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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL: ESTÁ NA HORA DE CHAMAR O CORONEL UBIRATAN DE VOLTA.

Exmo Sr Governador Sérgio Cabral (PMDB), caso vossa excelência tivesse um mínimo de compromisso com a felicidade da população fluminense ou com o futuro da segurança pública no RJ ou pelo menos com a sobrevivência da Polícia Militar, eu faria uma mobilização em frente ao Palácio Guanabara para solicitar que o Coronel Ubiratan fosse resgatado.
Infelizmente, vossa excelência só tem compromissos consigo e com seus interesses, portanto, o meu esforço seria inútil.
O Coronel Ubiratan, o último Comandante Geral da PMERJ, está fazendo uma falta gigantesca.
Desde a sua desastrada e injusta exoneração, a Polícia Militar acentuou sobremaneira o seu declínio. A Corporação perdeu completamente a sua identidade e todos os seus valores. A hierarquia foi destruída com Soldados ganhando mais do que Sargentos. A banda podre vai muito bem obrigado. A tropa está abandonada. Os salários são os piores do Brasil; as condições de trabalho são péssimas; o recrutamento, a seleção e a formação são uma lástima e os Coronéis são MUDOS.
Governador, vossa excelência empurrou a PMERJ para o abismo e os Coronéis nem gritam, são MUDOS, assistem a queda apenas conferindo o extrato bancário para verificar se a gratificação faroeste e/ou a gratificação de comando continuam implantadas.
Governador, a exoneração de Ubiratan representou a queda da melhor geração de Coronéis que a PMERJ já produziu, a derradeira esperança da Corporação, o que restou só podia dar no que deu, um fracasso retumbante.
Como prescindir de Coronéis como Esteves, Vivas e Lyrio, citando três exemplos, sem causar um grande estrago institucional?
Impossível!
A geração Pitta, prefiro nem comentar.
A geração caveira está levando a Polícia Militar para o cemitério.
A PMERJ agoniza e com ela a segurança pública.
A insegurança é um sentimento comum a todos os cidadãos fluminenses.
Governador, caso vossa excelência tivesse autonomia para exonerar Beltrame, o que não pode fazer, eu aconselharia que Ubiratan ocupasse o prédio da Central do Brasil, a população do Rio só teria a ganhar.
Pelo menos tente convencer Ubiratan a voltar e a tentar salvar o que resta da PMERJ, antes que nada mais exista para ser recuperado.
Pense sobre isso, excelência.
Enquanto pensa leia o livro "Cabral contra Paúl - A PM de Joelhos", tenho certeza que vai gostar, pois irá aprender muito sobre a subserviência política da PMERJ, o câncer que está destruindo a Corporação, sob as vistas dos Coronéis MUDOS.

JORNAL O DIA:
10/2/2008 01:22:00
Ubiratan Angelo: 'PM deve ser valorizado'

Ex-comandante exonerado admite que permitiu manifestações salariais da tropa, conta que vereador queria manter polícia longe de Rio das Pedras e revela que, depois de sua saída, não foi procurado pelo governador
Gustavo de Almeida e Vania Cunha
Quase duas semanas após ser exonerado, o ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, abre a nova casa e os bastidores de seus 13 meses de gestão, numa entrevista exclusiva a O DIA. Na conversa, insiste que a passeata liderada pelo ex-corregedor Paulo Ricardo Paúl não teve relação com sua exoneração. E assume: permitiu duas grandes manifestações feitas por PMs ano passado, embora não tenha autorizado o protesto que teria resultado em sua queda. Longe da farda, à vontade, de chinelos e bermuda, Ubiratan confessa que, pelos ataques de dezembro de 2006, acabou administrando uma polícia para a guerra — mesmo sua formação sendo prioritariamente comunitária. Critica as delegacias de Polícia Civil que concentram flagrantes, lembra histórias curiosas e afirma que teve dificuldades para instalar um grupamento na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, área dominada por milícias. Sobre a crise dos Barbonos — grupo de oficiais que defende melhoria salarial —, pondera: “Não sou um Barbono, eles se juntaram sem me chamar para nada”.
— Como o senhor recebeu a notícia da exoneração?
— Quando fui escolhido para comandante-geral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, perguntou: “Estou convidando o senhor para ser o próximo comandante-geral, o senhor aceita?”. Na saída, muito desconcertado, ele disse: “Vou precisar do seu cargo”. Eu respondi: “O cargo é de quem nomeia, secretário. Um dia, entrei aqui coronel PM e saí comandante-geral. Hoje, entro aqui comandante-geral e saio coronel PM. Isto ninguém me tira”.
— Quais os motivos de sua demissão?
— Vou dizer o que eu acho que não tenha sido. Em primeiro lugar, a passeata (27 de janeiro) não tinha sido a primeira e nem a segunda. Depois, ninguém sabe disto, mas o secretário me passou cinco missões no dia seguinte. Se o secretário planejasse me exonerar por isso, não iria me passar cinco missões à tarde. A minha percepção do meu processo de exoneração é a de que vinha sendo construído há um bom tempo. Parecia que alguém ou alguma coisa queria que eu desistisse. Nem se o capitão Nascimento (do filme ‘Tropa de Elite’) me colocasse no saco, eu pediria para sair.
— O senhor sempre disse que seu sonho era ser comandante-geral...
— Exatamente. Desde o dia em que eu disse que queria ser comandante-geral, em 2003, começou o processo. Ficava sabendo de notícias de que não ia assumir, vi coisas acontecendo comigo. Eu não agradava a alguém, só não sabia o motivo. Durante a minha gestão, foi anunciada a minha queda diversas vezes. Dia 15 de janeiro, durante o aniversário de minha filha, fui surpreendido por uma série de comandantes de outros estados me perguntando por que eu havia pedido exoneração. Os parabéns da minha filha sendo cantados e eu dizendo que não pediria demissão. Espalharam estes boatos.
— O senhor apoiava o movimento dos Barbonos?
— Nunca fui Barbono. Eles criaram o grupo e me deixaram de fora. Não me excluíram, o objetivo era que eu não participasse. Mas quase todos são contemporâneos de escola. Só que, na posse, disse que lutaria pela dignidade e pelo salário do policial militar. Como iria desautorizar passeatas com esse fim? As duas primeiras passeatas, em junho, realmente autorizei. Não autorizei esta última, mas também não desautorizei. Proibi terminantemente que entrassem na rua do governador.
— E por que não proibiu a manifestação?
— Foi opção minha. O soldado não pode se manifestar à frente do comandante. Eu não teria como falar com todos sobre isso. Já imaginou se consigo evitar que os coronéis comparecessem e deixo os oficiais mais baixos ficarem à frente? Imaginemos que fossem lá tenentes e sargentos sem saber que desautorizei. Quem deveria puni-los? O comandante-geral. Não achei que, naquele momento, fosse justo com eles. O policial precisa ser mais bem tratado, reconhecido.
— Mas eles protestaram mesmo assim...
— É. O policial está sempre garantindo a segurança de milhões de pessoas e não recebe nenhum elogio. O PM sai do serviço depois que acaba a ocorrência. Se tiver uma e a central de flagrantes for longe — tem algumas que ficam a 30, 40 quilômetros do batalhão —, tem que ir. Isso estava na nossa reivindicação: as concentradoras de flagrantes, que fazem com que eu perca capilaridade na rua. Isso existe para economia de recursos da Polícia Civil. E para a PM? É gasto do erário, tempo do policial na rua.
— Em sua posse, o senhor falou em três bases: respeito ao PM, proteção do cidadão e potencialização da ética, hierarquia e disciplina. Conseguiu cumprir?
— Não. Prometi lutar, isso eu cumpri. Prometo aquilo que posso fazer. Mas não por que alguém me impediu, os fatos que aconteceram me obrigaram a fazer outras opções táticas. Não tenha dúvida que o PM é um cidadão, deve ser valorizado.
— Antes mesmo da exoneração do ex-corregedor, a saída dele já era comentada. Por que o senhor o manteve no cargo?
— Eu queria, quando assumi, que o Paúl continuasse corregedor. Mas ele queria ir para a Diretoria de Ensino e Instrução (DEI). Cheguei a pensar para a Corregedoria no coronel Celso Araújo, que comandava o batalhão de Resende. No fim, disse a Paúl para ficar até o fim de 2007, que depois iria para a DEI. Para não cumprir minha palavra, tinha de acontecer algo imponderável. Sair do cargo não é imponderável, um dia iria acontecer. Tenho que me planejar para o que vai acontecer daqui a 10, 20 anos, mesmo sabendo que não estarei lá. A instituição é mais importante que quem está comandando (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - A INCOERENTE SAÍDA PACÍFICA DE TURNOWSKI E UMA EXPLICAÇÃO MUITO ESTRANHA.

JORNAL EXTRA
CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA
Beltrame decidiu exoneração em conversa de 10 minutos com Turnowski

Fernando Torres e Marcos Nunes
A exoneração de Allan Turnowski aconteceu quatro dias após a Operação Guilhotina. Ele deixou o cargo após uma conversa, na manhã de ontem,com o secretário José Mariano Beltrame. Antes, passou pelo menos 20 sentado do lado de fora do gabinete, esperando ser atendido. O diálogo foi rápido: Turnowski disse que estava sentindo-se desprestigiado, Beltrame afirmou que esperava uma atitude do chefe de Polícia Civil e Allan retrucou, dizendo que era melhor sair da Chefia. O secretário compartilhou esta opinião e já começou a pensar no substituto. O diálogo durou cerca de dez minutos.
De acordo com nota da Secretaria de Segurança, a decisão foi tomada após os dois concluírem que essa seria a decisão mais adequada “para preservar o bom funcionamento das instituições”. Na nota, o secretário agradeceu publicamente a dedicação e a fidelidade do delegado Turnowski. O ex-chefe de Polícia também se manifestou através de nota e disse ter a certeza de que esta “é a melhor decisão para o momento” (leiam).
COMENTO:
Allan Turnowski saiu pacificamente, postura que tornou inteiramente sem sentido o cerco à DRACO.
Não se declara guerra ao secretário de segurança e logo depois agradece a oportunidade de ter chefiado a Polícia Civil.
Ninguém saberá que tipo de acordo provocou tal postura incoerente de Turnowski, a não ser que ele ou Beltrame resolvam comentar o caso, o que não parece provável.
Vencida essa etapa vamos até a nota oficial da saída de Turnowski, onde encontramos uma expressão muito estranha:
"(...) para preservar o bom funcionamento das instituições (...)".
O que a frase significa?
Bem...
Quais seriam as instituições citadas?
A Polícia Civil é uma e a qual é a outra?
A secretaria de segurança não é instituição, pode (e deveria) ser extinta a qualquer momento. Ela é provisória, caríssima, meramente política e, portanto, desnecessária.

Salvo melhor juízo, houve um erro na confecção da nota e a frase deveria ser:
"(...) para preservar o bom funcionamento da Polícia Civil (...)".

Sem dúvida, a Polícia Civil está rachada e precisa ser soldada, a manutenção de Allan Turnowski inviabilizaria esse processo, assim sendo, nada mais natural do que a saída de um dos que estão se degladiando.
A delegada Martha Rocha foi nomeada como a nova Chefe da Polícia Civil, nunca saberemos se ele foi a primeira escolha ou não de Beltrame, pois nesses momentos de crise é normal que alguns rejeitem o convite. Em 2008, Pitta não foi a primeira escolha de Beltrame para substituir o último Comandante Geral da PMERJ, o Coronel de Polícia Ubiratan, na verdade Beltrame ouviu uma ou duas recusas antes de apelar para a dupla David-Pitta.
E para fechar uma série bizarra de acontecimentos, na apresentação de Martha Rocha, Beltrame se referiu a Allan Turnowski como um grande policial e um grande Chefe de Polícia Civil, durma-se com um barulho desse.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

POLÍCIA MILITAR – TRÊS ANOS DE "INTERVENÇÃO".

No próximo domingo, dia 30 JAN 2011, a Polícia Militar estará completando três anos de "intervenção", ação praticada no dia 30 JAN 2008 com a exoneração do Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Ângelo, o último comandante geral da Polícia Militar a enfrentar o poder político em defesa da Corporação e da tropa.
A partir daquela data, a passagem do comando geral da PMERJ passou a ser feita sem a presença da tropa, às escondidas no interior de quatro paredes, situação própria dos regimes de força.
Obviamente, nada temos para comemorar, porém não podemos deixar passar despercebida essa violência contra uma heróica e gloriosa instituição organizada militarmente.
Você tem alguma ideia?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: ENTRE NO TÚNEL DO TEMPO - FEVEREIRO DE 2008.

JORNAL O DIA
ENTREVISTA - CORONEL PM UBIRATAN - 10 DE FEVEREIRO DE 2008.
Ubiratan Angelo: 'PM deve ser valorizado'
Ex-comandante exonerado admite que permitiu manifestações salariais da tropa, conta que vereador queria manter polícia longe de Rio das Pedras e revela que, depois de sua saída, não foi procurado pelo governador
Gustavo de Almeida e Vania Cunha
Quase duas semanas após ser exonerado, o ex-comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, abre a nova casa e os bastidores de seus 13 meses de gestão, numa entrevista exclusiva a O DIA. Na conversa, insiste que a passeata liderada pelo ex-corregedor Paulo Ricardo Paúl não teve relação com sua exoneração. E assume: permitiu duas grandes manifestações feitas por PMs ano passado, embora não tenha autorizado o protesto que teria resultado em sua queda. Longe da farda, à vontade, de chinelos e bermuda, Ubiratan confessa que, pelos ataques de dezembro de 2006, acabou administrando uma polícia para a guerra — mesmo sua formação sendo prioritariamente comunitária. Critica as delegacias de Polícia Civil que concentram flagrantes, lembra histórias curiosas e afirma que teve dificuldades para instalar um grupamento na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, área dominada por milícias. Sobre a crise dos Barbonos — grupo de oficiais que defende melhoria salarial —, pondera: “Não sou um Barbono, eles se juntaram sem me chamar para nada”.
— Como o senhor recebeu a notícia da exoneração?
— Quando fui escolhido para comandante-geral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, perguntou: “Estou convidando o senhor para ser o próximo comandante-geral, o senhor aceita?”. Na saída, muito desconcertado, ele disse: “Vou precisar do seu cargo”. Eu respondi: “O cargo é de quem nomeia, secretário. Um dia, entrei aqui coronel PM e saí comandante-geral. Hoje, entro aqui comandante-geral e saio coronel PM. Isto ninguém me tira”.
— Quais os motivos de sua demissão?
— Vou dizer o que eu acho que não tenha sido. Em primeiro lugar, a passeata (27 de janeiro) não tinha sido a primeira e nem a segunda. Depois, ninguém sabe disto, mas o secretário me passou cinco missões no dia seguinte. Se o secretário planejasse me exonerar por isso, não iria me passar cinco missões à tarde. A minha percepção do meu processo de exoneração é a de que vinha sendo construído há um bom tempo. Parecia que alguém ou alguma coisa queria que eu desistisse. Nem se o capitão Nascimento (do filme ‘Tropa de Elite’) me colocasse no saco, eu pediria para sair.
— O senhor sempre disse que seu sonho era ser comandante-geral...
— Exatamente. Desde o dia em que eu disse que queria ser comandante-geral, em 2003, começou o processo. Ficava sabendo de notícias de que não ia assumir, vi coisas acontecendo comigo. Eu não agradava a alguém, só não sabia o motivo. Durante a minha gestão, foi anunciada a minha queda diversas vezes. Dia 15 de janeiro, durante o aniversário de minha filha, fui surpreendido por uma série de comandantes de outros estados me perguntando por que eu havia pedido exoneração. Os parabéns da minha filha sendo cantados e eu dizendo que não pediria demissão. Espalharam estes boatos.
— O senhor apoiava o movimento dos Barbonos?
— Nunca fui Barbono. Eles criaram o grupo e me deixaram de fora. Não me excluíram, o objetivo era que eu não participasse. Mas quase todos são contemporâneos de escola. Só que, na posse, disse que lutaria pela dignidade e pelo salário do policial militar. Como iria desautorizar passeatas com esse fim? As duas primeiras passeatas, em junho, realmente autorizei. Não autorizei esta última, mas também não desautorizei. Proibi terminantemente que entrassem na rua do governador.
— E por que não proibiu a manifestação?
— Foi opção minha. O soldado não pode se manifestar à frente do comandante. Eu não teria como falar com todos sobre isso. Já imaginou se consigo evitar que os coronéis comparecessem e deixo os oficiais mais baixos ficarem à frente? Imaginemos que fossem lá tenentes e sargentos sem saber que desautorizei. Quem deveria puni-los? O comandante-geral. Não achei que, naquele momento, fosse justo com eles. O policial precisa ser mais bem tratado, reconhecido.
— Mas eles protestaram mesmo assim...
— É. O policial está sempre garantindo a segurança de milhões de pessoas e não recebe nenhum elogio. O PM sai do serviço depois que acaba a ocorrência. Se tiver uma e a central de flagrantes for longe — tem algumas que ficam a 30, 40 quilômetros do batalhão —, tem que ir. Isso estava na nossa reivindicação: as concentradoras de flagrantes, que fazem com que eu perca capilaridade na rua. Isso existe para economia de recursos da Polícia Civil. E para a PM? É gasto do erário, tempo do policial na rua.
— Em sua posse, o senhor falou em três bases: respeito ao PM, proteção do cidadão e potencialização da ética, hierarquia e disciplina. Conseguiu cumprir?
— Não. Prometi lutar, isso eu cumpri. Prometo aquilo que posso fazer. Mas não por que alguém me impediu, os fatos que aconteceram me obrigaram a fazer outras opções táticas. Não tenha dúvida que o PM é um cidadão, deve ser valorizado.
— Antes mesmo da exoneração do ex-corregedor, a saída dele já era comentada. Por que o senhor o manteve no cargo?
— Eu queria, quando assumi, que o Paúl continuasse corregedor. Mas ele queria ir para a Diretoria de Ensino e Instrução (DEI). Cheguei a pensar para a Corregedoria no coronel Celso Araújo, que comandava o batalhão de Resende. No fim, disse a Paúl para ficar até o fim de 2007, que depois iria para a DEI. Para não cumprir minha palavra, tinha de acontecer algo imponderável. Sair do cargo não é imponderável, um dia iria acontecer. Tenho que me planejar para o que vai acontecer daqui a 10, 20 anos, mesmo sabendo que não estarei lá. A instituição é mais importante que quem está comandando.
— Ao assumir, o senhor foi criticado por sua postura de policial cidadão. Essa não era a política para a segurança?
— Há uma diferença entre política, estratégia e tática. As pessoas dizem que a política de segurança pública é uma política de enfrentamento. Mentira, nunca foi. Se fosse, isso teria sido conversado antes de começar o governo. O que a gente mudou foi a tática, que interveio na nossa estratégia.
— Mas o senhor assumiu em meio a uma onda de ataques criminosos...
— Era um cenário diferente. Se houvesse política pré-estabelecida de enfrentamento, eu não seria escolhido comandante-geral. Alguns pretensos especialistas diziam: “Olha, ele é policial comunitário, vai correr frouxo”. Quando aconteceu aquela pancadaria, em 28 de dezembro de 2006, assumi na linha do enfrentamento, e não uma política do enfrentamento. Os episódios de 28 de dezembro provocaram mudanças nas ações, atraso na política de segurança.
— Isso mudou os planos?
— No final da linha, não dava. Queria ter implantado novos Gpaes, mas precisava de pessoal na rua para combater os ataques. A implantação requer grande operação, ocupação. Não poderia colocar todo esse aparato. Infelizmente, vou morrer com a dívida dos Gpaes da Babilônia e Chapéu Mangueira.
— Houve uma proposta para criar um Gpae em Rio das Pedras que não foi à frente?
— Vou voltar no tempo: antes de o Nadinho (Josinaldo Francisco da Cruz) ser vereador, era o presidente da associação de moradores. Eu era o comandante do Cpae e quis colocar um posto em Rio das Pedras. Quis colocar naquela época. A resposta oficial dele era: “A comunidade acha que não há motivo para um Gpae”. Conversei com membros da comunidade mesmo, mas não me convenceram. Quando assumi o comando-geral, conversei com o secretário e consegui.
— A população cobra ostensividade. É possível prevenir crimes com essa polícia mais cidadã?
— A sociedade mudou e o crime também. As armas pesadas chegaram e a faixa etária dos bandidos diminuiu, o que aumentou muito a violência. E a criminalidade acaba com uma grande operação e uma ocupação. O resultado dessa operação é que vai dizer como será o trabalho depois.
— Então a estrutura da polícia não precisa ser somente ostensiva?
— A política não é de truculência. Acaba tendo ações assim para dar resposta. Essa é a diferença de política, estratégia e tática. Tem que entrar, impor a presença da polícia. Vai ser tiro, porrada e bomba? Não sei, vai depender da resposta. A ocupação é para que os criminosos não voltem.
— Mas a PM passou dois meses na Vila Cruzeiro, na Penha. Na época, o senhor falava que estava impondo a presença para o Estado fazer sua parte, mas não foi isso que aconteceu...
— A Vila Cruzeiro é um lugar extremamente violento. Os bandidos tinham tanta certeza de que mandavam ali que davam tiros na comunidade para dizer que foi a polícia. Se a gente sai, eles iriam bater naquele pessoal e os deixariam na lona. Tem gente lá de dentro que me disse: “Olha só, coronel, meu filho está há dois meses sem aula, mas não sai, não. Para chegar à escola, tinha que pedir licença aos traficantes. E hoje, vai pedir ao policial”. Se a criança vir fuzil na mão de um policial, está vendo na mão do poder público. O referencial dele tem que ser o Estado.
— Ainda sobre a Vila Cruzeiro, por que foi decidida a ocupação?
— Eu estava num evento de comandantes-gerais em São Paulo quando soube da morte do policial do Bope. Me reuni com vários comandantes e, naquela reunião, foi decidido que a PM iria entrar na Vila Cruzeiro. Perguntei ao Pinheiro Neto, comandante do Bope: “O que é preciso para entrar lá?”. Ele respondeu que era tirar o blindado dele de lá. Tentei ajuda das Forças Armadas, mas quem foi lá tirar o blindado do Bope foram os bombeiros. Um guindaste, com o chefe do Estado-Maior dos bombeiros a bordo, foi lá dentro e tirou o blindado do Bope lá de dentro. Foram duas mortes próximas: a da dupla de policiais onde morreu o menino João Hélio e a do policial do Bope, vítima de um tiro de um daqueles bunkers. A gente tinha que destruir aquela casamata, que permitia ao bandido atirar de longe e protegido!
— Sobre o episódio dos PMs que saquearam a carga de cerveja, o senhor considera a punição justa?
— Prendi os policiais na hora, mas ilegalidade é uma coisa, crime é outra. As fotos não são provas, são indícios. E não se pode prender ninguém por indícios. Tem o roubo do caminhão, a recuperação da carga e o registro da recuperação. Foi registrado o roubo? Sim. A carga recuperada? Parte dela sim. E registraram a recuperação?
— Os policiais não registraram a recuperação e a carga da viatura não foi encontrada.
— A RP (radiopatrulha) não foi à delegacia ou os próprios donos da carga não avisaram que foi recuperada? Só o dono pode dizer onde as caixas foram parar. Não ter sido devolvida não significa que foi subtraída. Não estou defendendo os PMs, estou dizendo apenas que não tinha elementos e provas suficientes para concluir o fato. Eu tinha que transformar em Inquérito Policial-Militar para pedir a prisão preventiva dos policiais.
— O senhor falou com o governador Sérgio Cabral depois da exoneração?
— Até hoje ele não falou comigo. Houve um dia em que eu chorei de emoção por um ato dele. Cheguei com as propostas de promoções no Palácio Guanabara, tenso porque levava as promoções sozinho. Disse para ele: “Queria pedir ao senhor para antecipar o ato da promoção, mas a contar da data à frente, mas que a publicação saísse antes para facilitar os policiais”. E ele: “Não tenho nada a analisar. Está tudo administrativamente correto? Quem escolhe é a polícia, quero ver como cidadão comum, no Diário Oficial. Onde é que eu assino?”. Foi aí que eu chorei. Eu não esperava! Me pegou de surpresa, ele não viu a lista, o processo saiu de lá na minha mão. Ele assinou sem olhar.
— O senhor guarda alguma mágoa ou tem algum arrependimento?
— Não me arrependo e não guardo mágoa. O cargo pertence a quem nomeia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POR QUE NÃO ENTREVISTAM OS ESPECIALISTAS DO OUTRO LADO?

Coronel Príncipe e Tenente Coronel Roberto
Segunda Marcha Democrática dos
Policiais Militares e dos Bombeiros Militares

17 FEV 2008

O meu amigo, Coronel de Polícia Rosette, através do telefone, indignado me perguntou por que a TV Globo não entrevista os especialistas do outro lado, ou seja, os que são contra a atual gestão da segurança pública?
Ele tem razão.
A mídia tem um dever social, portanto deve colaborar para a formação correta da opinião pública e não fornecer informações apenas de um lado, o que forma opiniões distorcidas.
Na Polícia Militar, por exemplo, temos vários Coronéis que são contrários a atual gestão da segurança pública, alguns deles são ex-integrantes do grupo dos Coronéis Barbonos, Oficiais que inclusive foram exonerados e aposentados compulsoriamente exatamente por serem contra a atual gestão da segurança pública.
Buscar a opinião deles seria muito interessante, mas eles não devem ser considerados os mais apropriados, pois certamente definestrariam por completo o que está acontecendo, falando apenas verdades.
Mas pelo menos poderiam tentar entrevistar o Coronel Ubiratan, ex-Comandante Geral ou o Coronel Príncipe, ex-Comandante do BOPE e de outros batalhões da Polícia Militar ou o Tenente Coronel Roberto que também comandou vários batalhões.
Ubiratan é muito experiente e um intelectual.
O Tenente Coronel Roberto, além de muito competente, é um idealista, um Oficial que já deu várias provas de amar a PMERJ.
Cidadão fluminense, você já reparou que o único ex-bopeano que não é ouvido é o Coronel Príncipe, logo ele, tido pela tropa como o melhor Oficial de combate do BOPE.
Um ex-Capitão do BOPE é comentarista da TV Globo, outro é entrevistado com frequência. Eles com meia hora de Polícia Militar viraram os especialistas em segurança pública, estranho não?
Para entrevistar especialista do BOPE, Príncipe é de longe o com mais conteúdo.
Eu não preciso ser entrevistado, escrevo as verdades no blog, pois tenho o DEVER DE OFÍCIO de defender o INTERESSE PÚBLICO.
Eu tenho lado e não é o lado do bolso, mas o lado da Polícia Militar e da população.
Por favor, tentem entrevistar o Ubiratan, o Príncipe, o Roberto ou alguém que não esteja do lado do governo, a população precisa conhecer todas as versões.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POLÍCIA MILITAR: UMA HISTÓRIA GLORIOSA MANCHADA PELA TRAIÇÃO.

No início de 2008, a heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, teve a sua história manchada por atos de traição. Nos seus 200 anos de existência, a PMERJ nunca tinha experimentado tamanho ato de covardia, a traição. Logo, buscaram identificar um traidor, no intuito de diminuírem a própria covardia, esconderem os próprios rostos. Nunca tantos voltaram atrás em sua decisões, nunca assinaturas valeram tão pouco, uma vergonha.
No centro dos agitados dias, o Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo, comandante geral, mantinha firmeza na condução da corporação e na preservação dos direitos dos Policiais Militares, Oficiais e Praças que ordeiramente tentavam obter salários dignos e adequadas condições de trabalho.
Ubiratan sacrificou a sua função, a sua carreira exitosa, para defender a Polícia Militar, lutando pelos salários da tropa, luta que iniciou nos primeiros dias de comando.
"Agora que eu vou comer o filé..."
Esta foi uma frase que ficou famosa na traição, um comandante que desistiu da luta para cuidar do próprio umbigo. A frase explicava o seu motivo para trair, ele queria comer o "filé".
No calor das entrevistas, após a exoneração, Ubiratan disse que poderia voltar à luta, mas não através do executivo.
O tempo passa e o último comandante geral a lutar por salários se candidata a deputado estadual, para voltar ao combate contra um governo que só humilha a corporação.
É traído, novamente.
A corrupção crescente e os interesses pessoais impedem que a honra renasça e fazem com que a traição perdure.
Quem salvará a PMERJ?
Pior, será que a PMERJ ainda tem salvação?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CARTA A DOIS COMPANHEIROS - CORONEL ESTEVES.

Coronel Esteves

CARTA A DOIS COMPANHEIROS

Maricá, em 04 de outubro de 2010.
Meus amigos,
Quem sou eu para lhes dizer alguma coisa que já não saibam, mas atrevo-me a escrever-lhes mesmo assim para hipotecar minha solidariedade e externar o que penso.
Não se abatam com o resultado do pleito, pois nada representa a não ser a confirmação de que não estamos preparados para este jogo, um tanto quanto escuso, da política eletivo-partidária.
Não basta ao candidato o caráter, integridade, honestidade, ficha limpa, idealismo e vontade de fazer, é necessário comprometimento, não do mesmo com as propostas de trabalho ou com empenho no cumprimento de metas, mas do eleitor alvo para com o candidato. Quando digo comprometimento, o faço em “lato sensu”. Infelizmente é preciso que o eleitor tenha alguma dívida com o postulante ao Legislativo, seja um cargo comissionado, emprego, favor ou mesmo dinheiro, só assim, sic “com o rabo preso”, vota. Um neófito dificilmente é eleito só com propostas de trabalho e com seu passado de idealismo, honra e dignidade, claro que existem exceções, mas estas são raras.
Existem também os casos de transferência de votos por parentes ou afins, ou ainda os casos de candidato com uma popularidade expressiva em campos diversos (Rádio, TV, Futebol, etc.) que nada tenha haver com as características já elencadas e que dão denodo à labuta.
Amigos ergam-se e elevem suas frontes com a dignidade que lhes é devida, pois, ambos são homens livres e dignos, razão de orgulho de seus amigos, o qual com a devida vênia me incluo.
Um forte e fraterno abraço,
ESTEVES – CEL RR
Meu irmão, muito obrigado!
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL

Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A QUEM INTERESSA TAL NOTA?

JORNAL EXTRA - Berenice Seara


Prezado leitor, a quem interessa esse jogo de informações?
A algum candidato concorrente que estaria perdendo votos para os Barbonos?
A quem tem medo da competência e da honestidade dos Coronéis Barbonos no legislativo?
Penso que devemos avaliar essas notas com atenção, principalmente, nós, os Policiais Militares.
A PMERJ tem condições de eleger com tranquilidade deputados federais e estaduais, tudo indica que a mobilização ganha terreno no seio da tropa, o que poderá transformar possibilidades em vitórias nas urnas, fortalecendo a Polícia Militar.
Parece que alguém quer impedir isso, temos que conhecer os motivos.
Eles podem ser simples sinais de concorrência desleal, mas pode esconder algo muito mais nefasto, algo contra a própria Polícia Militar.
A tropa precisa ficar muito atenta.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

LIVRO ONLINE CABRAL CONTRA PAÚL, O 24o CAPÍTULO.

LIVRO ONLINE: "CABRAL CONTRA PAÚL".
sábado, 16 de janeiro de 2010.
( XXIV ) A ALERJ E A ENTREGA DA CADEIRA.
"Seria uma pretensão enorme eu desejar convencer aos leitores sobre a grandiosidade das relações criminosas que envolvem parte do binômio Política-Polícia, utilizando para isso poucas linhas como argumentação, portanto, devo destacar que aposto nesse convencimento pelo menos por parte daqueles que conseguirem entender a real dimensão da experiência profissional do autor.
Eu sou Coronel de Polícia, alistado em 26 de fevereiro de 1976, que ainda me encontro no serviço ativo da Corporação, embora a minha passagem para a inatividade logo deva ser assinado pelo secretário de segurança, o delegado Beltrame.
Nesses quase trinta e quatro anos de atividade profissional eu exerci funções na área do controle interno por cerca de dez anos, tempo em que exerci as mais importantes funções da Corregedoria Interna, sendo chefe da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária por quase três anos e sendo Corregedor Interno também por quase o mesmo tempo.
Isso significa que a minha experiência no controle dos desvios de conduta, ou seja, prática de crimes ou de transgressões disciplinares, deve ser considerada para formar opiniões.
Dito isso, volto às represálias em desfavor dos Coronéis Barbonos, Oficiais reconhecidamente honestos e competentes, na busca de mais uma vez deixar transparente que essas represálias foram direcionadas, sobretudo ao que representavam os Barbonos, como um movimento para tornar a Polícia Militar independente, liberta do jugo político, principalmente da parte corrompida da relação Política-Polícia.
Cabral não se deu satisfeito em nos exonerar e colocar na “geladeira” da DGP, sem função, ele seguiu para dar fim às nossas carreiras e nesse objetivo teve ajuda interna corporis, pois ele não sabia nada sobre o direito dos Coronéis de Polícia permanecerem na ativa por seis anos, após terem sido promovidos.
Um ou mais Policiais Militares, gente que veste um azul desbotado, pois não pensam institucionalmente, orientaram o mandatário estadual no sentido de mudar o Estatuto dos Policiais Militares, diminuindo esse direito.
Cabral mandou para a ALERJ o Projeto de Lei 1313/2008, alterando o inciso II do artigo 96, que passaria a ter a seguinte redação:“II – quando completar o Coronel PM do Quadro de Oficiais da Polícia Militar (QOPM) 4 (quatro) anos de permanência no posto, desde que conte com mais de trinta anos de serviço”.
Pronto, os Barbonos seriam transferidos compulsoriamente para a inatividade.
Na ALERJ quem foi nomeado relator desse PL, nada mais, nada menos, que o grande parceiro de Sérgio Cabral, o deputado estadual Paulo Melo, também do PMDB.
A pretensão governamental era absurda, feria direito adquirido em gozo, além disso, a justificativa foi risível: melhorar o fluxo de carreira.
Tal motivação caía por terra de imediato bastando verificar que a lei só atingia os Coronéis da Polícia Militar, enquanto os Coronéis do Corpo de Bombeiros, um número muito maior, não eram alcançados pela mudança.
A retaliação fica evidente, uma clareza que ganha uma dimensão gigantesca ao constatarmos que apesar de alegar a melhoria no fluxo da carreira, Cabral blinda vários Coronéis, que não seriam alcançados pela redução em face das funções que exerciam, algumas delas exercidas por nós – Barbonos - antes das exonerações.
Na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado estadual Luiz Paulo Correia da Rocha (PSDB) vota em separado, sendo acompanhado pelo deputado estadual Rodrigo Dantas (DEM) e expõe a inconstitucionalidade do PL, demonstrando que são feridos os princípios da isonomia e da legalidade.
Tudo em vão, considerado constitucional o PL vai para o plenário e a casa do governador Sérgio Cabral, que deveria ser a casa do povo, aprova.
Cabral sanciona e nasce mais um filho do autoritarismo político no Brasil, na verdade uma filha, a Lei 5233, de 5 de maio de 2008.
Prezado leitor, não podemos generalizar, esse é um caminho que nos conduz certamente para o erro, todavia, quero que você avalie essa equação que passa pela luta dos Coronéis Barbonos, honestos e competentes, para livrar a Polícia Militar da subserviência política; pela repressão de Sérgio Cabral; pela complacência (cumplicidade) da maioria da ALERJ; pelas relações espúrias do binômio Política-Polícia e que resultou no nascimento de um Frankenstein para assombrar a população fluminense.
Por que a maioria da ALERJ aprovou esse completo absurdo?
Que interesse tinham esses deputados no afastamento dos Coronéis Barbonos?
Tire as suas conclusões.
Fatos como esse tem feito crescer um movimento na internet, o “Não Reeleja Ninguém”, que me parece muito apropriado para começarmos a quebrar relações criminosas, desfazendo grupos de interesse.
O veneno de Cabral ameaça vitimar os seus parceiros no próximo governo, pois alcançarão os quatro anos no posto de Coronel, bastando serem retirados das funções blindadas para serem forçados para a inatividade, o que eles não querem e que os apavora, tendo em vista que a cada dia a reeleição de Sérgio Cabral se transforma em uma impossibilidade.
Eles devem estar correndo aqui e ali, buscando alianças com os candidatos ao governo estadual, meio que batendo cabeça, já que além de Cabral, apenas Garotinho confirmou a candidatura.
Eis a verdade.
E pensar que muitos desses Oficiais tinham sido relacionados em janeiro de 2008 para serem exonerados das suas funções, relação encaminhada ao comandante geral, Coronel de Polícia Ubiratan, que não deve tempo de promover as mudanças.
Será que a lista “vazou”?
Não creio, porém tal realidade explica essa Polícia Militar completamente enfraquecida, divida em grupos que lutam pelo poder e que hoje tem um comandante geral demissionário, que teria entregado a cadeira (função) em novembro do ano passado, algo que nem ele escondeu no Quartel General.
Beltrame não aceitou, seria a pá de cal em Sérgio Cabral, um quarto comandante geral em menos de três anos de governo".
O livro caminha para o seu final, embora a luta ainda esteja longe de terminar, pois precisa ganhar uma versão impressa.
Leia o livro na íntegra: http://govcabralcelpaul.blogspot.com
Amanhã, um novo capítulo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO