Mostrando postagens com marcador desvios de conduta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desvios de conduta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de abril de 2011

UPP: POLICIAL MILITAR É PRESO COM FUZIL EM SUA CASA.

Foto: Reprodução de Internet

SITE DO SIDNEY REZENDE
PM da UPP do Morro São João é preso após polícia encontrar fuzil em sua casa
Um soldado que atua na Unidade de Polícia Pacificadora do Morro São João, no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, foi preso em flagrante, nesta terça-feira, após a polícia encontrar um fuzil dentro da casa onde mora com a mãe, em Magé, Baixada Fluminense.
As investigações apontam para a participação do policial em homicídios de outros PMs. A arma encontrada na residência do soldado pode ter sido usada na execução do cabo Fábio Marcelo da Silva Cardoso e do ex-PM Rogério Werlick. As mortes ocorreram nesta terça e no último sábado. Segundo a assessoria das UPPs, o comando de pacificação vai acompanhar o caso.
O fuzil foi apreendido durante uma averiguação de policiais do Batalhão de Magé na casa do soldado, onde cumpriam mandado de busca e apreensão.
O policial está preso administrativamente no Batalhão do Méier.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O JOGO DOS BICHOS É UMA DAS CAUSAS DO CRESCIMENTO DAS BANDAS PODRES NAS POLÍCIAS FLUMINENSES.

Penso que a população do Rio de Janeiro não tem mais qualquer dúvida sobre a gravidade da infestação das bandas podres nas nossas polícias, diante da frequência com que aparecem escândalos envolvendo os Policiais Civis e Militares, no governo Sérgio Cabral.
O diagnóstico salta aos olhos, assim como o remédio que deve ser ministrado com a maior rapidez possível, reprimir os bandidos travestidos de policiais, implantando uma TOLERÂNCIA ZERO contra as bandas podres policiais.
Só uma ação enérgica e constante poderá começar a reverter a infecção generalizada que ameaça matar as polícias fluminenses, diante do crescimento do câncer.
Prezado cidadão, o crescimento dessa doença tem várias causas, uma delas é a opinião incrustada nos efetivos policiais de que todo mundo tira um por fora nas polícias. Embora isso não seja uma verdade, considerando que existem policiais honestos nas duas instituições, o conceito acaba sendo absorvido como verdade em face do grande número de integrantes das bandas podres e da realidade que os policiais encontram nas ruas do Rio de Janeiro, onde os ilícitos funcionam ostensivamente, embaixo dos olhos das instituições policiais.
O jogo dos bichos possui o maior peso na formação dessa convicção.
Mal entra na Polícia Militar ou na Polícia Civil, o novato dá de cara com essa realidade, ou seja, o ilícito jogo dos bichos funcionando em todos os cantos do estado. Percorrendo as ruas a pé ou em viatura, o jovem policial passa por dezenas desses pontos e não pode fazer nada, considerando que ninguém reprime o ilícito. Isso faz com que ele comece a formar a convicção de que muitos devem estar levando alguma compensação financeira para que o bicho funcione ostensivamente, o que certamente ocorre.
Nessa fase, convicto que todo mundo leva vantagem e vendo que ninguém é responsabilizado, o policial está a um passo de ser conquistado para a banda podre e terá que ter uma formação excelente para ter condições de resistir a todas as vantagens oferecidas.
No Rio de Janeiro para que se possa enfrentar as bandas podres policiais é indispensável a implantação da OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO contra todos os ilícitos que são praticados ostensivamente nas ruas do nosso estado e que não são reprimidos.
Sem essa tolerância zero, qualquer iniciativa parecerá apenas mais um golpe midiático do governo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 19 de fevereiro de 2011

POLÍCIA CIVIL: FAÇO UMA ANÁLISE PRECIPITADA.

O título desse breve artigo é uma confissão, ele contém uma análise precipitada, algo que conduz na maioria das vezes a grandes enganos. É verdade, uma precipitação, sem dúvida, inclusive pelo fato de eu discordar inteiramente do dito popular de que a primeira impressão é a que fica.
Feita a confissão, cometo a precipitação:
A delegada Martha Rocha não parece ser a chefe que a Polícia Civil precisa para reverter a gravíssima situação vivenciada pela instituição nos últimos anos.
SITE G1
Martha Rocha anuncia nomes para o segundo escalão da Polícia Civil do RJ
Marcos Maia é mantido à frente da Coordenadoria de Recursos Especiais.
Delegada não quis comentar indiciamento de ex-chefe da Polícia Civil.
(...)
Martha Rocha não quis comentar o indiciamento do antecessor dela, o delegado Allan Turnowski, que entregou o cargo na terça-feira (15). “A decisão é da Justiça. Se assim entendeu, está entendido”, disse. “Agora, não vamos falar de antes da minha gestão. Vamos falar sobre o futuro”, frisou (leia e assista a reportagem).
Espero e torço para estar completamente errado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

EM TEMPOS DE METAS NA SECRETARIA DE SEGURANÇA DO RIO DE JANEIRO...

O secretário Beltrame fala em metas.
Mário Sérgio trabalha com metas.
Nova Chefe da Polícia Civil estabelece as suas metas.
Respeitosamente, penso que no momento as metas prioritárias da área da segurança pública fluminense deveriam ser:
1) Não roubar.
2) Não deixar roubar.
O cumprimento dessas duas metas já seria uma grande conquista.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A BANDEIRA QUE TREMULOU NO COMPLEXO DO ALEMÃO E A MÍDIA NÃO VIU.

Hoje publico um novo artigo no blog "Banda Podre - A Máfia das Polícias", no qual trato da falta de investimentos por parte do governo Sérgio Cabral na área do controle interno das atividades policiais, o que fez com que as bandas podres das polícias se fortalecessem.
Leia e veja a bandeira que tremulou no Complexo do Alemão e a mídia não filmou.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

GUERRA DO RIO: EXÉRCITO CONCLUI INVESTIGAÇÃO COM RAPIDEZ.

O GLOBO NOTÍCIA
Haveria indícios da participação de um tenente e dois cabos no crime.
Será aberto um Inquérito Policial Militar (vídeo).
O Exército concluiu, nesta quarta-feira (26), a sindicância que apurou o envolvimento de militares do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, no furto a uma casa no local.
Segundo as investigações, há indícios da participação de um tenente e dois cabos no furto de dois aparelhos de ar-condicionado e de uma chopeira.
Integrantes da tropa que também trabalham no Alemão denunciaram o crime.
Nos próximos dias será aberto um Inquérito Policial Militar. De acordo com o Exército, o material furtado foi encontrado na casa do tenente.
No último sábado (22), o Exército informou que tinha afastado trinta militares do patrulhamento no Conjunto de Favelas do Alemão, por suspeita de furto no local.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

POLÍCIA MILITAR APURA DESVIOS DE CONDUTA NO COMPLEXO DO ALEMÃO.

Hoje O Globo publica matéria sobre as investigações que estão em andamento na Polícia Militar em face das denúncias de desvios de conduta por parte de Policiais Militares, no Complexo do Alemão, inclusive um IPM foi instaurado.
Na matéria a Polícia Militar nega que o afastamento do comandante do batalhão de campanha tenha relação com essas investigações (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 9 de janeiro de 2011

DEZENAS DE POLICIAIS ACUSADOS APÓS INVASÃO NO COMPLEXO DO ALEMÃO ("SERRA PELADA").

JORNAL O DIA:
Corregedoria Unificada de olho em 50 policiais
Há denúncias de furto, extorsão e outras transgressões disciplinares no subúrbio do Rio
PAULA SARAPU
Rio - Quarenta e dois policiais militares e oito policiais civis são investigados pela Corregedoria Geral Unificada (CGU) por denúncias de furto, extorsão e outras transgressões disciplinares desde o início da ocupação no Complexo do Alemão, em novembro. Moradores se queixam ainda da redução do patrulhamento na área.
O órgão abriu 26 procedimentos apuratórios para identificar e punir os culpados, mas encontra dificuldades porque grande parte das denúncias apresenta dados insuficientes sobre os suspeitos. Até agora, apenas 3 sindicâncias foram instauradas, com base em informações precisas — cada uma delas avalia a conduta de um policial.

Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
A Corregedoria Interna da PM também recebeu em seu posto móvel na comunidade 55 denúncias contra agentes da pacificação. Segundo a PM, foi instaurado apenas um inquérito contra quatro policiais do 7º BPM (Alcântara). Eles foram acusados de saquear o apartamento de um morador na Estrada do Itararé. Há ainda três averiguações sumárias, em que se checam informações, e 45 investigações sigilosas, para levantamento de dados. O Exército só recebeu reclamações sobre a postura de soldados, mas nenhuma denúncia foi confirmada.
“Todas as denúncias com mínimo de razoabilidade serão investigadas. E essas investigações serão concluídas”, garante o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, em um aviso de que as transgressões disciplinares não serão toleradas em nenhum processo de ocupação e pacificação.
Pouco mais de um mês após o início da ocupação, moradores reclamam da presença menos ostensiva de PMs e soldados no Alemão e no Complexo da Penha. Muitos continuam assustados e afirmam que ainda há bandidos nas favelas. Sem se identificar, eles contam que o patrulhamento do Exército pouco acontece na parte alta das favelas e que os traficantes não são reconhecidos pelos soldados.
Há denúncias ainda de que a venda de drogas continua à noite, em barracos abandonados e “bocas itinerantes”, com sacolés de cocaína e trouxinhas de maconha guardadas em mochilas de traficantes. “Já não tem tanto policial militar na comunidade e o Exército patrulha bem menos do que antes. Os bandidos estão aí, usando facas e pauladas para matar os moradores”, disse um morador da Vila Cruzeiro.
Relações públicas da Força de Pacificação, o major do Exército Fabiano Carvalho diz que o efetivo diário não é inferior a 1.300 militares e que a tropa está diluída pelas comunidades. Segundo ele, há fotos de traficantes procurados pela polícia nas duas bases do Exército e eles têm condições de identificá-los.
Bandidos sem antecedentes
O major Fabiano Carvalho admite que ainda há bandidos nas comunidades e que eles causam apreensão entre moradores. O oficial ressalta o fato de muitos não terem passagens pela polícia.
“Nossa tropa escutava tiros quase todas as noites até a virada do ano e não eram tiros disparados por nós. Sabemos que ainda há muita gente por aí e a população se sente acuada, mas como muitos não têm passagem, só conseguiremos prendê-los em flagrante ou com denúncia formal”. O telefone para denúncias é 0800-021 71 71.
Investigação apura nova liderança
Por ordem do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está no presídio de Porto Velho (RO), o Comando Vermelho tem nova liderança no Alemão e na Penha: Luiz Cláudio Machado, o Marreta, principal homem de guerra da facção.
A Polícia Civil tem informações de que Marreta se escondeu no Morro do Fallet, em Santa Teresa, e teria voltado ao complexo para reorganizar as bocas e dar ordens a bandidos que ficaram. A Divisão de Homicídios investiga 3 assassinatos na Vila Cruzeiro por represália do tráfico. Maria dos Santos, 47, teria sido morta a pauladas por ter saqueado a casa de um bandido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

RIO: DENÚNCIAS, DENÚNCIAS E DENÚNCIAS.

CONSCIÊNCIA.NET
“Esse tipo de silêncio seria inadmissível se os mortos fossem moradores ricos de Ipanema, mas, como é gente pobre, vale tudo”
Por Revista Consciência.Net em 05/12/2010
Registramos aqui relatos de mídia, com pesquisa de Maria Frô, para que não passe em branco. O leitor mais atento perceberá que existem algumas dezenas de questões sem respostas.
Moradores da Vila Cruzeiro e do Alemão denunciam abusos dos policiais
Por: Renata Mariz, no Correio Braziliense
29/11/2010
Rio de Janeiro – Denuncias de moradores Vila Cruzeiro e do complexo do Alemão sobre abusos praticados durante as ações policiais nas favelas revelam o outro lado das operações contra o tráfico de drogas no Rio.
Na Vila Cruzeiro, uma comunidade que era totalmente dominada pelo tráfico de drogas há pelo menos sete anos, o clima dentro da favela no primeiro sábado após a ocupação das forças de segurança pública oscilou entre o alívio pelo aparente fim da guerra travada nos últimos dias e a revolta em virtude de abusos praticados durante as ações.
“Cheguei do trabalho na sexta-feira vibrando. Pô, ver a polícia aqui tomando conta, coisa que em 30 anos de favela eu nunca tinha visto, era bom demais. Mas o mocinho virou bandido”, lamenta Cosme Souza dos Santos. Porteiro em um prédio no centro da cidade e morador da Rua da Rainha, na Vila Cruzeiro, Cosme encontrou o portão de sua casa, instalado há menos de dois meses, arrombado. Roupas foram jogadas no chão. Móveis, destruídos. Anéis, brincos e um relógio da mulher do morador, Sandra Ferreira, sumiram.
Vizinhos que acompanharam Cosme até a delegacia, onde o homem registrou ocorrência, apontaram policiais como os autores do arrombamento da casa. “Abriram minha geladeira e tomaram todos os refrigerantes que tinha, quase 10 latas”, reclama o porteiro, mostrando um recipiente vazio no quarto, abarrotado de objetos jogados no chão. “Minha casa ficou aberta, qualquer um podia entrar e levar o resto dos meus pertences conseguidos com muito suor e muito trabalho”, revolta-se Cosme, em frente à residência humilde localizada em um corredor estreito da Vila Cruzeiro.
Morro acima, na casa de outra moradora, que não quis se identificar, os policiais também detonaram a fechadura para entrar, conforme relatos de vizinhos. Mas a própria comunidade se encarregou de furtar mais objetos depois da ação dos homens fardados. Prova disso é a recuperação de parte do patrimônio por Isabel Jennerjahn, tia da moradora da casa. Ela vasculhou a residência dos vizinhos e conseguiu reaver dois butijões de gás, dois sofás, um ventilador, um filtro, uma bicicleta e até a árvore de Natal surrupiada por outros moradores.
“Meu Deus, o favelado sempre teve uma imagem de solidariedade. É absurdo os vizinhos se sentirem no direito de fazer o mesmo que os agentes do Estado fazem com a comunidade”, afirma Isabel, que faz parte da Rede de Comunidades contra a Violência, uma entidade não governamental de atuação nacional.
Luciene de França, mãe de uma menina de nove meses que prefere não mostrar o rosto para a fotografia, assim como quase todos os moradores, independentemente do conteúdo dito por eles, também teve uma surpresa desagradável ao chegar em casa, ontem, no alto da Vila Cruzeiro. Seu barraco estava arrombado.
“A comunidade não tem nada a ver com os bandidos. A gente mora aqui por necessidade. Você acha que eu não gostaria de ir para outro lugar? Mas eles tratam todo mundo igual”, reclama Luciene. Ela ainda não arrumou a fechadura de casa. Nem sabe quando poderá fazer o conserto. A mulher acredita que terá de passar mais uma noite na casa da irmã — ela está lá desde a quinta-feira passada — em virtude da falta de luz na Vila Cruzeiro. “A gente não quer traficante aqui, só quer que a polícia trabalhe direito, pegue quem tem que pegar e pronto. Sem esculachar a gente”, diz a mulher, com a filha no colo.
O relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Henrique Lima Castro, afirmou ser necessário forçar a entrada em casas aparentemente vazias. “No momento em que você conquista um território, tem de fazer a varredura. Só tem essa forma de procurar armas e drogas. Lógico que se desapareceram objetos de valor, peço que o morador registre a ocorrência imediatamente”, afirma o representante da corporação.
Ele destaca que a PM recebe relatos de traficantes tomando as casas para se esconder. Vem daí, segundo Lima Castro, a necessidade de entrar nas residências.
Apesar da revolta por parte de moradores prejudicados de alguma forma com a operação de segurança, a perspectiva de viver longe do domínio do tráfico e, ao mesmo tempo, atendidos por serviços públicos essenciais serve de alento. “Será que agora a polícia vai ficar? Dizem que está tudo bem, que está tudo ocupado, mas eu não sei. Só Deus para saber”, desconfia das notícias muito otimistas um comerciante da Praça Vila Cruzeiro, onde muitos comércios importantes estão localizados. Em bares e lanchonetes, pessoas tomavam cerveja e crianças andavam pelas ruas com tranquilidade, apesar da presença de carros blindados, inclusive um caveirão, da Polícia Militar fluminense.
Cadáveres aos porcos
No início da tarde, uma senhora baixa e negra que gritava na praça, com uma criança no colo, era o retrato do desespero. “Tem 24 horas que meu menino de 16 anos está sumido. Botaram o corpo dele para os porcos”, chorava a mulher, identificada apenas como Dineia. Todos os moradores sabem onde fica o local sobre o qual a senhora falava. “É na vacaria, tem corpo lá, sim”, confirmaram os cerca de 10 transeuntes consultados pela reportagem na subida do morro da Vila Cruzeiro. O local é coberto por mata e pedras. Em vez de vacas, criadas no local tempos atrás, havia porcos se alimentando de cadáveres.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Militar do Rio de Janeiro informou não ter conhecimento do fato. Os moradores defendem, enfaticamente, que os corpos são de “vagabundos”, mas também de “inocentes” atingidos durante o confronto. Independentemente da verdade, o conflito urbano que já entrou para a história da segurança pública brasileira será lembrado por pessoas como Cosme, Luciene, Isabel e Dineia de uma jeito muito particular. Eles querem paz, mas também querem respeito.
Abusos também aconteceram no Complexo do Alemão
Uma cerca de ferro instalada pela polícia na Estrada do Itararé, via que dá acesso ao Complexo do Alemão, manteve cinco ônibus estacionados ao longo do domingo com o objetivo de transportar suspeitos encontrados durante a operação. Mas o local ficou durante boa parte do dia cheio de moradores que reclamavam de abusos — desde a detenção de parentes que nada teriam a ver com o tráfico à derrubada de casas por parte dos policiais. Ontem, o Correio mostrou as mesmas denúncias na Vila Cruzeiro, localizada no mesmo complexo.
Léia de Souza, 30 anos, tentava manter a calma, depois que a proximidade do helicóptero da Polícia Militar derrubou metade da casa de sua mãe, na Rua Araruá. “Graças a Deus ninguém ficou ferido, mas a gente não tem para onde ir. Quando reclamei com o policial, ele me mandou morar na casa dos vagabundos”, reclama a mulher, visivelmente confusa em relação a como pedir providências.
Uma senhora que se identificou como Sônia, da casa ao lado de Léia, também teve o muro destruído. Desesperada, a mulher gritava em meio aos policiais. “Tenho três filhos, moro sozinha, não sou bandida nem vagabunda. Mas eles não querem saber. Que proteção é essa que querem dar para a gente?”, questionava Sônia, transtornada. A destruição de seu muro e da casa de Léia ocorreu no momento em que o helicóptero da PM praticamente pousou numa laje próxima para carregar drogas encontradas em um imóvel perto dali.
Quando as famílias pediram para a imprensa fotografar as casas destruídas, um policial ordenou: “Sai da rua, entra para casa e não atrapalha nossa operação”, disse, rispidamente, o policial. Priscilaine Santana, 24 anos, pedia aos policiais, na cerca instalada na Estrada do Itararé, que liberassem logo seu marido. “A gente estava indo para o supermercado, aí revistaram a gente. Viram que ele tinha uma tatuagem e uma cicatriz na barriga, de uma cirurgia. É crime ter tatuagem?”, dizia Priscilaine. Dois homens, Jackson Soares e Elídio Bortolati, diziam ter apanhado de policiais, mostrando marcas pelas costas.
Personagem da notícia
Presente de grego

Ronai Braga, com a mulher, mostra o estrago em sua casa na Vila Cruzeiro: “Não sou contra a instituição. Sou contra os maus policiais, que usam a farda para prejudicar gente trabalhadora”
A revolta acompanhada do choro compulsivo ainda preserva um senso de justiça. “Não sou contra a instituição e o trabalho que eles fazem. Entendo tudo que tem que acontecer para um futuro melhor. Sou contra os maus policiais, que usam a farda para prejudicar gente trabalhadora”, disse, aos prantos, Ronai Braga. Ele teve a casa, na Rua 16 da Vila Cruzeiro, arrombada por agentes da Polícia Civil, segundo vizinhos que o acompanharam na delegacia como testemunhas na hora de registrar a ocorrência. Além de destruírem os móveis da residência, na sexta-feira, os invasores levaram R$ 31 mil, que seriam dados como entrada de um apartamento que a família pretendia adquirir.
Com todos os comprovantes na mão — depósitos bancários, rescisão recente de contrato de trabalho após oito anos com carteira assinada em uma empresa, extratos de FGTS e declarações de Imposto de Renda —, Ronai parece querer provar que seu dinheiro é suado. Pais de dois meninos de 2 e 9 anos, o casal não suporta olhar o quarto das crianças, com os móveis quebrados e as roupas jogadas no chão.
A vizinhança do homem que atualmente trabalha como autônomo, pintando camisetas, relatou na delegacia que um dos policiais que entraram na casa era identificado no uniforme como Carlos A positivo – tipo sanguíneo tradicionalmente inscrito na farda dos agentes de segurança. Ronai completará 32 anos amanhã. “Olha que presente ganhei”, diz.
Para ver o vídeo de Ronai Braga, clique aqui.
Morador diz que foi amarrado por policiais em blitz
Por LAURA CAPRIGLIONE e MARLENE BERGAMO, na Folha
02/12/2010
Amarrado com as mãos para trás por um fio de ventilador, amordaçado com a fralda do sobrinho de um mês, imobilizado em uma cadeira de espaldar alto, um biscateiro de 19 anos diz ter passado meia hora de terror em sua casa, na Vila Cruzeiro, na manhã de ontem.
A mãe, mulher, irmã e o filho de 3 anos dele, que estavam no imóvel na hora em que os policiais chegaram, foram expulsos do local pelos soldados. Ficaram na porta, gritando por socorro.
A Folha entrou na casa do biscateiro poucos minutos depois de os quatro policiais se retirarem em um carro azul claro e branco, as cores da PM. As crianças berravam. O rapaz teve uma crise de choro convulsivo. Mãe, mulher e irmã gritavam, assustadas e revoltadas. “Onde é que está o dinheiro? O que é que tu tem aí pra perder?, perguntavam todo o tempo. Falavam que se o dinheiro não aparecesse, me matariam”, disse o biscateiro.
Os policiais vasculharam a casa. Com os canos de suas armas, estouraram o forro de plástico no teto, em busca de algo que pudesse estar escondido. Segundo a família, não encontraram nada.
A casa fica no segundo piso de um imóvel que era, até quinta passada, ocupado por um homem suspeito de ligações com o narcotráfico.
A polícia já vistoriou o piso inferior, que foi depois saqueado. Teto com sanca de gesso e lâmpadas embutidas agora estão quebrados. Sofás e móveis modulares da cozinha e banheiro também foram revirados.
SEGUNDA VEZ
Segundo a irmã do biscateiro, policiais do Batalhão de Operações Especiais e da Tropa de Choque já estiveram em sua casa.
“Eles vieram, revistaram tudo e nos deixaram em paz. A gente achou até que era correto, porque tinha um sujeito meio bandido bem embaixo de nós. Mas hoje foi diferente. Quando viram que não tinha nada aqui em casa, mandaram todos nós sairmos de casa e ficaram aqui só com meu irmão. Para nós, parecia que nunca mais íamos revê-lo com vida.”
A doméstica Maria, 52, mãe do biscateiro, gritou tanto pedindo para entrar em sua casa que mal conseguia falar com a Folha. Segundo ela, os policiais haviam retirado as identificações de seus uniformes. “Eu só vi que um deles era O+”, disse, referindo-se ao tipo sanguíneo de um dos soldados.
A assessoria da PM do Rio afirma que as denúncias de abusos cometidos por policiais serão investigadas e que o comando da tropa punirá “com rigor” os envolvidos em “desvios de conduta”.
A família do rapaz não pretende denunciar os policiais. “Quando vocês forem embora, eles vêm e acertam contas com a gente”, disse a mãe.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SÓ NOS RESTA TORCER PARA QUE AS ACUSAÇÕES SEJAM INFUNDADAS.

BLOG PAUTA DO DIA
ROBERTA TRINDADE
Caveirão pode ter sido usado em fuga de chefões do CV
A Corregedoria da Polícia Militar está investigando os policiais lotados no 16º BPM (Olaria) que estavam de serviço no blindado da unidade – popularmente conhecido como “caveirão” – no último domingo. Do início da noite do dia 28 de novembro até às 5h da manhã do dia seguinte, o veículo foi flagrado realizando viagens do Complexo do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, até o Morro do Chapadão, na Pavuna, também na Zona Norte.
Como os PMs não tinham autorização para percorrer esse trajeto e as viagens foram feitas de forma consecutiva, há a desconfiança de que eles estivessem transportando criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas na região para o morro vizinho, que pertence à mesma facção.
Caso seja comprovado que eles auxiliaram na fuga de bandidos, como os dois traficantes mais procurados atualmente no Estado do Rio - Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 33 anos, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, 31 – todos podem ser expulsos da corporação.
Esta não é a única investigação contra policiais envolvidos na megaoperação que tem sido realizada no Complexo do Alemão – que possui acessos pelos bairros Penha, Bonsucesso, Ramos, Olaria e Inhaúma e é composto pelos morros do Alemão, da Baiana, do Adeus e dos Mineiros e pelas favelas Vila Cruzeiro, Alvorada, Matinha, Nova Brasília, Pedra do Sapo, Palmeiras, Fazendinha, Grota, Chatuba, Areal e Chuveirinho.
Além de facilitação de fuga, há denúncias – não só contra PMs, mas também contra policiais civis e até mesmo federais – de que muitos estariam saqueando casas de traficantes e também de trabalhadores que moram na região.
“O Complexo do Alemão está sendo chamado de “Serra Pelada”. Tem colega pegando até porta de alumínio de imóvel. Na casa do traficante Gão, tentaram carregar uma televisão de LCD. A maioria de nós se envergonha dessas cenas”, revelou um policial que pediu para não ter sua identidade publicada.
A assessoria da PM informou que foi instalado um posto da Corregedoria da corporação na sede do 16º BPM, que fica no número 769 da Rua Paranapanema, em Olaria, para registrar todas as denúncias. Ainda segundo a PM, todas as informações serão apuradas com rigor.
“Informamos também que a PM não coaduna com nenhum tipo de desvio de conduta”,ressalta a nota.
O coronel Ronaldo Menezes, corregedor geral da PMERJ, revelou que, de sexta-feira, dia 26 de novembro, até a noite desta segunda-feira, dia 29, 13 denúncias.
"As denúncias envolvem não só integrantes da Polícia Militar, mas também de outras instituições", declarou o oficial, que também contou que todas as reclamações estão sendo verificadas.
"Haverá instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) caso seja constatado algum crime", garantiu, disponbilizando também o e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br.
Já a Secretaria de Estado de Segurança Pública garantiu que a Corregedoria Geral Unificada foi acionada e que há equipes checando denúncias na região. Além disso, a Ouvidoria de Polícia está se mobilizando para criar um núcleo de atendimento à população no Complexo do Alemão.
“Casos mais graves que sejam confirmados serão tratados pelo secretário Beltrame junto ao comandante geral da PM e ao chefe de Polícia Civil”, diz a Secretaria de Segurança Pública.
Quem preferir ligar diretamente para a Ouvidoria das Polícias pode usar os telefones: 3399-1199 ou 2242-5355. O Disque-Denúncia também está recebendo e repassando as informações para os órgãos responsáveis. O número é 2253-1177 e não é preciso se identificar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 7 de novembro de 2010

O BOPE A CAMINHO DE VIRAR UMA VERTIGINOSA FICÇÃO.

Os dois filmes Tropa de Elite foram de extrema crueldade com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Escudados em uma expressão finamente elaborada, no sentido de que o livro que deu origem ao Tropa 1 foi baseado em fatos reais, modificados em vertiginosas ficções, deram uma ar de realidade ao livro e aos filmes.
No primeiro, a PMERJ foi dividida em dois grupos:
- o BOPE, incorruptível, torturador e assassino; e
- a tropa convencional, os "barrigas azuis", corruptos ao extremo, capazes de fazer qualquer coisa por dinheiro.
A divisão foi mantida no segundo, embora tenham "aliviado" o BOPE.
Tudo isso fez muito mal a Polícia Militar e ao BOPE em especial.
Alguns Oficiais bopeanos, pelo que lemos na mídia, acreditam que realmente são especiais, que fazem parte de uma outra Polícia Militar, algo completamente equivocado.
A Revista Veja desta semana entrevista o atual gestor do BOPE, o Tenente Coronel Paulo Henrique Moraes. O título da matéria dá uma boa noção do quadro que vivenciamos: "Agora nós somos pop stars".
Eu destaquei apenas uma das perguntas:


O que podemos aproveitar?
- O comandante do BOPE acredita que os Policiais Militares da unidade são mais honestos que os outros Policiais Militares e pensa que comanda uma seleção (os melhores) da Polícia Militar.
- Os Policiais Militares do BOPE ganham muito mais que os dos batalhões convencionais.
Efetivamente, comparando-se os desvios de conduta dos Policiais Militares do BOPE com os dos batalhões convencionais, os bopeanos cometem menos. Todavia, não podemos em razão dessa verdade, purificar o BOPE. Penso que o fato de receberem um salário muito maior também sirva como um bom freio para coibir os desvios de conduta, pois basta transferir um bopeano para outra unidade para ele ter um prejuízo muito grande. Um Soldado, por exemplo, teria um prejuízo da ordem de 60% dos vencimentos totais, saindo do BOPE.
O BOPE é de um valor inquestionável para a Polícia Militar, deve ser respeitado e preservado, - inclusive não deveria estar sendo usado em ocupações -, mas temos que ter o cuidado para não transformar a unidade em uma grande ficção, como alguns estão tentando fazer.
É hora de parar com o holofote, o confete e a serpentina, aliás, isso não combina com o BOPE.
E, "mão de macaco", tem em todo lugar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAUL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CIDADÃO FLUMINENSE, ZOMBAM DE VOCÊ, FAZEM VOCÊ DE PALHAÇO.


Prezado leitor, citarei uma verdade que é conhecida por todos:
- Os policiais do Rio de Janeiro ganham um salário miserável.
Quantas vezes você teve contato com esta realidade através da mídia?
Incontáveis vezes, você responderá.
Talvez você não conheça a gama e a gravidade dos problemas decorrentes desta verdade, ou seja, o policial ganhar mal, mas pelo menos a corrupção policial crescente você conhece, quem sabe até já foi vítima dela ou se valeu dela para se livrar de uma pequena ilicitude.
Pois é...
Diante desta verdade, o governador anuncia a incorporação de mais 25.000 Policiais Militares.
Imaginem o salário que eles e os atuais Policiais Militares receberão?
Mais miseráveis ainda que os pagos hoje em dia e olha que já são os piores pagos no Brasil.
O que você acha que acontecerá com a corrupção policial?
Certamente, aumentará, serão mais corruptos nas ruas, alguém duvida.
E, o envolvimento de Policiais Militares com atividades criminosas?
Seguirá a mesma direção de crescimento.
Não se pode dar uma arma, uma farda ou um uniforme, uma carteira de polícia a um homem, pagando um salário miserável pelo risco de morte que ele tem que enfrentar nas ruas e não dando praticamente nenhuma condição de trabalho.
Ele se divorcia da corporação em face do abandono, só os masoquistas amam que os maltrata, e ruma na direção do dinheiro fácil, várias vezes impulsionado de cima para baixo.
Cabral está zombando de você, fazendo você de palhaço e agravando a crise nas instituições policiais, a corrupção policial.
Se você ficar de braços cruzados, achando que vive no mundo da propaganda televisiva, estará expondo seus entes queridos a graves riscos.
Impedir novos concursos para a Polícia Militar, enquanto os salários forem miseráveis, é missão para toda a população fluminense. Os Coronéis Barbonos afirmaram isto em 2007 (leia), os concursos continuaram e o problema só aumentou. A mídia noticiou que em 2009 a PM expulsou 300 homens, recorde na história da instituição.
Cidadão, perceba quanto dinheiro foi jogado fora.
O povo não aguenta mais bandidos fardados ou uniformizados, pagos com o nosso dinheiro.
Basta de concursos, enquanto os salários forem famélicos.
E, para piorar, as polícias não investem no controle interno e Mário Sérgio ainda enfraqueceu a Corregedoria Interna da Polícia Militar.
Deus nos proteja!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 28 de agosto de 2010

UM GOLPE MUITO DURO PARA A POLÍCIA MILITAR.

O GLOBO:
A raposa do galinheiro
Capitão que julga PMs envolvidos no atropelamento do filho de Cissa Guimarães é flagrado com outro oficial furtando
Publicada em 27/08/2010 às 23h41m
Daniel Brunet e Flávia Lima
O CAPITÃO Lauro Catarino em duas situações bem diferentes: preso por furto de cabos (na foto à esquerda) e participando do interrogatório dos PMs acusados de extorsão no caso do atropeladorde Rafael Mascarenhas/Fotos de Berg Silva e André Teixeira - Agência O Globo

RIO - Nove horas depois de interrogar os PMs denunciados por receberem propina para liberar o carro que atropelou e matou o músico Rafael Mascarenhas , o juiz militar e capitão da PM Lauro Moura Catarino, de 33 anos, foi preso - juntamente com mais dez pessoas -, na madrugada de sexta-feira, furtando cabos de telefonia da Oi, na Praia de Botafogo. Com a venda do cobre dos fios, a quadrilha faturava cerca de R$ 300 mil por mês. Entre os presos, está outro policial: o capitão do Batalhão de Choque Marcelo Queiroz dos Anjos, de 33 anos. Segundo a investigação da 9ª DP (Catete), os oficiais eram os mentores e responsáveis pela segurança da quadrilha, que agia há oito meses entre Botafogo, Flamengo e Centro. No grupo, há dois ex-policiais militares - expulsos por cometerem crimes - e funcionários terceirizados da empresa de telefonia. O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a abertura de um procedimento disciplinar para expulsar os capitães da corporação. Eles foram autuados por furto e formação de quadrilha. Se condenados, a pena pode chegar sete anos de prisão.
Ao saber da prisão de Catarino, a juíza da Auditoria Militar, Ana Paula Barros, o afastou do Conselho Permanente de Justiça Militar, que a auxilia nos julgamentos de policiais denunciados por desvio de conduta. Um outro oficial da PM será indicado, por sorteio, para substituí-lo. O capitão é lotado no 2º BPM (Botafogo), mas estava cedido ao órgão há pouco mais de um mês. Os integrantes do conselho precisam ter ficha limpa, e a abertura de uma investigação para apurar alguma falha administrativa já é suficiente para barrar um policial. Segundo o capitão Luiz Alexandre, assessor da juíza, é a primeira vez que um integrante do órgão é preso por cometer crime.
O delegado titular da 9ª DP, Alan Luxardo, disse que o grupo integrado pelos oficiais é a maior quadrilha de furto de cabos de todo o estado, tendo sido investigado por dois meses, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Os ex-soldados da PM Walter Dias Filho, de 47 anos, e José Fernando dos Santos, de 44, faziam parte da quadrilha. Walter foi expulso da corporação por concussão (extorsão praticada por funcionário público) e José, por roubo.
Os presos não quiseram prestar depoimento, dizendo que só vão falar em juízo. Luxardo revelou, no entanto, que o capitão Marcelo dos Anjos confessou informalmente sua participação nos furtos. Com a operação de sexta-feira, que resultou ainda na apreensão de um caminhão, duas Kombis e dois carros de passeio, o delegado diz ter atingido o foco principal da investigação. No entanto, a polícia vai continuar apurando o caso, para identificar mais envolvidos e saber quem comprava o material furtado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICRDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ACUSAÇÕES GRAVES CONTRA OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR.

O DIA:
"Capitães coordenavam ação de ladrões de fios de telefone na Zona Sul

POR MARCELLO VICTOR
Rio - Mais um suposto caso de desvio de conduta de policiais atinge a PM do Rio. E desta vez os acusados são militares de alta patente. Os oficiais capitães identificados apenas como Catarino, do 2º BPM, e Queiroz, do Batalhão de Choque, foram presos em flagrante no início desta madrugada junto com outras nove pessoas, acusados de furto de cabos de fibra ótica de rede de telefonia, que também servem para a Internet. A prisão foi efetuada por agentes da 9ª DP (Catete), na Praia de Botafogo, na altura do nº 300, por volta da 1 hora da manhã.
De acordo com o delegado-titular da 9ª DP, Alan Luxardo, a quadrilha agia na Zona Sul, entre os bairros do Flamengo e Botafogo. Os oficiais da PM, segundo o delegado, coordenavam as ações e davam cobertura ao bando.
Segundo a polícia, com a venda dos fios furtados, o grupo arrecadava cerca de R$ 300 mil mensais. De acordo com a polícia, as noves pessoas presas seriam funcionários de uma prestadora de serviços de uma empresa de telefonia. Agora, os policiais investigam quem seriam os receptadores do produto.
Após os depoimentos na 9ª DP, os nove presos seriam transferidos para a Polinter e os capitães PMs para o Batalhão Prisional".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 24 de julho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

POLÍCIA MILITAR: NÃO DEVEMOS ATIRAR A PRIMEIRA PEDRA.

JORNAL EXTRA:
Polícia cria grupo de teatro para ajudar no combate a desvios de conduta de PMs

Herculano Barreto Filho - Extra
RIO - Ser ou não ser. A questão levantada na peça "A tragédia de Hamlet", escrita pelo inglês William Shakespeare, passou a integrar o vocabulário da Polícia Militar. É que a corporação formou um grupo de teatro composto por seis PMs. Em ensaios há cerca de 20 dias, eles irão encenar a peça "O preço de uma escolha", que deve ser apresentada a partir de julho nas unidades da PM do Rio. A iniciativa faz parte do Programa de Prevenção ao Desvio de Conduta Militar e de um pacote de medidas que têm como bjetivo reduzir o número de policiais expulsos por não andarem na linha (
leia).
A prevenção sempre é o melhor remédio, diante dessa verdade não podemos atirar a primeira pedra no projeto de Mário Sérgio para diminuir os desvios de conduta.
No meio policial a ideia pode soar como uma anedota, porém pode alcançar resultados positivos, desde que paralelamente ocorram as principais mudanças para desestimular a prática dos desvios de conduta, como a concessão de salários dignos e justos.
Desejo sucesso!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A POLÍCIA DO RIO CADA VEZ MAIS DOENTE: DELEGADO E INSPETORES DA POLÍCIA CIVIL FORAGIDOS, POLICIAIS MILITARES ACUSADOS.


SITE G1:
Imagens mostram PMs em atitude suspeita em baile funk proibido
Vídeo mostra possível organizador da festa em conversa com policiais.
Comandante do BPM de Itaboraí é chamado para reconhecer envolvidos.
Policiais do 35ª Batalhão da Polícia Militar são suspeitos de terem recebido suborno para permitir a realização de um baile funk em um posto de combustíveis do município de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Os dois foram filmados por um morador que estava incomodado com o barulho do baile, que era realizado aos fins de semana.
O comandante do BPM de Itaboraí foi ao Fórum do Rio conhecer as imagens e determinou a instauração de um inquérito policial militar (IPM) para averiguar a conduta dos PMs.
A Justiça interditou o posto de combustíveis. Nas imagens feitas pelo vizinho do posto, aparecem menores e venda de bebida alcoólica. O autor do vídeo afirma que está recebendo ameaças de morte. “Hoje, eu estou ameaçado. São policiais que têm conhecimento que eu tinha uma gravação que supostamente os envolvia. Por isso, eu tive que ir ao Ministério Público e vou ter que sair da cidade”, afirmou o vizinho do posto. “Não tenho como mais como ficar em Itaboraí. Construí minha vida na cidade e, hoje, não tenho mais como ficar”, concluiu.
O posto de combustível fica às margens da Avenida Vinte e Dois de Maio, a principal da cidade. No início da noite de quinta-feira, policiais da Delegacia de Itaboraí acompanhados de representantes do Ministério Público e da Justiça interditaram o posto, que tem ainda um lava-jato e uma lanchonete.
Posto não tinha autorização da PM para realizar baile
Apesar de serem proibidos, bailes funk eram realizados no local frequentemente. Segundo a polícia, eventos deste tipo estavam proibidos desde agosto de 2009. Para que se promova qualquer evento público no Rio de Janeiro, independente de ser ou não um baile funk, é necessário obter um documento chamado “Nada a Opor”, concedido pela Polícia Militar. A PM não tinha dado o “Nada a Opor” para o baile funk no posto, que, consequentemente estava ilegal, sem cumprir as determinações da Secretaria de Segurança Pública para a promoção de eventos públicos.
A advogada do dono do estabelecimento, Angélica Ramos, disse que nada sabia sobre as festas. “A loja de conveniência é pessoa jurídica diferente do posto, e recebeu notificações, mas não passou para o posto. Nós chegamos e tivemos esta surpresa da interdição, porque desconhecíamos a situação”, afirmou a advogada.
Durante pelo menos seis meses, o morador, que é vizinho do posto e prefere não se identificar, cansado do barulho das festas, decidiu filmar o que acontecia nos fins de semana. Uma multidão dança, ouve música e conversa. Muitos fumam perto de bombas de gasolina. De acordo com os investigadores, são centenas de jovens, alguns menores de idade. A loja de conveniência vendia bebidas alcoólicas livremente. O barulho sai de potentes alto-falantes.
Imagens mostram negociação suspeita
Mas uma cena chama a atenção: os policiais militares chegam e o funk continua. Um homem de camisa preta seria um dos organizadores do baile ao ar livre. Ele se aproxima dos policiais e puxa a carteira. Parece contar dinheiro. Depois, entra no carro do Batalhão de Itaboraí - viatura 54-3737 - com um dos PMs. Em seguida eles saem e se despedem. As viaturas vão embora.
O morador que registrou tudo, agora, está ameaçado de morte e teve que deixar a cidade. Agentes do Ministério Público estão dando proteção ao morador. “A testemunha está sendo ameaçada e, agora, está com proteção do Ministério Público. A gente vai tomar os procedimentos normais. A advogada do posto já foi notificada da situação vai apresentar a defesa, se é que cabe defesa”, afirmou o delegado Luiz Antônio Ferreira.
COMENTO:
As Polícias do Rio de Janeiro estão gravemente enfermas. Urge que medidas saneadoras e urgentes sejam desenvolvidas, antes que a infecção se generalize de forma irreversível.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PMERJ - PROGRAMA DE PREVENÇÃO - BRINCADEIRA.

O GLOBO:
Deve ser piada, a atual gestão enfraqueeu a Corregedoria Interna, não consegue realizar nem mesmo palestras sobre desvio de conduta (corrupção policial, por exemplo) e anuncia um programa de prevenção.
A modernidade tem se mostrado ineficaz e com critérios pessoais (promoções, por exemplo), o que é inaceitável no serviço público.
Ontem, Sérgio Cabral tirou a sua responsabilidade do processo de promoções da Polícia Militar, ao dizer que assinava o processo encaminhado pelo comandante geral e agindo nessa direção expôs a atual gestão, considerando que já ocorreram promoções fora do ordenamento do Quadro de Acesso por Merecimento. (QAM) Só o governador pode promover fora desse ordenamento, mesmo assim com limitações, o processo deve seguir para o governador com o ordenamento do QAM. Se Cabral falou a verdade, a alteração foi feita interna corporis, o que remete o caso para o Ministério Público.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de março de 2010

DE POLICIAL A TRAVESTIDO DE POLÍCIA - DELEGADO ARCHIMEDES MARQUES.

Fruto de uma Sociedade em que cada vez mais se clamam pela probidade administrativa e que ainda se tem a Policia como delinqüente, está em meio às Instituições policiais a figura do digno policial, do verdadeiro policial a cumprir a sua árdua missão de bem servir e defender a população, ao mesmo tempo em que paga em conceitos depreciativos pelas ações indignas do falso policial, do travestido de Polícia. Infelizmente para muitas pessoas, policial e marginal é “farinha do mesmo saco”, ou seja, generalizam-se toda a Instituição policial por conta de uma minoria desvirtuada que age à margem da Lei e que por excesso de burocracia ou pelas brechas das Leis continuam a desempenhar as suas funções normalmente.
É bom que se frise que o termo Polícia aqui usado engloba todas as instituições policiais estatuídas na atual Carta Magna, enquanto que, a palavra policial é direcionada a todos os seus membros, do mais baixo ao mais alto grau de carreira, vez que todos nós que policiamos e mantemos a ordem pública, somos policiais, ao passo que, o termo travestido de Policia, nada mais é do que aquele componente que apesar de fazer parte da Polícia preferiu passar para o lado oposto, para o lado da marginalidade.
A somação dos atos criminosos praticados pelo travestido de Polícia, além de abrir chagas no seio da instituição é, sem sombras de dúvidas, a mais séria e grave existente no âmbito da segurança pública, vez que o policial é acima de tudo o guardião da Lei e protetor da ordem pública.
Na verdade o travestido de Polícia está na força pública para extorquir, roubar, matar, prevaricar e sempre se proteger atrás do seu distintivo, fazendo dos bons o seu escudo e dividindo com os honestos as críticas pelos seus atos insanos.
Polícia e bandido são opostos que não podem ser atraídos para o mesmo objetivo. Tal missão ilícita é própria do travestido de Polícia que, além de tudo, ainda espera contar com a conivência ou benevolência dos seus colegas de armas como se os mesmos fossem obrigados a partilhar da sua insanidade.
É bem verdade que em todos os órgãos governamentais existe o verdadeiro e o falso funcionário, mas já assistimos bons avanços de resgate da dignidade administrativa, embora esteja ainda aquém do desejo e exigência popular. Os exemplos de punidades nos três poderes já aparecem mais frequentemente e são bem aplaudidos pela sociedade que espera a justa continuidade do processo de limpeza geral em toda a administração pública.
Para que a depuração e a autodepuração sejam trilhadas fortemente também em todas as Instituições policiais e se acabe de vez com figura indesejável do travestido de Policia é necessário maior participação popular denunciando os seus ilícitos e que se reformem as Leis administrativas e penais em desfavor desses infratores, transformando os seus respectivos procedimentos em atos mais ágeis e menos burocráticos, aplicando punições justas quando das suas culpabilidades.
Complementando deve o ego do verdadeiro policial sempre ser massageado, colocando-o em melhor ocupação ou cargo de destaque com digno salário e gratificação merecedora, além das boas condições de trabalho para que o mesmo assim possa caminhar mirando também as suas próprias fileiras, expondo e ajudando a purgar as feridas causadas pelo travestido de Polícia.
Com honra, ética, e perseverança é possível fazer uma Polícia séria, sem corrupção ou interesses escusos para o próprio bem da Instituição, da sociedade, do poder público e do Brasil.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) –
archimedesmarques@infonet.com.br - archimedes-marques@bol.com.br - archimedesmelo@bol.com.br
Fonte:
www.infonet.com.br
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO