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terça-feira, 10 de abril de 2012

RIO: CREMERJ ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE FRAUDES EM UPAS.

EMAIL RECEBIDO:
Saúde.
Cremerj abre investigação sobre fraude em UPAs do Rio
Reportagem de VEJA mostrou dossiê do TCM que aponta indícios de superfaturamento na gestão de cinco unidades. Integrante do conselho é afastado por suspeita de envolvimento
UPA da Cidade de Deus, no Rio: irregularidades em contratos assinados pelo médico Oliveira e Silva (à dir.) são expostas em um novo relatório do Tribunal de Contas (acima) (Marcos Michael)
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) informou nesta segunda-feira que abriu uma sindicância para averiguar as denúncias contra o conselheiro Ricardo José de Oliveira e Silva, citado em reportagem de VEJA que revela indícios de fraude na administração em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Após reunião com a diretoria da entidade, o médico pediu afastamento do cargo de conselheiro até que o caso seja apurado.
Um dossiê elaborado pelo TCM analisou as contas do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), gestora contratada sem licitação para gerir cinco UPAs. Em duas delas foram encontrados mais de 1,2 milhão de reais em notas fiscais duplicadas.
Na época, Oliveira e Silva era diretor médico do Iabas. Uma das beneficiadas foi a Rufolo Serviços Técnicos - uma das quatro empresas flagradas pelo Fantástico, da Rede Globo, oferecendo propinas para vencer licitações em hospitais federais.
As UPAS municipais são administradas por Organizações Sociais (OS), que em tese seriam capazes de buscar os menores custos, por não estarem obrigadas a atender à Lei de Licitações. A terceirização é alvo de críticas, inclusive do próprio Cremerj.
"O Cremerj reafirma seu posicionamento contra a terceirização da saúde pública, implantada pelos governos estadual e municipais, particularmente através de Organiza ções Sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips).
Tais instituições não apresentam controles eficazes das verbas públicas nelas alocadas e substituem médicos por outros profissionais para atendimento à população, não garantindo qualidade na assistência e na prevenção aos pacientes, apesar dos altos custos para os cofres públicos", diz trecho da nota do Cremerj.
Leiam a reportgame publicada na Revista Veja:
Corrupção
Rio: roubalheira na saúde cruzou fronteiras do estado
Contratos fraudulentos no principal programa de saúde do Rio de Janeiro são obra de um grupo que, ao que tudo indica, espalhou seus tentáculos também no Rio Grande do Norte.
Quanto mais se explora o lamaçal da saúde pública no Brasil, mais podridão vem à tona. No Rio de Janeiro, o mau cheiro envolve agora o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), uma das entidades teoricamente sem fins lucrativos que a prefeitura contratou para gerenciar o principal programa de saúde do município, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Chamadas de Organizações Sociais (OS) e regulamentadas por uma lei de maio de 2009, as treze gestoras contratadas sem licitação controlam um orçamento que, até o fim deste ano, vai ultrapassar 2,7 bilhões de reais. Desse total, uma fatia de 600 milhões de reais foi parar nas mãos do Iabas, que administra cinco UPAs nas zonas Norte e Oeste da cidade. Um recém-concluído relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) mostra que a bolada, destinada a ajudar pessoas doentes e sem recursos, tem sido usada para engrossar uma vasta rede de irregularidades. De forma bastante didática, o dossiê expõe, mais uma vez, a desfaçatez com que empresas e indivíduos desviam para o próprio bolso dinheiro que serviria para melhorar o precaríssimo atendimento da saúde pública no país (Leiam mais).
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

RIO: UPAS, ESCÂNDALO.

"SITE G1:
14/12/2011 20h09 - Atualizado em 14/12/2011 20h09.
Alerj apura se houve irregularidade em licitação para construir UPAs.
Vencedora da licitação cobrou preços mais altos que outras empresas.
Empresas de mesmo dono cobraram preços diferentes, segundo deputados.
A construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), com módulos metálicos, pelo governo do estado, pode ter gerado um prejuízo de milhões de reais aos cofres públicos. A denúncia foi feita pela comissão de fiscalização tributária da Assembleia Legislativa do Rio De Janeiro (Alerj).
De acordo com a denúncia, duas empresas de mesmo dono ofereceram valores diferentes na licitação, sendo que a ganhadora cobrou valores mais altos pelo metro quadrado dos módulos metálicos (Leiam)".
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MINISTÉRIO PÚBLICO INSTAURA INQUÉRITO PARA APURAR UPAs DE SÉRGIO CABRAL (PMDB).

O Diário Oficial do dia 04 OUT 2011 torna pública a instauração de um Inquérito Civil Público para “investigar suposto dano ao patrimônio público na compra de contêineres e módulos metálicos pelo Estado do Rio de Janeiro para instalação de Unidades de Pronto Atendimento, em detrimento da construção das unidades em alvenaria”.
Boa notícia!
Lembro que o Ministério Público também instaurou Inquérito Civil Público para investigar os contratos celebrados pela Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro para terceirização da compra e da manutenção de viaturas da Polícia Militar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SHOT IN RIO - UPA DA MARÉ FECHA POR CAUSA DA BANDIDAGEM QUE AINDA NÃO FOI PACIFICADA - REINALDO AZEVEDO.

REVISTA VEJA:
BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
Shot in Rio - UPA da Maré fecha por causa da bandidagem que ainda não foi “pacificada”…
Na VEJA Online:
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré, no Rio de Janeiro, foi fechada por motivos de segurança. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pela secretaria estadual de Saúde. O pedido para que a UPA parasse de funcionar partiu do comando da Polícia Militar, por causa das operações realizadas no conjunto de favelas durante as últimas duas semanas.
Em nota, a secretaria afirma que a medida é uma forma de “preservar a população local e a equipe de profissionais da saúde que atua na unidade”. A orientação para quem precisar de atendimento médico é procurar o Hospital Geral de Bonsucesso, a UPA da Penha ou a UPA da Ilha do Governador.
As Unidades de Pronto Atendimento estão para a política de saúde do governo estadual como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) estão para a política de segurança. Adotadas no primeiro governo de Sérgio Cabral, ambas foram fartamente utilizadas na campanha que resultou em sua reeleição. No segundo mandato, problemas de vários tipos mostraram que nenhuma das duas é, por si só, solução para os complexos desafios da saúde e da segurança no estado.
No caso do complexo da Maré, na zona Norte do Rio, a segurança é o foco do problema. O conjunto de favelas não foi pacificado e ainda serve de abrigo para traficantes venderem drogas e desfilares seus armamentos pesados. Não é raro a realização de operações da polícia na área. A cada ação policial na Maré fica evidente o poder de fogo dos criminosos. Na semana passada, foram apreendidos fuzis, uma metralhadora, duas pistolas e duas granadas.
No começo de setembro, outra operação realizada pelo 22º BPM (Maré) apreendeu armas e drogas. Na ocasião, foram encontrados 30 quilos de maconha, um quilo de pasta de cocaína e três mil pedras de crack. Mas, apesar de serem feitas operações, as apreensões e algumas prisões feitas pela polícia no Complexo da Maré acabam por enxugar gelo. O tráfico e as armas não diminuem e a polícia é, normalmente, recebida a tiros.
A retirada da UPA resolve o problema dos profissionais de saúde que atendiam ali. Mas para ter acesso a atendimento médico nos locais indicados pela secretaria de Saúde - e também para trabalhar, fazer compras ou estudar - os moradores da Maré continuarão a atravessar um campo de batalha.
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de julho de 2011

BLOG COTURNO NOTURNO – ARTIGOS.

1) Com que direito o TCU e o Ministério Público Federal esconderam o listão dos políticos corruptos que roubam o país?
Está no editorial do Estadão, de hoje. Desde o ano passado, antes das eleições, o TCU e o Ministério Público Federal possuem uma lista de políticos que mantêm negócios escusos com o governo, o que é proibido por lei. O listão dos corrruptos também é de conhecimento da Mesa da Câmara e da Mesa do Senado, que decidiram mantê-la em sigilo. Só agora, a conta-gotas, começam a ser revelados os Alfredos, os Nascimentos e até mesmo os Malufs que estão roubando despudoradamente os cofres públicos. É roubo sim, porque é ilegal político com mandato estabelecer relação comercial com o governo. Por que o TCU e o MPF esconderam esta lista? Com que direito? Se quem deve punir vira cúmplice, que esperança existe para o país? (leiam).
2) Começou oficialmente a copa da roubalheira (leiam).
3) Por falar em Cabral, quem disse que o seu amigão da "DELTA" parou de faturar com o DNIT corrupto? (leiam).
4) Cabral gasta R$ 30 milhões ou 10 UPAs de lata para fazer sorteio da Copa (leiam).
Link
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 18 de julho de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB): UPPs E UPAs VIRAM ALVO DE DENÚNCIAS.

EX-BLOG DO CESAR MAIA
18 DE JULHO DE 2011.
OS CONTÊINERES DAS UPAS E DAS UPPS DOS GOVERNOS DO RIO SÃO SUPERFATURADOS!
1. (Veja, 17) Empresa de fachada faz UPAs -unidades de saúde- no Rio. Há dois programas-chave na gestão do governador Sergio Cabral, daqueles que funcionam como vitrine política. O das UPAs -unidades de Pronto Atendimento- para pequenas unidades de saúde para doentes de menor complexidade, e as UPPs. Nos últimos três anos, uma única empresa recebeu R$ 140 milhões de reais pela construção de módulos de aço para as unidades de saúde. A empresa também montou módulos para UPPs. Criada em janeiro de 2009, a Metalúrgica Valença recebeu empréstimo de R$ 4 milhões do governo do Rio, e a concessão de uso de um terreno entre 2009 e 2014, período do mandato do Cabral. Mas na sede da empresa em Valença, não há nada além de uma estrutura metálica incompleta e mato num terreno baldio. O dono da Metalúrgica Valença é conhecido por sua amizade com o vice-governador Pezão.
2. (Globo, 17) a. Um comparativo feito pelo GLOBO mostra que a utilização de contêineres ou módulos pré-moldados de aço para erguer as Unidades de Pronto-Atendimento 24h (UPAs) custa, em média, 25% mais caro que construir um hospital inteiro de alvenaria. Apesar da diferença, o uso das estruturas metálicas virou uma febre no estado, desde que o governo inaugurou a primeira UPA na Maré, em 2007. Desde então, já foram instaladas mais 41 unidades com esse tipo de material. Outras secretarias, como as de Governo e Segurança, além de municípios do interior, da prefeitura da capital e da Guarda Municipal, passaram também a adotar os pré-moldados metálicos.
b. Os custos de instalação das UPAs já chamaram a atenção dos promotores da área de saúde do Ministério Público estadual. Eles investigam suspeitas de superfaturamento na compra das estruturas de aço. Nos tribunais de Contas do Estado (TCE) e do Município (TCM), tramitam processos nos quais os técnicos questionam os valores e os processos licitatórios de instalação das UPAs. Pelos dados fornecidos pelo governo estadual e pela prefeitura, os módulos de aço das UPAs têm um custo de R$ 2.385 por metro quadrado. O preço supera em 25% os R$ 1.900 que a prefeitura de São Carlos, em São Paulo, investe na construção do Hospital Escola Municipal. A unidade, que está parcialmente pronta, tem mais de 30 mil metros quadrados.
3. Mas se deveria ter pago ICMS de 18% em Barra do Piraí e pagou 2% em Valença, numa fachada, o ICMS deveria cobrar 16% de 173 milhões ou 27 milhões de reais, fora multa e juros. Fora fiscalização do imposto de renda, IPI...
POSTOS DE LATA! VÊM DE LONGE...!
1. Já em 2008 este Ex-Blog denunciava os primeiros aluguéis com dispensa de licitação. E houve "esquecimento" de publicar no DO. Exatamente como depois em tantos casos e agora nas obras fraudadas na região Serrana.
2. (Ex-Blog, 20/08/2008). E para conhecer apenas uma das dispensas de licitação veja uma de junho agora (DO de 3 de junho de 2008). E o valor é apenas do aluguel do contêiner.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 17 de julho de 2011

RIO INACREDITÁVEL: COMO EXPLICAR O FATO DE SÉRGIO CABRAL (PMDB) CONTINUAR SENDO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO?

REVISTA VEJA
VITRINES POLÍTICAS EM RISCO
Empresa de fachada faz UPP e unidade de saúde (UPA) no Rio.


Reprodução da revista VEJA
Reprodução da revista VEJA

















































JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO INACREDITÁVEL: NOVO ESCÂNDALO E SÉRGIO CABRAL (PMDB) CONTINUA GOVERNANDO O RIO DE JANEIRO.

O GLOBO
Solução contraindicada
UPAs feitas com contêineres ou pré-moldados custam 25% mais que hospitais de alvenaria
Publicada em 16/07/2011 às 22h16m
Fábio Vasconcellos (fabiovas@oglobo.com.br)
Natanael Damasceno (natand@oglobo.com.br)

O hospital escola de São Carlos (SP): o metro quadrado da construção sai a R$ 1.900, 25% menos que o custo de R$ 2.385 dos módulos de aço das UPAs no Rio.

RIO - Na lógica de gastos do poder público do Rio, a menor diferença entre custo e benefício nem sempre é o melhor preço. Um comparativo feito pelo GLOBO mostra que a utilização de contêineres ou módulos pré-moldados de aço para erguer as Unidades de Pronto-Atendimento 24h (UPAs) custa, em média, 25% mais caro que construir um hospital inteiro de alvenaria. Apesar da diferença, o uso das estruturas metálicas virou uma febre no estado, desde que o governo inaugurou a primeira UPA na Maré, em 2007. Desde então, já foram instaladas mais 41 unidades com esse tipo de material. Outras secretarias, como as de Governo e Segurança, além de municípios do interior, da prefeitura da capital e da Guarda Municipal, passaram também a adotar os pré-moldados metálicos.
Os custos de instalação das UPAs já chamaram a atenção dos promotores da área de saúde do Ministério Público estadual. Eles investigam suspeitas de superfaturamento na compra das estruturas de aço. Nos tribunais de Contas do Estado (TCE) e do Município (TCM), tramitam processos nos quais os técnicos questionam os valores e os processos licitatórios de instalação das UPAs.
Pelos dados fornecidos pelo governo estadual e pela prefeitura, os módulos de aço das UPAs têm um custo de R$ 2.385 por metro quadrado. O preço supera em 25% os R$ 1.900 que a prefeitura de São Carlos, em São Paulo, investe na construção do Hospital Escola Municipal. A unidade, que está parcialmente pronta, tem mais de 30 mil metros quadrados. No custo total de R$ 58 milhões estão incluídas as despesas com paisagismo, instalações elétricas e hidráulicas, além de sistema de refrigeração. A obra conta ainda com a assinatura do arquiteto João Filgueiras Lima (Lelé), responsável pelos projetos dos hospitais da Rede Sarah Kubitschek (leia mais).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AS UPAS DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO, NA CAPITAL, FRACASSARAM! - CESAR MAIA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA:
1. O Ministério da Saúde, em função dos procedimentos clínicos e cirúrgicos, transfere via SUS os recursos para Estados e Municípios. Divide-os no que se referem as ações da Esfera Federal, da Esfera Estadual, da Esfera Municipal e da Esfera Privada. A série do Ministério da Saúde -dos últimos cinco anos, de 2006 a 2010, relativa à Cidade do Rio de Janeiro- permite analisar a dinâmica dos procedimentos nas 4 esferas, na capital.
2. A partir de 2007, o Governo do Estado do Rio implantou as UPAs, começando pela Capital, pela Cidade do Rio de Janeiro. Foram divulgados e propagados os números dos procedimentos como se as UPAs tivessem multiplicado os mesmos. Para que se possa avaliar o que ocorreu nesses cinco anos, tomamos as informações do SIASUS. Primeiro, do Sistema de Informações Ambulatoriais. Depois, Sistema de Informações Hospitalares. Nos dois casos foram separados os Procedimentos com finalidade diagnóstica e os Procedimentos Clínicos, já que as UPAs não realizam Procedimentos Cirúrgicos. Mesmo estes que em 2006 foram 17.185, em 2010 apenas alcançaram 10.956. As UPAs estavam em funcionamento em 2008, ampliando e amadurecendo em seguida.
3. Comecemos pelo Sistema de Informações Ambulatoriais relativo à Esfera Estadual no Município do Rio de Janeiro. Os Procedimentos Clínicos alcançaram 3.194.727 em 2006. Em 2007 foram 2.231.824. Em 2008 foram 2.116.058. Em 2009 foram 1.597861. E em 2010 foram 1.864.232. Mesmo usando o ano de 2010, a queda foi abrupta: 41%. Se usarmos a média de 2009-2010, com o sistema de UPAs maduro, a queda foi de 46%.
4. Se tomarmos, neste Sistema, os Procedimentos com finalidade diagnóstica, em 2006 foram 3.970.758, em 2007 foram 2.182.173. Em 2008 foram 1.530.793. Em 2009, foram 1.761.176. Em 2010 foram 2.521.332. A queda, em 2010, em relação a 2006 foi de 37%. Em relação à média 2009-2010 a queda foi de 46%.
5. Passemos ao Sistema de Informações Hospitalares. Nesse caso, o número de procedimentos com finalidade diagnóstica, em todas as esferas, é insignificante. Tomemos os Procedimentos Clínicos, supondo que, por qualquer razão, as UPAs os tivessem contabilizado nos hospitais. Os números são, naturalmente, muito menores. Mas vamos lá. Em 2006 foram 39.920. Em 2007 foram 62.688. Em 2008 foram 21.820. Em 2009 foram 18.101 e em 2010 foram 21.213. Ou seja: mesmo na hipótese de contabilização errada, as UPAs nada produziram a mais. Ao contrário.
6. Portanto, o programa estadual de UPAs, que produziria um enorme impacto, esvaziando as filas dos hospitais, nada, rigorosamente nada produziu. A queda de procedimentos com finalidade diagnóstica e de procedimentos clínicos é brutal. O Governo do Estado do Rio na Capital viu esses procedimentos desabarem cerca de 40%.
7. E foram muitos milhões de reais jogados, aplicados, em aluguéis de containers, contratações de pessoal, de materiais, medicamentos, etc. As UPAs nada acrescentaram. Um fracasso rotundo. Muito dinheiro, muita propaganda e nada!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de maio de 2011

DIA DAS MÃES - O PRESENTE DO GOVERNO DO RIO.

Na véspera do Dia das Mães, elas são obrigados a retornarem para suas casas com seus filhos doentes no colo, por falta de atendimento médico na UPA do Complexo do Alemão, em razão da falta de pediatra na unidade.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CORPO DE BOMBEIROS - UPA - SAMU - DENÚNCIAS.

DENÚNCIA RECEBIDA:
Prezado Cel Paúl,
É a segunda vez que escrevo e aproveito o ensejo para mais uma vez parabenizar o canal de denúncias e o comprometimento com todo o corpo militar do estado do Rio de Janeiro.
Conforme disse em email anterior sou (...) enfermeiro do CBMERJ, atualmente lotado em uma das UPAs e gostaria de aqui denunciar a situação pela qual passam os militares, particularmente os enfermeiros e técnicos de enfermagem, e a situação ridícula de saúde do rio de janeiro.
Primeiramente é preciso apontar além da irregularidade já discutida (inconstitucionalidade da utilização dos Bombeiros em serviços como SAMU e UPA), há a exploração dos mesmos com escalas desumanas e estressantes. Enquanto todos os oficiais (Médicos, Dentistas e Assistentes Sociais) realizam escala de 24h semanais os Enfermeiros são obrigados a cumprir escala de 24x72h uma descriminação injustificável seja pelo critério nível de formação (todas as categorias são nível superior), seja pelo critério militar já que os assistentes sociais possuem a mesma patente e gozam de melhor escala. Essa escala é comparável apenas aos hospitais particulares capitalistas e leoninos que se interessam apenas pelo lucro e não por seus recursos humanos. Não suficiente a SESDEC não assume essa carga horária exigida já que registra junto ao CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) um sítio do Ministério de Saúde onde todos os estabelecimentos de saúde em operação e seus funcionários devem estar cadastrados, a carga horária registrada é de 30h semanais, onde na realidade cumpre-se no mínimo 48h semanais. Apesar das tentativas de melhorias e de dialogo o comando do 2º GSE representado pelo Major Jorge André e Cel Suarez ainda não sensibilizaram e nem mostraram sinais se melhoria das condições de serviço.
Não suficiente, os profissionais civis que hoje também integram as equipes hoje têm escala e vencimentos melhores que nós militares. Trabalham a metade e ganham o dobro.
Convivemos ainda com a pressão diária de funcionários do Governo de Estado de um setor intitulado “SOS Saúde” que visitam as unidades como intuito de melhorar o atendimento das unidades, mas que na verdade são leigos, sem nenhuma formação técnica em saúde e que participam de um grande cabide de empregos.
Aos entusiastas do modelo UPA de assistência, considerem ainda os seguintes fatores: apesar das demonstrações de proximidade entre os governos de estado representado pelo Gov Sergio Cabral e o Governo Municipal representado pelo Prefeito Eduardo Paes, não há diálogo ou melhoria no quesito saúde. O que se vê hoje são hospitais estaduais com emergências fechadas e os postos de saúde do município sem vagas. Não se iludam pelo apelo estético das UPAs com suas estruturas aparentemente novas e o frescor do ar condicionado. Desafio os leitores a conseguir atendimento em qualquer um dos hospitais do estado Getúlio Vargas, Albert Sshweitzer, Pedro II, Rocha Faria ou qualquer outro. Além do sucateamento eles têm em comum a orientação: dirija-se à UPA. Dessa forma é fácil atingir o objetivo apontado pelo Governador de “esvaziar” as emergências dos hospitais, mas sim às custas de sobrecarregar as UPAs que hoje realizam na maioria das vezes mais de 450 atendimentos por dia o que é incompatível com seu porte, sobrecarrega os profissionais e resultam em filas de 6, 8 e por vezes mais de 10 horas de espera. Aliado a isso, os pacientes que são atendidos na UPA não conseguem dar seqüência ao seu atendimento seja por não conseguir marcar sua consulta no posto de saúde mais próximo, seja por não conseguir agendar suas cirurgias nos hospitais, ou mesmo por permanecer em observação na UPA por até 10 dias e às vezes mais por falta de vagas nos hospitais.
Pensem bem: é esse o modelo de saúde que queremos? Que tipo médicos estão atendendo nas UPAs? São os mais qualificados que costumam aceitar esse tipo de situação? O que o Governador vai inventar agora para poder diminuir as filas nas UPAs? Quando poderemos contar com um sistema verdadeiramente ÚNICO de saúde onde o paciente não tenha que peregrinar para conseguir o seu atendimento?
E finalizando, mas não menos importante:
1. todos se lembram das compras superfaturadas da SESDEC e dos escândalos da gaze e dos medicamentos? Pois bem, o que aconteceu com os responsáveis? Pois bem, fiquem sabendo que todas as UPAs são imaginem só alugadas, através de uma empresa chamada NH e que agora começa a prestar seus serviços também às UPPs.
2. não foi divulgado, mas para tentar diminuir a precariedade dos atendimentos pediátricos nas UPAs, que no ano de 2010 passou por inúmeras dificuldades com várias unidades sem a especialidade, o Governo de Estado sensibilizou-se, e depois de deixar os Bombeiros pediatras atendendo de forma sobrecarregada já que poucos civis aceitavam os baixos salários pagos, elevou o preço do plantão para generosos R$12.000,00 aproximadamente. Curiosamente o mesmo só começou a ocorrer quando se aproximou o período eleitoral, por que será?
Mais uma vez aproveito a oportunidade,
Grato
Bombeiro Militar
COMENTO:
Encaminhei essa denúncia aos jornalistas da minha lista de email, na esperança de que a mídia investigativa resolva esclarecer os fatos denunciados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A CRISE NA SAÚDE PÚBLICA DO RIO DE JANEIRO - UPAs.

O GLOBO
Estado revoga licitação para gestão de UPAs

RIO - Enquanto a prefeitura do Rio se prepara para terceirizar a gerência e o atendimento das emergências de quatro grandes hospitais, conforme O GLOBO noticiou no domingo, o estado teve de recuar numa iniciativa semelhante. Na segunda-feira, a Secretaria estadual de Saúde publicou no Diário Oficial a revogação da licitação para a gestão privada de 30 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em todo o estado. A medida foi tomada após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) fazer 30 recomendações sobre o pregão eletrônico, previsto inicialmente para setembro do ano passado.
De acordo com a Secretaria de Saúde, a ideia da terceirização não foi abandonada, mas o processo foi revogado para que pudesse ser feita uma revisão. O despacho publicado no Diário Oficial diz que, “para a efetivação das alterações no projeto de licitação, propostas pelo TCE, tornou-se necessária a produção de estudos técnicos profundos (...), o que tornou inconveniente a manutenção da presente licitação”.
Estado não tem data para novo processo de seleção
O governo pretendia contratar uma empresa para fazer a gestão compartilhada de cerca de 30 UPAs hoje administradas pelo estado. A gestão administrativa incluiria a mão de obra, inclusive de profissionais da área da saúde, como os médicos, assim como de prestadores de serviços de limpeza e segurança. Incluiria ainda o custeio das contas de consumo de luz e água, entre outros itens.
Segundo a Secretaria de Saúde, está prevista a gestão compartilhada, porque será feita pela empresa vencedora da licitação sob fiscalização do estado, que continuará ditando as regras a serem seguidas. O processo não tinha um valor mínimo determinado. Não foi dada previsão para a realização de um novo certame.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

GOVERNADOR, OS BOMBEIROS E OS POLICIAIS MILITARES QUEREM TÃO POUCO.

Exmo governador, aceite essas simplórias contribuições, acredito que elas poderão proporcionar uma melhor gestão na segurança pública fluminense.
Creio que os atuais gestores das corporações militares estaduais não tratam desses assuntos com vossa excelência, assim sendo, aproveite nas suas avaliações futuras.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares de pouco para promoverem os serviços públicos que a população almeja e merece. No intuito de auxiliar vossa excelência cito algumas necessidades, que podem ser facilmente equacionadas no seu governo:
1) Salários dignos para ativos, inativos e pensionistas: Não querem bolsas e nem gratificações que só atendem pequenos grupos e que não são incorporadas aos salários. Querem ainda receber horas extras.
Como pode perceber o seu governo está na direção oposta desses interesses dos militares estaduais.
2) Condições de trabalho adequadas e direitos constitucionais. Querem equipamentos de segurança individual; armamento oficial acautelado; quartéis e postos salubres; alojamentos dignos (armários, banheiros, etc); fim do rancho; formação continuada; assistência médica de qualidade; programas de medicina preventiva; programa de condicionamento físico; etc.
Novamente, seu governo está na direção oposta.
3) Folgas: Elas deveriam ser utilizadas para o descanso e o lazer com a família, todavia, em razão dos salários miseráveis, precisam de folgas para o exercício de uma segunda (e terceira) atividade no intuito de dar um mínimo de dignidade para seus familiares.
Governador, a coisa vai mal também quanto às folgas, pois além dos serviços extras não remunerados, existem várias escalas diferentes para quem executa os serviços idênticos. Elas precisam ser unificadas.
Governador, pegue o caso das UPPs, as jóias da coroa.
Vossa excelência criou um comando intermediário só para elas, o CPP, colocando um coronel de polícia como gestor, o qual recebe uma ótima gratificação. Aliás, em termos de gratificações o seu governo é pródigo, sem dúvida.
O CPP tem toda uma estrutura administrativa para gerir as UPPs e apesar disso encontramos escalas diferentes nas UPPs.
Como explicar tal desorganização?
Senhor governador, um bom sargento da antiga pode organizar e equacionar esses problemas com escalas, não existe dificuldade.
Obviamente, os Policiais Militares do concurso de 2008 do Interior que estão obrigados a permanecerem trabalhando nas UPPs da Capital, contrariando o edital, a lei do concurso, merecem uma escala diferenciada dos PMs que residem na Capital, caso contrário nem conseguirão ir para casa. Não esqueça que inúmeros desses Policiais Militares consomem mais de doze horas no trajeto casa-quartel-casa.
Infelizmente, governador, mesmo após organizar as escalas das UPPs, vossa excelência continuará com problemas nessa área, considerando que os Soldados das UPPs possuem escalas melhores que todos os Praças dos batalhões. Isso significa que um Soldado de uma UPP, trabalha menos tempo que um Sargento do batalhão da área onde a UPP está instalada.
Governador, parece piada, mas não é.
Nem escala a gestão da modernidade sabe fazer.
Se quiser eu posso indicar um Sargento da antiga, ele resolverá esse caos.
No Corpo de Bombeiros, as escalas da área de saúde também não obedecem ao critério da igualdade, o senhor terá que arrumar outro bom Sargento da antiga também no CBMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 30 de janeiro de 2011

CAPITÃO É PRESO POR REIVINDICAR TRATAMENTO JUSTO A BOMBEIROS/RJ .

DIÁRIO DO BOMBEIRO MILITAR
domingo, 30 de janeiro de 2011
CAPITÃO É PRESO POR REIVINDICAR TRATAMENTO JUSTO A BOMBEIROS/RJ
Foi publicada no último boletim reservado do CBMERJ (27/01/2011) a punição de 12 DIAS de PRISÃO do Cap BM Lauro Botto, por reivindicar, através de uma mensagem de texto (SMS) enviada ao secretário Sérgio Côrtes, tratamento JUSTO aos verdadeiros BOMBEIROS que hoje estão subordinados à Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil.
O anacronismo dos regulamentos disciplinares dos militares estaduais ainda permite que tais situações como essa ocorram, ao arrepio do que preconiza a Constituição Cidadã de 1988. Militares Estaduais do Rio de Janeiro (BBMM/PPMM) têm limitados direitos garantidos constitucionalmente e sequer têm respeitado seu direito a livre manifestação do pensamento.
E parece que a partir de agora o ex-tenente médico demissionário, ex-futuro ministro da saúde e investigado pelos ministérios públicos estadual e federal, secretário Sérgio Côrtes, começou a revelar a nova maneira de lidar com as legítimas reivindicações da tropa: PRISÃO!
O Capitão Lauro Botto foi candidato a Deputado Federal(PV/RJ) nas últimas eleições e atualmente é suplente à uma vaga na Câmara dos Deputados, onde tramita o projeto de criação de um piso salarial para bombeiros e policiais de todo o país (PEC 300), sendo o referido oficial BM um dos maiores entusiastas da matéria no estado do Rio de Janeiro. Desde o ano de 2007, o Cap Lauro Botto participa de movimentos reivindicatórios legítimos e pacíficos e, apesar de sua ficha disciplinar ser livre de qualquer advertência ou punição, já fora transferido de quartel por 5 vezes no últimos 03 anos.
Enquanto isso, continua o desrespeito às funções constitucionais do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (UPA/SAMU/RecCadáveres), continua o desrespeito à hierarquia remuneratória dos militares estaduais (Op.Dengue, UPA, SAMU, "Boi-Lambeu", "350,00",...), continuam a perceber o PIOR SALÁRIO DO BRASIL, continua o desrespeito à paridade de vencimentos entre ativos e inativos do CBMERJ, continua a enorme insatisfação da tropa com o governo que declaradamente discrimina os BBMM, continuam sem Rio Card (auxílio-transporte) todos os Bombeiros do Rio de Janeiro e continua em um crescente sem fim a desmotivação de 99% dos "Homens de Cáqui" do CBMERJ.
E quem vai PRESO é o Capitão...






JUNTOS SOMOS FORTES!
COMENTO:
Eu não expressarei a minha opinião enquanto não conversar pessoalmente com o meu amigo, o Capitão BM Lauro Botto, Oficial com qualidades RARÍSSIMAS no seio dos militares estaduais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

OS BASTIDORES DA CRISE DA SAÚDE - JORGE DARZE.

Os bastidores da crise da saúde
A crise da saúde pública tem sido uma grande preocupação da nossa população, que em recentes pesquisas apontou como prioridade a ser assumida pelos futuros governos. Além de negarem o que está ocorrendo, os governantes anunciam supostas melhorias no setor, fazendo-nos lembrar dois personagens do humorista Chico Anysio: o coronel Pantaleão e sua companheira Terta. Ao revelar situações absurdas, ele perguntava: “É mentira, Terta?”. E ela respondia: “Verdade!”. O recente incêndio no Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, trouxe à tona, mais uma vez, a irresponsabilidade dos gestores, que, mesmo sem explicarem as causas do ocorrido, intempestivamente determinaram o seu fechamento, o que causou enorme prejuízo à população. Além de sobrecarregar os já sobrecarregados hospitais das proximidades, o governo anunciou a entrega do Pedro II ao município, que por sua vez já determinou o seu repasse a uma empresa privada que irá geri-lo. Felizmente, o Conselho Municipal de Saúde, entendendo que não há justificativa para o seu fechamento, determinou a anulação deste procedimento e obrigou o Estado a reabri-lo para somente depois voltar a discutir a possibilidade da sua municipalização. Outro hospital da mesma rede, o Albert Schweitzer, passou por situação similar e, na ocasião, o governo alugou um gerador e não interrompeu o atendimento.
Parece que, ao invés de abrir, a ordem é fechar leitos. Depois do Iaserj e dos seus ambulatórios, fecharam o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, em plena epidemia de dengue, que registrou número elevado de mortes. Há vários meses e silenciosamente, outro hospital estadual, o Carlos Chagas, vem sendo fechado gradativamente, ao fazer cair o número de atendimentos, há alguns anos de 25 a 30 mil pacientes/mês para aproximadamente 2.500. O mais estarrecedor é que no passado, com número dez vezes maior de pacientes atendidos, eram registradas em média 180 mortes por mês e, hoje, este número é o mesmo, apesar da redução de atendimentos, devido a sua desativação progressiva e à perda de qualidade no atendimento. Já as UPAs, meninas dos olhos dos nossos governantes, estão quase todas desfalcadas de médicos e não funcionam, levando a população a passar até seis horas esperando atendimento, o que, além de ser um grave desrespeito, compromete seriamente o prognóstico dos pacientes. As internações não têm o acompanhamento devido, e o que deveria ser uma permanência de no máximo 48 horas, por falta de leitos na rede passa a ser de vários dias. Aliás, como não houve investimento na criação de novos leitos e centenas foram fechados, este passou a ser um dos mais graves problemas da crise. A situação é pior quando se trata de leitos de terapia intensiva, pois, em relação aos demais, o chão e os corredores dos hospitais têm sido frequentemente utilizados. Não sabemos se, por ironia, surgiu uma nova classificação para essas novas “enfermarias”, agora chamadas de “corredores assistidos”. Assistidos por quem? Muitos destes pacientes acabam morrendo por falta de condições de atendimento, existindo indícios de homicídio doloso, o que cabe ao Ministério Público esclarecer.
A epidemia da falta de médicos está também no sistema móvel de atendimento. São inúmeras as denúncias de que ambulâncias circulam com pacientes em estado grave, acompanhados por cabos e sargentos, que evidentemente não possuem a devida habilitação. A chegada de ambulâncias com pacientes graves a unidades que já estão superlotadas de pessoas na mesma situação tem submetido os médicos a grande tensão para decidir sobre as internações – o que não é da sua responsabilidade mas, sim, das autoridades. Nestes casos, têm sido frequentes as ameaças de prisão de médicos plantonistas nos hospitais. Tais ameaças parecem ter sido superadas com a recente portaria da Secretaria de Segurança Pública, que proibiu a condução de qualquer médico para delegacias policiais durante a jornada de trabalho.
Outro ponto de igual gravidade na crise é a falência da política de recursos humanos. Erradicaram do sistema o concurso público, optando pela terceirização, que colide com a Constituição federal. Paga salários quatro vezes maiores que os dos servidores públicos e não corrige o déficit. Isso estabelece a discriminação salarial, secundariza a aferição de competência e faz crescer avassaladoramente a inexperiência profissional. Esse processo seletivo é extremamente fragilizado, além de facilitar o ingresso de falsos profissionais. Tudo isso só acontece devido à opção política das nossas autoridades de trilhar os caminhos da ilegalidade. Esperamos que o STF, prestes a julgar várias ações sobre o assunto, reconheça a ilegalidade de tal projeto.
Jorge Darze
Presidente do Sindicato dos Médicos do RJ

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 24 de outubro de 2010

RIO DE JANEIRO: A CRISE NA SAÚDE PÚBLICA.

Hospital Pedro II - Santa Cruz
O governo Sérgio Cabral (PMDB) quer acabar com o hospital

SITE G1
"Secretaria registra no RJ 30 faltas de médicos em plantões de 21 UPAs
Normalmente, a média é de 10 faltas durante o fim de semana.
Secretaria afirma que o atendimento está sendo regularizado.

A Secretaria estadual de Saúde informou que houve uma falta de 30 médicos nos plantões das 21 UPAs administradas pelo governo do Rio de Janeiro neste fim de semana. Normalmente, a média é de 10 faltas no mesmo período. No entanto, segundo a Secretaria, apenas a UPA de Cabuçu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ainda apresenta problemas, mas que serão solucionados no começo da tarde deste domingo (24). Ao todo, há 41 UPAs no estado, e 20 são administradas pelos municípios.
De acordo com a Secretaria, é feito um monitoramento das escalas dos profissionais para eventuais necessidades, e que uma equipe de médicos fica de sobreaviso para preencher essas faltas. Neste domingo foram chamados todos os médicos de stand-by, mas a Secretaria não tem ainda o número total desses profissionais.
Um morador que buscou atendimento na UPA de Cabuçu, em Nova Iguaçu, por volta de 9h, disse que recebeu a informações de que não havia nenhum médico no local. Ele foi com a filha doente em busca de socorro em outro posto. No entanto, a Secretaria nega, e afirma que há um clínico geral na unidade. Normalmente, o quadro do plantão é formado por quatro médicos.
Na noite de domingo, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que, com a troca de plantão, a situação voltou ao normal, com a presença de quatro clínicos e dois pediatras.
Os profissionais que não compareceram são obrigados a justificar a falta. Eles podem sofrer punições e até o desligamento da rede, de acordo com o vínculo que ele possui com a Secretaria de Saúde.
Ainda não há um levantamento do número de UPAs que estão com quadro completo neste domingo, mas, segundo a secretaria, o atendimento já está sendo regularizado".
E pensar que o governador do Rio foi reeleito.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

PROFESSOR E CORONEL

Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ZOMBANDO DO POVO: SÉRGIO CABRAL (PMDB) FAZ PROPAGANDA DE UPA ONDE FALTAM PEDIATRAS.

"RJ: programa de Cabral mostra UPA em que faltam pediatras
A propaganda eleitoral do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, ressaltou, nesta segunda-feira (27), a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas da Rocinha, onde, há 15 dias, seu adversário, Fernando Gabeira (PV)...
Terra - João Pequeno
terra.com.br
A propaganda eleitoral do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, candidato à reeleição pelo PMDB, ressaltou, nesta segunda-feira (27), a construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas da Rocinha, onde, há 15 dias, seu adversário, Fernando Gabeira (PV), encontrou mães que reclamavam da falta de pediatra. A UPA foi citada entre outros empreendimentos na favela da Zona Sul, como obras de urbanização e um complexo esportivo. No dia 12 de setembro, Gabeira fazia campanha pela Rocinha, quando, ao passar pela UPA, ouviu reclamações de duas mães que lavaram os filhos, mas não encontraram pediatra no local. "Fizeram para ter emergência, mas não tem o que a gente precisa. É bonito por fora, mas falta médico", protestou ao <>bTerra a dona de casa Silmara Lisboa, 18 anos, mãe de um menino de um ano e nove anos, que precisou ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, também na zona Sul. A mesma queixa foi dada pela vendedora Fernanda Melo, 20 anos, mãe de um bebê de oito meses. "Deveria servir para desafogar o (hospital municipal) Miguel Couto (no Leblon), mas elas acabam tendo que ir para lá por não ter médico em determinada especialidade", criticou o pediatra e candidato a deputado estadual Paulo Pinheiro (PPS), que acompanhava Gabeira. Adversário diz que Governo se move suas após denúncias Em seu programa, Gabeira afirmou que o governo Cabral iniciou obras após ele ter denunciado asfalto esburacado na Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) - recapeado em seguida pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) - e uma reforma parada, segundo ele, há três anos, em uma escola de Belford Roxo, também na Baixada. Além disso, anunciou um projeto de saneamento básico de R$ 177 milhões para o Jardim Catarina, em São Gonçalo (Grande Niterói), onde havia mostrado valões de esgoto a céu aberto".
Cidadão fluminense, estão querendo fazer você de otário.
As UPAs não funcionam adequadamente, para conhecer esta verdade basta perguntar a um funcionário público da área da saúde.
As UPPs são uma farsa em termos de pacificação, pois transferem os criminosos para áreas menos "nobres", para conhecer esta verdade basta perguntar a um policial que não ganhe gratificações de comando, chefia ou direção.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A CRISE NA SAÚDE PÚBLICA DO RIO COLOCA EM RISCO DE MORTE A POPULAÇÃO.

Os hospitais de emergência do Rio de Janeiro não conseguem resolver a demanda, em face de suas carências. Os leitos estão ocupados e os pacientes amontoados em corredores, como todos sabem.
As UPAs são um completo fracasso.
Hoje, presenciei mais um problema que atesta o caos da saúde pública. Os Bombeiros que trabalham nas ambulâncias do SAMU quando entregam os pacientes nas emergências, acabam tendo que deixar as suas macas, em razão da falta de leitos, isso inviabiliza que a equipe continue prestando socorro, pois não podem trabalhar sem as macas.
A saúde pública no Rio é uma grande lástima.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

UPA DO CESARÃO - INVASÃO?

Ontem recebi informações de que homens armados teriam invadido a UPA do Cesarão, em Santa Cruz. Tentei obter maiores informações através da internet, porém não consegui confirmar a notícia.
Prezado leitor, caso saiba algo a respeito, por favor, informe.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A UPA E A PNEUMONIA.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO