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segunda-feira, 20 de julho de 2009

DIRETO DO BLOG DO COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR.

BLOG DO CORONEL DE POLÍCIA MÁRIO SÉRGIO:
02 de julho de 2009.
(...) Vinte minutos antes da sessão, encontrei o deputado Flávio Bolsonaro que me convidou a acompanhá-lo no cafezinho, numa copa improvisada onde já se encontravam os deputados Marcelo Freixo e Paulo Ramos.
Para quem pensa que as disputas políticas promotoras dos acalorados debates da ALERJ, em especial as fomentadas por vigorosas convicções ideológicas de origem em Marx ou Adam Smith, que levam para cantos diferentes da arena democrática o PSOL e o PP, são suficientes para transformarem em “inimigos privados” jovens idealistas como Freixo e Bolsonaro, aconselho a saberem mais sobre esses nossos contemporâneos e importantes parlamentares fluminenses.
Nossos deputados são adversários na maior parte de suas intenções e convicções, mas são cavalheiros, cordiais entre si, e, ainda posso arriscar, talvez amigos na vida privada.
Passei alguns minutos descontraído, ali, com eles.
Paulo Ramos, um major disciplinado, tratou de apresentar-se militarmente a mim (coronel), que, igualmente atento aos protocolos da melhor fidalguia, respondi-lhe: - Apresentado Major! Como vai vossa excelência, deputado?
Verdadeiramente me relaciono muito bem com os três parlamentares e também com o Molon, que não estava no café, mas iria participar da sessão (...).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 9 de julho de 2009

TV ALERJ - ENTREVISTA.

O organizador desse espaço democrático participará do programa de entrevistas do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), na TV ALERJ. A gravação será realizada na segunda-feira, 13 de julho de 2009.
Defenderemos as idéias debatidas no nosso espaço democrático.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 11 de junho de 2009

DUAS CARAS - EM 2007, DIAS DEPOIS DA OPERAÇÃO, DEPUTADO PAULO RAMOS E CORONEL PAÚL DENUNCIARAM A PÉSSIMA INVESTIGAÇÃO DO DELEGADO ANDRÉ DRUMOND.



Em 2007, dias depois da eclosão da Operação Duas Caras, o Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT) e o organizador desse espaço democrático, denunciaram publicamente (NGT) a péssima investigação feita pelo Delegado da Polícia Civil André Drumond (59a DP).
A denúncia foi feita também junto ao Ministério Público, à Corregedoria Geral Unificada e à Corregedoria Interna da Polícia Civil.
Em junho de 2009, os Policiais Militares são absolvidos, após sofrerem toda sorte de constrangimentos.
É hora de cobrarmos respostas com relação às denúncias.
Com a palavra o Ministério Público, a Corregedoria Geral Unificada e a Polícia Civil.
Os advogados dos Policiais Militares podem e devem usar esse vídeo, além de cobrarem os resultados das denúncias.
A Polícia Civil deve explicações à sociedade fluminense e deve um pedido formal de desculpas à Polícia Militar e aos Policiais Militares, que foram publicamente desmoralizados pelo Delegado André Drumond, bem como, o Comandante Geral da Polícia Militar deve cobrar publicamente essas desculpas.
E, o Governador Sérgio Cabral (PMDB), que mais uma vez demonstrou o seu autoritarismo, precisa pensar antes de falar, ele não é o Estado e muito menos uma divindade, por mais que ele pense que seja.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO
EX-CORREGEDOR INTERNO, ALVO DE INÚMERAS REPRESÁLIAS POR PARTE DO GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL (PMDB).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES REFORMADOS NÃO PODERÃO SER PUNIDOS PELAS INSTITUIÇÕES MILITARES.

ALERJ
Projeto proíbe punições disciplinares a PMs e bombeiros reformados
"Policiais e bombeiros militares reformados poderão ser excluídos dos regulamentos disciplinares de suas corporações. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira, em primeira discussão, o projeto de lei 676/07, que propõe a modificação como forma de poupar os reformados de penalizações que podem causar aos inativos a perda de seus proventos. A proposta ainda precisa passar por uma segunda votação em plenário.
— Minha intenção não é poupá-los de uma punição, mas evitar casos de perseguição ou erros de avaliação que possam causar a perda de proventos e, em caso de morte, a perda de pensão para as esposas —explica o deputado Paulo Ramos (PDT), autor do texto.
A proposta diz que as corregedorias da PM e dos Bombeiros deverão encerrar procedimentos em curso envolvendo reformados. O projeto diz que os militares reformados serão investigados pela Polícia Civil e que só poderão ser presos em flagrante delito de crime inafiançável, por mandados judiciais ou por sentença judicial transitada em julgado. E também que os militares reformados estaduais, ainda que condenados em sentenças judiciais a penas superiores a dois anos, não perderão sua condição de militar.
Já a pena acessória de perda de função só poderá ser aplicada pelo Tribunal de Justiça em caso de improbidade administrativa, corrupção ou extorsão e por crime contra a administração pública".
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 21 de abril de 2009

PMDB IGNORA "TIRADENTES" E A POLÍCIA MILITAR.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro deixou absolutamente claro o seu descaso com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
O Governador Sérgio Cabral Filho, o Vice-governador "Pezão", o Prefeito Eduardo Paes e o Secretário de Segurança Pública Beltrame não compareceram ao Desfile Cívico-Militar em homenagem à Tiradentes, o patrono das Polícias Militares.
Uma mensagem clara e cristalina.
E que me surpreendeu, pois esperava que o PMDB apoiasse o Comando da Polícia Militar implantado pelo partido.
Talvez, face ao fracasso na Segurança Pública, o PMDB queira se descolar da Polícia MIlitar e da Polícia Civil.
Devemos observar quem comparecerá a posse do Delegado Allan Turnowski, na chefia da Polícia Civil, para realizarmos uma leitura completa.
As ausências das ditas autoridades foram um dos motivos que fizeram com que as mulheres mobilizadas não realiassem o protesto previsto, considerando que os destinatários da mensagem faltaram ao evento.
Obviamente, outras oportunidades acontecerão, sobretudo nas eleições de 2010, quando os servidores públicos estaduais farão campanha aberta contra o PMDB.
É certo que a presença maciça do policiamento ostensivo e do "policiamento reservado" também inibiram as mulheres mobilizadas.
Foi uma festa linda e devemos registrar a presença do Deputado Federal Jair Bolsonaro, do Deputado Estadual Paulo Ramos e do Deputado Estadual Flávio Bolsonaro.
Membros do legislativo que sempre estão ao lado da Polícia MIlitar, inclusive os três marcharam conosco nas nossas marchas democráticas de janeiro e fevereiro de 2008.
Os membros do legislativo que faltaram às nossas marchas, repetiram a ausência, mostrando que são bons de boca, unicamente, tendo o maior receio do governo.
Devo ainda destacar a presença de integrantes dos blogs "Bairro de Botafogo" e "Coturno Carioca", assim como, do Movimento das "Mulheres de Atitudes Independentes".
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 18 de março de 2009

BELTRAME ATACA BAIXO SALÁRIO DA PM E ABRE CRISE COM CABRAL.

O Jornal do Brasil publica reportagem sobre a declaração do Secretário de Segurança na ALERJ, quando disse que não puniria o "bico" dos policiais.

"A lua de mel entre o governador Sérgio Cabral e o secretário de Segurança Pública José Mariano BELTRAME parece estar abalada".

Leia a reportagem:
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/17/e170323975.asp

Destaco:
- "Serei suficientemente sincero para afirmar que não combaterei o bico, pelo menos enquanto o estado não remunerar melhor os profissionais de segurança - atacou Beltrame que, ao assumir o cargo, junto com Cabral, recebeu a promessa de que a política de segurança passaria por profundas reformas, entre elas a melhoria salarial dos policiais".

O Deputado Estadual Marcelo Freixo (PSOL) afirmou:
- "Espero que o secretário não seja punido pelo governador Sérgio Cabral, pois ele apenas relatou algo que está bem explícito aos olhos da sociedade - defendeu o deputado chamando atenção para o salário da PM, o mais baixo do país.

Por meio de sua assessoria, o governador tentou apaziguar o desconforto gerado pelas declarações do secretário:
- "Isso não é uma crítica. O Beltrame pensa como o governador. Porém, não há condição de conceder um aumento salarial, mas toda a disciplina militar deve ser seguida. A declaração do secretário está correta, não é uma crítica ao governo, disse a assessoria de Cabral".
Em outras palavras: Policial Militar, cale-se!
O Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT) declarou a respeito da relação do poder público com a LIESA:
- "Sabemos que a Liga das Escolas de Samba (LIESA), controlada por estas pessoas, recebe recursos federais, estaduais e municipais. Por que, então, punir aqueles que estão trabalhando honestamente para complementar a renda? Nos camarotes estavam o Presidente da República, governador e prefeito, todos condizentes com as irregularidades que mantêm o carnaval".
A "caixa preta" do sambódromo precisa ser totalmente aberta, caso contrário, ficará evidente a relação entre o poder público (políticos) e a LIESA, o que não pode ser tolerado.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 17 de março de 2009

BELTRAME NÃO VAI PUNIR "O BICO" E PROPAGANDA GOVERNAMENTAL.

O GLOBO:
BELTRAME DIZ QUE NÃO COMBATERÁ BICO DE POLICIAIS ENQUANTO OS SALÁRIOS NÃO MELHORAREM.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/03/17/beltrame-diz-que-nao-combatera-bico-de-policiais-enquanto-salarios-nao-melhorarem-754879719.asp

O Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Delegado da Polícia Federal José Mariano Benicá BELTRAME, teve coragem ao assumir tal postura na ALERJ, embora isso possa ser entendido como uma oficialização tácita do “bico”.
O Deputado Estadual Paulo Ramos (PDT) fez a seguinte colocação durante a audiência, em razão de ter tido conhecimento de que policiais militares estavam sendo punidos em razão de trabalharem no “bico”:
- Precisamos entender a conivência do Poder Público com o carnaval, que é controlado por uma espécie de máfia de banqueiros do jogo do bicho e controladores de caça-níquel. Sabemos que a LIESA, que é controlada por estas pessoas, recebe recursos federais, estaduais e municipais. Por que, então, punir aqueles que estão trabalhando honestamente para completar a sua renda familiar”.
Inacreditável, embora sabendo do envolvimento de contraventores com a LIESA, o dinheiro público – nosso dinheiro – é injetado na LIESA, que governantes são estes!
Os problemas relacionados com o “bico” foram delineados perfeitamente pelo Coronel de Polícia Ronaldo Antônio de MENEZES, no seu artigo “A PERVERSIDADE DO BICO E A PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA (
http://celprpaul.blogspot.com/2008/05/perversidade-do-bico-e-privatizao-da.html), que provocou a sua punição disciplinar e assombrou o Brasil.
Por motivos óbvios – salários famélicos – não temos realmente como combater o “bico” dos Policiais Militares, dos Bombeiros Militares e dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro.
Todavia, ouve-se aqui e acolá, que o Governo Estadual anunciará um aumento para os Policiais Militares, no dia 13 de maio de 2009, quando a Polícia Militar completará o seu bicentenário, o que pode mudar essa realidade salarial.
O então candidato – Sérgio Cabral Filho – reconheceu em 2006 a existência de perdas salariais da categoria superiores a 50% e como só concedeu nestes 27 (vinte e sete) meses, 12 (doze) por cento de reajuste, devemos esperar um aumento significativo.
Vamos torcer para não termos uma nova decepção, o que só aumentará a não aprovação do Governo Sérgio Cabral, que já atinge índices alarmantes (68%).
Talvez investindo menos em propaganda - que invade os nossos lares diariamente e em vários horários – sobrasse um pouco mais para investir no servidor público, responsável por prestar serviço aos desasistidos e à classe média.
Eu continuo sem entender o motivo dos governos investirem em propaganda, considerando que a melhor propaganda é a realização de um bom governo, que todos percebem facilmente.
Certamente, alguns alegarão que se trata de prestação de contas, o que eu também discordo pelo mesmo motivo citado.
No Rio de Janeiro, o governo criou um slogan:
- “SOMANDO FORÇAS”.
Parece uma adaptação da frase símbolo da mobilização cívica dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares:
- “JUNTOS SOMOS FORTES”!
Entretanto, no caso da frase governamental, diante da reprovação maciça do atual governo estadual, ela parece incompleta, melhor seria:
- “SOMANDO FORÇAS COM ... (Quem?)”.
Obviamente, não com os servidores públicos estaduais.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 15 de março de 2009

DEPUTADO ESTADUAL FLÁVIO BOLSONARO - DISCURSO.

REUNIÃO NA AME/RJ
30 DE JANEIRO DE 2009
O Deputado Flávio Bolsonaro e o Deputado Estadual Paulo Ramos sempre apoiaram a mobilização cívica dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares, na luta por salários dignos e adequadas condições de trabalho.
Eles compareceram às nossas reuniões na AME/RJ (antigo Clube dos Oficiais) e ainda, compareceram as nossas marchas democráticas.
"Deram a cara para bater", foram às ruas conosco, demonstrando amor pelas instituições militares estaduais.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar exigem um amor incondicional, um amor sem medos, um amor de quem escolheu um lado e não ficou em cima do muro.
Foram à tribuna da ALERJ sempre em nossa defesa.
O Deputado Estadual Flávio Bolsonaro foi um dos membros do poder legislativo que hipotecou solidariedade ao Coronel de Polícia Ronaldo Antônio de MENEZES, por ocasião do cumprimento de sanção disciplinar.

O deputado discursou na ALERJ sobre o fato:




PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 13 de março de 2009

DEPUTADO ESTADUAL PAULO RAMOS ABRE A "CAIXA PRETA" DO SAMBÓDROMO.

EMAIL RECEBIDO:

De: PauloRamos@alerj.rj.gov.br PauloRamos@alerj.rj.gov.br
Assunto: DESFILE NO SAMBÓDROMO
Para: "Paulo Ricardo Paúl" celprpaul@yahoo.com.br
Data: Sexta-feira, 13 de Março de 2009, 15:34.

Cel. Paulo Ricardo Paúl,

Segue abaixo o meu pronunciamento em plenário em 04 de março de 2009, sobrea LIESA x Segurança do Sambódromo.
Minha página: www.deputadopauloramos.com.br


Paulo Ramos.
Major RR da PMERJ.
Deputado Estadual.

Íntegra do discurso do dia 4/3/2009, no plenário Íntegra do discurso na Alerj:

O SR. PAULO RAMOS - Sr. Presidente, Srs. Deputados, venho a esta tribuna para abordar dois temas. Sobre um tive a oportunidade de falar ontem, no momento em que debatíamos um veto aposto pelo Sr. Governador a um projeto de lei aprovado por esta Casa: a questão da segurança no Sambódromo para os desfiles das escolas de samba.
Todos nós sabemos que há anos não apenas o Sambódromo mas também a Cidadedo Samba são administrados pela Liesa, a Liga das Escolas de Samba. Todos sabem ainda que a Liga das Escolas de Samba é controlada pelos também controladores do crime organizado, a partir do jogo em nosso Estado. Todos nós sabemos disso, mas o poder público - a Prefeitura do Rio de Janeiro - realizou com a Liga das Escolas de Samba um contrato, mesmo quando esta era dirigida pelos banqueiros do jogo do bicho, que, hoje, dividindo o território do Rio de Janeiro, são os controladores das máquinas caça-niquéis.
O jogo do bicho incorporou os avanços tecnológicos e, com as máquinas caça-níqueis, hoje é mais residual. O grande faturamento nesse ramo do crime organizado que é o jogo se dá através das máquinas caça-níqueis. As figuras controladoras, todas conhecidas, dirigiam diretamente a Liga das Escolas de Samba quando os contratos foram assinados. Depois de algumas exposições e condenações em diversos fóruns de nosso País, as figuras principais passaram a administrar a Liesa através de prepostos, mas essas figuras continuam integrando uma espécie de conselho e são exatamente elas que frequentam os chamados camarotes. No último carnaval, não sei patrocinando qual interesse - admito até de uma empresa concorrente -, um grande veículo de informação que integra o principal sistema de comunicação de nosso País resolveu denunciar uma empresa privada que presta serviços de segurança à Liesa e que tem como dirigente um coronel da reserva da Polícia Militar. Aliás, essa empresa privada já presta serviço de segurança pública através de contrato com a Liesa há muitos anos, não apenas no último ano, mas há muitos anos. A Liesa tem o contrato principal, mas terceiriza vários outros serviços: som, segurança, fornecimento de gêneros. Tudo ali é praticamente terceirizado. A Liesa é uma grande empresa que mobiliza outras empresas e é controlada diretamente pelos grandes banqueiros do jogo do bicho ou das máquinas caça-níqueis. A Prefeitura fez o contrato. As televisões e essas outras empresas também fazem contrato com a Liesa.
A Globo teve a exclusividade. Assinou contrato com quem para ter a exclusividade?
Com o Prefeito?
Com o Governador?
Assinou com quem?
Assinou com a Liga das Escolas de Samba.
Aí vem outra questão. O Presidente da República e o Governador do Estado compareceram ao desfile.
Com quem foi tratada a segurança das autoridades?
Com a Liesa, através da empresa contratada pela Liesa para fazer a segurança no Sambódromo. Quem representou a segurança do Presidente da República? Quem representou a Secretaria de Estado de Segurança Pública?
O policiamento é conjunto: a Polícia Militar faz o policiamento na área externa, e a empresa contratada pela Liesa faz a segurança no interior do Sambódromo, nos camarotes.
Quem fez essa integração?
Foi alguém do Poder Público, mas fez com a Liesa ?
Obviamente, a Liesa representada pela empresa por ela contratada para fazer a segurança no Sambódromo. Soube que, nos camarotes refrigerados, com muito uísque e muitas mulheres, as figuras principais de nossa República se banquetearam com os grandes banqueiros do jogo do bicho. Chegaram até a comemorar resultados.
Repentinamente, o jornal O Globo faz uma reportagem tentando comprometer quem?
Os profissionais da segurança pública, principalmente policiais militares, que, na inatividade ou na hora de folga, estavam trabalhando no bico para a empresa contratada pela Liesa. Aí surge o ponto que quero abordar com mais especificidade.
O Sr. Walter Maierovich, que é uma figura que respeito, já foi Secretário Nacional Antidrogas, é um especialista, dá uma opinião completamente conveniente para aqueles que fizeram a reportagem, que devem estar defendendo o interesse de outra empresa. No fundo, o que eles querem é substituir uma empresa por outra na prestação do serviço de segurança, mesmo que a nova empresa contrate depois os mesmos policiais militares e os mesmos policiais civis. Mas eles querem substituir. Diz o seguinte: em sendo agentes da autoridade, aqueles profissionais da segurança pública que ali estavam fazendo bico, perderiam a condição de atuar no momento em que tivessem, em nome do Estado, que reprimir quem, os controladores do crime organizado, donos do carnaval. Perderiam a autoridade, teriam constrangimento, porque ali estaria sendo criada uma relação de subordinação.
Como o Sr. Walter Maierovich é uma figura muito respeitada, cujas opiniões são colhidas em diversos fóruns, aquilo teve repercussão, cartas de leitores. Mas o que me surpreendeu foi a posição do Secretário de Estado de Segurança Pública, numa entrevista que deu, porque faz coro a isso. Diz que vai apurar, quer saber se há policiais militares ativos. Ora, veja só. Ele estava ali, como Secretário de Segurança, certamente designou um representante da Secretaria para tratar da segurança no Sambódromo, para fazer a interlocução com a Liesa e, portanto, com os banqueiros do jogo dobicho, que são os controladores da Liesa, e não disse uma palavra em relação ao princípio da autoridade.
Como um governador, um presidente da República e um prefeito, como eles sentam através de seus representantes para a promoção do seu prazer e da sua segurança? Porque, é claro, já houve um presidente da República que enfrentou um grave percalço no Sambódromo. Talvez aquela experiência tenha feito com que outros cuidados passassem a ser tomados, para que a mesma exposição ou o mesmo constrangimento não alcançasse futuros dirigentes do nosso estado, do nosso município e do nosso país. De qualquer maneira, eu venho aqui para dizer que já não é a primeira vez. Tratei desse assunto antes do Carnaval. Quem quiser consultar o depoimento do Secretário de Segurança na CPI das Milícias vai ali constatar que eu tratei rigorosamente dessa mesma questão. Eu perguntei a ele:
-Como fica o princípio da autoridade quando a banca do crime organizado controla a principal festa popular do país e se relaciona com as autoridades da área da segurança?
Como fica isto?
Se está correta a opinião do Sr. Walter Maierovitch, de que os profissionais da Segurança Pública - os poucos, se é que tinha ali algum ativo -, como agentes da autoridade, perdem a possibilidade de agir diante dos grandes criminosos que controlam o Carnaval, qual o constrangimento a que é submetida a autoridade responsável pela elaboração da política de Segurança Pública do nossoestado?
Fica também subordinada ao interesse!
Eu ando pelo Estado do Rio de Janeiro e vejo quanto existe de máquina caça-níquel instalada por aí! Já conversei com comerciantes que instalam a máquina e são obrigados a isso. Não querem, mas são constrangidos a deixar a máquina ali.
O Secretário de Segurança, no depoimento que prestou, disse que tinha recolhidas não sei quantas mil máquinas caça-níqueis, que não havia nem mais depósito no estado para o recolhimento de máquinas. Afinal de contas, seria a confissão da capitulação?
Então, Sr. Presidente, quero aqui prestar uma homenagem aos profissionais da Segurança Pública que fazem bico, que buscam uma complementação salarial através das mais diversas atividades. Eles estão aí no transporte alternativo, dirigindo táxis, dando aulas em colégios, enfim, nas mais diversas atividades. E também na segurança. O número maior, claro que é na área da segurança pública, porque é a proteção patrimonial, a proteção individual, ou seja, essa é a profissão de cada um. Se encontrarmos engenheiros fazendo bico, estão fazendo bico como engenheiros. É assim: professores, médicos, cada um desenvolve a atividade em função da sua capacitação profissional.
Nenhuma palavra sequer do Secretário sobre o salário dos profissionais da Segurança Pública. Nenhuma! Ele deveria dizer que esses profissionais são uns desgraçados, uns infelizes; que, se aposentados, poderiam estar aproveitando o justo lazer, depois de vários anos de serviço público prestado; e aqueles que estão na ativa poderiam estar com as suas respectivas famílias nas horas de folga. Entretanto estão aqui. Estão aqui porque ganham pouco, porque querem complementar o salário, mesmo com sacrifício. Então, a minha solidariedade àqueles que estavam no Sambódromo lutando com dignidade por um complemento salarial. E a minha reprovação àqueles que,em controlando o poder, se aliam ao verdadeiro crime organizado e tentam buscar biombos.
Muito obrigado.
PAULO RAMOS
DEPUTADO ESTADUAL ( RJ )
AGORA FICOU CLARO O MOTIVO DO JORNAL "O GLOBO" NÃO TER PROSSEGUIDO COM A ABERTURA DA "CAIXA PRETA" DO SAMBÓDROMO!
PARA O EXERCÍCO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA:
- COM A PALAVRA O JORNAL "O GLOBO".
- COM A PALAVRA A REDE GLOBO DE TELEVISÃO.
E, COMO FISCAL DA LEI, COM A PALAVRA O MINISTÉRIO PÚBLICO.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

EMAIL RECEBIBO - DEPUTADO ESTADUAL PAULO RAMOS.

EMAIL RECEBIDO:
De: PauloRamos@alerj.rj.gov.br PauloRamos@alerj.rj.gov.br
Assunto: Re: Coronel Paúl - Artigo.
Para: "Paulo Ricardo Paúl" celprpaul@yahoo.com.br
Data: Sexta-feira, 13 de Março de 2009, 15:25.

Caro Coronel Paulo Ricardo Paul,

Com as considerações de sempre quero manifestar a minha solidariedade e dizer que tenho acompanhado no exercício do mandato e como Major PM da Reserva, as ações do Governo às mais destrutivas em relação ao destino da nossa corporação.
Tenho denunciado e me posiciono contrariamente às ações do Governo que não se destinam a valorização da PM e muito menos prestar bons serviços à sociedade.
Abraços,

Paulo Ramos.
Major PM da Reserva.
Deputado Estadual.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 31 de maio de 2008

DISCURSO DA DEPUTADA ESTADUAL CIDINHA CAMPOS.

BLOG DO JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA - SANTA BÁRBARA E REBOUÇAS:
Trecho do artigo "NA ALERJ":
Discurso da deputada Cidinha Campos (PDT):
"Sr. Presidente, Sra. e Srs. Deputados, o que eu tenho a dizer não é tão grande que eu não pudesse usar um aparte para fazê-lo, mas eu achei que seria tirar o tempo do debate que está se ouvindo aqui, porque tem sido muito bonito, e eu quero cumprimentar o Deputado Paulo Ramos - não é sempre que eu faço isso, não é, deputado? - pelo seu discurso desta tribuna.
Falou-se muito aqui, Sr. Presidente, sobre estado de direito. Acho que do estado de direito já se falou demais. Nós temos que falar do Estado direito. O Estado direito é aquele em que o deputado trabalha, vive com o seu salário, não rouba de ninguém, não tira dinheiro da escola de criança. Esse é o Estado direito!
Não vou fazer nenhuma análise jurídica. Eu vejo com espanto que na hora de defender um deputado, vão procurar na Constituição o amparo para livrá-lo de uma punição. Mas esse deputado, que foi Chefe da Polícia deste Estado do Rio, não respeitou nem o Código Penal, nem o Código Civil. Nada! Na hora de se defender, todos buscam a legalidade ideal: a Constituição Federal, que ninguém respeita.
Esta Casa, é claro, tem competência para tirá-lo do xadrez, mas não tem legitimidade. Sabe por que, Sr. Presidente? Porque 40% desta Casa estão envolvidos com a marginalidade: 40% de uma casa política envolvidos com bolsa-escola, máfia dos combustíveis, assassinato, grupo de extermínio, extorsão, milícia e tráfico. Que legitimidade tem esta Casa para dizer que ele tem que sair da prisão? Estão votando em causa própria! “É ele hoje, sou eu amanhã” – como já disseram aqui uma vez.
Então, qualquer que seja esse resultado, e eu já sei qual será, como sabia que ele ia ser preso – e V. Exa. é testemunha que eu sabia que ele ia ser preso - como sei que outros serão. Serão presos e nós nos vamos enfraquecendo a cada passo. As argolas que querem tirar do pé do Álvaro Lins já estão chegando aos nossos pés, porque nós estamos implantando no Poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro o poder da bandidagem, da falcatrua, da falta de respeito à população e ao direito do Estado, ao Estado direito.
Sr. Presidente, eu trouxe documentos aqui. Tem gravação. Eu tenho a degravação completa da investigação da Poeira no Asfalto. O chefe do gabinete do Dr. Álvaro Lins tratando da falcatrua que ia fazer naquele direito especial do imposto do ICMS que o Garotinho ia botar. Ele não está sendo julgado por isso, mas também será e nós vamos perder o bonde da história, porque ele é o principal envolvido na máfia dos combustíveis. Mas como é que vai votar esta Casa? Dos oito presos, um é funcionário daqui. A mulher do Sr. Álvaro Lins, a ex, é funcionária da Casa, e os outros, os demais, todos foram homenageados pela Casa, todos os bandidos receberam moção desta Casa, alguns receberam três ou quatro. Mas que moral tem um Deputado que dá moção para esses bandidos? E eu não estou nem falando do Álvaro Lins, que recebeu a Medalha Tiradentes e outras coisas, estou falando dos “inhos” todos. Bandidos pés-de-chinelo que receberam moção, medalha de diversos Deputados, a maioria de Deputados também envolvidos em outras denúncias de corrupção.
Eu acho, Sr. Presidente, que é um discurso perdido. Quando a gente se opõe ao sistema, porque isso virou um sistema, chega a ser perda de tempo. Mas o que estou fazendo aqui se eu não fico pelo menos indignada com o que está acontecendo? Então, eu sei que ele vai sair por aquela porta, vai usar os instrumentos que tem, como disse bem o Sr. Deputado Paulo Ramos, como ex-Secretário de Segurança Pública, para desvirtuar a investigação. E não é só ele, são dois ex-Secretários, ele e o Ricardo Hallack, que é outro bandido de primeira classe muito homenageado nesta Casa. É um discurso vazio. É um discurso que não vai dar em nada.
Pode sair, Sr. Deputado Álvaro Lins!
A Casa é sua!"

quinta-feira, 10 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

O DIA - 06/04/2008 - SAÚDE DA POLÍCIA PEDE REFORÇOS


JUNTOS SOMOS FORTES!
O HCPM PRECISA DE DOADORES DE SANGUE!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

DISCURSO DO DEPUTADO ESTADUAL PAULO RAMOS


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO

ECOS DO CARNAVAL

A insegurança de Beltrame
Levou à rebeldia dos coronéis da Polícia Militar
Tenho que reconhecer: Sérgio Cabral está na mais completa tranqüilidade. Apesar de ter desmentido os fatos duas vezes na quarta-feira, como mostrei ontem (no RJ-TV de meio-dia e depois na Globo News de 3 da tarde), estava rigorosamente à vontade. Com o mesmo sorriso de sempre, conversando como se a crise não estivesse aumentando.
E essa crise já repercutia, ultrapassava o Rio, batia no Planalto-Alvorada. O presidente Lula, mostrando que é amigo dele, ligou diretamente para o governador, sem usar secretária. Perguntou: "Sérgio, precisa de ajuda? Estou à tua disposição". Sérgio não teve um momento de hesitação, respondeu: "Obrigado, presidente, não preciso de nada, posso resolver". Isso na quarta-feira.
Os jornais de televisão da noite (na verdade só existe o Jornal Nacional, essa é uma deturpação jornalística do Brasil) não deram muito destaque, pareciam confirmar o que o governador dissera ao presidente da República.
Mas ontem, quinta-feira, os jornais trataram da questão em manchetes, na verdade obrigatórias. O Globo: "Coronéis mantêm desafio com renúncia coletiva na PM". E fechavam essa Primeira, registrando um fato que repercutiu geral por ser inédito: "Novo comandante toma posse a portas fechadas e longe da tropa". O fato era realmente estranho, por dois motivos.
1 - Todo comandante militar, na posse, gosta de "sentir" se os novos comandados estão satisfeitos com a nomeação ou não gostaram dela.
2 - O coronel Pitta, que assumia, até à véspera era tido e havido como rebelde, o que não é desabonador. E até participou da passeata que tanta confusão provocou. Também não se pode reprovar que aceitasse o cargo. Assim, com trânsito nos dois lados, pode conciliar. O que não parece o caso.
Esta Tribuna também não podia ficar longe dos acontecimentos e das manchetes. Saiu assim: "Crise se agrava, oficiais da PM se rebelam". E ao contrário da afirmação do governador na véspera e que a Globo News repetiu maldosamente às 9 da manhã de ontem, sem consultá-lo: "São apenas 6 ou 7 oficiais que não trazem nenhum problema". Mas a Tribuna dá um manifesto assinado por 47 coronéis e tenentes-coronéis.
E finalmente, a Folha, cada vez mais regionalizada e voltada para São Paulo, teve que se render à importância do Rio. Manchete espalhafatosa: "Coronéis da PM afrontam governo do Rio". Não está correta, a "afronta" era contra o secretário de Segurança, numa cidade (e num estado) dominada pela insegurança. E na verdade, tudo começou pela insegurança.
Quando um coronel importante teve a coragem de dizer "que os baixos salários provocam a corrupção", foi logo demitido. A passeata, discreta e sem armas, foi conseqüência normal. A conseqüência anormal: a demissão de todos pelo secretário Beltrame, revelando uma "segurança" que não implanta nas ruas. Nas ruas o que existe é morte, direta ou por bala perdida.
Lá dentro, a Folha vem com nova manchete (igual à desta Tribuna) e ainda publica um artigo de Marcelo Beraba (ex-ombudsman), que coloca tudo no título: "Crise é a maior da gestão Cabral, mas não a única". Nota 10 pelo título e pela síntese.
PS - Apesar do telefonema, Lula não vem mais ao Rio assistir ao desfile das escolas. Preferiu ir para o Guarujá. Lógico, Lula não quis ser testemunha ou alvo de manifestação.
PS 2 - Milhões de pessoas querendo se divertir, o governador garantindo carnaval tranqüilo, o secretário Beltrame acumulando ressentimentos. É a República."
DEPUTADO ESTADUAL PAULO RAMOS
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO