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terça-feira, 12 de outubro de 2010

CARTA A DOIS COMPANHEIROS - CORONEL ESTEVES.

Coronel Esteves

CARTA A DOIS COMPANHEIROS

Maricá, em 04 de outubro de 2010.
Meus amigos,
Quem sou eu para lhes dizer alguma coisa que já não saibam, mas atrevo-me a escrever-lhes mesmo assim para hipotecar minha solidariedade e externar o que penso.
Não se abatam com o resultado do pleito, pois nada representa a não ser a confirmação de que não estamos preparados para este jogo, um tanto quanto escuso, da política eletivo-partidária.
Não basta ao candidato o caráter, integridade, honestidade, ficha limpa, idealismo e vontade de fazer, é necessário comprometimento, não do mesmo com as propostas de trabalho ou com empenho no cumprimento de metas, mas do eleitor alvo para com o candidato. Quando digo comprometimento, o faço em “lato sensu”. Infelizmente é preciso que o eleitor tenha alguma dívida com o postulante ao Legislativo, seja um cargo comissionado, emprego, favor ou mesmo dinheiro, só assim, sic “com o rabo preso”, vota. Um neófito dificilmente é eleito só com propostas de trabalho e com seu passado de idealismo, honra e dignidade, claro que existem exceções, mas estas são raras.
Existem também os casos de transferência de votos por parentes ou afins, ou ainda os casos de candidato com uma popularidade expressiva em campos diversos (Rádio, TV, Futebol, etc.) que nada tenha haver com as características já elencadas e que dão denodo à labuta.
Amigos ergam-se e elevem suas frontes com a dignidade que lhes é devida, pois, ambos são homens livres e dignos, razão de orgulho de seus amigos, o qual com a devida vênia me incluo.
Um forte e fraterno abraço,
ESTEVES – CEL RR
Meu irmão, muito obrigado!
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL

Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 9 de abril de 2010

ANO ELEITORAL - CORONEL DE POLÍCIA ESTEVES.

BLOG DO CORONEL ESTEVES:
08/04/2010
ANO ELEITORAL

Nunca fui muito amante da Política, digo Política Partidária, talvez porque desde muito cedo percebi que é um “jogo” onde se usam de todas as armas. Sedutoras idéias são lançadas, astuta e levianamente, forjadas nas fraquezas dos desejos e privações dos indivíduos alvo.
A vitória sobre seus oponentes de hoje para chegar ao almejado poder justificam todas as ações.
Devo, porém, admitir que o país muda em ano eleitoral. É como se uma febre tomasse conta das pessoas e as levassem a pensar somente nisso durante todo o ano. Nos últimos dias tive a oportunidade de conversar com diversas pessoas e observar o comportamento delas no momento em que vinha “à baila” o tema eleições. Algumas se transfiguravam em defesa de seus prediletos, sem nem mesmo ter idéia de quais são os reais projetos destes.
Empenham-se em ferrenhas defesas cegando-se a quaisquer argumentos plausíveis.
E os “profissionais” do ramo? Ah! Estes então se envolvem de tal modo, sacrificando o convívio com suas famílias em prol de uma luta, que em tese não é sua, e pela glória de, ao final do pleito, dizerem-se vencedores, pois lograram êxito em trabalhar na campanha de um determinado candidato e levá-lo ao pódio, digo, ao cargo eletivo.
Confesso que, por um efêmero momento durante essas prosas, senti meu corpo aquecer, minha temperatura interna se elevar levemente, mas como diriam, “não é minha praia”. Posso vir a colaborar, mas embrenhar-me nas nuanças deste jogo, ah! Isso não. Considero-me incauto demais para digladiar-me neste campo, onde as regras são vencer a qualquer custo.
Ratifico, entretanto, que admito ser um interessante laboratório, uma oportunidade de ver os estratagemas utilizados por cada contendor e seus asseclas, como se fossem as estratégias do grande SUN TZU na Arte da Guerra.
Analisem sob este prisma.
ESTEVES – CEL PM RR
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 24 de janeiro de 2010

CORONEL ESTEVES - UM EXEMPLO, UM RARÍSSIMO EXEMPLO.

BLOG DO CORONEL ESTEVES
11/01/2010
RELEMBRANDO
Eu não estava tão equivocado assim.
Contrataram o Ex-prefeito de New York para que ele dissesse parte do que eu havia dito (assim como tantos outros bem intencionados e conhecedores da matéria, todos de graça).
Sem contar que naquela época já falava da querência de certa autoridade por nós Policiais Militares.
Relembrem:
2007

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 20 de dezembro de 2009

EU ACREDITO - CORONEL DE POLÍCIA HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA.

Neste sábado, 12 de dezembro de 2009, estava programado um movimento cívico em apoio a PEC 300/2008, no centro de Maricá. Para lá me desloquei, sem muitas expectativas, mas por obrigação comigo, com meus sonhos de um dia ver a Corporação com um salário digno.
Achava que iria encontrar “meia dúzia de gatos pingados” falando mal de algum companheiro, de um oficial ou de algum Comandante, mas, por lealdade as minhas convicções, mesmo assim fui.
Para minha surpresa, um público expressivo compareceu ao evento.
Em conversas com uns e outros, pude notar que não havia críticas a pessoas, não era este o foco, mas sim vontade de apoiar, de fazer algo em prol de uma mudança no “status quo” salarial.
Experimentei uma sensação que julgava perdida: esperança. Senti na ambiência uma energia boa, positiva, o desejo de conseguir algo sem pensamentos antagônicos contra ninguém, apenas pró.
Ao ouvir os discursos inflamados, recordei a história de Peter Pan, onde a idéia força é acreditar nos sonhos, uma vez que nada é impossível para a força do desejo honesto e ferrenho.
Foi isso o que vi e ouvi, o povo clamando com o coração: “EU ACREDITO”.
Agora, convoco a todos aqueles que julgam seus proventos irrisórios: “ACREDITEM”; lutem, não permitam que a esperança morra em seus corações, pois se isto ocorrer, eles venceram.
ESTEVES - CEL RR
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O DESCOMANDO - CORONEL DE POLÍCIA HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA.

O DESCOMANDO
"Um oficial precisa de sua tropa treinada, segura de si e, principalmente, confiante em seu comandante para poder desempenhar suas missões exitosamente, mas, por outro lado, há uma interdependência, ou seja, a tropa precisa de um comandante que lhe inspire confiança, que lhe oriente e lhe diga o que e como fazer, resumindo, de um comandante que comande.
Parece pleonasmo, mas não é, existe comandante e COMANDANTE, a diferença se vê, principalmente, no resultado.
Aquele que está à frente de um contingente e que, apesar da legalidade, não possui junto aos comandados a legitimidade para tal, executa com muito mais esforço sua missão. As ordens que normalmente se concretizam com naturalidade, neste caso ocorrem com dificuldade e pesar, pois os subordinados se sentem inseguros e fragilizados, gerando mais um fator de estresse.
Porque digo isso? Ora o quadro dantesco da Segurança Pública do nosso estado, além de envergonhar-me como profissional, leva-me a reflexão e a projeção de um futuro mais nefasto, desta feita, minha lucidez se torna prejudicial, pois, como sou cliente desta “segurança”, me conduz ao pânico.
Os fatos estão aí para quem tiver dificuldade em ver.
Medidas, não muito complexas nem tampouco radicais, têm que ser tomadas de imediato. Antes da instauração de um estado de sítio em que o homem de bem será penalizado por tal comportamento".
HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA.
Coronel de Polícia.

DESPREPARADO? QUEM? - CORONEL DE POLÍCIA HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA.

DESPREPARADO? QUEM?
"Estou cansado de ouvir as autoridades tentando justificar um erro com a alegação do despreparo do Policial.
Primeiramente há de se responder algumas perguntas:
1 - Quem está despreparado, o homem na ponta da linha ou quem o mandou pra lá, mesmo estando ciente de suas limitações?
2 – Despreparado para que? Se observarmos, o PM recebe orientações para o patrulhamento a pé, de como agir ao abordar um carro suspeito, um “elemento” suspeito, etc, depois é lançado numa viatura, numa escala desumana, vê seus colegas serem elogiados, serem premiados com pecúnia e folgas de serviço por matarem marginais da Lei, enquanto a prevenção, imensurável, é relegada a segundo plano. Ainda a este jovem, nos píncaros do estresse, é cobrado produtividade, como se uma força policial fosse igual a uma fábrica, onde o produto final é material. “Quantas armas você apreendeu? Quantos marginais matou? Quantos traficantes e quanta droga você conseguiu pegar?” Diante desta diária cobrança que é feita ao PM a pergunta é, Será que ele realmente não está preparado para fazer o que as autoridades esperam, ou são estas autoridades que estão despreparadas e conduzem o policial a este tipo de ação e depois o abandonam a própria sorte por ter “executado” a pessoa errada.
Vamos refletir: É esse risco que queremos? Nossos entes sob a mira constante de homens preparados para matar ou morrer? Se não, está na hora de mudar. De exigir, aos que pusemos no poder para gerenciar o nosso Estado em benefício do povo, que se adéqüem a realidade do que desejamos para o futuro".
HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA.
Coronel de Polícia.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - ANO I - CORONEL HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA

Cidadãos brasileiros, a Carta dos Coronéis Barbonos completa neste dia 3 de julho de 2008, um ano de sua divulgação.
A leitura atenta da carta pode oferecer respostas ao momento de insegurança pública que vivenciamos no Estado do Rio de Janeiro, sobretudo considerando que nenhum dos objetivos institucionais propostos ao poder político foi concretizado.
O documento marcou uma nova realidade na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, quando um grupo de CORONÉIS DE POLÍCIA - exercendo a sua responsabilidade de LÍDERES da instituição - e que ocupavam as funções mais relevantes de assessoramento ao Comando Geral, bradaram um grito de socorro direcionado à sociedade fluminense e ao poder político para o solucionamento das mazelas da instituição e da segurança pública.
A Carta dos Barbonos foi referendada pela maioria dos Coronéis da ativa da Policia Militar e marcou um momento em que os INTERESSES INSTITUCIONAIS sobrepujaram os INTERESSES PESSOAIS.
A lamentar o fato de que esse rarissimo momento de união dos Coronéis tenha sido efêmero e a situação logo tenha se revertido aos primeiros clarões e os INTERESSES PESSOAIS tenham voltado a preponderar como historicamente ocorre na corporação, com sérios danos à Polícia Militar e principalmente, aos homens e mulheres de bem que integram essa bicentenária corporação e arriscam a sua vida diariamente em defesa do cidadão e da cidadania.
E aproveito para lembrar que no dia 14 de julho de 2008 ocorrerá o primeiro aniversário do Ato Cívico realizado pelos 40 da Evaristo, na praia de Copacabana, um ato pelo resgate da cidadania do Policial Militar através da concessão de salários dignos e adequadas condições de trabalho. O grupo dos 40 da Evaristo foi formado por Oficiais e por Praças idealistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar que realizaram atos cívicos ordeiros e pacíficos para sensibilizar o povo fluminense sobre a situação vivenciada pelos heróis sociais - os Policiais Militares e os Bombeiros Militares.
Cidadão brasileiro, Policiais Militares e Bombeiros Militares - Oficiais e Praças - têm alertado à sociedade fluminense e ao poder político sobre a gravidade da situação e o silêncio diante de nossas pretensões tem sido a resposta, apesar do agravamento constante da crise.
Portanto, não nos culpem!
Não atribuam a nós os efeitos deletérios da omissão política de anos, que não valoriza e contribui sobremaneira para a desqualificação dos profissionais de segurança pública.
Profissionais que precisam se desgastar fisica e emocionalmente no "bico" para prover o sustento de seus familiares, resistindo bravamente às facilidades da corrupção endêmica do "estado paralelo", que como mestástase se espalha por todo o organismo social.
Nós denunciamos alguns dos muitos problemas e continuamos na luta para reverter esse quadro, pois DESISTIR não faz parte do nosso vocabulário, nem de nossas vidas.
Não somos políticos, somos profissionais que têm o dever de prestar o melhor serviço público possível à sociedade fluminense, que clama por ordem e segurança, cansada de perder seus filhos para a violência que nos envolve e nos sufoca.
O CORONEL ESTEVES - um dos melhores exemplos de idealismo, destemor, honestidade e competência da história da Polícia Militar - escreveu o artigo que transcrevo a seguir sobre o primeiro aniversário da Carta dos CORONÉIS BARBONOS.



(Preparativos da Marcha Democrática realizada em 27/01/2008)

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
CARTA DOS BARBONOS
Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira
CORONEL de Polícia



"A exposição dos problemas existentes na policia, já há muito vem sendo feita por pesquisadores e estudiosos da segurança sem que se consiga o devido eco na sociedade. O exemplo disso é que nos idos de 70, Virgilio Luiz Donnici, em seu livro: “A Criminalidade no Brasil: meio milênio de repressão” já elencava quatorze itens que, baseado em seus estudos, necessitavam urgente reformulação para a melhoria da Policia, dentre os quais, cito:

1 – “Salários insuficientes e baixos;
2 – Ausência de uma profissionalização policial porque hoje o policial tem a Polícia como bico;
3 – Ausência de uma deontologia policial;
4 – Ausência de condições para o trabalho policial; dentre outras.

Recordando o que já foi dito por muitos, em face da importância de não permitir que caia no esquecimento, mesmo sob o risco de tornar-me chato e enfadonho, sigo reportando-me ao dia 03 de julho de 2007, quando surgia na mídia um grupo de Coronéis denominados Coronéis Barbonos que, através da Carta dos Barbonos, denominada “PRO LEGE VIGILANDA” (Para a Vigilância da Lei), elencavam doze itens que os mesmos julgavam necessários reformular para melhorar a Policia Militar e o serviço por ela prestado.
Neste histórico documento, encaminhado ao Comandante Geral da PMERJ, Secretário Estadual de Segurança Pública e Governador do Estado, além é claro, da sociedade civil através da mídia, o grupo de Coronéis buscava levar às autoridades os problemas que mais afligiam a Corporação naquele momento, com o fito de melhorar a qualidade do serviço prestado pela Polícia e como conseqüência a melhoria no atendimento a comunidade e a otimização da Segurança Pública de nosso Estado.
A Carta dos Barbonos com seus doze itens, como se vê, não trazia novidade em seu conteúdo, pois cientistas sociais, pesquisadores e estudiosos já apresentavam os óbices. Não, não era a exposição dos problemas a inovação, mas o fato de tal exposição ter sido feita por integrantes do aparelho policial, na busca de melhorar a qualidade de vida dos profissionais e conseqüentes aperfeiçoamentos na assistência ao cidadão.
Iniciava-se uma nova era, onde profissionais que, vivenciando os transtornos ao exercício, corajosamente apresentavam às autoridades e ao público, suas dificuldades, na tentativa de encontrar apoio para solucioná-las.
Esboçavam um protótipo de “Política de Segurança Pública”.
O resultado deste embrionário projeto: exonerações, perseguições políticas, tentativa de desmoralização alcunhando-os de traidores da Instituição. Isso mesmo, os que abriram mão de tudo em prol do que julgavam melhor para a PMERJ foram, pelos que se assenhorearam do poder e das gratificações, hostilizados e taxados de inimigos da Corporação.
Valores subjugados e corrompidos. Dura realidade.
Um ano decorrido e a sociedade ainda aquiesce esta inversão. Acolhe, por omissão, a Insegurança Pública reinante em nosso Estado.
Está na hora de cobrar do Estado, tudo o que vem sendo muito bem pago pelos contribuintes, através de inúmeros e altíssimos impostos e lembrar que, portanto, não estariam fazendo favor e sim cumprindo com sua obrigação; esta na hora de exercer a cidadania tão decantada e não praticada. Quando a sociedade entender a necessidade da cobrança do que lhe é de direito, não importando o “fenômeno” de ainda haver o cidadão que não tenha sido alvo dessa violência deflagrada em nosso Estado, então caminharemos para frente e não veremos os demais Estados da Federação evoluindo, enquanto nem mais estacionados estamos, mas sim, de marcha à ré, ladeira abaixo".

Leia a Carta dos Barbonos e tire as suas conclusões:
http://celprpaul.blogspot.com/2007/09/pro-lege-vigilanda-para-vigilncia-da.html