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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PREZADO SARGENTO FOXTROT E PREZADO BOMBEIRO MILITAR.

COMENTÁRIO POSTADO:
Senhor Coronel Paúl,
Tenho profundo respeito ao senhor e aos Oficiais de bem da nossa Polícia Militar. Não tenho a menor intenção em ser desrespeitoso com quem quer que seja - subordinado ou superiores -, pois apesar de entender que algo precisa ser mudado urgentemente em tal instituição, ainda a tenho como militar e, por isso, sigo sempre pela legalidade. Inconcebível, não é ser Praça discorrendo sobre pretensas mudanças na administração, creio ser proveitoso debater ordeiramente, até pelo fato de que, no passado, meu pares não dispunham de voz para tal;inconcebível é tentar desclassificar alguém, e os seus pensamentos, pelo fato de não ser Oficial. Ilustre Coronel a quem já estive subordinado diretamente, sei o quanto anseias por mudanças, assim como sei o quanto amas ser militar. O fato é que sua inteligência, experiência e sofrimentos o fizeram ver que, ou lutemos por uma polícia eficiente e respeitável, ou nos conformemos com o repúdio das pessoas de bem.
Não sou o dono da verdade,minhas sugestões podem não ser as melhores, mas tenho a ceteza que o senhor posta os meus textos porque sabes que aqui há um dos tantos homens de bem desta polícia querendo vê-la a salvo dos verdadeiros inimigos... mesmo que para isto ela tenha que mudar de nome e regime.
No mais, fico feliz por ter a certeza de que, em uma nova polícia ostensiva, precisaríamos dos respeitáveis Oficiais Policiais e suas experiências na CI, Corregedoria e outras atividades cuja a honra e respeito são ainda presentes em muitos Oficiais e Praças da PMERJ.
Quando o senhor acreditar que redigi algo desrespeitoso a quem quer que seja... pode recusar, continuarei querendo uma polícia melhor, mas o meu respeito pelo o que o senhor representou na PM continuará o mesmo, inabalável.
Sgt Foxtrot (livre para expor seus pensamentos, mesmo que eles desagradem os donos do queijo).
COMENTO:
Hoje, ao longo do ato de solidariedade ao Capitão BM Bandeira, vivenciei dois momentos diametralmente opostos. Um extremamente desagrável, que deve ser esquecido e não comentado. Outro, especialíssimo e que merece ser enaltecido. O ato dessa quarta-feira, apesar da significância própria de cada ato, foi um ato semelhante a quase uma centena de outros que já promovemos e/ou participamos, envolvendo poucas pessoas, isso até o momento que tive conhecimento do esforço desenvolvido por um Bombeiro Militar, na tentativa de transformar o seu veículo particular em carro de som. Não sendo técnico no assunto, ele deu seu jeito e fez as adaptações, para que o evento pudesse ser melhor desenvolvido. Parabéns, bravo herói do fogo, você é um digno exemplo para todos. Não o identifico por não ter a sua autorização.
Prezado Sargento Foxtrot, você me entristece, tendo em vista que você é um anônimo que eu gostaria muito de abraçar, de conversar e de aprender com você. Como você diz que já ombreamos no trabalho, logo que for possível, estabeleça um contato comigo, será um grande prazer. Não se preocupe, procuro coibir comentários ofensivos, embora tenha permitido algumas trocas de farpas, recentemente, pois parecia briga de criança. Aliás, como todas que procuram aumentar os muros que separam os Oficiais e os Praças, um comportamento atávico e improdutivo. No seu caso específico, a discussão sobre um novo modelo de sistema policial no Brasil precisa ser aberto a todos e a todas as ideias, pois a solução pode estar na cabeça de um jovem policial, que ninguém duvide disso. Portanto, a discussão é ampla, geral e irrestrita. Afinal, se da cabeça dos Coronéis e dos Delegados só saíssem ideias brilhantes, as polícias não seriam o retrato da ineficiência que são.
No nosso espaço democrático todos e todas têm voz.
Juntos Somos Fortes!

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO – OPINIÕES.

Prezados leitores, bom dia!
1) Caro oficial,
Não sei por qual motivo defendes tanto este sistema que ninguém suporta mais. A mídia, o povo, as praças e tantos outros não depositam confiança na nossa PM. Lá se vão mais de 200 anos e não conseguimos prover a tão falada sensação de segurança nem conquistar o respeito mínimo das pessoas. São tantos casos para estudo indicando que algo precisa mudar, que chega a ficar feio vê-lo, de maneira frenética, rebatendo todo tipo de argumentação que apenas visam melhorar o atendimento da polícia ostensiva aos nossos familiares e amigos. Parece vaidade mesmo. Sair em defesa de algo que TODOS sabemos não funcionar, parece-me legislar em causa própria. Ter estudado medicina legal e outras disciplinas enchem o nobre oficial de orgulho, mas não tem resolvido o problema do nosso povo: POLICIAIS PRATICANDO O POLICIAMENTO OSTENSIVO NAS RUAS para garantir vidas e patrimônios, ao impedir atos criminosos pela PRESENÇA.
No mais, não somos inimigos, não fique aborrecido... apenas estamos usando aquilo que praças de outros tempos não ousariam usar: o pensamento. ISTO É DEMOCRACIA, e é por posturas como a sua que uma polícia militar não cabe mais.
Obrigado aos policiais ostensivos que desejam mudar o que já está provado não ser útil - mesmo que a minha sugestão não seja a melhor - e ao Cel Paúl por não censurar o pensamento desenvolvido por se tratar de um praça.
O primeiro passo para melhorarmos como instituição, é reconhecer que há algo de errado... e precisa ser mudado mesmo que os espadins não tenham mais utilidade.
Sgt Foxtrot (anônimo - já sabem o porquê -, mas vitorioso por ter espaço para externar o pensamento com respeito aos oficiais do bem)
2) A que ponto chegamos. Um problema tão complexo quanto a decadência institucional da PMERJ apresentada de forma tão simplória e com soluções tão absurdas. Fica difícil dar credito a quem só enxerga a PM de baixo para cima e se arvora em conhecedor profundo da Corporação, mesmo de sua alta administração, cujo funcionamento ate mesmo muitos oficiais desconhecem. Creio na critica construtiva, mas apenas por quem tem conhecimento para fazê-la. Sargento discorrendo sobre o modelo policial mais adequado ao Brasil chega a ser risível. Que estudo tem para isso? Em que baseia suas teses? Vá estudar. Se não quiser, vá pentear macacos e nos poupe de tanta besteira. Militarismo não e sinônimo de ineficiência, muito pelo contrário. Baderna, indisciplina, amadorismo sim atravancam o serviço público de qualidade.
Cel Paúl, o senhor concorda com tanta asneira, como a que publicou no texto? Duvido.
Anônimo.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO – COMENTÁRIOS.

COMENTÁRIO POSTADO:
1) Coronel Paúl, sou Sargento PM formado pelo CFS I/2005. Tenho 19 anos de caserna e 16 em unidades operacionais; contudo, sempre procurando entender as mazelas de nossa Instituição... Mesmo sabendo que Praça só pode mudar a si próprio, como eu fiz.
Se a PM é considerada improdutiva, deve-se exclusivamente ao fato de que deixamos de nos comportar como policiais ostensivos para nos comportarmos como infantes implacáveis – sem contar que nossos administradores não se contentam com a missão atribuída pela Constituição e vivem querendo “abraçar” outras missões do poder público –, então expõe a PM aos constantes e severos corretivos da mídia, políticos e população.
A Instituição se recusa a acompanhar as mudanças ocorridas na sociedade desde o início do processo de redemocratização, bem como as mudanças no perfil do seu público interno. Desde 1993, quando entrei para o CFAP, vejo o policial “holywoodiano” sendo explorado (depois abandonado) e, ao mesmo tempo, sendo exaltado pelos comandantes: esqueceram que as práticas dos anos 1970, por exemplo, não caberiam mais. Os oficiais continuaram tratando seus soldados como meros cumpridores de ordens, porém, perderam a honra dos oficiais de outrora: hoje, praça trabalha para o oficial “X” e não para a PM. Esqueceram também que a globalização, a influência das liberdades de imprensa e pensamento fariam com que tudo fosse acompanhado em tempo real de qualquer parte do mundo.
Um número sem fim de Unidades/PM é criado constantemente, apenas, para abrigar mais um comando e mais um estado maior, mas o policiamento ostensivo sagrado de cada dia... às favas. Hierarquia não é problema, mas solução. E é isto que anda faltando na PM. Vemos os oficiais tratando o serviço (e praças) como instrumento particular para “ganhar algum”, o famoso policiamento vendido nunca foi investigado pelas corregedorias porque oficial é corporativista com oficial, e em casa militar oficial é deus.
Por conseguinte, essa organização militar farsante não condiz com uma democracia. Usar uniformes, simplesmente, não a tem feito presente. Por que tantos oficiais aquartelados e tão poucos praças policiando as ruas? Usar militares na defesa da sociedade? Nunca! Pois o pensamento militar é pensamento de guerra, quando o que se espera prover ao cidadão é a paz. Quando se fizer necessário usar uma força militar para defender o povo, as FFAA estarão lá para fazê-lo, pois o inimigo será um estrangeiro. E no caso de uma intervenção especial – como, por exemplo, os casos em que haja tomador de refém – aí sim, poderiam usar uma unidade tática. Um soldado é aquele profissional treinado para cumprir as ordens superiores de maneira incondicional; um policial profissional em tese treinado para cumprir e fazer cumprir as leis em prol da convivência harmoniosa entre os indivíduos daquele povo, precisa pensar e decidir sozinho porque passa a maior parte do tempo sozinho sendo o mediador das crises.
2) A Polícia Civil é tão ineficiente quanto a Polícia Militar, sim. Mas devemos considerar suas especificidades. O que falta à Civil são investimentos para capacitá-la na arte de investigar e menos ingerência eleitoreira. Ela é ruim, mas não o é porque é um órgão civil. Pois se o fato de não ser militar fosse o seu aleijão poderíamos dizer que a Microsoft, a Coca-Cola e tantas outras empresas bem sucedidas são dirigidas por generais. Falta levar a Polícia Civil ao seu papel constitucional, mas isso não se realiza sem recursos financeiros e investigadores nas ruas sem uniforme, com veículos descaracterizados de verdade, aparato tecnológico e pensamento científico. Hoje, temos uma polícia judiciária que se limita em registrar ocorrências e inventar factóides para apresentar ao MP; temos uma polícia judiciária verificando pagamento de IPVA de motociclistas infratores; temos uma polícia judiciária fardada e brincando de operações especiais (vide a CORE), e, quase na totalidade, somente resolve crimes com prisão em flagrante delito ou denúncias anônimas.
Por tudo isto, precisamos reformular o sistema policial brasileiro. Não precisamos de uma polícia ostensiva que não se faz presente nas ruas, mas voa, navega, entra em florestas, etc.; mas também não precisamos de uma polícia judiciária que não elucida os crimes, mas voa, veste uniforme e apresenta inquéritos muito mal instruídos ao MP, possibilitando ao malfeitor permanecer nas ruas rindo deste sistema esdrúxulo e antiquado.
3)Desmilitarizando a PM teríamos uma Instituição com a maior parte dos seus integrantes patrulhando as ruas. Pois a escola formadora de oficiais encharca a PM com tantos homens em gabinetes, mais de 70 novos administradores por ano copiando, colando e carimbando os mesmos papéis de sempre. Note que a expressão patrulhar, numa acepção mais moderna, nada tem a ver com deslocamentos militares, mas sim com o modo dinâmico de promover segurança. A PMERJ, por exemplo, está sendo engolida pela Guarda Municipal, que veste uniforme, entra em forma, mas na execução dos serviços não é militar (inclusive vem sendo mais ostensiva que a PM).
Essa nova Instituição Policial teria hierarquia como em qualquer empresa, mas não seria força auxiliar do Exército – que hoje pode se servir de qualquer cidadão ao convocá-lo – nem teria como premissas profissionais sem direito algum daqueles tantos previstos no Art. 5º da CFB, pois é inconcebível ter um homem desrespeitado diariamente e depois exigir que ele respeite o seu público. Repito: o pensamento militar não é condizente para o trato polícia e cidadão.
Grosso modo, a base da pirâmide dessa nova polícia ostensiva – cuja denominação poderia ser esta mesma – seriam os agentes policiais uniformizados, a pé, em veículos, em duplas ou quartetos circulando pelos bairros. Não seriam necessários tantos quartéis com suas famigeradas instalações e burocracias, as quais, hoje, aprisionam Tenentes, Capitães, Majores, TenCel, Coronéis e Praças em gabinetes que poderiam ser geridos por gente contratada para atuar em único local. Exemplo: Divisão de transportes, de pessoal, de finanças, de logística, etc., em um mesmo prédio (hoje, vemos dezenas de quartéis). A atividade operacional seria gerida por um número menor de superiores, diferentemente do que se pode ver nas polícias militares do país: incontável número de oficiais com suas medalhas e barretes sem saber o que é policiar uma rua. Corregedorias fortes e imparciais seriam imprescindíveis, porque as de hoje não acompanham de perto o público interno e ainda são lotadas por muita gente que, apesar de ter o nome limpo nos órgãos de proteção ao crédito – uma das principais exigências para trabalhar lá –, se sofrerem uma devassa por órgão superior, serão esvaziadas.
Esta nova polícia ostensiva seria subordinada ao Ministério Público Estadual, órgão isento das manipulações políticas. Os chefes dos agentes seriam como os capitães do departamento de polícia Yankee, isto é, aproveitaríamos aquele modo de se fazer presente nas ruas.
“Enfim, Precisamos de uma nova concepção para formação de policiais destinados ao policiamento ostensivo”. Precisamos de uma polícia ostensiva de verdade!
4) Fala-se em reforma política, reforma previdenciária e outros tipos de reforma. Por que não falamos em Reforma Policial a nível nacional? Boa discussão, Coronel Paúl!
O ideal para que pudéssemos ter uma polícia transparente seria a subordinação direta ao Ministério Público que é órgão independente – não pode ser submisso a partido político, nem se permite ser. E, assim, sem intervenções que visam atendimento de assuntos pessoais ou políticos, sem o toque de “chefes” elegíveis ou daqueles que têm pretensão de se tornarem elegíveis, fazendo falsos discursos moralistas para os policiais, mídia e sociedade, possamos um dia contar com policiais que se atrelem, somente, com a missão constitucional, ou então teremos que nos conformar com este modelo arcaico de polícia e de fazer segurança pública, sob pena de pagarmos um preço alto pela falta de desejo de uma reforma, num futuro não muito distante. Se nós acreditarmos que lutar por uma polícia melhor é morrer por uma causa perdida, sem merecer qualquer consideração, então, no mínimo, nossas consciências terão de pagar o preço pela falta de paz que nossa covardia está plantando: nossos filhos e netos colherão violência urbana desenfreada em safra muito mais farta do que esta que herdamos de nossos pais e avós.
Sgt Foxtrot (anônimo por não ser reconhecido cidadão, mas sim PM).
Juntos Somos Fortes!

domingo, 15 de janeiro de 2012

COMENTÁRIOS SOBRE O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO - UMA IDEIA.

"Venho a este espaço democrático, humildemente externar minha opinião sobre o modelo que poderia ser adotado no Brasil. O mesmo modelo da França, mais especificamente o da PNF (Polícia Nacional Francesa).
A França tem duas instituições policiais: a Gendarmerrie e a PNF, exercendo ambas, tanto a função de policiamento ostensivo como a de polícia judiciária. A primeira é subordinada ao Ministro da Defesa, é oriunda do Exército (nasceu como um braço deste, na época em que as funções de segurança pública cabiam as forças armadas) e só ainda existe, sob críticas, por ser uma corporação que guarda tradições oriundas da revolução francesa. Mas mesmo assim, perde espaço a cada ano, porque se antigamente atuava em cidades com população abaixo de 200 mil habitantes (as com população acima deste número ficam com a PNF), hoje só atua em cidades com população abaixo de 50 mil habitantes. Além do limite de atuação ter sido reduzido em função do número limite de habitantes ter caído, sua atuação foi também reduzida pelo crescimento populacional das cidades (quando a cidade passa do limite populacional estabelecido, passa a ser área de atuação da PNF), de maneira que se no início do século XX cobria quase 90% do território francês (a PNF praticamente se limitava à capital), hoje cobre apenas um pouco mais de 20%. As estimativas de acordo com o crescimento populacional projetado são de que em dentro de 25 a 30 anos, a Gendarmerrie se extinga por completo, passando a PNF a ser a única força de segurança no território francês, pois os pouquíssimos povoados com população abaixo de 50 mil habitantes não vão justificar a existência e manutenção de uma força militar.
Pois bem, a PNF é comandada por Comissários de Polícia (comissaire de police), necessáriamente bacharéis em direito, que exercem algumas funções típicas do Poder Judiciário (por delegação), como avaliação das prisões e instrução criminal em alguns tipos de delito. (faz o papel do Juiz de Instrução, tal qual o Delegado de Polícia fazia no Brasil nas contravenções e crimes de trânsito até a Constituição de 1988).
Mas o início da carreira se dá no policiamento ostensivo, começando a pé, e posteriormente motorizado, na função de agente (agent), cujo requisito para ingresso é a conclusão do ensino secundário.
Vai prosseguindo na carreira, e após cerca de 10 anos, se tiver os cursos de especialização necessários, pode passar a atuar na área de investigação, sendo promovido a inspetor (inspecteur).
Após 5 anos como Inspetor, se tiver concluído o curso de direito, pode se habilitar à reserva de vagas para o concurso público para comissário. 50% das vagas de comissário de polícia são reservadas aos inspetores de polícia, enquanto o restante é aberta ao público externo. Caso o número de aprovados oriundos do concurso interno não preencha a reserva legal de 50% das vagas (o que é relativamente comum), tais vagas são preenchidas por candidatos aprovados na ampla concorrência, obedecendo-se sempre, é claro, a ordem de classificação.
Deste modo, se mantém na gestão da segurança um certo equilibrio entre a experiência policial e o conhecimento jurídico acadêmico necessário a operar a segurança pública. Há também uma carreira, estimulando os que exercem policiamento ostensivo a estudarem e subirem na carreira para chegar a realizar investigações, podendo até mesmo virem a exercer funções de comissário.
Ao meu ver seria um modelo ideal para o Brasil, pois a existência de similaridade entre a natureza de alguns cargos tornaria a transformação do modelo atual perfeitamente possível e factível na prática, trazendo um aperfeiçoamento fantástico.
Saudações.
Guilherme Freire Dib
Agente de Polícia Civil - PCBA".
Comento:
Agradeço a excelente colaboração.
Porta de entrada única, isso é primordial para a construção de polícias (ou polícia) de boa qualidade. Todos precisam entrar através de concurso público (terceiro grau completo) e pela base da instituição. As promoções devem ser mediante avaliação de desempenho constante, concursos e cursos internos. O fim dos concursos externos direto para Oficial e Delegado é imperioso, isso é um atraso enorme.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 14 de janeiro de 2012

BLOG COMENTÁRIOS SOBRE O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO - COMENTÁRIO POSTADO.

COMENTÁRIO POSTADO:
"Não vejo a entrada de jovens bacharéis em direito, direto como delegados das polícias civis e federal, com bons olhos também. Isto porque, principalmente nas polícias civis, o que vemos são moças e rapazes fazendo um breve estágio para ascender ao Ministério Público e outras carreiras pertinentes aos formados em direito. Não se veem mais nas delegacias os delegados de polícia, mas sim os tais "estagiários" o que em muito enfraqueceu as posturas da autoridade policial como profissional policial; por vezes, encontramos nas delegacias verdadeiros artistas de televisão, isto é, "delegados" com sede de exibicionismo para telejornais e afins. Por outro lado, aquelas figuras grotescas e autoritárias do passado, verdadeiros deuses da polícia judiciária, foram perdendo o espaço.
Mas, por analogia ao que fora posto no seu bem redigido texto - este que agora é objeto do meu comentário -, comparo a entrada daqueles jovens bacharéis em direito na carreira de delegado com a entrada dos adolescentes alunos oficiais da Academia de Polícia Militar. Não podemos imaginar um cidadão entrando na Polícia Militar direto como Coronel PM porque um cidadão GRADUADO EM DIREITO e aprovado em concurso específico entra direto como Delegado na Polícia Civil, até pelo fato de que são cargos com funções extremamente diferentes. Um Coronel é um militar que, no caso das Polícias Militares, atingiu o maior posto "militar" e, por isso, tem precedência sobre os demais, apenas administrativamente... e somente isto. Um Delegado de Polícia é a autoridade policial, responsável pelo inquérito policial, investigações, formatação e condução até o representante do MP. São coisas muito, mas muito diferentes mesmo. Não entendo porque Coronel adora ser comparado a Delegado; no entanto, não vejo Delegado querendo ser como Coronel
Aberração maior do que um jovem delegado aprovado nos difíceis exames àquele mister, cuja profissão será sempre adornada pelas leis e jurisprudências, são os meninos Aspirantes e os Tenentes da PM formados, apenas, em Regulamentos Militares, cuja profissão é sempre adornada pelas tradições de um exército. Aspirantes comandam, por exemplo, Sargentos com vasta experiência em "POLÍCIA OSTENSIVA". A PM, por amor a uma tradição que, diga-se de passagem, em nada representa a missão constitucional de uma polícia ostensiva, preocupa-se em fomentar a tradição militar, com coisas como bicho, veterano e continência, para brincar de exército com homens experimentados em todo tipo de violência e conflitos sociais (praças),abusando dos direitos humanos de Soldados, Cabos e Sargentos para provar a todo custo uma "superioridade técnica" de um jovem Tenente possuidor de muita teoria militar (o qual, na maioria das vezes, irá até o posto de Coronel sem nunca ter praticado o policiamento ostensivo) em detrimento daqueles que de polícia ostensiva são especialistas pela excelência conquistada nas ruas ao longo do tempo atendendo todo tipo de ocorrência policial e nunca desfrutarem das pompas pertinentes ao oficialato: OS VERDADEIROS AGENTES DA POLÍCIA OSTENSIVA, PRAÇAS.
A nossa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foi transformada nisto que é graças a passagem do bastão e pensamento de um Coronel para outro que um dia será coronel. O aluno-oficial não está preocupado em ser policial militar, mas sim um militar aguardando sua vez de ser coronel.
Por fim, quem sabe se uma mudança nas formas de entrar para a PM, como por exemplo o fim da escola de oficiais para criação de única entrada pela escola de soldados também pudesse fornecer mais experiência aos "administradores" da Polícia Ostensiva. Oficial não tem e nunca terá experiência de polícia ostensiva, pois não realizam policiamento ostensivo. Oficial passa 30 anos na PM frequentando almoços, jantares, recebendo e distribuindo plaquinhas com homenagens, medalhas, procurando soldado sem chapéu na cabeça para prender,etc. 
Anônimo".
Você concorda? Discorda?
Acesse o blog e comente (Link).
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO – COMENTÁRIOS:

Comentários postados:
1) Eu sou a favor do modelo americano de polícia, podendo este ser empregado aqui no Brasil nos estados da federação. O modelo compreende uma única polícia, na qual todos os policiais entram de uma única uma forma e com o tempo adquirindo experiência esse policial pode ser promovido através de méritos e/ou concursos internos.
Veja o site de recrutamento da polícia de Nova Iorque: http://www.nypdrecruit.com/ , lá mostra como funciona a carreira policial, as oportunidades de crescimento, salários, benefícios, a forma de ingresso, etc.
Para quem gosta da profissão e que não se imagina fazendo outra coisa o sonho seria grande termos uma polícia no mesmo modelo de lá. :/
Anônimo.
2) Segurança Pública não é só polícia. Trata-se de um sistema que envolve advogados criminais, legislação, Justiça Criminal, Ministério Público, Sistema Prisional, polícias etc.
Querer tratar do tema apenas falando de polícia é o mesmo que dizer para comprar pneus novos para um carro velho e tudo está resolvido, ou que basta o avião ter um painel de instrumentos somente e está apto a voar.
Não quero ser pessimista mas, alguém com uma certa idade que tenha visto o Trânsito do Rio operado pela PM e depois operado pelas prefeituras pode informar se possuem a mesma sensação de haver piorado ou foi somente fruto da péssima Engenharia e do aumento de carros?
Anônimo.
3) A julgar pela opinião da maioria das pessoas que conheço, (a imprensa) está no caminho errado. Temos exemplo da "entrevista" com a Cidinha, neste blog, que não é exceção. Quem ainda não ficou indignado quando um assunto relevante é anunciado e, na hora "h" mostram 3 minutos de matéria editada, não deixando quem sabe do assunto falar adequadamente e o resto propaganda e abobrinhas do tipo opinião de famosos e cenas de chororô?
Faustão é um exemplo: fala mais que os entrevistados, coloca palavras na boca dos outros.
Bolsonaro quase não aparece pra nada na grande Imprensa, a não ser quando é pra tentar crucificá-lo. Sua opinião não vale para a Imprensa, mas é um deputado como qualquer outro. O saudoso Enéias, também não tinha espaço e era editado pra parecer maluco. Mas era um cara com muito estudo, médico, professor. Mais interessante para a Imprensa é mostrar as falas de algumas figurinhas marcadas.
As manchetes e os assuntos tratados em sua maioria são a ex-BBB posando nua, o tiro no carro do Adriano e por aí vai. Ninguém insiste ou pergunta por que foi feita uma grande operação pra prender bicheiros só agora, depois de tantos anos de governo. Ninguém exige das autoridades explicação sobre o patrimônio desses caras, como um deles juntou 4 milhões? Como adquiriram, reformaram decoraram imóveis da maneira mostrada? Foi em seis meses? Aonde estavam governador, prefeitos, deputados, vereadores, juízes, promotores, delegados, secretário de segurança, PMs etc. todos esses anos? Mostrar o coronel preso foi como abutres em carniça. Por que não como abutres na casa do governador para indagar isso tudo? Por que não como abutres em cima dos deputados federais para perguntar por que não legalizaram a jogatina? A Imprensa não entra nesses assuntos e o povo continua inerte, carneirinhos treinados (ou raposas coniventes). Por esses motivos e inúmeros outros, a Internet passou a ser a melhor maneira da gente se informar, usualmente através de blogs e sites mantidos por gente que não tem espaço algum na Imprensa atual, mas possui credibilidade conquistada pela postura democrática, por possuir argumentação e qualidade da informação. Outro dia recebi uma mensagem com um texto muito bom de uma cara formado em Filosofia falando sobre as estatísticas de segurança pública em São Paulo. Ele foi por lado completamente diferente das autoridades, mas com argumentos coerentes, colocando em dúvida as razões apresentadas para certas reduções de criminalidade anunciadas. Aonde mais poderia ler ou ouvir na íntegra o que o cara expôs, sem edições sensacionalistas?
Anônimo.
4) O blog é democrático. Avisem a alguns que postaram neste tópico que não é sacanocrático.
Em segundo lugar, queiram não utilizar a "sociedade" quer isso ou quer aquilo, sem realizar um plebiscito. Fale em seu nome: "Eu quero e gosto ser hetero (ou homo)" e , não, "a sociedade quer que todos sejam hetero (ou homo)", entendeu? Corre-se o risco de acontecer o mesmo da época da campanha do desarmamento, onde "doutos", artistas, políticos e personalidades foram incansáveis em deitar falação sobre o que a "sociedade" queria. Na hora do vamos ver, não se aprovou. O que a "sociedade" realmente queria (e ainda quer) era os bandidos desarmados na cadeia e as pessoas decentes armadas até os dentes. Outra furada desse tipo foi a campanha do governo federal pela liberdade sexual, gastando milhões em material escolar de propaganda para crianças. Quando "a sociedade" soube de fato o teor do material (desenhos, DVD etc), que vazou na Imprensa, foi aquela grita. A maioria, parece, não queria aquilo, mas não posso afirmar, entendeu?
Só posso dizer que EU achei uma aberração e que EU gostaria que os envolvidos devolvessem aos cofres públicos o que gastaram.
Tente justificar as suas proposições com algo sólido ou exemplos, senão será igual aquilo que faz a Imprensa brasileira. Faz pergunta pro Bozo sobre segurança pública e quer ser formadora de opinião. Dizer que haverá economia por si só é chute. Fizeste acaso algum estudo como o último realizado sobre a elucidação de homicídios por parte da Polícia Civil no Rio, menos de 5%? É um dado antigo, sei, mas é único que dispomos porque, infelizmente, a Polícia Civil neste quesito não é tão transparente quanto a "truculenta" militar a qual divulga os seus dados mensalmente.
Dizer que pagar mais e investir na instituição fará isso melhorar é um tanto quanto óbvio, não achas? Se eu investisse 100 mil no meu fusca ele também poderia ficar melhor que um carro novo, lógico não?
Anônimo.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 25 de dezembro de 2011

REFORMA DAS POLÍCIAS - COMENTÁRIOS - PROPOSTAS.

Os nossos comentaristas estão externando suas idéias nos comentários sobre a unificação das polícias e sobre o fim do concurso externo para delegados, tenho acompanhando com atenção e estou evitando comentar  de propósito, considerando que quero fazer uma proposta. 
Consideremos hipoteticamente que o Rio de Janeiro é um país, portanto, podemos alterar o seu sistema policial. Sabemos que tanto a polícia ostensiva (Polícia Militar), quanto a polícia investigativa (Polícia Civil), são ineficientes no Rio de Janeiro. Partindo dessa verdade respondamos aos seguintes questionamentos:
1) A Polícia Militar é improdutiva em razão da sua organização militar? Por que?
2) A Polícia Civil não é organizada militarmente, porém é tão ineficiente quanto a Polícia Militar. Qual é a causa (s) que tamanha ineficiência da nossa polícia investigativa?
3) Desmilitarizando a Polícia Militar, como será organizada a nova Instituição?
4) Como será organizado o sistema policial do Rio de Janeiro como um todo?
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

VIOLÊNCIA: UM MILHÃO DE MORTES. MUDAR O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO É IMPERIOSO.

BBC - BRASIL:
Média de homicídios no Brasil é superior a de guerras, diz estudo.
Paula Adamo Idoeta.
Com 1,09 milhão de homicídios entre 1980 e 2010, o Brasil tem uma média anual de mortes violentas superior à de diversos conflitos armados internacionais, apontam cálculos do "Mapa da Violência 2012", produzido pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.
O estudo também conclui que, apesar da redução das mortes violentas em diversas capitais do país, o Brasil mantém um índice epidêmico de homicídios - 26,2 por 100 mil habitantes -, que têm crescido sobretudo no interior do país e em locais antes considerados "seguros".
Calculando a média anual de homicídios do país em 30 anos, Julio Jacobo Waisefisz, pesquisador do Sangari, chegou ao número de 36,3 mil mortos no ano - o que, em números absolutos, é superior à média anual de conflitos como o da Chechênia (25 mil), entre 1994 e 1996, e da guerra civil de Angola (1975-2002), com 20,3 mil mortos ao ano.
A média também é superior às 13 mil mortes por ano registradas na Guerra do Iraque desde 2003 (a partir de números dos sites iCasualties.org e Iraq Body Count, que calculam as mortes civis e militares do conflito).
"O número de homicídios no Brasil é tão grande que fica fácil banalizá-lo", disse Waisefisz à BBC Brasil (Leiam).
Comento:
No Brasil, insistimos com o que não dá certo. O modelo do nosso sistema policial é único no mundo e ineficaz. Nada justifica a sua manutenção e as mudanças devem começar pelo modelo contido na Constituição Federal. Eu tenho defendido mudanças nesse nosso espaço democrático e no blog "Comentários sobre o Sistema Policial Brasileiro" (Leiam).
Federalizar a segurança pública é uma opção, criando uma polícia única e nacional.
Dê a sua opinião.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

É HORA DE ACABAR COM A POLÍCIA MILITAR E A POLÍCIA CIVIL DO RIO DE JANEIRO?

SITE G1:
Onze PMs e 2 policiais civis são presos por desvio de armas no RJ
Ao todo, 18 pessoas foram presas na Operação Herdeiros.
Segundo a polícia, quadrilha tinha informantes em favelas (Leiam).
Comento:
O envolvimento de policiais do Rio de Janeiro com a prática de crimes tem se mostrado tão profundo e contínuo que chegou a hora de começarmos a implementar medidas práticas para acabar com o modelo policial atual e para a promoção de uma faxina ampla, geral e irrestrita. Federalizar a segurança pública parece ser o caminho mais fácil para a implementalção das mudanças indispensáveis, como comentamos em artigo recente. Não existe mais tempo a perder. A cada minuto a situação só tende a piorar. A Polícia Militar e a Polícia Civil que estão aí, inteiramente subservientes aos políticos, não interessa mais, a reformulação é urgente.
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

NOVO BLOG: COMENTÁRIOS SOBRE O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO.

Prezados leitores, publicamos mais um artigo no nosso novo blog, o terceiro: Comentários sobre o Sistema Policial Brasileiro.
Na verdade estamos comentando novamente temas tratados no nosso espaço democrático, mas agrupando em um blog para facilitar a discussão e a apresentação de novas propostas, nosso objetivo principal.
Os artigos são breves para servirem apenas como uma introdução para as discussões, nem de longe esgotando qualquer tema abordado.
Conheçam e participem desse novo espaço.
sábado, 22 de outubro de 2011
(03) O MODELO CONSTITUCIONAL, O ERRO DE PROJETO.
Nos artigos anteriores tratamos dos problemas enfrentados pelos Policiais Militares e Policiais Civis no exercício funcional, além disso, comentamos os problemas relacionados com o ingresso no sistema policial brasileiro.
Nesse artigo, trataremos do que denominamos como um erro de projeto no sistema, os preceitos contidos no artigo 144 da Constituição Federal.
A nossa constituição cidadã manteve um monstrengo, a existência de duas polícias estaduais que funcionam como meias polícias, as quais não realizam o ciclo completo da atividade policial, o que certamente contribui para a ineficácia do sistema. A Polícia Militar atua desenvolvendo o policiamento ostensivo – ação preventiva – e a preservação da ordem pública, enquanto a Polícia Civil atua na investigação policial.
Os problemas decorrentes dessa realidade povoam incontáveis artigos da imprensa, sendo que na maioria deles, o tema é a união das Instituições, criando uma única polícia estadual que passe a realizar o ciclo completo, como todas as polícias do mundo civilizado.
Ao centralizar nessa união como sendo a solução, os especialistas acabam engessando o processo de mudança, em razão das ações corporativistas que surgem de imediato e de ambos os lados, pois ninguém quer ser a polícia absorvida.
Nessa direção surge ainda a discussão sobre a desmilitarização da Polícia Militar, o que provoca também resistência. Via de regra, a organização militar das Polícias Militares é vista como um fato de ineficiência, algo que não se sustenta, inclusive pela simples comparação com a também ineficiente Polícia Civil, que não adota esse modelo de organização. Obviamente, as organizações militares precisam vivenciar um processo de modernização no Brasil, sobretudo na direção de entender os militares federais e estaduais como cidadãos plenos, algo que só pode ocorrer com uma grande revisão na legislação e nos regulamentos militares.
Penso que o problema não seja a existência de duas polícias ou na organização militar, isso ocorre em muitos países, mas sim o fato de não realizarem o ciclo completo, que só ocorre no Brasil, sendo o principal motivo da ineficácia em nossa opinião.
Implantar o ciclo completo nas duas Instituições, definindo a área de atuação através de uma divisão geográfica, parece uma tarefa muito mais simples do que unificar as polícias, que pode ser um segundo passo.
A Polícia Civil passaria a ter um segmento uniformizado para realizar o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública e a Polícia Militar desenvolveria as atividades de polícia judiciária. Não vejo qualquer dificuldade na implementação desse modelo, considerando a realidade do Rio de Janeiro, onde a Polícia Civil usa uniformes e viaturas ostensivas e a Polícia Militar realiza investigações no desenvolvimento das atividades de polícia judiciária militar.
Eis uma ideia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO - BLOG.

Prezados leitores, objetivando agrupar os artigos que publicamos e que publicaremos no nosso espaço democrático, sob o título "Comentários sobre o Sistema Policial Brasileiro", criamos um blog específico:
Comentem os artigos e apresentem as suas ideias.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

COMENTÁRIOS SOBRE O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO (02) - O INGRESSO NO SISTEMA.

No nosso primeiro artigo comentando o sistema policial brasileiro demonstramos que no Rio de Janeiro o HOMEM – o POLICIAL – não é o centro do sistema, o que inviabiliza logo no nascedouro a eficácia do sistema (leiam).
Nesse artigo continuaremos tratando do HOMEM, dessa vez do seu ingresso no sistema e na sua ascensão profissional dentro da Polícia Militar (PMERJ) e da Polícia Civil (PCERJ).
A análise será feita no modelo atual, onde existem duas instituições policiais estaduais.
Tanto a PMERJ, quanto a PCERJ, possuem duas portas de entrada, uma delas comum às duas instituições policiais, a entrada pela base da carreira, no nível inicial.
Na Polícia Militar, a entrada pela base se faz através do concurso para a graduação de Soldado de Polícia e na Polícia Civil, onde existem especificações, didaticamente vamos considerar que o concurso seja para o nível de Inspetor de Polícia Civil.
A segunda porta da PMERJ é o concurso para o Curso de Formação de Oficiais, que permite que um não policial, possuidor do segundo grau, após três anos de curso na Academia de Polícia Militar D. João VI e um estágio de oito meses, alcance o primeiro posto da carreira (2º Tenente de Polícia), ou seja, ingressa no meio da escala hierárquica.
No caso da PCERJ, a outra porta permite que um não policial, bacharel em direito, após alguns meses de curso na Academia de Polícia Sylvio Terra, ingresse no cargo de delegado, alcançando o topo da escala hierárquica da instituição.
Não vejo como esses acessos de não policiais possam contribuir para o melhor desempenho do sistema, muito pelo contrário, penso que tal possibilidade de ingresso é prejudicial à PMERJ e à PCERJ.
Em minha opinião as duas portas deveriam ser eliminadas em ambas as instituições policiais, as quais passariam a ter uma porta única de acesso e com a ascensão profissional mediante avaliação contínua de desempenho e concursos internos.
Um dos requisitos para os candidatos seria o terceiro grau completo, mas para isso seria indispensável a aprovação de um piso mínimo da ordem de R$ 3.500,00 (valor do piso nacional pretendido).
O novo modelo valorizaria a experiência no exercício da função, o conhecimento técnico-profissional e a ascensão meritória, portanto, reuniria melhores condições de ser eficiente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 20 de setembro de 2011

COMENTÁRIOS SOBRE O SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO (01) O HOMEM.

O HOMEM deve ocupar o centro das atenções em todas as instituições públicas ou privadas e para ele devem ser direcionados todos os esforços para que esse HOMEM seja o melhor colaborador possível para o sucesso institucional, fazendo com que ele seja e se sinta como, uma parte integrante de todos os processos que conduziram aos resultados positivos.
O HOMEM deve ser valorizado constantemente, uma valorização que deve começar no próprio processo de recrutamento e seleção, quando se deve buscar os melhores dentre os melhores, para integrar as instituições, reforçando a auto-estima dos recém incorporados, diante dos desafios que tiveram que enfrentar e valorizando a condição de integrante do quadro institucional.
A valorização deve continuar com a garantia de todos direitos; a disponibilização das condições ideais (EPIs incluisve) para o exercício profissional; a formação continuada; os meios para prover sua saúde física e mental; o investimento no aprimoramento; as possibilidades reais de ascensão profissional através de critérios meritórios; salário justo; garantia de uma aposentadoria digna, isso entre outros aspectos que contribuem para que o HOMEM esteja sempre motivado, fator indispensável para o sucesso pessoal e institucional.
Prezado leitor, diante desse resumido preâmbulo, pergunto:
Os Policiais Militares e os Policiais Civis do Rio de Janeiro são valorizados?
Tenho certeza que a quase totalidade respondeu que não.
Na Polícia Militar, nosso foco a partir desse momento para tratar do HOMEM, nenhum dos itens citados sobre valorização profissional é observado, ao contrário, todos são severamente violentados, começando pelo concurso de admissão para o Curso de Formação de Soldados, hoje o concurso mais fácil do serviço público fluminense, para atender aos interesses eleitoreiros do governo.
As condições de trabalho são ruins, em algumas situações são péssimas e nem sempre existem os Equipamentos de Proteção Iindivual (EPIs), sendo que em muitas oportunidades os existentes não estão nas condições adequadas.
Inexiste formação continuada na PMERJ.
Leitor, por mais incrível que possa parecer, na Polícia MIlitar não existe nem mesmo um plano para o condicionamento físico da tropa, sendo comum observarmos na ponta da linha, onde as exigências físicas são enormes, PMs inteiramente fora de forma, doentes, um número muito grande com sobrepeso.
No tocante à manutenção da saúde, embora a PMERJ tenha um sistema próprio de saúde, ele faliu por completo diante do descompromisso do atual governo estadual, que não paga a sua parte da conta e que também abriu as portas da instituição, fazendo com que milhares de PMs e dependentes entrassem na instituição e inviabilizassem ainda mais o sistema de saúde.
Os Policiais Militares do Interior são atendidos na rede pública de saúde, diante do cancelamento de convênios, por falta de pagamento.
A ascensão profissional dos Praças está centrada no tempo de serviço, desmotivando inteiramente a tropa para buscar aprimoramento. Na PMERJ, atualmente, você entra Soldado e conclui sua carreira como Subtenente, trinta anos depois, praticamente sem precisar estudar após o curso de formação inicial.
Os salários dos Policiais Militares no Rio de Janeiro são os piores do Brasil. Um Soldado PM recebe cerca de R$ 35,00 por dia para arriscar a própria vida em defesa da população, algo inteiramente injustificável.
A paridade entre ativos e inativos, que garantia uma aposentadoria pelo menos com os mesmos salários da ativa, foi destruída pelo governo estadual que paga gratificações para pequenos grupos do serviço ativo, gratificações que nunca serão incorporadas aos salários. Tais gratificações subvertem a própria hierarquia, considerando que Soldados de um batalhão gratificado, recebem mais por mês que Sargentos de batalhões sem gratificação.
Diante do exposto em apertada síntese, penso que fiquem evidentes os problemas vivenciados pelos Policiais Militares, uma tropa composta por milhares de PMs inteiramente desvalorizados, desqualificados e desmotivada, os quais têm a difícil missão de servir e proteger a população do Rio de Janeiro.
Obviamente, o POLICIAL que está nas ruas, não pode ser o POLICIAL que a população merece e precisa, longe disso.
Tal modelo, onde o POLICIAL não é o centro das atenções, não pode dar certo.
Não pode e não dá, como é de domínio público, considerando os serviços de péssima qualidade prestados pela PMERJ.
Certamente, a situação é muito semelhante na Polícia Civil, que também ignora o seu maior patrimônio, o HOMEM, o Policial Civil e também presta um péssimo serviço ao povo fluminense.
As polícias fluminenses seguem de mal a pior, existindo fortes indícios de que continuarão descendo a ladeira por muitos e muitos anos.
Nunca conseguiremos promover uma segurança pública de boa qualidade, enquanto não colocarmos o HOMEM no seu devido lugar, algo que o atual governo estadual nem começou a fazer, uma omissão com a contribuição do secretário de segurança, do comandante geral da PMERJ e da chefia da PCERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO - MUDANÇAS - DESMILITARIZAÇÃO DAS POLÍCIAS MILITARES.

EMAIL RECEBIDO:
Prezado Cel Paúl,
Muito aprendi em relação a PMERJ lendo seu Blog, e sinto-me honrado em colaborar com comentários, embora saiba que alguns deles vão contra sua posição na hierarquia na policia. Creio que para termos uma policia melhor para todos, digo policiais e população, é necessário a desmilitarização da PMERJ. O militarismo é um modelo de organização que beneficia uma pequena fração da policia, e revolta a grande maioria que alega não poder fazer nada, pois o sistema é cruel. Para resumir digo que têm que ser limitado os poderes dos superiores na policia, isso de certa forma já ocorreu com o fim das detenções administrativas, contudo este fato ocorreu através de determinação do CMT Geral e penso ser preciso que tal beneficio ocorra através de leis que incluam o fim de quaisquer privilégios principalmente aos Oficiais que nos revolta a cada dia que temos que trabalhar em prol da sociedade.
Bezonilia Rego
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SISTEMA POLICIAL BRASILEIRO - UM DESAFIO.

Puro pragmatismo.
Você se sente seguro na rua onde reside?

No bairro?
Na cidade?
E os seus familiares e amigos, eles se sentem seguros na rua, no bairro e na cidade onde moram?
Se você responder sim a esses questionamentos, agradeça, você é um agraciado, pois o governo está proporcionando de modo eficiente um direito constitucional de todos os brasileiros - a segurança pública - para você, para seus familiares e amigos. Infelizmente, tenho certeza que a maioria dos brasileiros responde não a esses questionamentos, sobretudo os que residem nas grandes cidades, como o Rio de Janeiro.
A sensação de insegurança que experimentamos é um dos efeitos de uma multiplicidade de fatores, não relacionados exclusivamente com a polícia, mas pode ser considerada certamente como um diagnóstico no sentido de que, entre outros componentes do processo, o nosso sistema policial é ineficaz.
Prezado leitor, caso você concorde com a minha opinião, penso que também concordará que temos que mudar o nosso sistema policial para que ele cumpra as suas destinações e o direito à segurança pública que tem todo cidadão brasileiro, seja devidamente respeitado.
Eis o desafio: um convite para que você faça parte desse processo de mudança na polícia, trazendo as suas ideias para uma discussão ampla, democrática e multidisciplinar no nosso espaço democrático.
Peço que aceite esse desafio e mande as suas opiniões como comentários ou para o email: celprpaul@yahoo.com.br
Obviamente, você também poderá encaminhar artigos de terceiros, afinal a proposta é construir uma polícia eficaz, todas as ideias devem ser aceitas e discutidas.
Apenas solicito que as sugestões sejam encaminhadas com a extensão compatível para serem publicadas como artigos de blog, o que servirá também para manter o interesse na leitura e a dinâmica do projeto.
O primeiro passo será elencarmos o conjunto de temas a ser abordado, o que facilitará as discussões e as conclusões.
Traga a sua marreta e os seus tijolos, cada um fazendo a sua parte, logo teremos uma construção sólida para ser apresentada como uma proposta escrita por centenas de mãos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

UM CORONEL QUE FALA NA TERRA DOS CORONÉIS MUDOS.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

NOSSO BLOG: A VOZ DOS LEITORES!

COMENTÁRIO POSTADO:
A Polícia Civil do Rio de Janeiro soluciona mais casos de homicídios (em números brutos) que qualquer outra no mundo. Foram mais de 400 homicídios elucidados, só no ano de 2010. Nenhuma polícia investigativa do mundo tem estes índices. Percentualmente, obviamente o índice é baixíssimo, devido a total ineficiência da polícia preventiva. Se na Suíça teve 3 homicídios em um ano, todo aparato policial, com mais de 100 policiais para investigar CADA UM, conseguiu elucidar dois deles, e mesmo com todos os recursos deixou um sem solução, o índice percentual vai ser de 66% de elucidação, mesmo só tendo investigado dois réles homicídios. Já no Rio, os Delegados e seus agentes se desdobram para, entre as funções de Central de Flagrantes, atender público, administrar Delegacia, ter cerca de 500 inquéritos CADA UM, em um lugar onde não existe polícia preventiva (só se houve falar em policiamento preventivo quando a própria policia preventiva comete os crimes, o que representa mais da metade dos casos), um número de 400 casos elucidados é FANTÁSTICO.
Mas vai continuar sendo enxugar gelo, enquanto a PM não for extinta ou aquartelada (como era antes dos anos 70), se devolvendo o policiamento preventivo para uma instituição civil (ou Guardas Municipais, as quais deverão ser proibidas de serem comandadas por PMs, fortalecendo o policiamento comunitário, ou para as próprias Polícias Civis, como era nas antigas Guardas Civis). Seja de uma forma ou de outra, o Capitão Nascimento está certo: a PM tem que acabar (não só a do Rio, no Brasil inteiro), visto que modelo militar de Polícia só existe no Brasil e em dois países da Àfrica cujo nome não consigo lembrar.
Anônimo.
COMENTO:
Agradeço o comentário postado e destaco que respeito a interpretação dos fatos feita pelo anônimo, embora discorde quase que inteiramente dela, pois só concordo quando a direção é pela reformulação do sistema. Concordo, caso a Polícia Militar continue com o seu pífio desempenho ostensivo, melhor que seja extinta. Todavia, o mesmo caminho deve ser adotado com relação à Polícia Civil, instituição que possui apenas uma missão constitucional, a investigação, sendo desastrosa a sua baixíssima produtividade. Incluindo as prisões em flagrante feitas pelos Policiais Militares, nem 5% dos assassinos são identificados e condenados.
Temos que banir o corporativismo e com o sonho de alguns Policiais Civis de incorporar a Polícia Militar, isso não nos conduzirá a lugar nenhum, temos que reformular o modelo policial e caminhar para o modelo da polícia completa adotado em todo mundo, as meias polícias brasileiras são um fracasso completo, tanto as Civis, quanto as Militares.
É hora de agir, a insegurança pública nos oprime.
Temos que fazer nascer uma NOVA POLÍCIA, uma instituição moderna de ciclo completo, organizada militarmente ou não, mas muito distante das atuais e das ineficientes Polícias Civil e Militar.
O Rio deve ser o nascedouro do novo modelo, pois temos a segurança pública mais atrasada do país, portanto, a mais fácil de ser reformulada.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 31 de julho de 2011

ONG RIO DE PAZ - PROTESTO CONTRA A IMPUNIDADE NO RIO DE JANEIRO - UM SUCESSO.

O ato contra a impunidade no Rio de Janeiro organizado pela ONG Rio de Paz foi um grande sucesso, reunindo cerca de mil cidadãos fluminenses, que caminharam do Posto 6 da Praia de Copacabana até o Leme, conduzindo faixas e cartazes.
Diversos familiares de vítimas da violência no Rio compareceram com fotografias de seus entes queridos e um grupo de Bombeiros Militares também apoiou a mobilização cívico-democrática.
Os números apresentados no ato deixam claro que a situação vivenciada pela população fluminense é desesperadora, mais de 30.000 cidadãos fluminenses foram assassinados no governo Sérgio Cabral (PMDB), isso sem considerar as pessoas que devem ter sido assassinadas e que ainda integram as estatísticas dos milhares de desaparecidos. Diante desses números, assombra ainda mais o fato de que 92% desses assassinatos não são esclarecidos pela Polícia Civil (polícia investigativa), o que alimenta a impunidade.
A primeira constatação sobre essa tragédia é simples: temos que mudar por completo as nossas polícias e o nosso sistema policial, um dos mais atrasados do mundo, sobretudo, quando falamos do Rio de Janeiro, o pior do país.
Nessa direção voltaremos a discutir nesse espaço democrático algumas dessas imperiosas mudanças, as quais devem ser implementadas com a brevidade possível, após ampla discussão multidisciplinar, quebrando os corporativismos negativos que estão nos condenando ao atraso.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 25 de julho de 2011

AS POLÍCIAS DO RIO DE JANEIRO CHEGARAM AO FUNDO DO POÇO, ISSO PODE SER ÓTIMO.

Um dito popular ensina que tudo tem também o seu lado bom, por pior que seja a situação, podemos extrair algo de positivo, nem que seja um ensinamento.
Lula declarou que o Rio de Janeiro seria um modelo de segurança pública para o Brasil, uma de suas falas inteiramente divorciadas da verdade, quando ainda ocupava a cadeira 01 do Brasil. Errou por completo, o Rio é o estado brasileiro mais atrasado em termos de segurança pública. Em qualquer direção que se olhe, o caos é completo, atingimos o fundo do poço e olha que o poço parecia não ter fundo.
O atual estado de desintegração da Polícia Militar (e da Polícia Civil) é terminal, porém, pode significar também um recomeço, a construção de uma nova instituição, honrada, valorizada, qualificada e capaz de prestar um serviço de boa qualidade para a população.
É hora de aproveitar o caos para implantar uma nova ordem.
Sim, podemos transformar o Rio em um novo modelo de segurança pública para o Brasil, alterando tudo que existe atualmente, discutindo, analisando, decidindo e aplicando uma nova realidade no modelo policial.
Temos muito que discutir, decidindo o que implantar no Rio de Janeiro:
- A fusão das Polícias Militar e Civil (e Federal?), criando uma polícia única ou a adoção do ciclo completo de polícia nas Polícias Militar e Civil com divisão geográfica da área de atuação.
- O fim da organização militarizada na Polícia Militar.
- A implantação da organização militarizada na Polícia Civil.
- A porta de entrada única para as Polícias Militar e Civil fazendo com que todos entrem pela base das polícias, com o fim dos concursos externos para Aluno Oficial (Cadete) e Delegado.
- Ascensão profissional unicamente através de concursos internos, valorizando a qualificação.
- Ingresso através de concurso público com exigência de terceiro grau completo.
- Piso mínimo para os Policiais Militares e Civis no valor pretendido para a Emenda Aglutinativa 2/2010, ou seja, R$ 3.500,00.
- Alteração de toda legislação das instituições policiais, atualmente, arcaicas.
- Fim das punições restritivas da liberdade para transgressões disciplinares, caso o militarismo seja mantido.
- A independência completa do Departamento de Polícia Técnico-Científica (Perícia Criminal).
- A independência dos órgãos de controle interno (Corregedorias).
- Fim da inócua e caríssima secretaria estadual de segurança pública.
- Avaliar a subordinação ao Ministério Público, afastando-se por completo da dominação política que tanto mal tem provocado nas polícias.
- Escolha interna corporis e democrática do comando geral (chefia).
- Fim do inquérito policial.
E o pior deles, o estabelecimento de critérios para a promoção do afastamento (aposentadoria compulsória) dos policiais que não tenham demonstrado condições técnicas e/ou morais de permanecerem na nova polícia.
Prezados leitores, esses são apenas alguns dos temas a serem discutidos, o momento é esse, quando tudo parece perdido.
Vencer a inércia é imprescindível para tentarmos salvar as polícias do Rio de Janeiro.
Quem sabe Lula não tenha sido um visionário e previu que a destruição das policiais fluminenses, isso sim, provocaria o surgimento de um novo modelo policial no Rio de Janeiro, o qual poderá servir de modelo para o Brasil.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A HORA DE REINVENTAR AS POLÍCIAS NO BRASIL.

JORNAL O DIA:
LÁ VALE O ESCRITO MESMO!
Policiais usavam talão do bicho em delegacia.
Inspeção encontra blocos do jogo em Niterói (leiam).
JORNAL O GLOBO:
Após investigação
Policiais acusados de cobrar propinas compravam máquinas apreendidas por colegas em operações contra a contravenção (leiam).
Tais notícias sinalizam para a gravidade da força das bandas podres nas polícias do Rio de Janeiro.
Urge enfrentar esse e outros graves problemas.
Os nossos leitores habituais já conheceram várias de nossas propostas de alterações radiciais para o falido sistema policial brasileiro, o qual adota um modelo único no mundo e totalmente ineficaz.
A hora é agora, temos que mudar, as nossas polícias (federal, civil e militar) estão fracassando e precisamos reverter essa calamidade.
Além do gravíssimo problema das bandas podres policiais, outros relacionados com o recrutamento, a seleção, a formação continuada, a operacionalidade, a adminsitração, a valorização profissional, o fluxo de carreira, etc, tornam as nossas polícias exemplos de atraso e de ineficácia.
O atávico Inquérito Policial, por exemplo, ferramenta investigatória das polícias, é um monstrengo que só existe no Brasil e em dois países africanos.
No Rio, em cada 100 homicídios, apenas 5 são solucionados através desses Inquéritos Policiais.
Por que continuamos adotando o Inquérito Policial?
Somos idiotas?
Convido os nossos leitores para a discussão de temas relacionados com a segurança pública e o sistema policial brasileiro nesse espaço democrático.
É hora de mudar!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO