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domingo, 20 de fevereiro de 2011

POLÍCIA CIVIL: GRAVÍSSIMAS E NOVAS DENÚNCIAS.

JORNAL A TRIBUNA RJ
Máfia dos táxis tem participação de “pessoas chaves de Niterói”

Publicado em: 17/02/2011
Texto: Soraya Batista
Pouco tempo após a aposentadoria, o ex-delegado Luiz Antônio Buzinaro, 51 anos, resolveu revelar o real motivo de seu afastamento da 76ª DP, da qual foi titular por quase dois anos. Em uma entrevista exclusiva para o jornal A TRIBUNA, Buzinaro contou sobre os bastidores da Polícia Civil, como muitos policiais ganhavam o cargo de delegados, mesmo sem muito tempo de experiência, através de amizades com políticos e com outras chefias dentro da própria polícia. O ex-delegado também revelou a falta de estrutura administrativa dentro das delegacias, o que pode atrapalhar os inquéritos, a falta de efetivo policial na Delegacia de Niterói. E depois de um ano, Buzinaro finalmente revela fatos sobre a morte de Adhemar Reis e admite que pessoas envolvidas com o poder de Niterói estão ligadas ao caso.
Muitos estranharam a sua repentina aposentadoria, já que não é comum um delegado se aposentar na sua idade. Qual o foi o real motivo para o senhor se aposentar?
Minha aposentadoria começou a dois anos e pouco, quando eu cansei de brigar. Eu só vejo na polícia coincidências: muitos poucos são promovidos pela sua capacidade, a maioria porque são amigos, por interesses pessoais. Você não tem uma valorização do profissional na polícia, você tem um monte de coincidências. A única hora que essa turma se afastou do poder desde a época do Hélio Luz, foi no governo Benedita, quando o Zaqueu Teixeira (delegado e ex-chefe de polícia) assumiu. Foi a única vez que eu vi desvincular a política, e a polícia chegou a um nível que a população adorava. Criamos as capturas (delegacias), colocamos mais carros nas ruas, mostrávamos como eram feitas as investigações na época . Aí volta essa canalhice toda, venda de delegacia. Isso causa estranheza porque nenhum delegado entrega a 76ª. Eu entrego.
O que de fato acontecia na 76ª DP?
A 76ª DP não tem condições de funcionar. Primeiro ela não tem espaço físico, segundo ela não tem funcionários. Uma delegacia que há 20 anos tinha 150 policiais hoje tem 40, tinha seis delegados hoje tem um, não funciona. Você pode trabalhar 24 horas por dia, que seu trabalho sempre está atrasado. É impossível trabalhar. E eu não vejo um chefe de polícia pedir concurso. Em 82 a polícia tinha 22 mil homens hoje tem oito mil e pouco. A instituição faliu, essa é a realidade.
O senhor tinha alguma dificuldade em realizar as investigações na 76ª DP?
Não, o diretor do DPI, o doutor Antônio Carlos me dava carta branca na delegacia. Ele valorizava o profissional, fazia o possível, mas o impossível não tinha como fazer. Veja a delegacia legal da 76ª DP. Inauguraram a delegacia pró-forma , ela não está funcionando. E na hora que funcionar não vai durar seis meses, ela vai falir, dar um nó se manter essa estrutura que tem hoje. Não tem condições, uma Delegacia Legal como a 76ª DP, com menos de 80 homens lotados, não vai funcionar. Vai funcionar no início, porque não vai ter um acervo cartorário, mas depois de alguns meses já vai estar com mais de mil inquéritos e vai dar um nó. Para você ter uma noção, na inauguração ainda não tinham computadores, eu coloquei os computadores velhos, com o logo da nova delegacia para dizer alguma coisa. Até o dia em que eu sai, não tinha computadores.
Como eram as contratações na delegacia?
Quando abrem para concursos para delegados, abrem só 100 vagas. A gente precisa de mil delegados e só passa 20. Vou te dar um exemplo: abriam um concurso com duas mil vagas, mas as pessoas que passam só vão entrar dois anos depois. E quando elas entrarem, mais pessoas vão ter saído. Então a polícia sempre vai precisar de gente. E também eu não vejo pessoas galgarem certos cargos por competência e sim por amizade. E isso bato em cima.
Você chegava a reclamar sobre a situação da delegacia?
Falava, mandava expediente, mas nada era feito. E as coincidências continuavam. Há muita coisa errada, nem as promoções por bravura são certas. Um delegado foi promovido por bravura porque participou de uma operação em que um delegado foi baleado. Eu tomei dois tiros e nunca ganhei nada. Essas pecúnias, é tudo apadrinhado, são todos que tem amigo. Quem está trabalhando na rua mesmo não ganha nada. Tem escrivão que ganhou por bravura, tem 150% de pecúnia, porque manteve o cartório arrumado, que é função dele. É bravura ou é gratificação, para dar de graça assim? Mas isso vem lá de trás. É isso que eu brigo na polícia, o fim dessa falta de organização.
Um dos casos mais famosos durante a sua atuação como delegado da 76ª DP, foi o assassinato de Adhemar Reis. Como está indo o inquérito? O que o senhor pode dizer sobre o caso?
O inquérito está andando e se deixarem a Draco trabalhar, todos vão ter uma surpresa um dia. Hoje, eu posso te dizer que há duas coisa na vida: qualidade e quantidade. Se você quer uma coisa de qualidade, com os recursos que tem, vai demorar mais. Esse caso envolve uma gama muito grande de pessoas aqui de Niterói na corrupção. Não diria exatamente ligados a morte do Adhemar. Como eu e ele estávamos investigando essa máfia de táxis, levantou-se a suspeita que a morte dele estaria ligada aos táxis, mas conforme a gente foi investigando, fomos descobrindo que não era isso. Fomos mantendo a imprensa com essa “capa da liberdade”, para ficar em cima dessa hipótese e não chegar a lugar nenhum, nem descobrir nada. Eu espero muito assistir o desenrolar desse caso.
O senhor poderia dizer que há pessoas do poder envolvidas?
Tem muita gente envolvida, a estrutura municipal de concessão de táxi está errada, e é exatamente isso que interessa a investigação. Até que ponto é ignorância e até que ponto é interesse. Estão envolvidas pessoas que são pontos chaves no município, que estão ligadas a ele e que também pertencem a sociedade de Niterói. E só você ter paciência que você vai ver o resultado
Em relação os recentes acontecimentos na Polícia civil, consequências da operação Guilhotina, o senhor já tinha conhecimento que isso estava para estourar antes de se aposentar?
Sim. O Allan bateu na reportagem porque disse que não sabia de nada disso. É mentira. Todo mundo sabia na polícia desde agosto. Tava pra explodir. Todo mundo sabe que o Allan foi diretor da DPE (Delegacia de Polícias Especializadas), na gestão Álvaro (Lins), todo mundo sabe que o Jader Amaral era “cupincha” de Álvaro, todo mundo sabe que o Jader Amaral estava na 22ª DP. Porque dois dias antes de estourar a 22ª DP nessa operação, transferiram o Jader para a 38ª DP? É coincidência? Eu não acredito em coincidência. Acho que é preciso investigar.
O senhor disse que todos já sabiam dessa operação desde agosto, porque isso só estourou agora?
Primeiro foi por causa das eleições, para não criar uma crise na polícia próxima a essa data. Depois veio aquele problema de queimar carro, do Comando Vermelho, e veio se arrastando. Culminou agora, com a operação. Mas como eu disse, eu já sabia desde agosto Tem gente falando que não sabia de nada, mas sabia sim, todo mundo sabia. Quando houve a reformulação na chefia de polícia, já havia uma escuta que chegava até a chefia de polícia. Isso era comentado nas esquinas da polícia. Até eu aqui na 76, que é longe, sabia dos fatos.
Como era sua relação com o Allan Turnowski?
Não tinha uma relação com ele. Era bom dia, boa tarde, boa noite. Uma coisa completamente profissional , eu só respondia aos meus diretores. Dizem quem o Allan renunciou ao cargo, mas na verdade, ele foi retirado. Ele implantou coisas na polícia, isso é verdade, mas eu não aceito o modo dele administrar na mesma linha que a de Álvaro e do Hélio Luz. Valoriza-se inspetores de polícia em pontos chaves para ter informações para coordenar. Tem inspetores daquela época que coordenam especializadas. Por exemplo tem uma invasão no Morro do Alemão, a Delegacia de Cargas está lá. O que a delegacia de cargas tem a ver com o morro? Eles tem que investigar roubo de caminhão. Hoje você tem pessoas que eram do grupo e continuam pelo grupo, desde a época de Hélio Luz, do grupo Astras. Eu lembro que teve uma época, eu fui para a 23 ª DP, com o Amim (ex-delegado), e lá tinha um grupo desses. Em uma sala tinha um grupo de inspetores que eram diretamente ligados ao chefe de polícia, e não eram subordinados ao titular da delegacia. O Amin assumiu a 23ª e eu vim dois dias depois ser substituto dele. Ele chamou e disse ‘Pessoal, sai todo mundo daqui, que eu não quero ninguém aqui’ e no dia seguinte transferiram 13 ou 14 policiais da chefia do Amim, e ele acabou infartando. Então o inspetor mandava mais que o delegado. E a gente continua vendo isso até hoje. Agora que a Marta Rocha está na chefia, talvez isso possa mudar. Confio no trabalho dela, mas acho que ela terá que tomar algumas decisões. Senão não vai adiantar.
O senhor acha que o governador é conivente com essa situação?
Eu acho que ele não sabe o que está acontecendo. Sérgio Cabral é jornalista, ele não tem uma formação policial. Ele botou um secretário de segurança, o Beltrame, que é um cara competente, mas é gaúcho. Ele estava na polícia federal com um outro tipo de polícia, e não conhece as peculiaridades de uma polícia civil da segunda capital do Brasil . O que está acontecendo é que pega-se o instituto da polícia e rasga-se e joga fora. Aí você vê um cara ser lotado em uma chefia, em dois três anos, já de primeira. E o policial que está ralando só depois de 10, 15 anos consegue uma promoção. Você vê as promoções de merecimento na polícia. O que eles fizeram pra ganhar isso, quais foram as grandes investigações? Ganha porque é amigo, Chegava ao ponto que na época do Álvaro, faziam reuniões, viravam e diziam ‘Vai ter promoção para delegado, corram atrás dos seus políticos’. Isso é maneira de trabalhar? É preciso que separem a política, se isso não for feito, não vai funcionar.
Isso mudou na época do Allan Turnowski?
Não mudou nada. Continua a mesma coisa , sempre foi isso. E eu sou contra o acesso. O que é o acesso: o policial chega no final de carreira , faz uma emenda para voltar. E é feito um concurso interno para galgá-lo para uma classe superior. Geralmente inspetor poderia fazer prova para delegado. Eu sou contra isso, porque pra você chegar até a primeira (classe), você tem que ser um bonequinho, dizer amém para todo mundo, porque se você contestar é mal visto. Eu não sou assim. Se havia uma delegacia problemática, eles diziam ‘ vamos chamar o Buzinaro’. Eu ia, mas para eu consertar tinha que dizer não a um monte de gente, criar caso com uma porrada de gente. E na hora de sair uma promoção, sai para o outro. E ele entrava rindo, porque ganhou fácil.
Você já perdeu alguma promoção por causa da sua personalidade?
Várias. Na última promoção que teve por exemplo, em que o Jader foi promovido. Houve comentários, insinuações que uma vaga seria minha, que eu ia assumir uma regional, mas na hora... Eu iniciei uma investigação aqui e algumas pessoas tiveram que responder a inquérito administrativo, porque estavam envolvidas em certas situações aqui em Niterói. Um deles era ligado ao Allan Turnowski, com certeza. E isso desagradou ao chefe. Não posso dizer quem é, até porque ele é um bom profissional como policial, mas se for investigar o patrimônio dele... Ele é um cara que sabe trabalhar sabe fazer uma operação de rua, pena que esteja indo por esse caminho.
O que mais desagrada ao senhor na estrutura da polícia?
Uma das coisas que eu mais me debato é o trabalho escravo na polícia civil. Quase metade do salário do policial são gratificações, se ele tirar uma licença prêmio, se ele se aposentar, ele perde. É gratificação de delegacia legal, é gratificação de Copa do Mundo, que somando tudo, dá quase 50% do salário dele. Mas se ele tirar uma licença prêmio, que é um direito do funcionário público ele perde. Então ele não fica doente, e se fica continua a trabalhar, até morrer. Tem policial com 60 anos na delegacia e não pode nem se aposentar. Isso é escravidão. Aí o policial ganha 3 mil e se aposenta com 1.500. Se ele morre, a viúva recebe R$ 750,00, vai fazer o que da vida com esse dinheiro? O policial morre na capital, a polícia paga o enterro, se morre no interior, por exemplo, em Silva Jardim, não paga. O policial da capital é diferente do policial do interior?
Esse é o pior problema para a delegacia para o senhor?
Sim, acho que a falta de estrutura é o pior problema. Você não tem mais estrutura profissional, você não tem mais estrutura administrativa, cada chefe que assume, toma uma postura: ‘eu gosto de você, então você vai ter isso, eu não gosto de você então você não vai ter nada’. Sem saber seu serviço, sem saber sua competência. Mas isso acontece desde o Hélio Luz. O governador escolhe dentro da polícia um delegado que é afeto dele ou chegado a política dele, até por partido, então vira política. Eu acho que deveria ter um pouco mais de discernimento. Não pode vir amanhã um governador que não goste de polícia, ficar cinco ou seis anos sem dar aumento para a polícia, como aconteceu. Na época do governador Moreira Franco eu passei a ganhar dois salários mínimos, mas quando eu entrei ganhava 15, foi uma queda no meu salário. Hoje eu já recuperei, mas grande parte vem das gratificações. Hoje tem um policial que ganha gratificação de R350,00, tem policial que ganha R$ 750,00 e tem policial que ganha R$ 1.000,00, de acordo com a lotação dele, fazendo o mesmo serviço. A de Niterói é a mais barata ganha R$ 350,00. Não poderia haver essa diferença.
Outra cisa que me desagrada é essa onde de pegar o policial, parar a viatura na rua para revistar. Isso é desmoralizar a polícia. Todo mundo sabe onde está o câncer da instituição. Nós somos obrigados a todo ano entregar declarações de bens na polícia. E só pegarem as declarações e você vê quem é quem. Eu tenho um carro pequeno, mas tem gente aí que tem carro de R$ 150 mil. Hoje é fácil você investigar a polícia.
Na sua opinião, a polícia está preparada para combater o crime em Niterói?
Está, 90% da polícia Civil está preparada para combater o crime, só não tem estrutura. Eu tenho um setor de investigação, que na época só tinha cinco policiais, para duas mil investigações. Não dava para trabalhar assim, não tinha como investigar. Hoje a 76ª DP deve ter uma base de seis mil inquéritos, fora as investigações, para um delegado. Eu não conseguia fazer o meu trabalho da forma que eu gostaria. Eu não tinha como ler todos os inquéritos em três meses, era impossível. Mas isso não acontece só em Niterói. Teve um inquérito importante que eu fiquei triste em não concluir, que foram os dos prostíbulos. Inclusive que eu pedi em reunião com o Oliveira, que foi preso agora, para fazer uma operação, e estava só esperando a vez de Niterói chegar. Eu pedi a prefeitura para desapropriar os dois prédios, até de modo informal. A segurança não pode se feita apenas pela delegacia, ela também tem que ser feita pelo poder público.
COMENTO:
A entrevista por si só merece a instauração de pelo menos um Inquérito Policial, vamos aguardar para ver o que vai acontecer.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MENTIRA.

É muito triste assistir elogios para Picciani (PMDB) na TV, pousando ao seu lado nas placas, por parte de quem sempre criticou o governo do PMDB. Imagino o constragimento dos eleitores, aliás devem estar perdendo muitos, diariamente.
Pior é assistir na TV a propaganda de Picciani (PMDB) afirmando que a derrocada de Álvaro Lins (PMDB) começou na ALERJ, onde perdeu o mandato.
Na verdade, a ALERJ foi pressionada para agir contra Álvaro Lins (PMDB), após a polícia ter exposto todas as acusações contra ele.
É contra esses políticos que nós devemos lutar.
Sem honestidade e ética na política, o Brasil continuará caminhando para a cleptocracia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 4 de setembro de 2010

SÉRGIO CABRAL (PMDB) + ÁLVARO LINS (PMDB).

O GLOBO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

NÃO SEI!

Sinceramente, não sei qual a relação existente entre Sérgio Cabral e Álvaro Lins.
A única coisa que conheço é o que todos sabem, o que foi veiculado pela mídia, a participação dos dois em conjunto na campanha eleitoral de 2006. Álvaro Lins era chefe da Polícia Civil do governo do PMDB e concorreu ao cargo de deputado estadual, enquanto Sérgio Cabral concorreu ao governdo, sendo ambos do PMDB. Na época, Cabral avalizou o caráter de Álvaro Lins publicamente, conforme comprova vídeo que circula pela internet.
No cenário da segurança pública fluminense, o tráfico de drogas era reprimido e as milícias ganhavam terreno.
Sinteticamente, eis o que eu sei.
Assistam Sérgio Cabral (PMDB) avalizando o caráter de Álvaro Lins (PMDB):

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SÉRGIO CABRAL (PMDB) DESMORALIZADO NA TV.

Jeferson Moura acaba de desmoralizar Sérgio Cabral (PMDB) exibindo vídeo no qual Sérgio Cabral (PMDB) atesta o caráter de Álvaro Lins (PMDB).
Que laços ligavam (ligam) Sérgio Cabral (PMDB) e Álvaro Lins?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

RECORDAR É VIVER: TIJUCA TÊNIS CLUBE - CAMPANHA ELEITORAL DE 2006.

Cidadão fluminense, você não pode votar sem assistir esse vídeo.
Ele é imprescindível.

"Só se faz segurança pública com servidores públicos bem pagos"
(Sérgio Cabral - 2006)
"Ter na Assembléia um deputado com a inteligência,
vibração, energia e caráter de ..." (6:05 minutos).

(Sérgio Cabral - 2006)
O vídeo foi editado, o nome de Álvaro Lins foi cortado, da fala de Cabral, mas percebe-se que ele é o citado por Sérgio Cabral (PMDB), pois Lins está sentando novamente após ter sido aplaudido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 21 de fevereiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

SÃO PAULO: 30% DOS DELEGADOS DA POLÍCIA CIVIL ESTÃO SENDO INVESTIGADOS.

Assustador!
Um dado que expressa a dimensão que alcançou a prática de desvios de conduta (crimes e transgressões disciplinares) nas instituições policiais brasileiras, o Jornal da Record acabou de noticiar que segundo a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, 800 (oitocentos) delegados estão sendo investigados, quase 30% do total.
Pergunta-se: O que o povo pode esperar de uma instituição doente com essa gravidade?
Um dos crimes citados foi a extorsão.
Isso é muito preocupante e demonstra que precisamos investir seriamente no controle externo e interno da atividade policial, o que no Rio de Janeiro também não é prioritário, como demonstra o enfraquecimento da Corregedoria Interna da Polícia Militar.
Não custa lembrar que no Rio de Janeiro, um ex-Chefe da Polícia Civil está sendo investigado por lotear delegacias da Polícia Civil, infelizmente, os delegados que teriam comprado os lotes ainda não foram identificados, tudo está indo para a conta de quem vendeu, enquanto quem comprou...
Isso vai mudar, mais cedo, mais tarde...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 7 de novembro de 2009

GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) - PESQUISA DE OPINIÃO.


Ontem prosseguimos com a nossa pesquisa de opinião sobre o governo Sérgio Cabral, realizando a terceira coleta de dados no Centro do Rio de Janeiro (Cinelândia), obedecendo a mesma metodologia anterior (conheça).
Os entrevistados respondiam a pergunta:
- Cidadão, você APROVA ou REPROVA o governo Sérgio Cabral?
Os resultados das três pesquisas somadas revelam:
- REPROVAÇÃO: 72,86%.
- APROVAÇÃO: 14,75%.
- SEM OPINIÃO FORMADA: 12,39%.
Nessa pesquisa não utilizamos o expediente de perguntar para os que estavam em dúvida para responder se eles avaliavam positivamente a segurança, a saúde e a educação públicas, o que aumentou muito a reprovação do governo na pesquisa anterior.
Alguns entrevistados concordaram em gravar depoimento os quais já estão sendo publicados nesse espaço democrático.
Um aspecto interessante a ser destacado foi o fato de que alguns que pararam para conversar com o entrevistador e que defendiam o governo Sérgio Cabral, invariavelmente faziam comparações com o governo Garotinho, polarizando a discussão.
O fato de Álvaro Lins ter sido Chefe de Polícia foi citado como aspecto negativo dos governos Garotinho e Rosinha Garotinho.
A eles o organizador desse blog lembrou que Sérgio Cabral (1), Marcelo Itagiba (4), Dornelles (2) e Álvaro Lins (3) fizeram campanha juntos em 2006.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 31 de julho de 2009

POLÍTICA FLUMINENSE - RECORDAR É VIVER - ELEIÇÕES 2006.

ELEIÇÕES 2006 - CANDIDATOS:
1) Sérgio Cabral.
2) Francisco Dornelles.
3) Álvaro Lins.
4) Marcelo Itagiba.O "JUNTOS SOMOS FORTES!" DO JEITO DELES...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 26 de maio de 2009

NO REINO ENCANTADO DO RIO DE JANEIRO...

O GLOBO:
LIBERDADE.
JUSTIÇA CONCEDE HABEAS CORPUS AO EX-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL ÁLVARO LINS.
BRASÍLIA E RIO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado estadual Álvaro Lins (clique e leia).

POLÊMICA.
PAES: PAINÉIS DA RIO 2016 NÃO SÃO OUTDOORS E VÃO CONTINUAR.
RIO - Os painéis instalados ao longo da Linha Vermelha, em apoio à Rio 2016 irão continuar nos locais (clique e leia).

O DIA:
GUERRA DO RIO.
RIO - Arrastão a luz do dia no bairro de Botafogo (clique e leia).

JORNAL DO BRASIL:
Milícia desafia ocupação no Batan com ameaças, diz tenente.
Felipe Sáles, Jornal do Brasil.
RIO - "Embora o Morro Dona Marta, em Botafogo, seja a menina dos olhos do governo do estado, as outras experiências em políticas de pacificação em andamento revelam que os morros Chapéu-Mangueira e Babilônia, no Leme – últimos a receberem o projeto – deverão passar por um processo cujo resultado, além de longo, ainda é uma incógnita. Na Favela do Batan, em Realengo, por exemplo – onde jornalistas do jornal O Dia foram torturados por milicianos em maio do ano passado – a milícia voltou a tentar se infiltrar. Segundo o tenente do Bope, Wolney de Paula, atual presidente da associação de moradores e morador da região há 28 anos, isso o obrigou a contar até com escolta policiais à paisana armados com fuzis, embora a comunidade esteja pacificada. Já a Cidade de Deus – cuja Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) abrange apenas metade da região – registrou nos últimos cinco meses cerca de 130 prisões em flagrante – quase uma por dia.
Depois de presenciar a ação tanto do tráfico quanto da milícia, o tenente Wolney, 57 anos – que trabalha diariamente no Bope – assumiu em 11 de junho o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) concebido sob uma nova ótica pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Seseg). A unidade foi composta por 12 policiais que moram na própria região. Em 22 de junho, ele assumiu a associação com base em 560 assinaturas e tornou-se o principal interlocutor da comunidade junto ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
As ameaças, segundo ele, começaram em dezembro, depois que a Seseg, por meio de convênio, implantou na comunidade a TV a cabo a preços populares. Segundo Wolney, emissários de Odnei Fernando da Silva – que já estava preso há cinco meses acusado de chefiar a milícia no local e torturar os jornalistas – sugeriram que se retomasse a TV a cabo clandestina.
– Expliquei que não havia como haver ilegalidade onde a legalidade se fazia presente. Depois pessoas ficaram rondando minha casa, mas tudo sempre de forma velada, não havia como dar voz de prisão. Mas por determinação da Seseg, dois policiais do Bope passaram a fazer minha escolta 24 horas por dia. Hoje alguns membros da milícia estão presos, mas há muitos amigos do Odnei aqui e sempre há o receio de que, com os conhecimentos dele, a milícia tente se reinfiltrar.
Há três meses, o PPC deu lugar à UPP, sob o comando do capitão Eliézer de Oliveira. A unidade conta com 55 policiais e cinco viaturas, além de policiamento a pé. As últimas ocorrências foram relacionadas ao trânsito e brigas de família motivadas por bebida alcoólica. O comandante orientou o comércio a fechar à meia-noite e respeitar a Lei do Silêncio. Vários projetos sociais são tocados junto com a associação de moradores, embora Eliézer se apresse a separar os trabalhos da UPP com os da associação.
– O tenente Wolney é PM da ativa e tem a sua escolta, mas uma coisa é o policiamento comunitário, outra é a associação de moradores – explicou.
Já a Cidade de Deus conta com 180 policiais divididos em quatro turnos. A UPP da comunidade responde apenas pelas quadras 13 e 15, segundo o subcomandante da unidade, tenente Diego Senna. O restante – as localidades Karatê e Apartamento – ficam por conta do 18º BPM (Jacarepaguá), que desloca cerca de 50 policiais por dia para a região.
– Basicamente nosso trabalho é baseado em denúncias de moradores – contou Senna. – Divulgamos panfletos e tentamos reaproximar a população da polícia com aulas de futebol e ginástica para a terceira idade.
Desde janeiro foram feitas cerca de 130 prisões em flagrante, segundo o comandante do 18º BPM, tenente-coronel Luigi Gato, o que só por isso já diferencia as ações nas demais comunidades. Luigi lista, por exemplo, o isolamento da comunidade e a densidade demográfica (na ordem de 130 mil pessoas, contra 50 mil no Dona Marta), além dos 40 anos de abandono e da cultura intrínseca de tráfico de drogas e dependentes químicos difundida de pai para filho.
– Aqui é um processo muito mais demorado, não há a menor comparação. Temos uma cultura a combater – explicou. – Não dá para dizer que o tráfico saiu de lá, mas não é mais ostensivo. Está pacificado. Mas também não quer dizer que não vai haver problemas. Aqui somos literalmente uma cidade".
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 2 de maio de 2009

REVISTA ISTO É - O ESQUEMA VIP DO JUDICIÁRIO.

EMAIL RECEBIDO:
REVISTA ISTO É.
EXCLUSIVO.
O ESQUEMA VIP DO JUDICIÁRIO.
Contrariando uma norma do STJ o ministro Carlos Alberto Direito, do STF, fazia uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
DOZE PEDIDOS.
Documentos do STJ mostram que a família de Direito solicitou upgrade à Air France e "atendimento especial" à Receita e à PF
ANTIGOS PRIVILÉGIOS.
FAVOR PARA O FILHO.
Pedido de atendimento especial à Receita, à PF e à Infraero para Carlos Gustavo Direito e a mulher, Theresa, que chegavam de Paris.
Na mesma semana em que a Câmara dos Deputados se viu pressionada pela opinião pública a acabar com a chamada "farra das passagens aéreas", documentos obtidos com exclusividade por ISTO É demonstram que, na Esplanada dos Ministérios, a obtenção de privilégios pessoais ou para parentes, graças à função pública, não estava restrita ao Legislativo.
Doze ofícios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, revelam que familiares e amigos do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF), tinham acesso a um esquema VIP nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
Assim, era possível ir a Paris numa classe superior à determinada pela passagem e voltar de Miami sem passar pelos trâmites impostos pela Receita Federal aos cidadãos comuns, que muitas vezes se veem obrigados a abrir as malas nos saguões de desembarque.
Familiares e amigos do ministro também não ficavam nas filas que antecedem os equipamentos de raio X da Polícia Federal e tinham franqueado acesso a áreas restritas do aeroporto.
O Superior Tribunal de Justiça tem, no Rio de Janeiro e em São Paulo, representações destinadas a facilitar o deslocamento dos ministros quando estão a serviço da corte.
Direito foi ministro do Superior Tribunal de Justiça durante 11 anos, mas em agosto de 2007 o presidente Lula o indicou para o Supremo Tribunal Federal. Direito, contudo, continuou a usar a estrutura do outro tribunal para facilitar o trânsito da mulher, dos filhos, da nora e de amigos no Aeroporto Internacional do Galeão.
Em 10 de fevereiro do ano passado, por exemplo, Carlos Gustavo Vianna Direito, juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e sua mulher, Theresa Direito, chegaram ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, às 7h25. Viajaram no voo 0442 da Air France, procedente de Paris. Três dias antes, em 7 de fevereiro, o ofício 018/08 do Superior Tribunal de Justiça, informava ao inspetor-chefe da Receita Federal no aeroporto, Elis Marcio Rodrigues e Silva, que Carlos Gustavo é filho de Carlos Alberto Menezes Direito, ministro do Supremo Tribunal Federal, e solicitava que ele e a mulher recebessem "atendimento especial para o desembarque".
O documento do STJ pede ainda que tanto o ministro Direito como sua esposa, Wanda, possam ter acesso "à área restrita do aeroporto" para se encontrar com o casal. No mesmo dia, o então chefe da representação do Superior Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro, Wagner Cristiano Moretzsohn, expediu outros dois ofícios. O de número 017/08 foi encaminhado a Paulo Roberto Falcão Ribeiro, delegado da Polícia Federal no aeroporto Antônio Carlos Jobim, e o de número 016/08 teve como destinatária a coordenadora de comunicação social da Infraero no aeroporto, Izabel Iria D'Abbadia. O conteúdo deles é idêntico ao que fora encaminhado à Receita Federal. "Os documentos mostram que, a pedido do tribunal, esses passageiros podem ter saído do avião e entrado em um carro sem passar pela alfândega ou mesmo pelo terminal do aeroporto", explicou à ISTOÉ um funcionário da Infraero no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Em 17 de julho do ano passado, Moretzsohn encaminhou um outro ofício do Superior Tribunal de Justiça ao inspetor-chefe da Receita no Aeroporto Antônio Carlos Jobim. Nele, o ex-chefe de representação do STJ no Rio solicita "atendimento especial" para a promotora de Justiça Luciana Direito, filha do ministro do STF, e também pede para que o pai ministro possa ter acesso à área restrita do aeroporto. "Não existe na legislação previsão sobre atendimento especial no embarque ou desembarque para autoridades, seus filhos ou amigos", disse à ISTOÉ Valéria Barbosa, chefe de comunicação social da Receita Federal em Brasília.
Luciana desembarcou às 8h05 do vôo 0247 da British Airlines, procedente de Londres, em 21 de julho do ano passado. A chegada da promotora Luciana ao Brasil contou com os mesmos privilégios dados em fevereiro a seu irmão e a sua cunhada. Além da Receita, ofícios com conteúdo semelhantes foram encaminhados pelo STJ aos representantes da Polícia Federal e da Infraero no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. "Os parentes dos ministros costumam chegar de viagem carregando cinco ou seis malas gigantes e passam direto pela alfândega", disse à ISTOÉ uma fiscal da Receita Federal no aeroporto Antônio Carlos Jobim, na tarde da terça-feira 28.
NORMA DESRESPEITADA.
Além de contrariar a legislação da Receita, os pedidos oficiais em nome do ministro Direito feriram também uma norma interna do STJ. A resolução número 02/2008, assinada pelo presidente Cesar Asfor Rocha, em 29 de outubro do ano passado, estabelece "rotinas administrativas para os serviços de embarque e desembarque dos ministros do Tribunal e para o uso dos serviços das representações no Rio de Janeiro e em São Paulo".
No artigo 1º, Asfor Rocha determina que os "serviços relativos ao embarque e desembarque serão privativos dos ministros em atividade, dos aposentados e dos respectivos cônjuges". Nenhuma referência é feita a autoridades de outros tribunais ou a filhos, parentes e amigos dos ministros. Em seguida, determina que "apenas com expressa autorização do presidente os serviços poderão ser estendidos a outras pessoas".
Apesar da resolução interna, Direito continuou usando os privilégios para favorecer parentes. Em 25 de novembro, ofícios do STJ encaminhados à Receita e à Polícia Federal pediam "atendimento especial para o desembarque" de Wanda Direito, mulher do ministro do STF. Ela vinha de Londres, no voo 0249 da British Airlines que pousou no Rio na noite de 27 de novembro, exatos 28 dias depois da assinatura da resolução que limitava o serviço aos magistrados do STJ. Na semana passada, um colega de Direito no STF revelou à ISTOÉ que ele tem insistido para que o Supremo monte estruturas de apoio no Rio e em São Paulo nos moldes das existentes no STJ.
Os documentos agora revelados por ISTOÉ também comprovam privilégios concedidos a parentes e amigos do ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça. Em 1º de novembro do ano passado, portanto depois da determinação de Asfor Rocha, a filha do ministro, Mariana Fux, e a juíza federal Débora Blaishman desembarcaram do voo 8085, da TAM, procedente de Paris. Ofícios do STJ encaminhados à Receita Federal, à Polícia Federal, à Infraero e à TAM, em 31 de outubro, solicitam que ambas tenham "atendimento especial" no desembarque.
Mudança de classe - O cidadão comum, que paga religiosamente seus impostos, precisa amargar horas e horas nos saguões dos aeroportos em uma rotina que passa por enormes filas de check-in, revistas de agentes da Polícia Federal e inspeções da alfândega. Mas os parentes e amigos dos ministros Direito e Fux não só passam ao largo desse ritual incômodo como ganham até a oportunidade de mudar a classe da sua passagem, o que no jargão das companhias aéreas se chama de "upgrade".
No dia 9 de dezembro do ano passado, por exemplo, o representante do STJ no Rio cita Luiz Fux para pedir os privilégios costumeiros a uma amiga da filha do ministro. Assim, tanto a Polícia Federal quanto a Infraero recebem a solicitação de "atendimento especial" para o embarque da juíza Débora Blaishman, amiga de Mariana Fux. Mas o STJ também encaminhou o ofício 116/08. Ele foi destinado ao gerente da American Airlines no aeroporto Antônio Carlos Jobim, Herlichy Bastos. No documento, o então chefe da representação do tribunal no Rio de Janeiro solicita que "seja providenciado 'special service', 'upgrade' e acesso à sala VIP da companhia" para a amiga da filha do ministro. No dia seguinte, 10 de dezembro, a juíza Débora Blaishman embarcou às 23h35 no voo 0990 da American Airlines, com destino a Miami.
O "atendimento especial" pedido em dezembro do ano passado para a amiga da família Fux atenta contra a norma administrativa do próprio STJ. Mas a solicitação de "upgrade e acesso à sala VIP" endereçada à companhia aérea pode vir a gerar questionamentos na hora do julgamento de diversos processos no STJ. Consulta feita no site do tribunal onde Fux é ministro mostra que a American Airlines é parte em 178 ações.
Em 3 de dezembro de 2008, o gerente da Air France no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, Antônio Jorge Assunção, recebeu o ofício 112/08 do STJ. No documento, é solicitado que Carlos Gustavo Vianna Direito, filho do ministro do STF, e a juíza Daniella Alvarez Prado tenham acesso à sala VIP da companhia aérea, "atendimento especial e check-in com assento no up deck" do voo 0447 com destino a Paris.
Up deck é a nominação do pavimento superior do Boeing 747 usado na ocasião pela Air France em voos intercontinentais.
Segundo um funcionário da companhia, era lá que ficava a primeira classe. Em valores atuais, uma passagem Rio-Paris-Rio varia de R$ 3.800 a R$ 6.200 na classe econômica, custa cerca de R$ 9.000 na executiva e R$ 19.600 na primeira classe. A Air France, segundo informação contida nos sites dos tribunais, é parte em 111 processos no STJ e em 50 no Supremo Tribunal Federal. Três deles encontram-se sob a responsabilidade do ministro Direito, cujo nome consta no ofício 112/08, expedido depois da entrada em vigor da norma do presidente Cesar Asfor Rocha, limitando este privilégio apenas aos ministros do STJ e suas esposas.
Na tarde da quarta-feira, 29 de abril, ISTO É entrou em contato com o gabinete de Direito e também com a assessoria de imprensa do STF, mas não conseguiu ouvir o ministro. "Não era coisa específica minha, era coisa do Tribunal. Talvez fosse derivada do relacionamento do chefe da representação do STJ no Rio com os funcionários do aeroporto", disse o ministro Fux referindo- se a Moretzsohn.
"ATENDIMENTO ESPECIAL " Ofício do STJ pediu à Receita, à PF e à Infraero para facilitar o trânsito de Wanda, mulher de Direito, que chegava de Londres
Durante a ditadura militar, Carlos Alberto Direito ocupou a chefia de gabinete do ministro da Educação, Nei Braga. No governo Sarney, foi presidente da Casa da Moeda do Brasil. Chegou a desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por indicação do ex-governador Moreira Franco e depois foi para o STJ durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 28 de agosto de 2007, já na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, Direito foi escolhido para a vaga de Sepúlveda Pertence no Supremo Tribunal Federal. Ao ser sabatinado para a mais alta corte de Justiça do País, ele passou pelo constrangimento de ouvir uma pergunta do falecido senador Jefferson Peres (PDT-AM) sobre um episódio antigo, que envolvia seu filho.
Direito participou no STJ da votação de um processo milionário contra a Petrobras, em que o filho Carlos Gustavo atuou como estagiário do escritório que representava a parte contrária à estatal. A ação tinha sido movida pela empresa Porto Seguro e a Petrobras chegou a ser condenada a indenizar a seguradora em US$ 3,4 bilhões e a pagar US$ 681 milhões para o escritório que representou a Porto Seguro e no qual trabalhava o filho do ministro. Emocionado, Direito disse aos senadores que o julgamento fora anulado no STJ quando se tornou pública a participação de seu filho no processo.
"Toda a minha vida foi dedicada a isso: à honra e à dignidade", disse o magistrado no Senado.
Os documentos do Superior Tribunal de Justiça relacionando os privilégios concedidos aos parentes e amigos dos ministros das mais altas cortes do País são de 2008. No entanto, um ministro do STF ouvido na última semana por ISTO É admite que esses benefícios possam ser bem maiores do que os até agora revelados.
Embora os dados relativos ao uso do dinheiro público no Poder Judiciário não sejam tão transparentes quanto os do Legislativo e do Executivo, é possível afirmar que as despesas com passagens aéreas vêm aumentando. Segundo dados levantados pela assessoria técnica do PSDB no sistema que registra todos os gastos públicos do País, o Siafi, o Judiciário gastou, no primeiro trimestre do ano passado, R$ 1,9 milhão com passagens aéreas. Entre janeiro e março deste ano o gasto foi de R$ 2,6 milhões, um aumento de 37,1%.
Os 17 ofícios com pedidos de privilégios no embarque e desembarque de voos internacionais para os familiares e amigos dos ministros Direito e Fux foram assinados por Wagner Cristiano Moretzsohn, que mantinha como auxiliares cinco PMs terceirizados na representação do STJ.
No início desse ano, depois de uma sindicância, ele foi afastado do cargo, por determinação do ministro Cesar Asfor Rocha. Os motivos do afastamento não foram revelados, mas denúncias encaminhadas ao STJ o acusam de usar indevidamente carros oficiais, bem como superfaturar o pagamento de manutenção da frota e valores pagos para viagens internacionais.
ISTO É procurou Moretzsohn, mas ninguém respondia no seu telefone celular.
Também foi constatado pela equipe de Asfor Rocha que as relações de Moretzsohn não são compatíveis com o que se espera de um funcionário importante de uma das mais altas cortes da Justiça brasileira. Policial militar do Rio de Janeiro, Moretzsohn era bastante próximo do ex-deputado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia do Estado.
Atualmente preso no Complexo Penitenciário de Bangu, Lins foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando através do Aeroporto Antônio Carlos Jobim e formação de quadrilha.30/04/2009 -
- GILMAR MENDES DIZ QUE NÃO HOUVE PRIVILÉGIO A COLEGA DO SUPREMO EM VOOS.
Claudia Andrade
Do UOL NotíciasEm Brasília
O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta (30) que não se pode atribuir "prática abusiva" ao ministro Menezes Direito, ao comentar reportagem desta semana da revista "Isto É".
Segundo a publicação, Direito possuía um "esquema VIP" para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Suposto abuso acontece após "farra" das passagens aéreas no Congresso
Nesta semana, a Câmara aprovou restrições ao uso de passagens aéreas por parlamentares, mas casos antigos foram anistiados.
"O ministro é uma pessoa coerente, ética e de atuação exemplar no tribunal", disse Mendes. Segundo ele, há algumas questões de cerimonial a seguir, por questão de segurança dos ministros e não há investigação a ser feita. "Não há nenhuma conotação de privilégio", afirmou o ministro.
"Não se atribui nenhuma prática abusiva a ele."Já o ministro Marco Aurélio evitou se posicionar e evocou a transparência do homem público.
"O homem público é um livro aberto, ele está na vitrine", afirmou. "Não podemos adotar uma rigidez maior porque maior é a transparência.
"Segundo a revista, 12 ofícios do STJ (Superior Tribunal de Justiça), emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, revelam que familiares e amigos "tinham acesso a um esquema VIP", embarcando em voos em classe superior à determinada na passagem aérea e até se livrando da alfândega.
Direito foi ministro do STJ por 11 anos, mas teria continuado a utilizar os privilégios do tribunal mesmo após ter sido nomeado ao Supremo, de acordo com a publicação.
"Os documentos mostram que, a pedido do tribunal, esses passageiros [Direito e a mulher] podem ter saído do avião e entrado em um carro sem passar pela alfândega ou mesmo pelo terminal do aeroporto", disse à revista um funcionário da Infraero.
Segundo norma interna do STJ, "serviços relativos ao embarque e desembarque serão privativos dos ministros em atividade, dos aposentados e dos respectivos cônjuges". Conforme a "Isto É", parentes e amigos do ministro Luiz Fux, do STJ, também teriam se beneficiado do privilégio.
A reportagem do UOL Notícias tentou falar com Menezes Direito nesta tarde no Supremo, onde ocorreu o julgamento da Lei de Imprensa, mas o ministro ainda não se manifestou sobre a reportagem.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 10 de março de 2009

O GLOBO - 10/03/2009 - OPINIÃO.

PREOCUPANTE (página 11).

"Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público mostram que, se ainda conseguem manter Álvaro Lins fora de circulação, as grades de Bangu 8 não impedem que o ex-Chefe de Polícia (o correto é ex-Chefe da Polícia Civil) amplie seus negócios criminosos.
Sabe-se, agora que ele e os seus escudeiros, reunidos no chamado "grupo dos inhos", mesmo depois de presos viraram sócios do contraventor Rogério de Andrade na exploração de máquinas caça-níqueis.
É caso típico do agente que, tendo sido destacado para acabar com a máfia, dela acaba se tornando membro - e exemplo cínico e preocupante da infiltração do banditismo na máquina do Estado".

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO