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sábado, 8 de janeiro de 2011

BOLSAS COPA E OLÍMPICA ESQUECIDAS NAS GAVETAS.

JORNAL O DIA
08 Janeiro 2011
Bolsas Olímpica e Copa sem previsão
Adicional é para os servidores que atuam na Segurança Pública

MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - Atrasadas em seis meses, as bolsas Copa e Olímpica vão demorar ainda mais a entrar na conta dos servidores da Segurança Pública que trabalharão nos dois eventos, em 2014 e 2016. O adicional da Bolsa Olímpica é de R$ 1,2 mil para agentes com salário bruto de até R$ 3,2 mil. A Bolsa Copa, que não prevê teto mínimo, é de R$ 550.
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) informou que ainda não há previsão para as gratificações começarem a ser pagas. Um dos motivos é a mudança de titularidade da pasta, que aconteceu nesta semana. Para o lugar do então secretário Ricardo Balestreri foi nomeada Regina Miki. Ainda segundo a secretaria, por ser um momento de transição, ainda não está definido o responsável pelos programas.
O governo anunciou que as bolsas Copa e Olimpíada começariam a ser pagas a partir de julho do ano passado, com tolerância de 120 dias — o que estenderia o prazo para novembro. Seria o tempo para que os estados participantes apresentassem ao Ministério da Justiça seus planos para os dois eventos.
Polêmica desde a implantação
O atraso no pagamento das bolsas Copa e Olímpica é um capítulo polêmico desde sua regulamentação, assinada em fevereiro de 2010. A portaria excluiu servidores com mais de 23 anos de carreira para a Bolsa Copa.
Ficaram de fora os oficiais, porque ganham acima de R$ 3,2 mil. Assim, alguns subordinados passarão a receber mais que seus comandantes.
Já para a Bolsa Olímpica — que inclui a Guarda Municipal —, os servidores têm que ter, no mínimo, mais sete anos de trabalho a cumprir em suas instituições.
COMENTO:
O importante são os salários que alcançam a todos, inclusive os sofridos inativos e as pensionistas.
Toda gratificação é desagregadora, interfere no ordenamento hierárquico e não pode ser incorporada ao salário, fazendo com que ao passar para a inatividade o profissional perca parcela significativa do salário.
Salários dignos já!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

BOLSA OLÍMPICA DE APENAS R$ 443,00.

O DIA:
Bolsa Olímpica cai de R$ 1,2 mil para R$ 443
Governo muda valor para todos os servidores da Segurança Pública do estado receberem
MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - Embora estipulada por decreto em R$ 1,2 mil, a Bolsa Olímpica para servidores da Segurança Pública do estado será de R$ 443 e vai chegar a, no máximo, R$ 900 em junho de 2012. Segundo o Ministério da Justiça, o valor diminuiu a pedido do Governo do estado para que todos os servidores possam receber o benefício, antes restrito a profissionais com salário bruto de até R$ 3,2 mil.
A Bolsa Olímpica começará a ser paga no final de dezembro — quase um ano após sua criação. Serão beneficiados policiais civis e militares, agentes penitenciários, bombeiros e guardas municipais, desde que não tenham sido condenados nem respondido a processos administrativos ou penais nos últimos cinco anos. Para receberem a gratificação, os servidores deverão ainda concluir com êxito os cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Se aprovados, os 32.906 profissionais inscritos serão os primeiros contemplados. Serão 17.206 PMs, 4.805 policiais civis, 8.026 bombeiros, 268 agentes penitenciários e 2.601 guardas municipais.
O valor de R$ 443 será pago até maio de 2011. Em junho, ele aumenta para R$ 800 e em junho de 2012, passa para R$ 900 e não sofrerá mais ajustes. “A demora no pagamento se deveu à dificuldade em negociar um valor com o governo do estado para poder atender a todo mundo. Não daria para pagar R$ 1,2 mil para todos”, explicou a diretora de Pesquisa Educacional e Valorização Profissional da Senasp, Juliana Barroso. A inscrição para o próximo ciclo de cursos abre em janeiro.
Pois é...
Ainda tem gente que acredita nesta turma.
Enquanto isso, os inativos e as pensionistas não recebem nada. Cabral decretou o fim da paridade entre ativos e inativos no Rio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BOLSA OLIMPÍADA.

Bolsa Olímpica - Nota do Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ sobre BOLSA OLIMPÍADA
SUBSECRETARIA DE ENSINO E PROGRAMAS DE PREVENÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DE ENSINO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Nota do Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ sobre BOLSA OLIMPÍCA.
Este Gestor do Projeto Bolsa Formação e da Rede de Ensino à distância da SENASP vem informar que a Secretaria Nacional de Segurança comunicou, por meio da Diretora do DPAID, que ainda neste ano será disponibilizado no SISFOR o módulo para cadastramento no Bolsa Olimpíada, não havendo data firmada para isso, porém com uma diferença em um dos pré-requisitos do Bolsa Formação - TODOS os Policiais Civis, Policiais Militares e Bombeiros Militares farão jus ao benefício INDEPENDENTE da faixa salarial.
O valor do benefício e a data para início do pagamento serão divulgados em breve.
Neste contexto foi providenciado a REABERTURA das inscrições da Rede EAD, apenas para os profissionais deste Estado do Rio de Janeiro que possam ser englobados neste processo, entre os dias 8 e 13 de SETEMBRO ou até completarmos as 35.000 (Trinta e cinco mil) vagas restantes. Como os cursos deste 20º Ciclo estão previstos para iniciar no próximo dia 10 de setembro, os alunos que forem inscritos neste novo período de inscrições iniciarão seus cursos apenas no dia 16 de setembro.
IMPORTANTE:
- O aluno somente poderá realizar a inscrição em 1 (um) curso;
- Os alunos evadidos no 19º Ciclo não poderão realizar inscrições;
- O Curso de DIREITOS HUMANOS não estará disponível para inscrições e nem terá validade para o Bolsa Olimpíada;
- Os alunos que já fizeram sua inscrição para este ciclo não devem e nem poderão fazer nova inscrição, exceto os alunos que tenham feito a inscrição pela primeira vez neste ciclo no Curso de Direitos Humanos, os quais serão remanejados por este Gestor para outros cursos;
- Os alunos que estão recebendo o benefício do Projeto Bolsa Formação e já tenham feito curso nos últimos 3 (três) ciclos ou ainda que já estejam matriculados neste 20º ciclo, desde que não seja o Curso de Direitos Humanos, NÃO precisam realizar outro curso porque o sistema não irá permitir a inscrição, sabendo que continuarão a receber normalmente a Bolsa;
- Os alunos que não recebem Bolsa Formação e fizeram apenas o Curso de Direitos Humanos em um dos 3 (três) últimos ciclos deverão realizar outro curso neste ciclo para estarem prontos para receber o Bolsa Olimpíada;
- Apenas os alunos NOVOS (que nunca realizaram cadastro na Rede EAD) e os alunos já cadastrados, mas que não tenham feito curso nos últimos 3 (três) ciclos 17º, 18º e 19º ciclo - bem como não tenham feito inscrição para o 20º ciclo deverão realizar um curso para estarem aptos a realizarem o seu cadastro no módulo Bolsa Olimpíada quando este for disponibilizado;
Para dirimir outras dúvidas e sanar quaisquer problemas, o profissional pode entrar em contato pelo telefone do callcenter (21) 2206-2206 das 0800 às 200h ou comparecer no telecentro com sede na Superintendência de Ensino e Valorização Profissional na Secretaria de Estado de Segurança SESEG na Praça Cristiano Otoni, s/nº Sala 310 - Prédio da Central do Brasil Centro RJ das 0900 às 1800h. Também podem ser
enviadas questões para o e-mail gestor.ead@seguranca.rj.gov.br ou para o email do Gestor na caixa postal da Rede EAD, lembrando que devido à exigüidade do tempo esta deve ser a opção para situações menos urgentes.
Todos os alunos devem sempre consultar as mensagens postadas no Painel de avisos da Rede EAD/SENASP/MJ onde são passadas novas informações e orientações a respeito inclusive do Bolsa Formação e do Bolsa Olimpíada, bem como manter seu cadastro atualizado.
SESEG/RJ, em 2 de Setembro de 2010.
CARLOS HENRIQUE MARTINS GONÇALVES MAJ PM
Gestor da Rede EAD/SENASP/MJ e do Projeto Bolsa Formação
Superintendente de Ensino e Valorização Profissional
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 1 de agosto de 2010

BOLSA COPA E BOLSA OLÍMPICA - ATUALIZAÇÃO.

Nem só de aeroportos, estradas e estádios precários são feitos os problemas do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. O principal programa do governo federal de capacitação de policiais e bombeiros que atuarão nas cidades-sede(1) dos jogos está longe de sair do papel. Apesar de que os primeiros repasses referentes à Bolsa Copa, um benefício no valor inicial de R$ 550 pago pela União aos profissionais da segurança enquanto eles estiverem em treinamento, já pudessem ser creditados a partir deste mês, nenhum dos estados onde haverá partidas do Mundial aderiu ao projeto. O empecilho maior é a obrigatoriedade de governadores elevarem o salário de todo o quadro, depois do evento esportivo e quando acaba o incentivo com recurso federal, ao patamar mínimo de R$ 3,2 mil.
Outro entrave vem dos estados que, apesar de não sediarem os jogos, reivindicam o direito de serem contemplados com o benefício. Na avaliação do presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, Gustavo Ferraz Gominho, a Bolsa Copa, da forma que está, trará mais problemas do que soluções. “Temos discutido bastante o tema e, hoje, o principal obstáculo para os estados aderirem ao projeto está na condição de arcar com os salários aumentados dos policiais após 2014. Alguns estados têm orçamento para isso, podem se organizar, mas outros não têm a menor condição de assumir tal compromisso. Não acredito que estado algum vá participar da Bolsa Copa da forma como ela foi criada”, destaca.
Diante de tanta pressão, o Ministério da Justiça — que previu atender a mais de 200 mil policiais com a bolsa progressiva, que em 2014 chegaria a R$ 1 mil — não descarta a ideia de modificar as regras do jogo. Secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri destaca como possível solução uma remontagem dos critérios a partir das reivindicações ouvidas em diversas reuniões feitas com os estados. Para tanto, de acordo com o secretário, será necessário também recalcular os gastos da União com o programa, previstos inicialmente na casa do R$ 1 bilhão. “Temos limitações de orçamento, então teremos que conversar mais para chegar a um consenso. Mas vemos como ponto fundamental dialogar com as bases”, pondera Balestreri.
A preocupação com os recursos vem da reclamação dos estados que, no formato atual do programa, não serão beneficiados. E também daqueles que, mesmo contemplados, discordam da ideia de treinar apenas os profissionais que atuarão diretamente no evento. Para Neitonio Freitas dos Santos, vice-presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais da Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros, restringir a amplitude do benefício é enxergar a segurança pública de forma equivocada. “A Copa não se resume às unidades da Federação onde haverá competições. É lógico que Alagoas será impactado, pois o turista que estará no Recife vai querer vir para cá. E aí, como vamos dar apoio? Outra questão é que somos uma corporação. Não adianta ter 15 bombeiros ou policiais preparados para agir diretamente no estádio e o resto estar desqualificado. Defendemos níveis diferentes de capacitação, mas para todos”, diz o comandante dos Bombeiros em Alagoas.
De acordo com o decreto que a criou, a Bolsa Copa estabelece como possíveis beneficiários os policiais civis, militares e bombeiros que atuarão nos eventos esportivos. Tal determinação, segundo Gominho, provocará uma cisão entre as categorias, trazendo inclusive problemas de natureza disciplinar e reivindicações internas. “Nenhum estado vai querer aderir porque sabe dos conflitos que surgirão dentro da instituição dele. Você não pode ter a polícia do Rio e a de São Gonçalo, a de São Paulo e a de São Bernardo. Recife e Olinda, por exemplo, são tão próximas que o turista nem sabe quando passa de uma para a outra. É correto fazer diferenciação, fomentando um nível de policiamento distinto entre os dois?”, questiona o presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública e também titular da pasta na Paraíba.
A solução, na avaliação de Gominho, cujo estado não sediará os jogos, está na revisão do benefício. “Achamos melhor baixar o valor da Bolsa Copa, desde que atenda a todos, do que dar um valor alto para alguns. Além disso, a União teria que continuar bancando esse incentivo até que os estados tivessem condições de arcar com o ônus. Entendemos como importante que o profissional permaneça recebendo o mesmo valor, até porque ele entra em parafuso se de repente tem o salário reduzido em R$ 1 mil. Aí veremos uma rebelião, um motim, uma greve geral dos policiais”, alerta Gominho. Por enquanto, a revolta vem dos estados, que não aceitam as regras impostas para adesão ao programa. Dessa forma, fica cada vez mais distante o que também era uma tentativa do governo federal de forçar os governadores estaduais a melhorarem os salários dos profissionais da segurança pública.
FONTE: DNonline
Via: Blog da Gláucia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 13 de fevereiro de 2010

JORNAL DA SEGURANÇA PÚBLICA - ANO I - 032 - 13 FEV 2010.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO ICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

AS BOLSAS PARA "SACANEAR" POLICIAL MILITAR, BOMBEIRO MILITAR, POLICIAL CIVIL E GUARDA MUNICIPAL.

EMAIL RECEBIDO:
PORTARIA QUE REGULAMENTA O BOLSA OLÍMPICA,O BOLSA COPA E O BOLSA FORMAÇÃO
PORTARIA Nº 183, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2010(PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO DE 10/02/10)
Regulamenta os arts. 9o, 10 e 15 do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008, alterados pelo Decreto no 7.081, de 26 de janeiro de 2010, e dá outras providências.
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto nos incisos I e II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, no Decreto no 6.061, de 15 de março de 2007, e no art. 17 do Decreto no 6.490, de 19 de junho CONSIDERANDO a instituição, no âmbito do Projeto Bolsa-Formação, dos ciclos especiais de capacitação para os policiais civis e militares e bombeiros militares dos entes federativos que sediarão os Jogos da Copa do Mundo de 2014, bem como para os policiais civis e militares, bombeiros militares e guardas municipais dos entes federativos que sediarão os Jogos Olímpicos de 2016; a importância de estabelecer critérios e parâmetros visando à uniformização de práticas e procedimentos necessários à implementação dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016; e a necessidade de edição de atos complementares para cumprimento do disposto no arts. 9o, 10 e 15 do Decreto no 6.490, de 19 de junho de 2008, alterados pelo Decreto no 7.081, de 26 de janeiro de 2010; resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Estabelecer orientações para a implementação no âmbito do Projeto Bolsa-Formação dos ciclos especiais de capacitação:
I - Jogos da Copa do Mundo de 2014; e
II - Jogos Olímpicos de 2016.
Art. 2o Caberá aos entes federativos a seleção dos interessados em participar dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, atendidos os
requisitos descritos nesta Portaria e no termo de adesão.
CAPÍTULO II
DOS CICLOS ESPECIAIS DE CAPACITAÇÃO DA BOLSA-FORMAÇÃO
Seção I
Dos Jogos da Copa do Mundo de 2014
Art. 3o Poderão participar do ciclo especial de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014, os profissionais de segurança pública que atenderem os seguintes requisitos:
I - ser policial civil, policial militar ou bombeiro militar de ente federativo sede dos Jogos da Copa do Mundo de 2014 que tenha assinado termo de adesão, nos termos do art. 9º do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008;
II - não ter sido responsabilizado ou condenado pela prática de infração administrativa grave, nos últimos cinco anos;
III - não possuir condenação penal nos últimos cinco anos;
IV - freqüentar, a cada doze meses, ao menos um dos cursos oferecidos ou reconhecidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública ou pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça;
V - integrar unidade responsável pela segurança de eventos esportivos;
VI - ter no mínimo mais 5 (cinco) anos de efetivo serviço a cumprir na carreira; e
(QUEM POSSUI MAIS DE 25 ANOS DE SERVIÇO, INATIVOS E PENSIONISTAS NÃO RECEBERÃO)
VII - não estar cedido para órgão diverso da polícia civil, polícia militar e corpo de bombeiro militar.
Seção II
Dos Jogos Olímpicos de 2016
Art. 4o Poderão participar do ciclo especial de capacitação Jogos Olímpicos de 2016, os profissionais de segurança pública que atenderem os seguintes requisitos:
I - ser policial civil, policial militar, bombeiro militar ou guarda municipal de ente federativo sede dos Jogos Olímpicos de 2016 que tenha assinado termo de adesão, nos termos do art. 9º do
Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008;
II - perceber remuneração mensal bruta de até R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais);
(OFICIAIS, INATIVOS E PENSIONISTAS NÃO RECEBERÃO).
III - não ter sido responsabilizado ou condenado pela prática de infração administrativa grave, nos últimos cinco anos;
IV - não possuir condenação penal nos últimos cinco anos;
V - freqüentar, a cada doze meses, ao menos um dos cursos oferecidos ou reconhecidos pela Secretaria Nacional de Segurança Pública ou pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça;
( COMO DAR CURSOS A CADA 12 MESES A MAIS DE 20.000 PPMM e 8.000 PPCC).
VI - ter no mínimo mais 7 (sete) anos de efetivo serviço a cumprir na carreira; e
(QUEM POSSUI MAIS DE 23 ANOS DE SERVIÇO ESTÁ FORA DO BOLSA OLÍMPICA).
VIII - não estar cedido para órgão diverso da polícia civil, polícia militar, corpo de bombeiro militar e guarda municipal.
CAPÍTULO III
DOS VALORES E DO PAGAMENTO DA BOLSA-FORMAÇÃO
Art. 5o Os valores da bolsa mensal no âmbito do Projeto Bolsa-Formação são os seguintes:
I - cursos regulares: R$ 443,00 (quatrocentos e quarenta e três reais);
II - ciclo especial de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014: R$ 550,00 (quinhentos e cinqüenta); e
III - ciclo especial de capacitação Jogos Olímpicos de 2016: R$ 1.200,00 (um mil e duzentos reais).
Art. 6o A Bolsa-Formação será paga durante doze meses, consecutivos ou não, a partir da homologação da inscrição do candidato nos cursos regulares ou nos ciclos especiais de capacitação. (INATIVOS E PENSIONISTAS NÃO RECEBERÃO).
CAPÍTULO IV
DO CANCELAMENTO
Art. 7o A Bolsa-Formação deverá ser imediatamente cancelada pelo gestor federal, gestor estadual, gestor municipal ou representante institucional nas seguintes hipóteses posteriores à homologação da inscrição do candidato:
I - não atendimento pelo beneficiário:
a) dos requisitos descritos no art. 10 do Decreto nº 6.490/08, no caso dos cursos regulares;
b) dos requisitos descritos no art. 3o desta Portaria, no caso do ciclo especial de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014;
c) dos requisitos descritos no art. 4o, no caso do ciclo especial de capacitação Jogos Olímpicos de 2016;
II - ocorrência de alguma das situações descritas no art. 14
do Decreto nº 6.490/08; ou
III - cancelamento do termo de adesão assinado com o ente
federativo em relação ao qual o beneficiário tem vínculo.
CAPÍTULO V
DO GRUPO DE TRABALHO JOGOS DA COPA DO
MUNDO DE 2014 E JOGOS OLÍMPICOS DE 2016
Seção I
Da Natureza e da Competência
Art. 8o Fica instituído o Grupo de Trabalho Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, competindo-lhe:
I - estabelecer critérios e parâmetros visando à uniformização de práticas e procedimentos necessários à implementação dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016;
II - definir as atividades a serem desenvolvidas pela unidade responsável pela segurança de eventos esportivos;
III - definir o plano de ensino dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016;
IV - estabelecer critérios para auferir a implementação pelo ente federativo da filosofia de Polícia Comunitária; e
V - elaborar minuta de termo de adesão ao Projeto Bolsa-Formação referente aos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, que deverá conter
cronograma para o encaminhamento de projeto de lei ao Poder Legislativo instituindo piso remuneratório de que trata os §§ 2º e 3º do art. 9º do Decreto nº 6.490/08 e projeto para adequar a jornada de trabalho ao regime de trabalho previsto no inciso IV do art. 9º doDecreto nº 6.490/08.(12 X 36)
Parágrafo único. O plano de ensino dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 deverá contemplar as disciplinas de inglês ou espanhol, níveis
básico, intermediário e avançado.
Seção II
Da Composição e do Funcionamento
Art. 9o O Grupo de Trabalho Jogos da Copa do Mundo de
2014 e Jogos Olímpicos de 2016 será constituído pelos seguintes
membros:
I - cinco representantes do Ministério da Justiça;
II - um representante de cada ente federativo escolhido para
sediar os Jogos da Copa do Mundo de 2014; e
III - um representante do ente federativo escolhido para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.
§ 1o Os representantes do Ministério da Justiça serão designados pelo Ministro de Estado da Justiça.
§ 2o Os representantes dos entes federativos que sediarão os Jogos da Copa do Mundo de 2014 serão designados pelos governadores.
§ 3o Os representantes dos entes federativos que sediarão os Jogos Olímpicos de 2016 serão designados pelos prefeitos.
§ 4o O Coordenador do Grupo de Trabalho e seu substituto serão designados dentre os representantes do Ministério da Justiça.
§ 5o Caso necessário, os representantes do Grupo de Trabalho
poderão ser substituídos.
Art. 10. A participação no Grupo de Trabalho não enseja remuneração de qualquer espécie, considerada serviço público relevante.
Art. 11. O Grupo de Trabalho reunir-se-á por convocação do Coordenador ou de seu substituto, que poderá convidar representantes de outros órgãos e entidades públicas, para subsidiá-lo com conhecimentos específicos.
Art. 12. O Grupo de Trabalho terá prazo de 60 (sessenta)dias, prorrogáveis por igual período, para apresentar relatório final ao Ministro de Estado da Justiça, que deverá conter:
I - os procedimentos necessários à implementação dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016;
II - o plano de ensino dos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016;
III - definição sobre as atividades a serem desenvolvidas pela unidade responsável pela segurança de eventos esportivos;
IV - critérios para auferir a implementação pelo ente federativo da filosofia de Polícia Comunitária; e
V - a minuta do termo de adesão ao Projeto Bolsa-Formação referente aos ciclos especiais de capacitação Jogos da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.
Art. 13. As despesas do Grupo de Trabalho correrão porconta dos recursos orçamentários do Ministério da Justiça.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 14. O
profissional de segurança pública que já for beneficiário da Bolsa-Formação em razão da participação nos cursos regulares apenas poderá se inscrever em um dos ciclos especiais de
capacitação após doze meses, contados da data do recebimento do primeiro benefício, independentemente do seu cancelamento ou renúncia.
Art. 15. O descumprimento do art. 9o, caput e §§ 2o e 3o, do Decreto nº 6.490, de 19 de junho de 2008, com redação conferida pelo Decreto nº 7.081, de 26 de janeiro de 2010, implicará no imediato cancelamento do termo de adesão celebrado com o ente federativo.
Art. 16. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
TARSO GENRO
MINISTRO DA JUSTIÇA
Como alguém pode ter imaginado esses absurdos...
Inativos e pensionistas perdendo a paridade.
Subordinados ganhando mais que superiores.
Distinção por idade (o tempo de serviço é diretamente ligado à idade)
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BOLSA OLÍMPICA E BOLSA COPA, UM ABSURDO COMPLETO.

O DIA
BOLSA OLÍMPICA E BOLSA COPA
Injustas, imorais e ilegais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

BOLSA OLÍMPICA: OFICIAIS FARÃO CONCURSO PARA SOLDADO.

JORNAL O DIA:
Oficiais querem fazer novo concurso e voltar a ser praça para ganhar Bolsa Olímpica
Sem benefício, tenente ganhará menos que soldado
POR MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - O Bolsa Olímpica — benefício de R$ 1,2 mil para policiais civis e militares, bombeiros e guardas municipais que atuarão na Copa 2014 e nos Jogos de 2016 — está fazendo com que um grupo de tenentes, oficiais que não têm direito à gratificação, queira voltar a ser praça. O benefício será restrito a quem recebe até R$ 3,2 mil e, portanto, vai excluir os oficiais. Alguns passarão a receber menos do que subordinados beneficiados pelo programa do Ministério da Justiça.
Por isso, esses tenentes planejam fazer o próximo concurso para a PM — ainda sem data definida. Se passarem na prova, os oficiais deverão pedir baixa para entrar de novo na instituição. Inscrever-se num novo concurso foi a forma que os oficiais encontraram de protestar contra o benefício, já que fazem a prova fardados, o que, acredita o grupo, causará constrangimento na corporação.
Melhores salários são uma reivindicação antiga da Polícia Militar. Segundo o presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), tenente Melquisedec Nascimento, em 2005, PMs armaram um protesto devido às baixas remunerações. Na época, a governadora era Rosinha Garotinho e o secretário de Segurança Pública, Marcello Itagiba.
“Os policiais prometeram jogar suas espadas no mar, no Forte de Copacabana, porque o governo ofereceu um aumento bem abaixo do pedido pela classe. A ideia dos oficiais de fazer novo concurso e voltar a ser praça só mostra que a situação salarial do PM só piora a cada ano”, avaliou Melquisedec.
DESCONTO MAIOR
Benefício melhora o salário, mas aumenta também o imposto
Com a bolsa de R$ 1,2 mil, não só o salário dos praças aumenta, mas também o desconto no imposto de renda. Há três alíquotas. Segundo o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Vanderlei Ribeiro, cabos e soldados estão inseridos na mais baixa delas. Com o benefício, eles serão incluídos no percentual maior, o de 27,5%.
Um PM que paga pouco mais de R$ 100 por mês de contribuição passará a gastar cerca de R$ 500. “Na verdade, essa bolsa é de R$ 700, que é o que sobra. O governo dá com uma mão e tira com outra. É preciso definir a política salarial”, defende Ribeiro, que pretende entrar na Justiça contra o decreto do Bolsa Olímpica. “Já conversamos com os advogados. Ou todos os policiais recebem ou vamos pedir anulação do decreto”, disse ele.
A regulamentação do decreto deve ser publicada até semana que vem.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A BOLSA OLÍMPICA E AS SUAS NEFASTAS CONSEQUÊNCIAS - CAPITÃO BOMBEIRO MILITAR ARTUR.

A regra óbvia de ascendência hierárquica em qualquer carreira, tanto no campo privado, como no setor público, civil ou militar é que, na medida em que um determinado indivíduo vai sendo promovido, na mesma proporção aumenta também o valor de seu salário. Isso sempre foi um fato imutável, porque obedece a uma conclusão lógica: quanto mais alto for o degrau na carreira de um trabalhador, também será maior o grau de responsabilidade e conseqüentemente maior será o pagamento mensal recebido. Em se tratando de administração de recursos humanos, não há como ser de outra forma. A promoção no emprego juntamente com o aumento de salário é o reconhecimento pelos bons serviços prestados, ao mesmo tempo em que estimula o funcionário a procurar sempre a eficiência e o aprimoramento em suas atividades, dentro do trabalho.
A Bolsa Olímpica, criada pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro surge em direção contrária a esses preceitos. Ela ignora a hierarquia do plano de carreira do militar estadual e cria um desequilíbrio, gerando injustiças, discórdias, desunião e desmotivação. Perdoem-me aqueles que estão radiantes com a perspectiva do aumento salarial. A estes eu pergunto:
- Os senhores gostariam de ser oficiais, futuramente?
- Os senhores irão se interessar em progredir na carreira militar, sabendo da possibilidade de verem os seus salários reduzidos, no caso de serem promovidos.
- Os senhores acham que esse sistema de gratificações para uns e nada para outros é um sistema justo?
- Os senhores crêem que esse sistema de gratificações, favorece o crescimento, como “um todo” de uma corporação militar.
- Os senhores acham que esse sistema de gratificações fortalece os pilares básicos do militarismo que são a Hierarquia e a Disciplina?
Acho que devemos meditar, para não perdermos o objetivo inicial da nossa luta que é a aprovação da PEC 300. Não podemos permitir que essas artimanhas de última hora venham nos desunir e inviabilizar uma mudança mais profunda e duradoura; benéfica e justa para todos, sem exceção.
JUNTOS SOMOS FORTES (Não nos esqueçamos disso!)
Cap BM Artur
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de janeiro de 2010

BOLSA OLÍMPICA: UM MINISTRO INTEIRAMENTE PERDIDO.

O ministro Tarso Genro, quando tenta explicar a Bolsa Olímpica, parece um lutador de boxe que levou um soco do Mike Tyson, na boa época do pugilista.
O ministro perdeu inteiramente a consciência e o rumo, bate cabeça pelos cantos do ringue, tentando ficar em pé, o que não consegue.
Criaram um monstrendo administrativo e jurídico, algo difícil de conceber tamanhas as aberrações.
As bolsas Olímpicas e Copa não resiste a uma análise mínima no que diz respeito aos pressupostos dos atos administrativos, assim como, as gratificações concedidas por Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.
Tarso Genro diante da simples constatação de que que subordinados passarão a ganhar mais que seus superiores, uma evidência de clareza gigantesca, alega como solução que os estados federativos resolvam essa distorção.
O ministro apresenta então como solução para o fato do governo federal dar R$ 1.200,00 para os soldados, os cabos e os sargentos, que os estados por sua vez acrescentem R$ 1.200,00 nos salários dos subtenentes, 2o Tenentes, 1o Tenentes, Capitães, Majores, Tenentes Coronéis e Coronéis, a única maneira de atenuar a distorção.
Esse basurdo imoral e ilegal é mais um resultado das ações meramente poliqueiras que estão fazendo escola entre os políticos brasileiros, um jogo para a platéia que não resiste a uma "olhada mais de perto".
Ministro, nós queremos salários, que alcancem as pensionistas e os inativos. Não queremos bolsas e nem gratificações.
Queremos a PEC 300/2008.
O resto é balela e falácia.
Vamos levar o país e os brasileiros um pouco mais a sério.
Eu li essa reportagem no blog do Tenente BM Lauto Botto, fiquei assustado:
JORNAL O DIA:
Bolsa Olímpica: Tarso sugere que estado complete salários
Ministro diz que adesão de estados é voluntária e que problema de hierarquia deve ser resolvido por governo local
POR MARIA INEZ MAGALHÃES
Rio - O ministro da Justiça, Tarso Genro, sugeriu ontem que possíveis insatisfações salariais geradas pelo Bolsa Olímpica devem ser solucionadas pelo governo estadual. Como O DIA noticiou ontem, agentes de patentes inferiores vão
ganhar mais que alguns oficiais quando começarem a receber o benefício mensal de R$ 1, 2 mil, restrito a quem tem salário de até R$ 3.200. O ministro alega que a bolsa não atrapalha a hierarquia salarial das corporações — policiais, bombeiros e guardas municipais têm direito à gratificação —, já que não é considerada vencimento do servidor.
“O policial não leva isso para sua aposentadoria, não faz nenhum desconto previdenciário disso”, disse ele.
Apesar da avaliação, Genro considera que o estado pode arcar com a diferença salarial já que não é obrigado a entrar no programa.
“A bolsa não é uma imposição da União. O estado que sentir que tem problema em relação à categoria pode pedir a inscrição desse superior no sistema de bolsa (nos cursos) e o estado paga a bolsa para ele, um valor para compensar essa diferença. É uma despesa que o estado pode fazer sem problema. Isso pode ser resolvido facilmente pela autoridade local”, afirmou o ministro, ressaltando que é o estado que vai escolher quem terá direito à Bolsa Olímpica.
Tarso deixou claro que o estado que aderiu ao programa é obrigado a aprovar projeto para garantir até 2016 que nenhum policial ganhe menos de R$ 3,2 mil. O projeto vai também viabilizar pagamento da bolsa. “A bolsa cria relação de compromisso para que os estados cheguem a um piso decente”, disse Genro. Embora o decreto tenha gerado dúvidas, o ministro disse que ele é claro e não sofrerá alterações.
Seleção exclui quem responde a processo (*)
A regulamentação do decreto da Bolsa Olímpica será publicada dentro de 15 dias. De acordo com Tarso Genro, o documento vai determinar os critério que o estado deve usar para a selecionar os policiais e bombeiros que receberão o Bolsa Olímpica e como ela será paga. Policiais que tiveram condenações ou processos administrativos e penais nos últimos cinco anos não poderão participar. “Queremos estimular os policiais que tenham uma ficha de serviço de qualidade. É um elemento seletivo inclusive porque ajuda as corporações a organizar seus sistemas disciplinares”.
(*) Jogaram o princípio da pressunção da inocência no LIXO.
Ministro, pense melhor, pare de tentar explicar a Bolsa Olímpica, fica cada vez pior.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

BOLSA OLÍMPICA: INJUSTA, IMORAL, ILEGAL E UMA PROVA DA PÉSSIMA APLICAÇÃO DO DINHEIRO PÚBLICO.

O GLOBO

Eu sou um Coronel antigo, tenho quase trinta e quatro anos no serviço ativo da Polícia Militar e nesse período ouvi muitas estórias que integram o anedotário castrense. Algumas delas servem como máximas, como ditados, como a seguinte:
- Não se mexe em "merda" seca!
Ela é uma referência aos dejetos de cavalos e vacas, que com o tempo secam e fedem muito menos. Entretanto, se mexermos nesses dejetos secos, o fedor retorna com toda força.
Perdoem a comparação bizarra, porém não pensei em nada melhor para comparar com as tentativas de explicações governamentais sobre a Bolsa Olímpica, que pioram cada vez mais a situação, mostram mais ainda o embrulho mal feito.
A divulgação da Bolsa Olímpica caiu como uma bomba (uma "merda"), como alguém idealizou algo tão grotesco, que não encontra qualquer fundamentação que justifique a sua criação, a não ser se contrapor a aprovação da PEC 300/2008.
A Bolsa Olímpica não é salário; não será paga para inativos e pensionistas; não será paga a todos os ativos e tem como motivação um absurdo total e completo, preparar (qualificar) os profissionais da segurança pública que irão trabalhar nas Olimpíadas de 2016.
Cidadão brasileiro, como preparar em 2010 alguém para trabalhar na Olimpíada de 2016, se ninguém pode estabelecer quem irá trabalhar ou não na Olimpíada?
Milhares receberiam a bolsa e sairiam das instituições antes de 2016 pelos mais diferentes motivos, sendo que a maioria sairá por passar para a inatividade (aposentadoria).
Como as instituições escolherão em junho ou julho de 2010 quem trabalhará em 2016?
Policiais Militares, Bombeiros Militares, Policiais Civis e Guardas Municipais exijam SALÁRIOS DIGNOS!
A Bolsa Copa e a Bolsa Olímpica não resistem a primeira avaliação do poder judiciário e isso ocorrerá antes de junho ou julho desse ano através das solicitações de incorporações para todos das gratificações (Cabral) e das bolsas (Lula).
PEC 300/2008, essa deve ser a luta dos Policiais e bos Bombeiros Militares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A PEC 300 E A BOLSA OLÍMPICA, SUA INIMIGA MORTAL.

Eu tenho escrito que nada explica o fato de Lula, que estaria apoiando a aprovação da PEC 300/2008, lançar a Bolsa Olímpica e a Bolsa Copa.
Os pedaços não se encaixam.
Lendo o decreto no blog do Tenente BM Lauro Botto, formei uma opinião:
- A Bolsa Olímpica é inimiga mortal da PEC 300.
Lutar por uma significa matar a outra e a PEC 300 é o nosso ideal, pois trata de salário e não de gratificações temporárias.
Temos que entender que a mobilização dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares assustou o "SISTEMA" e ela precisa ser detida a todo custo.
Como usar os draconianos regulamentos se os mobilizados são milhares?
Prender milhares?
Inviável, a válvula não aguentaria a pressão.
Então, vamos "comprá-los", pelo menos uma parte deles, pois divididos serão enfraquecidos.
Policial Militar e Bombeiro Militar, você percebeu como e quanto se falou sobre bolsa olímpica nos quartéis? E na mídia? E sobre a PEC? Não diminuiu?
Simples, o "SISTEMA" está agindo.
A bolsa olímpica é uma monstruosidade, como já comentamos e exemplificamos.
Observe o seguinte:
- A bolsa seria para preparar os beneficiados para as Olimpíadas, sendo paga no segundo semestre de 2010, porém as Olimpíadas serão em 2016. Assim sendo, estaremos preparando e pagando por isso, milhares que não estarão mais nas instituições em 2016.
Coisa de maluco, maluco por jogar o dinheiro público no ralo.
Vamos lutar por salários para todos.
Diga não as gratificações e as bolsas.
Inativo e pensionista se mobilize, vamos para as ruas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS: É ÓTIMO TER UM COMANDANTE GERAL!

Caro Integrante da Polícia Militar,
Nesta data, o Comando da PMMG participou de uma reunião com os demais integrantes do Sistema de Defesa Social (PMMG, CBMMG e PCMG) para tratar do programa criado pelo Governo Federal, intitulado Bolsa Copa, onde prevê o pagamento de uma bolsa aos Policiais que atuam nas Capitais que sediarão as competições da Copa do Mundo de 2014.
O Comando da PMMG é favorável ao aumento remuneratório que tenha como reflexo a melhoria na qualificação das pessoas, o que certamente refletirá na melhoria da Segurança Pública.
Contudo foi apresentado de forma CLARA E INEQUIVOCA que o Comando da PMMG é veementemente contra qualquer concessão de remuneração que venha a quebrar a paridade entre os militares da ativa e inativa, entre os militares que exercem as mesmas atribuições em diferentes municípios, bem como a inversão da hierarquia salarial entre os postos e graduações.
O Governo do Estado está estudando o assunto, ouvindo todas as Instituições envolvidas e analisando os reflexos na adoção do programa.
Assim, o Comando acompanhará a evolução deste assunto e tão logo ocorram as definições do programa manterá toda a Tropa informada.
Cordialmente,
Renato Vieira de Souza, Cel PM
Comandante-Geral
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

TEMOS QUE LUTAR POR SALÁRIOS DIGNOS.

BLOG DO TENENTE BOMBEIRO MILITAR LAURO BOTTO:
DECRETO DA BOLSA OLÍMPICA

"Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO Nº 7.081, DE 26 DE JANEIRO DE 2010.
Altera o Decreto no 6.490, de 19 de junho de 2008, que regulamenta a Lei no 11.530, de 24 de outubro de 2007, que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - PRONASCI.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 8o-E da Lei no 11.530, de 24 de outubro de 2007,
DECRETA:
Art. 1o Os arts. 9o, 10 e 15 do Decreto no 6.490, de 19 de junho de 2008, passam a vigorar com as seguintes alterações:
“Art. 9o ......................................................................
IV - adequar, até 2012, o regime de trabalho dos profissionais de segurança pública, que não deverá ultrapassar doze horas diárias de trabalho, obedecendo-se ao parâmetro de três turnos de descanso para cada turno trabalhado.
§ 1º Será oferecido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, no âmbito do Projeto Bolsa-Formação, ciclo de capacitação destinado aos:
I - policiais civis e militares e bombeiros militares, dos entes federativos que sediarão Jogos da Copa do Mundo de 2014, integrantes das unidades responsáveis pela segurança de eventos esportivos, com vistas a sua preparação e realização; e
II - policiais civis e militares, bombeiros militares e guardas municipais, dos entes federativos que sediarão os Jogos Olímpicos de 2016, que exerçam atividades meio e fim, com vistas a sua preparação e realização.
§ 2º O ente federativo estadual que aderir ao ciclo de capacitação previsto no § 1º deverá encaminhar projeto de lei ao Poder Legislativo para garantir que a remuneração mensal dos policiais civis e militares alcance o valor mínimo de R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais) até 2016, salvo nos casos em que o referido valor já esteja garantido na legislação em vigor.
§ 3º O ente federativo municipal de que trata o inciso II do §1º que aderir ao ciclo de capacitação deverá encaminhar projeto de lei ao Poder Legislativo para conceder, até 2016, reajuste da remuneração mensal dos guardas municipais em valor não inferior ao da bolsa prevista no § 2º do art. 15. ” (NR)
“Art. 10. ......................................................................
I - perceber remuneração mensal bruta de até R$ 1.700,00 (mil e setecentos reais) ou, no caso dos participantes previstos no inciso II do § 1º do art. 9º, de até R$ 3.200,00 (três mil e duzentos reais);
.............................................................................................
§ 3º O disposto no inciso I do caput não se aplica aos beneficiários previstos no inciso I do §1º do art. 9º.” (NR)
“Art. 15. ........................................................................
§ 1o Condicionada à disponibilidade orçamentária, o valor da bolsa mensal de que trata o caput será de R$ 443,00 (quatrocentos e quarenta e três reais).
§ 2o Na hipótese do inciso I do § 1º do art. 9º, o valor inicial da bolsa mensal será de R$ 550,00 (quinhentos e cinqüenta reais).
§ 3o Na hipótese do inciso II do § 1º do art. 9º, o valor da bolsa será de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais).
§ 4o A implementação do ciclo de capacitação previsto no § 1° do art. 9º será feita de acordo com a disponibilidade orçamentária.
§ 5o A bolsa do Projeto Bolsa-Formação será paga durante doze meses, consecutivos ou não, a partir da homologação da inscrição do candidato.
§ 6o É vedado o recebimento cumulativo de bolsas no Projeto Bolsa-Formação.” (NR)
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 26 de janeiro de 2010; 189º da Independência e 122º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Paulo Bernardo Silva"
Este é o decreto da já famosa Bolsa Olímpica.
Li e relí inúmeras vezes e confesso que fiquei estupefato!
Espero que seja corrigido o texto ou que levem em consideração o soldo como o salário. Se assim não o fizerem, será mais uma afronta à hierarquia salarial e, consequentemente, vai abalar a já abaladíssima disciplina dentro do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Rio de Janeiro, além de já ser uma profunda falta de respeito aos inativos e pensionistas que sequer podem ter o mínimo de esperança por reconhecimento.
Prefiro aguardar novos esclarecimentos, que devem ser feitos com urgência!
JUNTOS SOMOS FORTES, LAURO BOTTO
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A BOLSA OLÍMPICA COMEÇA A FAZER PARTE DO ANEDOTÁRIO POLICIAL.

Piada e de péssimo gosto, brincando com homens e mulheres que arriscam a vida diariamente em defesa do povo brasileiro.
Os Bombeiros Militares, os Policiais Militares, os Policiais Civis e os Guardas Municipais merecem respeito, são os heróis nacionais de todos os dias.
No Rio de Janeiro, nos três anos da gestão Sérgio Cabral mais de noventa Policiais Militares foram assassinados em serviço, sendo que os assassinados quando estavam de folga constinuem um número muito maior.
Percebam algumas impropriedades dessa bolsa olímpica:
- Todos os profissionais da segurança pública receberão?
Não.
Isso provocará uma inversão hierárquica de salários?
- Sim, subordinados receberão mais que superiores.
- Os inativos e as pensionistas receberão?
Não.
Então, como esses valores serão incorporados aos salários em 2016?
Será que serão incorporados aos salários de todos ou só aos dos que receberam no período?
Se forem só nos que receberam no período, subordinados ganharão mais que superiores por toda vida.
Essas simplórias observações demonstram que essa bolsa olímpica é uma falácia.
Um monstro, uma ode à imoralidade, à injustica e à ilegalidade.
Profissionais da segurança pública, chega de bolsas e de gratificações, salários dignos para todos nós, ativos e inativos.
Vamos invadir as ruas do Brasil, o CARNAVAL está chegando.
Vamos botar o bloco na rua!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

BOLSA OLÍMPICA: UMA BAGUNÇA INJUSTA, IMORAL E ILEGAL. SALÁRIOS DIGNOS PARA TODOS!

JORNAL O DIA

JORNAL EXTRA

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

POLICIAL MILITAR - BOMBEIRO MILITAR - LUTE POR SALÁRIOS!

A Bolsa Olímpica é um dos maiores monstrengos já criados no Brasil.
Nasce morta.
Policiais Militares e Bombeiros Militares lutem por salários, não aceitem essas gratificações e bolsas que só nos dividem, que prejudicam a nós mesmos, os inaTivos e as pensionistas.
Todas essas gratificações e bolsas serão contestadas judicialmente, portanto, não significam qualquer garantia.
O nosso lugar é ruas, democraticamente, lutando por salários.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

JORNAL DA SEGURANÇA PÚBLICA - ANO I - 023 - 27 JAN 2010.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

A PEC 300/2008 E A BOLSA OLÍMPICA.

Estou muito preocupado.
Irei para Brasília com esse sentimento no dia 01 FEV 2010.
Ouço que o presidente Lula apóia a aprovação da PEC 300/2008.
Alguns incautos ainda destacaram e aplaudiram a passagem da comitiva presidencial pela Candelária na Marcha dos 3.000, mostrando a tendência à subserviência aos políticos, isso parece estar na corrente sanguínea de alguns dos nossos.
A rápida criação da Bolsa Olímpica (injusta, imoral e ilegal) não encontra justificativa alguma, inclusive pelo fato do governo federal "desejar" aprovar a PEC 300.
Por que um governo que "pretende" igualar os salários de todo Brasil com os salários de Brasília, criaria uma Bolsa Olímpica para ser pagar até 2016?
Prudência, eu aconselho a todos os Policiais Militares e Bombeiros Militares do Brasil, penso que estão querendo nos passar a perna, mais uma vez.
Mobilização, mobilização e mobilização.
Policiais Militares e Bombeiros Militares o nosso lugar é nas ruas lutando por nossos direitos.
Vamos unir o Brasil na luta por salários justos.
Vamos buscar no poder judiciário a incorporação nos salários dos ativos e dos inativos do maior valor pago em gratificações ou bolsas.
JUNTOS SOMOS FORTES!
SEPARADOS, SOMOS O QUE ÉRAMOS, FRACOS.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO