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sábado, 5 de março de 2011

POR QUE NÃO DESMENTEM O DEPUTADO FEDERAL GAROTINHO?

O governo Sérgio Cabral lançou uma versão da delação premiada, pretende que integrantes das bandas podres denunciem os seus cúmplices para que consigam alguns benefícios. A mídia chapa branca aplaudiu de pé como de costume.
Em síntese, o governo Cabral pretende aceitar que bandidos denunciem bandidos.
Além disso, o governo aceita denúncias anônimas via disque-denúncia e as Polícias Militar e Civil chegam a realizar operações policiais baseadas nessas mesmas denúncias.
Isso significa que qualquer um pode fazer uma denúncia sem se identificar e ela ser aceita pelo governo até para promover ações policiais.
Diante dessas verdades, causa surpresa a situação do ex-governador e atual deputado federal Garotinho (PR).
Garotinho faz acusações públicas, fornece nome e sobrenome de quem acusa, fornece detalhes sobre os fatos e, assim mesmo, nunca li ou ouvi qualquer investigação instaurada a partir de suas acusações por mais sérias que elas sejam.
Penso que seja a hora das denúncias do deputado Garotinho terem, no mínimo, tratamento igual ao dado às denúncias anônimas, sendo investigadas.
Quem sabe a partir delas não possamos salvar a segurança pública do Rio de Janeiro que mergulhou no mais completo caos na gestão Beltrame, mergulhada no mar de lama da banda podre.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 4 de março de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL TENTA DERRUBAR O TERCEIRO PARA CIMA.

Recentemente, publicamos artigo destacando que o governo Cabral estava encontrando dificuldades para "derrubar para cima"(leia).
Primeiro, tentaram derrubar Beltrame para cima. Ele iria para a SENASP, não foi.
Depois, tentaram derrubar Sérgio Côrtes para cima. Ele iria para o Ministério da Saúde, não foi.
Chegou a vez de Mário Sérgio, gestor da Polícia Militar, que precisa ser retirado diante da Operação Serra Pelada e da Operação Guilhotina, que expuseram as entranhas da banda podre da PMERJ e a ineficácia da secretaria de segurança pública no controle aos desvios de conduta.
Penso que derrubar para cima Mário Sérgio seja bem mais fácil.
A matéria abaixo apresenta essa derrubada.
JORNAL O DIA
Mário Sérgio pode deixar comando
Coronel da PM é sondado para ocupar cargo no governo federal

VANIA CUNHA
Rio - Prestes a completar dois anos no comando da Polícia Militar, dia 7 de julho, o coronel Mário Sérgio de Brito Duarte está sendo sondado para atuar na capital federal. O oficial teria sido convidado para difundir sua experiência no combate à criminalidade em nível nacional.
O oficial, que já comandou o Batalhão de Operações Especiais (Bope), também teve o nome cogitado para ficar à frente de outra tropa de elite, a Força Nacional de Segurança. Procurado por O DIA, o comandante não quis comentar o assunto.
Mário Sérgio comanda a corporação há um ano e sete meses. Nesse período, colocou em prática um dos mais audaciosos planos da PM: a construção do Centro de Operações Especiais, a nova ‘casa’ do Bope. O complexo de 200 mil metros quadrados, que deverá ser inaugurado em Ramos até o fim do ano, não mudará apenas o endereço dos ‘caveiras’ — abrigará o maior centro de instrução e treinamento para policiais do País.
Durante a sua gestão, também ganhou força o maior projeto da Secretaria de Segurança: a pacificação de comunidades dominadas pelo tráfico. Entre as principais, estão os complexos do Alemão e da Penha, antes temidos redutos da facção criminosa Comando Vermelho. Desde que assumiu a PM, foram inauguradas 11 Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 2 de março de 2011

GOVERNO DO RIO: SINAL DE ALERTA ( 1 ).

Prezado leitor, você reparou que o governo Sérgio Cabral não está conseguindo derrubar ninguém para cima.
A expressão "derrubar para cima" em apertada síntese, significa ter que tirar alguém de uma função, mas não poder simplesmente exonerar, tendo que arrumar uma função superior.
Primeiro Beltrame iria para a SENASP, não colou. Em seguida, Sérgio Côrtes seria ministro, também não colou.
Penso que isso seja um péssimo sinal.
Se eu fizesse parte do atual governo estadual adotaria a postura dos três macaquinhos...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 9 de janeiro de 2011

POLÍCIA FEDERAL PERDEU A SENASP. QUAL SERÁ O RECADO?

A Polícia Federal perdeu a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) que passa a ser dirigida por uma advogada, a senhora Regini Miki, que carrega na bagagem a experiência como Secretária de Defesa Social de Diadema, a quem desejamos sucesso.
Os boatos davam conta que o secretário de segurança do Rio, o delegado de Polícia Federal Beltrame, era o favorito para assumir a pasta, isso quando ainda era possível derrubá-lo para cima, algo que se tornou impossível, em face de Beltrame ter colado seu nome nas UPPs.
Sem querer achar chifre em cabeça de cavalo, a negativa de Beltrame pode ter ocasionado a perda da SENASP, uma represália típica do mundo político.
Obviamente, a versão oficial será a disposição da presidente Dilma em povoar Brasília com mulheres no poder, o que permitirá ser defensável o enfraquecimento da Polícia Federal.
Tai ilações podem estar longe da verdade, certamente, mas quem sabe não estamos procurando chifre em cabeça de unicórnio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARFDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SÓ O GOVERNO SÉRGIO CABRAL ESQUECEU DOS BOMBEIROS MILITARES.

A SENASP encaminhou um ofício para o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (leia), enaltecendo as qualidades da instituição, algo reconhecido por TODA população fluminense.
Infelizmente, na hora do reconhecimento desse valor, o governo Sérgio Cabral esqueceu de conceder aos Bombeiros Militares a gratificação de R$ 500,00, recentemente paga alguns profisionais de segurança pública.
Penso que o governo federal deveria solicitar ao governo estadual que fizesse justiça aos bravos heróis do fogo, pagando a gratificação, assim como, a TODOS os PMs, BMs e PCs que tiveram suas escalas modificadas (diminuídas) férias e licenças interrompidas.
Por ser oportuno, aproveitamos para avisar à SENASP, que no Rio o Corpo de Bombeiros não integra a segurança pública e sim, a secretaria de saúde, com parte significativa dos BMs atuando fora de sua destinação constitucional, o que salvo melhor juízo, não encontra amparo na legalidade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

JOSÉ MARIANO BENICÁ BELTRAME, O PRÓXIMO PREFEITO OU GOVERNADOR DO RIO ( ? ).

O ano de 2008 chegava ao final e a situação do governo Sérgio Cabral era muito desfavorável com relação a uma tentativa de reeleição em 2010. A gestão se mostrou ineficiente por completo, sobretudo no concernente aos serviços públicos essenciais: educação, saúde e segurança públicas.
Pouco se precisa escrever para demonstrar o caos da educação, bastando citar que em uma avaliação nacional, o ensino médio do estado do Rio de Janeiro só ficou na frente do estado do Piauí, algo inexplicável diante da arrecadação do Rio, segunda no Brasil e do integral apoio do governo federal.
Os cidadãos que morrem até a presente data, diariamente, nos corredores dos hospitais estaduais, aguardando vagas nos CTIs é o retrato da falência da saúde do governo Cabral, no qual nem as UPAs se salvaram, além dos escândalos de superfaturamento na compra de insumos hospitalares e do escândalo dos valores pagos na manutenção das viaturas do Corpo de Bombeiros, fatos em apuração no Ministério Público.
Na segurança, os dois primeiros anos foram unicamente de repetição da tática dos governos anteriores do PMDB, o ineficaz e criminoso ¨tiro, porrada e bomba", alvo de várias denúncias de organismos nacionais e internacionais. Aliás, cumpre destacar que tal tática continuou sendo empregada durante todo o governo, não ocorrendo apenas nas ocupações para instalações das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a luz no final do túnel para o governo Sérgio Cabral.
No final de 2008, surge o primeiro super Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), modelo de ocupação utilizado há algum tempo pela PMERJ, inclusive com resultados positivos, como ocorreu no Morro do Cavalão, em Niterói.
Um gênio teve uma ideia brilhante com relação aos GPAEs para ter algo com que lutar para a reeleição:
- Inventar um novo nome, politicamente e midiaticamente mais eficiente e superdimensionar o efetivo utilizado nos GPAES, assim nasciam os super GPAEs ou, se preferirem, as UPPs.
O apoio quase integral da mídia já existia, portanto, a divulgação da invenção estava garantida na época e que continuou por todo governo, tanto que a imprensa nunca noticiou qualquer uma das inúmeras desvantagens do projeto antes das eleições de outubro/2010, o que só ocorreu timidamente após a reeleição já estar garantida, momento em que alguns órgãos chegaram a citar que as UPPs transferiam traficantes e armas de guerra de uma comunidade para outras.
Com a mídia pautada impulsionando as UPPs, transmitindo até batizado de cachorro em UPP, restavam dois problemas a serem vencidos:
- O efetivo para implantar várias UPPs, o projeto eleitoral do governo.
Tal óbice foi resolvido facilmente, fazendo com que todos os novos Soldados PMs que se formassem no CFAP (e nas Companhias Pedagógicas dos batalhões) fossem colocados nas UPPs, mesmo contra vontade e desrespeitando o previsto no edital do concurso de 2008. Afinal, o que significa um abuso de poder diante dos interesses políticos? Nada ao que parece. Além desse problema, tal procedimento esvaziou as ruas de policiamento ostensivo, pois o recompletamento dos batalhões deixou de existir, trazendo mais insegurança pois os fuzis foram para as ruas, mas isso também não era importante.
- Como evitar os confrontos armados com os traficantes para implantar as UPPs.
A solução foi simples e bizarra, o governo passou a dar um aviso prévio aos traficantes para que deixassem as comunidades antes da ocupação, acabando por promover uma relocação de traficantes e de suas armas de guerra no território fluminense.
Pronto, o cenário estava pronto para a reeleição, que foi conquistada com uma única bandeira, as UPPs e mais de R$ 400 milhões de dinheiro público gasto em propaganda governamental.
O que ninguém esperava era o golpe de mestre político do secretário de segurança, o delegado da Polícia Federal, José Mariano Benicá BELTRAME.
O que fez Beltrame?
Como tudo que girava em torno de UPPs dava mídia, ele colou nas UPPs.
Andou de bicicleta, participou de bailinhos, distribui lanches, beijou criancinhas e deu até uma de Papai Noel, tudo retratado pela mídia em cores vivas.
A mídia promoveu uma overdose de Beltrame.
O resultado é claro, as UPPs reelegeram Sérgio Cabral, mas as UPPs são de Beltrame.
Atualmente, Beltrame é morador mais famoso do estado e o favorito para qualquer eleição no Rio, podendo concorrer a Prefeito em 2011 ou para o governo do estado em 2013, praticamente sem adversário para enfrentá-lo de igual para igual.
E, pensar que alguns órgãos da mídia chegaram a festejar o fato de Beltrame ter dispensado uma eleição ganha para deputado federal em 2010, tolinhos ...
Beltrame (e/ou o seu grupo) deu um lance de grande mestre internacional de xadrez, um lance vencedor.
Como enfraquecê-lo politicamente, considerando que a própria reeleição de Eduardo Paes corre grave risco?
Exonerá-lo?
Nem pensar.
Derrubá-lo para cima, tática antiga, dando a ele a SENASP, não parece mais viável e penso que não o fascinaria.
Bater nas UPPs é impossível, o governo desabaria por completo. Pior, terão que continuar implantando UPPs, o fortalecendo cada vez mais.
Sem dúvida, não será fácil descobrir a criptonita que enfraquecerá o super Beltrame.
Ele pode ser o próximo prefeito ou governador do Rio de Janeiro.
A não ser que surja algo muito grave contra ele, que possa permitir fritá-lo diretamente, com menor desgaste para os políticos.
A investigação do Ministério Público sobre o contrato de terceirização da compra, da manutenção e da gestão da frota operacional da PMERJ, poderá ser o seu Calcanhar de Aquiles, caso constate irregularidades graves que possam atingi-lo, afinal, foi ele quem celebrou o contrato, pois na época o comandante geral da Polícia Militar, Coronel Ubiratan, pulou fora, acertadamente.
Talvez esse seja o único meio de atingir o homem que soube usar muito bem o sucesso da nova roupagem de um projeto antigo da Polícia Militar, os GPAEs. Uma ideia política, baseada em um sucesso da Polícia Militar no Morro do Cavalão, em Niterói, por exemplo.
E, olha que o governo Sérgio Cabral nem pensa em instalar uma UPP na terra de Araribóia.
Pura ingratidão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BOLSA OLIMPÍADA.

Bolsa Olímpica - Nota do Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ sobre BOLSA OLIMPÍADA
SUBSECRETARIA DE ENSINO E PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DE ENSINO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Nota do Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ sobre BOLSA OLIMPÍCA.
Este Gestor do Projeto Bolsa Formação e da Rede de Ensino à distância da SENASP vem informar que a Secretaria Nacional de Segurança comunicou, por meio da Diretora do DPAID, que ainda neste ano será disponibilizado no SISFOR o módulo para cadastramento no Bolsa Olimpíada, não havendo data firmada para isso, porém com uma diferença em um dos pré-requisitos do Bolsa Formação - TODOS os Policiais Civis, Policiais Militares e Bombeiros Militares farão jus ao benefício INDEPENDENTE da faixa salarial.
O valor do benefício e a data para início do pagamento serão divulgados em breve.
Neste contexto foi providenciado a REABERTURA das inscrições da Rede EAD, apenas para os profissionais deste Estado do Rio de Janeiro que possam ser englobados neste processo, entre os dias 8 e 13 de SETEMBRO ou até completarmos as 35.000 (Trinta e cinco mil) vagas restantes. Como os cursos deste 20º Ciclo estão previstos para iniciar no próximo dia 10 de setembro, os alunos que forem inscritos neste novo período de inscrições iniciarão seus cursos apenas no dia 16 de setembro.
IMPORTANTE:
- O aluno somente poderá realizar a inscrição em 1 (um) curso;
- Os alunos evadidos no 19º Ciclo não poderão realizar inscrições;
- O Curso de DIREITOS HUMANOS não estará disponível para inscrições e nem terá validade para o Bolsa Olimpíada;
- Os alunos que já fizeram sua inscrição para este ciclo não devem e nem poderão fazer nova inscrição, exceto os alunos que tenham feito a inscrição pela primeira vez neste ciclo no Curso de Direitos Humanos, os quais serão remanejados por este Gestor para outros cursos;
- Os alunos que estão recebendo o benefício do Projeto Bolsa Formação e já tenham feito curso nos últimos 3 (três) ciclos ou ainda que já estejam matriculados neste 20º ciclo, desde que não seja o Curso de Direitos Humanos, NÃO precisam realizar outro curso porque o sistema não irá permitir a inscrição, sabendo que continuarão a receber normalmente a Bolsa;
- Os alunos que não recebem Bolsa Formação e fizeram apenas o Curso de Direitos Humanos em um dos 3 (três) últimos ciclos deverão realizar outro curso neste ciclo para estarem prontos para receber o Bolsa Olimpíada;
- Apenas os alunos NOVOS (que nunca realizaram cadastro na Rede EAD) e os alunos já cadastrados, mas que não tenham feito curso nos últimos 3 (três) ciclos 17º, 18º e 19º ciclo - bem como não tenham feito inscrição para o 20º ciclo deverão realizar um curso para estarem aptos a realizarem o seu cadastro no módulo Bolsa Olimpíada quando este for disponibilizado;
Para dirimir outras dúvidas e sanar quaisquer problemas, o profissional pode entrar em contato pelo telefone do callcenter (21) 2206-2206 das 0800 às 200h ou comparecer no telecentro com sede na Superintendência de Ensino e Valorização Profissional na Secretaria de Estado de Segurança SESEG na Praça Cristiano Otoni, s/nº Sala 310 - Prédio da Central do Brasil Centro RJ das 0900 às 1800h. Também podem ser
enviadas questões para o e-mail gestor.ead@seguranca.rj.gov.br ou para o email do Gestor na caixa postal da Rede EAD, lembrando que devido à exigüidade do tempo esta deve ser a opção para situações menos urgentes.
Todos os alunos devem sempre consultar as mensagens postadas no Painel de avisos da Rede EAD/SENASP/MJ onde são passadas novas informações e orientações a respeito inclusive do Bolsa Formação e do Bolsa Olimpíada, bem como manter seu cadastro atualizado.
SESEG/RJ, em 2 de Setembro de 2010.
CARLOS HENRIQUE MARTINS GONÇALVES MAJ PM
Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ e do Projeto Bolsa Formação
Superintendente de Ensino e Valorização Profissional
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOSSO ESPAÇO DEMOCRÁTICO: A VOZ DA TROPA (RIO GRANDE DO NORTE).

DENÚNCIA ANÔNIMA RECEBIDA:
"Caro amigos policiais de todo o Brasil. Isso é realmente uma vergonha nacional!
O Policial Militar Sd PM Kleverson, atualmente servindo no canil do BOPE da Polícia Militar do RN foi convocado pela Seretaria Nacional de Segurança Pública para fazer parte das equipes de busca e salvamento que integram a força tarefa na cidade de Porto Príncipe no Haiti. O soldado para a nossa satisfação e orgulho, foi escolhido a dedo por ser um bom profissional e possuir cursos na área de busca de pessoas desaparecidas em situações de catástrofes.
Infelizmente essas coisas só acontecem no Brasil e em particular no RN.
Vocês acreditam que quando a convocação chegou ao gabinete do Secretário de Segurança Pública do RN (Ilmº senhor Agripino Neto) solicitando o policial, o secretário informou à SENASP que o soldado poderia participar da força tarefa, porém deveria custear as suas passagens para a cidade de São Paulo (onde pegaria um avião da FAB com destino a Porto Principe). O Estado não custearia as suas despesas e a passegem do cão faregador.
Resultado: O policial provido de interesse humanitário e profissional, teve que bancar a sua passagem e a do cão para São Paulo. E o que é pior, além de servir em uma unidade especial que deveria ser exemplo, ainda teve que pagar a passagem e as despesas do cão (que é patrimônio e bem do Estado).
Estamos realmente indignados com essa atitude.
E tem mais, o Comando da PMRN nada fez, e ainda existem oficiais superiores que vão dar entrevistas para grandes emissoras, falando, falando, falando, se promovendo politicamente, pagando imbustes e não falam a verdade. Só querem viver de aparência...
A Segurança Pública não necessita de pessoas que vivam de aparência. Necesitam de pessoas comprometidas, técnicas, capacitadas e com espírito guerreiro e humanitário.
Ajudem a repassar esse informativo para todos os policiais do Brasil.
Que Deus ajude a todos os policiais militares e bombeiros militares que estão no desconforto, longe de suas famílias, no complexo trabalho de salvar e proteger.
Ao povo Haitiano, pela coragem de buscar novas fontes de força para minimizar suas dores e angústias.
Aos cidadãos civis humanitários, pela coragem e dedicatória em buscar semre o melhor para os povos".
O blog está disponível para publicar o resultado da investigação.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ESTRESSE POLICIAL.

SENASP DESTINA 1 MILHÃO PARA ESTUDOS SOBRE ESTRESSE POLICIAL.
10/09/2009
Juliana Michaela
A profissão de policial é uma das mais desgastantes pois são profissionais que vivenciam no dia-a-dia situações de conflito, violência, morte, que precisam aprender a gerenciar. Segundo o psicólogo Lucio Emanuel Novaes, do Centro de Psicologia de Controle do Estresse, o desgaste do profissional de segurança é tanto que 15 anos de trabalho de um policial militar corresponderia a 30 anos de um profissional de outra área qualquer. Segundo Novaes, 50% das mortes do mundo estariam relacionadas com doenças ligadas ao estresse (dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do Ministério da Justiça e do Fundo Nacional de Segurança Pública, disponibilizou cerca de R$1 milhão, por meio de convênio federal, às secretarias de Justiça e Segurança Pública de dez estados - Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Roraima, Rondônia e Paraíba -, para investimento na qualidade de vida, identificação dos principais sintomas e causas do estresse dos profissionais de segurança pública.
Mato Grosso iniciou no dia 13 de agosto o Programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse para a Segurança Pública, que irá avaliar o nível de estresse e qualidade de vida dos profissionais da segurança pública. A avaliação será realizada através de um mapeamento envolvendo 1.489 policiais militares, 430 policiais civis, 197 bombeiros militares e 150 servidores da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A amostra total incluirá quase de 2.300 servidores. O programa terá duração de um ano.
A diretora do Centro Psicológico de Controle do Estresse e professora doutora da PUC de Campinas, Marilda Novaes Lipp, explicou que o programa tem como objetivo a sensibilização da categoria para o combate ao estresse, a avaliação da sua condição e auxílio na busca da qualidade de vida em suas ações.
Marilda Lipp contou que, num primeiro momento, foram realizadas palestras com os profissionais que possuem cargos estratégicos sobre o que é o estresse e a aplicação de um questionário. O passo seguinte é a avaliação das respostas e a formulação de relatórios individuais. A partir desses relatórios, será avaliado o nível de estresse do profissional e feitas recomendações.
"Para a realização desse programa serão contratados três psicólogos, um psiquiatra e um massoterapeuta. Iremos formar facilitadores para o trabalho de manutenção do programa, que será uma oportunidade de enfrentar as causas do estresse para obter qualidade de vida", destaca Marilda Lipp (foto). Um trabalho semelhante foi realizado por ela em São Paulo, onde se detectou que 43% dos delegados da Polícia Civil e 60% dos policiais militares estão com níveis de estresse acima do aceitável.
Para o diretor da Polícia Civil de Mato Grosso, José Lindomar Costa, o programa irá diagnosticar como está a situação do profissional da segurança pública e ajudar a criar medidas para auxiliar no controle do estresse.
Para o comandante-geral da PM, coronel Campos Filho, a profissão de policial é desgastante. "Para nós que lidamos com segurança esse programa é bom. Nosso trabalho é lidar com situações tensas e conhecer técnicas de controle do estresse auxiliará a lidar com isso", ressalta Campos Filho.
O comandante do 3º Batalhão do Grande CPA e bairros adjacentes, tenente-coronel da PM, Joselito do Espírito Santo de Paula, relata que já passou por momentos na carreira de exaustão e esgotamento físico. "A gente recebe uma pressão muito grande. Eu, por exemplo, gosto de me desligar de tudo no final de semana", conta.
Carência de efetivo e sobrecarga no trabalho
A carência de efetivo é outro fator que pode acarretar uma sobrecarga excessiva de trabalho que traz problemas à saúde. Na Polícia Judiciária Civil, por exemplo, o decreto nº 8.198 de 11 de outubro de 2006, que dispõe sobre o lotacionograma, prevê muito mais profissionais do que os que estão na ativa.
O instrumento serve para informar como estão ou como poderiam estar distribuídos os funcionários de uma empresa ou instituição, em cargos e funções. No caso da Polícia Civil de Mato Grosso foi feito um estudo na época da criação do decreto que mostrava qual era a quantidade necessária de policiais civis no estado naquele ano.
Segundo o presidente do sindicato dos delegados de Polícia Civil de Mato Grosso (Sindepol), Dirceu Lino, a quantidade de investigadores e escrivãos trabalhando é abaixo de 50% do previsto por lei.
"O decreto é de 2006, a demanda do estado cresceu nesses três anos e estamos longe do ideal que foi colocado. Hoje, temos mais de 30 delegados que deveriam se aposentar, mas não podem. Mesmo com o concurso, a quantidade de vagas não conseguirá atingir o que foi estipulado em 2006", diz Lino.
Para ele, a falta de profissionais agrava o quadro de estresse. "Existe delegado que é responsável por seis delegacias em algumas cidades do interior de Mato Grosso. Como esse profissional fica psicologicamente com uma responsabilidade dessas? A Polícia Militar também está defasada, mas está mais próxima do ideal", afirma Dirceu Lino.
Policiais utilizam droga como forma de alívio do estresse
O uso de drogas lícitas ou ilícitas como forma de alívio do estresse foi constatado no estudo "O uso de substâncias psicoativas na Polícia Civil de Mato Grosso", de Maria Helena dos Santos, psicóloga da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Durante a pesquisa foram entrevistados 10 investigadores atendidos pela Área de Acompanhamento Psicossocial entre janeiro de 2006 e março de 2007, num universo de 45 indivíduos. Os participantes são todos homens com mais de 10 anos de profissão.
De acordo com a pesquisa, 70% dos profissionais entrevistados responderam que faziam uso de substâncias psicoativas para o alívio das tensões ou sofrimentos. Todos estavam no exercício da função e fazendo uso das drogas há mais de 10 anos, caracterizando uso crônico. O álcool e o tabaco eram as drogas mais consumidas, seguidas da cocaína e seus derivados, podendo ocorrer o uso de mais de um tipo de droga.
"Os policiais trabalham muito acima do ideal, o que produz o estresse. O policial precisa cuidar da sociedade, mas não é olhado com atenção e não é tratado. O nível de estresse é grande", ressalta a psicóloga.
Maria Helena ressalta a importância da realização do Programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse para que os governantes se conscientizem da necessidade de prestar assistência ao profissional da segurança pública. A pesquisa está disponível para consulta pública.na biblioteca da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
Agentes carcerários estão fora da pesquisa
Os agentes carcerários, por estarem ligados ao Ministério da Justiça e não à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), não estão incluídos no programa. Para a primeira secretária do Sindicato dos Investigadores e Agentes Carcerários, Jacira Maria da Costa Silva, é ruim que os profissionais que atuam no sistema prisional não estejam participando da pesquisa. "Iremos solicitar na 1º Conferência Nacional de Segurança Pública que o Ministério da Justiça também realize uma pesquisa com os profissionais do sistema prisional, pois não temos nenhum dado sobre o estresse na profissão", disse Jacira Silva.
Ela destacou que o agente carcerário também é acometido de estresse como os outros profissionais da segurança pública. "O agente tem um turno de trabalho de 24 horas ininterrupto. Eles não podem descansar, devem estar alertas o tempo todo. Sem contar que o efetivo é insuficiente", desabafa Jacira.
Ela salientou que um dos pontos que serão defendidos pelos agentes carcerários durante a conferência é a aprovação da PEC 308/04 que prevê a transformação de agentes penitenciários em agentes penais, que teriam poder de polícia. Os profissionais iriam migrar do Ministério da Justiça para a Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Texto produzido pela parceria portal Comunidade Segura e Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O QUE PENSAM OS POLICIAIS?

"Policiais querem polícia única e civil.
Dois terços dos praças e oficiais das Polícias Militares do país defendem mudanças no modelo de polícia e mais da metade dos policiais civis e militares prega a unificação das corporações. Os dados fazem parte de uma pesquisa inédita realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça, sobre policiais, guardas municipais, bombeiros e agentes penitenciários do país.
Com 64.130 questionários respondidos, a pesquisa O Que Pensam os Profissionais de Segurança Pública, no Brasil, será divulgada hoje, em Brasília. As respostas ajudam a compreender e a interpretar a atuação das polícias no país.
Ao responderem a pergunta “Qual o modelo ideal de polícia?”, 35% defenderam a unificação das corporações, longe da disciplina e do rigor militar, e 15% manifestaram-se pela criação de uma única polícia militarizada. Mas a maioria (50%) defende uma nova e única polícia. Atuação condicionada a um determinado tipo de crime foi defendida por 12%.
Para Marcos Rolim, professor de Direitos Humanos do Centro Universitário Metodista do Rio Grande do Sul (IPA) e um dos três pesquisadores responsáveis pelo estudo, o fato de a metade defender a unificação deve ser interpretado com cautela.
– Em todo mundo moderno, a tendência é diversificação de polícias, criando mais outras forças. As polícias enormes, pesadas, são ineficientes e difíceis de administrar – opina Rolim.
Maioria diz que tolera corrupção dos colegas
Para o pesquisador, os dados indicam “necessidade de mudança”.
– A constatação mais importante é que os policiais não estão satisfeitos com o modelo de polícia existente – opina Rolim.
Diretor da Academia da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (Acadepol), delegado Mario Wagner acredita que os resultados indicam necessidade de se repensar as polícias.
– As polícias hoje precisam defender as garantias individuais do cidadão, nas suas relações entre si. É uma mudança de foco no sentido de se buscar uma prestação de serviços mais eficiente – pondera o delegado.
Com 29 anos de dedicação à Polícia Civil, Wagner defende a preservação da identidade das duas corporações bicentenárias:
– Juntar as duas identidades, agora, seria um fracasso.
O conteúdo de algumas respostas é revelador. Ao responderem, por exemplo, o que fariam se flagrassem um colega recebendo propina, 42% disseram que conversariam e pediriam que o parceiro não fizesse mais e 25% fingiriam não terem visto a cena – ou seja, 65% não prenderiam em flagrante o corrupto. Um em cada cinco denunciaria o companheiro de corporação e apenas 2% pediriam para dividir a propina.
– Fica evidente as limitações de formação e de compromisso moral de parte dos policiais brasileiros – alerta Rolim".
Fonte: Zero Hora.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 30 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - O RETUMBANTE FRACASSO DA POLÍCIA FEDERAL.

No nosso espaço democrático estamos publicando uma série de artigos com o título "JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL" e neste momento, tratamos do completo fracasso da Polícia Federal no cumprimento das suas missões constitucionais.
O governo do Presidente Lula (PT) já deixou muito claro que almeja federalizar a segurança pública, na busca desse objetivo já foram criadas a Secretaria Nacional de Segurança Pública; o Programa Nacional de Segurança com Cidadania; os Conselhos de Segurança e o Programa da Força Nacional de Segurança.
O Brasil é assim, adora criar órgãos públicos, vorazes devoradores do nosso dinheiro (dinheiro público).
Além disso, a Polícia Federal vem sendo glamurizada como a Polícia eficiente, com seus salários espetaculares (sonho de consumo de todos os funcionários públicos); suas viaturas milionárias; seus equipamentos de primeiro mundo e com uma assessoria de marketing de dar inveja à grandes empresas privadas.
Operações fantásticas são desenvolvidas por todo Brasil, sempre filmadas e divulgadas para a mídia, quase que online.
Pena que essa Polícia tão eficiente , midiaticamente falando, fracassa totalmente no cumprimento das suas missões constitucionais.
Constituição Federal:
Artigo 144 - (...).
A Polícia Federal (...) destina-se a:
I. (...).
II. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho (...).
Só a Polícia Federal tem essas missões inseridas no texto constitucional.
Notem, PREVENIR e REPRIMIR.
E, não precisamos tratar da situação atual do tráfico de drogas e do contrabando no país.
III. exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras.
Também não precisamos abordar a total vunerabilidade das fronteiras brasileiras.
Portanto, resta comprovado o fracasso.
Um fracasso que custa muito aos cofres públicos.
Vamos citar um único exemplo comparativo:
Um Policial Militar do Rio de Janeiro ganha cerca de R$ 1.000,00 para patrulhar as ruas da cidade (Rádio Patrulha), enquanto um Policial Rodoviário Federal ganha mis de R$ 5.000,00 para patrulhar rodovias federais.
Simplesmente, cinco vezes mais, isso sem considerar quem corre mais risco de morrer em serviço.
Um outro dado relevante na tentativa de federalizar a segurança pública é o fato de que a maioria dos Secretários de Segurança do Brasil são Delegados da Polícia Federal.
No Rio de Janeiro, os governos do PMDB têm nomeado Delegados da Polícia Federal como Secretários de Segurança, o resultado é o caos da violência urbana vivenciada pelos cidadãos fluminenses, obrigados a viver em um Estado onde mais de 10.000 morrem ou desaparecem por ano.
Cidadão brasileiro, todos nós devemos desejar que a Polícia Federal seja a melhor possível, inclusive, dignamente remunerada e muito bem equipada, todavia, queremos que a Instituição cumpra primeiro as suas missões constitucionais, o que poderá controlar o tráfico de drogas e o contrabando, que ceivam milhares de vidas de cidadãos brasileiros.
Por derradeiro, hoje circulou uma notícia no sentido de que um carro que deveria estar acautelado na Polícia Federal, foi multado 42 vezes, quando rodava pelas vias públicas (clique e leia).

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 29 de maio de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA - OS GRANDES AUSENTES.


A 1a Conferência Nacional de Segurança Pública se encerra nesta sexta-feira, às 18:00 horas, no Hotel Guanabara, no Centro da Cidade do Rio de Janeiro.
O organizador desse espaço democrático participa do evento e publicará um artigo sobre a conferência, porém, um fato deve ser destacado de imediato.
A sociedade fluminense e o poder público são os grandes ausentes.
A quase totalidade dos presentes é composta por Guardas Municipais do Rio de Janeiro, que inclusive demonstram conteúdo devidamente fundamentado em cada participação, com certeza fruto da dedicação ao estudo dos temas da segurança públlica.
Esse organizador não identificou um único Comandante de Batalhão da Polícia Militar ou Delegado Titular da Polícia Civil.
Vida que segue...
Cidadão brasileiro, mobilize-se, o tempo da história não espera pelos omissos.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO