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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O RIO PACIFICADO É UM PERIGO.

JORNAL DO BRASIL:
05/02 às 10h53 - Atualizada em 05/02 às 13h18.
Homem passa atirando e atinge 4 pessoas na Favela da Rocinha.
Na manhã deste domingo, um homem em uma moto atingiu quatro pessoas ao passar atirando na frente da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os quatro feridos pelos disparos seriam moradores que passavam pelo local. As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Miguel Couto.
Dois homens de 32 anos foram feridos com tiro na perna esquerda, sem gravidade. Também deram entrada no Miguel Couto um idoso de 73 anos com tiro na perna direita, sem gravidade, e um rapaz de 21 anos com tiro no pé direito, que vai passar por cirurgia. As informações são da Secretaria municipal de Saúde.
De acordo com a PM, o suspeito chegou a ser perseguido por policiais e moradores, mas fugiu, deixando para trás uma pistola 9 mm, que foi foi apreendida. O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea).
Numa mega operação realizada em novembro de 2011, a Rocinha foi pacificada e ocupada por forças da segurança. Favelas vizinhas, Vidigal e Chácara do Céu também foram ocupadas. O governador Sérgio Cabral afirmou, durante a inauguração da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal, que a Rocinha receberá uma UPP ainda no primeiro semestre de 2012.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A PACIFICAÇÃO DO RIO CONTINUA MATANDO CIDADÃOS INOCENTES.

O GLOBO:
Crime.
Assalto a joalheria no Norteshopping termina com um morto e dois feridos.
RIO - Uma pessoa morreu e pelo menos duas ficaram feridas num assalto a uma joalheria que fica no segundo andar do NorteShopping, em Del Castilho, na Zona Norte do Rio. De acordo com a polícia, quatro homens armados teriam roubado a loja e, na fuga, houve um tiroteio com seguranças no estacionamento. Quando os assaltantes tentavam fugir num Fiat Siena, os seguranças fecharam o estacionamento. Houve tiroteio, e Ronaldo Aquino Fernandes, de 74 anos, foi atingido no pescoço quando entrava no estacionamento, a pé, pela porta lateral. De acordo com o tenente-coronel Rui França, comandante do 3º BPM (Méier), a vítima morreu no Hospital Salgado Filho (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

PACIFICAÇÃO DAS COMUNIDADES POBRES DO RIO DE JANEIRO: IRONIA?

Pacificação das Comunidades Pobres do Rio de Janeiro: Ironia?
Por Rubens R R Casara[1]
Ao voltar sua atenção para o holocausto, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman reconheceu que partilhava, com tantas outras pessoas que não foram diretamente atingidas por aquele mundo de horror e desumanidade, de uma imagem simplista daquele fenômeno histórico. O holocausto era encarado como um “quadro na parede”[2], bem emoldurado para fazer uma nítida separação entre os loucos assassinos e as vítimas indefesas, entre a civilização e um momento excepcional de barbárie.
Sem dificuldades, pode-se perceber que essa percepção maniqueísta que desconsidera a complexidade do fenômeno e impede a sua compreensão é hegemônica e não se limita ao holocausto, um dos projetos políticos mais terríveis do século passado. De fato, diversos acontecimentos históricos são apresentados como quadros em que o bem está em oposição ao mal durante um momento de ruptura da normalidade. Trata-se de uma estratégia de marketing político apta a construir heróis e líderes, vender produtos, assegurar contratos, justificar políticas públicas e garantir votos. Assim, por exemplo, essa visão do holocausto, como assunto que diz respeito exclusivamente aos judeus (vítimas) e a parcela dos Alemães (loucos assassinos), permite a políticos de Israel usar “a trágica memória como um certificado de sua legitimidade política, um salvo-conduto para suas decisões políticas passadas e futuras e, sobretudo, como pagamento adiantado pelas injustiças que pudesse por sua vez vir a cometer”.[3]
No Rio de Janeiro, há um desses “quadros na parece” que recebeu o nome de “Pacificação”. Nele, episódios recentes da história fluminense, como a ocupação militar do Complexo do Alemão e a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora, são retratados como ações heróicas necessárias à reconquista do território do Estado, antes dominado pelo inimigo interno, papel atribuído ao traficante de drogas ilícitas. Com razão Vera Malaguti Batista, declara que essa obra “como peça publicitária é muito bem feita”.[4]
Porém, ao lado do discurso oficial que apresenta uma nítida separação entre a guerra de ontem e a paz de hoje, as notícias que chegam, sempre que conseguem furar o bloqueio midiático que atende aos objetivos político-empresariais dos artífices da pacificação, revelam movimentos complexos (e, não raro, perversos) incapazes de serem emoldurados. As execuções e prisões ilegais, as invasões de domicílio, o aumento do número de crimes patrimoniais e violentos nas comunidades “pacificadas”, as notícias de abusos policiais contra os moradores, as vítimas de balas perdidas, as propinas pagas às autoridades (o chamado “mensalão da UPP”), as proibições de manifestações culturais e outros incidentes deixam claro que chamar a política de segurança do Estado de “Pacificação” é uma grosseira ironia ainda não percebida pela população do Rio de Janeiro.
Na melhor (e mais ácida) crítica ao projeto político que ganhou corpo (e adesão popular dentre a camada da sociedade que se acostumou e naturalizou o autoritarismo) com a invasão do Complexo do Alemão, Vera Malaguti Batista deixou consignado que esse quadro esconde “a ocupação militar e verticalizada das áreas de pobreza que se localizam em regiões estratégicas aos eventos desportivos do capitalismo vídeo-financeiro”.[5]
O quadro pintado pelo Governo do Estado, em que, como nas cantigas de ninar “o bem vence o mal”, faz com que não se preste atenção na janela que se abre sobre as comunidades “pacificadas”, de onde se pode “ter um raro vislumbre de coisas de outro modo invisíveis”.[6] Olhar pela janela é “quebrar a censura do que é oficial, ou melhor, a aparência de unanimidade que favorece os discursos oficiais em situações oficiais,[7] e não se contentar com a imagem vendida pelos governantes com objetivos político-empresariais.
Ao se olhar pela janela, para além da comodidade de quem recebe informações na poltrona de sua casa, poder-se-á entender que, para a população das comunidades pacificadas, a ilegalidade e os abusos dos Agentes Estatais não diferem de outras ilegalidades e abusos. Esse olhar é condição para se perceber que o discurso de combate às drogas ilícitas, que justificou a ocupação do Complexo do Alemão e a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora, esconde uma funcionalidade muito mais ampla: o controle (e confinamento) da população indesejada, vítimas, de quem se exige obediência, que são etiquetadas e que, não raro, são convocadas a colaborar com as políticas públicas que aprofundam as desigualdades sociais e as segregações espaciais.
Enfim, após olhar pela janela, não será surpresa se o quadro da Pacificação perder o encanto, se as cores parecerem diferentes ou, ainda, se forem percebidas semelhanças entre a obra assinada pelo Governador Sério Cabral e os quadros que retratam os guetos no qual sobreviviam as vítimas da “solução final”.
[1] Rubens R R Casara, Juiz de Direito do TJ/RJ, Doutor em Direito pela UNESA, Mestre em Ciências Penais pela UCAM/ICC, Professor de Processo Penal do IBMEC/RJ, Membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) e do Movimento da Magistratura Fluminense pela Democracia (MMFD).
[2] BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e holocausto. Trad. Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 9.
[3] BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e holocausto. Trad. Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 11.
[4] BATISTA, Vera Malaguti. O Alemão é muito mais complexo. Rio de Janeiro: mimeo, 2011.
[5] BATISTA, Vera Malaguti. O Alemão é muito mais complexo. Rio de Janeiro: mimeo, 2011.
[6] BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e holocausto. Trad. Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998, p. 10.
[7]BOURDIEU, Pierre. Pierre Bourdieu entrevistado por Maria Andréa Loyola. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2002, p. 24.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

RIO: É O FIM DO MUNDO! NEM O LEBLON ESTÁ PACIFICADO.

O GLOBO
Violência

Assaltos a motoristas na Lagoa e no Leblon assustam moradores da Zona Sul.
Publicada em 23/08/2011 às 23h24m
Fábio Vasconcellos (fabiovas@oglobo.com.br)
RIO - Três casos de violência ocorridos na semana passada deixaram assustados motoristas que passavam pela Lagoa e pelo Leblon - duas das áreas supostamente mais bem policiadas da cidade. Um dos episódios aconteceu por volta das 17h de quinta-feira, na altura da Fonte da Saudade, próximo ao acesso ao Túnel Rebouças. A empresária Anna Clara Hermann foi rendida por dois homens armados enquanto tentava estacionar o carro. Os bandidos, que estavam de moto, arrancaram um cordão do pescoço da vítima e ainda levaram sua bolsa, com cartões de crédito e dois celulares.
Como antecipou a jornalista Lu Lacerda em seu blog na internet, Anna registrou o assalto na 14ªDP (Leblon). A empresária contou que ficou paralisada com a ação dos bandidos. Ela disse que o piloto da moto apontou a arma para a sua cabeça enquanto o carona desembarcou e, com outro revólver, quebrou o vidro do lado do passageiro. Outros motoristas ficaram imóveis diante da ação rápida dos criminosos.
- Eles (os ladrões) gritavam o tempo todo: "Quer morrer? Quer morrer?". Entrei em pânico e fiquei paralisada, porque tive medo de eles atirarem. Já ouvi outros casos de pessoas que foram assaltadas e os bandidos atiraram porque queriam resolver logo a situação - disse Anna, que se recupera em casa de dores musculares provocadas pela tensão do assalto.
A empresária contou o caso a amigos e soube de outras histórias de pessoas assaltadas por motociclistas armados:
- Considerava a Lagoa um lugar seguro, mas agora vejo que não é bem assim. Soube de outros assaltos praticados por motociclistas na Lagoa.
Um dia antes do ataque a Anna, motociclistas assaltaram outra pessoa na Rua Dias Ferreira, no Leblon. A vítima, um empresário do ramo da moda, também foi rendida com um revólver apontado para a cabeça.
Na sexta-feira passada, mais violência na Lagoa. Um casal foi abordado por outro casal, no estacionamento dos quiosques do Parque dos Patins. As vítimas, que pediram para não ser identificadas, disseram que o ataque ocorreu por volta das 20h. Segundo o motorista, o assalto só não foi concretizado porque ele arrancou com o carro. Ele disse que os criminosos estavam armados com um pistola, mas não atiraram. "A Lagoa está abandonada. Não íamos lá há muito tempo", escreveu uma das vítimas num e-mail a amigos.
Em nota, o comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Frederico Caldas, disse que os assaltos a motoristas têm apresentado queda este mês. O coronel afirmou que esse "tipo de delito já foi identificado e todas as medidas para inibir essa prática foram tomadas". Segundo ele, estão sendo realizadas diariamente, em parceria com a prefeitura, operações com o objetivo de identificar e prender assaltantes. "Além do policiamento normal, estão sendo utilizadas seis motos, mais duas viaturas fazendo ronda, policiamento a pé e com bicicletas. Em consequência, em agosto houve redução expressiva desses delitos", disse, sem citar estatísticas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 29 de março de 2011

CIDADÃO FLUMINENSE, CUIDADO! A PACIFICAÇÃO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME PODE MATAR VOCÊ.

SITE G1
Suspeitos atiram contra lava a jato e matam funcionário e criança no RJ
Testemunhas contam à PM que suspeitos passaram de moto atirando.
Caso ocorreu num estabelecimento na Pavuna, no subúrdio da cidade.

Uma criança de 12 anos e um homem morreram, no final da manhã desta segunda-feira (28), baleados por dois suspeitos numa moto. Testemunhas contaram à PM que os homens passaram atirando em direção ao funcionário de um estabelecimento de lava a jato, na Rua Inhumaí, na Pavuna, no subúrbio do Rio.
Segundo policiais do 41º BPM (Irajá), as testemunhas disseram ainda que o menino costumava ajudar o funcionário no trabalho da loja lava a jato, antes de ir para a escola.
A criança chegou a ser levada para o Hospital Juscelino Kubitschek, no Centro de Nilópolis, na Baixada Fluminense, mas não resistiu aos ferimentos. O homem morreu no local.
Agentes da Divisão de Homicídios (DH), da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, são aguardados no local. O crime aconteceu em frente à Escola municipal Alberto José Sampaio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 21 de março de 2011

O RIO CADA VEZ MAIS PACIFICADO DA DUPLA CABRAL-BELTRAME.

O DIA:
"Polícia troca tiros com bandidos no Centro
MARCO ANTONIO CANOSA
Rio - Policiais militares do 5º BPM (Praça Harmonia) trocaram tiros com bandidos e apreenderam drogas nas proximidades do Morro da Providência, no bairro da Saúde, nesta segunda-feira. O confronto aconteceu na Rua Aldomaro Costa, onde os PMs tentaram abordar dois homens, que reagiram atirando.
Os bandidos conseguiram fugir mas deixaram para trás uma bolsa com 31 sacolés de cocaína, 44 pedras de crack e 11 trouxinhas de maconha. o material foi levado para a 4ª DP (Central do Brasil). O Morro da Providência está ocupado desde abril de 2010 por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP)".
Interessante...
Venda de drogas nas proximidades da UPP da providência.
Cidadão fluminense, cuidado, essa pacificação ainda pode vitimar você.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

RIO DE JANEIRO: MAIS UM TIROTEIO NO INTERIOR DE ÔNIBUS.

JORNAL O DIA
Tiroteio em ônibus deixa um morto e dois ferido na Dutra

MARCO ANTONIO CANOSA
Rio - Uma tentativa de assalto a passageiros de um ônibus na Rodovia Presidente Dutra terminou com um morto e dois baleados - entre eles um PM - na tarde desta quarta-feira, na baixada Fluminense. O ataque aconteceu dentro de coletivo da Viação Normandy que fazia a linha Nova Iguaçu-Paracambi .
Dois homens, um deles aparentando ser menor de idade, anunciaram o assalto na altura do km 186, pista sentido São Paulo, em Nova Iguaçu. O policial militar Luís Fernando Silva, de 40 anos, lotado no Batalhão de Choque (BPChoque) reagiu e enfrentou os bandidos.
O tiroteio deixou em pânico os passageiros. Um dos bandudos foi baleado e morreu no local. O PM e um passageiro identificado como Nivaldo Barbosa Oliveira, de 51 anos, foram atingidos. O bandido que aparentava ser menor conseguiu fugir. Os feridos foram levados para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu e o caso registrado na 58ª DP (Posse).
COMENTO:
O Rio está cada vez mais pacificado.
A população vive com segurança e tranquilidade.
A ordem é circo e cerveja.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 26 de maio de 2009

JARDIM DO MÉIER - O POINT POLÍTICO-CULTURAL DA ZONA NORTE.

JORNAL EXTRA - BERENICE SEARA:

O jardim do Méier, incrustado no coração do Grande Méier, é o local onde são discutidos os temas mais relevantes da vida político-cultural do Rio de Janeiro.
A notícia a respeito da possibilidade dos moradores do Largo de Machado solicitarem uma unidade de polícia pacificadora para o local, nos moldes da que atua no morro Dona Marta, mobilizou as lideranças locais.
O Grande Méier é uma das regiões mais violentas do município do Rio de Janeiro, portanto, na opinião da comunidade, deve ter preferência na instalação de um módulo de polícia pacificadora.
Faz sentido, quem sabe assim, o jogo dos bichos; as milícias; os transportes clandestinos; os assaltos a pedestres e os roubos de veículos, possam ser controlados.
Grande Méier, polícia pacificadora já!


JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

NO REINO ENCANTADO DO RIO DE JANEIRO...

O GLOBO:
LIBERDADE.
JUSTIÇA CONCEDE HABEAS CORPUS AO EX-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL ÁLVARO LINS.
BRASÍLIA E RIO - O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao ex-chefe da Polícia Civil e ex-deputado estadual Álvaro Lins (clique e leia).

POLÊMICA.
PAES: PAINÉIS DA RIO 2016 NÃO SÃO OUTDOORS E VÃO CONTINUAR.
RIO - Os painéis instalados ao longo da Linha Vermelha, em apoio à Rio 2016 irão continuar nos locais (clique e leia).

O DIA:
GUERRA DO RIO.
RIO - Arrastão a luz do dia no bairro de Botafogo (clique e leia).

JORNAL DO BRASIL:
Milícia desafia ocupação no Batan com ameaças, diz tenente.
Felipe Sáles, Jornal do Brasil.
RIO - "Embora o Morro Dona Marta, em Botafogo, seja a menina dos olhos do governo do estado, as outras experiências em políticas de pacificação em andamento revelam que os morros Chapéu-Mangueira e Babilônia, no Leme – últimos a receberem o projeto – deverão passar por um processo cujo resultado, além de longo, ainda é uma incógnita. Na Favela do Batan, em Realengo, por exemplo – onde jornalistas do jornal O Dia foram torturados por milicianos em maio do ano passado – a milícia voltou a tentar se infiltrar. Segundo o tenente do Bope, Wolney de Paula, atual presidente da associação de moradores e morador da região há 28 anos, isso o obrigou a contar até com escolta policiais à paisana armados com fuzis, embora a comunidade esteja pacificada. Já a Cidade de Deus – cuja Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) abrange apenas metade da região – registrou nos últimos cinco meses cerca de 130 prisões em flagrante – quase uma por dia.
Depois de presenciar a ação tanto do tráfico quanto da milícia, o tenente Wolney, 57 anos – que trabalha diariamente no Bope – assumiu em 11 de junho o Posto de Policiamento Comunitário (PPC) concebido sob uma nova ótica pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Seseg). A unidade foi composta por 12 policiais que moram na própria região. Em 22 de junho, ele assumiu a associação com base em 560 assinaturas e tornou-se o principal interlocutor da comunidade junto ao secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.
As ameaças, segundo ele, começaram em dezembro, depois que a Seseg, por meio de convênio, implantou na comunidade a TV a cabo a preços populares. Segundo Wolney, emissários de Odnei Fernando da Silva – que já estava preso há cinco meses acusado de chefiar a milícia no local e torturar os jornalistas – sugeriram que se retomasse a TV a cabo clandestina.
– Expliquei que não havia como haver ilegalidade onde a legalidade se fazia presente. Depois pessoas ficaram rondando minha casa, mas tudo sempre de forma velada, não havia como dar voz de prisão. Mas por determinação da Seseg, dois policiais do Bope passaram a fazer minha escolta 24 horas por dia. Hoje alguns membros da milícia estão presos, mas há muitos amigos do Odnei aqui e sempre há o receio de que, com os conhecimentos dele, a milícia tente se reinfiltrar.
Há três meses, o PPC deu lugar à UPP, sob o comando do capitão Eliézer de Oliveira. A unidade conta com 55 policiais e cinco viaturas, além de policiamento a pé. As últimas ocorrências foram relacionadas ao trânsito e brigas de família motivadas por bebida alcoólica. O comandante orientou o comércio a fechar à meia-noite e respeitar a Lei do Silêncio. Vários projetos sociais são tocados junto com a associação de moradores, embora Eliézer se apresse a separar os trabalhos da UPP com os da associação.
– O tenente Wolney é PM da ativa e tem a sua escolta, mas uma coisa é o policiamento comunitário, outra é a associação de moradores – explicou.
Já a Cidade de Deus conta com 180 policiais divididos em quatro turnos. A UPP da comunidade responde apenas pelas quadras 13 e 15, segundo o subcomandante da unidade, tenente Diego Senna. O restante – as localidades Karatê e Apartamento – ficam por conta do 18º BPM (Jacarepaguá), que desloca cerca de 50 policiais por dia para a região.
– Basicamente nosso trabalho é baseado em denúncias de moradores – contou Senna. – Divulgamos panfletos e tentamos reaproximar a população da polícia com aulas de futebol e ginástica para a terceira idade.
Desde janeiro foram feitas cerca de 130 prisões em flagrante, segundo o comandante do 18º BPM, tenente-coronel Luigi Gato, o que só por isso já diferencia as ações nas demais comunidades. Luigi lista, por exemplo, o isolamento da comunidade e a densidade demográfica (na ordem de 130 mil pessoas, contra 50 mil no Dona Marta), além dos 40 anos de abandono e da cultura intrínseca de tráfico de drogas e dependentes químicos difundida de pai para filho.
– Aqui é um processo muito mais demorado, não há a menor comparação. Temos uma cultura a combater – explicou. – Não dá para dizer que o tráfico saiu de lá, mas não é mais ostensivo. Está pacificado. Mas também não quer dizer que não vai haver problemas. Aqui somos literalmente uma cidade".
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO