As eleições aparecem novamente na vida dos cidadãos fluminenses e com um novo componente com influência muito grande no resultado das eleições: as Unidades de Polícia Pacificadora.
No Rio, o tráfico de drogas sempre teve grande importância nas eleições consideram que as grandes comunidades carentes viravam currais eleitorais. Logo a mistura do tráfico com a política começou a aparecer, fazendo com que maus políticos se interessassem por este segmento e, mais recentemente, o tráfico passou a escolher candidatos segundo os seus interesses.
Na última eleição as milícias surgiram como novidade, considerando que também formavam os seus currais eleitorais, atraindo maus políticos atrás dos milhares de votos.
Em 2010, entram as UPPs, que também formam currais eleitorais, diante da dominação psicológica do governo, quer a qualquer tempo pode desativá-las nas comunidades infiéis.
Em apertada síntese, as centenas de milhares de eleitores que residem nas comunidades carentes integram currais eleitorais das UPPs, das milícias ou do tráfico de drogas.
E quem ganha esses votos na corrida para o Senado e para o governo do Rio?
Cidadão, acompanhe essas ilações.
Nas comunidades dominadas pelas UPPs, os candidatos ao Senado e ao Governo do PMDB são os grandes favoritos, pois aparecem como os PAIS da pacificação.
Nas comunidades dominadas pelo tráfico e pela milícia, os candidatos do PMDB passam a condição de favoritos na razão direta da repressão promovida, considerando que traficantes e milicianos não querem ser incomodados pelo governo.
Assim sendo, nas comunidades dominadas pelas milícias, onde não ocorreu repressão, a ordem deverá ser vote no 15.
Idêntico raciocínio pode ser feito com relação ao Complexo do Alemão e à Rocinha, as maiores em números de eleitores, as quais não foram incomodadas, portanto, o 15 deve ser o favorito.
Obviamente, Dilma e seu 13, seguem na aba.
Tudo isso será esclarecido após as eleições, após a verificação da votação nas comunidades carentes.
O certo é que através de ações políticas, implantando UPP, não reprimindo o tráfico e as milícias, o 15 de Sérgio Cabral e Picciani poderá levar uma vantagem decisiva.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO
No Rio, o tráfico de drogas sempre teve grande importância nas eleições consideram que as grandes comunidades carentes viravam currais eleitorais. Logo a mistura do tráfico com a política começou a aparecer, fazendo com que maus políticos se interessassem por este segmento e, mais recentemente, o tráfico passou a escolher candidatos segundo os seus interesses.
Na última eleição as milícias surgiram como novidade, considerando que também formavam os seus currais eleitorais, atraindo maus políticos atrás dos milhares de votos.
Em 2010, entram as UPPs, que também formam currais eleitorais, diante da dominação psicológica do governo, quer a qualquer tempo pode desativá-las nas comunidades infiéis.
Em apertada síntese, as centenas de milhares de eleitores que residem nas comunidades carentes integram currais eleitorais das UPPs, das milícias ou do tráfico de drogas.
E quem ganha esses votos na corrida para o Senado e para o governo do Rio?
Cidadão, acompanhe essas ilações.
Nas comunidades dominadas pelas UPPs, os candidatos ao Senado e ao Governo do PMDB são os grandes favoritos, pois aparecem como os PAIS da pacificação.
Nas comunidades dominadas pelo tráfico e pela milícia, os candidatos do PMDB passam a condição de favoritos na razão direta da repressão promovida, considerando que traficantes e milicianos não querem ser incomodados pelo governo.
Assim sendo, nas comunidades dominadas pelas milícias, onde não ocorreu repressão, a ordem deverá ser vote no 15.
Idêntico raciocínio pode ser feito com relação ao Complexo do Alemão e à Rocinha, as maiores em números de eleitores, as quais não foram incomodadas, portanto, o 15 deve ser o favorito.
Obviamente, Dilma e seu 13, seguem na aba.
Tudo isso será esclarecido após as eleições, após a verificação da votação nas comunidades carentes.
O certo é que através de ações políticas, implantando UPP, não reprimindo o tráfico e as milícias, o 15 de Sérgio Cabral e Picciani poderá levar uma vantagem decisiva.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

15 comentários:
Pául..favelas, tráfico e eleições sempre andaram de mãos dadas: Dê uma olhada neste trecho retirado livro "CV: A História Secreta do Crime Organizado, escrito pelo jornalista Carlos Amorim e lançado pela Ed.Record em 1993.
"...O fato mais grave da campanha eleitoral de 86 acontece no dia
10 de outubro. Durante um encontro do PDT no Ginásio do Maraca-
nãzinho, o vice-prefeito Jó Resende faz um discurso inflamado contra
Moreira Franco. Ele convoca a militancia do partido a impedir que
o candidato da Aliança Popular e Democrática saia às ruas. O apelo
tem o tom de um fustigamento direto e uma conclamação à violência
eleitoral. Jó chega a dizer que Moreira Franco não vai subir em ne-
nhuma favela do Rio, porque vai ser impedido. Moreira reage imedia-
tamente. No programa eleitoral do TRE, na televisão, chama os
adversários de "fascistas" . E garante que no dia seguinte vai subir um
morro do Rio. Começa aí uma negociação complicada para fazer va-
ler a resposta. É preciso agora subir uma favela de qualquer maneira.
E não pode nem ser uma favela pequena, tem que ser algo de impres-
sionar. Moreira se reúne com o comitê de campanha. Conta com a ajuda
de dois candidatos a deputado federal com muito transito nos setores
mais populares: Jorge Leite e Jorge Gama. Os dois ficam encarrega-
dos de tentar contato com o "chefe político" de um morro importante.
No dia 23 de março de 1993, me encontro com Wellington Morei-
ra Franco. A idéia é fazê-lo puxar pela memória e reconstituir aquele
momento. Fala Moreira:
--Eu estava numa situação politicamente muito delicada. Não
podia deixar passar o desafio dos pedetistas. Ao mesmo tempo, tinha
que subir um morro perigoso sem saber o que me esperava. O Jorge
Leite conseguiu um contato no subúrbio de Madureira. E lá fui eu.
Treze de outubro de 86. Um domingo. Onze horas da manhã. A
caravana do candidato da Aliança Democrática chega ao pé do Morro
do Juramento, território do Comando Vermelho, controlado por José
Carlos dos Reis Encina, o Escadinha. A favela tem trinta mil eleitores.
Uma gente que só vota em quem o tráfico mandar. Moreira conta mais:
--Jorge Gama, Nelson Carneiro e eu começamos a subir o Jura-
mento. Estávamos muito apreensivos, porque nas ruas laterais da su-
bida do morro tinha um monte de gente armada de metralhadora. Era
uma coisa ostensiva. A cada passo eu ficava com a impressão de que
podia haver barulho. Fomos subindo e nada acontecia. No fim da ca-
minhada, lá no alto da favela, eu já tinha consciência de que ultrapas-
sara um importante obstáculo. A "maldição de Jó Resende" não colou.
Durante a conversa com o ex-governador, no apartamento de cober-
tura alugado por ele no Leblon, percebo que Moreira Franco não se lem-
bra ou não quer revelar certos detalhes do episódio. Recorrendo ao
arquivo de O Globo, encontro uma descrição detalhada das aflições do
então candidato no "quintal" de Escadinha. Para começo de conversa,
Nelson Carneiro é atingido no rosto por um estilhaço de morteiro. Mais
ainda: a presença do candidato na favela teria sido autorizada pelo próprio traficante, que estava preso. Vamos ao texto do jornal:
--Eu estava numa situação politicamente muito delicada. Não
podia deixar passar o desafio dos pedetistas. Ao mesmo tempo, tinha
que subir um morro perigoso sem saber o que me esperava. O Jorge
Leite conseguiu um contato no subúrbio de Madureira. E lá fui eu.
Treze de outubro de 86. Um domingo. Onze horas da manhã. A
caravana do candidato da Aliança Democrática chega ao pé do Morro
do Juramento, território do Comando Vermelho, controlado por José
Carlos dos Reis Encina, o Escadinha. A favela tem trinta mil eleitores.
Uma gente que só vota em quem o tráfico mandar. Moreira conta mais:
--Jorge Gama, Nelson Carneiro e eu começamos a subir o Jura-
mento. Estávamos muito apreensivos, porque nas ruas laterais da su-
bida do morro tinha um monte de gente armada de metralhadora. Era
uma coisa ostensiva. A cada passo eu ficava com a impressão de que
podia haver barulho. Fomos subindo e nada acontecia. No fim da ca-
minhada, lá no alto da favela, eu já tinha consciência de que ultrapas-
sara um importante obstáculo. A "maldição de Jó Resende" não colou.
Durante a conversa com o ex-governador, no apartamento de cober-
tura alugado por ele no Leblon, percebo que Moreira Franco não se lem-
bra ou não quer revelar certos detalhes do episódio. Recorrendo ao
arquivo de O Globo, encontro uma descrição detalhada das aflições do
então candidato no "quintal" de Escadinha. Para começo de conversa,
Nelson Carneiro é atingido no rosto por um estilhaço de morteiro. Mais
ainda: a presença do candidato na favela teria sido autorizada pelo próprio traficante, que estava preso. Vamos ao texto do jornal:
Na principal rua de subida do Juramento, os acenos dos mo-
radores aliviaram a preocupação dos assessores e dos outros
candidatos que acompanhavam Moreira Franco. O ambiente,
que parecia hostil, com homens armados de metralhadora e
revólveres andando pelos becos, transformou-se num clima de
cordialidade tão logo o candidato chegou à quadra de samba,
onde foi saudado por um pagode. O presidente do bloco car-
navalesco, um rapaz que se identificou apenas como Sebas-
tião, ou Tião, foi o encarregado de mostrar o local ao
candidato. (...) Foi preciso muito fôlego para percorrer os es-
treitos caminhos do morro, passando por barracos, água de
esgoto e montes de lixo. Com 76 anos, além do esforço físico,
Nelson Carneiro ainda teve o azar de ser atingido no rosto por
um estilhaço de um morteiro disparado por um cabo eleitoral.
(. . .) A subida de Moreira Franco, segundo Tião, foi autoriza-
da por Escadinha, que teria feito apenas uma exigência: os can-
didatos deveriam ir até o alto do morro e conhecer todos os
problemas do Juramento. Tião disse que esses problemas es-
tariam resolvidos se o governador Leonel Brizola tivesse cum-
prido as promessas feitas durante a campanha de 1982."
Depois da bem-sucedida experiência no Juramento, Moreira Fran-
co sobe outra favela importante na geografia do tráfico de drogas: a
Rocinha, com mais de duzentos mil habitantes, a maior favela da Amé-
rica Latina. Ele lembra:
--Na Rocinha, usei uma rota periférica. Desci de carro pela Es-
trada da Gávea e só fui saltar lá embaixo, na Rua Dois. Todos nós
sabíamos que o morro era barra-pesada. Tive um encontro muito interessante com a Maria Helena, que mantém uma creche na favela. [Ma-
ria Helena Pereira da Silva, líder comunitária, assassinada em 1988.]
E fiquei sabendo depois que ela era ligada ao Dênis [Dênis Leandro
da Silva, um dos "chefões" do Comando Vermelho].
Nas duas visitas, o candidato Moreira Franco percebe que há um
ressentimento em relação ao governo Brizola. Usa isso na campanha
pela televisão. E o fato é que vence a votação nos morros. O PDT é
atingido no fígado. Ao que tudo indica, o Comando Vermelho manda
carregar nos votos contra Brizola, mudando radicalmente a orienta-
ção da última eleição. Parece que as marchas e contramarchas da polí-
tica penitenciária são a causa da ruptura de um pacto nunca revelado.
Moreira Franco diz não ter feito qualquer acordo com os "donos dos
morros". Mas admite que nas bases da campanha dele, em 86, algum tipo de ajuda pode ter sido dado por gente ligada ao tráfico.
ligada ao tráfico.
--Acho possível . Não descartaria isso. Numa campanha política
dessa envergadura acontece muita coisa de que a gente nem toma co-
nhecimento. São milhares de pessoas envolvidas nos comitês eleitorais.
Por ali pode ter trafegado o crime organizado, mas sem o meu conhe-
cimento. Tanto é assim que o meu governo foi o que mais combateu
o Comando Vermelho, inclusive com a construção da penitenciária de
segurança máxima Bangu Um, onde os líderes foram confinados.
Um indício de que "algo nesse sentido pode ter havido", segundo
Moreira Franco, foi o estranho pedido que recebeu depois de eleito:
--Logo no início do governo, Técio Lins e Silva, secretário de
Justiça, recebeu um insistente pedido de um deputado para indicar determinada pessoa para a direção do Desipe. Achei aquilo muito estra-
nho, porque Técio me dizia que o indicado tinha péssima reputação.
Recomendei que ele não aceitasse a indicação. Logo depois, outro pe-
dido estranho: nomeação de cem pessoas para funções na administra-
ção, entre elas o Miguelão. Desse caso eu não esqueço, por causa do
número de pedidos ao mesmo tempo. Cem pessoas é demais.
O governo Moreira Franco acaba em janeiro de 1991. Nos seis últimos
meses, quarenta pessoas foram seqüestradas no Rio. As operações po-
liciais varreram as favelas. Vinte e sete seqüestradores foram parar em
Bangu Um. Nada disso adiantou. O Comando Vermelho continua fin-
cando seus cruzeiros no alto dos morros. No dia de São Jorge--o
"santo guerreiro" padroeiro da organização--, o Comando Verme-
lho comemora com fogos de artifício.
Janeiro de 1991. O engenheiro Leonel de Moura Brizola toma posse
do segundo mandato como governador do estado do Rio. O voto das
favelas, que o abandonou quatro anos antes, volta com toda a força.
São 60,16% dos eleitores depositando nas urnas as cédulas da vitória
do PDT. A coligação de centro-direita que garantira a vitória de Mo-
reira Franco, no período anterior, se esfacela. Jorge Bittar, do Partido
dos Trabalhadores (PT), é o segundo colocado, com 17,77 por cento.
No interior das cadeias controladas pelo Comando Vermelho, começa
uma nova articulação. A liderança encarcerada quer restabelecer ca-
nais de negociação. Mudam os diretores dos presídios, muda o chefe
do Desipe. O Rio tem um novo secretário de Justiça. Está na hora de
esquecer velhas rivalidades, passar a limpo a estratégia da organização.
Os líderes do crime organizado estão, mais uma vez, trabalhando
em cooperação com a Pastoral Penal. Não há violência nas cadeias.
Os grande seqüestros pararam repentinamente. Por outro lado, o go-
verno do estado determina mudanças no comando da Polícia Militar,
deixa as favelas em paz. Chega de operações ilegais e invasões dos mor-
ros. Até os helicópteros da polícia são proibidos de voar sobre os bar-
racos, "para não colocar em risco a vida de cidadãos inocentes". Isso
o governador Leonel Brizola disse numa entrevista na rádio Jornal do
Brasil. Ares de trégua.
É impossível dizer que houve um acordo. Não existem documen-
tos. Ninguém--dentro ou fora do governo--assume isso. Mas algu-
ma coisa está acontecendo. O relacionamento muda da água para o
vinho. Nem é necessário fazer novas eleições nas cadeias para definir
os interlocutores entre os detentos e o poder público. O Comando Ver-
melho é a liderança incontestável..."
Não dúvido nada que o desgovernador Sérgio Cabral, esteja utilizando a mesma tática do PDT Brizolista...acordo com o tráfico...isso confirmaria também as denúncias feitas pelo JB e publicadas por você aqui que o Beltrame terceirizou a segurança das bocas de fumo.
Pául desculpe pelo texto extenso,ok!
Mas acho importante isso ser divulgado.
Outra passagem importante do livro é uma revelação do ex. governador Moreira Franco dizendo que quase pagou com a vida por ter feito um combate efetivo ao Comando Vermelho, ja Cabral está invadindo favelas, expulsando traficantes sem disparar um tiro e até agora não foi nem ameaçado. Há algo estranho nisso, não acha?
Vou copiar a passagem que Moreira fala dos dois atentados que sofreu.
Mas saiu o se-
qüestro do empresário Roberto Medina, uma pessoa muito próxima
do governador Moreira Franco. "Use o esquema de seqüestrar um quen-
te, pra sujar. . . "--a ordem do Comando Vermelho foi executada. Em
junho de 90 Medina era "um quente" e seu seqüestro "sujou bastan-
te", como já vimos. Mas a organização--ao que tudo indica--não
desistiu. Foi ainda mais longe e tentou acabar com a vida do próprio
governador. Durante o encontro que mantive com Wellington Morei-
ra Franco, ele me disse que sofreu dois atentados:
Na primeira vez, um tiro foi disparado contra uma das janelas
do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo. A bala perfurou
o vidro e duas grossas cortinas emborrachadas, que serviam de blecau-
te para a sala de cinema do palácio, no segundo andar. Eu não estava
lá, mas pela hora deveria estar. O projétil foi achado no chão da sala,
e a conclusão foi a de que teria sido disparado de grande distancia.
A segunda tentativa, de acordo com Moreira Franco, foi muito mais perigosa:
Na primeira vez, um tiro foi disparado contra uma das janelas
do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo. A bala perfurou
o vidro e duas grossas cortinas emborrachadas, que serviam de blecau-
te para a sala de cinema do palácio, no segundo andar. Eu não estava
lá, mas pela hora deveria estar. O projétil foi achado no chão da sala,
e a conclusão foi a de que teria sido disparado de grande distancia.
A segunda tentativa, de acordo com Moreira Franco, foi muito
mais perigosa:
--Saí do gabinete direto para um restaurante no Lido. Ia jantar
com um casal de amigos. No meu carro estavam o motorista, um segu-
rança, um ajudante-de-ordens e eu. Atrás, num segundo carro, vinham
outros dois seguranças. Cheguei ao restaurante e dispensei a escolta.
Os carros se dirigiram ao Laranjeiras, onde deveriam deixar o ajudante-
de-ordens, e só voltariam quando eu telefonasse. Usaram o caminho
de sempre, que passava por umas vias secundárias. Num cruzamento,
os carros ficaram parados num sinal de transito. O meu, onde eu deve-
ria estar, ficou na frente. Antes do sinal abrir, dois homens numa mo-
tocicleta passaram atirando com uma metralhadora. Os seguranças
reagiram e houve um tiroteio. Os vidros do meu carro eram escuros
e, de fora, não se saberia quem estava dentro. As balas foram dirigi-
das para o lado onde eu ficava habitualmente.
Na quarta-feira 30 de março de 1988, o governador e a primeira-dama,
Celina Moreira Franco, jantaram com o então ministro da Previdên-
cia, Renato Archer. Foi no Le Bec Fin, no Lido. Naquela mesma noi-
te, pouco antes das dez horas, houve um tiroteio na esquina das Ruas
Gago Coutinho e Laranjeiras. Nenhum registro policial foi feito. O
Palácio Guanabara emitiu nota oficial informando que nada aconte-
cera com o governador ou com a segurança do governador. Há, no
entanto, dezenas de testemunhas do incidente. Uma delas é o médico
pediatra Flávio Queschnir, que teve o vidro dianteiro do carro--o
carro--o
Chevette ZE-2327--estilhaçado por balas. Perguntei a Moreira Fran-
co por que isso nunca foi divulgado. Sua resposta:
--Eu bem poderia ir para a televisão e faturar isso politicamen-
te. Ficaria na posição de vítima do crime organizado. Mas pensei me-
lhor. Admitir uma coisa dessas era absurdo. Significava dizer que o
poder público, na pessoa do próprio governador, estava vulnerável a
uma ação armada. Veja bem: um tiro contra o palácio, o carro do go-
vernador metralhado. Não dava para assumir isso.
O depoimento do Moreira mostra um governador que tentou o combate ao crime organizado e quase pagou com a própria vida. Na época o partido dele o PMDB era de direita e tinha lideranças que viriam após a constituinte de 1988 a compor o atual PSDB, ou seja o PMDB nos anos 80 não era o puteiro comunista atual que apoia Dilma,Lula,Collor entre outros nomes escusos da nossa política.
Essa passagem aqui do livro
"..Está na hora de
esquecer velhas rivalidades, passar a limpo a estratégia da organização.
Os líderes do crime organizado estão, mais uma vez, trabalhando
em cooperação com a Pastoral Penal. Não há violência nas cadeias.
Os grande seqüestros pararam repentinamente. Por outro lado, o governo do estado determina mudanças no comando da Polícia Militar,
deixa as favelas em paz..."
Isso demonstra claramente que o governo PDTista do Brizola mantinha acordo com o tráfico e que como perderam nas urnas fizeram de tudo pra derrubar o Moreira Franco que efetivamente junto com o secretário de polícia cívil Hélio Saboya, em ações conjuntas com a PF (Operações Mosaico I e II) tinham como objetivo erradicar o tráfico de drogas na cidade.
Tal passagem também comprova que partidos de centro-esquerda sempre tiveram ligação com o crime organizado na minha interpretação pessoal.
Outra coisa que me faz acreditar nessa teoria é o depoimento ao documentário notícias de uma guerra particular de uma das ex. lideranças do CV, José Carlos Gregório o Gordo que no documentário de Kátia Lund e João Moreira Salles diz que o CV migrou para o sequestro, pois a repressão efetiva ao tráfico do governo estadual, estava levando o tráfico a ruína, ou seja o sequestro foi um modo de eles manterem o faturamento que estava sendo perdido nas bocas de fumo.
Outra passagem que evidencia o envolvimento do PDT em açoes com o tráfico na minha interpretação pessoal é terem sequestrado o Roberto Medina que como sabemos era amigo pessoal do governador Moreira Franco, ou seja Brizola queria atingir o governador Moreira Franco de alguma maneira.
É só olharmos o passado e fica claro a situação atual enfrentada pelo RJ.
Reações:
Leitor diz que bandidos iam invadir UPP do Chapéu Mangueira
.
Reproduzo um comentário de um leitor, de algo que eu já tinha ouvido falar.
Vou verificar, se alguém quiser me ajudar, agradeço.
Clique na imagem para ampliar.
retirado do blog do ricardo gama!!!
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