Mostrando postagens com marcador Wagner de Medeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wagner de Medeiros. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de novembro de 2009

O DISCURSO DE ÁLVARO E A OPINIÃO DE UM CIDADÃO BRASILEIRO.

O GLOBO

EMAIL RECEBIDO:
Prezado Cel. Paúl, como não conseguindo postar como comentário, envio texto abaixo para sua apreciação e, se considerar próprio e oportuno, autorizo divulgar.
Wagner de Medeiros.
Sou um cidadão civil, com carreira no serviço público, leitor assíduo de jornais, com maior foco no noticiário sobre economia e finanças, em vista de minha formação profissional. Embora, “geneticamente” ligado à PM, por laços familiares de três gerações, só há alguns anos passei a dedicar mais de meu tempo ao noticiário sobre segurança pública, não apenas por serem, cada vez mais notórios, as deficiências dos serviços públicos correlatos e seus efeitos sobre nossas vidas e variáveis econômicas, como por entender ser obrigação (e direito) da sociedade participar do esforço para ajudar a reverter esta situação.
Para tanto, considero válido o uso de todos os meios disponíveis para, com respeito e responsabilidade, sugerir, reclamar, elogiar, criticar, exigir eficiência e, sobretudo, denunciar: a corrupção, a “burrocracia”, os desvios de conduta, as práticas atentatórias à democracia, e aos direitos democráticos, como hoje ocorrem na América Latina com a perseguição ao direito da imprensa, inclusive via internet, de informar e fiscalizar. E isto se aplica ao universo de setores dos três níveis de poderes, nas esferas municipal, estadual e federal, onde, graças à liberdade da imprensa, sabemos ocorrem várias situações dignas de serem denunciadas. Precisamos acabar com a percepção de que a sociedade está perdendo capacidade de se indignar.
É de pouco tempo, como disse, minha atenção ao que se passa na área dos órgãos de segurança pública, e menor ainda o tempo em que freqüento a blogosfera policial, me curvando, também nesta área, ao poder da internet, exercido este para o bem e para o mal (há sempre os dois lados, em qualquer “moeda” da vida), na exposição de idéias, de filosofias, de conceitos, etc. etc. e de veiculação de denúncias.
A ninguém é dado desconhecer, muito menos homens com posições no serviço público, a força, a contribuição à transparência, a agilidade da internet, atributos a serviço da sociedade, do conhecimento, do combate à impunidade e de tudo mais, inclusive no melhor desempenho das funções de administradores, comandantes, presidentes de empresa, etc. etc.
Por tudo isto, confesso não ter reagido positivamente à notícia, em O Globo de hoje (21-11), quanto ao que dissera o Exmo. Senhor Coronel Alvaro Garcia, em exercício no Comando-geral da PMRJ, a respeito do uso da internet para veicular críticas à Polícia Militar, em sua opinião, inoportunas, ou injustas. Com todo o meu respeito, achei, no mínimo, infeliz, o comentário feito pelo citado militar. Contudo, de imediato, busquei alinhar razões para o comentário do citado militar, passando a refletir que eu próprio, quando iniciei contato, ainda hoje pouco aprofundado, reconheço, com o mundo da blogosfera policial, não achei justo que comentários, de qualquer natureza, fossem postados anonimamente, como não raro, ocorrem nestes espaços. Entendia, e ainda entendo, que a qualificação da fonte, claro, qualifica a informação. Mas em seguida, também pensei:
1) no instituto do disque-denúncia (que não exige identificação) e que tem dado resultados positivos no combate ao crime;
2) na prática legal da delação premiada, exemplo que, claro, entendo aqui não se aplicar, “in totum”, mas penso tangenciar reflexão sobre o anonimato;
3) que um dia, por experiência própria, no desempenho de minhas funções, por dever de ofício e, também, com aversão moral e conceitual ao anonimato, infelizmente do ponto-de-vista humanitário, desnudar, graças à uma denúncia anônima, prática indevida de um servidor que tinha sob minha chefia;
4) no que um dia um superior me dissera ter a opinião de que, para a preservação do credo da instituição de que ali se podia até se tolerar alguns desvios, mas não o de ser desonesto (como se qualquer desvio não encerre em si, algum grau de desonestidade e, portanto, sujeito ao mesmo combate) toda “fumaça” poderia indicar a prática de desonestidade/roubo e, portanto, deveria ser investigada, independentemente da “cor da fumaça”, aduzia ele;
5) da prática de votações no Congresso em que o congressista não identifica o seu voto, deixando no anonimato suas posições, o que também pode se considerar recorrente ao tema;
6) por último, mas não de menor importância, no fato de que as denúncias veiculadas nestes espaços da internet – mesmo que seus autores NÃO sejam inescrupulosos, levianos ou movidos por vinganças – são dos quadros da instituição em que trabalham, assim como, em muitas situações, também o são os denunciados ou as pessoas alvo de críticas (as críticas de fato não são feitas à instituição, mais à sua performance e, portanto, aos que a dirigem), o que leva ao não desprezível risco de que venham a sofrer punições e/ou constrangimentos morais, com o denunciante acabando por receber sanções camufladas como meros atos administrativos, antes de que as denúncias ou situações de agravo sejam devidamente apuradas, com agilidade, transparência e imparcialidade.
O que ocorre com poucos dispostos a enfrentar estes riscos, acabam dando razões a que muitos se convençam de que o “medo” é devido e real. Afinal, em muitas das instituições públicas se tem notícias prevalecer viés dos tempos do autoritarismo que induz à práticas inaceitáveis em um estado democrático de direito, respaldadas em regulamentos que se mantêm obsoletos, perpetrando-se injustiças que ferem preceitos democráticos, inclusive incertos na Constituição de 1988, como o de livre direito de expressão, de opinião, de defesa ampla, dentre outros, nem sempre assegurados e respeitados de modo cabal, transparente e isento. Reconheço que há excessões, mas aqui se trata do que não é bom!
Conclui-se que, à parte providencias, inclusive legais, que devem ser intentadas para coibir ofensas graves à pessoa, à família ou à instituição – e, neste particular, noto preocupação positiva de muitos dos proprietários de blogs e de blogueiros – as distorções que eventualmente resultem de denúncias apuradas como inverídicas e/ou de críticas infundadas,e que tenham sido veiculadas por indivíduos desprovidos de conteúdo moral e ético, não anulam, pelos aspectos aqui comentados, os muitos benefícios que se pode ter na luta pelo combate à corrupção, melhor transparência da coisa pública e para coibir demais disfunções nos serviços públicos, em contribuição à redução da impunidade e ao fortalecimento das instituições. Não seria pois, em minha opinião, de se conceituar a questão de forma tão ampla e decisivamente pejorativa, mas, ao contrário, usar-se a mesma internet para comunicar providências adotadas, ou em processo de implementação, para apurar as denuncias ou responder às críticas indevidas ou, ainda que devidas, porque, de alguma forma, se justificaria a ocorrência da situação criticada.
Enfim, à medida que se tenha mais ágil apuração de denúncias e esclarecimentos,com mais transparência, ganhará a sociedade e se induzirá a uma maior confiabilidade aos propósitos de fortalecimento das instituições, no interesse maior e exclusivo da população.
Wagner de Medeiros
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGDOR INTERNO

sábado, 7 de novembro de 2009

WAGNER DE MEDEIROS, UM CIDADÃO QUE NÃO SE CALA.

O GLOBO
O Rio de Janeiro de Beltrame, só de Beltrame.


COMENTÁRIO POSTADO:
Quando foi abatido o helicóptero da PM, achei que o Secretário de Segurança tinha “caído na real”, com declarações que me deram a esperança de que ele concordara com a ineficiência da política de segurança pública, com o fato de a PM estar cuidando do que deveria ser função da União e deixando de fazer, para o cidadão fluminense, o que lhe cabe na precípua função de Política Militar do Estado, que uma burocracia pornográfica era um problema para as ações necessárias à melhor performance dos órgãos estaduais de segurança do Estado e, até, mais recentemente, dizendo achar absurdo o policial-militar ganhar mil reais, exortando a União a ajudá-lo a pagar salários dignos aos policiais.
Agora ele vem dizer que acha o RJ um espaço não violento! Que aqui não há violência? Será que, com boa vontade para com ele, o Secretário quis dizer que, no Rio, há lugares perigosos, muito perigosos e excepcionalmente perigosíssimos? Ou seja, nem todo o rio é violento num grau só mas em distintos níveis, embora todos violentos? Ou, ainda, será que ele não se equivocou e falou pensando em uma cidade que outrora o Rio foi ou que um dia pretende ele (e todos nós) ainda venha a ser? Tudo, menos dizer que o Rio de hoje seja um espaço não violento. Onde todos os dias, em todos os jornais e em todos os noticias de TV, não se noticiam crimes, roubos de carro, assassinatos à queima roupa, blitzs falsas, médicos tirados de sua moto e morto friamente, que cada um de nós tem um parente, ou um amigo, ou um conhecido morto pela violência do Rio, confrontos (cinematográficos, se não fossem reais) entre bandidos e “pobres homens” tentando manter a lei e a ordem, sinais de trânsito sendo avançados pelo medo de assaltos, porteiros terem que ser treinados para evitar assaltos a prédio, e, agora´, até professores ouvi dizer serão treinados para agirem em situação de riscos de seus alunos, em sala de aula, etc. etc. E, obvio, não deve ser aqui o lugar a que este site se refere já se contabilizam 30 mil mortos.
Por favor, Senhor Secretário Beltrame, o Senhor continuasse se mostrando consciente de que a coisa está muito feia (temos até o nosso 11 de novembro), pois só assim haveria esperança de o Senhor reconhecer que muito tem que se corrigir e ser feito para se dizer que o Rio de Janeiro é lugar onde se pode viver como se vive em qualquer outra cidade civilizada, onde segurança urbana só freqüenta , de forma esporádica ou corriqueira a qualquer grande centro urbano, páginas de jornais como os que aqui um dia já se disse, deles saem sangue, quando espremidos.
Hoje, no Rio de Janeiro, isto ocorre com todos os jornais. Aliás, à miúde se vê sangue correndo, ao vivo!
WAGNER DE MEDEIROS.
Eu assino com ele.
E você cidadão brasileiro?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGDOR INTERNO

domingo, 9 de agosto de 2009

ARTIGO DE DOMINGO - SISTEMA PRISIONAL - WAGNER DE MEDEIROS.

COMENTÁRIO POSTADO:
Repetidamente, tenho lido, neste espaço, críticas à PMERJ, e, consequentemente, ao Governo do Estado, por estar a Corporação envolvida no combate ao tráfico, e aos traficantes, tendo em vista ser esta missão de competência, constitucional, do Governo Federal e, portanto, tarefa da Polícia Federal.
Sem conhecimentos técnicos para uma justa avaliação destas críticas, eis que hoje,a propósito do embróglio em torno da devolução de criminosos “cariocas” cumprindo penas em presídios federais, de segurança máxima, em outros estados, ouvi, pelo rádio, o Governador Sérgio Cabral se dizer contrário a que estes indivíduos voltem para o RJ, pois a presença deles aqui, próximos de suas bases criminosas, facilitaria a continuarem comandando-as, com prejuízo para a já tão sofrida população fluminense e, em especial, carioca.
À parte minha incompreensão de como, DESDE QUE AQUI TAMBÉM ESTIVESSEM CONFINADOS EM PRESÍDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA, poderiam continuar estes elementos praticando crimes (por favor, sejam condescentes comigo se, ao externa esta dúvida, dúvida, transpareço ser muito ingênuo ou desprovido, como reconheço ser, de conhecimento técnico sobre a matéria) parece, à pimeira vista, fazer sentido a posição adotada pelo Governador.
Mas o que me chamou mais a atenção, e aí, para mim, o sentido de suas argumentações me embaralharam a mente, foi a argumentação do Governador, usa na defesa de sua posição. Explico: o Governador disse, na entrevista, que sua posição se ajusta ao fato de serem os traficantes (ou o tráfico, foi o que entendi ter ouvido) problema da esfera federal. Mas, ao mesmo tempo, mesmo admitindo que assinara convênio de atuação com a União, como, segundo ele, também o fizeram Governadores anteriores (presumo que o convênio se refere ao Estado atuar em área de competência da União), reitera que não aceitará a devolução dos criminosos.
Então, conclui (não sei se o faço adequadamente) não ser fortuita, ou por acaso, a atuação da PMERJ no combate aos traficantes. Há um convênio, formal, assinado pelo Governador, pelo qual o Estado assume esta função que é, constitucionalmente, da União.
E então, se correto este este entendimento, confesso que passo a não entender outra coisa.
Explico: evidentemente, como se sabe pelos noticiários e, infelizmente, muitos sabem por participar ao vivo, este combate, além de subtrair vidas, consome (não sei quanto) mas, por certo, parcela próxima de 100%, da capacidade instalada da PMERJ, seja em recursos humanos, seja em recursos materiais (pagamento de salários, viaturas, etc. etc.)
Porém, no caso de a União aportar recursos ao Estado para esta finalidade (será que aporta?!), ainda assim, me pergunto se, para cumprir tarefa que caberia à Polícia Federal, não estariam sendo relegadas à segundo plano a atuação das Polícias do Estado nas funções que lhes são precípuas, portanto, em prejuízo da população fluminense?
Se, ao contrário, não existir contrapartida financeira da União, sendo os custos arcados com recursos do orçamento do Estado, então fica mais difícil se entender órgãos de segurança do Estado desenvolvendo tarefas que cumpriria à União performá-las. Seria cabível, então, se indagar como pode se sustentar o argumento de faltar dinheiro para prover aos policiais militares estaduais salários mais condizentes com os níveis de periculosidade de sua profissão e mais condignos com uma atuação responsável, eficiente e cidadã, por parte destes servidores públicos?
WAGNER DE MEDEIROS
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 22 de julho de 2009

WAGNER DE MEDEIROS - UM CIDADÃO BRASILEIRO QUE NÃO ACEITA A CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL.

R$ 30,00 POR DIA
VALOR DA VIDA DE UM SOLDADO DA PMERJ E CO CBMERJ

"Corruptos, e corruptores, são, sempre, um câncer, em qualquer segmento da sociedade, em qualquer serviço público, por isto deve ser extirpado.
Claro que quando o corrupto é um comandante, um chefe, um político, um governante, ou quem quer que seja a quem se confie o comando, a supervisão, a direção de um departamento ou de uma instituição, ele representa um câncer de efeitos mais intensos, mais perniciosos, mais maléficos e passa a "justificar" a aparecimento da doença naqueles que já tenham seus sistemas imunológicos baixos.
Salário próximo de miserável, como o de policial militar no Rio de Janeiro não justifica o ato de acharcar, de desviar dinheiro público, de aceitar propinas, de roubar, de desempenhar com desdém suas funções, de se associar ao ilícito, ATÉ porque se sabe que a corrupção frequenta , e como frequenta, a camada de cima, mas é um fator que facilita a instalação do desvio moral em quem já é propenso por ter baixas defesas morais.
Na minha opinião, a resposta à pergunta que nos faz o Cel. Paúl não pode deixar de ser positiva, ou seja, oficiais corruptos são um câncer na PM, não só pelos estragos que trazem pelos seus efeitos diretos, mas pelos efeitos indiretos sobre diversas outras variáveis de comportamento.
O corrupto quer se manter como tal, garantir os seus ganhos extras e, para tanto, cultiva e espalha outras doenças, como a perseguição aos que com ele não pactuam, o compadrio, a conivência com a ineficiência, a falta de moral para exigir eficiência, o relaxamento do cumprimento do dever de servir à sociedade, o rabo preso, etc.
E, CLARO, CADA CORRUPTO, CONFORME A HIERARQUIA DE SEU POSTO, EXPÕE A CORPORAÇÃO À AVALIAÇÃO DE DIFERENTES EXTRATOS DA SOCIEDADE, RESULTANDO QUE A POPULAÇÃO ACABA GENERALIZANDO, EMBORA INJUSTAMENTE, A PERCEPÇÃO DE QUE TODOS SÃO CORRUPTOS QUE A POLÍCIA, OU AS POLÍCIAS, SÃO CORRUPTAS.
E ISTO SÓ TRABALHA CONTRA A LUTA PELA SEGURANÇA PÚBLICA.
22 de Julho de 2009 02:09
WAGNER DE MEDEIROS
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO