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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FENAPEF É CONTRA CARREIRA JURÍDICA PARA DELEGADOS.

Fenapef é contra a carreira jurídica para delegados.
O trabalho dos delegados para transformarem seu cargo em carreira jurídica não é novidade. Um das propostas, a PEC 549/2006, que tem por finalidade equiparar o Delegado de Polícia (civil e federal) aos membros do Ministério Público, é um exemplo dessas iniciativas e só não foi voltada na Câmara Federal até agora em razão da mobilização dos demais policiais federais contrários ao projeto.
Na prática essa e outras propostas criam a carreira exclusiva de delegado (no plano estadual para os delegados da Polícia Civil e no plano federal para os delegados da Polícia Federal) e equipara seus integrantes aos membros de poder, além de reservar-lhes a atribuição de diligência, na fase investigatória e criminal, e garantir-lhes remuneração não inferior ao inicial ao limite fixado para o membro do Ministério Público, inamovibilidade, vitalidade entre outras vantagens corporativas.
Conforme o entendimento dos policiais, a PEC 549 e outras propostas do gênero, além de inconstitucionais, apresentam uma série de problemas e inconvenientes do ponto de vista político e fiscal para a União, os Estados e o Distrito Federal, a começar pela relação com outras carreiras do serviço público, com os demais componentes da carreira policial e de coronéis das polícias militares e do corpo de bombeiro dos Estados.
As inconstitucionalidades são muitas, mas a principal delas diz respeito à vinculação do subsídio do delegado ao do membro do Ministério Público, pela proibição da expressão do inciso XIII do artigo 37, segundo o qual "é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para efeito de remuneração de pessoal do serviço público".
Os inconvenientes e problemas são de ordem fiscal, pelo impacto que isso representará, especialmente na esfera estadual, e de ordem política, pela reação de outras carreiras e corporações que mantêm os mesmos patamares remuneratórios e hierárquicos, como os coronéis da PM e dos Bombeiros, que certamente irão exigir tratamento isonômico.
Do ponto de vista da segurança pública, as propostas que têm como objetivo alçar os delegados à carreira jurídica incorrem no erro de pensar o setor do ponto de vista meramente corporativo e jurídico. A Federação Nacional dos Policiais Federais entende a segurança pública sob o prisma da ciência policial e com todos operadores da segurança valorizados.
Especificamente em relação aos demais integrantes da carreira da Polícia Federal (escrivão, agente e papiloscopista), em que pese a previsão de ascensão funcional ou provimento derivado, não garante a permanência desses cargos na nova carreira nem tampouco assegura a atual relação remuneratória, à razão de 62% do subsídio do Delegado. Na prática, se aprovada, a PEC cria uma espécie de “delegado-juiz”, com um salário que irá ultrapassar os R$ 25 mil.
A PEC 549, e outras propostas, no formato proposto, não podem prosperar, sob pena de criar um enorme desarranjo interno nas diversas carreiras e corporações policiais do governo federal e estadual. E quem sairá perdendo com isso são as polícias, os policiais e, principalmente, a sociedade.
Fonte: Agência Fenapef com SINPEF/RS.
Comento:
Eu concordo com o posicionamento da FENAPEF. E vou mais além, sou contra o concurso externo para delegado das Polícias Federal e Civil, assim como, sou contra o concurso externo para Oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O ideal são os concursos internos, após todos terem entrado por uma porta única, ingressando na base.
Agora, caso o PEC passe, penso que os delegados devem ser de imediato retirados das Polícias Federal  e Civil, deixando de ser policiais e passando a fazer alguma coisa lá no Poder Judiciário. Não faz qualquer sentido um cargo de carreira jurídica integrar a estrutura das polícias.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

NOSSO ARTIGO PRINCIPAIS PROBLEMAS DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL – PUBLICADO NO SITE DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS – AGRADECIMENTO.

O nosso agradecimento à Federação Nacional dos Policiais Federais pela transcrição do nosso artigo “Principais Problemas da Investigação Policial” no seu site oficial (link).
A cada dia que passa fica mais claro para mim que só a união de todos os policiais brasileiros, independente da instituição de origem, poderá fazer com que possamos construir um sistema policial eficiente e que possa ofertar ao sofrido povo do Brasil uma segurança pública de boa qualidade, direito que tem sido negado à população, como também os essenciais direitos à saúde e à educação públicas que possa salvar vidas e construir verdadeiros cidadãos. Enquanto as amarras políticas, como ocorre no Rio de Janeiro, impedirem que os profissionais de segurança promovam as mudanças imperiosas, continuaremos morrendo em cada esquina desse país continente.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MPF APURARÁ ELO DE MINORU COM DELEGADO FEDERAL.

SITE DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS (FENAPEF)
Denúncia.
O Ministério Público Federal vai investigar a relação do empresário Valdomiro Minoru Dondo, brasileiro considerado um dos homens mais ricos de Angola, com policiais federais que serviram no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Os procuradores suspeitam da existência de um esquema de facilitação no embarque e desembarque de Minoru, uma vez que o empresário atua no ramo de importações e exportações. A equipe de Controle Externo da Atividade Policial do MPF vai apurar também o suposto enriquecimento ilícito do delegado federal Rodrigo de Souza Alves e um procedimento administrativo disciplinar para saber se o delegado federal Leonardo Tavares oferecia tratamento vip a Minoru na imigração.
Nascido em São Paulo, mas com cidadania angolana, Minoru enriqueceu vendendo produtos para o governo angolano. Pelo menos cinco autoridade locais aparecem nos registros como sócias nas mais de 20 empresas que o empresário mantém no país africano. Ele é amigo do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e recebe financiamento do BNDES para fornecer produtos pedidos pelo governo daquele país.
No ano passado, a Superintendência da Polícia Federal no Rio instaurou processo administrativo disciplinar contra o delegado Rodrigo e sua mulher, a escrivã Érika Cerqueira de Carvalho. O objetivo era apurar as circunstâncias que teriam levado Minoru a custear, em outubro de 2008, a viagem do casal a Angola. Ambos, na época, eram lotados no aeroporto. As passagens e demais despesas (taxa de embarque, diária de hotel etc.) foram pagas pela Promoangol, holding do grupo angolano VMD, de Minoru. Além disso, escrituras registradas em cartório atestam que o empresário comprou, em junho deste ano, um imóvel registrado em nome da mãe do delegado.
Com o processo instaurado ontem, o MP pretende solicitar dados relativos a uma investigação arquivada recentemente pela PF, cujo objetivo era apurar as circunstância da venda deste imóvel. No banco de dados da PF, consta que Minoru, no período de 26 de agosto de 2008 a 25 de fevereiro de 2010 (18 meses), entrou e saiu do país aproximadamente 70 vezes, sendo 15 no plantão de Rodrigo e outras 14 no plantão de Leonardo. Rodrigo frequentou, ao lado do delegado Leonardo Tavares, o camarote do agente Aroldo Antônio Mendonça na escola de samba Unidos da Tijuca. Aroldo é considerado braço-direito de Minoru.
Rodrigo e Leonardo serão chamados a prestar esclarecimentos ao Ministério Público. Em entrevista ao GLOBO, Leonardo admitiu que, nos plantões, é possível que Minoru tenha sido retirado da fila nos desembarques.
Fonte: O Globo com título da Agência Fenapef.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ARCAICO INQUÉRITO POLICIAL - BENEDITO WILSON SÁ.

