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terça-feira, 1 de setembro de 2009

1a CONSEG - SERÁ QUE DESCOBRIRAM ALGUMA SAÍDA PARA A INSEGURANÇA PÚBLICA BRASILEIRA?

Mais de 3 mil pessoas discutem soluções para violência
Por Filipe Coutinho
"Foram quatro dias para discutir, cara a cara, os problemas da segurança no país. Mais de três mil pessoas, entre políticos, policiais, intelectuais, operadores do Direito e representantes da sociedade civil, encerraram neste domingo (30/8) a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), em Brasília. Pela primeira vez, um grupo tão diverso de pessoas discutiu exaustivamente os problemas e soluções para a segurança no país. Na cerimônia de encerramento, a Conseg reuniu as principais discussões e propostas num único documento, a ser entregue ao Ministério da Justiça.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou que as medidas serão incorporadas ao plano de governo do presidente Lula. Além disso, os ministros das secretarias especiais de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, e de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, garantiram que o documento final da 1ª Conseg marcará a união entre a segurança pública e os direitos humanos.
O
texto-base da conferência é divido em sete eixos. A primeira etapa é integrar a gestão da segurança pública nos estados e municípios. A proposta pretende também mudar a distribuição das verbas, baseada em resultado e com montantes mínimos previsto nos orçamentos. Aos policiais e outros operadores da segurança pública, a Conseg pretende concretizar uma rede de boas práticas e proporcionar ferramentas de estudos e reciclagem profissional. Assim, a ideia é criar novas formas de atuação da polícia, como o policiamento de proximidade, incremento da polícia técnico-científica e o aperfeiçoamento dos métodos de investigação criminal e persecução.
Em outra frente, a Conseg defende uma “cultura da paz” do poder público. A ideia é basicamente criar mecanismos de prevenção e de reinserção social dos envolvidos com a violência. Aos presidiários, a proposta é seguir o modelo do Conselho Nacional de Justiça e profissionalizar a gestão das penitenciárias. Além da autonomia administrativa, a conferência quer exigir a criação de corregedorias, ouvidorias e órgãos de controle nas prisões brasileiras. Por fim, o governo quer expandir os mecanismo de atendimento a emergência, como bombeiros, Samu e outros programas. Hoje, somente 10% dos municípios oferecem serviços emergenciais.
Realidade A coordenadora do evento, Regina Miki, disse que as propostas não ficaram somente no papel. “É preciso deixar claro que a Conferência não legisla, ela aponta os anseios da sociedade. Aquilo que necessitar de lei federal ou emenda constitucional será trabalhado no Congresso”. Regina foi ainda mais longe, ao dizer que o governo não tem restrições à discussão sobre a criação de um ministério exclusivo para a segurança pública. Paralelo aos debates, a Conseg promoveu a Feira do Conhecimento. Cerca de 80 expositores apresentaram boas práticas e soluções locais para os problemas de segurança. No total, 707 cartas de intenções foram assinadas e, assim, os projetos serão levados de um estado para o outro.
Realizada no centro de Brasília, a 1ª Conseg foi um evento grandioso. Diversos shows, exposições e painéis preencheram os quatros dias de programação. Além disso, 28 observadores da Argentina, Timor Leste, Angola, Alemanha e Chile, entre outros países, estão em Brasília para acompanhar os debates e levar pra casa experiências bem-sucedidas na área de segurança pública.é justamente ouvir os anseios da população com a responsabilidade de colocá-las em prática.
Assim como muitos dos três mil participantes, o promotor André Melo veio de direto de seu estado de origem, Minas Gerais, exclusivamente para assistir os debates. Sem poder de voto na comissão geral da Conseg, o promotor participou de palestras e pôde ouvir depoimentos de diversas realidades de um mesmo país. “Foi a primeira vez que houve um debate tão plural. Grupos com diversas ideologias, muitas vezes contrárias, puderam discutir soluções frente a frente”, disse. “É um caminho a ser seguido”, completou".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

1a CONSEG - PARTICIPAÇÃO DOS DELEGADOS DA POLÍCIA FEDERAL.

1ª Conseg.
Avaliação positiva da participação dos delegados da PF.
Enviado por Iara Vidal em 31/08/2009 12:25:23
Um dos representantes da ADPF no evento, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, fala sobre os resultados para a categoria.

O presidente da Comissão de Prerrogativas da ADPF, Delegado de Polícia Federal Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, foi um dos representantes da Associação na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). Ele acompanhou todo o processo do evento, desde a instalação da Comissão Organizadora Nacional (CON), da qual foi um participante ativo, até o encerramento da etapa nacional ocorrido no dia 30 de agosto, em Brasília (DF).
Leôncio faz uma avaliação extremamente positiva da 1ª Conseg. “A delegação dos Delegados de Polícia Federal e Civil superaram as dificuldades numéricas com uma atuação qualitativa eficiente”, descreve. Ele comenta que o grupo promoveu um amplo diálogo interno e com outros segmentos da sociedade civil e dos trabalhadores da segurança pública. “Algo que não se vê todos os dias. O aprendizado com a participação em eventos desta natureza foi rica”, comenta. O delegado afirma que, com certeza, a partir das discussões feitas, a categoria traçará melhor as estratégias para o aperfeiçoamento da atividade de Polícia Judiciária no país.
Com relação aos resultados, Leôncio avalia que as teses defendidas pelos Delegados de Polícia Federal estão em sintonia com o pensamento da sociedade brasileira. “Entre os princípios, o mais votado, é o que trata da autonomia funcional e administrativa das Polícias, no nosso caso, entenda-se a Polícia Federal autônoma e vinculada ao Ministério da Justiça”, conta.
O segundo princípio mais votado na 1ª Conseg mostra a rejeição à tese da desconstitucionalização das Polícias. “Muito pelo contrário, o que se espera é a preservação e o respeito ao texto vigente do art. 144 da Magna Carta”, avalia Leôncio. Ele comenta que o mandamento constitucional tem, atualmente, sofrido violações gritantes por órgãos e autoridades públicas com o dever de zelar por ele. “É a negativa às usurpações das funções constitucionais entre os órgãos policiais que ficou estabelecido como princípio da 1ª Conseg”, celebra.
Entre as diretrizes, Leôncio destaque a que defende a necessidade de prerrogativas constitucionais semelhantes ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para os profissionais de segurança pública. “Isso demonstra que a luta pelo resgate constitucional da carreira jurídica dos Delegados de Polícia Federal por meio da PEC 549/2006 está no caminho certo”, analisa. Nesta mesma linha está o fortalecimento institucional com a aprovação imediata de uma Lei Orgânica com direitos e prerrogativas funcionais.
O instituto do inquérito policial foi outro tema que teve reconhecida sua importância social, devendo se modernizar e aperfeiçoar cada vez mais, como instrumento eficiente de investigação criminal.
Outras questões funcionais importantes também foram contempladas pelas diretrizes da 1ª Conseg. Trata-se da aposentadoria policial com suas especificidades atuais, a valorização profissional em termos remuneratórios e de capacitação continuada e atendimento biopsicossial. “O agravamento das penas nos crimes, cujas vítimas são policiais revela uma preocupação da sociedade com esses profissionais da segurança pública”, conclui o delegado.
Sobre a questão do ciclo completo, ficou registrado que o tema precisa ainda ser bastante debatido. “Não é tema pacífico, muito pelo contrário, ele é complexo, polêmico e requer uma ampla discussão com a sociedade para melhor compreensão de seus reflexos e conseqüências”, pondera Leôncio. A interpretação que se extrai da Conseg, para o delegado, é que a sociedade civil até poderá aceitar o ciclo completo, mas antes deseja ver implantada a desmilitarização das forças policiais no país. “Creio que qualquer tentativa de segmentos do Governo Federal de ignorar esse entendimento redundará em fracasso certo na esfera legislativa”, opina.
Quanto à questão da carreira única. A diretriz aprovada não se aplica à Polícia Federal, pois se destina aos órgãos policiais militarizados e que ainda não exigem a formação universitária para o ingresso nos seus quadros, conforme se depreende da redação contida na referida diretriz. “Por fim, fica a lição de que nós, Delegados de Polícia Federal, precisamos estar dispostos a interagir mais com a sociedade e outros segmentos profissionais nos diversos espaços de discussão existentes”, finaliza.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 30 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - O RETUMBANTE FRACASSO DA POLÍCIA FEDERAL.

No nosso espaço democrático estamos publicando uma série de artigos com o título "JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL" e neste momento, tratamos do completo fracasso da Polícia Federal no cumprimento das suas missões constitucionais.
O governo do Presidente Lula (PT) já deixou muito claro que almeja federalizar a segurança pública, na busca desse objetivo já foram criadas a Secretaria Nacional de Segurança Pública; o Programa Nacional de Segurança com Cidadania; os Conselhos de Segurança e o Programa da Força Nacional de Segurança.
O Brasil é assim, adora criar órgãos públicos, vorazes devoradores do nosso dinheiro (dinheiro público).
Além disso, a Polícia Federal vem sendo glamurizada como a Polícia eficiente, com seus salários espetaculares (sonho de consumo de todos os funcionários públicos); suas viaturas milionárias; seus equipamentos de primeiro mundo e com uma assessoria de marketing de dar inveja à grandes empresas privadas.
Operações fantásticas são desenvolvidas por todo Brasil, sempre filmadas e divulgadas para a mídia, quase que online.
Pena que essa Polícia tão eficiente , midiaticamente falando, fracassa totalmente no cumprimento das suas missões constitucionais.
Constituição Federal:
Artigo 144 - (...).
A Polícia Federal (...) destina-se a:
I. (...).
II. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho (...).
Só a Polícia Federal tem essas missões inseridas no texto constitucional.
Notem, PREVENIR e REPRIMIR.
E, não precisamos tratar da situação atual do tráfico de drogas e do contrabando no país.
III. exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras.
Também não precisamos abordar a total vunerabilidade das fronteiras brasileiras.
Portanto, resta comprovado o fracasso.
Um fracasso que custa muito aos cofres públicos.
Vamos citar um único exemplo comparativo:
Um Policial Militar do Rio de Janeiro ganha cerca de R$ 1.000,00 para patrulhar as ruas da cidade (Rádio Patrulha), enquanto um Policial Rodoviário Federal ganha mis de R$ 5.000,00 para patrulhar rodovias federais.
Simplesmente, cinco vezes mais, isso sem considerar quem corre mais risco de morrer em serviço.
Um outro dado relevante na tentativa de federalizar a segurança pública é o fato de que a maioria dos Secretários de Segurança do Brasil são Delegados da Polícia Federal.
No Rio de Janeiro, os governos do PMDB têm nomeado Delegados da Polícia Federal como Secretários de Segurança, o resultado é o caos da violência urbana vivenciada pelos cidadãos fluminenses, obrigados a viver em um Estado onde mais de 10.000 morrem ou desaparecem por ano.
Cidadão brasileiro, todos nós devemos desejar que a Polícia Federal seja a melhor possível, inclusive, dignamente remunerada e muito bem equipada, todavia, queremos que a Instituição cumpra primeiro as suas missões constitucionais, o que poderá controlar o tráfico de drogas e o contrabando, que ceivam milhares de vidas de cidadãos brasileiros.
Por derradeiro, hoje circulou uma notícia no sentido de que um carro que deveria estar acautelado na Polícia Federal, foi multado 42 vezes, quando rodava pelas vias públicas (clique e leia).

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

FENEME: MANIFESTO SOBRE O CONTINGENCIAMENTO DE VERBA PARA A SEGURANÇA PÚBLICA.


MANIFESTO SOBRE O CONTINGENCIAMENTO DE VERBA PARA A SEGURANÇA PÚBLICA.

Prezados Senhores Dirigentes de Entidades e demais Oficiais:
Na tarde do dia 3 de abril de 2009, na cidade de Vitória-ES, por ocasião do 3º Encontro Anual do Forum Nacional de Segurança Pública, a Comissão Organizadora Nacional da 1ª CONSEG, delegou ao Coronel PMSC MARLON JORGE TEZA, Presidente da FENEME a tarefa de entregar ao Exmo Sr. TARSO GENRO, Ministro da Justiça, o Manifesto elaborado pela mesma comissão. (clique e leia).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO