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domingo, 18 de março de 2012

RIO: OS TRAFICANTES ESTÃO LUCRANDO COM AS UPPs?

JORNAL EXTRA:
BLOG CASOS DE POLÍCIA.
Polícia investiga aumento de bocas de fumo na Rocinha. Traficante Canelão está de volta (Leiam).
Os leitores habituais do nosso blog sabem que ainda é cedo para definir se os traficantes estão perdendo dinheiro ou ganhando mais dinheiro com a implantação das UPPs, considerando que elas não possuem a atribuição de acabar com o tráfico de drogas nas comunidades carentes, como esclareceu incontáveis vezes o secretário de segurança Beltrame. Não temos ainda como concluir sobre prejuízo ou lucro maior, pois como todo comércio, o tráfico de drogas possui uma série de fatores que conduzem para resultados positivos ou negativos. O certo é que com a implantação das UPPs, a venda de drogas diminui nessas comunidades, porém as despesas dos traficantes também diminuíram bastante, além disso, como não são presos nunca, os traficantes estão fortalecendo o comércio de drogas em outras comunidades já dominadas, assim como, estão dominando novas comunidades e implantando os locais de venda.
Outro fator decisivo para determinar o lucro ou o prejuízo é a capacidade de simbiose entre alguns Policiais Militares e Civis, a denominada "banda podre", com os traficantes. Sempre que esse fenômeno se instalar, com ou sem UPP, a venda aumenta e o lucro pode aumentar, apesar do pagamento da propina.
Em apertada síntese, ratifico que ainda é cedo para dizer que os traficantes estão tendo prejuízos com as UPPs. O grande problema deles é o crescimento gigantesco das milícias, algo que está ocorrendo no atual governo estadual. Isso sim parece estar causando grandes perdas. Eles já estariam alugando comunidades dominadas pelos milicianos para implantarem as bocas de fumo. No tema milícia é bom que se esclareça que o discurso governamental com relação ao número de milicianos presos não deve servir para enganar a população, pois na verdade as milícias apenas mudam de dono, pois o governo Sérgio Cabral (PMDB) não retoma os territórios dominados pelos milicianos. Em mais de quatro anos só retomou um, o minúsculo Batan em Realengo, implantando uma UPP, embora ainda digam que é a milícia quem manda por lá.
A implantação das UPPs gerou mais lucro ou prejuízo para os traficantes?
Em breve saberemos.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 17 de março de 2012

RIO: MILÍCIA OLÍMPICA.

O DIA:
MILÍCIA CONTROLA VENDA DE PASSAGENS DE TRENS.
Milícia formada por PMs de batalhão da Baixada Fluminense é suspeita de comandar uma das principais quadrilhas de venda de bilhetes da integração metrô-trem desviados. O grupo, que seria liderado por oficial da PM, controla a maioria dos pontos de comercialização do tíquete. A gangue também é apontada como responsável pelas ameaças feitas a funcionários e até executivos das concessionárias MetrôRio e SuperVia.
Ontem, após O DIA denunciar a disputa por mercado negro que movimenta mais de R$ 1,44 milhão por mês e frauda 40 mil dos 70 mil bilhetes de integração vendidos por dia, a Polícia Civil abriu inquérito. Agentes da Delegacia de Defesa do Consumidor terão apoio de unidades distritais para prender o bando.
Assustado, funcionário do alto escalão de uma das concessionárias revela detalhes das ameaças feitas pela quadrilha. Algumas são direcionadas à família dos trabalhadores. “Eles mandam recados dizendo que se acabarmos com o esquema deles, que nossos filhos terão que mudar de escola, que nos caçarão por toda a parte”, conta.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - NO RIO DE JANEIRO, MAIS UM POLICIAL PRESO, MAIS UM OFICIAL DA POLÍCIA MILITAR.

SITE R7:
Tenente da PM e mais quatro são presos por integrar grupo de extermínio da baixada.
Milícia é suspeita de 20 homicídios e de cobrar taxa por água encanada.
Marcelo Bastos, do R7.
Cinco homens, entre eles um tenente da PM, foram presos durante uma operação da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) contra uma milícia que atua em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (27). Sete armas e dez carregadores foram apreendidos.
Segundo o delegado Ricardo Barboza, o tenente da PM, que trabalhava no Batalhão de Duque de Caxias, era um dos líderes do grupo. Quatro dos presos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça por formação de quadrilha armada, enquanto o quinto suspeito foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Um outro suspeito de integrar o grupo de extermínio é considerado foragido.
- Essa milícia que atuava principalmente no bairro São Vicente, em Belford Roxo, é suspeita de praticar pelo menos 20 homicídios. Eles também exploravam serviços como fazem as milícias no Rio, mas atuavam também em um ramo diferente: a exploração de água encanada.
De acordo com as investigações, os milicianos instalavam encanamentos de água em locais onde não havia abastecimento e cobravam pelo fornecimento uma taxa mensal de aproximadamente R$ 40.
As investigações sobre o grupo começaram há quatro meses. Durante a operação, foram apreendidos três pistolas, uma delas calibre 40, o mesmo usado pelas polícias civil e militar; quatro revólveres, dez carregadores, uma escopeta, dois coletes à prova de balas, toucas ninja e um simulacro de fuzil.
Também foram encontradas anotações sobre as atividades da quadrilha, que serão analisadas pela polícia. As armas apreendidas também serão periciadas para verificar se foram usadas em homicídios investigados pela DHBF. Agentes da CGU (Corregedoria Geral Unificada) e da Corregedoria da PM participaram da operação. O grupo também é suspeito de extorquir traficantes da região. 
Comento:
É duro, mas logo começarão a gritar: quem precisa de polícias como a Polícia Militar e a Polícia Civil do Rio de Janeiro?
Os heróis estão sendo sufocados pelos omissos e pela banda podre, embora talvez tenha chegado o momento de incluir os omissos como parte da banda podre.
O certo é que após 5 anos de gestão Sérgio Cabral-Beltrame a banda podre das polícias não parou de crescer e só perde nesse quesito para as milícias, o crime que mais ganhou espaços no atual governo.
Tenho um conhecido que brinca:
A cada entrevista que Beltrame dá, a milícia cresce ainda mais.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA: UMA PERGUNTA PARA O GOVERNO DO RIO DE JANEIRO.

A ocupação das comunidades carentes deve ser aplaudida por todos nós, a forma é que merece todas as críticas, como temos publicado nesse espaço democrático. Retomar os territórios e restabelecer os monopólios estatais nessas regiões é imprescindível e deve ser enaltecida essa iniciativa.
Diante desses fatos, uma pergunta continua sem resposta no Rio de Janeiro:
Por que o governo não retoma os territórios dominados pelas milícias, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, segundo a imprensa?
Milicianos tem sido presos, isso é verdade, mas os territórios não foram retomados, ao contrário, os milicianos dominam cada vez mais territórios.
Quem responderá?
Sérgio Cabral, o governador?
Beltrame, o secretário de segurança?
Costa Filho, o comandante geral da PMERJ?
Alguém precisa responder.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

POLÍCIA MILITAR EXONERA CORONEL MARCOS ALEXANDRE POR TER VISITADO MILICIANO.

O GLOBO
Primeiro
Polícia exonera coronel que visitou PM preso por envolvimento com milícia
Gustavo Goulart
RIO - O coronel Marcos Alexandre Santos de Almeida, comandante do 5º Comando de Policiamento de Área (CPA), em Volta Redonda, foi exonerado nesta quarta-feira do cargo. O oficial foi o primeiro militar punido por ter visitado o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon , preso no Batalhão de Choque, no Estácio. Acusado de comandar a milícia em Madureira e Oswaldo Cruz, Falcon foi preso em abril em frente ao prédio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) com pistolas, 590 cápsulas e R$ 33 mil. Em 24 dias, ele recebeu a visita de mais de 160 pessoas, entre elas vários PMs.
Falcon está sendo julgado por um conselho de disciplina. A ideia do comando da PM é manter o oficial afastado até que uma decisão seja tomada.
- O oficial não está descartado para um cargo no futuro, mas terá de ficar afastado para que possamos garantir uma investigação isenta a todos que visitaram o sargento - disse o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.
Diretor de carnaval da Portela, Falcon foi preso em flagrante junto com outros três homens por porte ilegal de armas. Eles escoltavam Paulo Ferreira Júnior, o Paulinho do Gás, integrante da milícia chefiada pelo vereador Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, que está preso, para se entregar na Draco. A escolta do foragido despertou a atenção dos policiais da Draco, que decidiram revistar o veículo, uma Pajero blindada, onde acharam as armas, a munição e o dinheiro. Falcon já teve o nome citado no relatório da CPI das Milícias.
Falcon, segundo investigadores, estaria lotado na Core desde 2002. No início do ano, por determinação da Secretaria de Segurança, todos os PMs cedidos à Polícia Civil foram devolvidos à corporação. Falcon, entretanto, não teria se apresentado. Se for expulso da PM, ele será transferido para um presídio comum. Hoje o sargento está no Batalhão de Choque porque alega que poderá ser morto se ficar no Batalhão Especial Prisional, onde ficam PMs presos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 28 de novembro de 2010

GUERRA DO RIO - UMA ANÁLISE A SER CONSIDERADA.

A Guerra do Rio – A farsa e a geopolítica do crime
José Cláudio Souza Alves
Seropédica, 25/11/2010
José Cláudio de Souza Alves é sociólogo, com doutorado na USP, professor da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, autor do livro "Dos Barões ao Extermínio – Uma História da Violência na Baixada Fluminense"
Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.
Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.
O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.
De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.
Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.
Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.
Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.
Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônicos na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.
Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Sadan Husein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?
Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.
Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.
Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.
A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.
Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime? Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos faz esquecer que ela tem outra finalidade e não a hegemonia no controle do mercado do crime no Rio de Janeiro?
Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.
Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o Bope passarem.
COMENTO:
Uma opinião que deve ser analisada com atenção.
Faça uma breve incursão no blog "Banda Podre: A Máfia das Polícias (leia), você poderá encontrar alguns temas (links) interessantes, para continuar juntando as suas peças.
As conclusões devem ser suas e não da mídia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 2 de outubro de 2010

NO RIO PACIFICADO DE CABRAL POLICIAIS SÃO ASSASSINADOS DIARIAMENTE.

O termo pacificação é usado constantemente no Rio de Janeiro, muito longe do seu real significado, considerando que o emprego é meramente eleitoreiro.
Neste Rio "pacificado" da dupla Cabral-Beltrame, policiais são assassinados quase que diariamente (leia).
Enquanto isso, nas comunidades situadas nas áreas menos nobres do Rio, o tráfico de drogas e as milícias disputam comunidades (leia).
Cidadão, esse é o RIO PACIFICADO que você deseja para sua família?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

RIO: MILICIANOS PRESOS.

SITE G1:
Sobe para 15 número de presos em operação de combate à milícia no Rio
Ao todo, seis PMs foram presos e outros sete estão foragidos.
Polícia Civil expediu 40 mandados de prisão e 66 de busca e apreensão.
Tássia Thum
Subiu para 15 o número de presos na operação da Polícia Civil de combate à milícia no conjunto de favelas de Água Santa, no subúrbio do Rio. Entre os presos há seis PMs. As informações foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (23) pelo delegado responsável pela ação, Cláudio Ferraz, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE).
Segundo o delegado, os dois líderes do grupo foram presos, sendo que um deles é policial militar. Dos 40 mandados de prisão expedidos, apenas 13 foram cumpridos. Outras duas pessoas foram presas em flagrante. Foram expedidos 13 mandados de prisão contra PMs, mas sete continuam foragidos. A polícia informou que, a princípio, os presos vão responder por formação de quadrilha qualificada pelo uso de armas de fogo e por porte ilegal de armas.
De acordo com a polícia, o grupo atua em nove comunidades do Conjunto de Favelas de Água Santa desde 2007, quando o tráfico de drogas foi expulso e a região foi ocupada pela milícia. Desde então, os investigadores estimam que 30 pessoas foram mortas nos conflitos. Durante a ocupação da comunidade, a polícia acredita que a milícia teve apoio de outros dois grupos da Zona Oeste (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

RIO DE JANEIRO: DEMOCRACIA AMEAÇADA.

O DIA:
Resta observar se a oposição consegue colocar propaganda política nas comunidades onde foram instaladas as UPPs.
Vamos verificar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MILÍCIAS: EX-PM QUE AJUDOU POLÍCIA CIVIL FOI PRESO.

JORNAL EXTRA:
Enviado por Bruno Rohde. Uma cidade tranquila, com várias opções de praia e a aproximadamente 500 Km do Rio. Parecia o refúgio ideal para quem pretende se esconder da polícia. Mas só parecia. O ex-policial militar Francisco César de Oliveira, conhecido como Chico Bala, foi preso, nesta quinta-feira, em Guarapari, no Espírito Santo. Ele é acusado de comandar a milícia identificada como Comando Chico Bala, que atua na Zona Oeste do Rio. O ex-PM foi encontrado por policiais da 35ª DP (Campo Grande) numa mansão de aproximadamente mil metros quadrados. Há 15 dias, os policiais descobriram que Chico Bala estava morando em Guarapari e começaram a buscar a casa onde ele vivia atualmente (leia).
- Capitão PM acusado de chefiar milícia de Rio das Pedras se apresenta
Antonio Werneck
RIO - Procurado desde novembro do ano passado depois de ter a prisão preventiva decretada durante a Operação Rolling Stones, o capitão PM reformado Epaminondas de Queiroz Medeiros Júnior, se apresentou no início da noite desta quinta-feira aos policiais civis da 21a DP (Bonsucesso) e deverá ser encaminhado ainda hoje para o Batalhão Especial Prisional (BEP). Epaminondas é acusado de comandar, juntamente com o sargento Dalmir Pereira Barbosa, e o major PM Dilo Pereira Soares Júnior, a milícia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, considerada a mais antiga do Rio.
A mílicia foi desarticulada no ano passado depois de quase um ano de investigações dos policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado
e às Ações Criminosas (Draco). Seus integrantes são suspeitos de movimentar até R$170 mil por dia apenas explorando o transporte clandestino de vans.
O bando usava a associação comunitária como fachada para exigir o pagamento de "taxas de proteção" de moradores e comerciantes. De acordo
com a denúncia do MP, o major Dilo (que já está preso) e o capitão Queiroz assumiram a chefia do grupo após o assassinato do inspetor de Polícia Civil Felix Tostes, em fevereiro de 2007.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 24 de novembro de 2009

MILÍCIA CONTRA A PAREDE.

JORNAL O DIA:
Polícia Civil faz operação contra a milícia de Rio das Pedras
Rio - "Agentes da Delegacia de Repressão à Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) da Polícia Civil fizeram, nesta terça-feira, uma operação contra grupos paramilitares na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. A ação, chamada de Rolling Stones, foi apoiada pela Polícia Federal e teve como objetivo desarticular a milícia que atua na região - a investigação durou oito meses.
Leia também: Beltrame:
'Policial corrupto é um traidor e bandido em dobro'
ESPECIAL: Dossiê Milícia de O Dia
Os agentes foram à comunidade para cumprir mandados de prisão - 20 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público -, além de busca e apreensão. No total, 7 pessoas foram presas em diversos bairros do Rio como Barra da Tijuca, Bangu e Realengo (Zona Oeste) e Anchieta (Zona Norte).
De acordo com as investigações, um major, um capitão refornado e vários policiais da ativa estão envolvidos. O primeiro escalão da milícia seria constituído pelos irmãos Delcemir e Delmir Pereira Barbosa, Dilo Pereira Soares Junior (o major PM) e Epaminondas de Queiroz Medeiros. Dilo já havia sido preso em 2001 após tenter extorquir um taxista.
Jorge Alberto Moretti, o Beto Bomba, preso nesta terça-feira em Rio das Pedras Foto: Severino Silva / Agência O Dia
"A milícia é danosa, muito danosa. Elas são mais bem preparadas que os traficantes, são menos violentas, mas têm o foco principal nos negócios e são mais difíceis de se pegar, já que fazem, ou fizeram, parte do quadro de funcionários públicos do estado", disse José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio.Dentro da casa do presidente da Associação de Moradores de Rio das Pedras, Jorge Alberto Moretti (Beto Bomba), os agentes da Draco encontraram munição, três pistolas e um rifle calibre 22. Ao ser questionado sobre as armas, Beto Bomba afirmou que era atirador, participava de competições e tinha licença para usá-las. Os policiais ainda apreenderam três radiotransmissores, vários documentos pertencentes à associação. além de dois carros e uma motocicleta.
A polícia acredita que o prédio da associação de moradores era usado pelos milicianos como fachada para a cobrança de taxas de segurança para moradores e comerciantes, assim como de Gatonet (uso de centrais clandestinas de TV por assinatura) e venda de imóveis na própria comunidade".
Será que agora o governo assumirá Rio das Pedras?
Ou um outro grupo assumirá o papel do estado...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 13 de abril de 2008

EXTRA - 12/04/2008 - OPINIÃ0 - ATAQUE E DEFESA


Oficializar as "polícias comunitárias"...
Ou o povo fluminense se mobiliza para mudar a insegurança pública, ou só nos restarão os aeroportos e as estradas...
JUNTOS SOMOS FORTES!
MOBILIZAÇÃO CÍVICA A ÚNICA SAÍDA!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO DE POLÍCIA PLENO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O DIA - 26/02/2008 - ATÉ RUA DO COMANDANTE (GERAL) DA PM TEM GATONET E VIGILÂNCIA ILEGAL





O DIA ONLINE

http://odia.terra.com.br/rio/htm/nas_barbas_do_comandante_153643.asp
26/2/2008 01:14:00
Nas barbas do comandante Segurança irregular e gatonet cobram taxa, oferecem serviços e emitem recibo na rua do coronel que ocupa o cargo mais alto na PM, na Zona Norte. Favelas vizinhas são chefiadas por milícias
Bartolomeu Brito
"Rio - Comandante-geral da Polícia Militar, o coronel Gilson Pitta Lopes tem, a poucos metros de casa, exemplos de como será o desafio de combater o crime e a ilegalidade no estado — particularmente nas regiões com maior carência de policiamento. Na rua onde mora o comandante, na Zona Norte do Rio, um grupo vem cobrando ilegalmente, desde 2006, uma taxa de segurança aos moradores. São R$ 20 por mês pedidos em nome da associação de moradores do bairro. Além disso, o bando ainda explora uma rede de TV a cabo clandestina — ou gatonet —, cuja mensalidade é de R$ 30.
Homens com camisetas pretas com a inscrição Paz, radiotransmissor na mão, outros segurando porretes, circulam durante todo o dia por outras 10 ruas do bairro, a pé ou de carro, até as 22h. A segurança foi criada em 2006. Na ocasião, Pitta era chefe do Serviço de Inteligência da corporação (PM-2). Foram instaladas guaritas e até cancelas. Em outra via, que faz esquina com a do comandante e a duas quadras da casa de Pitta, foram colocadas três grades que limitam o acesso — sem autorização da prefeitura.
Sem citar a palavra “segurança”, panfletos explicando a cobrança são distribuídos pelas casas e prédios da região. A estratégia de divulgação porta a porta também é usada para promover a TV a cabo clandestina. O grupo fornece até recibos aos assinantes.
Sem se identificar, um morador assume que aderiu à segurança clandestina. “Eu pago. Já paguei R$ 10, R$ 15. Essa segurança cria obstáculos para a criminalidade. Antigamente, tinha muito assalto, não podíamos parar o carro na rua”, explica. “Eles fazem o trabalho direitinho, não andam armados. Botaram guarita, cancela e tudo, está satisfazendo as expectativas”, diz outro morador.
Cada um a seu modo, os vizinhos do comandante tomam providências para garantir a segurança. “Isso aqui é um inferno. Tem sempre assalto. Por isso coloquei estas grades de ferro. Não agüentava mais ser assaltado”, conta o comerciante Artur Ferreira, 64 anos, proprietário de uma padaria da rua. Ele afirma que gastou R$ 5 mil para não ser mais roubado. “Agora ninguém mais entra aqui. As compras são feitas através das grades”, relata, esclarecendo que não é adepto da segurança ilegal.
O comerciante lembra que os bandidos chegavam, pediam para ir ao banheiro e, quando voltavam, vinham de arma na mão e roubavam a féria do dia. O último assalto aconteceu depois que um entregador de pizza parou a moto, pediu para ir ao banheiro e, ao entrar, levou o dinheiro.
MAIS DE 20 CANAIS
Os moradores que vivem na mesma rua do coronel Pitta têm à disposição, por R$ 30 mensais, uma rede de TV a cabo clandestina que oferece mais de 20 canais da operadora Sky — inclusive os que são pagos à parte (pay-per-view), sem cobrança adicional.
Segundo moradores, o sistema foi inaugurado há pouco mais de um ano e, todo mês, uma pessoa bate na porta das casas para receber. “A gatonet pelo menos é uma diversão, além de ser barato. Assistimos ao futebol, filmes. Não queremos acabar com ela”, disse um morador que assina o serviço clandestino.
Procurado por O DIA, Pitta não quis comentar o assunto. Empossado em janeiro, ele ainda não se mudou para a residência oficial da corporação, em Botafogo.
Milícias dominam três favelas na vizinhança
Nos arredores da rua de Pitta, as milícias se instalaram e controlam três favelas: Fernão Cardim, Guarda e Águia de Ouro. A polícia suspeita de que os milicianos que atuam no Guarda tenham envolvimento com o grupo ilegal que age na rua de Pitta.
Em janeiro, morador do Guarda, que também participava da segurança, foi preso, acusado de matar o então presidente da Associação de Moradores de Del Castilho, José Augusto Fonseca, o Biliu.
Biliu, que estava à frente da cobrança das taxas, havia se desentendido com um suposto contraventor que vive em Del Castilho. O bicheiro mandou quebrar todas as cancelas e guaritas que foram instaladas pela associação. A polícia investiga se o morador do Guarda Anderson Luiz Carvalho agiu em conluio com o bicheiro.
Após a morte de Biliu, um outro grupo assumiu a associação e passou a ser responsável pela cobrança das taxas. Eles reajustaram a tarifa de R$ 10 para R$ 20 e ainda mudaram a camisa dos vigias — de “Apoio” para “Paz”.
Expansão na Zona Norte
Depois da Zona Oeste, onde atuam principalmente nos bairros de Jacarepaguá e Campo Grande, as milícias estão expandindo seus domínios para a Zona Norte. Os milicianos já controlam, por exemplo, todos os morros de Campinho — Fubá e São José Operário — e chegaram recentemente aos bairros de Piedade e Quintino, onde tomaram do tráfico os morros do 18 e da Caixa D’Água.
O objetivo dos grupos paramilitares agora são as comunidades do Engenho de Dentro e do Lins. O Morro Camarista Méier tem sido alvo de vários ataques dos milicianos, que também já fizeram algumas investidas no Morro do Amor, no Lins de Vasconcelos.Paralelamente às milícias, seguranças clandestinas se espalharam pelas ruas da Zona Norte. Muitas delas, como no bairro de Inhaúma, onde fica parte do Complexo do Alemão, são gradeadas e se transformaram em verdadeiros condomínios, com porteiros e vigilantes. No Méier, por exemplo, um comerciante revelou que paga R$ 100 mensais para um grupo de vigilantes.Semana passada, O DIA revelou que o bairro de Anchieta teve seis ruas fechadas com grades por grupo formado por vigilantes e ex-vigilantes. Moradores disseram pagar R$ 20 mensais.Na Tijuca, área nobre da Zona Norte, um grupo estaria cobrando R$ 30 para fazer seguranças nas ruas Rua Dr. Satamini, Professor Gabiso e Hadock Lobo.
ATENDIMENTO PIRATA
O recibo de pagamento da TV a cabo clandestina, de cor bege, traz o nome de empresa que estaria por trás do negócio, chamada Tec Sat. O panfleto traz o número de celular em caso de problemas. Por telefone, atendente esclarece as dúvidas de quem quer contratar o serviço. Além de informar que o atendimento é 24 horas, o funcionário nega que haja riscos de problemas com a polícia. A reportagem de O DIA entrou em contato com a suposta empresa:Repórter: Como é esse esquema?
Atendente: O esquema é o seguinte: você paga R$ 70 para a gente instalar. E vai pagar R$ 30 reais por mês. Esses R$ 70 dão direito a um ponto dentro da sua casa. Agora, se você quiser outro ponto, tipo colocar na sala e no quarto (...), você vai pagar R$ 30 só na instalação. E não paga mais nenhuma mensalidade.
Repórter: Quais os canais eu tenho direito?
Atendente: Você tem direito a desenho, Discovery Kids, Disney Channel...
Repórter: Qual a operadora?
Atendente: Sky (...).
Repórter: Mas se eu tiver algum problema de a polícia estourar a central e a gente ficar sem sinal?
Atendente: Ah, mas é muito difícil. É muito difícil.
Repórter: É difícil?
Atendente: É sim."


Interessante, o custo mensal da gatonet é maior do que o que ganha um Policial Militar por dia para arriscar a vida nas ruas do Rio de Janeiro para defender a sociedade fluminense.


A única saída é a POLÍCIA CIDADÃ, FORMADA POR CIDADÃOS!



JUNTOS SOMOS FORTES!



PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO