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sexta-feira, 2 de março de 2012

UMA SOLUÇÃO PRÓPRIA DAS DITADURAS.

No Rio de Janeiro, os serviços públicos são péssimos e os servidores públicos recebem os piores salários do Brasil. Ninguém precisa ser um gênio para identificar que existe uma forte relação entre essas duas verdades. Diante desse caos, a população e os servidores protestam nas ruas, nada mais natural.
O que faz o governo?
Acusa todas as mobilizações ordeiras e pacíficas, verdadeiros exercícios de cidadania, de serem atos políticos e acusa todos os mobilizados de serem aliados de políticos de oposição.
Simples!
A simplicidade própria das ditaduras que não aceitam a crítica e que tentam impor as suas versões como sendo a verdade, o que fazem usando sobretudo a imprensa, que é dominada através da força ou através do estabelecimento de relações comerciais nas quais o governo passa a ser o principal anunciante.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A DESCRIMINAZAÇÃO DA MACONHA E OS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS.

Publico dois artigos do jornalista Reinaldo Azevedo sobre a descriminização da maconha, os quais foram encaminhados na forma de comentário por um dos nossos leitores, mas neste momento não pretendo discutir o tema, mas sim chamar a atenção para um aspecto que me parece esquecido nas discussões: os serviços públicos essenciais.
Vivo no Rio de Janeiro, o segundo estado em arrecadação do Brasil, onde o governo é completamente ineficaz na prestação de saúde, segurança e educação públicas para a sofrida população fluminense. Os três serviços são desenvolvidos de forma lastimável. Ninguém está seguro em lugar nenhum, não importando dia ou horário. Na educação o estado está em penúltimo lugar no Brasil e na saúde pública não temos UTI neonatal nos hospitais públicos e nem leitos suficientes em CTIs, o que causa a morte de quase dez pessoas por dia.
Diante dessa calamidade, desse governo completamente incapaz, imaginem como funcionaria no Rio a comercialização da maconha descriminizada e o uso terapêutico dessa erva.
Veja / Blog Reinaldo Azevedo
Trecho Extraído

08/05/2011 às 6:51
Escarnecendo dos brasileiros - Comissão de que faz parte secretária nacional de Segurança Pública propõe descriminação da maconha e liberação de produção para consumo próprio.
Há coisas que chegam a dar certa vergonha de noticiar e de comentar, mas fazer o quê? Estão aí, não é? Podem desafiar a nossa compreensão e, às vezes, a nossa paciência, mas temos de lidar com elas. Antes que vá ao ponto, uma questão geral, para reflexão. “Eles” estão perdendo o senso de limite, avançando muito além do razoável. Haverá a hora, estejam certos, em que a sociedade acabará reagindo — desde que haja vozes políticas que resolvam expressar o sentimento da maioria dos brasileiros em relação a alguns temas. Por enquanto, “eles” estão na fase do surto. Não tardará, e os efeitos desastrosos de certas medidas vão se fazer sentir. E então começaremos a despertar para os fatos. Ao ponto.
O Brasil está sendo tomado por uma nova droga, ainda mais devastadora do que o crack: o oxi. Entrou no Brasil pelo Acre, o paraíso marino-petista na Terra, e já se espalha por vários estados. A presidente Dilma Rousseff, no quinto mês de governo, ainda deve ao país o seu plano para combater o crack, promessa solene de campanha. Por enquanto, seu governo está apenas dando marretada em garrucha velha e produzindo mistificações com uma campanha do desarmamento. A Polícia Federal, que tem de vigiar as fronteiras, viu reduzida a verba destinada a esse fim. O tal oxi vem da Bolívia, do companheiro Evo Morales, origem de 80% da cocaína consumida no país.
Dada a realidade devastadora do crack e agora do oxi, em que se ocupa o governo? Em criar facilidades para os maconheiros — que vêm a ser, como querem alguns, os “consumidores recreativos de maconha”..."
Blog Reinaldo Azevedo
Continuação

"... Voltei
Não é apologia, tá? Paulo Teixeira, por exemplo, que integra essa comissão, concedeu, não faz tempo, uma entrevista a um site de… maconheiros! Para defender a descriminação da maconha. Sua militância, no momento, é em favor da criação das cooperativas para a produção do mato destinado apenas ao consumo dos “cooperados”. Ele é líder do PT na Câmara.
Um dos principais problemas das escolas públicas Brasil afora, acreditem ou não!, é a segurança. Em muitos casos, professores vivem sob uma espécie de regime do terror. É assim hoje, quando não há um claro incentivo ao porte e ao consumo de droga. Se a proposta que vai no documento acima for aprovada, os traficantes farão o óbvio: aliciarão adolescentes, alunos ou não, para que levem a droga às escolas — cada portador terá consigo apenas a quantidade que caracteriza “consumo pessoal”. Ninguém poderá molestá-los. E não poderá impedi-los de passar a droga adiante.
As escolas particulares dos filhos dos ricos terão condições de coibir o tráfico em suas dependências porque dispõem de recursos para isso. As públicas ficarão ao deus-dará. Se, hoje, com as restrições legais existentes, a droga já circula entre estudantes, imaginem quando não houver mais amarras. Os filhos dos pobres estarão sendo entregues aos traficantes.
Repressão e medicalização
O debate das drogas vai tomando um caminho perigoso, pautada por uma vigarice intelectual espantosa. A medicalização da questão está tomando o lugar da articulação de políticas púbicas para coibir o tráfico. Sim, a droga é também um problema de saúde, mas, lamento afirmar, é, antes de mais nada, um problema das polícias, que têm a obrigação de reprimir o tráfico.
Um estado que legalizasse as drogas e decidisse arcar com o custo de tratamento dos drogados estaria, em prazo não muito longo, inviabilizando o sistema público de saúde. Seria um sorvedouro sem fim de recursos, porque as gerações iriam se sucedendo na busca do tratamento. Acho que o estado tem, sim, de procurar se equipar para recuperar os viciados, mas não com a descriminação.
É preciso um mínimo de coerência. Ou bem se admite que estamos diante de uma questão de interesse coletivo, e o estado tanto reprime as drogas quanto trata dos dependentes, ou bem entendemos, como querem alguns, que se trata de uma escolha individual. A ser assim, então o estado não tem de gastar um tostão com viciados. Eles não podem “escolher” ter o barato — seja lá com que porcaria for — e depois bater às portas do estado (a coletividade) para pedir socorro. Ou vamos lançar também o Bolsa Maconheiro, o Bolsa Cocaína e o Bolsa Crack?".
Por Reinaldo Azevedo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

AS CONCESSIONÁRIAS NÃO AGRADAM AO POVO, MAS AGRADAM SÉRGIO CABRAL.

Lá vou eu dar meus pitados em área que não domino.
Por favor, lembrem que não sou bacharel em direito ao lerem esse artigo.
As concessionárias de serviço público são empresas "contratadas" pelos governos para prestarem serviços públicos para a população. O governo ao invés de ter toda uma estrutura estatal (funcionários públicos, inclusive), opta por "terceirizar" alguns serviços para atender ao interesse público e promover uma melhor prestação dos serviços.
No Rio de Janeiro a área de transportes públicos está repleto dessas concessões: barcas, trens, metrô e ônibus.
Nada mais comum.
O que é incomum é o fato de que essas concesionárias são constantemente alvo de reclamações dos parte da população.
O povo reclama dos trens, do metrô, dos ônibus e das barcas constantemente, respaldado na razão.
Isso é uma verdade.
Em sendo assim como explicar o fato do governo manter essas concessões?
Pior, como explicar a prorrogação dos contratos com uma enorme antecedência, considerando que o destinatário do serviço não está satisfeito com o serviço prestado?
Eu só encontro uma explicação:
- O povo não está satisfeito com as concessionárias, entretanto, o governo Sérgio Cabral está muito satisfeito.
Como eu não consigo entender o fato de um governante estar satisfeito com algo que não satisfaz aos governados (população), peço a sua ajuda, prezado leitor.
Você saberia explicar o(s) motivo(s) de Sérgio Cabral estar tão satisfeito com as concessionárias, prorrogando os contratos por antecipação, se o povo está completamente insatisfeito com os serviços prestados?
Desde já agradecido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 6 de novembro de 2010

PROPAGANDA ELEITORAL - PMDB - SUPERVIA - DÚVIDAS.

Na campanha eleitoral, eu filmei duas placas de propaganda eleitoral do PMDB e aliados na área que entendi ser de responsabilidade da Supervia, considerando que estavam na parte interna separada pelo muro da concessionária (vídeo).
Sinceramente, não conheço sobre a legalidade ou não da refertida propaganda, considerando que o PMDB governa o Rio de Janeiro e que a empresa é uma concessionária de serviço público, que inclusive teve o seu contrato de concessão prorrogado.
No Dia de Finados, filmei uma das placas novamente, agora com uma propaganda de um grupo musical.

Salvo melhor juízo, a Supervia explora comercialmente o espaço para propaganda.
Assim sendo, como será que foi contratada a propaganda pelos políticos?
Foi uma doação?
Consta nas prestações de contas?
Penso que seria interessante conhecermos tais detalhes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 4 de junho de 2010

domingo, 7 de março de 2010

AS ENQUETES, OS NOVOS SEGUIDORES E OS 680.000 VISITANTES.

As nossas enquetes avançam:
1) PM ou BM, você concorda com o projeto para eleger 1 deputado federal e 2 deputados estaduais por cada instituição (PMERJ e CBMERJ)?

- 82% dos votantes concordam.
2) O que está pior no Rio de Janeiro?
- 89% indicaram segurança pública.
As enquetes continuam, não deixe de votar.
Agradecemos aos nossos novos seguidores, rumando para as 680.000 visitas:
- Lifeguard RJ;
- Marcelo Nunes;
- Weslley Soares; e
- Paul88.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O GOVERNO DO FUNCIONALISMO PÚBLICO.

No Brasil cresce uma categoria de políticos que não investe no funcionalismo público, um grupo de prefere investir em ONGs, em OCIPs, em terceirizações, em aluguéis, etc. Eles não gostam dos servidores públicos aprovados em concursos, via de regra muito difíceis e com uma grande relação candidato-vaga. Preferem contratar empresas e distribuir cargos comissionados, com excelentes gratificações, apesar do gasto excessivo e injustificável do nosso dinheiro.
O grupo prospera o que significa que chegou a hora do funcionalismo público contra-atacar, caso se pretenda reverter esse descaso.
A única saída é mobilizar cada categoria do funcionalismo e organizar a mobilização em conjunto, pois assim teremos a força necessária para a obtenção dos nossos objetivos, no intuito de servir e proteger à população.
Vencida a etapa da mobilização, uma fase difícil de ultrapassar em razão da quase desmobilização total de algumas categorias, poderemos lutar pela valorização profissional de todos e pelo cumprimento das promessas de campanha dos atuais governantes temporários.
Devidamente mobilizados, poderemos implementar um sonho antigo e nunca operacionalizado, ou seja, lutarmos pelo nosso ingresso organizado no poder político através das eleições desse ano.
No Brasil, em cada estado da federação, as áreas de educação, saúde e segurança podem eleger, desde que mobilizadas, com facilidade deputados estaduais e federais.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a Polícia Civil tem conseguido algumas vitórias, porém o mesmo não se pode dizer das demais categorias.
Penso que é hora de todos se mobilizarem, o tempo é curto e o trabalho é árduo, porém os frutos são uma certeza. Obviamente, não alcançaremos o ideal para essa mobilização em 2010, que seria a escolha dos candidatos preferenciais pelas próprias categorias, impedindo a dispersão dos votos que acaba não elegendo ninguém, em face do número elevado de candidatos. Emobra esse aparente problema tenha seu lado positivo, pois não podemos impedir que todos os interessados disputem o pleito eleitoral.
O certo é que mobilizados adequadamente em todo Brasil, em 2011 teremos dezenas de deputados estaduais e federais nos representando nos estados e em Brasília, pessoas que conhecemos há muito anos e dos quais poderemos cobrar diretamente o engajamento total na luta pelas categorias.
Vencida essa etapa, ou quem sabe concomitantemente, ainda em 2010, poderemos começar a construir o nosso partido político, que fortalecerá para sempre o funcionalismo público no Brasil.

Só assim, "eles" não acabarão conosco...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 17 de novembro de 2009

OPERAÇÃO ASFALTO LISO - EU APOIO.


Onde está o asfalto liso?
Setembro 9, 2009
por Eliomar Coelho
Se o pavio é curto, a explosão não demora. A repercussão da campanha “Asfalto Liso, eu apoio”, está crescendo na proporção direta dos tantos e tantos buracos e crateras que irritam motoristas e passageiros que sofrem sacolejando nas ruas da cidade. Uma brincadeira de um grupo de motoristas batizado “Os Danados” está ganhando visibilidade nos adesivos que copiam o lay out do plástico da Operação Lei Seca.
Os jovens motoristas estão mapeando as ruas mais esburacadas e exigem algo tão básico: a preservação das vias públicas. Por que a Prefeitura não pode se mobilizar nesta outra operação e cumprir aquilo que é um dever da administração municipal?
A promessa de campanha ficou registrada: “vamos recuperar e conservar a pavimentação das ruas com asfalto de boa qualidade em todas as regiões da cidade”, afirmou o então candidato Eduardo Paes. Já prefeito, no balanço dos 100 dias de governo, ele informou: “saímos de uma média de 5 mil toneladas de asfalto colocadas por mês nas ruas para 15 mil toneladas.
Mas para onde está indo todo este asfalto? Certamente não remendou o buraco na Estrada Vicente de Carvalho em que caiu o Corsa 2001 do analista Iury Gouveia, um dos Danados. O “acidente” afetou a suspensão do veículo, rasgou um pneu, amassou dois aros e causou um baita prejuízo. E vocês, que dirigem pela cidade ou sentem os buracos nos solavancos dos ônibus, vans e táxis, aposto que, como eu, também não repararam nestas toneladas a mais de asfalto que estão sendo despejadas nas ruas.
Aliás, você tem visto obras de conservação em seu bairro?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

RIO DE JANEIRO PERTO DE GANHAR MAIS UM EVENTO MUNDIAL!

O GLOBO
(O Choque de Ordem e o Jogo dos Bichos)


Após as conquistas de sediar as Olimpíadas de 2016 e de ser uma das cidades onde se realizarão jogos da Copa do Mundo de 2014, o Rio de Janeiro está a um passo de ganhar mais um evento de expressão mundial e dessa vez sem precisar gastar um único centavo, o que emprestará maior destaque a vitória, considerando que foram gastos milhões nas outras duas campanhas.
Uma etapa do Campeonato Mundial Off Road poderá ser realizada no Rio de Janeiro.
Em segredo membros da comissão organizadora percorreram vias públicas do município do Rio e da Baixada Fluminense e as condições foram consideradas excelentes.
A etapa seria noturna com largada na Região do Grande Méier, seguindo pela Zona da Leopoldina, Baixada Fluminense e com chegada prevista na Zona Oeste.
Os organizadores consideraram muito alto o grau de dificuldade, tendo em vista o número e a dimensão dos buracos, além da inexistência de luminosidade em vários pontos.
Os pardais eletrônicos e os limitadores de velocidade também foram elogiados como complicadores do percurso.
A etapa deverá ser programada para o período mais propenso às chuvas, o que permitirá a transposição de verdadeiros rios com suas fortes correntes.
Infelizmente, existem obstáculos a serem vencidos:
1) convencer as equipes diante da possibilidade da perda total de alguns veículos; e
2) a exigência dos pilotos do uso de veículos blindados e da celebração de um "acordo" público-privado para evitar a ação de criminosos no percurso.
O Rio é um tremendo sucesso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INETRNO

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ATÉ QUANDO NOS IREMOS TOLERAR ISSO?

Os leitores do livro “Cabral contra Paúl” – Um governador contra um Coronel de Polícia (leiam) – descobriram nessa semana ao lerem o mais novo capítulo que eu durmo não durmo bem há algum tempo, aliás cabe uma correção com relação ao contido no livro online, pois na verdade comecei a dormir mal quando assumi a Chefia da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, portanto, não conheço um bom sono há mais de seis anos, com períodos breves como exceções.
Nos últimos dias tenho adquirido o hábito de olhar através da janela, pelo menos em uma das vezes que acordo ao longo da noite, como se buscasse uma resposta para tudo que acontece ao nosso redor no Rio de Janeiro e que contribui sobremaneira para impedir que eu desfrute de um sono reconfortante, um direito que deveria estar previsto no texto constitucional, diante da sua importância para a saúde física e mental.
Olho as milhares de luzes mudas e tento dormir novamente, as respostas não serão fornecidas por elas, quem sabe não sonho com elas.
As perguntas são muitas, mas posso sintetizá-las:
Por que o Estado do Rio de Janeiro, sobretudo a sua capital, se transformou em um lugar tão ruim para se viver nos últimos anos?
A cidade só tem uma coisa de maravilhosa, a natureza esplendorosa que nos cerca, nada mais.
O Rio funciona pessimamente.
Os serviços públicos são sofríveis.
O estado é sujo, jogamos o nosso lixo nas ruas, urinamos nos muros e a criminalidade pode ser vista e ouvida em cada esquina.
Famílias vivem nas ruas e dormem sob marquises, em camas de papelão.
A educação, a saúde e a segurança públicas praticamente inexistem, apesar das insistentes e caríssimas propagandas governamentais que pagamos na tentativa de convencer aos incautos de que alguma coisa funciona bem por aqui.
Os médicos ainda escolhem quem vai viver ou morrer nos hospitais; os policiais estão totalmente desequilibrados nas ruas e usando armas de guerra e nas escolas a maioria dos alunos não consegue entender o que o professor está falando.
Matamos como se os excluídos fossem moscas e eles nos matam da mesma forma, enquanto assistimos a cultura da morte ser a regra de convivência.
Condenamos gerações a viverem apenas até os 16 anos, mais ou menos.
Aceitamos que bandido bom é bandido morto, esquecendo que por sua vez os criminosos também passaram a considerar que policial bom é policial morto, o que expõe todo cidadão ao risco de morte, bastando para isso que o criminoso conclua que ele pode ser um policial.
As balas perdidas nos perseguem, a nós que não andamos em carros blindados e não possuímos centenas de seguranças.
Apesar dessa verdade, só gritamos nas ruas quando essas balas perdidas acham um parente ou um amigo nosso, enquanto isso não ocorre ficamos calados.
Vivemos em um eterno estado de alerta, o medo é nosso companheiro de toda hora.
Para piorar o quadro de abandono, excetuando-se a Zona Sul, as ruas do resto do município estão abandonadas, sem iluminação adequada e os buracos ocupam a maior parte da via pública, destruindo veículos e causando acidentes.
A cidade nunca esteve tão partida, o Leblon é o céu, o resto um grande inferno.
Madonna foi escoltada por Cabral por todos os lados, enquanto a Baixada Fluminense ficava submersa, longe dos olhos da cantora.
Paes parece fascinado com cada novo brinquedinho, sobe em elevadores para podar arvores e dirige veículos elétricos sob duas rodas da Guarda Municipal.
Talvez um dia vejamos o prefeito auxiliando na limpeza das galerias de águas pluviais e de esgoto da cidade, o que pelo menos seria útil, pois ajudaria a diminuir as inundações comuns também na capital fluminense.
O Rio de Janeiro deveria ser maravilhoso, mas está muito longe disso, o Rio está uma merda!
Até quando nós iremos tolerar isso?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de maio de 2009

À ESPERA DE LEVIATÃ - MÔNICA REIS - MÉDICA.

Eu observo que estamos sempre esperando que uma "entidade" faça algo por nós!
Entendendo esse “nós” como o conjunto de pessoas da sociedade.
Esperamos do Estado, da Polícia, dos serviços de saúde e de educação...
Estamos sempre delegando responsabilidades. E certamente vão me perguntar: "ué, mas não é responsabilidade do Estado, da Polícia, do Hospital, da Escola ?". Sim, é !
No entanto, essas coisas não existem no metafísico. Não existem acima ou sobre tudo o que somos, não existem sem que se relacionem com todo o conjunto da sociedade e as construções desta.
Eu fico muito chateada quando ouço alguém dizer: "existem corruptos na polícia".
Não existem corruptos na polícia ! Existem corruptos na sociedade, somos uma sociedade que não respeita as Leis. Estacionamos sobre as calçadas, compramos produtos piratas, queremos dar um dinheirinho para o guarda não nos multar quando atrasamos o IPVA ou quando andamos com o carro pelo acostamento, queremos dar um jeitinho e "levar vantagem em tudo", e queremos que exista uma "entidade" metafísica que seja um libelo de honestidade, no meio de uma sociedade que abre a carteira, procura uma nota de 20 reais para dar ao guarda e continuar andando com os vidros do carro com filme mais escuro que o permitido.
Queremos que a escola eduque corretamente nossos filhos, mas permitimos que eles falem palavrão como se fosse vírgula (e às vezes achamos bonito), que fiquem no computador ou videogame toda à tarde ao invés de fazer as lições, achamos que tudo que nossos filhos colocam no Orkut é só "coisa de adolescente", que toda a agressividade que manifestam é apenas "excesso de energia", e claro, queremos que a professora mantenha a disciplina em sala de aula.
Queremos que o hospital cuide de nossa saúde, que o governo nos garanta o atendimento quando temos dengue, mas os nossos quintais continuam com recipientes armazenando água parada, apesar de todo esforço ao contrário. Não queremos hospitais públicos lotados, mas o lotamos de pessoas que se feriram em acidentes de trânsito com motoristas embriagados, de pessoas tabagistas com enfisema e câncer de pulmão e laringe, apesar de todas as leis e campanhas antitabaco; de pessoas que não usam preservativo apesar de todas as campanhas e palestras; de meninas que engravidaram sem qualquer apoio familiar e interrompem um ciclo de vida; de infartados que comiam, bebiam e fumavam tudo o que desejavam sem se importar se isso danificava a saúde; de crianças vítimas dos maus tratos de seus familiares...
Queremos um sistema político correto, justo, mas continuamos reelegendo políticos que a muito custo foram cassados, que foram relacionados inquestionavelmente com grandes escândalos públicos, e o pior queremos que esses políticos fisiológicos façam leis que favoreçam a população.
Queremos que nossas instituições sociais e governamentais sejam tudo o que não somos no nosso dia a dia.
Enfim, queremos um "Leviatã" que venha nos salvar de nós mesmos. Porém esse “Leviatã”, esse ser supremo que virá resolver todos os nossos problemas, não nascerá por “geração espontânea”, ele é fruto da construção coletiva, nascerá do ventre do nosso povo. E que povo temos por aqui ?
MÔNICA REIS (texto fruto do senso-comum de Mônica Reis:.)

JUNTOS SOMOS FORTES, CADA VEZ MAIS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO