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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - TÓPICO 5.

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS
- PRO LEGE VIGILANDA -
03 JUL 2007


(...)
Tópico nº 5 – Promoção de condições dignas de trabalho. Enquanto inexistir uma dotação orçamentária específica e diante da imperiosidade de prover uma alimentação saudável para a tropa, se faz necessário que o poder público promova melhores condições de trabalho. O espaço restrito imposto pelas presentes linhas, embora incompatível com o razoável aprofundamento de tão importante tópico, permite que pontuemos, dentre algumas outras, as seguintes necessidades prementes:
- Reforma urgente das edificações (Organizações Policiais Militares), considerando que algumas estão colocando em risco Policiais Militares e o público em geral;
- Compatibilizar a carga horária de trabalho de modo a permitir a qualificação profissional do Policial Militar;
- Aquisição de viaturas, inclusive blindados;
- Aquisição de equipamentos de proteção individual;
- Aquisição de armamento e munição;
- Aquisição de fardamento para os Alunos dos Cursos de Formação e para os Cabos e Soldados;
- Aquisição de recursos tecnológicos destinados ao emprego no sistema de Inteligência (EMG-PM/2) e de Correição da Corporação;
- Promover a informatização da Polícia Militar, poupando recursos humanos e agilizando tarefas; e,
- Desenvolver em caráter urgente um programa de manutenção, basicamente de viaturas e armamento, para a recuperação do que ainda for servível.
(...)
A Carta dos Coronéis Barbonos foi entregue em julho de 2007 ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de segurança Beltrame e ao comandante geral, Coronel de Polícia Ubiratan.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 5 de dezembro de 2009

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - TÓPICO 2.

A carta dos Coronéis Barbonos é datada de 03 JUL 2007, dois anos e cinco meses depois, nenhum dos doze itens foi atendido por Sérgio Cabral, o governador do "somando forças".
Hoje transcrevemos o segundo item:
"Tópico nº 2 - Retorno aos quadros da Corporação dos milhares de Policiais Militares desviados de função – Fim da Terceirização da Polícia Militar. Por óbvio que seja, resta aqui pontuar que policiais militares são contratados e custeados pelo erário para, mediante concurso público, exercer os misteres constitucionais específicos enumerados na Carta de 1988, ou seja, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Promover o retorno dos milhares de Policiais Militares, Oficiais e Praças, que se encontram à disposição de diversos órgãos e autoridades, desviados das funções para as quais foram recrutados, selecionados e formados, e ainda, ganhando gratificações, embora não exerçam funções policiais militares, sobrecarregando todos os Policiais Militares que continuam trabalhando e arriscando as suas vidas em defesa da Sociedade Fluminense.
Hoje existem convênios para a cessão de policiais militares nos seguintes órgãos: Banco Central, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.Convém destacar que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, que utiliza centenas de policiais militares, não celebrou convênio com a Polícia Militar e não paga qualquer importância pela cessão dos Policiais Militares".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 5 de julho de 2009

QUEM SOMOS NÓS? O QUE SOMOS NÓS? - TENENTE-CORONEL DE POLÍCIA EMIR LARANGEIRA.

Parabéns, Tenente-Coronel de Polícia Emir Larangeira pelo transcurso de sua data natalícia.
Agradecemos a importante homenagem feita ao segundo aniversário da criação dos Coronéis Barbonos, na certeza de que ombreamos com o amigo e nunca desistiremos da luta pela valorização do Policial Militar, o herói de todo dia, que arrisca a vida em defesa da sociedade e que não recebe a justa contrapartida salarial.
Recebe míseros R$ 30,00 por dia!
Só no governo Sérgio Cabral 66 (sessenta e seis) Policiais Militares foram assassinados no transcorrer do serviço policial militar, o número dos que foram mortos de folga é muito maior.
Por eles, por seus pais e por seus filhos, não desistiremos jamais, afinal, juramos oferecer a própria vida em defesa da cidadania, portanto, nada e ninguém pode nos fazer mudar.
A seguir o lindo texto escrito pelo Tenente-Coronel de Polícia Emir Larangeira:
05/07/09
Quem somos nós? O que somos nós?
“'Errar é humano, persistir no erro é burrice.'
Nós persistimos no erro, e o que é mais desalentador: fingimos que não o fazemos. Erramos conscientemente, em especial porque somos obrigados a nos curvar ao pico da pirâmide, este que, alegórica ou realisticamente, é um ponto apenas. Erramos inteligentemente, fingindo crer naquilo que não cremos; dissimulamos acertos; bajulamos o 'ponto' e ignoramos a 'linha-base' que o sustenta no topo – os muitos pontos que representamos: a maioria absoluta!
Somos inocentes culpados ou culpados inocentes; somos o fogo apagando a água, o sol molhando a terra, a chuva secando o chão. Somos uma contradição. Somos espécie de oximoros (contradictio in terminis): 'ilustres desconhecidos' marcados por número. Ouvimos e aceitamos 'mentiras sinceras' e não reagimos. O nosso malfeito é bem-feito. Situação tão lastimável lembra-me a frase de Henry Ford:
'Tudo que deve ser feito deve ser bem-feito.'
Não agimos assim; aceitamos ordens políticas contrárias ao bom senso e sacrificamos gentes tais como o 'gado' em abatedouro; ignoramos o conselho de Henry Ford. Não atentamos para o mínimo e falsamente projetamos um máximo impraticável; tapamos o sol e recolhemos água com peneira; enxugamos gelo e engarrafamos fumaça. E o tempo passa, e perdemos a luta contra o crime por conta de insanidade assumida... Ou de burrice atávica?...
Não, burros não! Subservientes ao sistema, sim! Somos 'metediços e dobradiços', em linguagem machadiana; vivenciamos a sua (dele) 'Teoria do Medalhão'... Fôssemos burros, melhor seria. Somos opressores de cima para baixo, e submissos de baixo para cima; fomos soterrados por nossos próprios escombros, que são de implosão divisionista.
Ruimos nossos valores; destroçamos nossos anseios; não afastamos as pedras para alcançar a liberdade; elas são como a tristonha laje dum túmulo. Somos “almas mortas”. Aceitamos ser um dentre os males libertados da “caixa de Pandora” e nos entregamos à desesperança...
Como um todo globalístico, não somos nem temos. O individualismo e o egoísmo nos dominam; praticamos a desigualdade entre seres iguais perante a lei e detentores do direito à diferença (a verdadeira igualdade).
Não conseguimos unir nossas mãos para abraçar o Maracanã; talvez nem para nos energizarmos em oração ecumênica em torno de um poste. Não somos elos de uma mesma corrente, nosso ideal é fragmentado em desinteresses inexplicáveis; tornamo-nos positivo e negativo que se rejeitam em estrondo; somos a contracultura dos interesses comuns porque nos perdemos na divergência inútil.
Quem somos nós? O que somos nós?... Gente ou coisa? Diferentes ou indiferentes? Corajosos ou covardes?... Quem somos nós?... Ora, valentes para morrer e covardes para enfrentar quem nos quer ver mortos! O que somos nós?... Ora, coisas inertes e inermes por viciado conformismo! Gentes indiferentes a si mesmas. Lutamos pela sociedade e não nos acirramos na luta por nossa própria família. Oferecemos a vida em juramento de honra perante o Pavilhão Nacional, mas ficamos indiferentes ante os direitos elementares de nossos filhos. Morremos pelos outros e nos acovardamos na defesa de nossos entes queridos. Não somos reconhecidos.
Quem somos nós?... Nada!
O que somos nós?... Nada!
E persistimos neste erro histórico, menos por burrice e mais por covardia e egoísmo de voo solo; mas poderíamos alçar o céu em tal quantidade que o tornaria sombrio aos que nos matam de fome, e doença, e tiro, e desonra.
Somos, sim, militares estaduais defensores da sociedade, mas excluídos dos direitos universais da criatura humana e da cidadania constitucional plena. Estamos relegados a uma aviltante condição social por sermos policiais militares e bombeiros militares do Estado do Rio de Janeiro.
Estamos separados e humilhados, mas não tardará o dia de acordarmos da modorra; e faremos ecoar em todo o território estadual, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, o destemido brado da 'linha-base' a derrotar o totalitário 'ponto':
'JUNTOS SOMOS FORTES!'
EM 19 DE AGOSTO...
NÃO PERSISTA NO ERRO!... NÃO FALTE!... EXERÇA O SEU DIREITO!... VOTE NA CHAPA Nº 3!... VOTE NO MAJOR WANDERBY!... VOTE NA “LINHA-BASE”!... SAIA DO DILEMA!... VOTE NA TERCEIRA VIA!
Hoje é 05 de julho de 2009, minha data aniversária!
E TAMBÉM DA CRIAÇÃO DOS CORONÉIS BARBONOS!
PARABÉNS AOS QUE NÃO DEBANDARAM!
Emir Larangeira".
Aqui vai minha singela homenagem a todos os que não debandaram e proposta de reflexão aos que o fizeram:
I
(dedicatória da obra "Operação Arabesco: O tráfico no asfalto", de Emir Larangeira)
II
_ Equiparação dos vencimentos dos policiais militares e civis;
_ Retorno de milhares de oficiais e praças desviados de suas funções para outros órgãos e autoridades;
_ Não incorporação de nenhum oficial ou praça enquanto não forem solucionados os dois pontos anteriores;
_ Concessão de dotação orçamentária específica, desvinculada da verba de alimentação da tropa, para a manutenção das edificações, viaturas e equipamentos necessários;
- a provisão de melhores condições de trabalho;
_ Implantação do regime de 44 horas semanais, com pagamento de horas extras proporcionais;
_ Quitação da dívida do Estado com o Fundo de Saúde da Polícia Militar, para que se possa deixar de economizar na comida para comprar remédios;
_ Estabelecimento da gratificação integral por tempo de serviço (triênios) para militares inativados em conseqüência de ato de serviço e de uma pensão militar estadual para as pensionistas;
_ Apoio a modificação das legislações referentes a promoções;
_ Implantação de um novo Quadro de Distribuição do Efetivo (QDE);
_ Implantação imediata de um projeto piloto de lavratura de termos circunstanciados por PMs; e
_ Adoção de mecanismos legais para que apenas os ocupantes dos cargos de Comandante Geral e de Chefe do Estado Maior da Corporação possam exceder o tempo máximo de permanência no posto de Coronel na condição de ativos.
(pleitos da
Carta do Barbonos).
EMIR LARANGEIRA
TENENTE-CORRONEL DE POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO
CORONÉIS BARBONOS
O CORONEL DE POLÍCIA LYRIO NÃO APARECE NESSA FOTO
No dia 5 de julho de 2007, o documento “Pro Lege Vigilanda” (Pela Vigilância da Lei), frase inscrita no Espadim de Tiradentes, nascia como símbolo do início de uma luta de Policiais Militares idealistas, honestos, competentes e destemidos.
Policiais Militares, nove Coronéis de Polícia do serviço ativo, os Coronéis Barbonos, que exerciam as principais funções da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, formalmente, oficialmente, assinavam um documento contendo as principais reivindicações da Polícia Militar e dos Policiais Militares, o qual foi entregue ao Comandante Geral, Coronel de Polícia Ubiratan; ao Secretário de Segurança, Delegado de Polícia Federal José Mariano Benicá Beltrame e ao Governador Sérgio Cabral.
A mídia deu ampla divulgação ao fato e ao documento, que denominou como “A Carta dos Coronéis Barbonos”.
Os principais pontos reivindicados são a valorização do homem, através do pagamento de salários dignos e da disponibilização de adequadas condições de trabalho.
Hoje lutamos principalmente pela antecipação no Rio de Janeiro do contido na PEC 300/2008, que tramita no Congresso Nacional e que permitirá a valorização profissional de Policiais Militares e de Bombeiros Militares.
A PEC 300/2008 é uma questão de justiça em um país que pretende um dia ser uma democracia.
Na época, o primeiro passo formal era dado para mudar o caos da segurança pública no Rio de Janeiro, somando forças com os 40 da Evaristos, grupo formado por corajosos Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, que levava a voz dos quartéis para as ruas do nosso estado.
A história dessa luta você encontra nas páginas desse espaço democrático e de vários outros blogs da blogosfera policial, bem como, na mídia nacional e na internet.
Uma história de honra e de traição, uma luta contra a dominação política da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, que atualmente se encontram de joelhos perante um poder político transitório e ineficiente na gestão da coisa pública.
Um tempo onde homens e mulheres honrados, sofreram na carne as conseqüências da fraqueza de outros seres humanos, que pensaram em si mesmos, nos benefícios pessoais que obteriam e ignoraram todos valores e todos ideais da Polícia Militar.
Tudo isso é passado, está e estará sempre escrito na história da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, os atos heróicos e as traições, assim como o nome dos seus autores. O mais importante é que a chama está viva e cresce a cada dia com a participação da sociedade civil e com a participação de todos os que amam as suas Instituições Militares.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar darão o seu grito de vitória, o seu gripo de independência, com o rompimento dos grilhões que nos acorrentam a uma submissão política que nos destrói e provoca dezena de milhares de mortes de cidadãos fluminenses, que são assassinados a cada ano ou que desaparecem em cemitérios clandestinos espalhados pelo Rio de Janeiro.
Cidadão fluminense, hoje nas suas orações, eleve o seu pensamento à Deus e peça mais força ainda para os 40 da Evaristos e para os Coronéis Barbonos, eles representam acima de tudo, uma grande esperança para a construção de uma segurança pública de boa qualidade, para a volta da paz social no Rio de Janeiro e para a concretização de um país democrático, que substituirá esse Brasil oligárquico e cleptocrático.
Parabéns, povo fluminense!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 15 de junho de 2009

CORONÉIS BARBONOS E 40 DA EVARISTOS - PATRIMÔNIOS DA POLÍCIA MILITAR.

JORNAL EXTRA - 18 DE AGOSTO DE 2007
O jornalista Antero Gomes (agomoes@extra.inf.br) fez um excelente resumo do documento PRO LEGE VIGILANDA, a "Carta dos Coronéis Barbonos".
Um documento oficial encaminhado ao Comandante Geral, ao Secretário de Segurança e ao Governador, com o peso da assinatura dos Coronéis de Polícia que ocupavam as principais funções da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Nunca, em 200 anos de história da Polícia Militar, Coronéis de Polícia lutaram publicamente contra o autoritarismo político, em defesa da tropa da Polícia Militar.
Eles ombrearam com os 40 da Evaristo, que com sua coragem levaram as nossas aspirações ao povo fluminense.
Tolos pensaram que esses Coronéis de Polícia e esses Evaristos tinham sido vencidos, pois não conhecem o que seja honra, idealismo e destemor.
Agora, a sociedade fluminense começa a entrar nessa luta contra o autoritarismo e o processo começará a ser revertido.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 3 de julho de 2008

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - ANO I - CORONEL HILDEBRANDO QUINTAS ESTEVES FERREIRA

Cidadãos brasileiros, a Carta dos Coronéis Barbonos completa neste dia 3 de julho de 2008, um ano de sua divulgação.
A leitura atenta da carta pode oferecer respostas ao momento de insegurança pública que vivenciamos no Estado do Rio de Janeiro, sobretudo considerando que nenhum dos objetivos institucionais propostos ao poder político foi concretizado.
O documento marcou uma nova realidade na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, quando um grupo de CORONÉIS DE POLÍCIA - exercendo a sua responsabilidade de LÍDERES da instituição - e que ocupavam as funções mais relevantes de assessoramento ao Comando Geral, bradaram um grito de socorro direcionado à sociedade fluminense e ao poder político para o solucionamento das mazelas da instituição e da segurança pública.
A Carta dos Barbonos foi referendada pela maioria dos Coronéis da ativa da Policia Militar e marcou um momento em que os INTERESSES INSTITUCIONAIS sobrepujaram os INTERESSES PESSOAIS.
A lamentar o fato de que esse rarissimo momento de união dos Coronéis tenha sido efêmero e a situação logo tenha se revertido aos primeiros clarões e os INTERESSES PESSOAIS tenham voltado a preponderar como historicamente ocorre na corporação, com sérios danos à Polícia Militar e principalmente, aos homens e mulheres de bem que integram essa bicentenária corporação e arriscam a sua vida diariamente em defesa do cidadão e da cidadania.
E aproveito para lembrar que no dia 14 de julho de 2008 ocorrerá o primeiro aniversário do Ato Cívico realizado pelos 40 da Evaristo, na praia de Copacabana, um ato pelo resgate da cidadania do Policial Militar através da concessão de salários dignos e adequadas condições de trabalho. O grupo dos 40 da Evaristo foi formado por Oficiais e por Praças idealistas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar que realizaram atos cívicos ordeiros e pacíficos para sensibilizar o povo fluminense sobre a situação vivenciada pelos heróis sociais - os Policiais Militares e os Bombeiros Militares.
Cidadão brasileiro, Policiais Militares e Bombeiros Militares - Oficiais e Praças - têm alertado à sociedade fluminense e ao poder político sobre a gravidade da situação e o silêncio diante de nossas pretensões tem sido a resposta, apesar do agravamento constante da crise.
Portanto, não nos culpem!
Não atribuam a nós os efeitos deletérios da omissão política de anos, que não valoriza e contribui sobremaneira para a desqualificação dos profissionais de segurança pública.
Profissionais que precisam se desgastar fisica e emocionalmente no "bico" para prover o sustento de seus familiares, resistindo bravamente às facilidades da corrupção endêmica do "estado paralelo", que como mestástase se espalha por todo o organismo social.
Nós denunciamos alguns dos muitos problemas e continuamos na luta para reverter esse quadro, pois DESISTIR não faz parte do nosso vocabulário, nem de nossas vidas.
Não somos políticos, somos profissionais que têm o dever de prestar o melhor serviço público possível à sociedade fluminense, que clama por ordem e segurança, cansada de perder seus filhos para a violência que nos envolve e nos sufoca.
O CORONEL ESTEVES - um dos melhores exemplos de idealismo, destemor, honestidade e competência da história da Polícia Militar - escreveu o artigo que transcrevo a seguir sobre o primeiro aniversário da Carta dos CORONÉIS BARBONOS.



(Preparativos da Marcha Democrática realizada em 27/01/2008)

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO
CARTA DOS BARBONOS
Hildebrando Quintas ESTEVES Ferreira
CORONEL de Polícia



"A exposição dos problemas existentes na policia, já há muito vem sendo feita por pesquisadores e estudiosos da segurança sem que se consiga o devido eco na sociedade. O exemplo disso é que nos idos de 70, Virgilio Luiz Donnici, em seu livro: “A Criminalidade no Brasil: meio milênio de repressão” já elencava quatorze itens que, baseado em seus estudos, necessitavam urgente reformulação para a melhoria da Policia, dentre os quais, cito:

1 – “Salários insuficientes e baixos;
2 – Ausência de uma profissionalização policial porque hoje o policial tem a Polícia como bico;
3 – Ausência de uma deontologia policial;
4 – Ausência de condições para o trabalho policial; dentre outras.

Recordando o que já foi dito por muitos, em face da importância de não permitir que caia no esquecimento, mesmo sob o risco de tornar-me chato e enfadonho, sigo reportando-me ao dia 03 de julho de 2007, quando surgia na mídia um grupo de Coronéis denominados Coronéis Barbonos que, através da Carta dos Barbonos, denominada “PRO LEGE VIGILANDA” (Para a Vigilância da Lei), elencavam doze itens que os mesmos julgavam necessários reformular para melhorar a Policia Militar e o serviço por ela prestado.
Neste histórico documento, encaminhado ao Comandante Geral da PMERJ, Secretário Estadual de Segurança Pública e Governador do Estado, além é claro, da sociedade civil através da mídia, o grupo de Coronéis buscava levar às autoridades os problemas que mais afligiam a Corporação naquele momento, com o fito de melhorar a qualidade do serviço prestado pela Polícia e como conseqüência a melhoria no atendimento a comunidade e a otimização da Segurança Pública de nosso Estado.
A Carta dos Barbonos com seus doze itens, como se vê, não trazia novidade em seu conteúdo, pois cientistas sociais, pesquisadores e estudiosos já apresentavam os óbices. Não, não era a exposição dos problemas a inovação, mas o fato de tal exposição ter sido feita por integrantes do aparelho policial, na busca de melhorar a qualidade de vida dos profissionais e conseqüentes aperfeiçoamentos na assistência ao cidadão.
Iniciava-se uma nova era, onde profissionais que, vivenciando os transtornos ao exercício, corajosamente apresentavam às autoridades e ao público, suas dificuldades, na tentativa de encontrar apoio para solucioná-las.
Esboçavam um protótipo de “Política de Segurança Pública”.
O resultado deste embrionário projeto: exonerações, perseguições políticas, tentativa de desmoralização alcunhando-os de traidores da Instituição. Isso mesmo, os que abriram mão de tudo em prol do que julgavam melhor para a PMERJ foram, pelos que se assenhorearam do poder e das gratificações, hostilizados e taxados de inimigos da Corporação.
Valores subjugados e corrompidos. Dura realidade.
Um ano decorrido e a sociedade ainda aquiesce esta inversão. Acolhe, por omissão, a Insegurança Pública reinante em nosso Estado.
Está na hora de cobrar do Estado, tudo o que vem sendo muito bem pago pelos contribuintes, através de inúmeros e altíssimos impostos e lembrar que, portanto, não estariam fazendo favor e sim cumprindo com sua obrigação; esta na hora de exercer a cidadania tão decantada e não praticada. Quando a sociedade entender a necessidade da cobrança do que lhe é de direito, não importando o “fenômeno” de ainda haver o cidadão que não tenha sido alvo dessa violência deflagrada em nosso Estado, então caminharemos para frente e não veremos os demais Estados da Federação evoluindo, enquanto nem mais estacionados estamos, mas sim, de marcha à ré, ladeira abaixo".

Leia a Carta dos Barbonos e tire as suas conclusões:
http://celprpaul.blogspot.com/2007/09/pro-lege-vigilanda-para-vigilncia-da.html

sábado, 21 de junho de 2008

CARTA DOS CORONÉIS BARBONOS - ANO I.

Cidadãos Fluminenses, no dia 3 de julho de 2008, a carta dos Coronéis Barbonos – Pro Lege Vigilanda (para vigilância da lei) – completará o primeiro ano de sua divulgação. A carta foi assinada por nove Coronéis do serviço ativo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - PMERJ, que na época ocupavam cargos de grande importância na corporação e continha doze reivindicações institucionais, basicamente, direcionadas ao resgate da cidadania do Policial Militar através da concessão de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
O documento foi encaminhado ao Comandante Geral da Polícia Militar, ao Secretário Estadual de Segurança Pública, ao Governador do Estado do Rio de Janeiro e chegou ao conhecimento do Brasil por meio do noticiário da mídia em geral.
A carta dos Coronéis Barbonos pode ser acessada neste blog, permitindo uma avaliação sobre as reivindicações atendidas neste primeiro ano:
http://celprpaul.blogspot.com/2007/09/pro-lege-vigilanda-para-vigilncia-da.html
O referido documento foi referendado pela maioria dos Coronéis do serviço ativo da PMERJ, após reuniões no Quartel General, por meio do documento denominado Dignitae Quae Sera Tamen (Dignidade ainda que tardia), que também pode ser acessado neste blog:
http://celprpaul.blogspot.com/2007/09/dignitae-quae-sera-tamen-dignidade.html
Os Coronéis Barbonos foram exonerados e transferidos para a Diretoria Geral de Pessoal, no final de janeiro do corrente ano, onde permanecem na situação de aguardando movimentação e função, juntamente com os Tenentes-Coronéis Príncipe; Havani; Carballo e Magno, que também participaram das mobilizações cívicas.
O grupo se dissolveu e dois Coronéis Barbonos solicitaram transferência para a inatividade, enquanto quatro Coronéis Barbonos estão participando da edificação do Movimento Segurança Cidadã (MSC) – Uma nova Polícia, feita por policiais cidadãos! – juntamente com os Tenentes-Coronéis exonerados e outros Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, além de representantes de Organizações Não Governamentais e outras mobilizações sociais.
O objetivo do MSC é promover uma grande mobilização social, envolvendo vetores da sociedade fluminense, para a construção de uma nova segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.
A valorização dos profissionais de segurança pública deve ser o passo inicial, considerando que os heróis sociais, Policiais Militares e Bombeiros Militares, não podem continuar arriscando a vida recebendo menos de R$ 30,00 por dia, enquanto os integrantes da Força Nacional de Segurança que atuam neste estado, recebem somente de diária uma quantia quatro vezes maior, isso sem falar do salário mensal que também recebem.
Cidadão Fluminense, a sua participação na mobilização cívica é indispensável para que as mudanças ocorram, caso contrário, com a sua omissão, continuaremos a vivenciar o que temos enfrentado dia após dia, a insegurança que nos oprime, que nos provoca medo, que nos impede o exercício de direitos constitucionais e que nos confina em nossas residências.
Tal realidade precisa mudar e só mudará com o seu engajamento.

Cidadão Fluminense, caso você não tenha compreendido a necessidade imperiosa da sua participação, clique no link abaixo e assista ao vídeo, certamente se convencerá:
"Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho:
os homens se libertam em comunhão"
( PAULO FREIRE)