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segunda-feira, 28 de março de 2011

CONCURSO PARA OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR - ANCELMO GOES DIVULGA PROBLEMAS - PARABÉNS!

O GLOBO
Ancelmo Goes
Enviado por Daniel Brunet - 28.3.2011 - 17h43m.
Concurso da PM
Confusão oficial
O concurso para oficial da PM está dando o que falar e a Casa Civil do estado estuda uma solução para a polêmica. É que, neste ano, cada candidato teve que desembolsar cerca de R$ 1 mil com exames médicos. A cobrança, no entanto, é ilegal, já que a Lei 4932/2006, da deputada Andreia Zito (PSDB)determina que o Estado providencie os laudos gratuitamente. Candidatos reprovados vão à Justiça pedir o dinheiro de volta.
E vejam só... a Psychemedics Brasil foi uma das escolhidas pela PM e coletou material para exames toxicológicos no centro de recrutamento. Só este serviço fez 450 candidatos gastarem, ao todo, R$ 135 mil.
Se não bastasse, um dos aspirantes, sargento do Exército, recebeu atestado de aprovação no concurso. No documento, o responsável pelo concurso da PM, tenente-coronel Paulo Frederico Borges Caldas, pedia ao Exército que ele fosse desligado e, assim, pudesse entrar para a academia de polícia. O candidato pediu demissão do serviço militar, mas descobriu, dias depois, que não seria aproveitado pela PM.
No mais, o tenente-coronel não está mais comandando o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP). Nesta semana, ele deve assumir o 23º BPM (Leblon).
COMENTO:
O nosso espaço democrático divulgou esses fatos e parabenizamos o jornalista e o jornal O Globo pela investigação.
Salvo melhor juízo, todos os candidatos devem receber a devolução das importâncias gastas nos exames médicos.
Cabe destacar que a cobrança também está ocorrendo no concurso para o Curso de Formação de Soldados, onde o número de aprovados é muito maior.
Torcemos para que o problema que teria ocorrido no concurso para o Curso de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros também seja investigado, afinal caso seja confirmado estaremos diante de um grande escândalo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 26 de fevereiro de 2011

RIO: O PM COMEÇA A SE ENDIVIDAR NO CONCURSO E NO CURSO DE FORMAÇÃO.

Ser Policial Militar no Rio de Janeiro é muito difícil, os salários são miseráveis, as condições de trabalho muito ruins e os riscos de morte enormes, tanto no serviço, quanto na folga.
Ontem, mais um PM foi assassinado quando estava de folga (leia).
Apesar dessas verdades, o número de candidatos para ingressar na PMERJ é muito grande, chegando a ultrapassar os 50.000 candidatos nos concursos para o Curso de Formação de Soldados (CFSd), afinal o emprego oferecido é público e as provas para ingresso fáceis.
A jornalista Berenice Seara publica neste sábado matéria sobre o custo que cada candidato tem que arcar para a realização dos exames médicos, pois a Polícia Militar não pode mais realizar os exames, considerando que com a abertura das portas da corporação (facilitação das provas), os aprovados passaram a ser mais de 40.000 na prova escrita.
Cada candidato terá que gastar cerca de R$ 1.200,00 nos exames médicos.
O pior é que os problemas não acabam por aí para quem deseja entrar na Polícia Militar.
Os aprovados e matriculados no CFSd ficam por três ou quatro meses sem receberem o pagamento, em razão dos problemas da burocracia estatal, o que faz com que comecem a vida se endividando nos empréstimos oferecidos nos próprios quartéis da Polícia Militar.
Começa já na formação uma relação que os Policiais Militares levam por toda via, a relação com as financeiras.
Hoje é comum o fato de um PM novato ter dois ou três empréstimos corroendo o salário famélico.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

RIO DE JANEIRO: CONCURSO PARA SOLDADO DA PM ESTÁ DANDO O QUE FALAR.

O concurso para o Curso de Formação de Soldados (CFSd) da PMERJ está dando o que falar, como a mídia já noticiou.
O atual foi um dos concursos mais fáceis para ingresso na corporação, obedecendo ao interesse político de formar o maior número de Soldados de Polícia no menor tempo possível (Operação Portas Abertas), mas tal facilidade parece que está se complicando na divulgação dos resultados da Prova Escrita, a primeira etapa do concurso.
No intuito de auxiliar os candidatos que têm enviado emails e comentários, passo a fazer uma breve análise do problema da média para a classificação final, com base no Edital do concurso.
A Prova Escrita foi composta por uma Prova Objetiva e uma Prova de Redação.
Vamos ao Edital.
7.4. Prova Objetiva
a) A Prova Objetiva conterá 40 (quarenta) questões do tipo múltipla escolha e será composta das seguintes disciplinas, a saber: Português, História do Brasil, Geografia do Rio de Janeiro, Direitos Humanos, Sociologia, Noções de Informática e Legislação de Trânsito. A disciplina de Português conterá 10 (dez) questões valendo 1,00 (um) ponto cada, totalizando 10,0 (dez) pontos no total. As demais disciplinas conterão 5 (cinco) questões valendo 1,0 (um) ponto cada, totalizando 5,0 pontos em cada disciplina. Para APROVAÇÃO, o candidato deverá obter média global de 50% (cinqüenta por cento) do total da Prova Objetiva e da Redação, não podendo obter nota zero em nenhuma disciplina.
COMENTO:
O que fica claro: a prova objetiva vale 40,00 (quarenta) pontos e para ser APROVADO o candidato deve acertar a metade, sem zerar nenhuma disciplina.
O valor da Redação está definido no seguinte item do Edital.
7.5. Prova de Redação.
c) A prova de Redação terá caráter eliminatório e valerá 10 (dez) pontos, sendo considerado aprovado o candidato que obtiver nota final igual ou superior a 5,0 (cinco inteiros).
COMENTO:
Diante do escrito, temos então 40 (quarenta) pontos para a Prova Objetiva e 10 (dez) pontos para a Prova de Redação.
Sinceramente, penso que o valor da Prova de Redação foi muito pequeno, considerando a importância dela no certame.
Resta-nos descobrir como será obtida a média final, que definirá a ordem de classificação no concurso e que parece estar trazendo alguma confusão, o que está previsto no próximo item.
9. Resultado Final e Classificação da Prova Escrita.
9.2. A classificação final será obtida pela média aritmética da prova Objetiva e de Redação.
COMENTO:
Salvo melhor juízo, não existe como complicar esse cálculo.
Quem gabaritou (acertou tudo) fez 40 pontos na Objetiva e 10 pontos na Redação, totalizando 50 pontos e passando com a média 25 (máxima).
O candidato que cumpriu o mínimo para aprovação fez 20 pontos na Objetiva e 5 na Redação, totalizando 25 pontos e passando com a média 12,5 (mínima).
Certamente, soa meio estranho provas que não tenham como valor máximo 100 (cem) pontos, mas isso não chega a ser um complicador, aplicando o previsto no edital.
Um dos emails que recebi contém as seguintes informações:
“(...) fiz o concurso da PM 2010 e tirei uma boa nota, 35 na objetiva e 5.50 na redação, porém estou sendo prejudicado com a situação que o Sr está sabendo. Eles não estão respeitando o EDITAL no que diz que todas as notas serão somadas para apresentar uma média aritmética, (...) candidatos conhecidos meus que tiveram notas piores que a minha e estão na minha frente, me deixando fora da minha real classificação e me colocando muito distante, entre os 6000. Um exemplo, tenho um colega que tirou 33 na objetiva e 7 na redação, outro tirou 29 objetiva e 7 na redação, jamais os dois estariam na minha frente, porém foi o que aconteceu, o primeiro está entre os 1000 primeiros e o outro entre os 1500 primeiros. Como pode? (...).
Apliquemos o contido no Edital para os três candidatos:
Candidato 1) 35 pontos + 5,5 pontos = 40,5 pontos.
Média = 20,25.
Candidato 2) 33 pontos + 7 pontos = 40 pontos.
Média = 20,0.
Candidato 3) 29 pontos + 7 pontos = 36 pontos.
Média = 18 pontos.
Obviamente, o candidato que mandou o email deveria estar na frente dos outros dois.
Diante do exposto, penso que a Polícia Militar deveria explicar publicamente se existe uma outra forma de interpretar o Edital do Concurso para o CFSd/2010 ou se a corporação apenas está descumprindo o Edital, como fez com o Edital do CFSd/2008, quando não respeitou os candidatos que passaram para os municípios do interior, os quais até hoje ainda estão contra vontade trabalhando no Município do Rio de Janeiro.
No tocante aos candidatos que se julgarem prejudicados, o poder judiciário é o caminho correto, caso os recursos não sejam atendidos pela PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A LUTA PELO FIM DO CONCURSO EXTERNO PARA DELEGADO - UMA VITÓRIA.

Escrevo com frequência que o modelo do sistema de segurança pública brasileiro é anacrônico e ineficaz, único no mundo civilizado, repleto de erros.
Uma das aberrações mais fáceis de identificar e de resolver são os concursos externos para Cadete (Aluno Oficial) das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, assim como, para delegado da Polícia Federal e das Polícias Civis.
Por razões mais que óbvias, esses concursos devem ser internos, compondo a ascensão funcional das categorias e não externos, permitindo que alienígenas assumam funções de mando nas instituições policiais.
A seguir, uma vitória na luta para mudar essa realidade perversa para o povo brasileiro.
AGÊNCIA FENAPEF
Bessa chama deputados de covardes.

A passagem do deputado Laerte Bessa (PSC-DF) pela relatoria da Comissão Especial da Lei Orgânica acabou de forma deprimente na tarde desta quarta-feira, 15. O parlamentar chamou os deputados que não quiseram votar seu parecer de covardes. Além disso, ele voltou a afirmar que seu relatório foi feito de forma consensual entre as categorias. Bessa encerrou sua declaração à rádio Câmara dizendo que uma pequena parte dos agentes da Polícia Federal se opôs ao texto porque querem ser delegados sem fazer concurso.
Uma coisa que não se pode negar é que o delegado e deputado não reeleito Laerte Bessa é um homem de posições. Aliado do ex-governador ficha suja Joaquim Roriz e, segundo o Jornal Estado de São Paulo, envolvido com esquema de emendas para entidades fantasmas, Bessa até tentou disfarçar, mas demonstrou estar ao lado da classe a qual representa e disposto a deixar a estrutura das polícias do jeito que está.
Por isso é de estranhar que o deputado não reeleito tente confundir a opinião pública dizendo que os agentes, escrivães e papiloscopistas queiram ser delegados sem concurso. Durante todas as audiências públicas ficou claro que esses servidores buscam valorização de suas funções dentro das polícias. Em seu relatório final ele não acatou nenhuma sugestão dos policiais, desprezando a experiência e o conhecimento desses servidores que, a depender dele e do DPF, devem somente carregar CPU´s de computador.
Além de atropelar a verdade, Laerte Bessa deu uma demonstração de ser pouco afeito a democracia. Contrariado por não ter conseguido empurrar seu arremedo de relatório adiante, ele jogou a culpa em deputados e policiais. Mais uma fez errou.
Mas, como não foi reeleito, agora o deputado terá bastante tempo livre para pensar na forma como conduziu seu trabalho e, quem sabe, apreender alguma coisa.
Fonte: Agência Fenapef
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

POLÍCIA MILITAR - CONCURSO MANTIDO.

JORNAL O DIA
Concurso da PM será mantido
Candidata teria pedido recurso e página não teria sido alterada
PEDRO DE FIGUEIREDO
Rio - O concurso para o curso de soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro será mantido mesmo após as denúncias publicadas pelo O DIA no sábado. O comunicado foi feito pelo Centro de Recrutamento e Seleção de Praças em nota oficial divulgada na tarde desta segunda-feira.
>> LEIA MAIS: PM admite erro em concurso
>> LEIA MAIS: Candidato aprovado em concurso da PM é um e-mail
Segundo o comando do Centro, responsável pela prova, a candidata de nome "Renata", que teria sido classificada para a segunda fase, mesmo zerando algumas provas, havia entrado com recurso e teria tido resposta positiva.
De acordo com a PM, a confusão ocorreu, já que a página com as notas da candidata não teria sido atualizada. Na prova, "Renata" teria gabaritado Direitos Humanos e acertado quatro questões em geografia do Rio de Janeiro e três em história, ambas as provas com cinco questões cada (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 1 de abril de 2009

JUSTIÇA COMUM JULGA EXONERAÇÃO DE PM.

EMAIL RECEBIDO:
Justiça comum julga exoneração de PM.
Cabe à Justiça comum analisar a exoneração de policial militar que descumpriu edital de concurso. O entendimento é da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça. Para a Turma, a Justiça Militar não tem competência para julgar casos de natureza não-disciplinar.
O conflito de competência começou quando um candidato entrou com mandado de segurança contra sua exoneração e o cancelamento de sua matrícula no Curso Técnico de Segurança Pública, em Minas Gerais. A penalidade foi aplicada por ter sido identificado indiciamento do candidato em inquéritos policiais, informação omitida no preencimento do formulário de matrícula.
O edital previa, textualmente, que “a declaração e a apresentação de documentos ou informações falsos ou inexatos, determinará o cancelamento da matrícula e a anulação de todos os atos dela decorrentes, em qualquer época, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas cabíveis”.
Para o ministro relator, o desembargador convocado Celso Limongi, as regras militares não podem incidir no caso. Isso porque o candidato ainda não estava incorporado efetivamente ao quadro da Polícia Militar de Minas Gerais, o que só ocorreria ao final de todas as etapas do curso. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO