Hoje já contabilizamos 24 (vinte e quatro) militares estaduais (Bombeiros e Policiais Militares) expulsos de suas corporações em face de terem participado de mobilizações visando melhorias salariais. A expulsões estão sendo sumárias, extremamente rápidas, e o total tende a subir significativamente em razão do grande número de Processos Administartivos Disciplinares (PADs) instaurados na PMERJ e no CBMERJ. Uma verdadeira tragédia, pois os PMs e BMs expulsos perdem os seus salários e a fonte de sustento de suas famílias.
Lembro que os PMs e os BMs que lutam por salários são os da "banda boa", pois os integrantes da "banda podre" não ligam para os salários, isso é importante destacar.
O governo Sérgio Cabral (PMDB) está querendo abafar qualquer luta por melhores salários, uma mobilização que já dura há mais de 5 (cinco) anos e que quer parar de qualquer forma, quer que as expulsões sirvam de exemplo. Tudo indica que está conseguindo pois os PMs, BMs e familiares ficaram com medo até de participar de atos para apoiar os que estão sendo expulsos, atos pacíficos e ordeiros, marca registrada das nossas mobilizações.
Pena que o governo Sérgio Cabral (PMDB) não tenha a mesma preocupação em fazer uma gestão exemplar do dinheiro público, considerando os inúmeros escândalos de desvios do nosso dinheiro nos últimos anos, como a imprensa tem noticiado, rotineiramente.
Os advogados falam em armagedon jurídico no Rio de Janeiro, considerando as ilegalidades que cercaram as prisões, os encarceramentos em Bangu 1 e a forma como os PADs estão se desenvolvendo.
O bom direito foi assassinato no Rio.
A situação está fora de controle por completo e para citar um exemplo, apresento a situação dos Oficiais da PMERJ e do CBMERJ acusados de participarem do denominado "movimento grevista". No CBMERJ 2 (dois) Oficiais já tiveram os seus Conselhos de Justificação encerrados e perderam de 3 x 0. Na PMERJ, pelo que sei, 4 (quatro) CJs já foram nomeados e 2 (dois) já começaram, sendo que 3 (três) Oficiais ( 2 Coronéis e 1 Major) foram jogados nos porões de Bangu 1. Enquanto isso, um Coronel da PMERJ foi preso preventivamente duas vezes (preso, solto, preso, solto), bem antes dos Oficiais citados e sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas. Esse Coronel PM ficou preso no Quartel General da PMERJ (e não em Bangu 1) e não foi indicado pelo Comandante Geral para ser submetido ao Conselho de Justificação até a presente data.
Qual a razão para essa diferença de tratamento?
Certamente, não são as leis ou os regulamentos.
Penso que seja o ódio.
O poder judiciário e o ministério público terão muito trabalho e a população do Rio de Janeiro perderá muito dinheiro pagando as indenizações em face das injustiças, pois quem paga não é quem pratica, mas sim o povo. Aliás, nesse aspecto, cabe esclarecer que as exceções serão as acusações de tortura, pois essas são direcionadas contra o indivíduo e não contra o Estado, as indenizações sairão do bolso de quem promoveu os abusos, os constrangimentos e as torturas, nada mais justo.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro vivem dias que deveriam ser apagados de suas gloriosas histórias, mas isso é impossível, feliz ou infelizmente, não sei. O certo é que os nomes dos homens que estão enlutando as corporações estarão para sempre marcados como exemplos negativos, lembrados como homens ajoelhados, mas não diante de Deus, apontados como sinônimos de submissão total ao poder político em detrimento das suas corporações.
Juntos Somos Fortes!
