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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O FIM DA POLÍCIA MILITAR ESTÁ PRÓXIMO?

BLOG O RVCHUDO.
A PMERJ COMEÇA A TOMBAR. Será sua morte iminente?

Tal qual a arvore de carvalho, grande, robusta e antiga, já apodrecida pelos fungos, a PMERJ aponta para sua queda moral. Queda esta que direciona para seu fim na medida em que não atende seus desígnios constitucionais de preservação da ordem pública, pois, cada vez mais a Corporação ultraja a lei.
Desde que entendo a legislação militar, me contrapunha a várias ilegalidades, sendo uma delas, a escala de subtenentes para exercer função de oficial de dia, que como consta na Portaria do E.B. número 816, de 19 de dezembro de 2003, é privativa de oficiais. Tal expediente serve aos interesses da classe de oficiais que se beneficiam de escala privilegiada com o uso indevido de militar não habilitado (leiam).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A FORÇA RELATIVA DOS DRACONIANOS REGULAMENTOS MILITARES.

Historicamente, as instituições organizadas militarmente limitam os direitos de cidadania dos seus integrantes, sobretudo os direitos à liberdade de expressão e à liberdade de mobilização ordeira e pacífica, com o uso dos ditames ameaçadores dos regulamentos militares, via de regra, descompromissados com o texto da constituição cidadã de 1988, apesar dos mais de vinte anos de sua promulgação.
Até a presente data, os militares que não se posicionam isoladamente contra tal cerceamento, continuam sendo cidadãos de segunda classe, meio cidadãos, como ocorre com a quase totalidade dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que recebem salários e trabalham em condições que se assemelham à semi-escravidão, considerando os direitos trabalhistas previstos na legislação nacional.
Diante dessa triste realidade, penso ser oportuno, em face de nova mobilização que se aproxima, destacar que a força desses regulamentos do século passado é muito relativa, apesar das vozes elevadas que ecoam dos comandos. Na verdade, os regulamentos são fortes quando aplicados isoladamente ou em grupos muito pequenos, ação essa direcionada para os que são identificados como líderes, por exemplo. Inúmeros Policiais Militares e Bombeiros Militares já foram punidos após serem separados do grupo e sentenciados como exemplos negativos. Todavia, quando a mobilização assume números de coletividade, os regulamentos perdem a sua força quase que por completo, pois se milhares de Policiais Militares e de Bombeiros Militares resolvem denunciar salários miseráveis e péssimas condições de trabalho nas ruas e de forma oreira e pacífica, obviamente, quem está errado não são eles.
Por que não puniram os quase 2.000 Policiais Militares e Bombeiros Militares que efetivamente marcharam pela orla da Zona Sul, no dia 27 JAN 2008, tendo a bandeira nacional na frente do grupamento, o qual contou com participação até de uma banda de músicos militares, parando na esquina da rua onde reside o governador Sérgio Cabral?
Na história do Rio de Janeiro só houve um enfrentamento maior do esse a um governador, o cerco ao Palácio Guanabara promovido por Oficiais da PMERJ na década de oitenta.
Em 2008, não ocorreu qualquer punição, primeiro porque não havia como enquadrar os PMs e os BMs em qualquer transgressão ou crime militar e também porque não havia como punir 2.000 militares estaduais.
A "afronta" foi repetida no dia 17 FEV 2008, após grande repressão verbal nos quartéis, o que fez diminuir o número de participantes para algumas centenas, mas que não impediu a repetição da marcha.
Ninguém foi punido, novamente.
A mobilização foi um sucesso e só não foi vencedora por completo em face da traição daqueles que trocaram os ganhos institucionais por ganhos pessoais em forma de promoções e de dinheiro.
A maior vergonha da história da PMERJ em mais de 200 anos de existência.
Prezados Bombeiros e Policiais Militares aprendam a usar os próprios regulamentos militares a vosso favor e ninguém poderá ser punido. Existe uma série de formas de protestar, ordeira e pacificamente, causando grandes transtornos e sem o cometimento de transgressão ou crime de qualquer natureza.
É hora de usar a inteligência, o governo Sérgio Cabral tem feito isso quando gratifica pequenos grupos e divide os efetivos, usando a tática mais velha do mundo: dividir para enfraquecer.
É o momento de bater firme com o pé direito no solo, fazer o maior barulho possível para que todos ouçam, na certeza de que estamos lutando por nossos direitos, por nossa cidadania e acima de tudo, por nossas famílias e por nossas corporações.
É hora de deixar de ser menino "reclamão", é hora de ser homem!
Simples!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

NOSSO BLOG: A VOZ DOS LEITORES

PASSAPORTES DIPLOMÁTICOS PARA OS FILHOS DE LULA
- É por coisas assim que usamos a expressão: "Isso é Brasil!!".
Mas não deveria ser assim, tinha que retirar, cancelar e ainda perder o direito de ter até o comum por no mínimo dois anos.
O Brasil que queremos poderia até ser pobre, mas tinha que ser honesto e justo.
Anônimo
SUBTENENTE COMO OFICIAL DE DIA
- Não! A legalidade não pode ser violada nem se a intenção fosse boa. Não existe "meio legal", pois o pressuposto é que exista um "meio ilegal"; "mais ou menos legal" pressupõe "mais ou menos ilegal" também. Assim sendo o Oficial de Dia é FUNÇÃO a ser exercida por Oficial; ele é o substituto do Comandante da Unidade fora do expediente. Ele COMANDA a Unidade. O Oficial de Dia responde perante ao Superior de Dia do QG todas as alterações havidas durante o serviço, ele inclusive DEVE ser mais antigo que o SUPERVISOR da Unidade, pois deve DETERMINAR missões a este. Quando acampados, meus Exércitos são chefiados por um centurião(Capitão), que funciona como Oficial de Dia.
Alexandre, The Great
- É melhor o Sub procurar um advogado e entrar na Justiça cobrando as dividas indenizações pelos danos. Desse tipo de Subtenente eu gosto. Vai ficar muito mal para quem o puniu, porque além das indenizações vai ficar conhecido como leigo da legislação da PM e que foi colocado no seu lugar por um Subtenente. Por isso um superior hierárquico tem que fazer cumprir apenas o que é legal, assim se evita passar por esse tipo de vexame. Viva a legalidade, abaixo o R-Quero
Anônimo
- Isso é tão comum no CBMERJ,outro dia vi um Sub entrar na justiça por tirar serviço de oficial de dia!
Anônimo
- Apesar de concordar com os que falaram do cumprimento da Lei, o que é ideal, não se pode deixar de observar que o serviço policial é diferente, na maioria das vezes, do serviço especificamente militar e o que se chama de Oficial-de-Dia na Polícia por cópia das FFAA, na realidade e principalmente atualidade exerce atividades bem diferentes destes. Na Polícia, a experiência do Subtenente é desejada, a falta de oficiais subalternos em quantidade para atendimento do Quadro contribui e o querer do Subtenente acaba por determinar que isso aconteça. Nenhum Subtenente que esteja confortável na escala de ODD irá arguir ilegalidade, pelo menos no momento, pois não está lá obrigado, mas sim para fugir das responsabilidades administrativas e do expediente normal, a fim de melhor dedicar-se ao bico. No dia em que a Polícia ganhar igual às FFAA, talvez a maior procura pela carreira recomplete adequadamente os Quadros, o bico passe a ser combatido e os suboficiais sejam reconduzidos às suas funções. Nesse dia talvez outras leis bem mais importantes também sejam cumpridas. A contrapartida do FUSPOM será paga, bicheiros e demais contraventores serão presos, ex-presidente não se hospedará de graça em Quartel, seus filhos maiores não receberão passaportes diplomáticos...
Anônimo
A portaria nº 816 de 19 de dezembro de 2003, do Gabinete do comandante do E.B., que aprova o Regulamento Interno e dos serviços Gerais, em seu artigo nº 189, prevê para o serviço de Oficial de dia os Tenentes e Aspirantes a oficial, este ultimo, mesmo sendo praça especial, é competente de direito para o exercício da função, pois, possui o Curso de formação de Oficial.
O Boletim da PMERJ nº 069 de 26 de junho de 1991, pagina 3, proíbe o emprego de subtenentes na escala de oficial de dia, devendo fazê-lo com os oficiais e aspirantes a oficial.
O Boletim da PMERJ nº 084 de 17 de julho de 1991, pagina 2, cria o serviço de coadjuvante do oficial de dia, a ser cumprido por oficiais e/ou subtenentes, com a função de coadjuvar o oficial de dia nos serviços internos previstos no RISG e outros Regulamentos, Normas, etc, liberando o oficial de dia para a fiscalização das atividades internas e externas da UOp, relacionadas ou não com o policiamento.
O Boletim da PMERJ nº 099 de 1991, complementa a publicação em boletim nº 084, esclarecendo que o serviço de oficial de dia deverá ser cumprido pelo oficial de maior patente ou pelo oficial mais antigo dentre os escalados.
Como vemos, a PMERJ edita Normas em seu boletim, normatizando o que não é de sua alçada, pois, até que venha a ter um RISG próprio, como a Brigada Militar, deve seguir obrigatoriamente o do Exercito Brasileiro. A escala de subtenentes em função que não lhe é própria visa exclusivamente ampliar a folga dos oficiais e, os subtenentes no desempenho da função que não é de sua alçada erram, por ação ou omissão, são punidos como se competentes fossem.
Ricardo Oscar Vilete Chudo
- Recorrer da ilegalidade não é tão fácil assim. As Corregedorias prevaricam e não despacham documentos cobrando e o Judiciário acata as informações coletadas pela PGE, junto à PMERJ, na qual omitem fatos e acrescentam informações falsas que devido à presunção de legalidade conferida aos Atos Públicos, não são apresentados documentos comprovando as alegações.
Ricardo Oscar Vilete Chudo
A ESTADIA DE LULA E FAMÍLIA PAGA COM NOSSO DINHEIRO
- Cel, no retorno de Brizola houve a atuação do queridíssimo Darci Ribeiro e a implantação dos CIEPS.
Hoje acho entendo o pq do fim do Projeto Político Pedagógico dos CIEPS.
Vamos lá, ou os CIEPS foram implantados para inglês ver por parte dos militares ou foi se acabando gradativamente por inércia e descuido proposital dos governos subseqüentes a Brizola.
Brizola sabia que teria que ser pela EDUCAÇÃO a saida para reerguer o Brasil, sabia que tiro , bomba e porrada só levaria a mais violência e corrupção, sabia que a Saúde tinha que ser publica e apenas complementada pela iniciativa privada.Na Segurança seu governo entrou devagar..sabemos os motivos!
O Projeto CIEPS teria deixado o Brasil de hoje com uma extrema melhoria na qualidade de ensino.
Tanto que agora tentam implantar o que seria o projeto CIEP 2.
JSF
Eduardo
- Gente, que é isso!? Não sejam tão rigorosos, sovinas e críticos ao Lula, afinal de contas, ele só tem direito pelo decreto Nº 6.381, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2008 (que ele mesmo assinou), como ex-presidente, ao seguinte, pobrezinho:
I - aos serviços de quatro servidores para atividades de segurança e
apoio pessoal;
II - a dois veículos oficiais, com os respectivos motoristas; e
III - ao assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em
comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 5.
Quem em sã consciência não daria hospedagem grátis a esse faminto?
Temos que levar em conta que a necessidade também faz o homem não ter escrúpulos e dar essa escorregada de falta de ética e decoro, gastando o dinheiro do contribuinte em passeios e mordomias particulares que, qualquer pessoa que ganhasse o suficiente para suas despesas, teria vergonha na cara de aceitar e, ao invés, prazer em puxar o seu talão de cheque para demonstrar que foi capaz de ganhar o seu dinheiro e não deve nada a ninguém.
Anônimo
- Veremos até onde isto vai, os pais que não se dão ao respeito, dificilmente serão respeitados pelos filhos, assim como na Administração Pública, em todas as esferas. O Legislativo se cala, o Judiciário se omite, resta ainda uma certa confiança no Ministério Público. Até quando os comandantes militares se omitirão? Ou será que estamos diante de uma nova geração de Comandantes com atitudes omissas?
Ricardo Oscar Vilete Chudo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 9 de janeiro de 2011

O SUBTENENTE PODE EXERCER A FUNÇÃO DE OFICIAL DE DIA?

EMAIL RECEBIDO:
Nas Unidades Operacionais da PMERJ se vê Subtenentes escalados na função de Oficial de Dia, contrariando o RISG. Ao ser questionada sobre a ilegalidade, a PMERJ se volta contra o questionador, inclusive com punições e verdadeiro assédio moral contra quem só quer ver a legalidade restaurada. Os subtenentes, embora sejam competentes de fato para exercer tal função, não o são de direito, pois, não possuem o CFO. Por qual motivo a PMERJ insiste nessa pratica ilegal?
Ricardo Oscar Vilete Chudo
Prezado leitor, qual a sua opinião?
A legalidade pode ser ignorada?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

PMERJ - LEGISLAÇÃO E REGULAMENTOS - SITE DO CFAP - 31 DE VOLUNTÁRIOS.

EMAIL RECEBIDO:
Bom dia CEL,
Gostaria de informar e que posteriormente fosse divulgado no site do CFAP (www.cfap.k6.com.br) podemos encontrar as legislações e normas vigentes na Corporação.
Abs,
Luciano.
Ótima notícia.
Parabéns pela iniciativa.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 8 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - OS FAMÉLICOS SALÁRIOS DOS POLICIAIS MILITARES E DOS BOMBEIROS MILITARES.

Anônimo disse...
Parabenizo os valiosos companheiros, pela iniciativa, mas gostaria de ressaltar um aspecto um tanto diferente que remeteria tal iniciativa para um tempo mais a frente, ou no máximo, paralelo, mas...em tempo de "PAZ".
O que quero dizer?
Grande parte dos regulamentos militares, aborda a legislaçao em dois momentos distintos, quais sejam: Tempo de Paz e Tempo de Guerra.
Embora pareca totalmente distante, diferente, a Pirâmide de Maslow fala da mesma coisa na essência!
O topo da pirâmide, é o lugar que atingimos, que o ser humano, a sociedade só consegue atingir, quando TODAS as necessidades básicas, estão satisfeitas!
É o patamar da criação intelectual!
Esse seria o tempo de "PAZ" da legislação militar.
Semanas atrás, num programa matutino da gloriosa Rádio Tupi, debatiam, no ar, o absurdo das diferenças salariais, posto a posto,entre as Polícias Militares do Brasil, chegando à facílima conclusão de que aqui, no Rio de Janeiro, se paga os piores salários do Brasil.
Dito isso, não sei se consegui ser claro, mas estamos em tempo de "GUERRA"!
Guerra de fome, de sub«emprego,de condiçôes indigentes de trabalho, e o pior! Nada, absolutamente nada mudou nos últimos muitos anos!!!
Só para exemplificar, o salário inicial no Ministério Público (Nesse caso para Oficiais recém formados) cujo pré requisito é ser Bacharel em Direito, portanto nível superior como os Aspirantes e Tenentes, é de R$ 19.000,00 (dezenove Mil Reais) enquanto um Aspirante não chega a R$ 2.000,00(dois mil reais) ou passa muito pouco disso!
São só 17 mil de diferença!
O salário inicial na polícia Rodoviária Federal (equivalente aos Soldados e Cabos, creio. Segundo Grau, ou até nível superior, o que muitos, hoje em dia tem).
Para agente, aquele fardadinho de cáqui que fica na beira da pista, sabe?
É de mais de R$ 5.000,00(cinco mil reais) enquanto o abençoado SdPM ou SdBM (Bombeiro Militar), ganha depois de sua formação R$ 852,00 (oitocentos e cinquenta e dois reais)! Dizem que é pouco mais de R$ 1.000,00, nos jornais de concurso. Mesmo assim, a diferença é de pelo menos R$ 4.000,00 (quatro mil reais) o que ganha um Major!!!!
Só com essa diferença!
Será que já dá para esquecer ou fingir que esqueceu e tratar dos assuntos mais elevados de barriga vazia assim mesmo?
Cortaram toda a base da pirâmide de Maslow?
Se fosse uma pirâmide PM ela mesmo cortaria, dizem que ela sempre foi boa em auto flagelaçâo!
E nós, somos bons em quê?
De "bancar o politicamente correto" de barriga vazia?
Vale lembrar que assim como soldado não gosta de Chefe ou Comando permissivo, fraco, a Sociedade, que já não gosta muito mesmo da PM, vai gostar ainda menos de uma "força" apática e sem "força" se quer para ocupar seu lugar!
Diante do sobrenatural, do impossível, do impossível mesmo, lembro de DEUS, que na Sagrada Escritura, também abomina quem é conveniente ou "morno", os que não "fedem nem cheiram" os que estão sempre com ares agradáveis e corretos, mas nunca vão além da superfície visível e sem vida, sem riscos. Ou por outra, perderam a esperança por completo e só lhes resta, para se sentirem vivos ainda, lidar com as filigranas, nós, cidadãos e Polícias, cortamos a base da pirâmide pessoal.
Talvez todos sejamos como os sepulcros caiados: por fora fardas reluzentes, com distintivos dourados, ternos bem passados, pompa e circunstância!
Por dentro...barriga vazia e poucas convicções pelas quais correr mais riscos. A lição já sabemos de cór, só nos resta APRENDER! (Djavan, eu acho).
Esses queimarão junto ao joio, naquele fogo que todos conhecem, no qual já queimamos há algumas décadas.
8 de Maio de 2009 13:18
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 22 de março de 2009

FOLHA DE SÃO PAULO ENTREVISTA CAPITÃO DO EXÉRCITO BRASILEIRO.

EMAIL RECEBIDO:
Capitão afirma que a democracia pode melhorar o Exército .
Luis Fernando Ribeiro de Sousa defende mais participação política na corporação e quer concorrer à Câmara em 2010.
Oficial nega que movimento queira minar a hierarquia e a disciplina no meio militar, como alegam os setores conservadores do Exército.
O mineiro Luis Fernando Ribeiro de Sousa, 32, cresceu e até hoje vive no meio militar. É um capitão do Exército que acredita que a democracia pode melhorar as Forças Armadas. Ele integra um movimento que defende mais participação política na corporação, e se prepara para concorrer em 2010 a deputado federal. Para evitar punições, ele falou à Folha enfatizando que todas as idéias são pessoais e não representam a corporação. (ANA FLOR).
FOLHA - Como surgiu esse movimento?
LUIS FERNANDO RIBEIRO DE SOUSA - Mudanças que poderiam melhorar as Forças Armadas, para que ela tenha papel importante, só acontecem por meio de participação política. Qualquer coisa que a gente pode fazer passa pela via política. Precisamos de deputados e senadores para promover qualquer transformação. Assim começamos a nos organizar.
FOLHA - Qual o objetivo do movimento?
SOUSA - O regulamento disciplinar do Exército não contempla um monte de garantias que a Constituição contempla. O movimento é para dizer que o documento maior é a Constituição [e não regimentos internos]. Deve-se ter direito à liberdade de expressão, de associação para fins pacíficos.
FOLHA - Querem mais democracia no Exército?
SOUSA - Dentro das Forças Armadas, até certo ponto tem democracia e até certo ponto não tem. O processo para que todos os direitos do artigo 5º e do artigo 6º [da Constituição Federal] cheguem aos militares não será de uma hora para a outra. Precisa haver democracia para toda a sociedade, inclusive para o Exército. O que está errado é o regulamento disciplinar. Lá na Constituição, que é a arma que nós empunhamos, diz que ninguém pode ser preso senão em flagrante delito. Temos que fazer mudar o regulamento disciplinar do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, fazer um regulamento da Defesa unificado e pedir que os governos estaduais também façam isso com as polícias militares.
FOLHA - Querem menos disciplina?
SOUSA - Há setores mais conservadores, ainda da ditadura militar, que dizem que estamos querendo acabar com a hierarquia e a disciplina. Muito pelo contrário. Será uma disciplina verdadeira. Como uma pessoa pode ser punida por dar uma entrevista, por se associar?
FOLHA - O Exército está boicotando o movimento?
SOUSA - O Exército sabe que nosso objetivo é ter um candidato por Estado. O que ele fez? Transferiu [os oficiais]. As ligações políticas locais são quebradas. A meu ver, foi uma medida pensada para desarticular esse movimento. Querem evitar que haja interferência política em assuntos do Exército.
FOLHA - Ao falar em participação política dos militares, não há como não se lembrar da ditadura...
SOUSA - A gente não tem nada a ver com a ditadura militar. Eu não quero entrar no mérito [e dizer] se foi certo ou errado. Cabe a nós pensar para frente, somos capitães, tenentes. Nosso pensamento é desenvolver o Brasil, um lugar para a gente crescer, com a não-criminalização dos movimentos sociais.
FOLHA - O que é o capitanismo?
SOUSA - É um movimento que constrói a democracia. É uma adequação da estrutura secular das forças militares à realidade pós-88. É fazer chegar a Constituição também ao meio militar.
FOLHA - Quantos os senhores são?
SOUSA - Eu não quero identificar ninguém, porque a retaliação pode vir pesada. Mas eu recebo cerca de cem e-mails por dia, de todo o Brasil. São pessoas de todas as Forças Armadas com o mesmo sentimento.
FOLHA - Como os senhores estão se organizando para 2010?
SOUSA - Estamos discutindo os candidatos. Definimos que vamos apoiar quem o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] apoiar. Vemos o Lula como uma pessoa mais desenvolvimentista. Não é uma opção pela direita ou pela esquerda. É desenvolvimento, onde há projetos de usinas nucleares, de submarino nuclear, de tecnologia militar, de fortalecimento da indústria militar de defesa. Queremos um país forte, uma América Latina integrada.
FOLHA - Quando você entra nas Forças Armadas, você sabe do regulamento ao qual deve se submeter.
SOUSA - Regulamento que não contempla direitos. Um regulamento que te coloca uma rédea curta. Ele pode ser totalmente diferente sem estragar nada. O grande problema, que os generais não aceitam, é a [eliminação da] pena restritiva de liberdade. Você ficar preso dentro do quartel. Eu fui preso e meu filho foi me visitar. Imagina o que o menino pensa: "Meu pai é do Exército ou é traficante?" Prisão é para criminoso. Quem está com cabelo grande não é criminoso.
REPERCUSSÕES:
- Militares acusam Exército de punir atuação política.
Após as eleições, ao menos 50 oficiais e praças não-eleitos foram transferidos de guarnições.
Apesar do rigor da disciplina, militares se organizam para entrar com ação coletiva exigindo voltar a postos que estavam antes de se licenciar.
ANA FLOR.
Militares que concorreram nas eleições municipais e não se elegeram acusam o Exército de boicotar suas aspirações políticas por meio de transferências que os tirem de seus redutos eleitorais.Pelo menos 50 oficiais e praças não-eleitos acabaram em guarnições diferentes daquelas que estavam quando se afastaram para disputar o pleito de 2008. Entre eles estão militares que fazem parte de um movimento que se auto-intitula "Capitanismo", grupo não reconhecido pelo Comando do Exército que se organiza para ter maior participação política.
Apesar do medo de punições, militares nessa situação apresentaram queixa ao Ministério Público Federal. Eles se organizam para entrar com uma ação coletiva na Justiça exigindo o retorno aos postos que ocupavam antes de julho, quando se licenciaram para concorrer.
Os transferidos ganharam o apoio da deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS), que enviou ofício ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedindo a revogação das transferências. Segundo ela, a decisão tem "indícios de perseguição política".
Dois militares que concorreram a vereador e foram transferidos citam o alto custo das transferências -calculadas por eles em R$ 30 mil por militar, em média-, que acarretariam um custo de mais de R$ 1,5 milhão aos cofres da União.
A participação política e a eleição de militares da ativa é permitida pela Constituição. Por estarem na ativa, eles são liberados da regra de filiação um ano antes do pleito. Caso eleitos, precisam se desligar da corporação ou ir para a reserva.
Nas eleições municipais de outubro, mais de 80 praças e oficiais do Exército concorreram. Nem todos fazem parte do "Capitanismo", e quem faz não diz abertamente -também para evitar punições.
O grupo é liderado por capitães que dizem estar em um patamar intermediário entre "os generais da ditadura" e "a geração democrática de não-oficiais". Eles têm reivindicações internas, como o fim das punições por meio de restrição de liberdade (as prisões no quartel), direito à liberdade de expressão e maior participação das mulheres em todos os escalões do Exército. Mas há também a vontade de ampliar o papel das Forças Armadas, com maiores investimentos em Defesa, e pautas internacionais, como a integração da América Latina.
Desde 2004, o grupo debate como participar mais da política partidária brasileira. Apesar de trabalhar para eleger vereadores e prefeitos, o alvo não é obter postos municipais, mas construir a base para eleger congressistas. "Queremos ter participação nacional", diz Luis Fernando Ribeiro de Sousa, capitão da ativa que se prepara para ser candidato a deputado federal e único que aceitou falar à Folha. Para 2010, diz ele, o grupo planeja eleger um deputado federal por Estado.
Apesar de não se considerarem de direita ou de esquerda, os "capitanistas" são simpáticos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as razões, segundo Sousa, está sua veia desenvolvimentista.
O grupo acredita que as Forças Armadas são contrárias ao envolvimento político de seus integrantes, ignorando que a história dos militares no país é repleta de exemplos de grandes políticos. O duque de Caxias, patrono do Exército, foi senador e presidente do Conselho de Ministros. Vários generais foram presidentes, a começar por Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Hermes da Fonseca e Eurico Dutra foram eleitos diretamente.
O pesquisador Gláucio Ary Dillon Soares, autor do livro "A Democracia Interrompida", afirma que há tradição antiga de participação militar na política, mas o Exército atual "aprendeu com a maré de desprestígio vinda com a ditadura que o melhor é ser só militar".
O pesquisador diz, porém, que decisões da atual administração têm irritado militares. Ele dá como exemplo a percepção de que o Brasil é "usado" por outros países da América Latina, sem uma resposta adequada. "A ala nacionalista das Forças Armadas sente-se quase insultada com a pusilanimidade do governo Lula."
Frase:
"Se examinarmos quem são os patronos das Forças Armadas, veremos figuras com grande importância política no país"
LUIS FERNANDO RIBEIRO DE SOUSA, Capitão do Exército, que se prepara para ser candidato a deputado em 2010.
- Discussão é benéfica, diz estudioso.
Polêmica, especialmente em um país que passou 21 anos sob ditadura, a participação política de militares não é novidade no Brasil. A afirmação é de Gláucio Ary Dillon Soares, pesquisador do Iuperj e do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da Fundação Getúlio Vargas, e autor do livro "A Democracia Interrompida".
Segundo ele, além de os patronos do Exército terem sido políticos ativos, o século 20 teve figuras políticas como os militares Henrique Lott, Eurico Gaspar Dutra e Juarez Távora. "É da tradição das Forças Armadas e de polícias militares ter grupos que se dão nomes, com participação política ou não", afirma. Soares cita a PM de São Paulo, onde há "Os Pensadores" e, na PM do Rio, "Os Barbonos" e "Os Evaristos".
Esses grupos, diz ele, buscam repensar o papel das polícias ou sua relação com a sociedade. Para ele, a discussão interna é benéfica nas forças militares.
"Uma coisa é obediência, outra é o silêncio. Obediência é necessária. Silêncio, não".
O professor alerta para a necessidade de conhecer os objetivos do grupo que quer eleger militares. Em 1964, afirma, os militares não tinham um projeto nacional, só sabiam o que queriam evitar. "Quem teve dengue tem medo de mosquito, e o Brasil teve dengue hemorrágica", diz.
- Exército nega que as transferências de militares tenham motivação política.
O Exército afirma que as transferências não têm motivação política.
Segundo o Centro de Comunicação Social da instituição, quando o militar que deseja concorrer a um cargo se afasta, deixa vago seu cargo, que é preenchido por outra pessoa. Quando retorna à Força, caso não seja eleito, precisa ser transferido porque sua vaga anterior não existe mais.
O Exército informa ainda que concorreram 20 oficiais e 66 praças. Dos oficiais, 12 (60%) foram transferidos. Entre praças, 43 foram transferidos -o que corresponde a 65%. Só em 2008, foram realizadas transferências de 7,8 mil oficiais e 13,3 mil subtenentes e sargentos. "Transferências ocorrem independentemente do militar ser ou não ex-candidato", responde o Exército.
O comando da corporação afirma ainda que a profissão militar tem como característica "primordial" a vivência nacional, e para isso constantes movimentações são necessárias.
O custo das transferências -que incluem indenização de transporte de familiares e mudança- não foi informado. Segundo a corporação, o valor varia de acordo com o posto e a graduação do militar, número de dependentes e distância entre os postos.
O Exército afirma ainda que a decisão de concorrer a cargos eletivos é "pessoal e exclusiva" do interessado, desde que esteja amparada pela lei (tanto o Estatuto dos Militares quanto a Constituição Federal).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 16 de março de 2009

UMA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, QUE ENCERRA O SABER! - SARGENTO DE POLÍCIA JOSÉ LUIZ BARBOSA.

Em uma entrevista sobre pesquisa realizada pela fundação Getúlio Vargas e publicada no blog, destacamos o seguinte trecho "Mostramos que a educação tem um papel muito importante no processo de construção de um sistema de segurança mais eficaz e imune à corrupção", dizem os coordenadores da pesquisa, os professores Marco Aurélio Ruediger e Vicente Riccio.
A pesquisa aponta um dado importante, mas que precisa de aprofundamento para podermos avançar, naquilo que os pesquisadores constataram, que é tão somente a ponta do gargalo que sufoca e elitiza o processo de educação profissional nas instituições militares.
Nas instituições militares, temos um processo de formação/educação dicotômico, que de um lado estabelece diretrizes para o curso de formação dos executores, ou seja cabos, soldados e sargentos, que em Minas recebe o clamoroso nome de curso técnico de segurança pública e curso de formação de sargentos respectivamente, mas na maioria dos estados brasileiros, de curso de formação de soldados, mas de outro lado temos o curso de formação de oficiais, em que se forma os executivos, por assim dizer, já que estes atuam quase que exclusivamente nas esferas de planejamento estratégico, mesmo que muita vezes sem nunca ter assentado em uma viatura policial.
Assim se originam os homens que cuidarão da segurança pública dos cidadãos, já discriminado dentro de sua própria organização, pois se de um lado lhe é outorgado poder, de outro muita mais responsabilidade, pois diariamente lida com leis, direitos e deveres, obrigações, etc, sem contudo, receber uma formação consistente, principalmente na área do direito, que deveria ser mais extensa, possibilitando compreender mais de direito do que de lei, vez que essa traz em seu bojo quase sempre, alguma proibição ou dever para a sociedade.
Nos curso de formação de soldados, temos 09 (nove) meses de duração, enquanto o curso de formação de oficiais, tem duração de 04 (quatro) anos, mas com doutrina, como afirmei anteriormente, de executivos, ou seja os homens que mandarão, para usar um português mais claro.
Este distanciamento, mais do que dividir a organização, acaba por ser uma elitização que predominantemente, resulta em desagregação em todas as instâncias organizacionais, com prejuízos incalculáveis para a proteção e promoção da cidadania, que deveria ser a tônica na estrutura de poder da instituição, alimentando sub valores como a dissimulação, hiprocrisia, bajulação, sentimento de menos valia, entre muitos outros.
Para os que não sabem, é só perguntar para o praças, que obterão a resposta, há inegávelmente duas polícias, a dos praças e a dos oficiais, começando pela própria formação que é um viés de manutenção do poder e da dominação, pois até hoje muitos são penalizados, por buscarem melhorar sua formação intelectual e escolar, ou se começarem a se sobressair, muito rapidamente são cerceados e até transferidos para unidades, em que não possam “perturbar”.
Penso que a pesquisa que foi realizada é muito importante, mas se queremos respostas capazes de colaborar para a melhoria da segurança pública, devemos implementar estudos mais profundos, sobre a educação nas instituições militares, pois é certamente na origem que os problemas começam a ser construídos, e não no dia-a-dia da rua, onde o policial, além de cumprir seu dever luta também para sobreviver e conseguir sair ileso, de sindicâncias, comunicações disciplinares e IPMs, e o pior do linchamento moral sumário da imprensa, quando tudo que era para dar certo acabou dando errado.
No fim e como resultado de todo o processo de educação profissional, acaba-se por encarcerar o saber, em que poucos sabem muito e muitos sabem quase nada.
JOSÉ LUIZ BARBOSA, Sgt PM.
Presidente Associação Cidadania e Dignidade.
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PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO