Mostrando postagens com marcador mobilização cívica dos Militares de Polícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobilização cívica dos Militares de Polícia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PMRN - MOVIMENTO POLÍCIA LEGAL - MOBILIZAÇÃO NA LUTA POR SALÁRIOS DIGNOS.

EMAIL RECEBIDO:
Retirado do blog Diário de um PM (http://www.diariodeumpm.net/)
Notícias da PMRN (5): cavaleiros de aço, lei, ordem e negociações
by Flávio Henrique on 23/09/2009
E a história começa a se desenrolar. Conforme
anteriormente anunciado, os policiais militares do Rio Grande do Norte realizaram ontem (22 de setembro) uma paralisação de advertência. A adesão não foi maciça, mas ainda assim teve um grande impacto. Destaque para os homens da ROCAM (Rondas Ostensivas Com Apoio de Motocicletas) que historicamente não participavam dos movimentos reivindicatórios e que dessa vez foram os que mais contribuíram para o sucesso da empreitada. Surpreendendo a todos, eles se apresentaram para o serviço mas se negaram a sair para as ruas, ficando todos dentro de sua unidade em manifesto. Eu disse TODOS. Confesso que tal atitude me causou espanto, pois eu era um dos que não acreditava no engajamento dos “rocanianos” e felizmente queimei a língua. Por isso, relembrando um video antigo que rola internet a fora, eu digo:
- A ROCAM É ....!
Diante disso o Governo finalmente mostrou disposição para o diálogo e apresentou sua proposta para a categoria e alegou que a Lei 273/04 (principal entrave nas negociações) é inconstitucional. O estranho é que ela foi sancionada pela própria Governadora e mesmo durante sua elaboração não atentaram para esse “detalhe”. Aliás, essa Lei só foi conhecida por todos nesse ano, por coincidência ou não, véspera de eleições. Sendo assim – inconstitucional ou não – quem decidirá será a Justiça, pois uma das deliberações da última assembleia é de que as Associações busquem o seu cumprimento via decisão judicial. Afinal se o Movimento Polícia Legal (MPL) preza pela Lei nada mais justo que acionar o Poder Judiciário para decidir sobre o que é ou não legítimo. Paralelamente, os policiais militares rejeitaram a oferta do Governo (os números estão nas reportagens linkadas abaixo) e já ofereceram uma contra proposta com valores mais elevados justos. O Governo tem até o dia 01 de outubro para dizer se aceita. Por isso, foi decidido que o MPL continuará – o que não significa que estão parados.
As outras pautas obtiveram um desfecho mais harmônico. Tanto a elaboração de um novo Estatuto quanto o Código de Ética já estão sendo discutidos entre o comando e as associações. O entrave por enquanto parece se concentrar no dinheiro (sempre o maldito e bem vindo $$$). Uma nova assembleia está marcada para o dia 02 de outubro quando provavelmente a categoria já terá uma resposta do Governo e – dependendo do que for proposto – uma nova paralisação pode ser deflagrada.
Abaixo os links das reportagens locais (foi “só” a PM parar por uma manhã que ganhou destaque em todos os veículos de comunicação do RN):
PMs fazem paralisação e iniciam negociação com Governo do Estado
PM e bombeiros podem parar de novo em 1º de outubro
Policiais encerram greve
Não gostaria que chegassémos a esse ponto, mas do jeito que estão nos tratando, não vejo outra maneira do Governo levar a sério nossas necessidades. Pensem nisso senhores e até o dia 27/09, quando pararemos Copacabana e tenho certeza de que esse tipo de atitude por parte "deles" será mais um fator a nosso favor.
NÃO HÁ VITÓRIA SEM LUTA!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CHEGOU O MOMENTO DE VOLTARMOS ÀS RUAS DO RIO DE JANEIRO?

Temos recebidos vários questionamentos a respeito da nossa volta às ruas do Rio de Janeiro, com os nossos atos cívicos pacíficos e ordeiros, em defesa de uma segurança pública de qualidade, feita por Instituições Cidadãs e por Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares, igualmente cidadãos, dignamente remunerados, bem selecionados e treinados, com as adequadas condições de trabalho ao seu inteiro dispor.
Devemos afirmar que embora vivamos em tempos de autoritarismo, o que deverá desencadear uma série de ameaças contra os Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares interessados em participar, como já ocorreu na Segunda Marcha Democrática realizada em fevereiro de 2008, temos certeza que a hora está chegando.
A péssima qualidade da Segurança Pública oferecida à população fluminense e o descaso governamental com os profissionai da segurança pública, são motivos suficientes e urgentes para motivar a mobilização à voltar às ruas.
Na nossa opinião, devemos começar com atos cívicos precursores, para mobilizarmos a maior parcela possível da população, inclusive, devemos informar que tais atos já estão em fase de preparação.
Aguardamos novas idéias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORNEL BARBONO

terça-feira, 21 de abril de 2009

PMDB IGNORA "TIRADENTES" E A POLÍCIA MILITAR.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro deixou absolutamente claro o seu descaso com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O Governador Sérgio Cabral Filho, o Vice-governador "Pezão", o Prefeito Eduardo Paes e o Secretário de Segurança Pública Beltrame não compareceram ao Desfile Cívico-Militar em homenagem à Tiradentes, o patrono das Polícias Militares.
Uma mensagem clara e cristalina.
E que me surpreendeu, pois esperava que o PMDB apoiasse o Comando da Polícia Militar implantado pelo partido.
Talvez, face ao fracasso na Segurança Pública, o PMDB queira se descolar da Polícia MIlitar e da Polícia Civil.
Devemos observar quem comparecerá a posse do Delegado Allan Turnowski, na chefia da Polícia Civil, para realizarmos uma leitura completa.
As ausências das ditas autoridades foram um dos motivos que fizeram com que as mulheres mobilizadas não realiassem o protesto previsto, considerando que os destinatários da mensagem faltaram ao evento.
Obviamente, outras oportunidades acontecerão, sobretudo nas eleições de 2010, quando os servidores públicos estaduais farão campanha aberta contra o PMDB.
É certo que a presença maciça do policiamento ostensivo e do "policiamento reservado" também inibiram as mulheres mobilizadas.
Foi uma festa linda e devemos registrar a presença do Deputado Federal Jair Bolsonaro, do Deputado Estadual Paulo Ramos e do Deputado Estadual Flávio Bolsonaro.
Membros do legislativo que sempre estão ao lado da Polícia MIlitar, inclusive os três marcharam conosco nas nossas marchas democráticas de janeiro e fevereiro de 2008.
Os membros do legislativo que faltaram às nossas marchas, repetiram a ausência, mostrando que são bons de boca, unicamente, tendo o maior receio do governo.
Devo ainda destacar a presença de integrantes dos blogs "Bairro de Botafogo" e "Coturno Carioca", assim como, do Movimento das "Mulheres de Atitudes Independentes".
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 27 de abril de 2008

DIA ONLINE - 27/04/2008 - PMs FAZEM MANIFESTAÇÃO NO FLAMENGO

27/4/2008 12:56:00
PMs fazem manifestação no Flamengo
"Rio - O Movimento Segurança Cidadã, formado por policiais militares, realizou um ato contra a violência na rua Paissandu, no Flamengo, zona sul do Rio. A manifestação é um apoio a ONG Rio de Paz, que colocou 2 mil cruzes ao longo do Aterro do Flamengo, na noite da última sexta-feira, simbolizando as mortes ocorridas nos primeiros meses deste ano.
Os militares recolheram assinaturas para um abaixo-assinado reivindicando melhores condições de trabalho e de salários para a corporação. Eles defendem ainda a proposta de estabelecer uma política de segurança que priorize a redução dos crimes letais.
As informações são do Terra:
JUNTOS SOMOS FORTES!
MOVIMENTO SEGURANÇA CIDADÃ!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O DIA DOS POLICIAIS - 21 DE ABRIL - ROMEU MACHADO KARNIKOWSKY

O dia 21 de abril foi instituído, oficialmente, como o Dia das Policias Civis e Militares, pelo Presidente EURICO GASPAR DUTRA, através do Decreto-Lei nº 9.208, de 29 de abril de 1946, comemorado, anualmente, considerando o alferes JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, cognominado TIRADENTES, em homenagem aos servidores que exercem uma das mais antigas, nobres e difíceis das profissões, e assim, colocando o dia do sacrifício do grande Mártir da Independência como uma das datas magnas dos policiais brasileiros. Não poderia ser mais adequado e não poderiam ter os policias do país herói mais apropriado para se espelharem.
O Dia das Polícias Civis e Militares deve ser marcado por algumas reflexões sobre a grave situação dos policiais e das estruturas policiais no País, atualmente. Na esteira das nossas reflexões, devemos de imediato a nós reportar a JOÃO GIULIANO, certamente, o maior policiólogo gaúcho, que já na década de 1950 escreveu o seguinte sobre as polícias:
Verificamos que a policia nasceu predestinada para a obscuridade e para a incompreensão dos homens. Malograram os esforços de várias gerações, no sentido de lhes assegurar a posição social compatível com a sua importância e com seus constantes sacrifícios na manutenção da ordem pública, na garantia das liberdades individuais, na defesa da propriedade, etc. (Porto Alegre: Esboço Histórico da Organização da Polícia do Rio Grande do Sul, 1957).
Não existe profissão mais incompreendida e ao mesmo tempo aureolada de grande fascínio que a exercida pelos servidores policiais. Os policiais além da segurança pública são destinados a uma série de funções em razão das suas atividades. Essa percepção é dada pelo policiólogo EGON BITTNER na seguinte definição:
O papel da polícia é tratar de todos os tipos de problemas humanos quando sua solução necessite ou possa necessitar do emprego da força – e na medida em que isso ocorra -, no lugar e no momento em que tais problemas surgem. É isso que dá homogeneidade a atividades tão variadas quanto conduzir o prefeito ao aeroporto, prender um bandido, retirar um bêbado de um bar, conter uma multidão, cuidar de crianças perdidas, administrar primeiros socorros e separar brigas de casal (Apud. São Paulo: O que Faz a Polícia. 2001).
No entanto, a situação dos policiais, atualmente, é de grande preocupação. E novamente nos valemos do grande policiólogo JOÃO GIULIANO na sua veemente defesa das polícias quando indaga o seguinte: “culpa da própria polícia? Não. Debite-se essa injustiça, especialmente, aos maus governos, aos políticos exaltados e aos delinqüentes.” É deveras difícil a situação dos policiais no Brasil que a despeito da sua importância na sociedade os maus governos têm avançado muito pouco para melhorar a sua condição material, profissional e remuneratória. No Rio Grande do Sul debitamos mais de 50 (cinqüenta) policiais mortos por ano, afora os policiais que ficam mutilados e inválidos, trazendo em ambas situações grande dor as suas famílias.
A Constituição Federal traz no seu artigo 144, que o dever pela segurança pública nos estados é das polícias civis e militares, sob a chefia dos respectivos governadores, tendo a primeira a incumbência de polícia judiciária e apuração das infrações penais, exceto as militares e as segunda cabem a polícia ostensiva fardada e a preservação da ordem pública, além de outras atribuições definidas em lei. Como podemos ver, a responsabilidade constitucional pela segurança pública é dada aos estados. Mas os estados, especialmente, o Rio Grande do Sul, não vêm dando a devida importância às corporações policiais, mormente, aos servidores policiais que não recebem a devida valorização profissional e salarial, pois não devemos esquecer que os policiais não recebem a devida recomposição salarial a mais de 12 anos.
Os governos têm a obrigação de buscarem novas carreiras para as policias, a subtração do assédio moral nas suas fileiras, terminar com os regulamentos disciplinares arcaicos e que são inconstitucionais, qualificar os servidores policiais em matérias científicas e jurídicas, de direitos humanos e de relações com os cidadãos e, principalmente, estabelecer uma política salarial decente, compatível com a importância vital da atividade dos policiais que cotidianamente arriscam suas vidas na defesa da sociedade.
Por essa razão, o dia 21 de abril, instituído como o Dia das Polícias Civis e Militares, é a data comemorativa das mais importantes para refletirmos sobre a grave situação dos policiais, principalmente, dos policiais gaúchos. A atividade policial é nobre e grandiosa e os policiais de forma alguma merecem estar na situação que ora se abate sobre esses servidores. Assim, devemos comemorar sempre o dia 21 de abril como o Dia dos Policiais, mas por outro lado, os policiais não tem nada ou tem muito pouco para celebrar esse dia.
ROMEU MACHADO KARNIKOWSKI
Professor e Advogado

O artigo foi encaminhado através de email.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

COMANDANTES GERAIS DAS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL - CARTA ABERTA

RIO DE JANEIRO

21 de fevereiro de 2008


Eu, Paulo Ricardo Paúl, cidadão brasileiro, natural do Rio de Janeiro, nascido em 27 de julho de 1957, Coronel de Polícia do serviço ativo, incorporado em 26 de fevereiro de 1976, lotado na Diretoria Geral de Pessoal, sem função e tendo como última função a de Corregedor Interno, publicamente, solicito aos Coronéis de Polícia do Brasil, no exercício da função de Comandantes Gerais, que desenvolvam as seguintes providências, em respeito à honra pessoal, ao decoro da classe e ao pundonor Policial Militar:

1. Reúnam os Comandantes, Chefes e Diretores de todas as Organizações Policiais Militares e leiam essa Carta Aberta;
2. Determinem que cada Comandante, Chefe ou Diretor reúna os Oficiais sob suas ordens e leia essa Carta Aberta;
3. E que os Oficiais reúnam todos os Praças sob suas ordens e leiam essa Carta Aberta.

“A gloriosa e heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, gênese de todas as Polícias Militares do Brasil, se encontra sob "intervenção" do Poder Executivo Estadual.
Uma "intervenção" que tem por objetivo manter excluídos da cidadania os Militares de Polícia, que percebem salários famélicos e que trabalham sob as piores condições possíveis.
Essa foi a resposta dada à mobilização cívica promovida pelos “Coronéis Barbonos” e pelos “40 da Evaristo”, que cobravam o resgate da cidadania do Policial Militar, através da concessão de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
O Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro arrisca a sua vida diariamente em defesa do cidadão fluminense, recebendo menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia, metade do que recebe uma diarista para limpar uma residência de classe média.
O Chefe do Poder Executivo, diante das justas reivindicações feitas para o resgate da cidadania do Policial Militar - que recebe o segundo pior salário do Brasil -, responde com a inércia própria dos que esquecem as promessas, o que faz com que a mobilização cívica ganhe as ruas e receba o apoio da Sociedade Fluminense.
Atos cívicos ocorreram ordeira e pacificamente, comparecendo Oficiais e Praças, todos de folga, em trajes civis e desarmados.
A população aplaude os nossos pleitos.
Os nossos direitos constitucionais estavam sendo exercidos sem causar qualquer transtorno ao cidadão fluminense.
Impotente para reverter o maciço apoio da Sociedade Fluminense, surge o autoritarismo e o arbítrio, como tentativas de enfraquecer a nossa mobilização cívica.
O nosso digno e competente Comandante Geral - Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo - foi “arrancado” da função no terrível dia 29 de janeiro de 2008.
Sob um “regime intervencionista”, a troca do Comando Geral ocorreu sob as vistas do Secretário de Segurança e entre quatro paredes, longe da tropa, da população fluminense e da mídia, impedida de cobrir o evento.
Um ato de autoritarismo sem precedentes na história brasileira e na heróica história das Polícias Militares.
No auge do exercício de uma postura antidemocrática, é imposto como Comandante Geral da PMERJ um dos Coronéis Barbonos, coronel que desde o início da mobilização cívica participou de todos os atos e assinou todos os documentos, inclusive o compromisso de não assumir o Comando Geral, em nenhuma hipótese.
Ele assume e simultaneamente fere de morte a sua honra pessoal, o que determina a sua indicação para submissão à análise ética do Conselho de Justificação, na conformidade da lei, o que não ocorrerá nesse período de exceção.
E a partir desse dia, com a imposição de um comando sem qualquer legitimidade junto aos Oficiais e aos Praças, temos assistido toda a sorte de arbitrariedades e de oportunismos, interna corporis.
A honra pessoal foi posta de lado, como se pudesse ser guardada no armário do alojamento.
Tenham certeza, Policiais Militares do Brasil, temos lutado contra tudo isso, com todas as armas que a legislação permite e que a dignidade exige.
Temos buscado o Judiciário e o Ministério Público, além de todos os recursos administrativos.
Porém, essa é uma luta muito difícil, uma luta contra o poder!
Um poder que tudo pode na sua onipotência.
Um poder que faz e desfaz decretos segundo os seus interesses pessoais, com o claro objetivo de constranger os Oficiais mobilizados civicamente.
Ameaças passam a fazer parte do vocabulário castrense, com o objetivo de cercear a nossa cidadania.
E a palavra “traição” passou a habitar a caserna.
Lutamos uma “guerra” contra a opressão civil, uma verdadeira “ditadura de terno e gravata”.
Lutamos e continuaremos lutando, pois não conhecemos derrotas.
E continuaremos lutando até o restabelecimento da honra institucional e da nossa honra pessoal, não tenham dúvidas sobre isso.
As ofensas dirigidas publicamente a Coronéis de Polícia, citados como chatos, sindicalistas, irresponsáveis e que não desejam trabalhar, não ficarão sem respostas a altura, tenham certeza.
Realizaremos tantos atos cívicos quantos forem necessários para mobilizar toda a sociedade fluminense – o cliente dessa insegurança pública – na luta pelo resgate da cidadania do Policial Militar.
Por derradeiro, esclareço a motivação dessa “Carta Aberta”: o pedido para que tomem todas as providências cabíveis para evitar que os dias de terror vivenciados na gloriosa e heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro nunca ocorram na Polícia Militar que vocês escolheram para servir, para amar e para morrer, se preciso for!
Façam ecoar o nosso brado por todo esse país continente, esse Brasil que afunda no lamaçal dos escândalos políticos de cada dia, nos escândalos de terno e gravata:


“JUNTOS SOMOS FORTES!”



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

MOBILIZAÇÃO CÍVICA ONLINE

Eu compareci na Diretoria Geral de Pessoal, às 09:00 horas, cumprindo o previsto nas normas e regulamentos da nossa heróica e gloriosa Polícia Militar.
Atualizei meus dados cadastrais e dei entrada em 2 (dois) documentos.
O primeiro uma solicitação de RECONSIDERAÇÃO DE ATO, endereçado ao Coronel Pitta, considerando que eu fui movimentado da Corregedoria Interna para a Diretoria Geral de Pessoal, sem ser consultado, portanto em desacordo com o preconizado no decreto estadual já publicado nesse blog.
O segundo documento trata de 3 (três) temas:
- A solicitação do agendamento de uma entrevista pessoal com o Coronel Pitta;
- A solicitação do desenvolvimento das ações preconizadas na Nota de Instrução que regula os procedimentos a serem adotados no caso de Policiais Militares se sentirem ameaçados, o que no meu caso é uma realidade, considerando as notíciais veiculadas pela mídia no sentido de que os Barbonos seriam "traidores"; que estaria sendo realizado um "expurgo" na Polícia Militar, com a nossa exoneração e sobretudo, pelo fato do autor desse blog ter exercido a função de Corregedor Interno por quase 3 (três) anos, sendo assessor direto de 2 (dois) Comandantes Gerais - Coronel de Polícia Hudson e Coronel de Polícia Ubiratan - nas questões de justiça e disciplina, inclusive no tocante às penas demisórias.
- A solicitação a respeito da continuidade ou não da utilização de uma viatura da Corregedoria Interna, pelos Policiais Militares que atuam na minha segurança pessoal, bem como, se os referidos Policiais Militares podem ou não continuar realizando essa missão.
Permanecerei no Quartel General até às 17:00 horas, aguardando as respostas solicitadas e caso esses fatos não sejam decididos no curso desse expediente administrativo, retornarei amanhã, para saber as respostas ao solicitado.
O Coronel de Polícia Esteves; o Coronel de Polícia Leonardo; o Coronel de Polícia Fialho e o Coronel de Polícia Lyrio também compareceram ao Quartel Gereral, sendo que o Coronel de Polícia Lyrio retornou à APM D. João VI para transmitir a função ao Subcomandante da OPM.
Alguns Oficiais, segundo tive conhecimento, já tinham comparecido na DGP na semana passada, como o Major de Polícia Wanderby, por exemplo.
Ao longo do dia outros Oficiais exonerados se apresentarão na DGP, certamente.
A recepção a todos nós foi excelente, por parte dos Oficiais e dos Praças, sendo que não tivemos contato pessoal como Coronel Pitta e nem com o Coronel David.
No momento estamos analisando a situação atual de cada Organização Policial Militar, no tocante ao procedimento adotado pelo Comandante, Chefe ou Diretor.
Estamos verificando quem não pediu exoneração; quem assinou na reunião na AME/RJ que pediria exoneração e não o fez, bem como, quem pediu exoneração e a exoneração não foi aceita.
No curso da nossa reunião, decidiremos se ao saírmos do Quartel General passaremos na AME/RJ, considerando que vários órgãos da mídia querem conversar conosco.



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

DEPOIS DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS, A QUINTA-FEIRA DE MOBILIZAÇÃO TOTAL!


Hoje foi um dia muito especial para todos nós que amamos a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, quando emocionados assistimos a entrevista concedida pelo Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo, no programa do jornalista e Deputado Estadual Wagner Montes, na Record.
A emoção foi a tônica do programa e tenho a certeza que todos que assistiram à entrevista também se emocionaram.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vive dias de pesadelo.
O nosso passado glorioso e heróico foi seriamente maculado por ações que beiraram o intervencionismo próprio dos regimes ditatoriais.
A maneira que foi feita a transmissão do cargo de Comandante Geral deve ter constrangido principalmente os familiares dos que estavam sendo empossados e palavras fortes como traição e inimigos soaram pelo Quartel General como verdadeiros desafios e verdadeiras ameaças.
E não foi só a transmissão de cargos do Comando Geral e da Chefia do Estado Maior que ocorreram dessa forma.
A transmissão do cargo de Comandante do Comando das Unidades Especiais e a transmissão do cargo de Comandante do 4o Comando de Policiamento da Capital seguiram a mesma linha intervencionista.
Cenas como as vivenciadas nesses dias de terror, nunca haviam acontecido na bissecular Instituição Militar.
Todos nós estamos diante de um grande pesadelo.
Entretanto, tudo vai começar a se modificar já nessa quinta-feira, quando nós retornaremos ao trabalho no Quartel General, especificamente na Diretoria Geral do Pessoal - DGP
Nos apresentaremos, preencheremos as fichas da DGP e reiniciaremos a mobilização direto do Quartel General.
Pretendemos ficar ONLINE nos blogs e atendendo a mídia de um modo geral.
Trataremos das ações judiciais que estamos estudando para apresentarmos na AME/RJ, no dia 11 de fevereiro de 2.008.
Particularmente, vou tentar agendar uma entrevista com o Coronel Pitta, para ouvir a sua resposta sobre a “aceitação” do cargo e para solucionar a situação da viatura utilizada pelos meus seguranças.
Entregarei documentos para instruir apurações, considerando as ameaças veiculadas pela midia, fato que precisa ser totalmente esclarecido.
Solicitarei o cumprimento da Nota de Instrução sobre Policial Militar ameaçado.
Vou escolher a Organização Policial Militar para a qual eu quero ir, em obediência ao decreto estadual, que foi descumprido, com a minha transferência para a DGP.
Vou visitar aos amigos.
E vou falar sobre honra e dignidade.
Vou falar mais uma vez sobre a inexistência de muros nesse momento de grave desonra para a Polícia Militar.
E todos nós, vamos organizar a reunião na AME/RJ, para que a passeata seja um grande sucesso e para que possamos avançar firmemente nos nossos objetivos.
Por derradeiro, parabenizar a tropa da Polícia Militar que trabalhou duramente nesse carnaval, permitindo que o Povo Brasileiro pudesse viver dias de felicidades, que infelizmente se encerram na quarta-feira de cinzas.
A nossa mobilização pela cidadania do Policial Militar nunca esteve tão motivada, a Polícia Militar nunca esteve tão unida e confiante nos seus líderes.
Vamos conseguir salários dignos e adequadas condições de trabalho, esses são nossos objetivos primordiais, não nos afastaremos deles.
Entretanto, não podemos perder a oportunidade de modernizar a Segurança Pública, implantado um modelo mais rápido e mais eficiente, sem a existência da Secretaria de Segurança Pública, um órgão dispendioso e desnecessário.
A criação das Secretaria de Estado da Polícia Militar e da Polícia Civil são imperiosas e não custaram nada, pois toda a estrutura já existe.
O fim da Secretaria de Segurança Pública além de proporcionar grande economia aos cofres públicos, dará autonomia às Instituições Policiais Estaduais, que passaram a trabalhar em gabinetes multidisciplinares, com as demais Secretarias Estaduais.
A extinção da Secretaria de Segurança só trará vantagens, inclusive com o retorno dos Policiais Militares, dos Policiais Civis e dos Policiais Federais aos seus órgão de origem.
Não existe uma única desvantagem na decisão de extinguir essa secretaria.
Porém, voltamos a afirmar o foco é o salário, basta de arriscarmos a vida por menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
Recebendo menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia os Policiais Militares são presas fáceis para os corruptos ativos de cada rua, de cada esquina.
E as grandes perguntas a serem respondidas:
- Qual o custo total mensal da Secretaria de Segurança Pública para os cofres públicos do Rio de Janeiro?
- A quem interessa que o Policial Militar receba menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia para arriscar a vida e podendo ser uma presa fácil para os corruptos ativos de cada rua, de cada esquina?
- Quais as reais causas da exoneração do Coronel Ubiratan de Oliveira Angelo?
No tocante à última pergunta podemos adiantar que a marcha democrática realizada no domingo passado não foi o motivo da exoneração, apesar de parte da mídia tentar induzir a opinião pública nesse sentido, e nem mesmo o fato do Coronel Ubiratan de Oliveira Angelo não ter exonerado o autor desse blog.
Tudo a seu tempo.
Primeiro vamos cobrar ao Governo Estadual a resposta à primeira pergunta.
E vamos refletir sobre a segunda pergunta, quem deve ganhar com essa situação?
Por derradeiro, aos desavisados, informo que os Praças da Polícia Militar estão participando deste o começo da mobilização, no grupo dos “40 da Evaristos” e continuam participando dos atos cívicos e dando excelentes idéias para discussão.
Inclusive coloco o blog à disposição para o envio de qualquer idéia.
Obviamente, na AME/RJ por uma questão de espaço físico temos que limitar o número de presentes.



PAULO RICARDO PAÚL


CORONEL DE POLÍCIA


CIDADÃO BRASILEIRO PLENO



terça-feira, 22 de janeiro de 2008

O CIDADÃO DE PAPEL

O ano de 2.007 marcou o início da mobilização dos Militares de Polícia do Estado do Rio de Janeiro pelo resgate da sua cidadania, sobretudo através do recebimento de salários dignos e da disponibilização de adequadas condições de trabalho.
Oficiais e Praças se mobilizaram, Coronéis e Soldados se manifestaram, sempre ordeira e pacificamente.
Surge o “cidadão” Militar de Polícia almejando ser um autêntico cidadão, cumpridor dos seus deveres, porém ciente e desejoso de ter todos os seus direitos respeitados.
Um cidadão que tem conhecimento de todos os seus direitos, que tem a capacidade e inclusive, o direito de reivindicá-los.
Uma mobilização inédita na Instituição e que hoje terá continuidade através de uma reunião de Oficiais, que está prevista para ocorrer na Associação de Militares Estaduais (Rua Camerino, 114 – Centro – RJ), às 19:00 horas, atendendo ao convite do Presidente da AME/RJ.
Obviamente, não podemos antecipar quantos Oficiais comparecerão à reunião, nem quem serão eles.
Isso só será possível na AME/RJ, após o término da reunião, quando poderemos relacionar os presentes e também os faltosos.
Portanto, considero oportuno e conveniente lembrar a todos os Oficiais (Coronéis, Tenentes Coronéis, Majores, Capitães e Tenentes) que somos nós – Os Oficiais – os principais responsáveis pelo estágio atual da nossa heróica Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
E que essa responsabilidade cresce em grandeza na relação direta com a posição ocupada na escala hierárquica, o que significa dizer que os menos responsáveis são os jovens Tenentes.
O tempo de repassar culpas e responsabilidades precisa ser superado em definitivo.
E destaco que a faixa contida na fotografia que ilustra esse artigo, feita durante um ato cívico realizado pelos “40 da Evaristo” – Oficiais e Praças – trás a palavra DIGNIDADE, que tem como significados, dentre outros, honra, respeito a si mesmo, amor-próprio e brio.
Por derradeiro, recomendo a todos os cidadãos brasileiros a leitura do livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein.
Uma recomendação de leitura que faço em especial aos Oficiais que optarem por não atender ao convite.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO