2007
Informações Básicas
Sessão: Ordinária
Autor do Documento: Sandra Varela/ALERJ
Data da Criação: 18/11/2008
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Data da Sessão: 18/11/2008
Hora: 16:44
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Texto da Ordem do Dia
A SRA. PRESIDENTE (Graça Matos) - ANUNCIA-SE A DISCUSSÃO ÚNICA EM TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA DO VETO TOTAL APOSTO AO PROJETO DE LEI 06/2007, DE AUTORIA DO DEPUTADO PAULO RAMOS, QUE FIXA A JORNADA DE TRABALHO POLICIAL-MILITAR E BOMBEIRO MILITAR E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (PENDENDO DE PARECER DA COMISSÃO DE EMENDAS CONSTITUCIONAIS E VETOS)
Para emitir parecer pela Comissão de Emendas Constitucionais e Vetos, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Melo.

O SR. PAULO MELO (Para emitir parecer) – Sra. Presidente, o parecer da Comissão de Emendas Constitucionais e Vetos é pela manutenção do Veto.

A SRA. PRESIDENTE (Graça Matos) – Atenção, Srs. Deputados, iniciamos o processo de votação e procederemos à chamada nominal. A Presidência convoca o Sr. Deputado Paulo Melo como escrutinador, já que o Sr. Deputado Gilberto Palmares tem um compromisso e terá que se ausentar. A Presidência designa como escrutinadores os Deputados Gilberto Palmares e Edino Fonseca, membros da Mesa Diretora. (PROCEDE-SE À CHAMADA NOMINAL)
A SRA. PRESIDENTE (Graça Matos) – Encerrado o processo de votação, a Presidência proclama o resultado.

Votaram 54 Srs. Deputados.
9 "sim", 45 "não" e nenhuma abstenção.

O Veto foi mantido.

Votaram a favor da PMERJ e da sociedade do RJ:
Altineu Cortes, Armando José, Dr. Alcides Rolim, Édino Fonseca, Flávio Bolsonaro, Jodenir Soares, Marcelo Freixo, Paulo Ramos e Wagner Montes.

Votaram contra a PMERJ e contra a Sociedade:
Alessandro Calazans, Alessandro Molon, Anabal, Átila Nunes, Audir Santana, Chiquinho da Mangueira, Cidinha Campos, Comte Bittencourt, Coronel Jairo, Délio Leal, Dica, Dionísio Lins, Domingos Brazão, Dr. Wilson Cabral, Edson Albertassi, Fábio Silva, Geraldo Moreira, Gerson Bergher, Gilberto Palmares, Graça Matos, Inês Pandeló, Iranildo Campos, João Pedro, Jorge Babu, Jorge Picciani, José Nader, José Távora, Luiz Paulo, Marcelo Simão, Marco Figueiredo, Marcos Abrahão, Nelson Gonçalves, Nilton Salomão, Olney Botelho, Paulo Melo, Pedro Augusto, Pedro Fernandes, Renato de Jesus, Rodrigo Neves, Rogério Cabral, Ronaldo Medeiros, Sabino, Sheila Gama, Sula do Carmo e Waldeth Brasiel.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA