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quarta-feira, 20 de julho de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB): O CAOS COMPLETO - A FALÊNCIA DA SAÚDE PÚBLICA.

JORNAL O DIA:
Quase a metade da frota do Samu está parada no Rio.
Na capital, 40% das ambulâncias aguardam conserto, o que dificulta o socorro a casos como o da grávida de Campo Grande.
Clarissa Mello
Rio - Enquanto a dona de casa Daniele Conceição Bispo, 23, deu à luz na estação de trem de Campo Grande e depois teve de ir ao hospital de ônibus, pelo menos 79 ambulâncias do Samu e do Corpo de Bombeiros estão sem funcionar no Rio. Só no quartel de Guadalupe há 51 paradas.
A Secretaria de Defesa Civil do Estado admite que 29 das viaturas que atendem exclusivamente a capital estão quebradas — uma delas estaria em Guadalupe. O número representa 40% do efetivo de ambulâncias que atendem todo o Município do Rio — 74 veículos. As outras 50 ambulâncias do Samu inoperantes, afirma a secretaria, seriam de “outros municípios” (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 3 de julho de 2011

RIO - 02 JUL 2011 - SÁBADO DEMOCRÁTICO EM COPACABANA - BOMBEIROS - POLICIAIS MILITARES - SAMU 192 - TAXISTAS - POVO - FORA CABRAL!

Eu procurei aproveitar quase todas as imagens que eu gravei ontem na Praia de Copacabana, o que fez com que esse vídeo ultrapassasse os trinta minutos de duração. Um vídeo com essa duração, via de regra, não é assistido por muitos em razão da sua demora no "baixar", o que não o torna um vídeo popular, todavia, preferi agir nessa direção para permitir que praticamente TODOS os que foram filmados tivessem essa PROVA de sua participação.
Espero que você se localize nas imagens e que goste desse vídeo amador.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SAMU RESPONDERÁ PRESENTE NO DIA 03 JUN 2011.

Acabei de ser informado que integrantes da mobilização para a reintegração dos demitidos do SAMU 192 estarão ombreando com a nossa luta no dia 03 JUN 2011, a partir das 14:00 horas, na ALERJ.
Eles comparecerão uniformizados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DIA 15 ABR 2011 - SEXTA-FEIRA - ÓTIMO DIA PARA PROTESTAR CONTRA O GOVERNO SÉRGIO CABRAL.

Na coluna da jornalista Marcia Peltier, no Jornal do Comércio, encontrei uma excelente informação para todos os grupos mobilizados do Rio de Janeiro que estão lutando contra a péssima gestão Sérgio Cabral. Os correspondentes estrangeiros serão recebidos no Palácio Guanabara para um "breakfast" pelo governo, portanto, o momento será muito oportuno para a exibição de faixas e de cartazes em inglês em frente ao castelo governamental.
O funcionalismo público das áreas de segurança, saúde e educação não podem perder essa oportunidade, assim como os topiqueiros e os ex-funcionários do SAMU, citando dois exemplos de luta.
A matéria não informa o horário, penso que a partir das 08:00 horas até o encerramento do café da manhã seja o horário adequado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 9 de abril de 2011

POR QUE DESISTIMOS?

O médico recomendou repouso enquanto não ficar esclarecido o mal estar que me acometeu na quinta-feira, ordem que me fez ficar em casa, faltando inclusive a uma importante reunião com os homens brabos do mar, peço que aceitem minhas desculpas.
Confesso que ficar restrito obrigatoriamente me incomoda, gosto do movimento, da ação transformadora. O ficar quieto me coloca pensativo em demasia, viajo pelo passado e não foi diferente neste sábado.
Por que desistimos?
Passei a buscar essa resposta após uma rápida viagem no tempo a partir de 2007, constatando que vi os seguintes movimentos surgirem e desaparecerem no Rio de Janeiro: 40 da Evaristo; Coronéis Barbonos; Fora Cabral; Fora Sarney; Cadê Patrícia; MUSPE; PEC 300; Funcionalismo da Saúde; SAMU; IASERJ; Topiqueiros; entre outros.
Antes que vozes enfurecidas se levantem, deixo claro que sei que alguns deles ainda sobrevivem, mas de forma tímida, sem a força dos primeiros momentos e graças ao grande esforço de alguns poucos abnegados.
Participei de todos eles, vi milhares de pessoas em alguns, centenas em outros e na maioria deles apenas pequenos grupos de mobilizados.
Por que desistimos?
Penso que descobrir essa resposta (ou essas respostas) significará um grande avanço pois poderemos matar o inimigo que nos imobiliza e isso poderá significar o crescimento das mobilizações, algo indispensável para o sucesso.
Caro leitor, qual é a sua opinião?
Por que desistimos?
Eu sei que a raiz do problema está na nossa falta de cidadania crônica, algo que decorre da nossa péssima educação pública, a que é oferecida a maioria da população.
Isso é um fato, mas será só isso?
Alguns dizem que somos assim acomodados por sermos um povo que nunca lutou, apesar de uma invasão aqui e uma guerra ali, tendo conseguido a própria independência sem grande lutas, sem muito sangue derramado.
Não somos um povo heróico, na verdade temos poucos, raros, heróis.
Tente citar cinco heróis nacionais, meu leitor, veja como essa é uma tarefa quase impossível.
Talvez a miscigenação do povo tenha feito o espírito guerreiro dos índios e dos negros se perder, assim como o aventureiro dos valentes portugueses.
Sim, em outras palavras, penso que somos frouxos, não me leve a mal.
Atualmente, surgiu um novo movimento no Rio: "Não toquem nos Blogueiros".
Uma mobilização de apoio ao blogueiro Ricardo Gama, vítima de um atentado e que luta pela liberdade de expressão.
A grande pergunta que faço neste momento é quanto tempo durará a mobilização? Pois no fundo sei que logo desistiremos.
Por que desistimos?
Peço que me ajudem a entender o motivo de desistirmos tão facilmente, pois assim também conseguirei entender um outro questionamento que muito me incomoda:
Por que eu ainda não desisti?
Ando me considerando meio anormal e menos brasileiro...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CORPO DE BOMBEIROS - UPA - SAMU - DENÚNCIAS.

DENÚNCIA RECEBIDA:
Prezado Cel Paúl,
É a segunda vez que escrevo e aproveito o ensejo para mais uma vez parabenizar o canal de denúncias e o comprometimento com todo o corpo militar do estado do Rio de Janeiro.
Conforme disse em email anterior sou (...) enfermeiro do CBMERJ, atualmente lotado em uma das UPAs e gostaria de aqui denunciar a situação pela qual passam os militares, particularmente os enfermeiros e técnicos de enfermagem, e a situação ridícula de saúde do rio de janeiro.
Primeiramente é preciso apontar além da irregularidade já discutida (inconstitucionalidade da utilização dos Bombeiros em serviços como SAMU e UPA), há a exploração dos mesmos com escalas desumanas e estressantes. Enquanto todos os oficiais (Médicos, Dentistas e Assistentes Sociais) realizam escala de 24h semanais os Enfermeiros são obrigados a cumprir escala de 24x72h uma descriminação injustificável seja pelo critério nível de formação (todas as categorias são nível superior), seja pelo critério militar já que os assistentes sociais possuem a mesma patente e gozam de melhor escala. Essa escala é comparável apenas aos hospitais particulares capitalistas e leoninos que se interessam apenas pelo lucro e não por seus recursos humanos. Não suficiente a SESDEC não assume essa carga horária exigida já que registra junto ao CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) um sítio do Ministério de Saúde onde todos os estabelecimentos de saúde em operação e seus funcionários devem estar cadastrados, a carga horária registrada é de 30h semanais, onde na realidade cumpre-se no mínimo 48h semanais. Apesar das tentativas de melhorias e de dialogo o comando do 2º GSE representado pelo Major Jorge André e Cel Suarez ainda não sensibilizaram e nem mostraram sinais se melhoria das condições de serviço.
Não suficiente, os profissionais civis que hoje também integram as equipes hoje têm escala e vencimentos melhores que nós militares. Trabalham a metade e ganham o dobro.
Convivemos ainda com a pressão diária de funcionários do Governo de Estado de um setor intitulado “SOS Saúde” que visitam as unidades como intuito de melhorar o atendimento das unidades, mas que na verdade são leigos, sem nenhuma formação técnica em saúde e que participam de um grande cabide de empregos.
Aos entusiastas do modelo UPA de assistência, considerem ainda os seguintes fatores: apesar das demonstrações de proximidade entre os governos de estado representado pelo Gov Sergio Cabral e o Governo Municipal representado pelo Prefeito Eduardo Paes, não há diálogo ou melhoria no quesito saúde. O que se vê hoje são hospitais estaduais com emergências fechadas e os postos de saúde do município sem vagas. Não se iludam pelo apelo estético das UPAs com suas estruturas aparentemente novas e o frescor do ar condicionado. Desafio os leitores a conseguir atendimento em qualquer um dos hospitais do estado Getúlio Vargas, Albert Sshweitzer, Pedro II, Rocha Faria ou qualquer outro. Além do sucateamento eles têm em comum a orientação: dirija-se à UPA. Dessa forma é fácil atingir o objetivo apontado pelo Governador de “esvaziar” as emergências dos hospitais, mas sim às custas de sobrecarregar as UPAs que hoje realizam na maioria das vezes mais de 450 atendimentos por dia o que é incompatível com seu porte, sobrecarrega os profissionais e resultam em filas de 6, 8 e por vezes mais de 10 horas de espera. Aliado a isso, os pacientes que são atendidos na UPA não conseguem dar seqüência ao seu atendimento seja por não conseguir marcar sua consulta no posto de saúde mais próximo, seja por não conseguir agendar suas cirurgias nos hospitais, ou mesmo por permanecer em observação na UPA por até 10 dias e às vezes mais por falta de vagas nos hospitais.
Pensem bem: é esse o modelo de saúde que queremos? Que tipo médicos estão atendendo nas UPAs? São os mais qualificados que costumam aceitar esse tipo de situação? O que o Governador vai inventar agora para poder diminuir as filas nas UPAs? Quando poderemos contar com um sistema verdadeiramente ÚNICO de saúde onde o paciente não tenha que peregrinar para conseguir o seu atendimento?
E finalizando, mas não menos importante:
1. todos se lembram das compras superfaturadas da SESDEC e dos escândalos da gaze e dos medicamentos? Pois bem, o que aconteceu com os responsáveis? Pois bem, fiquem sabendo que todas as UPAs são imaginem só alugadas, através de uma empresa chamada NH e que agora começa a prestar seus serviços também às UPPs.
2. não foi divulgado, mas para tentar diminuir a precariedade dos atendimentos pediátricos nas UPAs, que no ano de 2010 passou por inúmeras dificuldades com várias unidades sem a especialidade, o Governo de Estado sensibilizou-se, e depois de deixar os Bombeiros pediatras atendendo de forma sobrecarregada já que poucos civis aceitavam os baixos salários pagos, elevou o preço do plantão para generosos R$12.000,00 aproximadamente. Curiosamente o mesmo só começou a ocorrer quando se aproximou o período eleitoral, por que será?
Mais uma vez aproveito a oportunidade,
Grato
Bombeiro Militar
COMENTO:
Encaminhei essa denúncia aos jornalistas da minha lista de email, na esperança de que a mídia investigativa resolva esclarecer os fatos denunciados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

GOVERNADOR, OS BOMBEIROS E OS POLICIAIS MILITARES QUEREM TÃO POUCO.

Exmo governador, aceite essas simplórias contribuições, acredito que elas poderão proporcionar uma melhor gestão na segurança pública fluminense.
Creio que os atuais gestores das corporações militares estaduais não tratam desses assuntos com vossa excelência, assim sendo, aproveite nas suas avaliações futuras.
Os Policiais Militares e os Bombeiros Militares de pouco para promoverem os serviços públicos que a população almeja e merece. No intuito de auxiliar vossa excelência cito algumas necessidades, que podem ser facilmente equacionadas no seu governo:
1) Salários dignos para ativos, inativos e pensionistas: Não querem bolsas e nem gratificações que só atendem pequenos grupos e que não são incorporadas aos salários. Querem ainda receber horas extras.
Como pode perceber o seu governo está na direção oposta desses interesses dos militares estaduais.
2) Condições de trabalho adequadas e direitos constitucionais. Querem equipamentos de segurança individual; armamento oficial acautelado; quartéis e postos salubres; alojamentos dignos (armários, banheiros, etc); fim do rancho; formação continuada; assistência médica de qualidade; programas de medicina preventiva; programa de condicionamento físico; etc.
Novamente, seu governo está na direção oposta.
3) Folgas: Elas deveriam ser utilizadas para o descanso e o lazer com a família, todavia, em razão dos salários miseráveis, precisam de folgas para o exercício de uma segunda (e terceira) atividade no intuito de dar um mínimo de dignidade para seus familiares.
Governador, a coisa vai mal também quanto às folgas, pois além dos serviços extras não remunerados, existem várias escalas diferentes para quem executa os serviços idênticos. Elas precisam ser unificadas.
Governador, pegue o caso das UPPs, as jóias da coroa.
Vossa excelência criou um comando intermediário só para elas, o CPP, colocando um coronel de polícia como gestor, o qual recebe uma ótima gratificação. Aliás, em termos de gratificações o seu governo é pródigo, sem dúvida.
O CPP tem toda uma estrutura administrativa para gerir as UPPs e apesar disso encontramos escalas diferentes nas UPPs.
Como explicar tal desorganização?
Senhor governador, um bom sargento da antiga pode organizar e equacionar esses problemas com escalas, não existe dificuldade.
Obviamente, os Policiais Militares do concurso de 2008 do Interior que estão obrigados a permanecerem trabalhando nas UPPs da Capital, contrariando o edital, a lei do concurso, merecem uma escala diferenciada dos PMs que residem na Capital, caso contrário nem conseguirão ir para casa. Não esqueça que inúmeros desses Policiais Militares consomem mais de doze horas no trajeto casa-quartel-casa.
Infelizmente, governador, mesmo após organizar as escalas das UPPs, vossa excelência continuará com problemas nessa área, considerando que os Soldados das UPPs possuem escalas melhores que todos os Praças dos batalhões. Isso significa que um Soldado de uma UPP, trabalha menos tempo que um Sargento do batalhão da área onde a UPP está instalada.
Governador, parece piada, mas não é.
Nem escala a gestão da modernidade sabe fazer.
Se quiser eu posso indicar um Sargento da antiga, ele resolverá esse caos.
No Corpo de Bombeiros, as escalas da área de saúde também não obedecem ao critério da igualdade, o senhor terá que arrumar outro bom Sargento da antiga também no CBMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

OS BASTIDORES DA CRISE DA SAÚDE - JORGE DARZE.

Os bastidores da crise da saúde
A crise da saúde pública tem sido uma grande preocupação da nossa população, que em recentes pesquisas apontou como prioridade a ser assumida pelos futuros governos. Além de negarem o que está ocorrendo, os governantes anunciam supostas melhorias no setor, fazendo-nos lembrar dois personagens do humorista Chico Anysio: o coronel Pantaleão e sua companheira Terta. Ao revelar situações absurdas, ele perguntava: “É mentira, Terta?”. E ela respondia: “Verdade!”. O recente incêndio no Hospital Estadual Pedro II, em Santa Cruz, trouxe à tona, mais uma vez, a irresponsabilidade dos gestores, que, mesmo sem explicarem as causas do ocorrido, intempestivamente determinaram o seu fechamento, o que causou enorme prejuízo à população. Além de sobrecarregar os já sobrecarregados hospitais das proximidades, o governo anunciou a entrega do Pedro II ao município, que por sua vez já determinou o seu repasse a uma empresa privada que irá geri-lo. Felizmente, o Conselho Municipal de Saúde, entendendo que não há justificativa para o seu fechamento, determinou a anulação deste procedimento e obrigou o Estado a reabri-lo para somente depois voltar a discutir a possibilidade da sua municipalização. Outro hospital da mesma rede, o Albert Schweitzer, passou por situação similar e, na ocasião, o governo alugou um gerador e não interrompeu o atendimento.
Parece que, ao invés de abrir, a ordem é fechar leitos. Depois do Iaserj e dos seus ambulatórios, fecharam o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, em plena epidemia de dengue, que registrou número elevado de mortes. Há vários meses e silenciosamente, outro hospital estadual, o Carlos Chagas, vem sendo fechado gradativamente, ao fazer cair o número de atendimentos, há alguns anos de 25 a 30 mil pacientes/mês para aproximadamente 2.500. O mais estarrecedor é que no passado, com número dez vezes maior de pacientes atendidos, eram registradas em média 180 mortes por mês e, hoje, este número é o mesmo, apesar da redução de atendimentos, devido a sua desativação progressiva e à perda de qualidade no atendimento. Já as UPAs, meninas dos olhos dos nossos governantes, estão quase todas desfalcadas de médicos e não funcionam, levando a população a passar até seis horas esperando atendimento, o que, além de ser um grave desrespeito, compromete seriamente o prognóstico dos pacientes. As internações não têm o acompanhamento devido, e o que deveria ser uma permanência de no máximo 48 horas, por falta de leitos na rede passa a ser de vários dias. Aliás, como não houve investimento na criação de novos leitos e centenas foram fechados, este passou a ser um dos mais graves problemas da crise. A situação é pior quando se trata de leitos de terapia intensiva, pois, em relação aos demais, o chão e os corredores dos hospitais têm sido frequentemente utilizados. Não sabemos se, por ironia, surgiu uma nova classificação para essas novas “enfermarias”, agora chamadas de “corredores assistidos”. Assistidos por quem? Muitos destes pacientes acabam morrendo por falta de condições de atendimento, existindo indícios de homicídio doloso, o que cabe ao Ministério Público esclarecer.
A epidemia da falta de médicos está também no sistema móvel de atendimento. São inúmeras as denúncias de que ambulâncias circulam com pacientes em estado grave, acompanhados por cabos e sargentos, que evidentemente não possuem a devida habilitação. A chegada de ambulâncias com pacientes graves a unidades que já estão superlotadas de pessoas na mesma situação tem submetido os médicos a grande tensão para decidir sobre as internações – o que não é da sua responsabilidade mas, sim, das autoridades. Nestes casos, têm sido frequentes as ameaças de prisão de médicos plantonistas nos hospitais. Tais ameaças parecem ter sido superadas com a recente portaria da Secretaria de Segurança Pública, que proibiu a condução de qualquer médico para delegacias policiais durante a jornada de trabalho.
Outro ponto de igual gravidade na crise é a falência da política de recursos humanos. Erradicaram do sistema o concurso público, optando pela terceirização, que colide com a Constituição federal. Paga salários quatro vezes maiores que os dos servidores públicos e não corrige o déficit. Isso estabelece a discriminação salarial, secundariza a aferição de competência e faz crescer avassaladoramente a inexperiência profissional. Esse processo seletivo é extremamente fragilizado, além de facilitar o ingresso de falsos profissionais. Tudo isso só acontece devido à opção política das nossas autoridades de trilhar os caminhos da ilegalidade. Esperamos que o STF, prestes a julgar várias ações sobre o assunto, reconheça a ilegalidade de tal projeto.
Jorge Darze
Presidente do Sindicato dos Médicos do RJ

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 28 de setembro de 2010

INFORMATIVO 192 SAMU - ESCLARECIMENTO.

Prezado Blogueiro,
Esse comunicado não é oficial do SAMU/192 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Não há nenhuma orientação por parte do Ministério da Saúde sobre esse informativo que circula na internet e e-mails orientando as pessoas a colocar em seus celulares contatos de parentes que devam ser localizados em caso de emergência.
O SAMU atende os casos cardio-respiratórios, trabalhos de parto, crises hipertensivas, acidentes quando houver vítimas e transferência de doentes de uma unidade hospitalar para outra.
A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação Médica que identificam a urgência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o primeiro diagnóstico da situação iniciando o atendimento com orientações sobre as primeiras ações ao paciente, ou à pessoa que realizou a chamada.
Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um serviço de saúde adequado à solicitação; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma ambulância com médico e enfermeiro, equipada com todo suporte de atendimento intensivo.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192 funciona 24 horas por dia e é acionado com uma chamada gratuita para o número de acesso universal 192.
Conheça mais sobre o serviço aqui: http://bit.ly/99hETM
Atenciosamente,
Ministério da Saúde
Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A CRISE NA SAÚDE PÚBLICA DO RIO COLOCA EM RISCO DE MORTE A POPULAÇÃO.

Os hospitais de emergência do Rio de Janeiro não conseguem resolver a demanda, em face de suas carências. Os leitos estão ocupados e os pacientes amontoados em corredores, como todos sabem.
As UPAs são um completo fracasso.
Hoje, presenciei mais um problema que atesta o caos da saúde pública. Os Bombeiros que trabalham nas ambulâncias do SAMU quando entregam os pacientes nas emergências, acabam tendo que deixar as suas macas, em razão da falta de leitos, isso inviabiliza que a equipe continue prestando socorro, pois não podem trabalhar sem as macas.
A saúde pública no Rio é uma grande lástima.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

INFORMATIVO SAMU 192.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 11 de setembro de 2010

SÉRGIO CABRAL, O PCCS, O SUS, O SAMU 192 E O MINISTÉRIO PÚBLICO.

EMAIL RECEBIDO:
Espero que todas as penalidades aplicadas no casal Garotinho sejam também aplicadas no governador, Sérgio Cabral, o PCCS foi assinado por ele e aprovado em dezembro de 2002, pela ex-governadora Benedita da Silva, o Sérgio Cabral fez campanha para ganhar o primeiro mandato em cima do PCCS da saúde.
Queremos saber como recebem as verbas do SUS, pois a condição era o PCCS estar implantado para receber as verbas da saúde do SUS, qual a explicação real?
Como ele fez para passar as pernas e dar uma rasteira nos funcionários públicos da saúde no Rio de Janeiro?
Nós funcionários públicos queremos punição para Sérgio Cabral.
Prezado Sr. Noticiante,
Tendo em vista a mensagem de correio eletrônico enviada por V.Sa. a este Ministério Público através do 1º Centro de Apoio Operacional e posteriormente encaminhada a esta Ouvidoria, vimos informar que as notícias anteriores remetidas por V. Sa. já se encontram distribuídas ao 6º Centro de Apoio Operacional deste Ministério Público, para a devida apuração das supostas irregularidades quanto à implementação de plano de cargos e salários de servidores da área da saúde do Estado do Rio de Janeiro.
Atenciosamente,
Ouvidoria-Geral do MP/RJ.
Não custa lembrar também que o SAMU 192 é um programa federal para ser desenvolvido nos municípios. No Rio, salvo melhor juízo, Sérgio Cabral (PMDB) demitiu os funcionários, colocou os Bombeiros Militares para trabalharem no SAMU 192 e assumiu o controle do projeto.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MANUTENÇÃO DAS VIATURAS DO SAMU 192 - DENÚNCIA ANÔNIMA.

COMENTÁRIO ANÔNIMO:
Coronel Pául...aproveite para comentar também sobre a manutenção das ambulâncias do SAMU, que deveria ser feita pela TOESA, mas depois do escândalo de superfaturamento - apesar do contrato ainda estar vigente! - eles sequer têm pneus para colocar nas ambulâncias!Um absurdo já que o contrato é milionário... (Anônimo).
Alguém pode confirmar ou desmentir essa notícia?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 20 de julho de 2010

AUSÊNCIA - JUSTIFICATIVA.

Pelos motivos já publicados nesse blog, não tive como comparecer aos atos previstos para essa terça-feira (SAMU e IASERJ), pela manhã.
A luta continuará e podem contar com o nosso apoio.
Amanhã, estarei no ato dos funcionários públicos da área de saúde no Palácio Guanabara, às 11:00 horas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 18 de julho de 2010

MORTE DE WESLEY - A PROVA QUE O RIO NÃO FUNCIONA.

"FOLHA DE SÃO PAULO:
17/07/2010 - 16h00
Professor de aluno baleado diz que Samu demorou mais de meia hora; Estado nega

DENISE MENCHEN
DO RIO
O professor de educação física Felipe Ribeiro afirmou na manhã de hoje, no enterro de Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade, 11, que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado "três ou quatro vezes" após o menino ser baleado dentro da escola municipal onde estudava em Costa Barros, na zona norte do Rio, mas, meia hora após o ocorrido, ainda não tinha chegado ao local. O menino foi atingido durante troca de tiros entre policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) e criminosos de favelas vizinhas à escola. A polícia investiga o caso.
O estudante acabou removido do local no carro de uma professora e só foi transferido para a ambulância quando os veículos se cruzaram. Ele morreu antes de chegar ao hospital.
"Primeiro liguei para os Bombeiros e disseram que era para ligar para o Samu. Liguei três ou quatro vezes em meia hora e eles não chegavam. Aí duas professoras, com ajuda do pessoal da limpeza, enrolaram o Wesley e o botaram no carro", afirmou Ribeiro.
A informação é contestada pela Secretaria Estadual de Saúde. A assessoria de imprensa do órgão diz que todas as ligações recebidas pelo Samu são gravadas e que houve apenas uma chamada, às 8h59. "Às 9h02, a ambulância saiu do quartel mais próximo, e, às 9h10, cruzou com o carro que estava levando o menino", afirmou a assessoria.
Wesley foi enterrado hoje no cemitério de Irajá, sem a presença de autoridades. O governo do Estado pagou o sepultamento".
Os nossos leitores sabem que o SAMU 192, um programa federal, deveria ser um serviço municipal, mas Sérgio Cabral (PMDB) o militarizou colocando o Corpo de Bombeiros. Infelizmente, apesar do esforço dos heróis do fogo, o número de viaturas encostadas nas oficinas para conserto é muito grande, o que prejudica muito os atendimentos, como temos denunciado nesse espaço. Além disso, carências nos hospitais imobilizam muitas das ambulâncias que estão rodando, como ocorreu recentemente no Hospital Lourenço Jorge, quando quatro ambulâncias tiveram que ficar no hospital, em razão da falta de macas para colocar os acidentados, assim eles tiveram que permanecer nas macas das ambulâncias, que ficaram impossibilitadas de seguir para prestar atendimentos.
O Rio do PMDB é o próprio caos.
Nenhum serviço público funciona direito e vidas são sacrificadas.
O Rio pode ser mehor muito.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A EXPLOSÃO DO BUEIRO, OS 40 MINUTOS E A INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL.

Ontem, um novo bueiro explodiu no Rio de Janeiro.
Dois turistas americanos estão internados em estado grave.
A turista ficou agonizando na calçada por 40 minutos, a espera de uma ambulância, enquanto Bombeiros Militares tentavam socorrê-la.
A versão oficial é que a demora foi devida ao fato de todas as ambulâncias da região estarem realizando atendimentos.
Penso que a Polícia Civil não deve acreditar nesta versão e diligenciar para verificar quantas ambulâncias estão encostadas nas garagens, talvez aí encontre a resposta para os
40 minutos de agonia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 19 de junho de 2010

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A CRISE DAS UPAs.

O governo Sérgio Cabral (PMDB) trouxe na manga da camisa uma possível solução para a saúde pública fluminense: a MILITARIZAÇÃO.
Primeiro, atrelou o Corpo de Bombeiros à secretaria de saúde, retirando da pasta da segurança pública, em desacordo com o definido pela constituição federal. Em seguida, abriu concursos para a área médica do Corpo de Bombeiros, transformando a corporação em um grande hospital, tamanha a quantidade de Oficiais e de Praças na área médica, em detrimento da atividade fim, o quadro de combatentes.
Finda essa parte, Cabral demitiu mais de 1.500 funcionários do SAMU 192, colocando Bombeiros Militares no lugar, criando o único SAMU militarizado do Brasil.
Finalmente, vieram as UPAs, a saúde alugada, considerando que tudo nelas é alugado. Todavia, o tiro foi na água, pois os médicos começaram a solicitar baixa do Corpo de Bombeiros e as UPAs começaram a ficar esvaziadas, forçando o aperto nas escalas, o que trouxe mais insatisfação.
A providência veio logo: AUMENTAR AS GRATIFICAÇÕES.
Não adiantou, as baixas continuaram, provocando uma falta de PEDIATRAS nas UPAs e os clínicos gerais estavam se negando a atender crianças, aumentando a crise.
Diante da crise, parece que veio uma velha solução mágica.
Eu ouvi que novamente teriam AUMENTADO AS GRATIFICAÇÕES, o que considero plenamente possível, pois gratificar pequenos grupos que atendam aos interesses do governo tem sido uma prática da atual gestão. Apenas não considero verdadeiro o valor dessas gratificações que chegou ao meu conhecimento: R$ 7.500,00 mensais.
Sinceramente, não acredito que Sérgio Cabral (PMDB) se proponha a pagar para um Tenente médico do Corpo de Bombeiros, uma gratificação igual ao salário mensal de um Coronel Bombeiro Militar.
Penso que esse boato não represente a verdade, embora tenha surgido junto com a informação de que após a divulgação do aumento da gratificação, teriam surgido cerca de 50 clínicos gerais dispostos a atuar como PEDIATRAS.
Vamos aguardar melhores informações.
Na caminhada ds servidores públicos surgiu outra denúncia:


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O DINHEIRO PÚBLICO, NOSSO DINHEIRO, "IMOBILIZADO".





O nosso dinheiro é gasto com fartura pelos nossos governantes.
Como explicar tantas ambulâncias nesse estado?
Cidadão, exija os seus direitos, cobre responsabilidades.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 24 de janeiro de 2010

A COMPLETA REPROVAÇÃO DO GOVERNO SÉRGIO CABRAL - SAÚDE - OS ESCÂNDALOS DO SAMU 192.

As bombas do SAMU 192 começam a explodir, como eu já tinha avisado...

O DIA


Sobrarão estilhaços...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SAMU 192 - UPAs - DENÚNCIAS - SOLICITAÇÃO.

Ontem, no curso da nossa mobilização recebemos informações sobre vários problemas envolvendo o serviço das Unidades de Pronto Atendimento e do SAMU 192, problemas relacionados com o elevado número de óbitos, falta de pessoal técnico, de viaturas, de equipamentos e de medicamentos usados em casos de parada cardíaca.
Denúncias gravíssimas considerando o risco de morte a que ficam submetidos os cidadãos fluminenses que necessitam de atendimento médico de urgência e que não podem pagar um plano de saúde particular.
Não podemos continuar apenas reclamando, essas denúncias precisam ser encaminhadas ao Ministério Público.
Diante dessa realidade, solicito aos leitores que encaminhem denúncias fundamentadas sobre os serviços do SAMU 192 e das UPAs para que possamos comunicar cada uma delas ao fiscal da lei.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO