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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CORONEL PAÚL, AS DIFICULDADES DOS MEUS DETRATORES.

Prezados leitores, bom dia!
Eu fui incorporado na Polícia Militar no dia 26 FEV 1976 e fui transferido compulsoriamente a contar do dia 21 ABR 2009, após ter dois anos da minha carreira cortados.
Nesses pouco mais de 33 anos de serviço:
- Nunca recebi nenhum centavo que não fizesse os meus vencimentos, nem mesmo a propina mensal do "jogos dos Bichos", considerada um mal menor. 
- Nunca recebi dinheiro oriundo de compras fraudulentas. 
- Nunca cobrei qualquer importância de PMs para conceder benefícios. 
- Nunca vendi policiamento, usando como segurança privada em troca de propinas.
- Nunca fiz acordo com traficantes de drogas.
- Nunca recebi qualquer importância para votar favoravelmente em Processos Administrativos Disciplinares.
- Nunca fui incompetente nas funções que desempenhei, como a minha careira demonstra, inclusive com as promoções por merecimento.
- Nunca fui promovido por interferência política.
- Sempre lutei por meus direitos e sempre briguei para cima, isso desde Tenente.
- Nunca fiquei fora da PMERJ, encostado emn qualquer órgão externo.
- Nunca favoreci ninguém da minha família na PMERJ.
- Nunca exagerei na bebida nos coquetéis servidos nas festividades militares.
Sim , tenho vários defeitos, eu confesso, mas penso que consigo administrá-los, considerando o desespero dos meus detratores para encontraem defeitos verdadeiros para falarem mal de mim. Sinceramente, eles estão perdendo todos os limites do bom senso e escrevem qualquer coisa na forma de comentários. O último perguntou em um comentário quantos bicheiros eu tinha prendido em minha vida. Tolo, mal sabe que a minha primeira briga para cima na Polícia Militar foi exatamente nesse tema, quando era 2o Tenente moderníssimo e enfrentei um Capitão antiguíssimo que mandava no quartel. 
O próprio comandante geral disse no dia 13 JAN 2012, em alto e bom tom, que eu teria sido internado no HCPM com diárreia, provocada por medo, após ter sido indicado para comandar um batalhão. Ele não sabe o que diz, nada conhece sobre esse fato e inventou uma mentira na presença de dezenas de Praças, isso só para me depreciar. O que ele queria provar? Logo ele que tanto conversou comigo na Corregedoria Interna e que me 2009, quando concorreu à presidência da AME/RJ, na sua fala de apresentação de sua plataforma de candidato, me citou como seu amigo. Nesse aspecto, ele falou a verdade, pois eu procurei ajudá-lo ao máximo quando ele reclamava que estava sendo preterido nas promoções ao posto de Coronel.
A verdade é que estou cansado dessas acusações infundadas e não mais publicarei qualquer comentário (e ainda são comentários anônimos) contra mim que não esteja devidamente fundamentado, sendo essa explicação o motivo da publicação desse artigo. Não percam mais tempo escrevendo mentiras, melhor insistirem na tecla de que quando eu fui Corregedor Interno me mostrei um verdadeiro carrasco, mesmo não sendo verdade, mas pelo menos é mais fácil de enganar os desinformados. 
E, por falar em Corregedoria, quem foi o Corregedor bonzinho da PMERJ?
No período de que Corregedor da PMERJ foram excluídos mais Oficiais do que Praças?
No período de que Corregedor da PMERJ foram punidos mais Oficiais do que Praças?
Por favor, quem foi esse Corregedor bonzinho...
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EX-COMANDANTE DO 7o BPM É PRESO NOVAMENTE.

BOL NOTÍCIAS:
FOLHA.COM
Polícia do RJ prende novamente tenente-coronel Djalma Beltrami.
MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
O tenente-coronel Djalma Beltrami, ex-juiz de futebol, foi preso novamente esta tarde pela Corregedoria Geral Unificada. A decisão da Justiça aconteceu a partir da denúncia feita por seis promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público estadual. Em dezembro, ele já havia sido detido na operação Dezembro Negro, que investigou homicídios praticados por traficantes em São Gonçalo e que baseou esta denúncia.
Beltrami foi preso em casa e levado para a 64ª DP (Vilar dos Teles). O seu advogado, Marcos Espínola informou, através de sua assessoria, que ainda não irá se pronunciar. Apenas após tomar conhecimento da decisão judicial. Ele esteve na Corregedoria Interna da PM, no Centro do Rio, e de lá, seguiu para a delegacia localizada na Baixada Fluminense.
As investigações que levaram Beltrami de volta à prisão foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói com o apoio do Gaeco. Elas identificaram um esquema de distribuição de drogas na Região dos Lagos do Rio que tem origem no Complexo da Maré, no Rio, passando por entrepostos nos municípios de São Gonçalo e de Niterói.
De acordo com a denúncia, os homicídios relacionados ao tráfico em São Pedro da Aldeia se intensificaram após a tomada do Complexo do Alemão pelo Estado.
Para a manutenção do esquema, os promotores e o delegado Alan Luxardo concluíram que seria necessário o auxílio de PMs. Foram identificados policiais do 7º BPM (São Gonçalo). Além do tenente-coronel Beltrami, outros 12 policiais militares foram denunciados.
Ao longo da investigação, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, revelaram que os PMs negociavam propinas com traficantes para não coibir o tráfico de drogas. Sargentos, cabos e soldados, que integravam o Grupo de Ações Táticas (GAT), combinavam com o denunciado Maico dos Santos "Gaguinho" o pagamento de propina semanal no valor de R$ 20 mil, dos quais R$ 10 mil eram, de acordo com a denúncia, repassados ao então comandante da unidade, Djalma Beltrami.
O tenente-coronel chegou a ser preso no dia 20 de dezembro após a decretação de sua prisão temporária, porém, obteve o benefício do habeas corpus, concedido durante o plantão judiciário, no dia 21 de dezembro
Na ocasião, o Tribunal de Justiça considerou que não havia elementos para manter Beltrami preso. Na denúncia, os promotores afirmam que um policial informa que repassará a propina ao "01", ao "comandante", que seria Beltrami.
Para os promotores está claro que se trata do policial. Em seu relatório, o delegado Alan Luxardo se utiliza da gravação na íntegra, além de notícias crimes baseadas em disque-denúncia que tratam da época em que o tenente-coronel comandava o 14º BPM (Bangu). As informações para informar que o esquema de corrupção não aconteceria sem a participação do tenente-coronel Beltrami. Luxardo também explica em seu relatório que ele "não produziria provas contra si" e que os PMs não reprimiram o tráfico no morro da Coruja de onde todos receberiam propinas.
O tenente-coronel Djalma Beltrami deve passar a noite em algum quartel da PM, no Rio, e amanhã, seguir para alguma unidade prisional.
A seguir trechos de interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, que basearam o mandado de prisão contra o tenente-coronel:
Primeiro, uma conversa entre o traficante Gaguinho e um policial militar:
GAGUINHO: ALÔ!
PM: FALA AÍ, TÁ PODENDO FALAR AÍ PARCEIRO?
GAGUINHO: OI?
PM: TÁ OUVINDO AÍ?
GAGUINHO: TÔ
PM: ENTÃO AQUELA HORA EU TIVE QUE INTERROMPER QUE TAVA COM UM PROBLEMINHA PARA RESOLVER AQUI.
GAGUINHO: HÃ!
PM: ENTÃO! É EU FALEI COM O MAIS ALTO (Comandante do Batalhão) AQUI ENTENDEU DESENROLEI COM ELE MAIS OU MENOS O QUÊ A GENTE FALOU AQUELA HORA AQUI, É VOCÊ TINHA FALADO QUE CONSEGUE CHEGAR ATÉ UNS "DEZ" (dez mil reais) NO NOSSO DIA PARA MANTER O DO COMANDO (Comando do Batalhão) E O NOSSO?
ALVO: NÃO RAPÁ NÃO TEM COMO NÃO MANDAR "10 MIL" (dez mil reais) NÃO, TÔ FALANDO PARCEIRO QUE TEM COMO EU AUMENTAR O DE VOCÊS "MIL" (mil reais) A MAIS E DAR "DEZ" (dez mil reais) POR SEMANA PARA O "NÚMERO 1" (Comandante do batalhão), COMANDANTE ENTENDEU? ARREGAR ELE TAMBÉM ISSO QUE EU QUERO FAZER ENTENDEU?
PM: O NOSSO É DA SEGUINTE FORMA; O QUE VOCÊ MANDAR PRA MIM EU VOU TIRAR UM PEDAÇO DO MEU PRA MANDAR PRO MEU COMANDO (Comandante do Batalhão), PRA MANDAR PRO "01" (Comandante do Batalhão), ENTENDEU? POR ISSO QUE EU QUERO FECHAR UM VALOR SÓ JUNTO, MEU E DO COMANDO (Comandante do Batalhão), PORQUE O QUE VOCÊ TIRAR PRA MIM, A PARTE DO COMANDO (Comandante do Batalhão) EU VOU TIRAR DAQUI PRA MANDAR, PORQUE CADA DIA É INDIVIDUAL, CADA DIA O CARA VAI PERDER UM PEDAÇO PRA LÁ, ENTENDEU?
GAGUINHO: ENTÃO! E EU TAMBÉM, VOCÊ VAI PERDER UM PEDAÇO E ELE VAI FICAR TRANQUILÃO, QUE EU VOU MANDAR "DEZ" (dez mil reais) PRA ELE PRA ELE FICAR TRANQUILO, POR SEMANA, ENTENDEU? IGUAL AQUI ONDE EU TÔ, OS CARAS PAGA AS QUE RODA, ENTENDEU? E MANDA "DEZ" (dez mil reais) PRO "NÚMERO 1" (Comandante do Batalhão) ENTENDEU?
PM: TÔ ENTENDENDO.
GAGUINHO: O QUE ERA PRA ESSE QUE ASSUMIU AGORA QUE TAVA AÍ, MANDADÃO MANÉ, PORRA, TE FALAR HEIM! AQUILO ALI É UMA MULA.
PM: EU VOU PASSAR A SITUAÇÃO PRO "01" (Comandante do Batalhão) AQUI E PRA GENTE VOCÊ MANDARIA "QUATRO" (quatro mil reais)?
GAGUINHO: É! PÔ! MAS AÍ, E O QUE EU TÔ TE FALANDO, SE O OUTRO ENTRAR NUM ACORDO TAMBÉM, O COMANDANTE MAIOR (Comandante do Batalhão) TEM QUE ENTRAR NUM ACORDO.
PM: POIS É! É O QUE EU VOU TENTAR FAZER AQUI. SÓ QUE POXA, O NOSSO PODE DAR UMA MELHORADINHA, SÓ O NOSSO, INDEPENDENTE DOS OUTROS DOIS DIAS, NÃO PODE? PRA FICAR LEGAL PRA TODO MUNDO.
GAGUINHO: É O QUE EU TÔ FALANDO, POR CAUSA DE QUE EU VOU PODER TRABALHAR TRANQUILO E MELHORAR O DE VOCÊS, ENTENDEU? O DO CARA JÁ TÁ INDO, NÃO VAI ENTRAR MAIS NINGUÉM.
PM: JUSTAMENTE ISSO, A INTENÇÃO É ESSA E QUEM TÁ ARTICULANDO TUDO É A GENTE, PORQUE A PRIMEIRA QUE FORMOU ESSE PAPO DE ACABAR COM ISSO TUDO E FICAR SÓ GENTE, FOI COM O NOSSO DIA, FOI COM O PLANTÃO DE HOJE.
GAGUINHO: ENTÃO! VOCÊ VÊ AÍ SE CONSEGUE ENTRAR EM CONTATO COM O "01" (Comandante do Batalhão) DE VOCÊS, AÍ VOCÊ ME FALA O DIA, ME LIGA E MANDA ELE VIR AQUI AGORA E MARCA COM ELE ANTES, ME FALA UM DIA ANTES PRA EU MANDAR IR AÍ ENTENDEU?
PM: TÁ! ENTÃO VAI MANDAR O NOSSO E "DEZ" (dez mil reais) POR SEMANA DO "01" (Comandante do Batalhão), É ISSO?
GAGUINHO: É!
PM: INDEPENDENTE DAS OUTRAS ALAS, AS OUTRAS ALAS É IGUAL AO NOSSO.
GAGUINHO: AS OUTRAS EU DESENROLO.
PM: BELEZA! EU VOU FALAR COM ELE AQUI. VAMOS FAZER O SEGUINTE, VOCÊ TEM COMO FAZER O NOSSO EM "CINCO" (cinco mil reais).
GAGUINHO: ENTÃO! VAMOS VER, DEIXA EU VER COMO VAI FICAR ESSE DESENROLADO AÍ, PRA PODER O CARA, ELE ATÉ CONHECE O GRAVATA (advogado), O GRAVATA CONHECE ELE, MANDO O GRAVATA NA DIREÇÃO DELE E CONVERSA COM ELE, AÍ O GRAVATA VAI CONVERSAR COM ELE O QUE EU QUERO TAMBÉM, ENTENDEU?
PM: JÁ É! TÁ FECHADO. VOU PASSAR PRA ELE AQUI E DAQUI A POUCO EU TE RETORNO.
No dia 07 de outubro de 2011, às 20:03 hs, o traficante "Gaguinho" trava conversa com policial militar sobre a liberação de bailes funks na comunidade, destacando-se o trecho abaixo:
Interlocutor: Ué, mas o bagulho da questão não é parar o arrego, não, o bagulho é vai lombrar o baile e se lombrar amanhã não enche"
Gaguinho: Tá bom, pô, isso aí que tem que segurar é o Comandante, é com eles mesmo, muito dinheiro que eles estão levando, tá maluco"
Interlocutor: Tem que ver Erick (presidente da Associação de Moradores do Morro da Coruja) para ver essa parada"
Gaguinho: Só mandar ir lá pra ver, ué. Manda ele ligar lá pro Maior dele lá, fala pro Maior dele lá que esses caras do DPO quiser os R$ 500,00 vai parar o arrego se eles zoar, manda falar, assim mesmo a gente está dando o maior dinheirão, então ele tem que segurar esses caras aí"
Interlocutor: Tá tranqüilo, vou ligar pra ele aqui agora"
E, noutra ocasião, dentre tantas, no dia 10 de outubro de 2011, às 17:39 hs, há mais:
Gaguinho: Fala aí, parceiro. O que que houve aí, cara. Tá quebrando o arrego (descumprindo o acordo para não reprimir o tráfico)
PM: Não, eu não quebrei não.
Gaguinho: Escuta! Olha só, deixa eu falar contigo. Eu anotei o número da sua viatura, vou mandar lá pro seu comandante maior, que ele leva 40 mil aí. Vai acabar o arrego por causa de tu e aí tu desenrola com ele.
PM: Parceiro, olha só. O trato que temos contigo é não entrar no seu negócio. Nós pegamos o cara aqui na pista (fora da favela). Não entrei não. Não tenho trato com você na pista, não. O trato é não zoar (reprimir o tráfico) aí dentro. Agora tu vai me ameaçar? Então, tu liga pra quem tu quiser, parceiro."
Juntos Somos Fortes!
Comentário:
No jornal O Globo (página 21)existe um novo trecho das conversações:
"Numa das escutas, há uma instrução de Beltrami a um dos seus subordinados: "Tira tudo que tiver (sic) errado nas viaturas:touca ninja, munição errada e armamento para não ter problema com a corregedoria". Para a polícia, essa é uma das provas da participação dele nos crimes do tráfico, corrupção e formação de quadrilha".
Ficar comentando partes de investigações é muito complicado, corre-se o risco de tomar a parte pelo todo. Na prisão anterior eu comentei que se as provas eram as que tinham vazado para a imprensa, não existia motivo para manter Beltrami preso, o que não significava que os fatos não devessem ser investigados. Ocorre nova prisão e, novamente, se as provas são as exibidas nessa reportagem, devo repetir que Beltrami deve ser solto a qualquer momento e a prisão só servirá para aumentar a crise entre as cúpulas da Polícia Civil e a Polícia Militar. O trecho publicado pelo O Globo, não comprova recebimento de propina do tráfico, embora comprove o seu relacionamento direto com um subordinado". Obviamente, existindo outras provas, como afirmei na primeira prisão, posso mudar a minha opinião.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O RIO EM 1 MINUTO – BELTRAME E A CORREGEDORIA INTERNA DA PM - ENGOLIR SAPO.


Juntos Somos Fortes!

JORNAL O DIA ENTREVISTA BELTRAME QUE FAZ A POPULAÇÃO ENGOLIR UM SAPO QUANDO SE EQUIVOCA AO FALAR SOBRE A CORREGEDORIA DA PMERJ.

JORNAL O DIA – 25 DEZ 2011:
( ... )
O DIA: As corregedorias estão estruturadas?
BELTRAME: Após a Operação Guilhotina, criamos melhores estruturas para as corregedorias, CGU e subsecretaria de Inteligência. Maior efetivo, com melhores condições financeiras e técnicas. Queremos que as corregedorias antecipem o fato. Tirá-las da reação para a proatividade. A CGU e a Coimpol fazem isso.
O DIA: Mas a Corregedoria da PM, não.
BELTRAME: A PM não tem o monopólio da investigação, não é judiciária e não consegue quebra de sigilo telefônico, bancário, fiscal, a não ser em casos de Justiça Militar.
O DIA: A Corregedoria da PM ainda é burocrática...
BELTRAME: Sim, muito. É pouco investigativa, mas esse barco já saiu do porto, com os investimentos que fizemos em pessoal.
( ... )
A íntegra da entrevista pode ser lida acessando o link.
Comento:
Infelizmente, o secretário Beltrame se equivocou, quem sabe em face da pressão da crise entre a Polícia Civil e a Polícia Militar ou da pressão em razão de ter que conceder tantas entrevistas, pois também saiu na Revista Época dessa semana. Na verdade quando Beltrame assumiu em 2007, a Corregedoria Interna da Polícia Militar era proativa, tínhamos nas nossas quatro Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJMs) equipes comandadas por Oficiais que diariamente e em horários diversos, realizavam supervisões inopinadas nas ruas. Inclusive realizávamos operações correcionais reunindo equipes das quatro DPJMs, como o cerco que fizemos ao BEP. Infelizmente, quando Beltrame nomeou o Coronel PM Mário Sérgio como comandante geral, uma de suas primeiras medidas foi enfraquecer a Corregedoria desmontando essas equipes. Essa é a verdade. Além disso, após cinco anos de gestão, Beltrame não cumpriu o planejamento da área correcional e não inaugurou nenhuma das três novas DPJMs previstas e nem implementou o GGAI (expansão da Corregedoria) que chegou a ser criado por decreto pelo governador, nele tínhamos a intenção de ter equipes investigando as denúncias feitas diretas contra os comandantes, chefes e diretores da Polícia Militar.
A verdade foi restabelecida.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 25 de dezembro de 2011

TROPA DE ELITE DA POLÍCIA MILITAR SOB INVESTIGAÇÃO.

1) O DIA:
Corregedor determina prisão administrativa de 12 policiais envolvidos em desvio de carga.
Rio - O corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho, determinou a prisão administrativa e disciplinar de 12 policiais de dois turnos diferentes da 3ª DPJM (Baixada) no início da noite desta sexta-feira. A razão da prisão é o fato de a corregedoria ter encontrado, na dependência daquela delegacia – um dos braços operacionais da própria corregedoria – cerca de 90 DVDs piratas, provenientes de uma operação realizada na véspera.
A operação da véspera havia apreendido três sacos de DVDs piratas com 250kg cada, num total estimado de 200 mil unidades. O objetivo da operação era verificar a suposta participação de um policial militar na venda deste tipo de produto falsificado.
A corregedoria, junto com a denúncia inicial de que os DVDs piratas estavam guardados em separado na delegacia, recebeu também um vídeo. Nas imagens, um homem não identificado como policial aparece descarregando, do ônibus usado para transporte do material apreendido, uma caixa contendo DVDs piratas. O material foi colocado em um veículo Fiat tipo passeio. Pela placa do veículo, se chegou ao proprietário, que estava com os DVDs mostrados na imagem.
Os depoimentos começaram a ser tomados nesta sexta-feira. O prazo da prisão é de 72 horas. Os 12 policiais foram presos exatamente por serem os responsáveis pelo plantão em que aconteceu o fato. A Corregedoria abriu Inquérito Policial-Militar para apurar os fatos e punir os culpados (Fonte).
2) O GLOBO:
Doze PMs presos por suspeita de receptação de carga apreendida
DVDs piratas recolhidos em Nova Iguaçu estavam dentro de armário
RIO - Doze PMs da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) — que investiga crimes e desvios de condutas cometidos por policiais militares— foram presos administrativamente na sexta-feira, depois que um capitão da unidade flagrou, dentro de um armário, parte de uma carga que havia sido apreendida na quinta-feira, durante uma operação em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Na ação, foram apreendidos três sacos com 250 quilos de DVDs piratas cada um, no total de cerca de 200 mil. Na manhã de sexta-feira, cerca de 200 DVDs — a maioria do cantor Michel Teló — foram encontrados na unidade. Os policiais que estavam chegando para trabalhar e os que estavam saindo do plantão foram então detidos administrativamente.
Segundo o corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho, há um vídeo que mostra um homem entrando no ônibus que estava sendo usado para transportar o material apreendido e roubando os DVDs. Em seguida, ele coloca os produtos piratas num carro da marca Fiat. Pela placa, a polícia identificou esse homem e foi até a sua casa. Lá, encontrou mais DVDs piratas.
A corregedoria abriu um inquérito policial-militar para investigar como os DVDs foram parar no armário dos PMs. Os policiais ficarão detidos por 72 horas na 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (Fonte).
Comento:
As acusações são gravíssimas, sobretudo por envolver a área do controle interno da Polícia Militar que foi fragilizada no comando anterior. A tropa de elite que luta contra a banda podre da PMERJ está sob investigação. Espero que as investigações identifiquem os responsáveis, evitando que a desconfiança se generalize e que inocentes sejam responsabilizados. Uma Corregedoria Interna fraca ou comprometida com desvios de conduta só interessa à banda podre da Corporação.
Juntos Somos Fortes!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

REDE BANDEIRANTES – PROGRAMA CIDINHA LIVRE – EDIÇÃO DA MINHA ENTREVISTA – COMENTÁRIOS.

Eu consegui uma cópia do Programa Cidinha Livre e separei a parte da minha entrevista graças aos esforços de uma amiga, a quem agradeço. Isso permitiu que eu finalmente pudesse assisti-la. Antes de comentar a entrevista exibida, republico trecho de um dos artigos sobre s fatos:
“Prezados leitores, hoje eu fui convidado pela segunda vez para participar do Programa Cidinha Livre da Rede Bandeirantes. Na primeira vez não pude aceitar, pois tinha uma audiência (autor) no Fórum da Capital. Na época, informei o convite e a impossibilidade no blog, o que fez com que recebesse vários conselhos para não comparecer ao programa, pois a deputada é uma defensora visceral do governo Sérgio Cabral (PMDB), o que nos coloca em posições contrárias. Eu concordei com esses posicionamentos, mas penso que não podemos perder a oportunidade de transmitir a nossa luta em todos os meios de comunicação, mesmo quando estamos em desvantagem. Diante dessa convicção, postei no blog que hoje estaria no programa e embora tivesse compromissos anteriormente agendados, reorganizei a vida e fui para a Rede Bandeirantes, situada na Zona Sul do Rio de Janeiro. Confesso que apesar da guerra avisada, como costumamos dizer, não estava preocupado pois o programa seria ao vivo, como fui informado, o que me colocaria em igualdade de condições para argumentar diante de qualquer postura inadequada da apresentadora, na sua ânsia de defender o indefensável, o péssimo governo Sérgio Cabral (PMDB). Preliminarmente, devo deixar claro que fui muito bem tratado por todos os funcionários da Rede Bandeirantes, desde a minha chegada, quando providenciaram estacionamento para meu veículo particular, até o momento em que deixei o local. Agradeço a todos e a todas. Logo ao chegar soube que o programa seria "meio ao vivo", como o funcionário informou, eu ficaria em local diferente do estúdio, onde interagiria através de um monitor com a apresentadora que faria as perguntas. Não vi qualquer problema. Ao se aproximar do horário do programa fui informado que por problemas técnicos, a entrevista seria gravada. Nesse momento, eu poderia me negar a participar, pois isso não foi convidado e seria um risco, considerando que as respostas poderiam ser editadas e que a apresentadora poderia falar o que quisesse sem que eu pudesse argumentar. Resolvi dar continuidade e a entrevista foi feita na entrada da Rede Bandeirantes. Encerrada a breve entrevista, a jornalista solicitou que eu aguardasse um pouco, enquanto ela iria ao estúdio verificar se a gravação tinha ficado boa. Eu aproveitei para solicitar que fosse disponibilizado um local onde eu pudesse assistir o programa, pois como foi gravado, surgiu essa possibilidade. Ela pediu que eu aguardasse pois não sabia se eu poderia subir. A portaria foi o local onde fiquei aguardando e onde pude visualizar de longe um monitor que fica no interior da parte destinada a rádio, o início do programa. Cinco, dez, quinze minutos, sem qualquer resposta e sem ouvir o programa, apenas vendo, resolvi deixar a Rede Bandeirantes para cumprir outros compromissos, mas antes falei com um segurança sobre o pedido da jornalista e ele, atenciosamente, fez contato com o estúdio, confirmando que eu poderia ser liberado” (Leiam).
Assistam a entrevista editada:

A edição cortou as minhas principais falas e foi reduzida a pouco mais de um minuto (22 + 20 + 30 segundos). Foram cortadas as minhas falas sobre a postura do delegado da DH-Niterói no caso da prisão do Coronel PM Beltrami e tudo o que eu falei sobre o fato do governo Sérgio Cabral (PMDB) pagar mal, recrutar, selecionar mal, formar mal e não treinar os policiais, o que impede que a população tenha ao seu dispor polícias de qualidade.
Eu solicitarei por escrito à Rede Bandeirantes uma cópia da minha entrevista original para que possa postá-la no blog e vou solicitar a sua exibição na íntegra, sobretudo para a preservação da missão social imprensa de informar os fatos verdadeiros.
No tocante à forma como fui tratado, sem direito de defesa, pela apresentadora e deputada Cidinha Campos, oportunamente decidirei o que fazer. Primeiro, quero obter da Rede Bandeirantes uma cópia da entrevista completa.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CORREGEDORA ELIANA CALMON - NOSSO APOIO INTEGRAL.

Prezados leitores, o nosso espaço democrático apoia a Corregedora Eliana Calmon.
Agência O Globo.
Eliana Calmon chama associações de juízes de 'mentirosas'.
BRASÍLIA - A ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse nesta quinta-feira que as associações representativas de juízes são "mentirosas", "maledicentes", "corporativas" e estão focadas numa "tentativa de linchamento moral contra ela". Ela negou as informações das associações de que ela estaria investigando 231 mil magistrados, servidores de tribunais e seus parentes. Segundo a ministra, os magistrados sob investigação não passam de 500 integrantes de 22 tribunais.
- Só posso lamentar a polêmica, que é fruto de maledicência e irresponsabilidade da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) e da Anamatra (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho), que mentirosamente desinformam a população ou informam com declarações incendiárias e inverossímeis - afirmou (Leiam).
Comento:
Os Corregedores (as) sérios provocam pânico em alguns investigados, isso é natural.
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PMMG: SARGENTO DENÚNCIA CORREGEDOR.

Prezados leitores, bom dia!
"Sgt Barbosa apresentou denúncia contra o Coronel Corregedor da Polícia Militar de Minas Gerais
* José Luiz Barbosa
"Em 17 de outubro do corrente ano, por forças alheias a minha vontade, encerrei precocemente minha carreira como 2º Sgt da Polícia Militar de Minas Gerais, para minha tristeza e felicidade de minha família", depois de sofrer perseguição, intimidação, retaliação por ter adotado como filosofia de vida e profissional, a luta contra as injustiças, abusos, desmandos e arbitrariedades, dos quais muitos mesmos denunciados, jamais foram apurados ou tiveram seus autores responsabilizados."
"Podem até me matar", mas jamais me calarão, podem arrancar minha gradução, mas os vencimentos para sustento de minha família não conseguiram, e minha dignidade lutarei por ela até cair de joelhos, e nunca me farão recuar, acovardar e desistir de lutar por justiça e tratamento humano, justo e cidadão para policiais e bombeiros militares, principalmente dos oprimidos, fracos e injustiçados, pois estas são as premissas que escolhi como filosofia de vida, desde meu ingresso nas fileiras da Polícia Militar nos idos da década de 80.
Com estas afirmações inicei a participação na audiência pública da comissão de direitos humanos da Assembléia legislativa de Minas Gerais, para discutir violação de direitos e garantias fundamentais, da qual é vítima um Capitão PM acusado em processo administrativo disciplinar, e para denunciar violação ao direito de expressão e opinião em face do Cel PM Hebert Fernandes Souto Silva, corregedor da Polícia Militar.
É vergonhoso ainda termos que admitir em pleno estado democrático de direito, que a Polícia Militar aja como se estivesse em um estado de exceção, em que as violações de direitos são a regra e não exceção, e para agravar a violação, sua motivação começa quando se luta de modo firme e intransigente pelo direito de exercer direitos, e num passe de mágica, de postulante a direito transmuta-se em inimigos e recalcitrantes, assumindo a condição de supostos infratores da disciplina e da arcaica e ultrapassada legislação penal militar, exatamente por contrariar a lógica reinante, que contraria interesses que segundo a doutrina militar que vigora nas hostes hierárquicas superiores estariam enfraquecendo a disciplina e a hierárquia e possibilitando a impunidade administrativa.
Entretanto, olvidam sem nenhum constrangimento a inalienável condição e status jurídico do cidadão policial militar, que mesmo tendo diferentes sujeições e obrigações questionáveis constitucionalmente, nenhum governo desde a redemocratização decidiu enfrentar, abolir e revisar o ordenamento jurídico caduco e autoritário, pois assim perde-se também o poder de dominação e manipulação para atender seus interesses em detrimento dos interesses da cidadania e do respeito a dignidade humana, fundamentos indissociáveis de uma polícia cidadã e de uma segurança pública efetiva, eficaz e democrática.
E afirmo sem nenhuma dúvida, que todo este estado de abuso de poder e desrespeito aos mais elementares direitos e garantias fundamentais tem sua estréia, no exato momento que o policial e bombeiro militar, em especial os praças, decidem lutar e reivindicar seus direitos, o que na cultura institucional é uma afronta e verdadeiro atentado a ordem estabelecida, não contra a hierárquia e disciplina, mas em desfavor da administração pública militar, ou de determinados grupos que se apropriam do poder dispondo-o como sua propriedade privada e exclusiva, o que invariávelmente desagua em desvios, abusos e excessos.
Infelizmente apesar de estarmos em um regime republicando, sob égide de um governo democrático regido pelo estado democrático de direito, as Polícias e Corpos de Bombeiros Militares, órgãos inseridos no sistema de segurança pública e capitulados no art. 144 da Carta Magna, são instituições que mais se assemelham a uma ilha isolada, inacessível e inespúlguinavel a seus princípios fundamentadores, fortemente protegida e vigiada pelos detentores do poder hierárquico na estrutura militarizada do falido sistema de segurança pública.
Na audiência pública, mais uma vez se confirmou o que todos sabemos, que há muitas e recorrentes violações de direitos sendo cometidas no interior dos quartéis, sob o manto da hierárquica e tendo como pano de fundo a disciplina, dois princípios que pela sua importância não se compatibilizam com nenhuma transgressão ou infração ao exercício de direitos, verdade pouco compreendida ou deliberamente ignorada pelos comandos das Polícias e Corpos de Bombeiros Militares de todos os entes da federação, e que para sua confirmação basta uma breve pesquisa e consulta a centenas de blogs que atualmente compõem a blogosfera policial.
Vimos, ouvimos e testemunhamos o que muitos estão cansados de sofrer e sentir, mas que ainda temem ou se silenciam para evitarem serem também novas vítimas do dissimulado sistema de opressão, perseguição e retaliação que voltam suas armas ocultas aos que insistem em reivindicar e lutar por seus direitos, e que quase sempre se vale de estratégias e medidas que foram aplicadas no regime de excessão, que é por demais conhecido de militantes e ativistas de direitos e garantias fundamentais e dos direitos humanos, e dos que se postam na defesa do elementar direito a palavra, que se consubstancia no direito humano e constitucional à livre expressão da opinião e do pensamento, de que o Brasil é signatário em tratados e declarações internacionais.
Não há nem de longe no sistema disciplinar castrense a aplicação do princípio da igualdade e da isônomia entre oficiais e praças, o que somente é aplicado quando ambos estão sendo acusados do mesmo crime ou transgressão disciplinar, em que se um for polpado ou inocentado o outro fatalmente também será na mesma proporção e intensidade, tudo em nome de um corporatismo deléterio para manutenção e preservação do status quo vigente, a depender do trânsito e do poder de influência do acusado "oficial," pois caso seja um ou tenha se tornado um "inconveniente" para a cúpula da instituição, o rigor excessivo será a viga mestra da repressão penal e disciplinar.
Mas quanto a denúncia que foi publicamente apresentada a comissão de direitos humanos, e que esperamos prudentemente para leva-lá ao domínio público, trata-se da publicação do artigo com o título "Promoção na Carreira Policial Militar, cultura organizacional, avaliativa e influência política", que foi interpretado como crítica indevida e causou aborrecimento e irritação a alguns que estacionaram no regime de exceção, sendo objeto de sindicância regular, para possível punição disciplinar e certamente indiciamento em processo crime.
As investidas da corregedoria da Polícia Militar somente não obtiveram êxito, pelo manejo correto e jurídico dos instrumentos e órgãos de defesa dos direitos humanos, dentre estes destacam-se, a coordenadoria de direitos humanos do Ministério Público, comissão de direitos humanos da câmara federal, conselho estadual de direitos humanos, secretaria nacional de direitos humanos da presidência da república, e comissão de direitos humanos da assembléia legislativa de Minas Gerais, órgãos ainda isentos das malfadadas e ilegais assessorias militares, com assento de oficiais para zelar pelos interesses do Comando das instituições militares.
Passados no entanto, quase um ano, nenhuma medida saneadora e restauradora ainda não haviam sido executadas, até que a coordenadoria de direitos humanos do MP, se manifestou e encaminhou para a Justiça Militar, a denúncia com pedido de instauração de inquerito policial militar - IPM -, em face do Coronel corregedor, que atualmente está sob jurisdição da 3ª Auditoria da Justiça Militar, ainda sim já passados mais de dois meses até o momento não houve nenhuma publicação de portaria, o que nos forçou mais uma vez a levar a denúncia para o forúm competente para acionar e e exigir a adoção das medidas, o que sabemos trata-se de estratégia para livrar-se da responsabilização ou até de tempo para preparar a defesa e atacar e desqualificar a denúncia.
Mas não descansaremos até que a justiça seja aplicada ao caso, pois sabemos que não há liberdade de opinião e expressão do pensamento nos quartéis, e tal violação não pode ser mais admitida em tempos de democracia, ainda mais para os profissionais que tem como dever a defesa, promoção e proteção dos direitos e garantias fundamentais e humanos dos cidadãos, porque somente assim alcançaremos a cidadania plena que é o fundamento da atividade policial.
E para que não paire dúvidas e incertezas, na própria audiência pública, requeremos que a denúncia apresentada seja encaminhada a organização interamericana de direitos humanos, pois é um órgão livre de interferências e influências de terceiros, e que pode avaliar com mais profundidade a gravidade da violação do direito de opinião e expressão sob a ótica dos direitos humanos, que estão consignados em declarações e tratados internacionais que dispõem sobre tais garantias.
Esclareço que o artigo continua no arquivo do blog, e com certeza os que acessarem poderão comprovar que quando se ousa expressar a verdade no âmbito das instituições militares de segurança pública, de bons e leais profissionais, somos rotulados e estigmatizados como indisciplinados, insubordinados, subversivos e inimigos da instituição que juramos honrar e em cujo nome muitas vezes tombamos no cumprimento do dever.
Aos que pensavam que os revezes e perseguições articuladas e tratadas muitas vezes a portas fechadas, poderiam me fazer sucumbir, se enganaram, e seguirei cumprindo o dever de denunciar todo ato que se constitua em impedimento, e dificulte, ou restrinja o exercício de direitos, pois não quero ser julgado pela consciência, e acredito inabalavelmente que a verdade sempre prevalecerá, não importa o tempo que para isto seja necessário.
Sei também que é muito dificil romper com o silêncio, mas somente denunciando e exigindo respeito aos direitos e garantias fundamentais insculpidos na Constituição Federal, poderemos ser atores e agentes das mudanças que desejamos e queremos e que são exigências impostergáveis do estado democrático de direito.
Portanto, é importante que cada um assuma seu dever e exerça sem temor, medo e covardia seus direitos e jamais se omita quando um seu semelhante e igual esteja sendo vítima de abuso de poder e arbitrariedades, que se tornaram comuns e parte de uma cultura e doutrina implantada e ainda não superada na vida da caserna.
Queremos, desejamos, e lutaremos até o fim, por uma instituição democrática, e que possa estar perfeitamente enquadrada no estado de direito, e onde vigore o império do direito, e não o império da força, da vingança e da vaidade, em que o poder se transformou em mercadoria a ser disputada com todos os meios, não importando se para isto outros tenham que sofrer as consequencias e efeitos desta luta insana e sem nenhum balizador ético que possa impor-lhe limites.
* Presidente da Associação Mineira de Defesa e Promoção da Cidadania e Dignidade, bacharel em direito, ativista de direitos e garantias fundamentais, Sgt PM".
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MINISTRO DA JUSTIÇA ATACA CORREGEDORIAS.

O ESTADO DE SÃO PAULO:
Cardozo ataca conluio das corregedorias
Para ministro da Justiça, muitos encarregados de fiscalizar órgãos públicos cedem à cumplicidade e põem sujeira 'debaixo do tapete'
28 de novembro de 2011.
O ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, denunciou "acumpliciamento corporativo" nas corregedorias dos órgãos públicos. As corregedorias, em sua avaliação, protegem servidores envolvidos com desmandos e corrupção. "É inaceitável."
"Quantas vezes vemos situações de corregedorias que, diante de ilícitos evidentes e de um mal-estar na própria corporação em que o órgão está, resolvem colocar a sujeira debaixo do tapete para não ter que colocá-la à luz do sol, o que evidentemente propiciaria uma lição mais firme e decidida", assinalou Cardozo.
As corregedorias são repartições alojadas na estrutura de ministérios, secretarias e autarquias, e também no âmbito do Legislativo e do Judiciário. Elas têm atribuição para investigar, processar administrativamente e até pôr na rua servidores, independente de graduação ou tempo de casa, citados por peculato.
Os resultados das comissões processantes podem ensejar ação judicial contra o funcionário investigado, de natureza penal e por improbidade. Mas poucas são as corregedorias que desempenham seu papel sem se curvar ao tráfico de influência e aos interesses internos da instituição à qual está agregada.
"Colocar um manto da escuridão sobre situações de ilícitos não se justifica nunca e claro que isso é um dano às vezes muito maior do que o malfeito que se apura", insistiu o ministro. "Corregedoria tem o dever de colocar à luz do sol o malfeito, só dessa maneira conseguiremos efetivamente sanear a própria corporação em que ela se insere."
O libelo do ministro contra as corregedorias se deu durante a reunião da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), organização que abriga 70 entidades de prevenção e repressão ao crime organizado e que anualmente se reúne para firmar metas para enfrentar o desafio de proteger o Tesouro. A reunião deste ano aprovou 14 ações contra desvios.
Comento:
Toda generalização é muito perigosa, o risco de cometer injustiças é enorme.
Apesar de discordar do ministro, devo concordar com ele que as corregedorias precisam ser transparentes. 
Cito um caso pessoal. Fazem meses que noticiei à Corregedoria Geral Unificada, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública, que fui preso arbitrariamente no dia 03 JUN 2011, além de outros constrangimentos, apresentando testemunhas. Solicitei investigação. Devido a falta de qualquer notícia sobre a instauração de procedimento apuratório, reiteirei a notícia. O tempo continua passando e não recebi qualquer esclarecimento sobre a instauração ou não.
Pergunto:
O que adianta se criar uma estrutura correcional, gerando custos elevados para o erário público,  se ela não se preocupa nem mesmo em informar à vítima (denunciante) sobre as providências adotadas m face da denúncia?
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"NO RIO, A POPULAÇÃO NÃO TEM AS POLÍCIAS QUE MERECE, MAS OS GOVERNANTES TÊM AS POLÍCIAS QUE PRECISAM.

Todo escândalo envolvendo policiais acarreta uma reação imediata:
É preciso reforçar as corregedorias!
O atual escândalo produziu o efeito repetido e, certamente, inócuo.
Um grito no vazio, ninguém ouve.
A Corregedoria Interna da Polícia Militar do Rio foi criada em 1993 através de algumas transformações, nascendo com ela a 1a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (1a DPJM), primeiro órgão operacional do controle interno, situada no Município do Rio de Janeiro.
Em 2000, foi criada a 2a DPJM, situada em Niterói.
No meu período como Corregedor (11 MAI 2005 - 25 JAN 2008) foram criadas a 3a DPJM (Baixada Fluminense) e a 4a DPJM (Zona Oeste), dando um impulso na área correcional, isso graças ao apoio do Comandante Geral (Cel PM Hudson) e do Chefe do Estado Maior Geral (Cel PM Claudecir).
No breve período do Cel PM Ubiratan como Comandante Geral, planejamos o Gabinete Geral de Assuntos Internos, órgão estratégico que geraria conhecimento na área correcional, direcionado também para investigar diretamente os Comandantes, Chefes e Diretores da Polícia Militar, uma missão que estava "escondida" na regulamentação.
O GGAI foi criado oficialmente pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), mas com a nossa saída, nunca foi implementado na prática, virou letra morta.
Além disso, tínhamos iniciado os estudos para implantar mais três DPJMs, colocando uma em cada Comando de Policiamento de Área.
Até hoje nada.
Investir nas corregedorias é discurso frequente, mas (quase) nunca operacionalizado.
Após a nossa saída, praticamente três anos se passaram e a Corregedoria Interna da PMERJ não teve nenhum investimento, não cresceu, apesar dos esforços dos Corregedores nomeados. Ao contrário, na gestão do Cel Mário Sérgio, ela foi duramente enfraquecida logo no início do comando, como denunciamos nesse espaço democrático.
Prezado leitor, você vai escutar que precisamos investir na Corregedoria Interna da PMERJ, após cada acusação contra Policiais Militares, mas esse investimento nunca chegará?
E por que não investem?
Não interessa politicamente.
Os políticos querem policiais que ganhem muito mal e que fiquem à vontade nas ruas, usando suas viaturas, armas, carteiras e fardas ou uniformes, para completar o salário miserável que recebem.
Você não acredita?
Então, analise o caso da PMERJ, onde apesar dos PMs receberem os piores salários do Brasil, não reclamam desses salários.
Por derradeiro, guarde essa minha frase para reflexão:
"No Rio, a população não tem as polícias que merece, mas os governantes têm as polícias que precisam". 
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL DESMENTE DITADO ANTIGO: DINHEIRO DÁ EM ÁRVORE, SIM!

O GLOBO
Após investigação Corregedoria faz operação para desarticular quadrilha de policiais civis envolvida em contravenção
Athos Moura e Fabíola Gerbase; G1
RIO - O delegado Henrique Faro, titular da 104ª DP (São José do vale do Rio Preto), outros quatro policiais civis, o agente da Secretaria de Administração Penitenciária José Carlos Pate dos Santos, o advogado Álvaro Monteiro Rolla e o informante Willian Barros Pereira foram presos, durante uma operação realizada na manhã desta quarta-feira, acusados de participar de um esquema de cobrança de propina de contraventores e empresários em troca de benefícios em investigações. Na casa do policial Jorge Gomes Barreira, que está foragido, foi encontrada uma mala com R$ 210 mil, escondida numa árvore. Já foram apreendidos computadores, documentos, laptops, armas, munição e duas motos, sendo uma modelo BMW e uma Suzuki. Os outros policiais civis presos foram identificados como: Márcio Coutinho Braga, Ronaldo Antunes Blanco, Carlos Alberto Donato da Cruz Monteiro e Alexandre da Silva Gonçalves. Também está foragido o policial Jerônimo Pereira Magalhães.
Além dos oito presos e dois foragidos, também foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE), sem pedido de prisão preventiva, os policiais civis Cláudia Barbosa Gonçalves e Carlos Alberto dos Anjos, o diretor de segurança do Estaleiro Mauá, Wagner de Oliveira, e o gerente o Supermercado Guanabara de Niterói, Ademilson Madalena da Silva (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de abril de 2011

BOMBEIROS MILITARES - CAMINHADA LARGO DO MACHADO - PALÁCIO GB - ACOMPANHAMENTO.

A reação do comando geral do Corpo de Bombeiros ao ato ordeiro e pacífico realizado por Policiais e Bombeiros Militares, na Praia de Copacabana, no domingo passado, sinaliza que o governo Sérgio Cabral errou a mão na condução do processo de negociação com os mobilizados.
Isso é fato!
Diante de tal realidade, urge que os partidos políticos, a imprensa, as organizações de direitos humanos, as corregedorias e o Ministério Público acompanhem o ato cívico-democrático que será realizado nesta quarta-feira, às 13:00 horas, no Largo do Machado, diante da possibilidade da ocorrência de novas retaliações e/ou arbitrariedades, que não podem ser toleradas em um país que pretende ser democrático.
Faço tal comunicação considerando que o nosso blog possui diariamente uma média superior a 1.700 acessos, portanto, sendo difundida pelas redes sociais tal preocupação ela poderá chegar aos destinatários que podem garantir a cidadania dos Bombeiros e Policiais Militares mobilizados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

UMA POLÍCIA QUE O POVO ABOMINA - DELEGADO ARCHIMEDES MARQUES.

Junto a uma sociedade em que se clama por Justiça e que se tem a Policia como arbitrária, corrupta, abusiva e violenta, está entre todas as instituições policiais como exemplo maior de dignidade e disciplina, a figura da Corregedoria da Polícia, espécie de Polícia da Polícia a policiar os atos indevidos, apurando e encaminhando para Justiça os supostos ilícitos penais praticados pelos seus membros. A Corregedoria de Polícia é também o Juízo da Polícia, vez que julga administrativamente os desvios de conduta e as transgressões disciplinares dos componentes da sua instituição.
A Corregedoria de Polícia tem como missão preservar e promover dentre outros, os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade dos atos de gestão, bem como da probidade e responsabilidade dos policiais da sua instituição. No nosso sistema democrático de direito, o bom trabalho da Corregedoria é uma das garantias dos cidadãos de que policiais de má conduta sejam investigados, punidos, advertidos, afastados e enfim, demitidos a bem do serviço público.
Em contra ponto a tais atributos, o Jornal da Band mostrou nesta sexta-feira, 18/02/2011, um caso de humilhação, aparente abuso, desrespeito aos direitos individuais e constitucionais, no qual Delegados e seus comandados representando a Corregedoria de Polícia Civil de São Paulo, tiraram à força a roupa de uma colega Escrivã depois de algemá-la, em busca de provas que supostamente a incriminariam em corrupção ativa. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo em 15/06/2009, mas as imagens filmadas foram mantidas em sigilo e somente agora veio a tona para espanto e repudio de grande parte da sociedade brasileira.
A reportagem televisiva teve acesso com exclusividade às imagens gravadas pela própria Corregedoria da Polícia Civil, que mostram o flagrante dado pelos seus integrantes a um suposto crime de concussão praticado então por uma Escrivã de Polícia. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200,00 para ajudar um suspeito a se livrar de um inquérito policial.
A apuração inicial para comprovar a suposta corrupção com a conseqüente prisão em flagrante delito da Escrivã transcorria normalmente e dentro da legalidade até que um Delegado decidiu que a suspeita teria que ser revistada e despida a qualquer custo. Usando dos seus preceitos constitucionais, a Escrivã não se recusou a ordem, mas pediu a presença de policiais femininas para a conseqüente revista.
Entretanto, com o acirramento dos ânimos, a emoção sobrepõe a razão e inclusive é dado também voz de prisão por supostos crimes de resistência e desobediência à revoltada policial, que então algemada indevidamente não restou outra alternativa a não ser relutar em força reduzida contra a ilegalidade e da ação despiram brutalmente a sua calça e calcinha, para enfim ser aparentemente encontrado escondido o dinheiro procurado e almejado, objeto material do suposto crime de concussão.
Assim, o que era para se tornar uma prisão de rotina tão comum em atos correcionais nas unidades policiais do país, transformou-se aos olhos de todos, em flagrante desrespeito aos direitos humanos. A cena daquele corpo vencido seminu, obtida de forma violenta, degradante e cruel, mostrou além do constrangimento, o ultraje a uma Constituição cidadã, uma Constituição que zela acima de tudo pelos direitos do cidadão. A cena feriu de morte todos nós cidadãos brasileiros.
Dos fatos geraram administrativamente a exclusão da suspeita dos quadros da Policia civil paulistana e criminalmente um processo ainda está em andamento na Justiça desse Estado por crime de concussão contra a mesma, enquanto que, para os aparentes e possíveis atos abusivos e lesivos praticados pelos policiais da Corregedoria, restou o procedimento arquivado com aval do Ministério Público e do Judiciário.
É comum a imprensa brasileira divulgar imagens de abusos policiais, torturas em presos, maus tratos contra populares e outras tantas cenas não convencionais, contudo, a comprovação de atos abusivos e lesivos praticados por policiais de alguma Corregedoria de Polícia, o órgão policial exemplo, ainda não havia chegado ao conhecimento público.
É ensinamento precípuo que os Juízes e Corregedores em geral devem agir sempre com moderação e circunspecção refletindo e trabalhando com equilíbrio, razoabilidade e proporcionalidade para que os seus atos sejam considerados justos.
A Polícia representa o aparelho repressivo do Estado que tem sua atuação pautada no uso da violência legitima, contudo, quando se fala em violência legítima, se fala em ordem sob a Lei e não sobre a Lei. O chamado Poder de Polícia que possui a força pública é limitado pela própria Lei e não pode ser ultrapassado sob pena de se praticar o abuso previsto com a conseqüente quebra dos direitos constitucionais inerentes do cidadão.
Bem nos ensina a Professora, Jurista e Escritora CRISTINA BUARQUE DE HOLLANDA, ao discorrer na sua obra “O problema do controle da Polícia em contextos de violência extrema”: “Quando as agencias encarregadas de manter a lei e a ordem descambam para a arbitrariedade e para o comportamento desregrado, instalam inconscientemente o risco de instabilidade do Estado, periclitando suas instituições. Por certo que se alguma margem de desvio do universo formal não compromete a normalidade da rotina de funcionamento do Estado, os contextos de grave disparidade entre desempenho ideal e real das polícias podem alcançar efeitos devastadores de controle na dinâmica de legitimação da ordem pública”.
Em verdade a filmagem mostra, além do brutal e inconcebível ato contrário ao nosso regime democrático de direito, um excesso desnecessário dos Delegados e seus comandados correcionais. Comprovaram que todos são despreparados e atrabiliários. Não restaram equilíbrio e razoabilidade na presente ação policial. Afinal a Escrivã só não queria passar pelo constrangimento de ficar nua na frente de homens, um justo direito. Tudo poderia ser resolvido sem maiores prejuízos com a chamada ao feito de uma Delegada e suas agentes policiais para fazer a revista designada e necessária ali mesmo naquela delegacia, ou então conduzirem a Escrivã suspeita até a Corregedoria de Polícia para as medidas legais e pertinentes, o que em absoluto em nada prejudicaria o flagrante.
Medidas devem ser adotadas, administrativamente e judicialmente para que a ordem seja resgatada na Policia civil de São Paulo, sob pena de serem abertos precedentes idênticos nas demais Corregedorias de Policia do Brasil.
(*Delegado de Polícia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS. Exerceu o cargo de Corregedor-Geral de Polícia civil de Sergipe em duas ocasiões) archimedes-marques@bol.com.br
Referências bibliografias:
FEITOSA, Denilson. Direito Processual Penal. Teoria, Crítica e Práxis. Niterói: RJ, 2008.
BAYLEY, David. Padrões de Policiamento. São Paulo: Edusp 2001.
TEMER, Michel. Elementos de Direito Constitucional. São Paulo: Malheiros editores, 2000.
COMPARATO, Fabio. A afirmação histórica dos Direitos Humanos. São Paulo: Saraiva, 2007.
HOLLANDA, Cristina Buarque de. O problema do controle da polícia em contextos de violência extrema: Os casos do Brasil, África do Sul e Irlanda do Norte. Rio de Janeiro: SESC, 2007
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 19 de fevereiro de 2011

VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NO QUE VERÁ NESSE VÍDEO (12 minutos).

São Paulo.
Absolutamente deprimente.

Uma policial civil acusada de extorsão e uma equipe da corregedoria tentando revistá-la.

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

COMBATE À BANDA PODRE POLICIAL: POLÍCIA FEDERAL FAZ O QUE A SECRETARIA DE SEGURANÇA NÃO FAZ NO RIO.

O não investimento na área de controle interno das instituições policiais do Rio de Janeiro pela dupla Cabral-Beltrame, tem feito com que a Polícia Federal tenha que ocupar essa lacuna, fazendo as vezes do governo estadual.
Os últimos dias no Rio de Janeiro demonstaram com clareza:
- o governo estadual não está combatendo as bandas podres das polícias;
- existem indícios de que as bandas podres se fortaleceram em face dessa inércia; e
- a Polícia Federal parece ser o único órgão que tem combatido essas bandas podres com alguma eficiência.
No caso específico da reportagem, os fatos demonstram que o jogo dos bichos deve ser reprimido no Rio de Janeiro, outra omissão inexplicável da dupla Cabral-Beltrame.
TERRA NOTÍCIAS
RJ: ação da PF prende soldados ligados a bicheiro

18 de fevereiro de 2011
Dois policiais militares foram presos na quinta-feira em Cascadura, Zona Norte, pela Polícia Federal durante a Operação Estrangulamento, que teve apoio da Coordenadoria de Inteligência (PM2) da Polícia Militar. Três apontadores do jogo do bicho também foram presos. Os agente apreenderam 171 máquinas caça-níqueis na ação que contou com 60 policiais federais e 12 PMs.
Os soldados presos, Anderson Viola Barros e Julio Cesar da Silva Boeta, são acusados de ser seguranças de Haylton Scafura, filho do bicheiro José Caruzzo Scafura, o Piruinha. Haylton chegou a ser levado para a Polícia Federal para prestar esclarecimentos e não ficou preso porque não há mandado de prisão contra ele.
Os dois policiais estão inativos na corporação desde 2007, mas ainda fazem parte da PM. A última lotação de Viola foi no 15º BPM (Duque de Caxias) e a de Boeta, no Batalhão de Choque (BPChoque).
As equipes foram aos estabelecimentos suspeitos de ligação com a máfia dos caça-níqueis. Os locais foram mapeados a partir de levantamento feito pela PM2 e a Polícia Federal.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TENTANTO RESPONDER AS PERGUNTAS DE ZUENIR VENTURA.

Zuenir Ventura faz duas perguntas interessantes no seu artigo "A Limpeza na Polícia", publicado nesta quarta-feira, no jornal O Globo (página 7 - Opinião):
- Como se explica que a PM e a Polícia Civil não disponham de um mecanismo de correição capaz de livrar as corporações dos bandidos que agem internamente?
- A banda podre é indestrutível?
A primeira é muito fácil de responder, considerando que as corporações não investem e investirão cada vez menos na área correcional, caso o combate as bandas podres não seja feito de cima para baixo. É indispensável investigar as denúncias envolvendo Coronéis (Oficiais) e Delegados com rigor e com recursos próprios para isso, caso contrário, eles como gestores das instituições, caso sejam integrantes da banda podre, não permitirão o crescimento das atividades correcionais, pois não alimentarão o leão que irá devorá-los.
Na PMERJ, quando eu era Corregedor Interno nós conseguimos que Sérgio Cabral criasse o Gabinete de Gestão de Assuntos Internos (GGAI), isso através do Decreto número 41.123, 09 de janeiro de 2008, três anos depois ele ainda não foi estruturado. Ele teria como uma das missões produzir conhecimento que permitisse instaurar investigações sobre fatos envolvendo Comandantes, Chefes e Diretores, a partir da análise das denúncias chegadas ao conhecimento da Inteligência e da Corregedoria Interna, dentre outras atividades.
Caro Zuenir Ventura, para que você tenha uma ideia da complexidade do quadro, cito que Mário Sérgio é reconhecidamente da banda boa da PMERJ, mas mesmo assim ele teve como primeira ação ao sentar na cadeira 01, enfraquecer a proatividade da Corregedoria Interna.
Como explicar tal atitude?
A segunda pergunta do jornalista é mais difícil de responder, porém uma coisa é certa, as bandas podres estão fortemente estruturadas nas polícias fluminenses. Penso que elas não são indestrutíveis, todavia se a passividade no combate as mesmas continuar, logo só será possível destruir as bandas podres, destruindo as próprias polícias.
Isso é uma verdade, pode acreditar, caro Zuenir Ventura.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - A BANDA PODRE NÃO PÁRA.

O jornal O Globo estampa na capa nessa terça-feira a seguinte manchete:
"MAIS SAQUES NO SÃO CARLOS".
As bandas podres das polícias do Rio estão inteiramente livres para agir. Depois de promoverem o maior saque da história policial no Brasil no Complexo do Alemão, as bandas podres entraram novamente em ação na ocupação do Morro São Carlos e de Santa Teresa.
O governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias Internas, o resultado não poderia ser outro, as bandas podres se fortaleceram.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - O GOLPE DE MESTRE DE ALLAN TURNOWSKY.

SITE G1:
Chefe de Polícia Civil do RJ diz que encontrou irregularidades na Draco
A Delegacia de Combate ao Crime Organizado passa por uma devassa.
Uma das suspeitas é uma investigação que foi suspensa em 2 dias.
O chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, entregou à Corregedoria Interna de Polícia (Coinpol), na tarde desta segunda-feira (14), documentos de investigações que, segundo ele, apontam irregularidades na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco), comprometendo o titular da especializada, delegado Cláudio Ferraz, e um inspetor. A unidade, que passa por uma devassa da corregedoria, continua interditada.
De acordo com Allan, um dos procedimentos suspeitos, aberto para investigar desvio de licitação na Prefeitura de Rios das Ostras, em 2008, foi arquivado dois dias depois com a justificativa de falta de provas. Segundo o chefe de Polícia, o documento foi entregue em sua residência nesta manhã.
As denúncias foram deixadas na portaria da casa de Allan Turnowski com uma carta anônima relatando as várias irregularidades em procedimentos da Draco, entre elas, supostas extorsões contra prefeituras (leia).
COMENTO:
O delegado Allan Turnowsky acertou um tiro no General adversário.
Quem é o General?
Não preciso dizer, fácil descobrir...
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: A GRAVE CRISE NA ÁREA DA SEGURANÇA PÚBLICA CONSIDERAÇÕES ( 1 ).

A crise é muito grave e para começar a escrever sobre ela toco em um ponto que a mídia fluminense ainda não citou, um tema que tratei várias vezes no nosso espaço democrático, um blog livre do cerceamento imposto por interesses comerciais: o governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias Internas das Polícias Militar e Civil.
Isso é uma verdade inquestionável.
A não valorização das Corregedorias Internas enfraquece o CONTROLE INTERNO, estimula os maus policiais e FORTALECE AS BANDAS PODRES que são estruturas bem organizadas.
Eis uma outras verdades absolutas.
No caso da Polícia Militar, a situação é muito mais grave por dois motivos:
- Em 2008, os Coronéis Barbonos, Oficiais com trinta anos de serviço e reconhecidamente pertencentes à banda boa da corporação, que tentavam salvar a PMERJ, foram exonerados e sofreram uma série de retaliações por parte do governo Sérgio Cabral, culminando com a aposentadoria compulsória e precoce. Ratifico que quem combate os honestos, fortalece os desonestos.
- Em 2009, ao assumir a cadeira do comando geral, Mário Sérgio teve como primeira ação de comando enfraquecer a Corregedoria Interna, amputando as quatro Delegacias de Polícia Judiciária Militar, que realizavam o trabalho PROATIVO da área correcional, com equipes comandadas por Oficial realizando supervisão velada nas áreas dos batalhões. Além disso, Mário Sérgio manteve Capitães chefiando DPJMs, o que engessou ainda mais a ação correcional, tendo em vista que os batalhões são comandados por Coronéis ou Tenentes Coronéis, assim os Capitães ficaram "impossibilitados" de mandar equipes fiscalizar áreas comandadas por Oficiais do último e penúltimo posto.
Essas são outras verdades.
Eu comuniquei essa ação deletéria de Mário Sérgio ao Ministério Público, penso que a comunicação tenha sido arquivada, embora o processo tenha sido arrefecido.
Prezado leitor, assim deixo o primeiro subsídio para avaliação da crise: o governo Sérgio Cabral não investiu nas Corregedorias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

GOVERNO SÉRGIO CABRAL: PENSAR QUE O JOGO DOS BICHOS FUNCIONA LIVREMENTE EM CADA ESQUINA DO RIO DE JANEIRO.

O CRIME DENTRO DO ESTADO.
O GLOBO
A IMPUNIDADE QUE MANTÉM A MÁFIA
Policiais ligados a bicheiro teriam assassinado bombeiro que também trabalhava para contraventor
03/02 às 23h34 Sérgio Ramalho
RIO - A execução do sargento do Corpo de Bombeiros Antônio Carlos Macedo, em novembro do ano passado , na Barra da Tijuca, teria sido praticada por três PMs ligados ao contraventor Rogério Andrade. Assassinado a tiros de fuzil automático leve (FAL) enquanto pilotava uma moto Harley-Davidson, na Avenida Sernambetiba, Macedo foi o chefe da segurança do bicheiro até o atentado a bomba que resultou na morte de Diogo Andrade, filho do contraventor . A suposta participação dos PMs no crime consta de uma investigação da Divisão de Homicídios (DH), que também identificou um inspetor da Polícia Civil como antigo dono do Gol usado pelos matadores. O veículo foi queimado a poucos metros do local onde Macedo foi morto.
A participação de policiais na segurança de Rogério Andrade não surpreende. Foragido da Justiça desde dezembro passado, o contraventor e seu principal rival na guerra pelo controle da máfia dos caça-níqueis, Fernando Iggnácio, que também teve a prisão decretada , contam com a proteção de agentes de lei para permanecer em liberdade. Isso já foi constatado em investigações da Polícia Federal, que levaram inclusive à prisão do ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins e de um grupo de inspetores ligados ao esquema de corrupção.
A maior parte dos policiais envolvidos na segurança dos contraventores, contudo, permanece impune. Os três PMs investigados pela DH, por exemplo, são citados num inquérito policial-militar (IPM) da Corregedoria da PM, que apura a participação deles na segurança particular de Rogério. Apesar das evidências, o trio continua atuando na corporação. O mesmo acontece com o inspetor de Polícia Civil que figura como proprietário do Gol usado na execução do sargento Luiz Carlos Macedo (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO