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domingo, 8 de janeiro de 2012

GERALDO ALCKMIN EXONERA DELEGADO QUE PRENDEU JUIZ BÊBADO.

FOLHA DE SÃO PAULO:
28/12/2011 - 12h50
Delegado que prendeu juiz é exonerado do cargo em São Paulo.
ANDRÉ CARAMANTE
O delegado Frederico Costa Miguel, 31, foi exonerado da Polícia Civil de São Paulo. A exoneração, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi publicada ontem (27) no "Diário Oficial".
Há 80 dias, Miguel acusou Francisco Orlando de Souza, magistrado do Tribunal de Justiça, de dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria.
O governo nega qualquer relação entre a exoneração do delegado e o incidente.
Souza discutiu no trânsito com um motorista e ambos pararam no 1º DP de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) para brigar, mas foram impedidos pelo então delegado.
Apesar da repercussão, o caso não foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Dez dias após o incidente, o juiz foi promovido a desembargador pelo TJ.
Por conta do caso, o presidente do TJ paulista, José Roberto Bedran, pediu para a Secretaria da Segurança Pública criar a função de "delegado especial" para cuidar de casos envolvendo juízes. O pedido não foi atendido.
"Estou surpreso com a exoneração. Não sei os motivos da decisão do governador e não tive direito de defesa", disse o ex-delegado.
Segundo o ato, Miguel foi exonerado por não ser aprovado no estágio probatório de três anos. Ele chegaria ao fim dessa fase em 30 de janeiro.
Desde 2008, quando entrou na polícia, Miguel foi alvo de três apurações na Corregedoria. Em todas, ele obteve pareceres favoráveis.
Miguel era plantonista quando apartou a briga, em outubro. Segundo o delegado, o juiz gritou várias vezes: "Você não grita assim comigo, não! Eu sou um juiz!".
O desembargador afirmou ontem que não sabia da exoneração e que "tudo não passou de um mal-entendido".
Souza disse ainda ser alvo de apuração na Corregedoria do TJ. A assessoria do órgão disse não ter acesso aos documentos da investigação "porque ela é sigilosa e por conta do recesso do Judiciário".
ESTÁGIO
O governador Geraldo Alckmin (PSDB), por meio de sua assessoria, disse que "a exoneração de Frederico Costa Miguel seguiu a lei sobre estágio probatório de delegados de polícia".
"A decisão segue recomendação do Secretário da Segurança Pública [Antonio Ferreira Pinto], por sua vez fundamentada em três pareceres distintos: do Conselho da Polícia Civil, do Delegado-Geral de Polícia e da Consultoria Jurídica da Secretaria da Segurança Pública", diz a nota.
"Após processo administrativo, no qual o servidor teve assegurado o contraditório e a ampla defesa, as três instâncias concluíram que o delegado não podia ser confirmado na função diante dos fatos ocorridos em agosto de 2010 e janeiro de 2011 [três investigações contra Miguel]", continuou a nota.
Segundo a nota, o ex-delegado demonstrou falta de equilíbrio, prudência, bom senso e discernimento. A nota não diz quantos delegados são exonerados por ano na fase probatória.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 16 de abril de 2011

SEM UMA ÚNICA UPP, SÃO PAULO SEGUE VENCENDO A VIOLÊNCIA.

REVIST VEJA - BLOG DO REINALDO AZEVEDO.
15/04/2011
SP: FEITO INÉDITO NO COMBATE À VIOLÊNCIA. VAMOS VER COMO O PETISMO JORNALÍSTICO, SOBRETUDO O DA TV, ATUARÁ PARA ATACAR O ESTADO E ELOGIAR… SÉRGIO CABRAL
Atenção, leitores!
No primeiro trimestre de 2011, o número de homicídios no estado de São Paulo caiu abaixo de 10 ocorrências por 100 mil habitantes. Ficou em 9,52. É a primeira vez que se atinge essa marca. A OMS considera que um número abaixo de 10 caracteriza violência não-epidêmica. O que isso significa?
a) De 1999 para 2011, houve uma queda de espantosos 83% no número de homicídios por 100 mil habitantes;
b) Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 18,9%;
c) A cidade de São Paulo registrou uma queda de 41% no número de homicídios no primeiro trimestre.
Mais dados serão divulgados. O governo de São Paulo passa a fazer, a partir de agora, uma divulgação mensal do número de homicídios, E POR DISTRITO. A intenção, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), é chegar a uma divulgação por bairro: “Queremos transparência absoluta nos números. Quando saírem os novos dados, publico.
Vamos pensar
Vocês sabem que perdi a paciência com certas abordagens. Então vou brincar aqui de antever o noticiário. Que tal?
1 - A TV vai noticiar os números, claro…
2 - Vai aparecer um “inteliquitual” do Núcleo de Estudos da Violência, da USP, para mostrar que esse feito se deve ao esforço “da comunidade” e ao Estatuto do Desarmamento; a polícia e o governo não teriam nada com isso;
3 - Assim que o Rio divulgar os seus índices — o triplo dos de São Paulo, mas apontando uma queda —, o fato será atribuído à genialidade de José Mariano Beltrame e de Sérgio Cabral e às UPPs;
4 - Como vocês sabem:
a) tudo o que acontece de bom em São Paulo se deve à comunidade; tudo o que há de ruim é culpa do governo;
b) tudo o que é bom em São Paulo é bom em toda parte; tudo o que é ruim em São Paulo é tipicamente paulista;
c) tudo o que é ruim no Rio é ruim no Brasil inteiro; tudo o que é bom no Rio é coisa típica da terra e… SE DEVE À GENIALIDADE DE SÉRGIO CABRAL E JOSÉ MARIANO BELTRAME.
5) Assim que saírem os números por distrito, haverá aqueles com mais mortos e os com menos mortos; darão destaque àqueles com mais, no esforço permanente de produzir arranca-rabo de classes.
6) Como São Paulo chegou a isso? Eu tenho algumas pistas, que deixariam Paulo Sérgio Pinheiro ainda mais estupidificado do que de hábito:
a) São Paulo prende mais:
b) São Paulo combate a corrupção policial;
c) São Paulo mete em cana policial bandido sempre que topa com um.
Mas usarão o combate aos maus policiais, que deveria ser elogiado, contra o governo.
E vão esconder de você, leitor, que, se o índice de homicídios do Brasil inteiro fosse o mesmo de São Paulo, seriam 18.088 as vítimas, não as mais de 50 mil. Seriam poupadas, por ano, 31.912 vidas. Se os números do Brasil inteiro fossem os do Rio, seriam 57 mil os mortos…
Assistindo ao noticiário, sou sempre tentando a emigrar para o Rio. Nem tanto pelas belezas naturais, que são, de fato, acachapantes! É que preciso saber como é ser governado por um gênio e ter como secretário de Segurança um “homem do ano”… Em são Paulo, vocês sabem, mata-se menos de um terço, mas nao há UPP, não com esse nome, para encantar jornalista e artista…
Vamos ver quantos serão os meus acertos nas antevisões acima. É isso aí. Perdi a paciência com eles…
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de abril de 2011

SÃO PAULO: POLICIAIS MILITARES SOFREM ATENTADO.

01/04/2011 - 18h29
Três PMs sofrem atentado com 200 tiros no Guarujá (SP)

LUIZA BANDEIRA
ENVIADA ESPECIAL AO GUARUJÁ
Dois policiais militares foram baleados em um atentado ocorrido na manhã desta sexta-feira no Guarujá (litoral paulista). Um terceiro PM que estava com eles não foi atingido. Segundo a Polícia Civil, foram disparados mais de 200 tiros em direção ao carro deles.
A Polícia Militar apura a informação de que o soldado Felipe Souza, 25, já havia sofrido ameaças de morte. "Pelas características, parece um crime de represália, mas não sabemos o porquê", disse o comandante interino do batalhão, major José Messina Filho. Ele afirmou que Souza trabalhava como motorista dos oficiais que supervisionam o policiamento.
As vítimas passam bem e já foram liberadas do hospital, mas ainda não foram ouvidas.
A emboscada aconteceu por volta das 6h. O delegado que investiga o caso, Josias de Souza, informou que Sidney Ferreira, 30, e que Joel Vieira, 48, levavam Felipe em casa após o trabalho.
Quando chegaram, dois carros cercaram o veículo da polícia e começaram a disparar. Houve troca de tiros. Ferreira foi atingido na perna e Souza, no braço.
Vizinhos contaram que os PMs conseguiram escapar porque rolaram do carro e entraram na casa. Com a chegada de outros policiais, os suspeitos fugiram.
O delegado informou que os agentes perseguiram os suspeitos até eles abandonarem os carros em que estavam. Os veículos haviam sido roubados e tiveram as placas adulteradas.
Ninguém foi preso.
TIROTEIO
Segundo vizinhos do policial, a troca de tiros durou cerca de meia hora. "Foi assustador. Foi tudo mundo para o chão [de casa] até acabarem os tiros", disse Tiago dos Santos, 26.
Uma tia de Felipe, Lúcia da Silva, 52, afirmou acreditar que "um milagre" tenha salvo seu sobrinho.
A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento no local do crime e nas saídas da cidade para tentar localizar os suspeitos. A Folha, porém, não encontrou blitze ou rondas policiais nos dois lugares.
COMENTO:
Deve ser terrível viver em São Paulo com tanta violência, ainda bem que vivo no Rio de Janeiro, um lu
gar "pacificado".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 26 de março de 2011

MINISTRO DA JUSTIÇA FAZ ACUSAÇÃO GRAVÍSSIMA E REINALDO AZEVEDO DETONA "FARSA" DAS UPPs, NOVAMENTE.

BLOG DO REINALDO AZEVEDO
1) 25/03/2011
às 7:15
O ministro da Justiça fez uma acusação muito grave em SP: ou ele próprio toma providências ou passa por prevaricador e cúmplice. Há outra hipótese: estaria fazendo politicagem
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve em São Paulo ontem. Participou de um seminário na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) intitulado “Segurança Pública: Uma Visão de Futuro”. E fez uma acusação tão grave quanto genérica: segundo ele, governos estão fazendo acordos com o crime organizado. Cardozo não é um qualquer e não deveria se portar como tal. É o ministro da Justiça, chefe funcional da Polícia Federal. Uma de suas tarefas é justamente combater o crime. Não lhe cabe fazer acusações genéricas.
Num país que levasse um pouquinho mais a sério o que dizem as autoridades, seria convocado amanhã pela presidente da República e, das duas, uma: ou apresentava o seu programa para combater o mal que denunciou ou estaria no olho da rua. Cardozo cresceu na hierarquia governista. Era um dos “Três Porquinhos” da campanha, na classificação carinhosa da presidente. Torço para que seu discurso não seja parte de uma “operação”. Já chego ao ponto.
Segundo Cardozo, “o governo tem de parar de fazer de conta que o crime organizado não existe e de enfrentá-lo“, em vez de “fazer acordos tácitos” com a bandidagem. Para ele, essa “é uma postura histórica”, adotada, “infelizmente”, por “nossos governantes”. Foi ainda mais enfático: “O Estado tem que reconhecer a presença do crime organizado e combatê-lo. Não adianta fingir que ele não existe. Ele, infelizmente, existe, e nós temos que ter a coragem para enfrentar o crime organizado. Ele é um problema. Ele é uma realidade, uma triste realidade, e tem que ser combatido (…) Não adianta fecharmos os olhos quando nós temos um problema. Fechamos os olhos e sonhamos que as coisas são como não são. Isso, obviamente não muda em nada a realidade”.
Na entrevista coletiva que concedeu depois, os jornalistas quiseram saber se, ao afirmar a existência de “acordos tácitos”, falava de algum caso em particular. E ele desconversou, afirmando que não se referia a nenhum “caso concreto”. Mas reiterou a denúncia:
“Eu falei que existem acordos tácitos, ou seja, eu finjo que ele não existe, e ele continua lá. É uma situação que é generalizada e ocorreu em muitas situações da história brasileira. Em que a criminalidade organizada existe, e você finge que ela não existe para você conviver com ela, como se fosse possível conviver com situações perigosas e tão potencialmente perigosas como essa”.
Alguém entendeu alguma coisa? Eu entendi! Como detesto coisa enrolada e sigo firme a máxima de Voltaire segundo a qual “o segredo de aborrecer é dizer tudo”, então digo tudo. Começo PELAS COISAS ÀS QUAIS CARDOZO NÃO ESTÁ SE REFERINDO.
Governo Federal
De que “governo” ou “governos” ele fala? Certamente não se refere ao federal, não é? Embora não tenha motivos para isso, os petistas se orgulham de seus oito anos de gestão na área. Sua medida é o número de operações espetaculosas da PF, algumas destinadas apenas a provar que “os ricos também choram”. O crime organizado se “organiza” em torno de alguma coisa: armas pesadas e cocaína são as mercadorias prediletas. Essas coisas vêm de fora. A vigilância das fronteiras cabe ao governo federal.
Boa parte do tempo, o Ministério da Justiça do governo Lula ficou a cargo de Tarso Genro, atual governador do Rio Grande do Sul, seu aliado; pertenceram à mesma corrente no PT. Não deve, pois, estar criticando o seu mestre. E, por óbvio, ao falar “governos”, deve excluir da lista os de Lula e Dilma.
Seria o Rio?
Ao ler a notícia, cheguei a pensar que Cardozo pudesse estar falando das UPPs, no Rio, as tais Unidades de Polícia Pacificadora. Dada a forma com são implementadas, o “acordo” pode ser considerado mais do que “tácito”, não é? Ele tem um quê de explícito mesmo: “Fujam que nós estamos chegando”. E parte dos traficantes — franjas do crime organizado, que cuida do tráfico — obedecem e dão no pé. Os que vão ficando assumem o compromisso da discrição: nada de posar para fotos portando armas. O tráfico continua a operar normalmente, mas segundo critérios mais civilizados. O próprio secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame, já afirmou que o objetivo de sua política de segurança é “recuperar território”. A turma que fugiu do Morro do Alemão continua livre, leve e solta.
Como sou uma pessoa naturalmente boa, cheguei a achar que Cardozo estaria inconformado com isso. “Onde já se viu não prender bandido? Isso tem de acabar! Não basta espantar!” Mas depois me lembrei que as UPPs são consideradas um caso espantoso de sucesso pelo governo petista. A candidata Dilma prometeu adotá-la em escala nacional. Nessa área, não existe muito espaço para divergência no Rio, não é? A pessoa que discorda, na melhor das hipóteses, vira pária, espírito de porco, sabotador da Copa e da Olimpíada; na pior, leva três balas na cabeça e uma no pescoço, como o blogueiro Ricardo Gama, aquele que filmou Sérgio Cabral, ao lado de Lula, chamando de “otário” um rapaz que reclamava de seu governo. Não teve direito nem a reportagem de TV. Nada pode macular o “Projeto Rio”. Nem os fatos!
São Paulo na mira
De volta a Voltaire: “O segredo de aborrecer é dizer tudo”. Então digo! Circula na banda podre de polícia de São Paulo — e ela existe, claro, como em qualquer estado — e em certas áreas do petismo a mentira estúpida, pilantra, vigarista, de que a Secretaria de Segurança Pública, por meio de Antônio Ferreira Pinto, o secretário, teria feito um acordo com o PCC para, vejam vocês!, baixar o número de homicídios no Estado. Divergência política é parte do jogo democrático; confronto ideológico é próprio das democracias. Essa acusação, no entanto, não é nem uma coisa nem outra: trata-se de má fé criminosa contra uma política de segurança que tem dado certo e contra a eficiência da polícia. Em 12 anos, o número de homicídios despencou no estado: mais de 70%.
Segundo o Mapa da Violência com dados até 2008 — que tem a chancela do próprio governo federal —, o Estado de São Paulo está em penúltimo lugar no ranking dos estados com o maior número de homicídios por 100 mil; a capital, pasmem!, já é aquela em que menos se mata no Brasil! Para certa canalha, isso não se deve à política de segurança pública, à eficiência da Polícia ou ao fato de que este é o estado que mais prende bandidos no Brasil: tem 22% da população nacional e 40% dos presos! Nada disso conta! Seria coisa do próprio PCC, que teria dado uma ordem para a sua turma parar de matar.
O curioso é que todos os outros crimes também caíram, escolham aí. Vai ver o PCC se converteu numa organização de Congregados Marianos: “Olhem, vocês não matem, não roubem, não furtem…” Até desejar a mulher do próximo seria proibido!
Politicagem
Pois é… Cardozo não é bobo nem nada. É um dos membros do Paulistério — os paulistas do Ministério. Eles têm o desejo legítimo de voltar à Prefeitura de São Paulo e de tomar o Palácio de Inverno: o dos Bandeirantes. A eficiência da política de segurança pública neste estado ofende os petistas e, é preciso reconhecer, alguns setores da imprensa. Na televisão, convenham, nem parece que se mata no Rio quase o triplo do que se mata em São Paulo. Mais um pouco, Sérgio Cabral ainda vai aparecer dando dicas a Alckmin sobre como elevar os homicídios de 10 por 100 mil para 30 por 100 mil…
Não dá! Já vivi o bastante para identificar certos movimentos. A fala aparentemente sem alvo de Cardozo, uma dos “Porquinhos” de Dilma, parece-me ter um sentido muito claro. E olhem que o primeiro ano de governo mal começou. Este senhor é político. Conhece o fato e o boato como ninguém. Ao dar curso a essa fantasia ridícula, criminosa, pode até atender aos desígnios do seu partido, mas faz com que todos os brasileiros se sintam, então, mais inseguros.
E olhem que trabalho não falta a Cardozo. Segundo todos os dados disponíveis, a violência explodiu no Nordeste, atingindo níveis alarmantes, especialmente na Bahia, governada por seu aliado Jaques Wagner. O Plano Nacional de Segurança, em oito anos de governo petista, nunca saiu do papel. Em vez de vir a São Paulo com conversa mole, com acusações genéricas e irresponsáveis, o ministro da Justiça deveria, humildemente, tomar uma aulas para aprender como se faz.
Pronto! Esse balão de ensaio, eu já furei. O governo Alckmin fique atento. O PT de oposição continua a ser o que sempre foi: um predador da reputação alheia.
Por Reinaldo Azevedo
2) 25/03/2011
às 19:00
Cadê José Eduardo Cardozo e suas provas?

Cadê José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça? Ele afirmou ontem, em São Paulo, que governos — suponho que não estivesse se referindo ao de Dilma, que ele integra — fazem “acordo tácito” com o crime organizado. Quais? Ele está moralmente obrigado a revelar. Se o Parlamento não cobrar uma explicação formal do ministro, então é porque o Poder Legislativo já perdeu a razão de ser. Reitero: Cardozo está, de modo oblíquo, sendo caixa de ressonância de setores delinqüentes que asseguram que os índices de homicídio, que caíram brutalmente em São Paulo, seriam conseqüência de um acordo do governo com o PCC, que teria se comprometido a matar menos.
Lógica notável! A polícia que mais prende no Brasil e o estado que tem o menor índice de homicídios por 100 mil habitantes faria pacto com a bandidagem! Severas devem ser as polícias que não prendem ninguém e que avisam com antecedência: “Corra, bandidagem, porque estamos chegando”.
Num país razoável, Cardozo já estaria na rua. No Brasil, entendo, ele está fazendo política partidária mesmo quando fala na condição de ministro.
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 18 de março de 2011

SÃO PAULO: ASSOCIAPOL NA LUTA SALARIAL.

"ASSOCIAPOL: POLICIA CIVIL DE SP: SE NECESSÁRIO IREMOS A GREVE”.
Nossa luta em defesa da família policial não deve se esmorecer, nossas perspectivas, apesar de otimistas, não são tão favoráveis, novo governo, novos secretários, mas alguns apenas trocaram suas cadeiras, será que haverá uma mudança na política salarial dos funcionários públicos?
Esperamos que o novo delegado geral de polícia do estado de São Paulo dr. Marcos Carneiro junto ao sr. secretário de segurança pública do estado de São Paulo dr. Antonio Ferreira Pinto encaminhe a importância do atendimento as reivindicações dos policiais civis ao novo governo, buscando de fato a dignidade de todos os profissionais, pais de famílias, homens e mulheres que sempre honraram a camisa dessa grandiosa, respeitável instituição a policia civil do estado de São Paulo. Confiamos no "novo" governo Geraldo Alckmin, acreditamos que não cometerá o mesmo erro da gestão Serra que com sua falta de coragem em 2008 colocou os policiais militares e policiais civis em confronto resultando assim uma verdadeira falta de respeito contra seu funcionalismo público, ou melhor pais de famílias. Onde esqueceu que não basta apenas colocar novas viaturas, mas sim uma política salarial que atenda de fato as suas reais necessidades.
Pautas de nossas reivindicações salariais para 2011:
01 - reestruturação das carreiras policiais civis, já em trâmite há 10 anos;
02 - regularização do cálculo do regime especial de trabalho policial - retp;
03 - descongelamento do adicional de insalubridade;
04 - transformação da remuneração em subsídios;
05 - regularização da aposentadoria especial;
06 - cumprimento da lei que fixa a data-base em 01 de março de cada ano;
07 - revalorização do vale alimentação, com ampliação da faixa de abrangência, das 141 UFESPs para 300 UFESPs.
ASSOCIAPOL está junto nessa luta por melhores condições de trabalho e melhores salários. Policial Civil essa é apenas o inicio de nossa jornada, é hora de mostrar nossa força, nossa honra. Juntos buscar a nossa dignidade!
Que deus abençoe a todos !
Força & honra !
A.B.MONTEIRO
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ASSOCIAPOL
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PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BRASIL: A RIQUEZA DOS GOVERNADORES.

ESTADÃO.COM
"Governadores mais ricos comandam Estados com piores índices sociais

Alfredo Junqueira - O Estado de S.Paulo
Os 27 governadores eleitos no mês passado declaram à Justiça Eleitoral uma fortuna de R$ 63,53 milhões em patrimônio pessoal. Na média, cada chefe de executivo estadual tem R$ 2,35 milhões em bens. São 14 os que informaram ter patrimônio acima do R$ 1 milhão. O mais rico deles é o governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que apresentou declaração de bens que soma R$ 14,62 milhões.
Levantamento feito pelo Estado na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra ainda que oito governadores eleitos apresentaram evolução patrimonial superior a 200% nos últimos anos. Neste caso, a líder é a governadora também reeleita do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Em 2006, a declaração dela listava 15 bens, mas informava apenas o valor depositado em seu fundo de previdência privada: R$ 172.734,71 - em valores corrigidos. Para esta eleição, Roseana apresentou declaração com 25 bens e valor total de R$ 7.838.530,34. O crescimento foi de 4.437,90% em quatro anos.
As Alagoas de Teotônio e o Maranhão de Roseana ocupam a 25.ª e a 26.ª posição, respectivamente, no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos Estados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dois Estados também estão nas duas últimas posições do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que lista indicadores na área de Educação, renda e expectativa de vida.
Entre os governadores eleitos que tiveram expressiva evolução patrimonial, também destacam-se o de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e o do Acre, Tião Viana (PT). Prefeito eleito de Ariquemes em 2008, Moura informou à Justiça Eleitoral na ocasião ter patrimônio de R$ 385.775,34, em valores atualizados. Agora, apresentou declaração de R$ 8.554.881,14. Crescimento de 2.117,58%. Quando se elegeu para o Senado em 2006, Viana disse ter patrimônio de R$ 28.794,65. Agora, passou para R$ 551.098,50, avanço de 1.813,89%.
Posições discretas.
Os governadores dos três Estados mais ricos do País ocupam posições discretas no ranking do patrimônio. Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, é o 15º colocado, com R$ 960,9 mil em bens declarados. O tucano é o único a declarar a posse de um prédio comercial. Na sua lista de bens, consta um edifício adquirido em 1976 e avaliado em apenas R$ 27.758,52.
Apesar de morar numa cobertura duplex no Leblon, zona Sul do Rio, e de ser dono de uma ampla casa em Mangaratiba, litoral sul do Estado, Sérgio Cabral Filho (PMDB) informou patrimônio de R$ 843,1 mil, e ocupa a 17.ª posição. O apartamento está no nome da primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo Cabral, e não está, portanto, na lista de bens apresentada à Justiça Eleitoral. A casa de veraneio foi declarada no valor de R$ 200 mil.
Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais, que declarou posses de apenas R$ 270 mil, é o antepenúltimo da lista. O tucano mineiro informou ser dono de um apartamento, de R$ 200 mil, e de um carro importado de R$ 70 mil.
O governador reeleito do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), é o único proprietário de uma aeronave, o jato Emb 810 D Seneca III, avaliado em R$ 500 mil. André Puccinelli (PMDB), reeleito governador de Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene (PSDB), que venceu no Pará, são os dois que têm barcos.
O levantamento ainda mostra dois governadores que listaram três Kombis em sua declaração de patrimônio: Wilson Martins (PSB-PI), com duas, e Camilo Capiberibe (PSB-AP)".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 14 de novembro de 2010

SÃO PAULO: A SEGURANÇA PÚBLICA COMEÇANDO A DAR CERTO.

São Paulo tem conseguido avanços na segurança pública, tarefa muito difícil, considerando que o modelo do sistema de segurança pública brasileiro é arcaico e ineficiente por natureza. Temos um modelo único no mundo e inteiramente ineficaz, portanto, mudar o modelo é a palavra de ordem.
Os indíces criminais tem diminuído fortemente em São Paulo e com uma característica marcante: o combate à banda podre.
"... 900 delegados estão sob investigação por crimes tão graves como o desvio de cerca de R$ 30 milhões do Detran...".
É preciso coragem para agir nesta direção.
A matéria que se segue mostra os problemas que o futuro governador de São Paulo terá que enfrentar, pois querem tirar o secretário de segurança, por motivos óbvios. Mas como mudar o que está dando certo no tocante ao enfrentamento da banda podre, sem parecer estar do lado dela?
Um dilema.
"FOLHA UOL:
Chefia da Segurança é impasse para Alckmin
Aliados defendem que governador eleito afaste atual secretário, cuja gestão é elogiada por combate à corrupção
Se tirar nome da pasta, tucano correrá risco de parecer conivente com policiais que foram investigados por Pinto
MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está diante de um impasse na segurança.
Deputados e policiais que apoiam o tucano querem afastar o secretário da pasta, Antonio Ferreira Pinto, cuja gestão é elogiada pelos resultados positivos. A taxa de homicídios é a menor da história do Estado, crimes como roubo e furto estão em queda e o combate à corrupção policial se tornou uma das marcas do secretário.
Se tirá-lo, o governador corre o risco de parecer conivente com a banda da polícia suspeita de corrupção.
Foi na gestão de Ferreira Pinto que a Corregedoria da Polícia Civil, que investiga desvios praticados por policiais, passou a fazer parte do gabinete do secretário, com uma autonomia inédita.
O resultado foi que cerca de 900 delegados estão sob investigação por crimes tão graves como o desvio de cerca de R$ 30 milhões do Detran (Departamento de Trânsito) e propinas acima de US$ 1 milhão pagas a policiais por um traficante colombiano, Juan Carlos Ramírez Abadía.
A investigação dos 900 delegados e o caso da propina foram revelados pela Folha.
Ninguém fala abertamente contra Ferreira Pinto, mas a Folha apurou que o deputado federal Mendes Thame (PSDB) e o presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB), estão entre os que fazem pressão por um novo ocupante do cargo.
O deputado Fernando Capez, também tucano, já disse a empresários que ele seria o futuro secretário de Segurança. Procurado pela Folha, Capez diz que não comenta questões sobre a secretaria.
Marco Antonio Desgualdo, delegado que é próximo de Alckmin a ponto de suas mulheres serem amigas, também está entre os que querem outro nome na pasta.
São aliados de Desgualdo nessa empreitada o delegado Ivaney Cayres de Souza e Everardo Tanganelli Junior. Ambos são desafetos do secretário porque ele tirou-o de cargos cobiçados, como o Detran e o Denarc (Departamento de Narcóticos).
Eles fazem lobby para o deputado Dimas Ramalho e o advogado Marcelo Martins de Oliveira, que foi adjunto na secretaria na gestão de Saulo de Castro. Por causa de seu estilo polêmico, Saulo deve assessorar Alckmin, sem o cargo de secretário.
O nome do ex-deputado Régis de Oliveira também aparece na bolsa de apostas.
Os policiais querem tirar Ferreira Pinto para mudar a Corregedoria da Polícia Civil.
Já os deputados querem voltar a nomear delegados para cargos que consideram estratégicos e indicar as cidades onde a polícia deve abrir novas delegacias.
Ferreira Pinto repete que foi esse tipo de política paroquial que levou Pirassununga, com 70 mil habitantes, a ter seis distritos enquanto o bairro Pimentas, na zona leste de São Paulo, tem um distrito para 200 mil habitantes.
Outro motivo de atrito é a avaliação do secretário de que o Detran deveria ser excluído da Polícia Civil por dois motivos:
1) não há nada de policial na atividade;
2) o poder da polícia num órgão desse é fonte de corrupção".
É perfeita a análise do secretário, DETRAN e polícia são atividades distintas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A CORRUPÇÃO ENDÊMICA QUE DESTRÓI O BRASIL.

OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA:
CORRUPÇÃO NA POLÍCIAUma bomba oculta
Por Luciano Martins Costa em 26/1/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 26/1/2010
"A Folha de S.Paulo já havia surpreendido seus leitores, na edição de domingo (24/1), com a manchete sobre o elevadíssimo índice de corrupção na polícia paulista. Segundo aquela reportagem, dos 3.313 delegados do estado, nada menos do que 800 são suspeitos de vários crimes.
Na edição de terça-feira (26), o jornal volta ao assunto, embora com menos destaque, para noticiar que o ex-chefe da Corregedoria Geral da Polícia Civil e diretor do Detran até outubro de 2009, delegado Ruy Estanislau Silveira Mello, está sendo investigado por supostamente ter dado um prejuízo de R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Trata-se de uma revelação das mais graves, entre as muitas histórias de corrupção que insultam a consciência dos cidadãos nos últimos tempos. No entanto, a reportagem da Folha é mais importante pelo que insinua do que por aquilo que informa completamente.
Corrupção endêmica
A revelação de que um quarto dos delegados da Polícia Civil do estado mais rico da Federação são suspeitos, e estão sendo oficialmente investigados, dá uma idéia das causas principais da ineficiência do sistema de segurança. A lista de crimes engloba extorsão, enriquecimento ilícito, violência, prevaricação e mau uso de dinheiro público, entre outros.
Associando a outras notícias mais ou menos recentes sobre a área de segurança em São Paulo, o leitor pode deduzir que a corrupção vinha sendo a norma no setor, até que o atual secretário da Segurança, Antonio Ferreira Pinto, resolveu fazer uma faxina.
Se o leitor buscar na memória, vai se lembrar que, em maio de 2008, o então secretário adjunto Lauro Malheiros Neto se demitiu após ser acusado de receber propina para alocar delegados em postos onde a corrupção rendia mais, e para retirar de inquéritos internos policiais que respondiam a acusações de desvios de conduta. Em seguida, desgastado pela revelação, o então secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, também renunciou ao cargo.
O que deve estar estranhando ao leitor atento é o silêncio dos outros grandes jornais. Normalmente, quando um caso de corrupção é descoberto por um veículo de informação, os demais costumam se juntar imediatamente ao esforço de divulgação, até formar um coro de denúncias que não pode ser ignorado pela opinião pública.
No caso revelado agora pela Folha, envolvendo evidências de que a polícia do estado de São Paulo sofre há tempos de corrupção endêmica e generalizada, o resto da imprensa finge que nem ouviu falar.
Aposta alta
Mais grave ainda do que a leitura da reportagem de domingo, associada ao texto desta terça-feira, é o artigo do colunista Fernando de Barros e Silva, que se pode ler na página 2 da Folha de S.Paulo. Comentando a manchete de domingo, o colunista observa que a proporção de um quarto do total de delegados representa um número elevado demais para ser desconsiderado. E acrescenta que, dos 33 mil policiais paulistas, nada menos do que 8.500, ou seja, uma proporção ainda maior do que 25%, compõem a lista dos suspeitos que aparecem em procedimentos internos abertos pela corregedoria nos últimos meses.
O leitor pode deduzir o nível das irregularidades que acompanham a maioria dos inquéritos produzidos por tal polícia. Pode também adivinhar quanta dificuldade devem ter os integrantes do Judiciário para lidar com o material produzido por esses policiais. Trata-se, portanto, de um problema que começa no início do processo de combate aos crimes e acaba redundando na impunidade que é de conhecimento geral.
Ainda mais grave, se isso é possível: o colunista aponta diretamente para o ex-governador Geraldo Alckmin como o responsável por tal situação. Ele observa que o secretário da Segurança está mexendo num vespeiro ao tentar moralizar a polícia e que a insatisfação interna com as investigações é muito grande.
Embaixo do tapete
Nada mais grave, porém, do que a informação segundo a qual, entre os delegados atingidos pela ação da corregedoria, "aposta-se na vitória de Geraldo Alckmin" na eleição para governador do Estado.
Eis aí um prato cheio para qualquer jornalista que ainda se considere como tal. Foi na gestão Alckmin que houve o fuzilamento de doze líderes de facções criminosas, o que acabou fortalecendo a organização conhecida como PCC – Primeiro Comando da Capital.
Também foi durante o governo de Alckmin, em maio de 2006, que o PCC aterrorizou São Paulo com ataques e assassinatos.
A combinação das reportagens da Folha com o texto de um de seus colunistas mais importantes forma uma pauta que o resto da imprensa não pode deixar embaixo do tapete".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCAI
Ex-CORREGEDOR INTERNO