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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POR QUE NÃO ENTREVISTAM OS ESPECIALISTAS DO OUTRO LADO?

Coronel Príncipe e Tenente Coronel Roberto
Segunda Marcha Democrática dos
Policiais Militares e dos Bombeiros Militares

17 FEV 2008

O meu amigo, Coronel de Polícia Rosette, através do telefone, indignado me perguntou por que a TV Globo não entrevista os especialistas do outro lado, ou seja, os que são contra a atual gestão da segurança pública?
Ele tem razão.
A mídia tem um dever social, portanto deve colaborar para a formação correta da opinião pública e não fornecer informações apenas de um lado, o que forma opiniões distorcidas.
Na Polícia Militar, por exemplo, temos vários Coronéis que são contrários a atual gestão da segurança pública, alguns deles são ex-integrantes do grupo dos Coronéis Barbonos, Oficiais que inclusive foram exonerados e aposentados compulsoriamente exatamente por serem contra a atual gestão da segurança pública.
Buscar a opinião deles seria muito interessante, mas eles não devem ser considerados os mais apropriados, pois certamente definestrariam por completo o que está acontecendo, falando apenas verdades.
Mas pelo menos poderiam tentar entrevistar o Coronel Ubiratan, ex-Comandante Geral ou o Coronel Príncipe, ex-Comandante do BOPE e de outros batalhões da Polícia Militar ou o Tenente Coronel Roberto que também comandou vários batalhões.
Ubiratan é muito experiente e um intelectual.
O Tenente Coronel Roberto, além de muito competente, é um idealista, um Oficial que já deu várias provas de amar a PMERJ.
Cidadão fluminense, você já reparou que o único ex-bopeano que não é ouvido é o Coronel Príncipe, logo ele, tido pela tropa como o melhor Oficial de combate do BOPE.
Um ex-Capitão do BOPE é comentarista da TV Globo, outro é entrevistado com frequência. Eles com meia hora de Polícia Militar viraram os especialistas em segurança pública, estranho não?
Para entrevistar especialista do BOPE, Príncipe é de longe o com mais conteúdo.
Eu não preciso ser entrevistado, escrevo as verdades no blog, pois tenho o DEVER DE OFÍCIO de defender o INTERESSE PÚBLICO.
Eu tenho lado e não é o lado do bolso, mas o lado da Polícia Militar e da população.
Por favor, tentem entrevistar o Ubiratan, o Príncipe, o Roberto ou alguém que não esteja do lado do governo, a população precisa conhecer todas as versões.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 12 de outubro de 2010

GOVERNO SÉRGIO CABRAL VAI INSISTIR NO ERRO: POLÍCIA INVESTIGATIVA FAZENDO OPERAÇÕES POLICIAIS NAS RUAS.

O DIA:
Polícia (Civil) estuda mudanças em blitzes
Ação desastrosa pode fazer com que a instituição use roupas mais chamativas
Rio - O erro dos policiais civis que balearam durante uma blitz o juiz Marcelo Alexandrino da Costa Santos, seu filho e sua enteada vai provocar algumas mudanças nas estratégias da instituição para operações. A principal delas poderá ser vista na roupa utilizada pelos agentes durante as ações. De acordo com o diretor de polícia da capital, delegado Ronaldo Oliveira, estão sendo analisadas alterações para que a vestimenta fique mais visível tanto nas operações no asfalto, quanto nas favelas. O juiz recebeu alta ontem do Hospital Pasteur, no Méier, e disse que pensa em processar o estado.
Segundo Ronaldo Oliveira, as autoridades estudam alterar a cor cinza das camisas usadas por policiais e até a forma como está escrito o nome da instituição. “A vestimenta pode não permitir boa visualização do policial à noite. Vamos analisar a possibilidade do uso de uma cor que chame mais a atenção ou de colocar o nome da Polícia Civil mais destacado”, contou.
O delegado explicou que as operações já seguem um padrão, mas que a instituição pretende adotar mudanças para aperfeiçoar o trabalho: “Sempre que ocorre um problema, temos que analisar para tentar minimizar erros. Todas as blitzes têm uma estratégia de organização e até de montagem no local, com cones e posicionamento das viaturas. Tanto que, em 10 meses de operações, nunca ocorreu incidente. As blitzes têm que ser armadas com policiais mais experientes na coordenação e apenas eles com armamento pesado. Esse fato foi isolado, um erro do policial, e não da instituição”.
Os policiais Bruno Souza e Bruno Andrade, que estão presos por atirar em direção ao carro do juiz, criticaram o treinamento que receberam quando ainda estavam na Academia de Polícia Civil, em entrevista ao programa ‘Fantástico’, da TV Globo. “Tenho dois meses de polícia. Foi minha primeira situação de confronto. Não recebemos treinamento para blitzes. Um dia foi dedicado ao uso de fuzil, com 50 disparos”, disse Souza.
A diretora da Academia, Fabíola Machado, respondeu que os agentes recebem treinamento intenso, de 840 horas/aula, com técnicas de abordagem feitas com instrutores da Core, e que chegam a disparar cerca de 600 tiros. Ainda de acordo com a diretora, o treinamento privilegia o uso progressivo da força: o tiro é o último recurso a ser utilizado.
O juiz criticou os agentes, que chegaram a dizer que atiraram contra carro suspeito: “Se estão arrependidos, que digam a verdade. Quando soube que fui baleado por policiais, foi uma decepção. Independente de treinamento, não se atira em ninguém pelas costas. Três pessoas escaparem de tiros de fuzil só pode ser milagre. Não tenho condições de pensar se o que fizeram é perdoável. Mas ninguém deve sair por aí presumindo que o outro é culpado”.
COMENTO:
Antes de ocorrer a tragédia com a família do magistrado, eu escrevi sobre o absurdo das operações realizadas por Policiais Civis e por Guardas Municipais, nas ruas do Rio. As que eu pude ver ofendiam inteiramente a boa técnica policial, sendo um grande risco para todos a partir da montagem do dispositivo, equivocados por completo.
A verdade repousa no fato de que os Policiais Civis devem ser formados para serem INVESTIGADORES e não para a realização de operações ostensivas nas ruas, o que constitui um desvio funcional. Obviamente, devem aprender técnicas de abordagem, mas para serem usadas em situações pontuais e decorrentes da sua ação investigativa.
Escalar Policiais Civis para interceptar, abordar e revistar veículos/pessoas nas ruas foge inteiramente da missão constitucional da Polícia Civil. Um erro grosseiro e que expõe ao risco de morte os próprios Policiais Civis e a população como um todo, como ficou evidenciado no depoimento dos policiais que estão sendo acusados.
Investigar, eis a missão.
A Polícia Civil pode e deve contribuir para o controle da criminalidade no Rio, todavia, deve fazê-lo investigando, identificando e levando os criminosos para o poder judiciário, diminuindo a IMPUNIDADE decorrente da falta de qualidade nas investigações. A última notícia que se soube a respeito da elucidadão dos homicídios, por exemplo, mal alcançava os 2% dos casos elucidados com a prisão dos criminosos.
Eis a realidade.
Apesar da verdade, a Polícia Civil anuncia que continuará realizando operações e que estuda a mudança do uniforme utilizado.
Lamentável.
Quem realizará as investigações? A Polícia Militar?
Todos estes desvios que ocorrem no Rio tem um facilitador: o fato da secretaria de segurança, historicamente, não comandar a Polícia Civil.
A SESEG, via de regra, só dá pitaco na Polícia Militar, algo que piorou na gestão Beltrame.
Em 2007, a SESEG chegou a reunir comandantes de batalhões da Polícia Militar, para a realização de operações, sem comunicar a reunião ao comando da PMERJ. Uma interferência nefasta em todos os sentidos. Nunca agiu desta forma com a Polícia Civil, não me perguntem o motivo.
Outro exemplo marcante foi o caso da lavratura do TCO pela Polícia Militar, que teve o sinal verde de Cabral e Beltrame, mas que o então chefe da Polícia Civil impediu, falando mais alto.
E, para ratificar a independência, cito o caso da terceirização das viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil. Embora os problemas de manutenção das viaturas fossem muito maiores na PCERJ, a instituição não aceitou ser entubada com o contrato caríssimo proposto pelo governo, a PMERJ disse amém. Hoje, a Polícia Civil utiliza veículos muito melhores que a Polícia Militar, a polícia de segunda linha do Rio.
Cidadão, compre veículos blindados.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 21 de julho de 2009

POLICIAL MILITAR, ADIVINHE QUEM VAI PARAR NO BANCO DOS RÉUS?

O GLOBO
Não insista em seguir na contramão do bom senso, coloque em prática os ensinamentos recebidos nos cursos de formação, diante do risco de expor alguém ao risco de morte, não realize perseguições com confronto armado.
Só você será responsabilizado se ocorrer algum erro e se "der certo" você no máximo receberá um elogio no Boletim Interno, que ninguém lê...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO