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sábado, 18 de julho de 2009

CANAL FUTURA - SÉRIE SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA.

A pesquisadora Silvia Ramos encaminhou o seguinte email:
Amigos,
Neste sábado, 18/07, às 19h, estréia no Canal Futura uma série de cinco programas sobre Segurança Pública. Trata-se de uma parceria entre Futura, Fundação Ford e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, na qual José Marcelo Zacchi e eu fomos consultores, juntamente com a equipe do Fórum.
A série é a primeira experiência brasileira de discutir Segurança em televisão por meio de programas temáticos. A idéia foi criar programas instigantes e críticos, colocando em diálogo os pontos de vista da população e dos profissionais de segurança; dos jovens e dos policiais; dos moradores de favelas, dos especialistas, dos gestores públicos, dos ativistas de direitos humanos e do policial da rua. Em programas dinâmicos - e não em "debates de especialistas em torno de uma mesa" - a série procura mostrar aspectos desconhecidos das polícias para o grande público, partindo do senso comum que predomina entre a maioria dos brasileiros. Ao mesmo tempo, os programas convidam o expectador a entender o que ele tem a ver com isto.
Os cinco episódios foram dirigidos por Lao de Andrade e produzidos pela Pindorama Filmes e gravados em SP, RJ, MG, PE e CE.
Episódios:
§ Abordagem Policial - Estreia 18/07
§ Quem é o policial brasileiro? - Estreia 25/07
§ Polícia em Ação - Estreia 01/08
§ Juventude e Polícia - Estreia 08/08
§ Segurança pública: o que eu tenho a ver com isso? - Estreia 15/08
Exibições: sábado 19hs.
Reprises: terça às 21hs e quinta às 16:30.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 29 de maio de 2009

LIVRO SOBRE A VIDA DOS POLICIAIS MILITARES E SEGURANÇA PÚBLICA - PROJETOS INOVADORES.

TABLÓIDE PRAÇAS EM FOCO (MMAI)
O livro "Missão Proteger e Prevenir: condições de vida, trabalho e saúde dos Policiais Militares do Rio de Janeiro do RJ", da antropóloga Osvaldo Minayo, pode ser adquirido no site:
E, agora a notícia sobre novos projetos na área de segurança pública:

Aberta seleção de experiências inovadoras em segurança pública.
Brasília, 12/05/09 (MJ) – O Ministério da Justiça abre, nesta quarta-feira (13), uma seleção nacional de projetos inovadores na área de segurança pública cidadã. Serão escolhidas 45 experiências de sucesso, desenvolvidas por organizações governamentais e não-governamentais, para participar da Feira de Conhecimento em Segurança Pública. O evento integrará a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que acontece de 27 a 30 de agosto, em Brasília.
A proposta da seleção, que recebe inscrições até 12 de junho, é montar uma vitrine para a exposição de projetos bem sucedidos em áreas como repressão da criminalidade, prevenção social do crime e diretrizes para o sistema penitenciário. Os projetos devem estar relacionados a um dos sete eixos temáticos da Conferência (clique aqui para acessar o edital completo).
“Não é uma feira normal de segurança pública, voltada para venda de equipamentos e tecnologia. A idéia é preencher uma lacuna no campo do conhecimento teórico porque sabemos que o foco principal da segurança pública deve ser a prevenção e a inteligência”, aponta o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri.
Ele ressalta ainda que a iniciativa pretende estimular a construção de um pensamento estratégico inteligente e congregar experiências que possam inspirar políticas públicas no país. Os projetos inscritos serão avaliados em critérios como criatividade, inovação, possibilidade de reaplicação, impacto, parcerias e resultados.
Para a coordenadora geral da 1ª Conseg, Regina Miki, a feira será um espaço importante para a divulgação de iniciativas que já alcançam resultados. “Nós não partiremos do zero. Temos boas práticas de segurança pública no país que, infelizmente, ainda não são políticas de estado”, avalia.
As instituições que tiverem práticas selecionadas também poderão, durante o evento, assinar protocolos de intenção para a transferência de conhecimento ou prestação de assistência técnica para orientar a execução das ações por outras entidades.

Quem pode participar.

Instituições governamentais e não-governamentais. As instituições candidatas devem desenvolver experiências relacionadas aos eixos temáticos da 1ª Conseg, que são:

  1. Gestão democrática, controle social e externo, integração e federalismo;
  2. Financiamento e gestão da política pública de segurança;
  3. Valorização profissional e otimização das condições de trabalho;
  4. Repressão qualificada da criminalidade
  5. Prevenção social do crime e das violências e construção da paz;
  6. Diretrizes para o Sistema Penitenciário;
  7. Diretrizes para o sistema de prevenção, atendimentos emergenciais e acidentes.

Como participar.

As inscrições serão efetivadas mediante o preenchimento e envio da ficha de inscrição, disponível no edital, para o endereço eletrônico http://br.mc454.mail.yahoo.com/mc/compose?to=feira@conseg.gov.br até o dia 12 de junho de 2009.

Prêmio.

As experiências escolhidas terão como premiação:

  1. celebração da experiência como uma prática promissora e/ou inovadora em segurança pública com cidadania pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD
  2. espaço para expor, apresentar e dialogar sobre a experiência com as instituições celebradas com os participantes da 1ª Conseg
  3. a participação em oficinas de capacitação com técnicos do PNUD sobre métodos de estruturação, execução e avaliação de projetos de segurança pública com cidadania.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 26 de maio de 2009

POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL PROPÕEM A REALIZAÇÃO DO CICLO COMPLETO DE POLÍCIA PELAS INSTITUIÇÕES POLICIAIS.

Os leitores do nosso espaço democrático possuem as ferramentas adequadas para a compreensão da proposta inserida no artigo que postamos a seguir, analisem, discutam e divulguem essa proposta progressista das Polícias Militares:
O CORONEL DA PM E O CICLO COMPLETO DE POLÍCIA.
(250509) Uma proposta de segurança pública, que defende a redefinição de papéis das polícias Civil e Militar e dos Corpos de Guardas Municipais de todo o Brasil, foi aprovada no final da tarde da última quarta-feira (13) pelo conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (CNCG), durante reunião extraordinária, em Brasília.
A aprovação ocorreu, com a aceitação de todos os integrantes, um dia depois de o Comandante da PM do Paraná, Anselmo José de Oliveira ser reeleito, por unanimidade, presidente do conselho.
“A proposta defende, em sua essência, o Ciclo Completo para as polícias Civis e Militares, ou seja, ambas passam a realizar policiamento ostensivo e desenvolver trabalho investigativo; hoje o primeiro é realizado pela militar e o segundo, pela civil”, explicou Anselmo.
Mas, de acordo com o presidente, cada estado poderá decidir, separadamente, em que tipos de infrações e crimes cada polícia investigará, bem como em quais áreas realizará o policiamento ostensivo.
“Isso poderá ser definido de três formas: de acordo com o território, com o tipo de crime ou, ainda, qual instituição chegar antes na ocorrência ou caso”, explicou Anselmo.
Ainda nesta proposta, conforme descreveu o comandante paranaense, foi discutida uma possibilidade diferenciada de trabalho para as Guardas Municipais.
“Admitimos a hipótese de elas desenvolverem atividades suplementares de policiamento ostensivo, desde que lavrado acordo com seus respectivos Estados, e sob a coordenação das Polícias Militares”, analisou Oliveira.
Para ele, se a definição não fosse desta forma e a guarda municipal simplesmente realizasse o trabalho nas ruas, sem orientação da PM, seria mais uma instituição em conflito.
“As polícias militares do Brasil, deixando de lado uma postura mais conservadora e tradicional, – que defende a manutenção dos papeis de cada instituição – visando a segurança do cidadão brasileiro, apresenta uma proposta progressista para a segurança pública do país”, afirmou o presidente do CNCG.
O documento foi aprovado pela maioria dos membros do Conselho. Um dos comandantes-gerais que ratifica a nova medida é Álvaro Camilo, da PM do Estado de São Paulo.
“No primeiro dia de gestão Anselmo já conseguiu validar um texto proposto ao grupo visando a preparação dos integrantes para as conferências e para o que nelas for discutido. Além disso trouxe um grupo de palestrantes militares para as discussões”, exemplificou.
O comandante-geral paranaense deixou claro que o CNCG está aberto às outras polícias e instituições afins, para novas idéias sobre a questão. Aprovada pelo CNCG, a proposta será defendida nas conferências Estadual e Nacional de Segurança Pública, que serão realizadas neste ano, a partir de junho. E, depois, deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional para apreciação final.
APOIO – O comandante da Polícia Militar de Santa Catarina, Eliésio Rodrigues aprovou a reeleição do coronel Anselmo.
“Disponho todo meu apoio ao Anselmo, pois é uma pessoa que tem ‘faro’ de polícia, característica fundamental na condução do CNCG”.
Ainda segundo o comandante do estado vizinho, o presidente do conselho prega que “os comandantes-gerais devem lutar pelas instituições buscando avanços para uma vida completa e, este incentivo, é essencial”.
A reeleição de Anselmo, na opinião do comandante-geral da PM do estado de São Paulo, Álvaro Camilo, foi muito importante para as polícias militares do Brasil.
“Ele tem experiência na chefia do conselho, o que é fundamental especialmente com a proximidade das conferências de segurança pública”, enfatizou. “O trabalho que ele desempenhou até agora foi tão bom que foi reeleito com aclamação, ou seja, não houve concorrência”, destacou Camilo.
Camilo também ressaltou que para a aprovação de propostas é preciso união do grupo e, Anselmo conseguiu isso.
“É visível a habilidade que ele tem na condução dos trabalhos e dos comandantes, grupo seleto, criativo e, portanto, de difícil coordenação. Mas Anselmo, desempenha um trabalho coeso e envolvente, inclusive com os comandantes dos Corpos de Bombeiros, de todo o Brasil”, revelou.
CNCG - Trata-se de um órgão colegiado, sem fins lucrativos, de caráter permanente, representativo dos interesses comuns das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. A sede do Conselho fica na Capital do Estado-membro de seu presidente eleito.
O Conselho tem como papel discutir capacitação, procedimentos, padrões operacionais e troca de conhecimentos entre as corporações. Além disso, de acordo com coronel Anselmo, o principal objetivo é melhorar a qualidade dos serviços prestados a sociedade. Assuntos de interesse das corporações são discutidos no Conselho, além da busca pela padronização do trabalho das polícias militares em todo o Brasil.
Reunidos em assembléia, no dia 12 de fevereiro de 1993, na cidade de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, os Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, decidiram instituir o Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (CNCG-PM/CBM).
Fernando Beato Delegados.org
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
COIRONEL BARBONO

quinta-feira, 14 de maio de 2009

SEGURANÇA BRASILEIRA É UM DESASTRE - RICARDO BALESTRERI - SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - BREVES COMENTÁRIOS.

Segurança brasileira é um desastre, diz secretário nacional.
O secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, afirmou > nesta segunda-feira, durante lançamento da Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania, que os mais de 40 mil homicídios registrados anualmente no País indicam o fracasso do modelo de segurança pública brasileiro predominante nos últimos 40 anos.
"No que pese o heroísmo de policiais civis, militares e federais, de nossos bombeiros e de nossos guardas municipais, a segurança pública brasileira é um verdadeiro desastre. Basta darmos uma olhadinha nas estatísticas para vermos que o modelo não tem funcionado nos últimos 40 anos", afirmou o secretário.
Para Balestreri, as razões do "desastre atual" estão no modelo implantado no Brasil, voltado mais para ações de repressão. "Nessas últimas quatro décadas, o que tivemos foi um modelo fundado na reatividade. Quando um caso dramático acontece, o Estado vai lá e reage. Obviamente, se o Estado apenas corre atrás do prejuízo, ele não consegue se antecipar, planejar e ter uma visão preventiva", explicou.
(COMENTO: Até esse ponto eu concordo plenamente, como já comentei nesse espaço democrático, os problemas da segurança pública no Brasil começam na própria Constituição Federal, que ratificou a existência de "MEIAS POLÍCIAS", que não realizam o CICLO COMPLETO, colocando o Brasil na direção oposta com relação ao mundo civilizado).
Na avaliação do secretário, o Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci) vem contribuindo para mudar o quadro atual, uma vez que injetou mais dinheiro no setor e, principalmente, alterou as prioridades. Desenvolvido pelo Ministério da Justiça, o programa visa articular políticas de segurança com ações sociais, priorizando a prevenção, e busca atingir as causas que levam à violência. Entre os principais eixos do Pronasci destacam-se a valorização dos profissionais de segurança pública; a reestruturação do sistema penitenciário; o combate à corrupção policial e o envolvimento da comunidade na prevenção da violência.
(COMENTO: Não percebo o PRONASCI como um programa de valorização profissional. A bolsa temporária paga aos Policiais que realizam os cursos através da internet, funciona como mero paleativo. Inclusive, não existe garantia de que o Policial esteja realizando o curso, pois existem inúmeras denúncias de que outros fazem o curso em nome de terceiros).
Para o desenvolvimento do programa, o governo federal investirá R$ 6,707 bilhões até o fim de 2012. "Talvez o Pronasci seja o primeiro programa sistêmico profundamente inteligente nesses últimos 40 anos, pois combina as políticas sociais com as de repressão qualificada, focando nas questões centrais da prevenção, educação e do acompanhamento de jovens e adolescentes", avaliou Balestreri.
"Ele foi um grande avanço do ponto de vista da sustentação dos Estados que têm problemas de investimentos, mas, obviamente, o programa ainda é muito recente e só vamos ver seus efeitos mais adiante. Além do mais, é lógico que a União terá que disponibilizar muito mais dinheiro."
(COMENTO: Considero que os recursos seriam muito melhor aplicados em cursos presenciais e, ainda não percebi, a interação entre programas sociais promovidos pelo PRONASCI e a repressão qualifica, isso se alguma Instituição Policial realiza alguma repressão qualificada).
Para superar o atual quadro, Balestreri diz que é necessário que os gestores ajam mais com "cérebro e neurônios" do que com "fígado e bílis". "O senso comum nos pressiona o tempo inteiro para combatermos truculência com truculência", diz o secretário. "Não somos românticos e sabemos que segurança pública também é feita com repressão, mas com repressão qualificada. E não deve ser este nosso foco central, mas sim ações de prevenção, a inteligência e o pensamento estratégico".
(COMENTO: O Secretário desconhece o que ocorre no Rio de Janeiro ou não conseguiu convencer o governo estadual?).
Para Balestreri, é preciso retomar experiências que tentaram aproximar o policiamento das comunidades, como as duplas de policiamento, popularmente conhecidas por Cosme e Damião.
(COMENTO: Concordo, a regra básica do policiamento é que ele deve ser feito A PÉ).
A ditadura militar sufocou isso e se apropriou das polícias, transformando-as em braços armados do Estado. O mesmo modelo reativo fez com que surgissem polícias reativas em detrimento de experiências comunitárias. Agora, nós temos que reconhecer que tudo isso também tem a ver com este modelo equivocado fundado na distância entre a polícia e a população, na simples compra e distribuição de equipamentos, na alta letalidade e na ilusão de que vamos conseguir combater violência com mais violência."
(COMENTO: Será que o Secretário não conhece as DITADURAS NÃO MILITARES? As DITADURAS DE TERNO E GRAVATA? Essas sim, estão transformando o Policial, que deveria estar PROTEGENDO e SERVINDO o cidadão, em um autêntico GUERRILHEIRO URBANO, isso depois de mais de 27 anos depois da reabertura democrática).
Balestreri disse que a falta de consciência da relação entre segurança e desenvolvimento nacional é o que atrapalha o País a ter ações de segurança pública com qualidade. "Se não temos essa consciência, sempre veremos o assunto como algo menos importante. Não é possível haver desenvolvimento sem segurança, já que não se formam lideranças populares autônomas, não há empreendedorismo popular, pois o povo, intimidado pelo crime, não investe em pequenos negócios. Não há educação de qualidade, pois o crime também impõe formas de censura."
Agência Brasil

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 10 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - COMPARAR EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO.

Amigos, leitores, colaboradores, seguidores e críticos encaminhem notícias a respeito de segurança pública, relativas aos seus Estados e Municípios, assim poderemos comparar e analisar experiências de sucesso que tenham sido desenvolvidas.
Via de regra, temos apenas o hábito de analisar os salários de Policiais Militares, Policiais Civis e Bombeiros Militares, comparando os de um Estado com o de outros. Porém, precisamos também comparar táticas e estratégias empregadas como Política de Segurança Pública, seus acertos e seus erros.
Encaminhem as matérias que eu as publicarei, inclusive com comentários de quem encaminhar, o que seria o ideal, considerando que é cliente do noticiado.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 11 de abril de 2009

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - BLOGOSFERA POLICIAL CRESCE E VIRA ESTUDO DA ONU.

Dificuldade dos oficiais para se manifestar na estrutura rígida é um dos aspectos apontados para o crescimento.
Mário Sérgio Lima - Agência Estado.
SÃO PAULO - O número de blogs feitos por policiais vem aumentando expressivamente no País. Desde 2006, ano da criação do primeiro deles, o "
Diário de um PM", do policial Alexandre Souza, já entraram no ar 65 sites, ainda hoje ativos, segundo levantamento do blog "Abordagem Policial", espalhados por 14 Estados brasileiros. Entre os motivos da proliferação desses blogs estão a dificuldade que os policiais têm para se manifestar dentro da estrutura rígida de disciplina e hierarquia da corporação e a facilidade da construção dos diários virtuais. O crescimento chamou atenção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que resolveu fazer um estudo para ver no que esses blogs podem contribuir para a discussão de soluções para a segurança pública. O trabalho está em andamento e é feito em parceria com Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro.

"Já era blogueiro, então já conhecia o meio. E havia uma necessidade de expressão e não encontrávamos um ambiente próprio", conta Danillo Ferreira, um dos autores do blog "Abordagem Policial". De acordo com a socióloga Silvia Ramos, que está coordenando a pesquisa da parceria com a Unesco, esse é o primeiro estudo sobre essa nova tendência na cobertura de assuntos relativos à segurança e à criminalidade. "O que me chamou a atenção foi a maneira como muitos blogs se posicionavam. Eles queriam falar, chamar a palavra, dar a versão deles sobre os acontecimentos", explica a socióloga. "Queremos entender como o fenômeno dos blogs pode ajudar na definição da agenda de discussões sobre segurança, qual o poder multiplicador por trás deles", explica Guilherme Canela Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil.

Uma característica marcante do movimento de blogueiros policiais é a busca pela integração. Praticamente todos os blogs policiais têm os outros policiais blogueiros como público. Souza, o pioneiro, cunhou a expressão "Blogosfera Policial" para denominar o conjunto de blogs cujos autores são policiais, e a contagem dos blogs ativos é compilada pelo "Abordagem Policial". "Acho que em nenhuma outra profissão há essa ligação e união entre os blogueiros, como entre os policiais", aponta Ferreira. Para Silvia Ramos, há ainda outra explicação para o fenômeno crescente: "Há um choque entre os policiais novos entrando nas corporações e a tradição da polícia", afirma.

Além da necessidade de expressão, a repercussão possibilitada pela internet é também motivadora. "Queria dar mais visibilidade à minha visão sobre a administração da Segurança Pública no Rio, ainda na época do Marcelo Itagiba (deputado federal e secretário de segurança durante o governo Rosinha Garotinho)", afirma o major
Wanderby Medeiros, do blog com seu nome.

O blog de Wanderby é um dos mais ácidos nas críticas à administração do Rio. O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, é alvo de diversas críticas no blog. As enquetes feitas por Wanderby também são fortemente críticas: questões propostas variam desde "Houve fraude na eleição de (Eduardo) Paes?" a "O delegado Beltrame deve ser exonerado?". Sobram farpas para o governador Sérgio Cabral. O major foi denunciado por críticas ao chefe do Estado Maior, coronel Antônio Carlos Suárez David, e ao comandante-geral da PM do Rio, Gilson Pitta Lopes. "Meu blog é um retrato do que eu penso", afirma.

Embora a pesquisa da Unesco ainda esteja no começo, duas tendências já se destacam entre os blogs de policiais, segundo Silvia Ramos: existem blogs mais rebeldes, com críticas ao comando e revolta por salários e condições de trabalho, e aqueles que privilegiam "serviços". "No blog 'Diário de um PM', por exemplo, há muitos comentários em postagens sobre concursos da PM e cursos voltados aos policiais", afirma. Ela também observa que vários dos blogs de policiais acabam se limitando a reproduzir notícias veiculadas na imprensa. "Não há em alguns deles uma produção própria", observa.

Censura

A temática dos blogs é variada, embora a discussão da questão salarial seja um fator em comum na maioria deles. Outro tema recorrente é a censura a que são submetidos os blogs policiais. O Blog "Abordagem Policial", por exemplo, tem posts discutindo as restrições a que são submetidos os militares e defendendo maior liberdade de manifestação. O capitão da PM do Rio Luiz Alexandre também discorre sobre o tema, embora com tom mais crítico. Luiz Alexandre, que já foi chamado a prestar esclarecimentos à Corregedoria da PM por conta de postagens no blog, não poupa críticas a Beltrame em sua página. O governo do Rio também é duramente criticado em páginas mantidas anonimamente por policiais. A maioria dos blogueiros policiais, contudo, assume nome e posição na corporação. Há ainda o blog "
Depoimento Anônimo", cujo autor se identifica apenas como "um escrivão de polícia". A temática de seu site é contar casos do cotidiano de um escrivão.

Sobram também críticas para a cobertura que a imprensa faz sobre assuntos de polícia, como no blog "
Crônicas de um Sargento de Polícia", que também fala bastante das situações difíceis encontradas pelos policiais durante sua atuação profissional. Além de notícias sobre concursos da polícia e sobre eventos e cursos disponíveis para policiais, o blog "Diário de um PM" tem como um diferencial a contagem dos PMs mortos no Rio no ano. Já o "Diário do Stive" (com "i" mesmo) mantém uma tabela com dados sobre os salários de policiais pelo Brasil, abastecida com informações pelos agentes de todos os Estados.

"Desde que fiz meu blog pude conhecer PMs do Brasil inteiro", afirma o soldado Robson Niedson, do blog "Diário do Stive". Ele também tem um fórum dedicado às discussões relevantes para a categoria, como a questão salarial. "Ainda não tem a movimentação que eu esperava", admite. No seu Estado, Goiás, a própria Polícia Militar tem um blog corporativo (o primeiro da América Latina), e o comandante-geral da PM do Estado, coronel Carlos Antônio Elias, também é blogueiro. "Isso acaba com a visão de que a liderança é ausente e traz um reflexo positivo da figura do comandante, reforçando o princípio comunitário da polícia. Estou tendo uma boa resposta da tropa", afirma o coronel, sobre seu blog pessoal. Sobre a página corporativa, ele aponta que surgiu da necessidade de aproximar a PM do cidadão, criando um ambiente mais interativo. "Queremos implementar a polícia comunitária, mais próxima da população", diz. Para Danillo Ferreira, é importante estimular mais policiais a usarem a ferramenta da internet para manifestação de opiniões.

Estudo

Para realizar o estudo, previsto para ser concluído em novembro deste ano, as pesquisadoras Silvia Ramos e Anabela Paiva vão estudar cada um dos blogs, analisando o conteúdo. Também estão previstos encontros de discussão: o primeiro foi realizado no dia 27 de março, organizado pelas embaixadas de Canadá e Estados Unidos, no Rio de Janeiro. O estudo será completado com entrevistas com os blogueiros. A Unesco financiará o projeto. De acordo com Godoi, coordenador do setor de comunicação e informação da representação da Unesco no Brasil, a organização lançou um edital para a escolha do pesquisador que seria responsável por coordenar o estudo.
"Recebemos cerca de 15 a 20 interessados, e a professora Silvia foi a escolhida por causa do seu currículo e de seus estudos sobre relação entre mídia e violência", explica Godoi. Segundo ele, os resultados obtidos na pesquisa irão ajudar a Unesco a determinar suas novas ações sobre discussão de segurança pública no País.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA DEVE IR ALÉM DA MILITARIZAÇÃO E DA PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO.

Segurança pública deve ir além da militarização e da proteção ao patrimônio.
Segurança deve ser pensada como direito e instrumento de garantia das liberdades; uma política pública deve considerar as desigualdades do país e as diversas formas de violência existentes no Brasil.
As causas da violência no Brasil são inúmeras e refletem a situação de risco e de exclusão da sociedade brasileira, no entanto, é preciso avaliar as especificidades da segurança pública para além das questões da desigualdade social do país. Para José Marcelo Zacchi, advogado, membro do conselho de administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e diretor executivo do Instituto Overmundo, é preciso ir além e “afirmar a segurança pública como um direito e defendê-la como tal”. Esta foi uma das tônicas da manhã de debates do seminário Violência e segurança pública no Brasil: outros olhares, outros rumos, promovido no último dia 18 de março pela ABONG, Ilanud - Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente e Fundação Friedrich Ebert - FES.
O objetivo do encontro foi analisar as diversas perspectivas da questão da violência, procurar alternativas ao modelo atual de enfrentamento e refletir criticamente sobre as políticas de segurança pública. Para isso, o encontro contou com duas mesas de debates: uma para explicitar a relação entre violência e desigualdade, e outra para pensar nos rumos possíveis para uma política nacional de segurança pública.
Thais Zimbwe, jornalista e ativista do movimento negro, da UJIMA - Trabalho Coletivo e Responsabilidade, relatou a experiência do Fórum Nacional de Juventude Negra, apontando que existe uma violência específica para a população negra e pobre. “São mais de 500 anos de exclusão e violência contra a população negra neste país, e em especial contra os jovens. Vivemos um extermínio programado dessa população”, afirmou.
Taciana Gouveia, feminista, da SOS CORPO - Instituto Feminista para a Democracia e integrante da diretoria executiva da ABONG lembrou que há uma comum associação entre a questão da violência e o mundo urbano das cidades. Para ela, é preciso lembrar que no campo também existe violência. “O combate à violência não deve perder isso de vista”, afirmou. Taciana disse ainda que a sociedade como um todo, mas em especial as ONGs, deve avançar mais no debate sobre a segurança pública, envolvendo-se mais. Provocada por intervenções da plateia, ela disse que um dos conceitos com que a sociedade precisa ter cautela é o de paz. “Não queremos a paz da Índia, por exemplo, onde os supostos baixos índices de violência são construídos às custas de um regime religioso duro e que segrega as pessoas em castas. Esta paz nós não podemos querer”, disse.
Por uma nova política de segurança pública
Em 2009, será realizada a Conferência Nacional de Segurança Pública, e esta pode ser uma oportunidade de participar da construção de uma outra política, que pense a segurança para além da repressão. Este foi o tema da segunda sessão de debates do encontro, que contou com Ariel de Castro Alves (advogado, conselheiro do Conanda e presidente da Fundação Criança de São Bernardo), Luiz Fernando Almeida (advogado, Tenente-Coronel da PM de Sergipe) e José Antônio Moroni (do INESC - Instituto de Estudos Sócio-Econômicos e da diretoria executiva da ABONG).
Ariel de Castro Alves apontou avanços no campo da segurança pública no Brasil, mas disse que ainda é preciso melhorar muitos setores e aspectos da política, como, por exemplo, o policiamento comunitário, o sistema carcerário, as delegacias especializadas, os cargos e salários dos policiais e as delegacias de delitos de intolerância. “Precisamos também avançar no mapeamento da exclusão e da vulnerabilidade, pois ele nos ajuda a perceber que a maioria das pessoas que estão em cadeias ou unidades de medidas socioeducativas são habitantes de lugares onde o estado está ausente e não há qualquer garantia de direito, como hospitais públicos, escolas e postos de saúde”, explicou o advogado.
Luiz Fernando Almeida alerta que é preciso fazer a diferenciação entre polícia, violência e segurança pública. “A reprodução da violência é generalidade, em toda sociedade, na televisão, etc. O problema é o Estado municiar com uma arma alguém para defender a população e este alguém usa seu poder para oprimir e repreender a população que deveria proteger”, afirma o tenente. Para ele, uma política de segurança deve conter um entendimento das vísceras do sistema. “O crime está entranhado no capitalismo. A primeira atividade mais lucrativa do mundo é o mercado financeiro e a segunda e terceira são respectivamente o tráfico de drogas e o de armas. Não podemos ser ingênuos ao construir uma política para lidar com isso”, completa o advogado e tenente, fazendo uma provocação. “Precisamos assumir que a política só existe para proteger a elite do povo”.
Para o integrante da diretoria da ABONG, José Antonio Moroni, na constituição de uma política pública de segurança, enfrentaremos problemas semelhantes aos que enfrentamos para discutir políticas econômicas e desenvolvimento. “Um dos problemas é que pensamos uma política de segurança pública como aquela com objetivos militares e de proteção do patrimônio. Não conseguimos pensar que segurança pública deve existir para garantir as liberdades”, diz, apontando uma vontade política da ABONG de acumular mais neste debate, em especial este ano, em função da realização da conferência nacional.
“Para pensar outro patamar de política para a segurança, temos que romper com preconceitos e assumir que a área da segurança é onde as contradições da sociedade ficam mais explícitas”, diz, afirmando que existe uma relação intrínseca da polícia com a violência, seja por omissão, cobertura ou envolvimento direto. “A sociedade brasileira opta pela violência para resolver conflitos tanto no âmbito social, quanto no privado. O exercício que temos que fazer é de pensar que espaço público temos para resolver estes conflitos”, pondera. Hoje, para Moroni, estes espaços não existem. “Mascarar conflitos e não deixar eles aflorarem é uma forma de violência”, diz.
Para Moroni, a conferência nacional será uma oportunidade de pensarmos a segurança para além do dever do Estado com a política. “Qual o nosso papel em uma sociedade mais segura? Que dinâmicas de violência, como racismo, machismo e a homofobia estão presentes na sociedade e são incorporadas e reproduzidas pelas instituições? Como desmontar as armadilhas que nós mesmos montamos com discursos como estes? Como pensar mecanismos diferenciados de acesso a este direito?”, questiona.
* A Conferência Nacional de Segurança Pública será realizada em agosto. O site oficial é
www.conseg.gov.br

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 7 de abril de 2009

CORONEL DA BRIGADA MILITAR BENGOCHEA - COMENTÁRIOS.


O Coronel da Brigada Militar BENGOCHEA publicou no seu site pessoal, inserindo pertinentes comentários, o nosso artigo "RIO DE JANEIRO - MANUAL - A IMPLANTAÇÃO EQUIVOCADA DE AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA".
Leia e participe.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sábado, 4 de abril de 2009

REVISTA ISTO É - CABEÇA QUENTE E ARMA NA MÃO.

REVISTA ISTO É:
CABEÇA QUENTE E ARMA NA MÃO.
Treinamento de policiais brasileiros despreza o lado psicológico e depressão aumente em toda corporação.
Francisco Alves Filho.
O sargento da Polícia Militar Jorge Palinha, 48 anos, vai às lágrimas ao relembrar uma tarde, em 2001, em que agiu para evitar um assalto e virou alvo dos bandidos. (clique e leia).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

FENEME: MANIFESTO SOBRE O CONTINGENCIAMENTO DE VERBA PARA A SEGURANÇA PÚBLICA.


MANIFESTO SOBRE O CONTINGENCIAMENTO DE VERBA PARA A SEGURANÇA PÚBLICA.

Prezados Senhores Dirigentes de Entidades e demais Oficiais:
Na tarde do dia 3 de abril de 2009, na cidade de Vitória-ES, por ocasião do 3º Encontro Anual do Forum Nacional de Segurança Pública, a Comissão Organizadora Nacional da 1ª CONSEG, delegou ao Coronel PMSC MARLON JORGE TEZA, Presidente da FENEME a tarefa de entregar ao Exmo Sr. TARSO GENRO, Ministro da Justiça, o Manifesto elaborado pela mesma comissão. (clique e leia).


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 27 de março de 2009

PRESOS EM "CAMBURÃO": ILEGALIDADES DO ESTADO.


Presos em "camburão": ilegalidades do Estado
Por Hector Ribeiro Freitas
Quando a polícia prende, algema e transporta aquele que supostamente cometeu crime para a delegacia de polícia, geralmente o faz colocando esse cidadão num cubículo na parte traseira da viatura vulgarmente conhecida como “camburão”.
Aliás, camburão quer dizer: “vaso em que os presos retiram as fezes quando limpam o xadrez” — de acordo com o Koogan/Houssais, em Enciclopédia e dicionário ilustrado, 4ª Edição, Rio de Janeiro, Ed. Seifer, 1999, página 303. Salvo algumas louváveis exceções, os presos invariavelmente percorrem o trajeto algemados e apertados naquele compartimento de carga.
Não se pretende aqui discutir a legalidade ou não da prisão, mas apenas levantar a discussão sobre o transporte de presos no Brasil. Diz a Constituição que são assegurados aos presos o respeito à sua integridade moral — artigo 5º, inciso XLIX, da Constituição Federal. Então por que a polícia transporta o encarcerado na parte traseira da viatura policial?
A legislação de trânsito prevê como infração gravíssima — com pena de multa e apreensão do veículo, além de remoção do veículo — o transporte de pessoas no compartimento de carga de veículo automotor, em especial pick-ups e camionetas.
Código de trânsito Brasileiro: “Artigo 230. Conduzir o veículo: (...) II - transportando passageiros em compartimento de carga, salvo por motivo de força maior, com permissão da autoridade competente e na forma estabelecida pelo CONTRAN”. Salvo as exceções previstas — CONTRAN/Resolução 82/1998: “Art. 1º - O transporte de passageiros em veículos de carga, remunerado ou não, poderá ser autorizado eventualmente e a título precário, desde que atenda aos requisitos estabelecidos nesta Resolução. Art. 2º - Este transporte só poderá ser autorizado entre localidades de origem e destino que estiverem situadas em um mesmo município, municípios limítrofes, municípios de um mesmo Estado, quando não houver linha regular de ônibus ou as linhas existentes não forem suficientes para suprir as necessidades daquelas comunidades". Comete infração de trânsito quem transporta, por exemplo, adolescentes na parte traseira de camioneta, pois aquele compartimento é destinado à carga e não ao transporte de passageiro.
Essa atitude é ofensiva à dignidade da pessoa humana, pois viola a sua imagem, já degradada pela condição social de preso. Temos, com isso, a primeira ilegalidade cometida pelo Estado.
A segunda ilegalidade reside na violação das normas de trânsito, citadas acima. Ora, o Estado – por meio da polícia – ainda viola normas de trânsito e degrada a condição de preso, não observando as garantias constitucionais, cujo tema o professor Gilmar Ferreira Mendes ensina que: “Dessarte, a Constituição conferiu significado especial ao princípio da dignidade humana como postulado essencial da ordem constitucional (art. 1º, III). Na sua acepção originária, esse princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações" — conforme Curso de direito constitucional, Ed. Saraiva, 2007, páginas 485/486.
A nosso ver, não é porque o cidadão cometeu infração penal que legitima o Estado a infringir norma legal de trânsito. Uma ação não justifica a outra. Fosse esse argumento válido, teríamos de transportar o preso no porta-malas de carros de passeio.
Nesse sentido, mister salientar a previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente — Lei 8.069/90 —, que prevê em seu artigo 178: “O adolescente a quem se atribua autoria de ato infracional não poderá ser conduzido ou transportado em compartimento fechado de veículo policial, em condições atentatórias a sua dignidade, ou que impliquem risco a sua integridade física ou mental, sob pena de responsabilidade”. Ora, essa deveria ser a regra para todos os cidadãos, posto que não se perde a dignidade ao completar dezoito anos.
A importante lição do jurista Evandro Lins e Silva segue nesse sentido: “É preciso acabar com isso! É preciso segregar o perigoso, mas segregar de uma maneira humana, não cruel, não bárbara. (...), evidentemente é uma afronta à dignidade da pessoa humana" — segundo O salão dos passos perdidos: depoimento ao CPDOC, da FGV, 1997, página 274.
É preciso acabar com mais essa ilegalidade, dando dignidade ao preso também no seu transporte para que o camburão não seja mais um navio negreiro.
Hector Ribeiro Freitas é advogado em Brasília e professor de prática de Processo Penal do Instituto de Educação Superior de Brasília.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 25 de março de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA, UMA POLÍTICA EM DESCOBRIMENTO - SARGENTO DE POLÍCIA JOSÉ LUIZ BARBOSA.

Segurança pública, uma política em descobrimento.
* José Luiz Barbosa
Ao nos debruçarmos sobre a avaliação das políticas de segurança pública, uma coisa é certa, durante muitos des'governos, o que tivemos foi a boa vontade e dedicação dos policiais para o enfrentamento do problema, seja atuando basicamente na ponta da linha reprimindo ou em ações isoladas de natureza social.
A bem da verdade, nunca tivemos ao longo da história brasileira, uma política de segurança pública que objetivasse o monitoramento e avaliação do fenômeno criminal e suas nuances seja na esfera municipal, regional ou em nível nacional, o que poderia ser componente essencial para o planejamento e construção de uma política, senão eficaz, pelo menos de igual escala a evolução da criminalidade e da violência.
O crime como fenômeno, se equipara a ação comercial, levada a efeito pela via de atos ilícitos e infrações penais, que esta diretamente ligado a equação, risco da atividade criminosa e rentabilidade de seu resultado.
Sendo assim, quanto mais rentabilidade e menos risco, maior a incidência da modalidade criminosa, a exemplo do tráfico de drogas, sequestro relâmpago, assaltos de qualquer natureza, principalmente os que oferecem menos resistência e obstáculos a sua execução como nos bancos, sequestros entre outros, este último em declínio pela complexidade de sua etapas, e o cuidado que se requer no tratamento e encarceramento da vítima.
Interessante de se notar, que o crimes na quase totalidade, estão vinculados ao “ter”, o que demonstra que o patrimônio ainda é o campeão das infrações penais, tendo como consequência a violência que acaba em lesões corporais e morte. Uma das pragas do capitalismo selvagem trata exatamente do ter sobrepondo-se ao ser, o que torna as pessoas mais individualistas, ambiciosas e materialistas, mais isso é uma questão para debate da filosofia.
Fica claro no entanto, que sem investimentos maciços e participação do cidadão, fica cada vez mais difícil o enfrentamento do crime, que se constitui em ações de prevenção, como prima ratio, e a repressão como ultima ratio, vez que aí se conclui que todas as fases de prevenção falharam.
A parte que mais de perto é obrigação do Estado é a do planejamento e elaboração de políticas públicas de segurança, que deve incluir como pilar fundamental a mobilização e participação do cidadão, mas para isso é necessário estabelecer uma relação de confiança e colaboração reciproca, sem as quais fica quase impossível o sucesso de toda estratégia para reduzir e conter o avanço da criminalidade.
A Polícia como instituição estatal, mas em sua essência composta de homens e mulheres que também são destinatários dos serviços, e que lutam pelo reconhecimento de sua condição de cidadãos, num total paradoxo democrático, vem desempenhando seu papel com zelo e dedicação, até com o sacrifício da própria vida, o que pode ser constatado cotidiamente, estando sujeito ainda, a todas as agruras e mazelas imersas no tecido social, provenientes da fragilidade e ausência de políticas públicas concretas que garantam o mínimo de dignidade aos cidadãos.
Muitas das vezes, por desconhecimento, escamoteamento ou para dar resposta política ao clamor social, um problema social é transformado em problema policial, que dado a sua complexidade afeta todo o sistema de defesa social, favorecendo sua climatização criminógena derivando em outros crimes de menor ou até maior potencial ofensivo.
Com a devida vênia e citando o ex-presidente Fernando Henrique, um exemplo bem real e pratico de tudo isso, se dá com o uso da maconha, que dado a sua popularização, tornou-se hábito quase corriqueiro entre seus usuários, no entanto como faz parte do rol de drogas ilícitas, veio a se tornar uma atividade criminosa extremamente rentável, de fácil capilaridade, o que dificulta o seu combate, tanto no que se refere a apreensão e prisão dos infratores, quase nunca proprietários e lideres do tráfico, estes últimos muitas vezes protegidos sob o manto social, por isso a defesa de sua descriminalização para uso, o que a deixaria sem atrativos financeiros, em razão de elevar sua oferta.
Mas vamos avançar um pouco mais sob esta ótica, e não se trata aqui de apologia ao crime, mas de uma lógica mercantil e raciocínio prático, nesta onda quase incontida de uso e abuso de drogas, temos um problema mundial dos mais visíveis que é o uso do álcool e do tabaco, dentre muitas outras drogas licitas. Não podemos olvidar que o mercado se regula pela chamada oferta e procura do produto.
A redução e abolição do uso do álcool, sofre com sua sociabilidade, o que expande sua aceitação e incentiva seu uso, o tabaco no entanto, gradativamente contabiliza perdas e adeptos, tudo resultado de campanhas educativas e orientativas públicas e privadas de seu mal e consequencias, numa união de esforços.
Partindo para uma conclusão, e levando em consideração o custo-benéficio das drogas mais populares e de mais fácil acesso para seus usuários, temos atualmente o crak, que vem causando verdadeira devastação entre o jovens, destruindo sua vida e abarrotando o sistema de saúde pública, assim como o álcool.
Respeitando posições divergentes, já não seria chegado a hora, de sermos mais pragmáticos e menos hipócritas, e descriminalizarmos a maconha, pois isso parece-nos o mais racional, por cooperar até na diminuição do uso do crak, que veio a se disseminar, em especial pelo seu reduzido custo para aquisição. Trata-se de uma relação custo-benéficio, neste sentido talvez possamos caminhar um pouco mais sobre estas e outras questões, se começarmos a mudar a visão que temos e passarmos a adotar outra visão para o mesmos problemas.
Discordamos da opinião simplista do secretario Beltrame, que reputa a responsabilidade pela violência do tráfico aos usuários, primeiro que isto não é verdade por uma série de fatores, segundo porque se o tráfico se expandiu foi exatamente por ter se tornado uma atividade que possibilita o enriquecimento rápido e fácil, em terceiro pela falência múltipla e total falta de investimentos nos órgãos de segurança pública, o que caberia outra avaliação, a começar pela desvalorização da atividade policial, que mais se aproxima no consciente coletivo de “lixeiros da sociedade”, e por derradeiro, não dá para não vermos que tais problemas, deveriam mais ser tratados como uma questão de saúde pública.
Para prevenir é fundamental educar sob parâmetros de uma vida digna, começando na infância, prova disto é o que mencionamos sobre a redução do tabagismo e sua crescente erradicação como droga licita socialmente aceita, tornando o que insistem no vicio em desajustados sociais, passíveis de reprovação e sanção moral, afinal tudo mundo tem necessidade de ser aceito no seu grupo social.
Acreditamos que se descobrirmos a importância de uma política integrada de segurança pública, o Estado poderá a partir de seus diagnósticos enfrentar preventivamente outros problemas sociais que afligem e atemorizam o cidadão, tudo dependendo do trabalho individual e coletivo de todos.
José Luiz Barbosa, Sgt PM
Presidente da Associação Cidadania e Dignidade.
Bacharel em direito.
E-mail –
cidadaniaedignidade@yahoo.com.br
Acesse nosso site – www.cidadaniaedignidade.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 23 de março de 2009

POLICIAIS MILITARES PENSADORES - SÃO PAULO.

Discutir e buscar uma formação mais humana para os policiais militares. Para isso, incentivar e articular a continuidade dos estudos dos profissionais da ativa por meio do acesso a cursos de pós-graduação. Por fim, a longo prazo, colaborar para transformar a Policia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) em uma instituição que tenha em seu efetivo profissionais especializados e que esses sejam portadores de opiniões e dados que a sociedade anseia em ouvir.
Estes são alguns dos objetivos do grupo PensadoresPM. Formado inicialmente por oito oficiais da corporação, o grupo promoveu seu primeiro encontro no dia 2 de fevereiro de 2002, na cidade de São Paulo (SP). “Reunimos pessoas que tinham a impressão de que a formação que os policiais recebiam não era suficiente, que havia a necessidade da realização de cursos de pós-graduação”, explica o tenente Ronilson de Souza (foto), que hoje serve no Centro de Aperfeiçoamento de Estudos Superiores, escola de pós-graduação da PM, e está há 18 anos na corporação.
Em 2002, Souza realizava seu mestrado em Educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Lá, estudava o currículo de formação de soldados da PM frente às demandas democráticas. Hoje, ele é o único policial da PM paulista com doutorado, título que recebeu também na PUC-SP em 2008.
Da primeira reunião dos pensadores também participaram uma tenente, um tenente-coronel da reserva e outros seis oficiais da ativa. Todos eram educadores dos cursos de formação da corporação.
“A ação nasceu de uma ebulição. Sempre conversávamos pontualmente. O grupo se formou para promover conversas entre livres-pensadores”, diz Souza.
Formação policial:
Segundo o tenente, hoje, a PMESP, com 94 mil policiais, tem 20 mestrandos, 15 mestres, 8 doutorandos e um doutor, todos com alguma ligação com os PensadoresPM. Para ele, a contagem, principalmente de mestrandos, está subestimada.
“Esses números referem-se a policiais que estudaram em instituições como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mackenzie, PUC e Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com certeza, existem mais pesquisando em outras instituições”.
Além dessa ressalva, Souza lembra que logo não será mais o único policial do estado com o título de doutor.
“O policial Raul Santo está para concluir o seu doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)”.
Santo está pesquisando a relação da aptidão física cardiorrespiratória com o nível de estresse de bombeiros militares de São Paulo e deve defender sua pesquisa até meados do ano que vem.
Mesmo com poucos mestres e doutores, Souza diz que a formação oferecida para os policiais vem melhorando.
“Desde 2002, existe na corporação a preocupação em relação às características do novo ingresso. Todos participam dos cursos de formação, que são modernos e têm uma perspectiva mais humana. Quando ocorrem desvios, normalmente, observa-se que os policiais envolvidos não participaram desses cursos”, explica.
Como exemplo da atualidade dos cursos, Souza lembra da disciplina Tutela Penal da Igualdade Racial, que inclui também a questão da diversidade sexual.
Apesar da perspectiva otimista, o tenente diz que ainda é preciso avançar mais para alcançar uma formação ainda mais humana.
“Alcançar uma formação mais humana significa formar policiais com capacidade para a inovação, criatividade, sensibilidade social e aptidões para a comunicação, entre outras características, que, na verdade, são partes constitutivas dos profissionais do futuro”, explica.
Funcionamento.
Para obter todos esses objetivos, o grupo se encontra a cada dois meses no Café Gerondino, no centro da capital paulista. No local, promovem discussões sobre diversas questões, sempre focando a formação dos policiais e buscando encontrar sugestões que melhorem a atuação da instituição.
“Somos críticos de alguns pontos da PM, mas sempre buscamos saídas para que o trabalho melhore. Todos que participam do grupo têm amor e gosto pelo trabalho e pela instituição”, explica Souza.
Dentro dessa perspectiva, já foram discutidos temas como: qual será o papel da Polícia Militar durante a Copa do Brasil, que será realizada em 2014; qual a importância do policial conhecer a linguagem de sinais para atender satisfatoriamente às pessoas com deficiência; qual o melhor processo de encaminhar os policiais para a aposentadoria nos últimos anos de atuação.
Para o tenente doutor, um dos grandes méritos que o grupo tem conseguido alcançar é levar as discussões para o alto escalão da PM.
“Temos até a perspectiva de um dos integrantes alcançar o posto de coronel”, lembra Souza.
Outro resultado positivo alcançado pelos PensadoresPM, para Souza, foi o compromisso dos integrantes que conseguiram ingressar em algum curso de pós-graduação de sempre colaborar para inserir outro policial quando a titulação for concluída.
“Dentro dessa lógica, ninguém no grupo fala de estudar e sair da corporação. Lógico que isso é um direito da pessoa, mas todos enxergam a especialização como uma maneira de contribuir ainda mais com o trabalho da PM”, explica.
Nesse contexto, novos integrantes constantemente aparecem.
“Se um policial deseja iniciar uma pós-graduação, começa a procurar e sempre acaba ouvindo sobre os PensadoresPM. Então, ele nos procura e buscamos colaborar”, diz Souza.
Segundo Souza, questões que aparecem esporadicamente na grande mídia e que atingem a imagem da PM também fazem parte das pautas de discussão do grupo.
“Sempre o assunto é pensado na linha da formação. Como levar a questão para o currículo”, diz.
Consolidação.
Mesmo com todas as conquistas, Souza coloca que o grupo necessita de uma maior consolidação.
“Em 2009, provavelmente já teremos um curso de aperfeiçoamento de oficiais, um mestrado profissional, inserido na Escola de Pós-Graduação da PM”, explica.
Segundo o tenente, a linha de pesquisa do curso deverá seguir os temas Administração Policial, Saúde e Policiamento Ostensivo. Todos adotarão os padrões e orientações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e estão sendo estruturadas junto com universidades e acadêmicos paulistas.
Além do curso, Souza almeja, diante do crescimento do número de pesquisadores na corporação, aumentar a participação dos policiais no debate público.
“Hoje, se fizermos um levantamento anual nos jornais O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo não encontraremos mais do que 10 artigos de integrantes da corporação, sendo que os dois veículos publicam, no mínimo, dois artigos de opinião por dia, o que somaria quase 1.500 textos no ano”, exemplifica.
O tenente Ronilson de Souza apresentou o projeto do PensadoresPM durante o Workshop da Rede Brasileira de Policiais e Sociedade Civil (RPS Brasil) que reuniu policiais de vários estados brasileiros, entre os dias 17 e 19 de setembro, no Rio de Janeiro.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 20 de março de 2009

CORONEL DE POLÍCIA ANTÔNIO JORGE - PEC 300/2008 - RESPOSTA DA CÂMARA DE DEPUTADOS.

EMAIL RECEBIDO:

Em qui, 19/3/09.
De: Antonio Jorge Gonçalves Moreira ajgmoreira@globo.com
Assunto: Fwd: FALE CONOSCO - 9251100588699
Para: "Paulo Ricardo Paúl" celprpaul@yahoo.com.br
Data: Quinta-feira, 19 de Março de 2009, 22:34.

VEJAM A RESPOSTA QUE RECEBÍ DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, COM RELAÇÃO A MSG ENVIADA ONTEM. ESTÁ DIFÍCIL CONFIAR NAS INSTITUIÇÕES DO PAÍS.
É PREOCUPANTE. ALIÁS, É ALARMANTE ! ! !
From: Seção de Atendimento a População/SECOM <cidadao@camara.gov.br>
Date: 2009/3/18.
Subject: RES: FALE CONOSCO - 9251100588699
Prezado Senhor Antônio Jorge,

Recebemos sua mensagem e verificamos que realmente o seu manifesto do dia 26/02/2009, registrado às 18h14 sobre a PEC 300/2008 foi erroneamente cadastrado como PL 3299/2008. Pedimos desculpas pelo fato e informamos que pode ter ocorrido alguma falha em nosso sistema ao concluir o registro.
Informamos ainda, que prezamos pela qualidade do serviço oferecido à população, este instrumento tem por objetivo fortalecer o exercício da cidadania, aproximando a sociedade da instituição que a representa.

Para entrar em contato com o nosso serviço, Vossa Senhoria poderá utilizar outros meios:

Disque-Câmara: 0800 619619 – (segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 20h)
Fax: (61) 32161797
cidadao@camara.gov.br

Colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos e agradecemos o contato.

Central de Comunicação Interativa/Câmara dos Deputados
Disque-Câmara 0800-619619 e
cidadao@camara.gov.br


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 17 de março de 2009

A BLOGOSFERA POLÍTICA - CAMPANHA ANTECIPADA.

O jornal "O Globo" desta terça-feira publica reportagem sobre a "blogosfera política".
A matéria cita blogs feitos para apoiar os pré-candidatos à Presidência da República:
- José Serra;
- Ciro Gomes;
- Aécio Neves; e
- Dilma Rousseff.
"A campanha para o planalto já é explícita e o Tribunal Superior eleitoral nada pode fazer, enquanto não for provocado - isso sem contar com as dezenas de comunidades no orkut voltada para estes políticos, todas com autoria de PESSOAS DESCONHECIDAS (jornalista Carolina Brígido)".
Sem dúvida, uma campanha antecipada.
No Rio de Janeiro, recentemente, tomei conhecimento da existência do blog "AMIGOS DO CABRAL", direcionado ao candidato à reeleição no governo estadual.
A importância da internet cresce a cada segundo, portanto precisamos valorizar a "blogosfera da segurança pública".
Policial Militar, Policial Civil, Policial Federal e Bombeiro MIlitar se você possuiu um blog pessoal, encaminhe o link para que eu possa inseri-lo neste espaço democrático.
Hoje inseri o link para o blog do Coronel de Polícia MÁRIO SÉRGIO.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 16 de março de 2009

UMA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL, QUE ENCERRA O SABER! - SARGENTO DE POLÍCIA JOSÉ LUIZ BARBOSA.

Em uma entrevista sobre pesquisa realizada pela fundação Getúlio Vargas e publicada no blog, destacamos o seguinte trecho "Mostramos que a educação tem um papel muito importante no processo de construção de um sistema de segurança mais eficaz e imune à corrupção", dizem os coordenadores da pesquisa, os professores Marco Aurélio Ruediger e Vicente Riccio.
A pesquisa aponta um dado importante, mas que precisa de aprofundamento para podermos avançar, naquilo que os pesquisadores constataram, que é tão somente a ponta do gargalo que sufoca e elitiza o processo de educação profissional nas instituições militares.
Nas instituições militares, temos um processo de formação/educação dicotômico, que de um lado estabelece diretrizes para o curso de formação dos executores, ou seja cabos, soldados e sargentos, que em Minas recebe o clamoroso nome de curso técnico de segurança pública e curso de formação de sargentos respectivamente, mas na maioria dos estados brasileiros, de curso de formação de soldados, mas de outro lado temos o curso de formação de oficiais, em que se forma os executivos, por assim dizer, já que estes atuam quase que exclusivamente nas esferas de planejamento estratégico, mesmo que muita vezes sem nunca ter assentado em uma viatura policial.
Assim se originam os homens que cuidarão da segurança pública dos cidadãos, já discriminado dentro de sua própria organização, pois se de um lado lhe é outorgado poder, de outro muita mais responsabilidade, pois diariamente lida com leis, direitos e deveres, obrigações, etc, sem contudo, receber uma formação consistente, principalmente na área do direito, que deveria ser mais extensa, possibilitando compreender mais de direito do que de lei, vez que essa traz em seu bojo quase sempre, alguma proibição ou dever para a sociedade.
Nos curso de formação de soldados, temos 09 (nove) meses de duração, enquanto o curso de formação de oficiais, tem duração de 04 (quatro) anos, mas com doutrina, como afirmei anteriormente, de executivos, ou seja os homens que mandarão, para usar um português mais claro.
Este distanciamento, mais do que dividir a organização, acaba por ser uma elitização que predominantemente, resulta em desagregação em todas as instâncias organizacionais, com prejuízos incalculáveis para a proteção e promoção da cidadania, que deveria ser a tônica na estrutura de poder da instituição, alimentando sub valores como a dissimulação, hiprocrisia, bajulação, sentimento de menos valia, entre muitos outros.
Para os que não sabem, é só perguntar para o praças, que obterão a resposta, há inegávelmente duas polícias, a dos praças e a dos oficiais, começando pela própria formação que é um viés de manutenção do poder e da dominação, pois até hoje muitos são penalizados, por buscarem melhorar sua formação intelectual e escolar, ou se começarem a se sobressair, muito rapidamente são cerceados e até transferidos para unidades, em que não possam “perturbar”.
Penso que a pesquisa que foi realizada é muito importante, mas se queremos respostas capazes de colaborar para a melhoria da segurança pública, devemos implementar estudos mais profundos, sobre a educação nas instituições militares, pois é certamente na origem que os problemas começam a ser construídos, e não no dia-a-dia da rua, onde o policial, além de cumprir seu dever luta também para sobreviver e conseguir sair ileso, de sindicâncias, comunicações disciplinares e IPMs, e o pior do linchamento moral sumário da imprensa, quando tudo que era para dar certo acabou dando errado.
No fim e como resultado de todo o processo de educação profissional, acaba-se por encarcerar o saber, em que poucos sabem muito e muitos sabem quase nada.
JOSÉ LUIZ BARBOSA, Sgt PM.
Presidente Associação Cidadania e Dignidade.
acesse nosso site:
www.cidadaniaedignidade.com.br
E-mail: cidadaniaedignidade@yahoo.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 12 de março de 2009

PMS CORONÉIS - 2º SGT PMMG JOSÉ LUIZ BARBOSA.

Prezado Cel Paúl:
Recebi de um amigo, professor Lúcio de Minas Gerais, a indicação de seu Blog, e pasme de fato por estes lados, de nada ficamos sabendo dessa mobilização, que pela primeira vez na história das Polícias Militares foi liderada e orquestrada pelos Coronéis, que diga-se de passagem tem uma enorme divida com os praças, mas não encare esta afirmação como revanche ou qualquer ressentimento.
Mas o que temos notado, e ai não se trata de uma percepção bairrista, mas de âmbito nacional é que todos os coronéis, com raras e honrosas exceções, estão mais preocupados com as benesses e prerrogativas do cargo, do que com a Polícia Militar, enquanto instituição.
Atualmente vivemos o estigma de sermos o responsáveis pela escalada da violência e da criminalidade, pois assim fomos condicionados, até para ser "leal" e "fiel" ao governador de plantão, mas como sargento que sou a 25 anos, percebo que todas mazelas políticas e sociais acabam por serem tratadas exclusivamente como problema de polícia, e até ontem, por que pode ser que hoje, algum coronel mais compromissado, possa de fato levantar estas questões senão em público pelo menos nas discussões de gabinete, o que acredito praticamente impossível.
Vivemos sob intensa pressão, mas ainda sim, cumprimos nosso dever de prestar segurança e proteção aos cidadãos, mesmo que para isso tenhamos que morrer, o que acontece com muita frequência em todas as unidades da federação.
Posso até estar enganado, mas se não nos conscientizarmos que precisamos mudar, e mudar significa começar com esta reengenharia internamente, sendo mais exigentes com nossos direitos de cidadania, ou então seremos lembrados em pouco tempo somente em livros de história, e isto senão contarem a história com a visão dos dominadores.
Tenho como pressuposto fundamental, que somente possibilitando um tratamento digno e cidadão ao policial, obteremos resultados mais satisfatórios na segurança pública, mas o que vemos e tem se repetido na história, são injustiças, abusos, ilegalidades, arbitrariedades e muitas outros atos que acabam por impedir e dificultar aos PMs, o exercício de sua cidadania e o respeito a sua dignidade pessoal e profissional.
Doí pensarmos que tantos dão sua vida em sacrifício da segurança pública, e temos tantas mudanças para discutir e melhorar nossa instituição. Talvez quem sabe se desmilitarizarmos não conseguimos avançar mais e instituir garantias para termos nossos direitos assegurados e nossa condição de cidadãos reconhecida, por que na realidade, até os cidadãos já se acostumaram em nos ver como cidadãos de segunda categoria ou mesmo subcidadãos.
A amargura, o desânimo acabam por nos acometer, pois o que todos querem, e ai o exemplo vem de cima é um lugar para completar nosso tempo para passagem a inatividade.
É triste, mas esta é a constatação, pois é isso que aprendemos ao longo de nossa carreira profissional.
Bem essa é uma breve análise e talvez um desabafo, mas é a triste realidade que vivemos e que está corroendo o tecido organizacional, mas uma verdade é incontestável, se formos extintos amanhã, a culpa não será dos pŕaças, nem dos oficiais, mas de todo coronelato, que sequer tem respeito próprio, pois são capazes de trair até seus próprios pares em disputas por poder ou promoção, ou por migalhas oferecidas pelos detentores do poder político, como soí acontecer no Rio e em todas as paragens brasileiras, e esses desvalores até os praças já internalizarão, e os transformaram em dissimulação e hipocrisia que são instrumentos de sobrevivência.
Um fraterno abraço.
José Luiz Barbosa, 2º Sgt PM.
Presidente - associação cidadania e dignidade.
Acesse nosso site: www.cidadaniaedignidade.com.br, aceitamos artigos para postagem.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 8 de fevereiro de 2009

POLÍCIA FEDERAL FARDADA - JOSÉ CARLOS NEDEL - PRESIDENTE DO SINPOFESC.



Sinpofesc

Polícia Federal fardada »
Por: José Carlos Nedel

Estratégia é o modo de atingir um objetivo usando de metas e de planos de ação. Figuradamente falando é como você imaginar um círculo que reúne dentro tudo o que você precisa, almeja, quer, mas que você não pode chegar e pegar. Há restrições. Por conta disto foi criada a estratégia, um caminho a ser percorrido com "técnica" para chegar ao objetivo.
Quando as pessoas reunidas para pensar e executar uma estratégia estão em consenso não existe problema algum, está tudo bem. Porém quando a união de idéias, ou pior, de ideais é conflitante, a estratégia deverá conter também a artimanha, ou simplesmente a grande volta. Infelizmente, interna corporis o DPF há um bom tempo é uma grande desunião e desilusão. Convivemos diariamente entre as mesmas paredes, mas bem longe uns dos outros.
A falta de perspectiva funcional e a falta de uma carreira têm levado a uma desmotivação crescente e sem precedentes dos servidores da Polícia Federal. Policiais e administrativos desiludidos abandonam a Instituição atrás de melhores perspectivas e paz. Ninguém mais pode negar ou omitir, embora alguns zoilos finjam que está tudo bem. Mas por isso eles são o que são, patetas que não percebem nada.
Nada sobrevive fazendo de conta. Só Alice no "País dos Patetas". Não aprendem que as pessoas são o bem mais importante, não as pistolas modernas, os programas de última geração ou um par de botas novas. E todos ao seu tempo vão pagar caro pelos prejuízos que causaram de forma mal intencionada ao DPF. Tanto aqueles que estão emperrando que esta Polícia Federal modernize-se, avance e seja realmente uma propriedade do Brasil e dos brasileiros, e não de alguns poucos.
Outros seremos nós, servidores administrativos e policiais, sindicatos e federação se virarmos as costas de maneira covarde, com a mera desculpa de que não podemos fazer nada, é muito difícil e deixamos vilipendiarem a Instituição Polícia Federal. É nossa obrigação funcional lutar contra toda desordem e grau de desmando, bandidagem ou crime.
E se por acaso, ainda assim você perder a perspectiva desta luta em prol de uma Polícia Federal moderna, democrática, eficiente, equilibrada e justa, olhe no rosto, nos olhos de quem você ama de verdade, para perceber que você precisa deixar uma PF melhor do que quando você entrou.
Não vamos deixar que a Polícia Federal vire somente uma grife. Não vamos deixá-la continuar pregando moral de cuecas: obrigando os que erram a serem justos e cumpridores das leis, e dentro da sua casa ignorar olimpicamente o que é certo. Portanto, fique atento enquanto nossos adversários não mudam ou não provam que mudaram, haverá as estratégias, as artimanhas, as voltas para chegarem aos seus objetivos.
Estou falando isto, porque certa vez sindicatos e Fenapef lutaram contra uma Polícia Federal fardada. Na ocasião tentavam desvalorizar a todo custo a nossa conquista do nível superior através da Lei 9266/96.
Através da MP 51/2002 tentaram criar uma polícia dentro da polícia, foi a Guarda de Polícia Federal. Despolitizada como deve ser, dizia um ex-superintendente que passou por aqui.
O Brasil todo mobilizou-se e neutralizamos a tentativa de retrocesso. Estratégia mal intencionada, porém estratégica. Dependendo da situação é dar uma grande volta para atingir um objetivo. Escrevi no início. Não tão novo, mas a Divisão de Comunicação Social do DPF informou a "aquisição de uniformes aos servidores policiais".
Engraçado que parando para observar melhor, a cada dia que passa sem que percebamos estamos cada vez mais fardados. O exagero chega a ser cômico ou preocupante, como foi o caso de um colega flagrado num final de semana em um restaurante com a família, todo de preto... Imaginem? Foi o que contou um presidente de Sindicato numa AGE da Fenapef.
Nada de errado se for para melhorar o que fazemos. Mas não é possível confiar sem desconfiar da turma do lado de lá. Não pretendo esgotar aqui os prós e contras do uso "das fardas", mas fazer com que todos reflitam sobre as estratégias ou artimanhas.
Mas não pára. Prepare-se que vem aí uma nova geração da polícia, a "polícia terceirizada". Então vai ficar aí parado fingindo que não é com você?

JOSÉ CARLOS NEDEL

Presidente do Sinpofesc
Fonte: Sinpofesc.



PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

terça-feira, 8 de julho de 2008

FENEME - LONGE DA REALIDADE PEC PRETENDE TRANSFORMAR DELEGADOS EM JURISTAS.

Site da FENEME.
08 de julho de 2008.
Longe da realidade PEC pretende transformar delegados em juristas.
Valacir Marques Gonçalves - Agente da Polícia Federal.
As polícias brasileiras estão vivendo uma situação surrealista. Os delegados de polícia estão lutando para implantar algo difícil de ser imaginado até mesmo pelos novelistas mais consagrados do horário nobre. Tal qual os autores televisivos, eles estão escrevendo um folhetim em que o enredo está sendo tramado somente por eles.
Este tipo de proposta idealizada pelos delegados não ajuda em nada o nosso país a encontrar soluções para o grave problema da segurança pública. Nosso povo está sendo trucidado pelos bandidos, enquanto pessoas que ocupam cargos importantes como eles não se preocupam em apresentar soluções para que isso tenha um fim.
Milhares de policiais estão vendo alguns tentarem implantar, através de uma Emenda Constitucional, um sistema em que "executivos de inquérito" serão promovidos a "agentes políticos". No ideário dos beneficiados, os policiais que estão na linha de frente, que investigam e prendem, passarão a ser "usados" como uma mão de obra barata e "desqualificada", que ficará à disposição da emergente classe, agora equiparada aos membros do Ministério Público e do Judiciário, principalmente na parte referente aos salários.
Os delegados estão tentando fazer passar no Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional totalmente desconectada da realidade. Quando tomei conhecimento dela, fiquei impressionado com a competência dos novos alquimistas, pois pretendem transformar em coisas ruins (para não dizer coisa pior) o pouco de bom que ainda resta no sistema policial brasileiro.
Preocupam-se somente em consolidar uma estratégia que impede qualquer avanço que ajude o país a sair dessa crise de segurança que atormenta a todos. Acham que todos devem engolir esse produto (mal) acabado que apresentaram para um Congresso que precisa saber exatamente o que está decidindo e a importância da transformação que estão tentando implantar quando, entre outros absurdos, tentam modificar o artigo da Constituição Federal que prevê a Polícia Federal como uma instituição instituída em carreira única.
Como tantos outros, tenho amigos entre os delegados. Mas uma questão precisa ser colocada na mesa: na reunião feita em Brasília para elaborarmos uma proposta de Lei Orgânica para a Polícia Federal foi impossível qualquer tipo de acordo, pois foram evidentes os espetáculos de arrogância explícita e intimidatória, sendo inviabilizado qualquer tipo de entendimento. Agora, no Congresso Nacional, é realizado mais um capítulo dessa disputa que não precisaria estar acontecendo, pois toda vez que nos apresentamos desunidos — nos mais variados fóruns — fomos vencidos. Quanto isso não aconteceu e houve um arremedo de união, conseguimos avançar.
A desunião voltou com força. Perdoem-me os interessados, mas esta Proposta de Emenda Constitucional que pretende transformar delegados em juristas me fez lembrar da piada do turco. Acreditem, não é desrespeito, não é ironia, mas é inevitável a associação. Assisti a um filme iraniano com o nome de "Gosto de Cereja" no qual é contada a tal piada que reproduzo agora. Dizem que um turco foi ao médico e disse: "Quando toco meu pescoço, dói; quando toco minha cabeça, dói; quando toco meu corpo, dói". O médico respondeu: "Não tem nada de errado com seu corpo, é seu dedo que está machucado". Está aí a associação: fazer parte das carreiras jurídicas deve ser bom, ser chamado de "Excelência" deve fazer bem ao ego, ganhar um salário (sempre) competitivo, melhor ainda. Como podemos ver, os delegados se preocupam com vários detalhes importantes e sadios, mas o que está doente é a idéia, a absurda idéia de transformar policiais em juristas. Ela está doente por uma simples razão: a insistência em olhar as coisas com apenas uma perspectiva, a egoísta e elitista perspectiva deles.
A segurança do Brasil já tem problemas demais, ela não funciona, ninguém precisa deixá-la pior ainda. Para acabar de vez com a tranqüilidade dos brasileiros, não precisamos de uma proposta como esta, que implantará o caos em todas as polícias, pois aumentará, entre os policiais, distâncias já inaceitáveis. Está na cara que estão sofrendo do problema do turco — querem aumentar prerrogativas, querem ganhar bem mais do que seus pares, mas o que está doente é o dedo; o dedo que apontou para alguém criar esse monstrengo.
Ainda há tempo das coisas serem mudadas. Se isso não for possível, só nos restará o confronto. Vamos mostrar aos congressistas que o Brasil precisa de uma polícia que seja polícia. Eles precisam saber o que é melhor para a sociedade. Policiais, promotores, juízes, advogados; todos sabem ou deveriam saber suas atribuições. O país precisa ter certeza de que eles não desconhecem seus ofícios.
Não poderia concluir sem um último comentário. Sou do tempo em que não existia grampo. Andei dezenas de quilômetros a pé, e até jumento era usado para os deslocamentos em lugares remotos. Entrei jovem para a instituição e muito tempo passou. Desde o início convivi com coisas boas e também com todo tipo de vaidade e prepotência. Com alegria e orgulho vejo, hoje, uma Polícia Federal forte, respeitada e reconhecida como uma das instituições em que o povo mais confia. Para chegar nesse ponto não foi preciso o auxílio de "juristas". Não foi preciso termos em nosso meio "agentes políticos". Fizemos concurso para policiais e é o que temos orgulho de ser. Está na hora de entendermos que, se estivermos unidos numa carreira única, a PF será mais forte ainda. Todos precisam entender que os nossos adversários precisam estar do outro lado. Chega de confronto. Chega de discórdia.
O dedo do turco precisa ser curado..
Revista Consultor Jurídico, 27 de junho de 2008.
Sobre o autor Valacir Marques Gonçalves: é bacharel em Direito, agente da Polícia Federal e jornalista.