Arcaico inquérito policial.
Por: Benedito Wilson Sá
Realizou-se na semana passada, em Brasília-DF, a 1ª. Conferência Nacional de Segurança Pública. Nela, todas as atenções estavam voltadas para o necessário estudo sobre o vigente e arcaico sistema investigativo policial brasileiro, datado de 1941, época que vigia, no Brasil, o Estado Novo Varguense. Como todo e qualquer instrumento jurídico, traz em suas entranhas o retrato do seu autor e/ou autores, assim como a época política de sua edição. Com o atual inquérito policial não foi diferente. Ele cristaliza a ditadura tupiniquim varguense vigente à época.
Nesse conclave, segundo Luciano Garrido (Ocaso do Inquérito Policial), “estiveram reavaliando o atual modelo de investigação policial, colocando às escâncaras sua ineficácia e morosidade, atributos que vêm favorecendo a impunidade no País”.
Esse inquérito policial, objeto de discussão e estudo, é alvo, há algum tempo, de exacerbadas críticas, seja por sua ultrapassada forma de condução, seja pela sua imprestabilidade à finalidade de investigar crimes, seus autores e noticiá-los ao MP.
Dentre as alterações sofridas na investigação criminal, a primeira foi considerada por muitos como um retrocesso, haja vista que ela reduziu toda a liberdade do ordenamento processual ao subtrair dos juízes de paz as atribuições de investigar para entregá- las aos chefes de Polícia e seus delegados. Esse fortalecimento do aparato policial repressivo foi medida reacionária centralizadora, justificado pela monarquia como indispensável ao combate à crise vivenciada pela sociedade de então, em função das sucessivas rebeliões que agitavam o Pais após a abdicação do 1º imperador brasileiro, fato esse ocorrido em 1831.
Atualmente, quem opera o direito criminal tem a exata noção de sua inutilidade ou, na melhor das hipóteses, da emergente necessidade de remodelação. Prima-se pela forma extremamente formalística e burocrática e afasta-se cada vez mais do mérito daquilo que é investigado e isso tem ensejado reiterados vícios que culminam, na maioria das vezes, em morte em sua fase embrionária, seja por habeas corpus visando ao seu trancamento, como acontece, por exemplo, no excesso de prazo ou na falta de objetividade no investigar. Dando azo a “expediente caduco e protelatório que desfaz em júbilos toda uma advocacia mercantil e parasitária, que sempre tirou das chicanas o motivo de seu sucesso”. (Luciano Garrido)
Paralelo a isso, temos assistido a autoridade policial se afastar do cerne da investigação para se limitar a meros expedientes desnecessários, emprestando péssima qualidade à investigação, o que redunda ora no pedido de novas diligências ou de arquivamento por parte do Ministério Público, ou, pior, no final e em sede de alegações finais, na solicitação da absolvição por ser imprestável a uma sentença condenatória do réu.
Hoje quando se discute a possibilidade de o Ministério Público investigar, inclusive com diversas decisões favoráveis do próprio STF, muitas autoridades policiais tomam o rumo do furor e do rompante, da ofensa pessoal e/ou institucional, quando, a meu ver, o Brasil por ser culturalmente um “país delinquente”, tem crime para ser investigado por todas as instâncias do controle social da criminalidade. Havendo elementos para a ação penal, independente da origem - desde que não ilícita - legitimado está o MP a ingressar com a ação penal, sem que isso represente um desprestígio à polícia judiciária brasileira.
Questiona com muita propriedade o autor citado que “se a legislação pátria possibilita que outro caminho seja trilhado que não o do inquérito policial, é porque vislumbra que este instrumento não é um fim em si mesmo, mas apenas um meio pelo qual uma série de outros atos jurídicos - esses, sim, indispensáveis - dele poderão derivar. Não se pode, por exemplo, abrir mão de uma denúncia ministerial ou do crivo de um contraditório, tampouco não se pode prescindir de uma sentença ou veredicto; porém, o mesmo se dirá do inquérito policial?”
É certo que há razão de sobra para que todas as esferas do Estado se voltem no combate à criminalidade endêmica, emergente e aparentemente sem controle no Brasil. Porém, devemos primar nossas atuações pelo viés da legalidade, principalmente quando se trata de investigação criminal, mirando o investigado como sujeito de direito, ofertando-lhe as garantias constitucionais inerentes a sua condição humana, postulado maior de um Estado que se oferece como democrático
de direito, e não disponibilizá-lo à execração e ao aviltamento público, muito menos utilizar o aparelho repressor do Estado de ilegalidade investigativa, como, por exemplo, a rançosa escuta telefônica desautorizada, difundida como inteligência policial (???). Se o Estado combate ao criminoso por violar uma norma de direito material, não pode esse mesmo Estado, através de seus agentes, enveredar pela senda da ilegalidade.
O inquérito policial, como o processo penal, é altamente estigmatizante e sancionatório e tudo o que for discutido por nossas autoridades governamentais no sentido de adequálo à necessidade da investigação e do sagrado respeito à dignidade da pessoa investigada, será bem vindo, pois disporá a sociedade de um serviço célere e de qualidade. O povo brasileiro merece e agradece! (artigo retificador ao publicado, por equívoco, no dia 28.08.09, cujo teor pertencia ao artigo “Ocaso do Inquérito Policial”, de Luciano Porciúncula Garrido).
Benedito Wilson Sá, membro da Academia Paraense de Letras, promotor de Justiça e professor de Direito Processual Penal da UFPA e da UNAMA
Fonte: O Liberal
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FENAPEF - ESCLARECIMENTO.

Ética.
NOTA DE ESCLARECIMENTO


Em relação à matéria “PF ameaça investigar figurões se não tiver aumento de salário", publicada pelo “Correio Braziliense” (06/09/2011), a Federação Nacional dos Policiais Federais, entidade que congrega 27 sindicatos de todo o País, esclarece que as informações divulgadas não expressam a opinião de todas as entidades representativas dos servidores da PF.
A Fenapef reitera seu posicionamento, tornado público no mês passado, a propósito da deflagração da “Operação Voucher”, de que não coaduna com a exploração de eventuais desgastes políticos provocados por investigações cujos alvos sejam integrantes do governo, como pretexto para reivindicações salariais.
A Fenapef vem trabalhando em prol da reestruturação da carreira policial e, principalmente, do reconhecimento das atribuições de todos os cargos da instituição, todos de nível superior e com níveis similares de responsabilidade e complexidade . As gestões junto ao Executivo e ao Congresso Nacional, para a aprovação de uma lei orgânica. Também temos apoiado e reinvindicado a valorização da carreira dos servidores administrativos, atualmente desprestigiada.
Contudo, a entidade repudia a utilização de operações policiais como instrumento de pressão, na defesa dos interesses de seus representados, norteada pelo imperativo ético da separação entre interesses públicos e coorporativos.
Em 21 anos de história, a Fenapef tem reivindicado melhores condições de trabalho, inclusive, através do exercício do legítimo direito de greve, que garantiram avanços significativos para os servidores da Polícia Federal. Muitas lideranças sindicais já foram vítimas de procedimentos disciplinares, inquéritos policiais, perseguições por dirigentes da PF, em virtude de movimentos por melhores condições de trabalho.
Alguns foram até demitidos em virtude da atuação sindical, mas não por ações oportunistas, muito menos com interesses políticos.
Nossa entidade sempre defendeu uma polícia republicana, livre de amarras político-partidárias. Também temos reivindicado a liberação de recursos para o regular funcionamento da PF, como forma de melhorar a segurança pública. Defendemos o emprego de algemas em presos, para garantir a integridade dos policiais, dos próprios conduzidos e, em especial, da sociedade.
No entanto, com freqüência, também temos criticado a exploração midiática de operações policiais, independente do status social dos investigados, bem métodos ou ações que extrapolem os limites da legalidade ou visem à promoção pessoal ou política de qualquer servidor, independente do cargo que ocupa na instituição.
Nossa principal meta principal é contribuir para maior eficiência, profissionalização, transparência e fortalecimento da Polícia Federal, no cumprimento de suas atribuições constitucionais.
De forma democrática e independente, a Fenapef também já manifestou críticas de interesse público e da categoria de servidores que representa, tanto a dirigentes anteriores, como ao atual diretor-geral da PF e também ao ministro da Justiça.
Nossa luta em prol do reconhecimento e da valorização profissional de todos os servidores da Polícia Federal é contínua. Como cidadãos e servidores públicos, defendemos o diálogo, de forma transparente e leal. Se as negociações com o governo se esgotarem, utilizaremos o instrumento legítimo da mobilização dos nossos filiados, com ampla divulgação dos nossos pleitos, se preciso for fazendo paralisações e até greve, sem bravatas e muito menos chantagens.
Fonte: Agência Fenapef
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 13 de agosto de 2011

CRISE NA POLÍCIA FEDERAL - DANILLO FERREIRA.

BLOG ABORDAGEM POLICIAL
Crise na Polícia Federal.

Em: Polícia Federal Autor: Danillo Ferreira.
Após o desencadeamento da Operação Vouche, onde foram presos ocupantes de cargos do alto escalão do Ministério do Turismo, a Polícia Federal se inseriu em uma crise que tem gerado constrangimentos entre seus superiores do Governo – o Ministro da Justiça e a Presidente da República – e a categoria. Na operação, o uso de algemas e exposição pública dos presos foi questionado pela própria presidenta e pelo Ministro da Justiça, o que aflorou a troca de farpas entre o Governo e lideranças da PF:
Primeira grande operação da Polícia Federal (PF) no governo Dilma Rousseff mostrou claramente que o relacionamento entre o governo Dilma e a corporação não anda nada bem. Integrantes da PF, que já vinham reagindo mal ao governo, ficaram revoltados com a postura da presidente e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diante das prisões de envolvidos em um esquema de corrupção no Ministério do Turismo na terça-feira. Com a justificativa de que teria ocorrido “abuso de autoridade” durante a Operação Voucher, o ministro mandou a PF apurar se houve exageros no uso das algemas.
A entidade, no entanto, digeriu mal a ordem, que foi a gota d’água para que ameaçasse nesta quinta-feira uma paralisação já no mês de agosto. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) realizarão assembleias nos próximos dias para organizar a mobilização em todo o país.
Os policiais federais reclamam do corte de 281 milhões de reais no orçamento da PF em 2011. Em março, a presidente Dilma Rousseff limitou as despesas com diárias e passagens em 25% do orçamento para as áreas de fiscalização e policiamento e em 50% para as demais áreas. Também há críticas sobre a suspensão dos concursos e os salários defasados. “Nenhum servidor público suporta três, quatro, cinco anos sem reposição salarial. Isso reflete negativamente no desempenho policial”, diz o presidente da Fenadepol, Antônio Góis.
Abandono - A essas questões se somam ao que os policiais consideram uma insensatez: para eles, Cardozo não defende a instituição. Pelo contrário, eles acusam o ministro de ter desmoralizado a Polícia Federal ao pedir que ela investigue o uso de algemas durante a Operação Voucher. “O ministro tem pouco conhecimento quanto ao uso de algemas. O governo está dando muita importância a esse fato. Acredito que 98% das pessoas presas estão algemadas porque é o policial que vai definir na hora. Não adianta ficar aborrecido com o policial da ponta que algemou, porque a súmula não proíbe algema”, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Vinício de Souza Wink. Ele faz menção à súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que limita o uso de algemas.
Ele reclama ainda nunca ter sido ouvido pelo ministro para tratar de questões que envolvem a categoria. “Temos uma boa conversa com o governo na Casa Civil, no Ministério do Planejamento e na Secretaria-Geral da Presidência. Com Cardozo, que deveria ser a primeira pessoa a se relacionar conosco, temos dificuldade de falar. Ele nunca me recebeu até hoje”, observa.
Nos corredores das entidades que representam a Polícia Federal, a ausência do ministro virou motivo de piada. Frases como “o ministro não me segue no Twitter” ou “o ministro não está” já viraram bordão entre os policiais. “O que incomoda é que não temos um canal de diálogo aberto com o governo. O ministro nunca recebeu as categorias em seu gabinete e tem se portado de forma tímida. Os policias se sentem sem um porta-voz, estão órfãos, abandonados”, afirma o presidente em exercício da ADPF, Bolivar Steinmetz.
O presidente de uma outra entidade que representa a categoria, que não quis se identificar, diz que o ministro está sendo rejeitado até por aqueles que apoiaram sua indicação: “Cardozo não ouve ninguém, não atende ninguém. Até delegados que trabalharam para que ele ocupasse o cargo estão insatisfeitos. Os ministros anteriores sanavam os problemas políticos. O Cardozo não tem credibilidade, ninguém sabe quem ele é”.
Outro policial completou: “É uma atitude incompreensível. O governo inteiro tem dificuldade de articulação política. Ao invés de construir uma relação, vem com uma reprimenda quanto ao uso de algemas” (leiam mais).
A Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), entretanto, admitiu a espetacularização das operações desencadeadas pela PF, onde, segundo nota da entidade, a midiatização é feita por “coordenadores das operações ou dirigentes do órgão, pela ânsia de holofotes da mídia, numa clara tentativa de se promoverem, por razões pessoais, corporativistas ou políticas, em detrimento do compromisso institucional da Polícia Federal”.
Certamente, o que vale para a Polícia Federal, que tem sido irresponsável na exposição de figuras públicas em situações de aplicação da lei, vale também para as polícias estaduais, que devem também se preocupar com a integridade e direito de imagem dos presos. O problema é que esta exposição, quando se trata de pessoas que têm como principal patrimônio a representação pública de sua conduta, gera efeitos às vezes irreversíveis. Cuidar destes equívocos é urgente.
TENENTE PM DANILLO FERREIRA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Exc-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FIM DO INQUÉRITO JÁ! EU APOIO.

FIM DO INQUÉRITO JÁ!
SERÁ QUE OS DELEGADOS QUEREM SER POLÍCIA?

17/06/2011
Mesmo muito criticado nos últimos anos por profissionais da área jurídica do nosso país devido aos baixos índices de resolução de crimes, o que resta comprovado em livro lançado recentemente pela FENAPEF, "Inquérito Policial no Brasil", o IPL - esse procedimento sigiloso e inquisitório realizado pela Polícia Judiciária e destinado a fornecer elementos para a propositura da ação penal - continua, no terceiro milênio, imperando como dantes, em obediência ao art. 4º do Código de Processo Penal Brasileiro, apesar do seu pérfido efeito desintegralizador, afastando a Polícia do Ministério Público, que em outros países atuam em conjunto.
O inquérito é, portanto, um conjunto de informações sobre a prática da infração penal e sua autoria. Tido por muitos como mera peça informativa que pode ser reformulada na fase judicial, o inquérito policial é um instrumento que atualmente não é mais praticado em nenhum país da Europa. Aliás, em toda a América, de sul a norte, só existe no Brasil; e, no mundo inteiro, apenas mais outros dois países da África ainda mantêm esse secular instituto.
Como filtro do poder político, o delegado de polícia - este ser exógeno ao sistema -, entra pelo concurso público como chefe daqueles que estão nos últimos degraus da carreira policial, desincentivando o aperfeiçoamento técnico-cientifico do profissional que, desmotivado que está, acaba por esperar a aposentadoria. Acreditamos que o trabalho policial junto ao MP, com caráter imediato, eliminaria os ruídos comunicativos do inquérito policial, facilitando a obtenção da justiça e a pacificação social, acentuando o princípio da eficiência na administração pública. Mas este profissional, atrelado às elites, com o propósito de "pacificar" as classes sociais dominadas, mesmo historicamente às custas do derramamento de sangue dos despossuídos, ora pretende ser "carreira jurídica" ora, ser "polícia". É o que acontece com documento do DPF, datado de 3 de maio de 2011, que disciplina a retirada compulsória para repatriação, deportação e expulsão. Neste documento, no seu item VII, intitulado DA ESCOLTA POLICIAL, transparece claramente a vontade dos postulantes à carreira jurídica de serem policiais, in verbis: "A equipe de escolta deverá ser composta por, no mínimo, um Delegado de Polícia Federal e mais um policial podendo ser aumentada, em caso de necessidade justificada. Se houver dois escoltados pela mesma equipe, a composição mínima será de um Delegado de Polícia Federal e mais três policiais federais."
O que é mais inquietante nisto tudo é que quando pretendem ter salários à altura das carreiras jurídicas mais valorizadas, desprezam as funções policiais, mas quando falamos em diárias internacionais, aí então eles usurpam as funções policiais: são "policiais" para receber as pequenas compensações que os verdadeiros policiais recebem, mas não para dividir conosco as agruras da profissão. Querem gratificações de risco, aposentadorias especiais, mas quando tratamos de remuneração, então eles querem a isonomia com o Judiciário.
Na Europa, onde o sistema de segurança goza de uma credibilidade expressiva da população, por conseguir alcançar resultados elogiáveis de Justiça, as investigações são conduzidas pelo Ministério Público e pelo Judiciário, que atuam em consonância com a Polícia. No nosso país, onde vivenciamos as agruras de uma guerra não declarada e a escalada da violência devasta e assusta a coletividade, muito já se falou (e se fala) em acabar com o Inquérito Policial, para amoldar-se aos modelos de segurança europeu e norte-americano.
Na verdade, o que precisamos para que tenhamos um funcionamento eficaz da Justiça, imperando a manutenção estável do equilíbrio de uma sociedade livre e solidária e a plenitude do exercício do Estado Democrático de Direito, é de uma modernização, aparelhamento e interatividade harmônica, dinâmica e séria das funções (Polícia, Poder Judiciário, Ministério Público, Auxiliares da Justiça e Advogados). E de uma distribuição de renda mais justa e condizente com a dignidade da pessoa humana. Só assim seremos a potência política, econômica e humana que há tanto tempo nos prometem!
A DIRETORIA
Fonte:
http://www.sindipoldf.org.br/noticias/noticia.php?id=8000&ano_atual=2011

Eu gostaria de ter escrito esse artigo, concordo com a totalidade do texto.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEODR INTERNO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A LUTA PELO FIM DO CONCURSO EXTERNO PARA DELEGADO - UMA VITÓRIA.

Escrevo com frequência que o modelo do sistema de segurança pública brasileiro é anacrônico e ineficaz, único no mundo civilizado, repleto de erros.
Uma das aberrações mais fáceis de identificar e de resolver são os concursos externos para Cadete (Aluno Oficial) das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, assim como, para delegado da Polícia Federal e das Polícias Civis.
Por razões mais que óbvias, esses concursos devem ser internos, compondo a ascensão funcional das categorias e não externos, permitindo que alienígenas assumam funções de mando nas instituições policiais.
A seguir, uma vitória na luta para mudar essa realidade perversa para o povo brasileiro.
AGÊNCIA FENAPEF
Bessa chama deputados de covardes.

A passagem do deputado Laerte Bessa (PSC-DF) pela relatoria da Comissão Especial da Lei Orgânica acabou de forma deprimente na tarde desta quarta-feira, 15. O parlamentar chamou os deputados que não quiseram votar seu parecer de covardes. Além disso, ele voltou a afirmar que seu relatório foi feito de forma consensual entre as categorias. Bessa encerrou sua declaração à rádio Câmara dizendo que uma pequena parte dos agentes da Polícia Federal se opôs ao texto porque querem ser delegados sem fazer concurso.
Uma coisa que não se pode negar é que o delegado e deputado não reeleito Laerte Bessa é um homem de posições. Aliado do ex-governador ficha suja Joaquim Roriz e, segundo o Jornal Estado de São Paulo, envolvido com esquema de emendas para entidades fantasmas, Bessa até tentou disfarçar, mas demonstrou estar ao lado da classe a qual representa e disposto a deixar a estrutura das polícias do jeito que está.
Por isso é de estranhar que o deputado não reeleito tente confundir a opinião pública dizendo que os agentes, escrivães e papiloscopistas queiram ser delegados sem concurso. Durante todas as audiências públicas ficou claro que esses servidores buscam valorização de suas funções dentro das polícias. Em seu relatório final ele não acatou nenhuma sugestão dos policiais, desprezando a experiência e o conhecimento desses servidores que, a depender dele e do DPF, devem somente carregar CPU´s de computador.
Além de atropelar a verdade, Laerte Bessa deu uma demonstração de ser pouco afeito a democracia. Contrariado por não ter conseguido empurrar seu arremedo de relatório adiante, ele jogou a culpa em deputados e policiais. Mais uma fez errou.
Mas, como não foi reeleito, agora o deputado terá bastante tempo livre para pensar na forma como conduziu seu trabalho e, quem sabe, apreender alguma coisa.
Fonte: Agência Fenapef
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 14 de novembro de 2010

O FIM DO INQUÉRITO POLICIAL PRECISA SER AVALIADO SERIAMENTE.

CBN Noite Total
Pesquisa aponta principais problemas da investigação policial no Brasil
Entrevista com Michel Misse, sociólogo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ouça a entrevista).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 2 de novembro de 2010

BLOG DO GARISTO - POLICIAL FEDERAL.


LUIZ FERNANDO CORRÊA, DG da PF, é ou Não é Um TRAIDOR ?
Para quem não sabe, antes de ser delegado o Luiz Fernando foi APF e diretor do SINPEF-RS, foi inclusive fundador do sindicato e participou da histórica greve de 1994, quando o exército, para acabar com a nossa greve invadiu a SEDE no DF e várias superintendências, inclusive no RS , ato que não adiantaria em nada , já que lutamos bravamente contra o Itamar Franco, exército e todos que ficaram contra nós, e nessa luta Luiz Fernando Corrêa foi protagonista.
O Agente de Polícia Federal e sindicalista Luiz Fernando ajudou a enfrentar inclusive e também os delegados sacanas que chamaram o exército para invadir a própria casa.
Como diretor do SINPEF-RS , Luiz Fernando participou de várias Assembléias dos SINPEFs, FENAPEF e CONAPEFs , sempre falando da sua contrariedade como os delegados tratavam os agentes , escrivães e papiloscopistas . Almoçava conosco. Dormia conosco. Sofria as perseguições e as sacanagens que os delegados faziam conosco.
Era um guerreiro como sindicalista. Odiava os delegados como nós odiamos hoje, sabia que a função de delegado da polícia federal era supérflua no órgão. Sabia e falava que o inquérito policial é uma excrescência que só existe no Brasil como instrução criminal. Cansou de falar isso.
Quando ficou sub judice para ser nomeado delegado, foi perseguido pelos delegados da ANP e direção geral da PF, exatamente por ter sido sindicalista e APF. O SINPEF e a FENAPEF ajudaram ele a ser nomeado delegado.
Como delegado montou uma equipe de agentes e escrivães no RS e não dava bola para delegados. Fez junto com os colegas um brilhante trabalho na DRE. Os não delegados confiavam nele.
No Final de 2001, já com o Lula eleito presidente, mas não empossado, o Luiz Fernando procurou a FENAPEF e marcou uma reunião comigo ( eu era o presidente da FENAPEF) , no apartamento da Federação situado no Sudoeste de Brasília . Isso aconteceu em um domingo. ( Lembra Luizão !)
Lá conversamos sobre a possibilidade de eu ser nomeado diretor ou ele, já que o José Dirceu havia aventado essa possibilidade. Firmamos um acordo que iríamos agir, ele e a FENAPEF e todos os SINPEFs de comum acordo, um dando apoio para o outro e todos com a promessa de fazer uma verdadeira revolução na PF, mudando tudo que estivesse errado no órgão, inclusive a carreira policial federal.
Não conseguimos ser nomeados, nem ele nem eu, mas conseguimos colocá-lo logo adiante na Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJ. Lá ele nomeou só agente e escrivão para a sua assessoria, inclusive o APF-RUBIN como seu substituto. Como não acreditar em um delegado que faz isso?
Reuníamos-nos com muita freqüência com ele na SENASP-MJ, mesmo com a nossa guerra contra o Lacerda do Tuma, o qual fazia de tudo para derrubar Luiz Fernando da SENASP, mas nós não deixávamos. Brigávamos por ele.
Quando o Lacerda saiu a FENAPEF foi consultada sobre o nome do Luiz Fernando para DG da PF. Quem poderia ser contra o Luiz Fernando, ex-APF, parceiro, ex-sindicalista e amigo que sofreu o que nós sofremos e que havia prometido mudar a PF?
Ao tomar posse como Diretor Geral da PF , já percebemos que o PODER havia furado seu cerebelo , o Bulbo e o encéfalo todo. Não levou nenhum assessor dele da SENASP para o DPF ( depois de anos levou um EPF para uma função sem chefia maior). Esqueceu seus amigos do RS, do sindicalismo, da FENAPEF, da SENASP e se aliou com a garotada, delegados novos sedentos por poder.
Alijou os antigos ( inclusive delegados) e todos que faziam ele lembrar que havia sido sindicalista guerreiro e APF. VOLTOU-SE contra tudo que a FENAPEF fazia.
Tirou o resto das pequenas chefias que ainda existiam para EPAs ( Escrivães, Papis e Agentes) . Colocou delegado até em chefia de cantinas. Entupiu a PF de delegados com concursos desnecessários. Se aliou a ADPF( Associação dos Delegados) , mesmo que ela havia sido contra sua nomeação de DG, por ser novo.
Criou uma Lei Orgânica que nem o morto Tuma ou o vivo Lacerda foi capaz de criar. Uma verdadeira barreira entre EPAs e delegados. Esse projeto de Lei é chamado de Torre de Babel.
Puniu sindicalistas por atos de greve. Cortou ponto de grevistas. Puniu EPAs por coisas que nunca puniu e nem deixa punir um delegado.
Virou as costas para todos os amigos e até os amigos gaúchos, coisa impensável para Brasil !
Acabou e desonrou todos os acordos que havia feito com a FENAPEF e seus amigos, apenas para se manter no cargo e falar com o presidente da República de plantão de vez em quando.
LUIZ FERNANDO CORRÊA, pelo poder e pelo seu próprio umbigo, jogou no lixo e esqueceu repentinamente de tudo que antes acreditava e pregava.
Por essas e outras:
ELE é OU Não é um TREMENDO TRAIDOR ?
Postado por BLOG DO GARISTO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL

PROFESSOR E CORONEL

Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PEC 549/2006 - UM TREM DA ALEGRIA - SEGURANÇA PÚBLICA É COISA SÉRIA.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS:
Diga NÃO ao trem da alegria
A Federação Nacional dos Policiais Federais vem a público denunciar a tentativa de criação de um novo "trem da alegria" no Brasil. Trata-se da Proposta de Emenda à Constituição nº 549/2006, que transforma a atividade policial dos delegados em "carreira jurídica" e equipara, num passe de mágica, os salários dos delegados da Polícia Federal e das Polícias Civis aos dos membros do Ministério Público.
Num tempo quando sociedade e governantes discutem políticas para a segurança pública, a PEC 549 - ou qualquer outra iniciativa com objetivo de criar a malfadada carreira jurídica para os delegados de polícia - é um trem da alegria que trafega na contramão da história. Não passa de um projeto meramente coorporativista, que visa beneficiar os ocupantes de um único cargo, exatamente aquele no topo das instituições policiais.
Com certeza, não será essa medida que resgatará a motivação, a auto-estima e a dignidade da maioria esmagadora dos demais servidores, que integram a carreira policial e formam a base das instituições, cujo trabalho cotidiano é o enfrentamento direto à criminalidade e à violência.
O impacto nas finanças públicas, das já combalidas finanças dos estados, será mortal. Do dia para noite, em alguns casos, o salário inicial do delegado passará do valor de R$ 5 mil para mais de R$ 25 mil.
Segundo dados de 2008, do governo de Minas Gerais, publicados pelo jornal "O Globo", o impacto, se aprovada a emenda, seria de R$ 250 milhões/ano nos cofres do estado. Há uma emenda, incluindo também os policiais militares, que elevaria este gasto a mais de R$ 1 bilhão/ano.
Os policiais federais reconhecem que os salários dos delegados das polícias civis em alguns estados, como São Paulo e Pará, não fazem jus ao que qualquer profissional de segurança pública deveria receber. Mas, assim como delegados, escrivães, agentes e papiloscopistas também estão com seus vencimentos corroídos.
No Brasil, o salário médio de um delegado de Polícia Civil gira em torno dos R$ 6 mil. Já o salário médio de um investigador ou escrivão não passa dos R$ 2 mil. Ora, se as duas classes estão com vencimentos muito aquém do merecido, por que reajustar um para R$ 25 mil e deixar o outro sem nada?
A tal carreira jurídica significa a criação de um fosso intransponível, tanto nas polícias civis quanto na Polícia Federal. De um lado, delegados premiados do dia para noite com subsídios de juízes, procuradores e promotores. De outro, uma massa de policiais mal pagos, destinatários das mesmas cobranças por um serviço de segurança pública de qualidade aos cidadãos.
A Federação Nacional dos Policiais Federais ressalta que não há um único país do do mundo onde a atividade policial seja considerada carreira jurídica. A polícia é uma carreira só e, por isso, seus servidores devem ser tratados de maneira igual.
Se delegados de polícia querem ter salários e prerrogativas de promotores de Justiça e procuradores da República devem fazer concurso para estes cargos, mas não valer-se de uma PEC ou de qualquer outro expediente para promover um trem da alegria, às custas do dinheiro do cidadão brasileiro.
Por uma segurança pública de qualidade!
VOTE NÃO À PEC 549
fonte: http://www.fenapef.org.br/fenapef/
Eleito votarei contra.
Como proporei o fim do acesso externo para o cargo de delegado de polícia.
Penso que todas as instituições policiais devam ter uma PORTA ÚNICA de entrada, valorizando a qualificação, a experiência profissional e a ascensão interna.
Temo que os delegados caminhem para ficar no LIMBO nesta tentativa, pois caso passem para o mundo jurídico deixarão de ser policiais e nada justificará a sua presença em delegacias, que poderão passar a ser "comissariados".
Os interesses corporativos não podem continuar prevalecendo, temos que discutir segurança pública com seriedade e baseados unicamente no INTERESSE PÚBLICO.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 15 de agosto de 2010

TERMO CIRCUNSTANCIADO, LOGO AS POLÍCIAS MILITARES DE TODO BRASIL ESTARÃO CONFECCIONANDO.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS POLICIAIS FEDERAIS (FENAPEF)
Justiça
14/08/2010
Mandado
PM de São Paulo volta a lavrar Termo Circunstanciado.
A FENEME (Federação Nacional de Entidades Oficiais Militares Estaduais) e a AOPM (Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo) obtiveram do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, através de decisão do Juiz de Direito, Keniche Koyama, um Mandado de Segurança que permite aos policiais militares a lavratura do Termo Circunstanciado nas ocorrências de menor poder ofensivo em todo estado.
Com essa medida, a resolução nº 233 de 09/09/09, expedida pela Secretaria de Segurança Pública, foi anulada por ser considerada ilegal, atentar contra a Constituição Brasileira, e ir contra os interesses da sociedade.
Veja o mandado de segurança
Fonte: Agência Fenapef
O Rio de Janeiro, o estado mais atrasado na segurança pública, que paga os piores salários do Brasil, deve ser o último no qual a Polícia Militar confeccionará o TCO.
Quem sofre com esse atraso é o povo fluminense, mas quem liga para o povo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 1 de julho de 2010

INQUÉRITO POLICIAL: DADOS PROBATÓRIOS DE SUA INEFICÁCIA.

FENAPEF.
Opinião
Inquérito policial: dados probatórios de sua ineficácia

Por: João Evandro Vilar Borges e Alberto Lima de Almeida
Não é de hoje que se discute o papel do inquérito policial no bojo do sistema de persecução criminal. Apesar de as apurações atinentes às infrações penais estarem sempre e em qualquer país sob responsabilidade de uma instituição pública denominada polícia, as legislações que cuidam da matéria apresentam significativas distinções, dependendo – lógico – do grau de desenvolvimento econômico, do processo histórico vivido e da realidade social presente em cada nação.
No Brasil, o inquérito policial é herança de uma sociedade ultraconservadora, auto-crática e calcada ainda em valores medievais. Resultado: a apuração criminal tornou-se pouco eficaz e excessivamente burocratizada, sem a contrapartida de ser utilizada como meio de prova eficiente no processo. Essa desmedida burocratização tornou o inquérito policial lento e demasiadamente formal, indo de encontro com sua finalidade maior: a cele-ridade e o aproveitamento da situação de fato, para um levantamento de evidências robustas e úteis à ação penal subseqüente.
Para embasar cientificamente a tese da ineficácia ou pouca utilidade do inquérito policial, buscou-se arrimo em dados oficiais colhidos no âmbito da Superintendência da Polícia Federal no Estado do Rio Grande do Norte, através do Sinpro – Sistema Nacional de Procedimentos e Siscart – Sistema Cartorário.
Vale salientar que tais sistemas informatizados são extremamente confiáveis, visto que todos os procedimentos instaurados na esfera da Polícia Federal são lançados e atua-lizados por intermédio desses sistemas. Acrescente-se, outrossim, que a pesquisa teve como parâmetro os dados fornecidos por uma instituição que ainda é tida como competente – devido o seu aparato tecnológico e sua mão-de-obra qualificada. Certamente, os números que poderão ser coletados em outras instituições policiais devem ser alarmantes!
É cediço pelos profissionais de segurança pública que o modelo atual do inquérito – eivado de formalismos inúteis e injustificáveis à investigação – além de pecar pela morosi-dade, há de se questionar acerca de sua proficiência, tendo em vista os irrisórios percentuais de condenações dele decorrentes (ver gráfico I).
Ademais, esse modelo ainda sobrecarrega as polícias judiciárias que, contando com reduzido efetivo, ainda são obrigadas a dispensar uma parte significativa de seus policiais em atividades cartorárias e documentais, desnecessárias, considerando que o IPL é mera peça de informação criminal (denominação mais adequada que inquérito e já utilizada por alguns magistrados)
Leia a íntegra (gráficos).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SINAIS PREOCUPANTES - LEI ORGÂNICA DA POLÍCIA FEDERAL OU ESTATUTO? - AGENTE MARCOS VINÍCIO WINK.

Sinais preocupantes
Lei orgânica da Polícia Federal ou Estatuto?
Por: Marcos Vinício Wink
Hoje, 16 de novembro, houve uma solenidade comemorativa ao dia do policial federal, no edifício sede do DPF. Na oportunidade, o diretor-geral deu algumas informações de interesse da categoria, as quais eram justas demandas da FENAPEF e seus sindicatos. Comunicou também, o interesse pessoal do Presidente da República em assinar documento encaminhando o anteprojeto de Lei Orgânica ao Congresso Nacional.
Um trecho do discurso do diretor-geral, no entanto, trouxe uma enorme preocupação aos policiais. Segundo ele, “em paralelo à Lei Orgânica, continuam as gestões para reestruturação da PF, que se encontram em nível avançado“. O que o Diretor quis dizer com isso? Será que o Estatuto dos Delegados será encaminhado apartado, ficando para trás o projeto de reestruturação com a tabela? Parece-nos que sim. E aí senhor diretor, o que seria isso, senão uma tremenda TRAIÇÃO?
O pacote completo já não atendia aos anseios da categoria, visto que foi rejeitado na última AGE da Fenapef. A nós policiais, restava um trabalho no parlamento, com objetivo de melhorar uma série de dispositivos, principalmente no que diz respeito às atribuições.
É fato que as entidades dos delegados exerceram forte pressão no sentido de que o projeto de reestruturação e a conseqüente tabela não andassem. Caso isso se confirme, vossa senhoria demonstrará ter sucumbido à pressão, e, por via de conseqüência, terá cometido o maior ato de traição levado a efeito por um diretor contra os policiais federais.
Em seu discurso, houve o pedido de união. Mas em prol do que? Melhorar as vidas dos delegados? A quem devemos nos unir? Eu não tenho dúvidas que cem por cento dos policiais não delegados dirão que devemos nos unir ao Ministério Público. Quem sabe seja por aí. Certamente os Procuradores saberão nos respeitar, diferente do que acontece hoje em nossa própria casa.
Ou quem sabe, Sr diretor, ao invés de nos unir, façamos aquilo que muitos querem, ou seja, dividir. Policiais para um lado, tentando prestar segurança à sociedade, e delegados para outro, fazendo seus “inquéritos”, festinhas patrocinadas e brigas incessantes pela isonomia com as carreiras jurídicas.
Resta-nos apelar ao Ministro da Justiça, que entendeu e atendeu demandas importantes como a do reenquadramento, das remoções ex-ofício para não delegados e a reestruturação dos servidores administrativos.
Caso não consigamos barrar o encaminhamento desse anteprojeto dos delegados, desde já, conclamo a todos os policiais federais para que façamos uma ofensiva no Congresso Nacional e lá acabemos com esse estatuto dos delegados, que não merece outro lugar, senão para onde tantos outros já foram: A LATA DO LIXO.
Marcos Vinício Wink é presidente da Fenapef.
Fonte: Agência Fenapef.
Um dos maiores erros do sistema policial brasileiro foi a criação de uma porta de entrada para o topo das carreiras das políciais investigativas (Polícias Federais e Civis) permitindo o acesso direto para "não policiais".
Obviamente, isso não poderia dar certo, como não deu, criando duas carreiras dentro das instituições, cada uma com interesses próprios e contribuindo para a ineficiência dos processos investigativos, como demonstram as taxas de elucidação de delitos.
A divisão entre as duas categorias é evidente e lembra a situação dos Oficiais e dos Praças nas Políciais Militares e nos Corpos de Bombeiros.
Nas instituições militares também existe esse problema, duas portas de entrada, porém ele minimizado pelo fato da entrada nas academias permitir apenas o acesso ao meio da escala hierárquica e não ao topo como nas políciais investigativas.
Urge que reformulemos o sistema policial para que possamos construir uma segurança pública de qualidade e esse equívoco deve ser sanado de imediato, com a existência de uma entrada única na base das carreiras.
Assim, quem quiser ganhar como promotor, defensor ou juiz, que faça o respectivo concurso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de novembro de 2009

CIDADÃO BRASILEIRO LEIA COM ATENÇÃO.

Um modelo brasileiro de Estatísticas Criminais.
Conforme habitualmente acontece nos Estados Unidos da América (EUA) a cada ano, o Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou no último dia 14 de setembro de 2009 seu relatório anual ‘Crime nos Estados Unidos’. Tal documento provê informações referentes ao resultado das análises de dados de ocorrências policiais coligidos em 2008, com origem em aproximadamente 17.800 instituições policiais daquele país (federais, estaduais, de condado, municipais e tribais) (No Brail alguns insistem que a solução é unificar as Polícias, quando a verdade é que a solução passa pela adoção do ciclo completo nas Polícias, como ocorre nas milhares de Polícias Americanas). O bureau investigativo federal norte-americano abre sua nota de imprensa com a manchete, ‘Índices de Criminalidade Mais baixos em 2008’ – ‘O declínio do crime mesmo em tempos econômicos difíceis’. O relatório, obviamente, fornece comparações das estatísticas de cada ano (2008) com as do ano imediatamente anterior (2007) e séries históricas recentes com as de períodos passados.
O índice de maior decréscimo no período considerado foi de furtos de veículos -- -12,7%, seguido de índices decrescentes de menores dimensões, caso dos homicídios (-3,9%), incêndios (-2,6) roubos (-1,6%) e furtos (0,3%). O acréscimo apontado refere-se a arrombamentos, com um acréscimo de 2,0%.
O documento síntese publicado pelo FBI parece contrapor o que é bastante difundido no Brasil atual acerca da existência de uma necessária relação, ‘certa e inescapável’, entre crime e a violência, com gênese primordial de cunho econômico-social, conforme amplamente aventado na recente 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública – 2009 – promovida pelo Ministério da Justiça e sua Secretaria Nacional de Segurança Pública. É clássica a referência internacional a outras variáveis causais do crime e violência, tendo a Índia como um 'paradigma reverso'.
O FBI, em sua síntese, refere textualmente que, “Desemprego, juros, estresse – estão todos em crescimento, na medida em que a economia dos EUA é atingida adversamente por uma guinada negativa”. E segue, “O que não está em crescimento, entretanto, é o crime, de acordo com as estatísticas compiladas pelo FBI e que mostram um declínio geral, ao longo da nação, de crimes violentos contra a pessoa e delitos contra o patrimônio”.
Uma conclusão importante do estudo, talvez indicadora de uma tendência também global e brasileira, é a de que das 14.180 vítimas de homicídio (Apenas no Rio de janeiro, no período de janeiro de 2009 a setembro de 2009 - 9 meses - ocorreram 4.460 homicídios dolosos), 2.428 (17,1%) pertenciam ao grupo etário de 20 a 24 anos. Também significativa é a conclusão de que das 14.005.615 prisões efetuadas (três de cada quatro delas de indivíduos do sexo masculino), 1.702.537 (12,1%) aconteceram por conta de delitos relacionados com drogas ilícitas, razão atual do maior número de prisões naquele país. Os percentuais de esclarecimento de homicídios norte-americanos, misticamente citados como dos melhores no mundo (no Brasil inclusive...), apontaram uma cifra medíocre de 63,6% em 2008.
Em uma associação simplista, fruto de um ‘primeiro olhar’, parece ficar sugerido existir alguma relação significativa, multicausal, envolvendo como variável tipológica penal os homicídios, como motivação o trafico e consumo de drogas ilícitas e como atores indivíduos jovens do sexo masculino.
O sistema Uniform Crime Report (UCR), do qual derivam os dados que informam os estudos e conclusões do relatório anual 2009 -- ‘Crime na América’, referente aos dados de 2008, foi instituído nos EUA pelo seu Poder Legislativo ainda na década de 1920. É marcante o fato de que o UCR seja administrado desde então pelo FBI, com forte participação da International Association of Chiefs of Police (IACP), organização-não-governamental técnica da área de gestão policial. Isso talvez explique a consistência com que vem sendo aplicada a metodologia de Análise Criminal nos estudos e conclusões respectivas (por cerca de oito décadas), ao que parece, de maneira não-enviesada em relação às alternâncias ideológicas de governo próprias de uma nação democrática.
Professor Doutor George Felipe de Lima Dantas.
Fonte: Agência Fenapef.
Fizemos inserções grafadas em vermelho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

SINDICATO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - NOTA - DIVULGAÇÃO.

Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal
no Estado do Rio de Janeiro
GUERRA NO RIO
A Resposta da Polícia Federal

Após a Manifestação do colega Luiz Amado Machado, aqui da SR/DPF/RJ, citando a apatia da Policia Federal, frente aos fatos graves que vêm ocorrendo na área de segurança pública em nossa cidade, a Superintendência do DPF no RJ, de imediato, tomou uma atitude, sabe qual?
RELOTOU o APF Amado, retirando-o da DRE. É essa polícia que nós vivemos hoje. É essa polícia que a sociedade tem hoje. Que polícia é essa?
A categoria policial federal, representada pelo SSDPF/RJ, endossa todos os termos da manifestação originária, e envidará esforços contra qualquer tipo de ato de retaliação.
Diretoria Executiva SSDPF/RJ - Matéria.
30.10.2009
Para o bem do povo e a felicidade geral da nação as Instituições Policiais Brasileiras precisam bradar os seus gritos de independência com urgência, rompendo as algemas que mantém essas Polícias subjulgadas por essa politicagem que está destruindo o Brail.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 4 de outubro de 2009

OS DELEGADOS NÃO GOSTARAM...

EMAIL RECEBIDO:
Revolta
A exaltação das trevas
A Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio Grande do Sul nomeou o agente de Polícia Federal, Anselmo Amorim Porto, novo chefe da Delegacia de Segurança Privada no Estado. Ao nomear o agente federal para a função, o superintendente regional, Ildo Gasparetto, agiu como um administrador moderno: escolheu para chefiar uma delegacia um quadro que julgou competente e com condições para executar a tarefa. Mas, os delegados não pensam da mesma maneira.Em nota publicada em seu site, a Associação dos Delegados da Polícia Federal faz uma ode ao retrocesso. Segundo a entidade, a nomeação de um agente federal para chefiar a DELESP “é um precedente negativo para os Delegados de Polícia Federal oriundo da Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Sul”. Traduzindo: não importa a competência. O que interessa é ser autoridade.Mais do que fazer uma defesa de um modelo administrativo moldado na carteirada, o texto constrói um muro que divide os que devem chefiar e aqueles que devem obedecer como acontecia no mundo da idade média.Não haverá um Departamento de Polícia Federal moderno, como quer o diretor-geral, se continuar imperando no interior do órgão visões obtusas que dividem policiais por castas e não por competências. Crer, como crê a ADPF, que uma das prerrogativas do Delegado de Polícia Federal é chefiar é mais do que corporativismo: é falta de inteligência.Por fim deixamos aqui nossa homenagem ao agente federal, Anselmo Amorim Porto, que assume a chefia da DELESP/RS. Da mesma forma, queremos saudar o Superintendente Ildo Gasparetto que dá uma demonstração que é possível, dentro do DPF, escolher para postos chaves pessoas com as qualidades que a função requer, independente do cargo que ocupam.
Fonte: Agência Fenapef.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

POLÍCIA FEDERAL: MAIS UMA! DE GREVE EM GREVE OS POLICIAIS FEDERAIS CONSEGUIRAM O MELHOR SALÁRIO DAS POLÍCIAS BRASILEIRAS.

JORNAL O DIA:
Policiais Federais vão parar na quarta-feira
Policiais federais de todo o País preparam paralisação para a próxima quarta-feira, dia 30. O objetivo da categoria é reivindicar mudanças no plano de carreira. Estão programados protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília, organizados ...
pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
Os policiais cobram ovo enquadramento de escrivães, papiloscopistas e agentes que ingressaram na PF por meio de concurso público realizado em 2004. No edital, havia previsão de que os aprovados entrariam na segunda classe da carreira, mas, depois de fazerem o curso de formação, a Direção Geral da PF decidiu criar uma terceira classe e enquadrou os novos policiais nessa categoria, na qual os salários foram rebaixados em cerca de R$ 1 mil. Para os sindicatos, trata-se de uma injustiça que precisa ser corrigida.Os policiais federais cobram também da Direção Geral a Lei Orgânica da PF.
Vamos torcer para o nosso secretário aderir...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ORDEM DOS POLICIAIS DO BRASIL.

Policiais vão criar Ordem dos Policiais do Brasil.
28/09/2009 14:54
Conjur/CBJr.
Policiais federais, rodoviários federais, civis e militares, de todo o Brasil, vão
anunciar na quarta-feira (30/9) a criação da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB), que pode ser análoga a OAB. A votação para a presidência e diretoria do novo órgão ocorre, contudo, apenas no dia 30 de outubro. A ideia é que um milhão de policiais de todo o país sejam filiados à OPB.
O anúncio da OPB será feito em meio à greve geral da Polícia Federal, marcada em todo o Brasil também para esta quarta-feira (30/9). A greve é comandada pela Fenapef, a Federação Nacional dos Policiais Federais, uma entidade que congrega 13 mil policiais federais em todo o Brasil. A criação da OPB tem também amplo apoio da Confederação Nacional dos Policiais Civis.
A ideia da OPB foi do agente federal Francisco Carlos Garisto, consultor e fundador da Fenapef, cuja vida ora é filmada por Mauro Lima, que dirigiu o filme “Meu Nome não é Johnny”. Garisto diz que o anúncio da Ordem dos Policiais do Brasil foi deliberadamente marcado para o dia da greve geral da PF. “A greve mostrará que o atual governo está no descaso com a PF. A grita da greve será “Fora Diretor- Geral”, porque o diretor da PF nos persegue, e o ministro da Justiça nos ignora. Veja: o governo contratou novos dois mil agentes, disse que lhes pagaria, como manda o estatuto da categoria, salário de policiais de segunda classe, mas lhes paga o de terceira, e economia assim, não cumprindo o estatuto, cerca de 800 reais por cabeça”.
Garisto sustenta que a segurança pública do Brasil “está falida” e revela que uma das maiores bandeiras da OPB será “ou acabar ou reformular radicalmente o inquérito
policial, porque apenas 10% deles resultam em punição efetiva e 90% resultam na mais pura impunidade”. Garisto também adianta que a nova Ordem dos Policiais do Brasil vai ter um sistema de votação análogo ao Mercado Comum Europeu e ao Mercosul. “Cada ano a OPB será comandada por uma entidade de classe diferente”.
Garisto também salienta que o segundo passo da OPB será a criação de um partido político, a ser chamado de Partido Nacional da Segurança Pública. “A categoria cansou de ver no poder, sobretudo no atual governo, uma série de “ólogos”: antropólogos, sociólogos, que nada entendem de segurança pública. Também cansamos de ver deputados e senadores que se dizem especialistas na segurança pública. Vamos batalhar, com esse um milhão de policiais da Ordem dos Policiais do Brasil a carreira única para todas as polícias, o teto salarial comum, a lista tríplice votada para os secretários de segurança pública de todo o Brasil. Queremos acabar com carreiristas que fazem inquéritos pela metade e depois viram políticos, e é óbvio que estou falando do delegado federal Protógenes Queiroz”, diz Garisto.
http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=558933
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

INSTITUIÇÕES POLICIAIS DO BRASIL - O INÍCIO DE UMA LUTA DE MÃOS DADAS.

Pauta comum.
Alagoas sedia encontro de polícias entre 23 e 24 de setembro.
Policiais federais, rodoviários federais, civis e militares se reúnem nos dias 23 e 24 de setembro em Maceió, Alagoas no 1º Encontro Nacional das Polícias do Brasil. O ato é o primeiro passo para unificação de algumas lutas dos policiais em nível nacional, entre elas a democratização nas polícias brasileiras.O encontro, promovido pela Fenapef, será realizado na sede do Sindicato dos Policiais Federais em Alagoas tem como pauta a lista tríplice para escolha dos dirigentes das polícias; ciclo completo de polícia; carreira única; extinção do inquérito policial entre outras. Além de representantes de sindicatos de policiais federais, participam do encontro entidades de policiais de todo o Brasil.
Fonte: Agência Fenapef.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO