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domingo, 13 de março de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL – ESCÂNDALO – O APADRINHAMENTO DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR – PARTE 2.

Em prosseguimento ao artigo anterior, cabe escrever que o apadrinhamento de Oficiais da Polícia Militar ganhou um relevo ainda maior no governo Sérgio Cabral, como uma represália contra os Coronéis Barbonos, grupo de Coronéis da Polícia Militar que proporcionou um fato inédito nos duzentos anos de história das polícias brasileiras, pois pela primeira e única vez até a presente data, Coronéis que ocupavam as principais funções na corporação, resolveram lutar pelo salário e pelas condições de trabalho da tropa. Isso nunca tinha acontecido e ao que tudo indica nunca mais ocorrerá, pelo menos no Rio de Janeiro.
No intuito de tentar superar os diversos problemas vivenciados pela PMERJ e, simultaneamente, colaborar com o governo estadual para a prestação de uma segurança pública de qualidade para a população, no dia 03 de julho de 2007, os Barbonos divulgaram o documento “Pro lege vigilanda” (Pela vigilância da lei), que ficou conhecido como a “Carta dos Coronéis Barbonos”contendo doze itens e vários subitens (leiam).
No item 12, os Barbonos solicitaram o fim das funções blindadas, um dos inúmeros males decorrentes da dominação política da corporação:
"Tópico nº 12 - Adoção de mecanismos legais compatíveis, no sentido de que apenas os ocupantes dos cargos de Comandante Geral e de Chefe do Estado Maior da Corporação possam exceder o tempo máximo de permanência no posto de Coronel na condição de ativos. Não existe qualquer interesse Social ou Institucional, qualquer motivo que determine tal privilégio, qualquer finalidade a ser alcançada e nem mesmo faz sentido que cargos outros, marcadamente externos à Corporação, gozem de tal prerrogativa. Portanto, deve-se revogar em caráter de urgência todas as legislações estaduais que permitem que Coronéis permaneçam no serviço ativo, após os 6 (seis) anos da última promoção e não legislar mais nesse sentido absurdo.Toda legislação deve obedecer ao interesse social e ao interesse institucional, essas legislações não alcançam tais interesses, restringindo-se a interesses pessoais ou de pequenos grupos que desejam um tratamento privilegiado. Portanto, urge promover a revogação de tais privilégios concedidos através de modificações no parágrafo primeiro, do artigo 96, da Lei n.º443, de 1 de julho de 1981, realizadas por meio da Lei n.º 4.043, de 30 de dezembro de 2002 e Lei 5.019, de 19 de abril de 2007".
Apesar da gravidade da situação já vivenciada naquela época, o governo Sérgio Cabral para reprimir a ação dos Coronéis Barbonos, além de exonerá-los no início de 2008, resolveu alterar o tempo de permanência dos Coronéis de Polícia de seis para quatro anos, assim os Barbonos seriam transferidos prematuramente para a inatividade. A modificação foi feita no Estatuto dos Policiais Militares, diminuindo o tempo e além dela, para proteger os Coronéis que estavam alinhados com o governo, aumentou o número de funções blindadas (exatamente o contrário do proposto pelos Barbonos), pois se assim não agisse em futuro próximo os aliados também seriam alcançados pela diminuição (lei).
Para o correto entendimento, preciso explicar o que é uma função blindada na PMERJ?
É aquela na qual o Coronel, apesar de ter mais de 30 anos de serviço e alcançar os seis anos no posto de Coronel, não é transferido para a inatividade compulsoriamente, como a regra estatutária determina. As funções blindadas são exceções à regra geral.
Para que a mídia possa buscar informações tendo uma referência, cito um dos vários casos, o Coronel de Polícia Almeida, que trabalha na Coordenadoria Militar da Casa Civil do Governo Sérgio Cabral, que ainda está no serviço ativo da PMERJ.
Há quantos anos está na PMERJ?
Quantos anos ele tem de Coronel?
Por que ainda está no serviço ativo?
Simples, basta querer noticiar e informar.
Como o tempo não pára, apesar do aumento das blindagens, outros aliados e apadrinhados políticos que estão há mais de DEZ ANOS fora da PMERJ, seriam alcançados nos anos de 2010 e 2011, assim o governo Sérgio Cabral aumentou mais ainda o número de funções blindadas.
LEI Nº 5793, DE 22 DE JULHO DE 2010.
MODIFICA O PARÁGRAFO 1º DO ART. 96 DA LEI Nº 443, DE 1º DE JULHO DE 1981, QUE DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS POLICIAIS-MILITARES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O §1º do artigo 96 da Lei nº 443, de 1º de julho de 1981, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 96 – (...)
(...)
§1º Excetuam-se da regra do caput deste artigo os Oficiais Superiores ocupantes dos cargos de Secretário de Estado, de Coordenador Militar da Secretaria de Estado da Casa Civil, de funções similares na Assessoria Militar da Presidência da Alerj, na Diretoria Geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça, Na Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público, de Comandante-Geral da Polícia Militar, de Coordenador-Adjunto da Coordenadoria Militar da Secretaria de Estado da Secretaria de Estado da Casa Civil, de Chefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar, de Chefe de Gabinete do Comando-Geral da Polícia Militar, de Corregedor Interno da Polícia Militar, de Comandantes dos 1º, 2º, 3º e 4º Comando de Policiamento da área, bem como os demais Oficiais Superiores da Polícia Militar em exercício de cargo ou função na Coordenadoria Militar da Casa Civil, os quais, preenchidos os requisitos elencados neste artigo, serão transferidos para a inatividade quando de suas exonerações ou dispensas dos respectivos cargos ou funções. (NR)
Art. 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, em 22 de julho de 2010.
SÉRGIO CABRAL
GOVERNADOR

Todos os grifados em vermelho foram as novas blindagens criadas por Cabral em 2010, além das criadas em 2008.
Uma vergonha!
A manipulação de leis para atender apadrinhamentos e aliados políticos, tudo feito como a concordância da ALERJ.
É preciso que um órgão de controle ponha um fim nessa imoralidade.
Isso é um desestímulo e um desrespeito para os que permanecem trabalhando na Polícia Militar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL – ESCÂNDALO – O APADRINHAMENTO DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR – PARTE 1.

Conforme anunciei ontem no twitter (@celprpaul), publico neste domingo textos sobre o apadrinhamento de Oficiais na Polícia Militar, o que faço em duas partes para permitir uma melhor compreensão por parte da população e da mídia, sobre a extensão do problema.
Sou um dos críticos mais duros do governo Sérgio Cabral, considero o pior que vivenciei como cidadão fluminense, mas tenho que reconhecer novamente que muitos dos problemas que enfrentamos no Rio de Janeiro começaram muito antes de 2007. Tal verdade inclui a maioria dos problemas existentes na área da segurança pública e especificamente na Polícia Militar.
O apadrinhamento de Oficiais é anterior ao governo Cabral, embora esteja se mantendo e se ampliando no atual governo, que nada fez para coibir e ainda aumentou o problema.
Eu posso escrever sobre o tema tranquilamente considerando que durante toda a minha carreira na Polícia Militar nunca trabalhei em outro órgão, embora tenha sido convidado.
Preliminarmente, deixo claro que diante da gravidade da situação vivenciada pelos Policiais Militares (Oficiais e Praças) com os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e o crescimento das bandas podres, citando alguns problemas, nada mais natural como mecanismo de defesa do que os PMs buscarem atividades fora da Corporação, onde ficam blindados destes problemas, recebem benefícios e ainda ganham ótimas gratificações, na maioria dos casos.
É natural, mas não é o correto, pois todos os Oficiais e Praças foram preparados para o exercício profissional na PMERJ e não em outros órgãos, portanto o nosso dever é enfrentarmos estes obstáculos, para que eles sejam equacionados pelo bem da Polícia Militar e do povo fluminense.

O ponto que abordarei nesta primeira parte é uma expressão maldita que abre as portas para essa debandada: “considerar de interesse policial militar”.

Cidadão fluminense, você sabia que existem Oficiais da Polícia Militar que estão há mais de DEZ ANOS em outros órgãos, fora dos quartéis da Polícia Militar, não desempenhando a profissão para a qual foram preparados com o dinheiro público?
Alguns estão quase alcançando 2/3 da carreira fora da PMERJ, isso é inadmissível.
Imagine um jovem Tenente deixar a PMERJ e ser promovido aos postos de Capitão, Major, Tenente Coronel e Coronel fora da corporação.
Parece mentira, mas isso ocorre e cada vez com mais frequência.
E como isso começou a se processar na Polícia Militar?
Oficiais (Praças também pegam essa carona) começaram a ser cedidos para outros órgãos, prefeituras, por exemplo. Nesses órgãos os Oficiais passaram a construir uma realidade para solucionar um problema, que é a regulamentação que determina que o PM que ultrapassar mais de dois anos fora da PMERJ deve ser transferido para a inatividade, o que não interessa aos Oficiais e Praças, em face do salário ser calculado na forma de cotas.
Não alterado essa regra, ninguém poderia ficar mais de dois anos fora da Polícia Militar, sem ser transferido por cotas para a inatividade.
Como remédio eles passaram a buscar que esses órgãos passassem a ser “considerados de interesse policial militar”, pois essa condição permite que o PM ultrapasse os dois anos fora da corporação sem ser inativado.
O artifício se multiplicou rapidamente e continua crescendo no governo Sérgio Cabral.
A coisa estaria tão descontrolada que recentemente recebi uma denúncia que estou tentando confirmar, no sentido de que um Oficial PM teria ultrapassado os dois anos em uma prefeitura, o que deveria tê-lo automaticamente transferido para a inatividade, mas isso não teria ocorrido porque conseguiram declarar como de interesse policial militar a prefeitura e ainda com efeito retroativo, ou seja, anterior ao dia em que ele completou os dois anos fora e a DGP teria aceito. Atualmente, ele teria retornado e estaria comandando.
Além desse artifício, Oficiais começaram a construir as “coordenadorias militares” desses órgãos definindo funções para serem ocupadas por Oficiais e Praças da PMERJ, assim ficou muito mais fácil entender como de “interesse policial militar”, facilitando inclusive as promoções por merecimento dos Oficiais que estão fora da Polícia Militar.
Isso é uma vergonha!
Enquanto isso ocorre com o beneplácito do governo estadual, da secretaria de segurança e do comando da corporação, os Oficiais e Praças que ficam na Polícia Militar continuam enfrentando os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, o crescimento das bandas podres, tirando serviços (finais de semana e feriados), não recebendo gratificações, atuando na Polícia Judiciária Militar (averiguações, sindicâncias e IPMs) e muitos ainda sendo preteridos nas promoções por merecimento pelos que estão há mais de DEZ ANOS fora da Polícia Militar.
Ataulmente a PM possui Oficiais que estão há mais de DEZ ANOS fora da PMERJ e que foram promovidos por merecimento ao posto de Coronel na frente de Tenentes Coronéis que comandaram vários batalhões.
Um completo absurdo e ninguém faz nada.
Mário Sérgio, por exemplo, foi um dos que atuou fora da PMERJ, gozando dos benefícios e hoje é o comandante geral nomeado.
Hoje a Polícia Militar possui mais de 2.800 PMs fora da corporação.
Na verdade estão jogando o "interesse público" no lixo.
Basta a mídia querer para destrinchar incontáveis histórias sobre essa vergonha institucional.
O problema é a mídia do Rio querer e poder...
A segunda parte, a respeito da blindagem, será publicada ainda neste domingo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS E O BOPE.

O BOPE está em alta até no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Escola Superior de Polícia Militar.
Recursos e recursos, missão cumprida.
Isso me faz lembrar um recurso que trouxe um Tenente Coronel que estava fora do grupo que seria avaliado para promoção, para dentro desse universo, na gestão da modernidade.
O Oficial não só entrou no grupo a ser avaliado, como foi promovido.
Nada como ser moderno, como ser caveira, na gestão da modernidade.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A FORÇA DAS NOTAS DOS CORONÉIS DA CPO.

Em tese, as promoções pelo critério do merecimento serviriam para permitir que um policial com melhores condições não ficasse condenado a ser promovido sempre depois dos mais antigos, os com mais tempo na graduação ou posto, mesmo que tivesse um desempenho profissional melhor que eles. Mal comparando, a promoção por merecimento promoveria a justiça, tal qual o imposto de renda “promove” a justiça social.
Eu integrei a Comissão de Promoção de Oficiais (CPO), conheço o tema e no intuito de demonstrar como a “justiça” do merecimento é questionável e como a atuação da CPO é decisiva, passo a analisar como forma de explicar as variações, a colocação dos Majores de Polícia, com RG 53.000, que ocuparam até a décima colocação no Quadro de Acesso por Merecimento (QAM).
São eles:
1º ) Aziza da Cunha Ramalho Costa – nota final: 6,91.
3º ) Márcio Oliveira Rocha – nota final: 6,76.
6º ) Viviane Damásio Duarte – nota final: 6,55.
7º ) Fernanda Luca Moraes dos Santos – nota final: 6,55.
8º ) Claudia de Melo Louvain – nota final: 6,45.
9º ) Cláudio de Lucas Lima – nota final: 6,43.
Os Oficiais ocupavam as seguintes colocações, respectivamente, no Quadro de Acesso por Antiguidade: 66º ; 57º ; 59º ; 72º ; 70º e 74º lugar.
Logo se percebe que os Oficiais deram grandes saltos no critério do merecimento, Aziza e Cláudio avançaram 65 posições.
E como alcançamos essa nota final que promove o ordenamento no QAM?
Através da média aritmética entre três notas: Pontos circunstanciais, média dos conceitos no posto atribuídos pelos comandantes diretos e nota da CPO, comissão essa composta por sete Coronéis de Polícia, dentre eles o comandante geral.
Os pontos circunstanciais (elogios, medalhas, tempo de serviço, etc) são publicados no Boletim Reservado antes de cada data de promoção, sendo que cada Oficial interessado acaba sabendo o total de pontos de todos que estão no quadro de acesso com ele. É um dado público, não pode ser escondido.
A média dos conceitos não é pública, pois cada Oficial tem acesso apenas aos seus próprios conceitos semestrais. Todavia, na prática, a maioria esmagadora dos Oficiais tem o grau 5,0 como média, o que corresponde ao conceito Muito Bom. A maior nota possível para essa média é 6,0. Entretanto, raríssimos Oficiais recebem 6,0 como conceito semestral e esse conceito ainda precisa ser confirmado pela CPO, o quase nunca acontece. Portanto, atribuir o grau 5,0 para realizar o cálculo da terceira nota, para “descobrir” a nota da Comissão de Promoções de Oficiais, pode ser considerado um parâmetro excelente.
A nota da CPO é um mistério, ela nunca é divulgada. Os sete Coronéis emitem cada um deles uma nota até 6,0. As notas são somadas e divididas por sete, alcançando a nota da CPO para cada Oficial. A nota dada por cada Coronel não é informada.
Diante do exposto, temos duas notas conhecidas do total de três e o resultado final (colocação no QAM), o que nos permite descobrir a nota misteriosa da CPO, com pequena possibilidade de erro.
Os Oficiais possuem respectivamente os seguintes pontos circunstanciais: 11,30 ; 10,90 ; 8,65 ; 8,80 ; 8,90 e 8,30. Assim sendo, considerando a média de conceito dos comandantes como 5,0 para todos, podemos alcançar a nota da CPO de cada um deles.
- Aziza da Cunha Ramalho Costa – 4,43.
- Márcio Oliveira Rocha – 4,38.
- Viviane Damásio Duarte – 6,0 (nota máxima).
- Fernanda Luca Moraes dos Santos – 5,85 (seis notas 6,0 e uma nota cinco).
- Claudia de Melo Louvain – 5,45.
- Cláudio de Lucas Lima – 6,0 (nota máxima).
Os Oficiais que alcançaram a nota máxima, obtiveram o conceito 6,0 dos sete Coronéis da CPO, o que não é fácil, considerando que nem sempre esses Coronéis conhecem bem os Oficiais avaliados.
Essa análise simplória serve para demonstrar como a nota da CPO é fundamental para a colocação no QAM. O fato dessa nota não ser revelada contribui para que possa ser usada “politicamente”, algo que precisa mudar, para dar mais transparência e credibilidade à avaliação da CPO.
No meu período na CPO, não recordo de Oficiais que tenham obtido a nota máxima na CPO (6,0), posso estar enganado, mais não me recordo dessa façanha...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PMERJ - PROGRAMA DE PREVENÇÃO - BRINCADEIRA.

O GLOBO:
Deve ser piada, a atual gestão enfraqueeu a Corregedoria Interna, não consegue realizar nem mesmo palestras sobre desvio de conduta (corrupção policial, por exemplo) e anuncia um programa de prevenção.
A modernidade tem se mostrado ineficaz e com critérios pessoais (promoções, por exemplo), o que é inaceitável no serviço público.
Ontem, Sérgio Cabral tirou a sua responsabilidade do processo de promoções da Polícia Militar, ao dizer que assinava o processo encaminhado pelo comandante geral e agindo nessa direção expôs a atual gestão, considerando que já ocorreram promoções fora do ordenamento do Quadro de Acesso por Merecimento. (QAM) Só o governador pode promover fora desse ordenamento, mesmo assim com limitações, o processo deve seguir para o governador com o ordenamento do QAM. Se Cabral falou a verdade, a alteração foi feita interna corporis, o que remete o caso para o Ministério Público.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 19 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO: PROMOÇÕES POLÍTICAS NA POLÍCIA MILITAR.

Pitta + Mário Sérgio
A única conquista da Polícia Militar na gestão Sérgio Cabral (PMDB) era promover quem a instituição vulgasse correto, isso ainda no comando do Coronel de Polícia Militar. A atual gestão (Mário Sérgio) perdeu essa ÚNICA CONQUISTA, quando foram promovidos ao posto de Coronel, Tenentes Coronéis que nunca comandaram um batalhão, contrariando norma tácita estabelecida pelo próprio Mário Sérgio. Assim ocorreu, por exemplo, com o chefe da segurança de Sérgio Cabral, que foi promovido recentemente ao posto de Coronel, sem nunca ter sido chefe, diretor ou comandante de OPM.
Hoje recebi uma comunicação sobre os novos Coronéis da Polícia Militar, promoções relativas ao dia 21 ABR 2010.
O Tenente Coronel Almeida Neto que se encontra na secretaria de segurança foi um dos promovidos.
No total foram dez promoções, entre os promovidos: Tenentes Coronéis Kátia, Robson, Salles, Froes, Camelo e Cesar Taner.
Vamos aguardar o Diário Oficial para confirmar.
Aliás, vamos aguardar para verificar se a Major Viviane, esposa de Mário Sérgio, também foi promovida por merecimento. Ela que já foi beneficiada ao ser nomeada (Major) em uma função de Coronel, quando da assunção do seu esposo. Eu comuniquei essa nomeação ao Ministério Público, porém não sei se o fato está sendo apurado ou não.

Os critérios da gestão da modernidade são muito "pessoais".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POLÍCIA MILITAR: A VOLTA DA INTERFERÊNCIA EXTERNA NAS PROMOÇÕES POR MERECIMENTO.

ATO CÍVICO DOS BOMBEIROS MILITARES
ARARUAMA - 2009

O fim da interferência política (externa) nas promoções por merecimento na Polícia Militar, prometido e decantado por Sérgio Cabral, terminou na gestão Mário Sérgio, ocorrendo nas promoções de agosto de 2009 e ao que tudo indica, teria ocorrido também nas promoções de dezembro de 2009.
Eu não tenho acesso direto ao boletim ostensivo da PMERJ, como já escrevi, obviamente, as dificuldades são maiores ainda quando tento ler os boletins reservados, sendo esse motivo para o condicional do parágrafo anterior.
Segundo o conteúdo que pude acessar, nas promoções por merecimento ao posto de Tenente Coronel, o Quadro de Acesso por Merecimento não teria sido observado, pois o 18º colocado (última vaga) não foi promovido, sendo agraciado o 19º colocado.
Confirmado esse fato, o Major de Polícia Ricardo Souza Barros (18º) foi preterido pelo governador Sérgio Cabral, tendo em vista que só o governador pode desrespeitar a ordem do QAM, em conformidade com os parâmetros da legislação.
Tal fato ganha maior relevância se considerarmos que o último promovido, o 19º colocado, Major de Polícia Miguel Francisco Ramos Júnior, é assessor direto do secretário de segurança, José Mariano Beltrame.
Diante do exposto, solicito aos Oficiais leitores que consultem o QAM e a relação de promovidos nos boletins reservados, para que se confirme ou se descarte essa minha avaliação.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

POLÍCIA MILITAR: PROMOÇÕES POR MERECIMENTO.

JORNAL EXTRA.
BLOG CASOS DE POLÍCIA E SEGURANÇA:
Enviado por Fernando Torres.
PROMOÇÃO NA PM
Segurança de Beltrame é elevado a tenente-coronel
"Entre os 18 majores promovidos por merecimento ao posto de tenente-coronel da Polícia Militar, nesta segunda-feira, está Miguel Francisco Ramos Júnior, o 01 da segurança pessoal do secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.
Um policial que trabalha com a equipe do governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, também recebeu promoção. Augusto César Pinto Benac, da Superintendência de Segurança do Palácio Guanabara, passou de tenente-coronel a coronel".
Comente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

POLÍCIA MILITAR: PROMOÇÕES POR MERECIMENTO.


Eu vou tentar ler o Boletim Reservado da PMERJ no qual foi publicado o Quadro de Acesso por Merecimento (QAM) para comentar as promoções na Polícia Militar, que foram publicadas no nosso espaço democrático nessa segunda-feira.
Uma análise preliminar indica dois aspectos de enorme relevância no tocante às promoções ao posto de Coronel de Polícia.
Salvo melhor juízo, todos Tenentes Coronéis que comandavam Unidades Operacionais em 2007/2008, que não ombrearam com a Polícia Militar na luta por salários dignos e por adequadas condições de trabalho, preferindo ficar ao lado de Sérgio Cabral, foram promovidos por merecimento em agosto e em dezembro/2009, na gestão da modernidade.
Receberam os seus prêmios, parabéns!
As promoções deixaram Mário Sérgio em uma grande sinuca, diante das suas declarações ao iniciar a sua gestão sobre as promoções ao posto de Coronel, quando disse que só promoveria Tenentes Coronéis que tivessem comandado unidade operacional.
Essa afirmativa fez com que o Tenente Coronel Carlos Mendes, que tinha sido nomeado por Mário Sérgio para a função de Diretor Geral de Pessoal, logo depois solicitasse exoneração da função e ainda, solicitou para ser nomeado como comandante de um batalhão, o que aconteceu.
Carlos Mendes com poucos meses comandando um batalhão foi promovido, além de outros que também comandam há poucos meses, porém ocorreram promoções de Tenentes Coronéis que nunca comandaram um batalhão, desmoralizando a afirmativa de Mário Sérgio.
Isso é péssimo para uma Polícia Militar tão desacreditada e demonstra o quanto a dominação política avançou na gestão da modernidade.
A Polícia Militar está de joelhos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

NEM A IMAGINAÇÃO SOBREVIVEU.

Um lutador de boxe por mais preparado que possa estar física e psicologicamente para um combate, caso receba um golpe perfeito no início da luta, perde inteiramente esses valores.
Essa verdade faz com que via de regra exista um período de estudos no qual os lutadores buscam a melhor maneira de operacionalizar suas estratégias e suas táticas.
A atual gestão da Polícia Militar achou que era um Mike Tyson e saiu desferindo socos na forma de atos administrativos e de frases de efeito, na primeira hora.
Hoje quem lê a relação do Quadro de Acesso por Merecimento para o posto de Coronel de Polícia, logo identifica que a atual gestão falou demais e que teve que ceder à vontade política.
Isso certamente desmoraliza.
Além disso soa de forma angustiante tentar explicar o que todo mundo sabe como ocorreu na verdade, dizendo que existem Tenentes Coronéis que estão fora da Polícia Militar, mas que estão loucos para voltar, porém seus chefes não permitem.
A imaginação anda em falta...
E como o assunto são as promoções por merecimento, alguém poderia esclarecer quem emite o grau da CPO pertinente ao chefe do EMG?
O operacional ou o administrativo?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO