Um modelo brasileiro de Estatísticas Criminais.
Conforme habitualmente acontece nos Estados Unidos da América (EUA) a cada ano, o Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou no último dia 14 de setembro de 2009 seu relatório anual ‘Crime nos Estados Unidos’. Tal documento provê informações referentes ao resultado das análises de dados de ocorrências policiais coligidos em 2008, com origem em aproximadamente 17.800 instituições policiais daquele país (federais, estaduais, de condado, municipais e tribais) (No Brail alguns insistem que a solução é unificar as Polícias, quando a verdade é que a solução passa pela adoção do ciclo completo nas Polícias, como ocorre nas milhares de Polícias Americanas). O bureau investigativo federal norte-americano abre sua nota de imprensa com a manchete, ‘Índices de Criminalidade Mais baixos em 2008’ – ‘O declínio do crime mesmo em tempos econômicos difíceis’. O relatório, obviamente, fornece comparações das estatísticas de cada ano (2008) com as do ano imediatamente anterior (2007) e séries históricas recentes com as de períodos passados.
O índice de maior decréscimo no período considerado foi de furtos de veículos -- -12,7%, seguido de índices decrescentes de menores dimensões, caso dos homicídios (-3,9%), incêndios (-2,6) roubos (-1,6%) e furtos (0,3%). O acréscimo apontado refere-se a arrombamentos, com um acréscimo de 2,0%.
O documento síntese publicado pelo FBI parece contrapor o que é bastante difundido no Brasil atual acerca da existência de uma necessária relação, ‘certa e inescapável’, entre crime e a violência, com gênese primordial de cunho econômico-social, conforme amplamente aventado na recente 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública – 2009 – promovida pelo Ministério da Justiça e sua Secretaria Nacional de Segurança Pública. É clássica a referência internacional a outras variáveis causais do crime e violência, tendo a Índia como um 'paradigma reverso'.
O FBI, em sua síntese, refere textualmente que, “Desemprego, juros, estresse – estão todos em crescimento, na medida em que a economia dos EUA é atingida adversamente por uma guinada negativa”. E segue, “O que não está em crescimento, entretanto, é o crime, de acordo com as estatísticas compiladas pelo FBI e que mostram um declínio geral, ao longo da nação, de crimes violentos contra a pessoa e delitos contra o patrimônio”.
Uma conclusão importante do estudo, talvez indicadora de uma tendência também global e brasileira, é a de que das 14.180 vítimas de homicídio (Apenas no Rio de janeiro, no período de janeiro de 2009 a setembro de 2009 - 9 meses - ocorreram 4.460 homicídios dolosos), 2.428 (17,1%) pertenciam ao grupo etário de 20 a 24 anos. Também significativa é a conclusão de que das 14.005.615 prisões efetuadas (três de cada quatro delas de indivíduos do sexo masculino), 1.702.537 (12,1%) aconteceram por conta de delitos relacionados com drogas ilícitas, razão atual do maior número de prisões naquele país. Os percentuais de esclarecimento de homicídios norte-americanos, misticamente citados como dos melhores no mundo (no Brasil inclusive...), apontaram uma cifra medíocre de 63,6% em 2008.
Em uma associação simplista, fruto de um ‘primeiro olhar’, parece ficar sugerido existir alguma relação significativa, multicausal, envolvendo como variável tipológica penal os homicídios, como motivação o trafico e consumo de drogas ilícitas e como atores indivíduos jovens do sexo masculino.
O sistema Uniform Crime Report (UCR), do qual derivam os dados que informam os estudos e conclusões do relatório anual 2009 -- ‘Crime na América’, referente aos dados de 2008, foi instituído nos EUA pelo seu Poder Legislativo ainda na década de 1920. É marcante o fato de que o UCR seja administrado desde então pelo FBI, com forte participação da International Association of Chiefs of Police (IACP), organização-não-governamental técnica da área de gestão policial. Isso talvez explique a consistência com que vem sendo aplicada a metodologia de Análise Criminal nos estudos e conclusões respectivas (por cerca de oito décadas), ao que parece, de maneira não-enviesada em relação às alternâncias ideológicas de governo próprias de uma nação democrática.
Conforme habitualmente acontece nos Estados Unidos da América (EUA) a cada ano, o Federal Bureau of Investigation (FBI) divulgou no último dia 14 de setembro de 2009 seu relatório anual ‘Crime nos Estados Unidos’. Tal documento provê informações referentes ao resultado das análises de dados de ocorrências policiais coligidos em 2008, com origem em aproximadamente 17.800 instituições policiais daquele país (federais, estaduais, de condado, municipais e tribais) (No Brail alguns insistem que a solução é unificar as Polícias, quando a verdade é que a solução passa pela adoção do ciclo completo nas Polícias, como ocorre nas milhares de Polícias Americanas). O bureau investigativo federal norte-americano abre sua nota de imprensa com a manchete, ‘Índices de Criminalidade Mais baixos em 2008’ – ‘O declínio do crime mesmo em tempos econômicos difíceis’. O relatório, obviamente, fornece comparações das estatísticas de cada ano (2008) com as do ano imediatamente anterior (2007) e séries históricas recentes com as de períodos passados.
O índice de maior decréscimo no período considerado foi de furtos de veículos -- -12,7%, seguido de índices decrescentes de menores dimensões, caso dos homicídios (-3,9%), incêndios (-2,6) roubos (-1,6%) e furtos (0,3%). O acréscimo apontado refere-se a arrombamentos, com um acréscimo de 2,0%.
O documento síntese publicado pelo FBI parece contrapor o que é bastante difundido no Brasil atual acerca da existência de uma necessária relação, ‘certa e inescapável’, entre crime e a violência, com gênese primordial de cunho econômico-social, conforme amplamente aventado na recente 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública – 2009 – promovida pelo Ministério da Justiça e sua Secretaria Nacional de Segurança Pública. É clássica a referência internacional a outras variáveis causais do crime e violência, tendo a Índia como um 'paradigma reverso'.
O FBI, em sua síntese, refere textualmente que, “Desemprego, juros, estresse – estão todos em crescimento, na medida em que a economia dos EUA é atingida adversamente por uma guinada negativa”. E segue, “O que não está em crescimento, entretanto, é o crime, de acordo com as estatísticas compiladas pelo FBI e que mostram um declínio geral, ao longo da nação, de crimes violentos contra a pessoa e delitos contra o patrimônio”.
Uma conclusão importante do estudo, talvez indicadora de uma tendência também global e brasileira, é a de que das 14.180 vítimas de homicídio (Apenas no Rio de janeiro, no período de janeiro de 2009 a setembro de 2009 - 9 meses - ocorreram 4.460 homicídios dolosos), 2.428 (17,1%) pertenciam ao grupo etário de 20 a 24 anos. Também significativa é a conclusão de que das 14.005.615 prisões efetuadas (três de cada quatro delas de indivíduos do sexo masculino), 1.702.537 (12,1%) aconteceram por conta de delitos relacionados com drogas ilícitas, razão atual do maior número de prisões naquele país. Os percentuais de esclarecimento de homicídios norte-americanos, misticamente citados como dos melhores no mundo (no Brasil inclusive...), apontaram uma cifra medíocre de 63,6% em 2008.
Em uma associação simplista, fruto de um ‘primeiro olhar’, parece ficar sugerido existir alguma relação significativa, multicausal, envolvendo como variável tipológica penal os homicídios, como motivação o trafico e consumo de drogas ilícitas e como atores indivíduos jovens do sexo masculino.
O sistema Uniform Crime Report (UCR), do qual derivam os dados que informam os estudos e conclusões do relatório anual 2009 -- ‘Crime na América’, referente aos dados de 2008, foi instituído nos EUA pelo seu Poder Legislativo ainda na década de 1920. É marcante o fato de que o UCR seja administrado desde então pelo FBI, com forte participação da International Association of Chiefs of Police (IACP), organização-não-governamental técnica da área de gestão policial. Isso talvez explique a consistência com que vem sendo aplicada a metodologia de Análise Criminal nos estudos e conclusões respectivas (por cerca de oito décadas), ao que parece, de maneira não-enviesada em relação às alternâncias ideológicas de governo próprias de uma nação democrática.
Professor Doutor George Felipe de Lima Dantas.
Fonte: Agência Fenapef.
Fonte: Agência Fenapef.
Fizemos inserções grafadas em vermelho.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

2 comentários:
Salário X propina
Ao anunciar reajuste de 68,4% para PMs de Brasília, Lula afirma que só uma boa remuneração pode evitar que policiais se corrompam
Brasília - Diante de uma plateia de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em Brasília, que pagar bons salários é a única maneira de evitar que os agentes de segurança se corrompam. “A única hipótese para não termos um policial levando propina da bandidagem é que esse policial ganhe o suficiente para cuidar de sua família”, declarou ele, na solenidade que sancionou a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal.
Lula veste quepe da PM de Brasília ao sancionar lei que estabelece que soldado da capital ganhará R$ 4 milO plano prevê aumento de 68,4% para os PMs de Brasília, que já recebiam a melhor remuneração do Brasil. Agora, o soldado da capital ingressará na corporação com salário inicial de cerca de R$ 4 mil. No Rio, esse valor chega a R$ 850.
O presidente também fez referência aos ‘bicos’ exercidos pelos policiais. “Temos duas coisas que podem garantir um bom policial: é ele ser bem formado, ter uma corporação bem estruturada e no final do mês ele ter a sua profissão como única fonte de renda para sustentar. Porque se ele precisar fazer bico, nós já estamos correndo risco. Se ganhar o insuficiente e precisar trabalhar fora, já estamos correndo risco”, afirmou
Lula também criticou a atual jornada de trabalho da categoria, de 24 horas de trabalho por 72 horas de folga. Segundo ele, “só Papai Noel acredita que o ser humano não dê uma cochiladinha durante 24 horas de trabalho”.
Ovacionado por 7 mil militares, Lula colocou capacete de bombeiro e chapéu de policial. Em seu discurso, salientou que os reajustes dependem do cofre de cada estado e que “nem todos podem dar a mesma condição de Brasília”, onde quem paga é o governo federal.
Obs.minha:O Estado do Rio de Janeiro é o segundo maior em arrecadação do país!!!
Grato pelo comentário.
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