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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

OS BASTIDORES DA CRISE DA SAÚDE - JORGE DARZE.

Os bastidores da crise da saúde
A crise da saúde pública tem sido uma grande preocupação da nossa população, que em recentes pesquisas apontou como prioridade a ser assumida pelos futuros governos. Além de negarem o que está ocorrendo, os governantes anunciam supostas melhorias no setor, fazendo-nos lembrar dois personagens do humorista Chico Anysio: o coronel Pantaleão e sua companheira Terta. Ao revelar situações absurdas, ele perguntava: “É mentira, Terta?”. E ela respondia: “Verdade!”. O recente incêndio no Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, trouxe à tona, mais uma vez, a irresponsabilidade dos gestores, que, mesmo sem explicarem as causas do ocorrido, intempestivamente determinaram o seu fechamento, o que causou enorme prejuízo à população. Além de sobrecarregar os já sobrecarregados hospitais das proximidades, o governo anunciou a entrega do Pedro II ao município, que por sua vez já determinou o seu repasse a uma empresa privada que irá geri-lo. Felizmente, o Conselho Municipal de Saúde, entendendo que não há justificativa para o seu fechamento, determinou a anulação deste procedimento e obrigou o Estado a reabri-lo para somente depois voltar a discutir a possibilidade da sua municipalização. Outro hospital da mesma rede, o Albert Schweitzer, passou por situação similar e, na ocasião, o governo alugou um gerador e não interrompeu o atendimento.
Parece que, ao invés de abrir, a ordem é fechar leitos. Depois do Iaserj e dos seus ambulatórios, fecharam o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, em plena epidemia de dengue, que registrou número elevado de mortes. Há vários meses e silenciosamente, outro hospital estadual, o Carlos Chagas, vem sendo fechado gradativamente, ao fazer cair o número de atendimentos, há alguns anos de 25 a 30 mil pacientes/mês para aproximadamente 2.500. O mais estarrecedor é que no passado, com número dez vezes maior de pacientes atendidos, eram registradas em média 180 mortes por mês e, hoje, este número é o mesmo, apesar da redução de atendimentos, devido a sua desativação progressiva e à perda de qualidade no atendimento. Já as UPAs, meninas dos olhos dos nossos governantes, estão quase todas desfalcadas de médicos e não funcionam, levando a população a passar até seis horas esperando atendimento, o que, além de ser um grave desrespeito, compromete seriamente o prognóstico dos pacientes. As internações não têm o acompanhamento devido, e o que deveria ser uma permanência de no máximo 48 horas, por falta de leitos na rede passa a ser de vários dias. Aliás, como não houve investimento na criação de novos leitos e centenas foram fechados, este passou a ser um dos mais graves problemas da crise. A situação é pior quando se trata de leitos de terapia intensiva, pois, em relação aos demais, o chão e os corredores dos hospitais têm sido frequentemente utilizados. Não sabemos se, por ironia, surgiu uma nova classificação para essas novas “enfermarias”, agora chamadas de “corredores assistidos”. Assistidos por quem? Muitos destes pacientes acabam morrendo por falta de condições de atendimento, existindo indícios de homicídio doloso, o que cabe ao Ministério Público esclarecer.
A epidemia da falta de médicos está também no sistema móvel de atendimento. São inúmeras as denúncias de que ambulâncias circulam com pacientes em estado grave, acompanhados por cabos e sargentos, que evidentemente não possuem a devida habilitação. A chegada de ambulâncias com pacientes graves a unidades que já estão superlotadas de pessoas na mesma situação tem submetido os médicos a grande tensão para decidir sobre as internações – o que não é da sua responsabilidade mas, sim, das autoridades. Nestes casos, têm sido frequentes as ameaças de prisão de médicos plantonistas nos hospitais. Tais ameaças parecem ter sido superadas com a recente portaria da Secretaria de Segurança Pública, que proibiu a condução de qualquer médico para delegacias policiais durante a jornada de trabalho.
Outro ponto de igual gravidade na crise é a falência da política de recursos humanos. Erradicaram do sistema o concurso público, optando pela terceirização, que colide com a Constituição federal. Paga salários quatro vezes maiores que os dos servidores públicos e não corrige o déficit. Isso estabelece a discriminação salarial, secundariza a aferição de competência e faz crescer avassaladoramente a inexperiência profissional. Esse processo seletivo é extremamente fragilizado, além de facilitar o ingresso de falsos profissionais. Tudo isso só acontece devido à opção política das nossas autoridades de trilhar os caminhos da ilegalidade. Esperamos que o STF, prestes a julgar várias ações sobre o assunto, reconheça a ilegalidade de tal projeto.
Jorge Darze
Presidente do Sindicato dos Médicos do RJ

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O SISTEMA DE SAÚDE INGLÊS: IMPERDÍVEL (legendado)

Vídeo encaminhado pelo amigo Hélio Rosa.
Simplesmente sensacional.
Uma lição de democracia e de um sistema de saúde que funciona.
Ontem, o programa Globo Repórter mostrou o caos da saúde pública em São Paulo, Brasília e no maior hospital de emergência do Nordeste. No Rio, o sistema faliu por completo, o governo chega a fechar hospitais como o IASERJ, o Pedro II e o São Sebastião, além disso, paga salários miseráveis aos profissionais de saúde.
No Brasil, cidadãos morrem por falta de vagas no CTI nos hospitais públicos. Nem com ordens judiciais os governos internam os pacientes graves, que morrem enquanto esperam.
Não deixem de assistir e recomendar este documentário.

Por derradeiro, lembro que recorrer ao Poder Judiciário é o último recurso da civilidade, quando nem isso resolve, só nos resta a bárbarie.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

HOSPITAL PEDRO II - PROTESTO CONTRA O FECHAMENTO.

EXTRA ONLINE:
Dr. Jorge Darze
Presidente do Sindicato dos Médicos


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 6 de novembro de 2010

A LUTA PELA REABERTURA DO HOSPITAL PEDRO II - SANTA CRUZ.

JORNAL EXTRA:
"Manifestantes protestam contra fechamento do Hospital Pedro II
Vídeo da manifestação (assista).

Sindicatos de profissionais de saúde, associações de moradores da Zona Oeste, movimentos sociais e funcionários do hospital estadual Pedro II — atingido por um incêndio nas instalações de energia no dia 14 de outubro nas — protestaram contra o fechamento da unidade. Os manifestantes se reuniram em frente à secretaria estadual de Saúde, no Centro.
Entre as reivindicações, está a abertura da unidade ou a apresentação de um laudo técnico sobre o incêndio que justifique o fechamento do hospital. Eles também contestam a municipalização do hospital e a transferência dos funcionários para outras unidades. Após o protesto, todos dirigiram-se ao Ministério Público do Rio de Janeiro, onde entraram com representação solicitando abertura de procedimento investigativo para apurar as causas do incêndio. O MP já abriu procedimento.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, de 60 anos, classificou o fechamento do hospital como algo obscuro.
— O governo se vale do incêndio para justificar fechamento.É um crime contra a população da região. O Pedro II é um hospital de referência.
O grupo seguiu para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde houve uma audiência pública — presidida pelo deputado Paulo Ramos, presidente da Comissão de Trabalho da Alerj — com a subsecretaria de Atenção à Saúde, Hellen Miyamoto, e o Coronel Sylvio Jorge de Souza Junior, subsecretário de RH e gestão de pessoal.
Os representantes da secretaria de Saúde informaram que há um laudo técnico emitido pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), que justifica o fechamento do hospital.
— As obras estão sendo feitas por causa do incêndio e já preparando para a gestão do município — afirmou Hellen Miyamoto.
Segundo a subsecretaria, novos leitos estão sendo criados em hospitais da rede para solucionar a questão da sobrecarga, principalmente no Hospital Estadual Rocha Faria.
Sobre as especulações de um incêndio criminosos, o Cel Sylvio garante que isso seria ruim para o governo.
— Para nós, é muito pior o Pedro II fechado. É um transtorno, mas não temos escolha.
O deputado Paulo Ramos ironizou o fato de o laudo técnico ser emitido por uma empresa do governo.
— Quem está investigando o incêndio é o próprio suspeito. Ou o incêndio foi muito apropriado ou criminoso".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

HOSPITAL PEDRO II - ATO PÚBLICO DOS FUNCIONÁRIOS E DA POPULAÇÃO DE SANTA CRUZ.

VÍDEO RECEBIDO ATRAVÉS DE EMAIL:

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

ATO EM DEFESA DO HOSPITAL PEDRO II (SANTA CRUZ) - CARAVANA - PALÁCIO GUANABARA.

EMAIL RECEBIDO:
MOVIMENTO DE DEFESA
DO HOSPITAL ESTADUAL PEDRO II

Fundado em 23.10.2010
INFORMATIVO
Informamos e convidamos a população da Zona Oeste que se unam em uma CARAVANA do Movimento de Defesa do Hospital Estadual Pedro II para o Palácio Guanabara dia 04 de novembro de 2010 – Quinta feira - saída às 08h30min, (concentração ao lado do Hospital), com o objetivo de reabrir imediatamente o Hospital Estadual Pedro II, conforme deliberação de todos os presentes na Manifestação do dia 28 de outubro de 2010.
COMENTO:
A população precisa se unir aos profissionais de saúde que estão lutando para preservar o hospital.
A situação da saúde pública é caótica no Rio.
Sérgio Cabral (PMDB) anunciou nesta segunda-feira, que passará o Hospital Pedro II para o município do Rio de Janeiro, ainda nesta semana, segundo a mídia noticiou. Eduardo Paes (PMDB) teria anunciado que serão feitas obras no hospital, porém sem previsão para o início.
Aproveitamos para comentar que recebemos dados no sentido de que o hospital de campanha, instalado pelo Corpo de Bombeiros para atendimento da população, em face da interdição do Hospital Pedro II, deverá ser desativado na quarta-feira (03 NOV 2010).
O povo?
O povo que dê seu jeito...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ATO PÚBLICO EM DEFESA DO HOSPITAL PEDRO II - SANTA CRUZ - AMANHÃ.

Os funcionários públicos da área da saúde, a população de Santa Cruz e de outros bairros da região realizarão um ato em defesa do Hospital Pedro II, amanhã, às 16:00 horas, com concentração na Praça do Gado, em Santa Cruz.
Salvar o "Pedrão" é o objetivo de todos.
Participem e divulguem esta luta justa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

HOSPITAL PEDRO II - A LUTA PARA SALVAR UM HOSPITAL PÚBLICO.

Hoje, em frente ao Hospital Pedro II, funcionários do hospital realizaram uma convocação da população para o grande ato cívico-democrático em defesa do "Pedrão", como é conhecido o hospital estadual. O ato será realizado na próxima quinta-feira, dia 28 OUT 2010 (Dia do Funcionário Público), com concentração na Praça do Gado, Santa Cruz, às 16:00 horas.
Cidadão fluminense, venha defender o Hospital Pedro II, hospitais e escolas não podem ser extintos.
O governo estadual quer transformar um hospital geral em um hospital de trauma, prejudicando a população de Santa Cruz e de bairros vizinhos.
Eu participarei do ato.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 23 de outubro de 2010

VAMOS SALVAR O "PEDRÃO" - MOVIMENTO DE DEFESA DO HOSPITAL PEDRO II.

Hospital Pedro II

Hoje participei como ouvinte de uma reunião em Santa Cruz com funcionários da saúde e com moradores da região, no intuito de traçar estratégias para salvar o "PEDRÃO", como é conhecido o Hospital Pedro II, que foi esvaziado após um incêndio no andar térreo, que comprometeu parte da rede elétrica.
Os palestrantes informaram que o governo Sérgio Cabral pretende acabar com o hospital, construído no local um Hospital de Trauma, deixando a população carente da região sem um hospital geral.
Na busca deste objetivo o governo está removendo os profissionais de saúde para outros hospitais e está retirando os equipamentos. Assim sendo, a cada dia que passa o fim do "PEDRÃO" está mais próximo, infelizmente.
Os funcionários do hospital presentes à reunião pedem que as investigações sobre as causas do incêndio sejam plenamente esclarecidas, pois alguns consideram que a origem pode ter sido criminosa, viabilizando o fim do hospital.
Falou-se que os mortos oficiais foram cinco, porém alguns contam como quinze o número correto dos óbitos em decorrência do incêndio e da transferência dos pacientes. Um médico narrou que um paciente com a "barriga" ainda aberta foi retirado do centro cirúrgico, algo inconcebível.
Outro fato que chamou a atenção do profisssionais de saúde foi a rapidez com que dezenas de ambulâncias chegaram ao local para retirarem os pacientes, em menos de meia hora eram mais de cinquenta ambulâncias. E, conseguir ambulâncias não é tarefa fácil no Rio de Janeiro.
Ao final da reunião foi criada uma comissão para organizar a luta de resistência do Movimento em Defesa do Hospital Pedro II e marcado o primeiro ato público que irá parar Santa Cruz.
Data: 28 OUT 2010 (Dia do Funcionário Público).
Horário: 16:00 horas.
Concentração: Praça do Gado - Santa Cruz.
Os participantes deverão usar camisas da cor PRETA.
Vários representantes sindicais e o deputado estadual Paulo Ramos
estiveram presentes .
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

MOVIMENTO DE DEFESA DO HOSPITAL PEDRO II - PANFLETO.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010