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sábado, 28 de janeiro de 2012

A MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS, POLICIAIS MILITARES E POLICIAIS CIVIS – O VERDADEIRO LÍDER DO MOVIMENTO SOS BOMBEIROS.

Ao longo da minha vida profissional tive incontáveis contatos com Bombeiros Militares, Oficiais e Praças, ativos e inativos. Na própria mobilização por cidadania nos anos de 2007/2008, estreitei essas relações com Oficiais que participaram da luta. Sempre tive por todos os Bombeiros uma admiração muito grande pela coragem que demonstram rotineiramente e por uma característica muito especial, o não desistir. Todos nós já assistimos pela televisão o exercício dessa rara qualidade, quando Bombeiros continuam arriscando a própria vida, muitas vezes com o único objetivo de resgatar um corpo e amenizar a dor de uma família, permitindo um sepultamento digno. São heróis, verdadeiros heróis, como também são os Policiais Militares, Policiais Civis e Guardas Municipais que arriscam a vida diariamente em defesa da população.
No dia 17 ABR 2011, eu comecei a ter um contato mais próximo com eles, sobretudo com os Praças que deram o primeiro passo do fantástico movimento SOS Bombeiros, o que me fez descobrir outras qualidades positivas dos Bombeiros do Rio. Foram meses de convivência, em alguns períodos de convivência diária, período que me permitiu admirar ainda mais esses homens e mulheres.
Primeiro, descobri a força do amor corporativo. Os Bombeiros amam verdadeiramente a corporação, isso fica evidente com um simples olhar nos olhos deles, eles refletem um sentimento que vem do coração. Eles não querem só ganhar mais, querem poder prestar um serviço de melhor qualidade para a população. Eles se orgulham de ser Bombeiro Militar e querem uima corporação cada vez melhor. Outra característica é a união, sobretudo em condições de grandes dificuldades, como ocorria nos acampamentos em frente aos seus quartéis e na ALERJ. Sem qualquer conforto, enfrentando várias dificuldades, eles se mantiveram firmes, vários tendo ao lado seus familiares, a família Bombeiro Militar. Esposas e filhos vestindo camisas da mobilização ao lado do seu herói, mostrando o engajamento. Os Bombeiros conseguiram que a força de cada um se transformasse na força do conjunto, graças ao comprometimento entre eles, o que deve ser a origem do comprometimento de todos com o Corpo de Bombeiros.
Prezados leitores, eis o líder, o segredo do retumbante sucesso do SOS Bombeiros, o Bombeiro Militar, esse profissional muito especial e que deve ser respeitado e valorizado por todos.
Não foi ninguém que conseguiu reunir milhares de Bombeiros nas ruas do Rio de Janeiro, na verdade foi cada um que com seu esforço próprio trouxe os novos companheiros, novos que por sua vez trouxeram outros companheiros e nessa corrente reuniram milhares de Bombeiros e familiares.
O líder do SOS Bombeiros foi cada Bombeiro que anonimamente fez a sua parte. Bombeiros que na sua quase totalidade nunca subiram no caminhão de som, mas que lutaram como nunca para construir o movimento.
A prova de tal verdade é fácil de obter, pois quando os Bombeiros começaram a não se sentirem como parte do processo (vários conversaram comigo sobre isso), quando a sua opinião passou a ser desrespeitada (não realização do ato fora Cabral, por exemplo, que foi aprovado em assembléia e cancelado pelos “líderes”), eles se afastaram. O abandono foi tão grande que quando a “liderança” convocou uma greve, nem 100 Bombeiros atenderam ao chamamento. Em termos percentuais, arredondando para menos o efetivo de ativos e inativos, arbitrando 15.000, o atendimento á convocação da “liderança” foi da ordem de 0,6%. Um completo fracasso. Os Bombeiros se desvincularam do processo e abandonaram a "liderança", mas estão voltando novamente,  a partir da mobilização dos Policiais Militares, mas não para serem liderados, nunca forma, mas para serem líderes novamente.
Parabéns aos Bombeiros Militares, os líderes de verdade do SOS Bombeiros.
E, nós, Policiais Militares, Policiais Civis e Guardas Municipais, temos que aprender com esses Bombeiros Militares e cada um de nós possa ser o líder da mobilização unificada que se inicia, pois só assim poderemos repetir os acertos do SOS Bombeiros e evitar os erros.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS, POLICIAIS MILITARES E POLICIAIS CIVIS - UM COMENTÁRIO PERTINENTE.

COMENTÁRIO POSTADO:
Companheiros, a hora é novamente de reagruparmos e partirmos pra vitória, a adesão da PM, se for realmente real, é imprescindível para conquistarmos a tão sonhada DIGNIDADE e VALORIZAÇÂO SALARIAL, por isso pedimos a todos aqueles que tem PRETENSÕES POLÍTICAS, que não usem novamente o movimento para projeções individuais ou auto-afirmações.
Esse movimento é em busca de DIGNIDADE e de MELHORIA SALARIAL, vamos deixar a política pra depois.
Não conquistamos nada além de migalhas e não queremos migalhas, merecemos muito mais que uma simples queda de interstício ou de promoções e gratificações.
Já passamos da hora de nos darmos valor, de ver os outros Estados da Federação conquistar sua DIGNIDADE e VALORIZAÇÃO, estamos cada vez mais ficando para trás nessa luta.
Somos a segunda maior renda desse país e precisamos lutar por um salário melhor.
Somos profissionais que estudamos e treinamos pra ser quem somos e fazer o que fazemos em prol da população.
Não fomos postos onde estamos através de um toque em um botão.
Estudamos para isso.
Damos nossas vidas por outras pessoas e merecemos ser valorizados por isso, pois mesmo sendo, HISTORICAMENTE DESVALORIZADOS durante anos, nunca deixamos de cumprir com o nosso dever.
Por diversas vezes, temos que deixar o convívio com nossos familiares para ter que fazer bicos para poder dar um maior conforto e uma melhor educação pra nossos filhos e família.
Quantos de nós nesse momento estamos atolados em empréstimos, morando em ares de riscos sem poder ter uma outra opção ou condição digna?
A hora é de UNIÃO companheiros e não de fazer política ou de se aproveitar do momento pra fazer política.
Lembrem-se vocês, que estão se escondendo e se omitindo nessa hora, de que amanhã, você não passará de um “EX” de apenas um número na estatística de sua corporação e que com certeza, terá o arrependimento de não ter lutado por DIGNIDADE enquanto teve chance, de olhar pra seu filho lhe pedindo algo que não possa dá-lo e falar pra si mesmo: “EU FUI OMISSO E FUI COVARDE”.
A hora é de unir forças, deixar as vaidades individuais de lado e dar os braços numa só luta e por um só objetivo: “DIGINIDADE E VALORIZAÇÃO SALARIAL.
Enquanto estivermos preocupados em quem é melhor ou maior que o outro, ou quem manda mais que o outro, estamos vendo o governo e nossos comandos se afundando em denúncias de corrupção e enriquecimentos ilícitos, e o pior disso tudo, rindo de nossa desunião em nossas mobilizações.
UNIÃO companheiros UNIÃO, essa é a palavra a ser dita e a se por em prática.
Precisamos de representantes políticos? SIM e urgente.
Mas depois de conquistarmos os nossos objetivos.
Lembrem-se:
“SOMENTE UNIDOS É QUE SEREMOS FORTES E IMBATÍVEIS”
Ass: Subtenente BM NARCISO.
Comento:
É hora de abafarmos as individualidades e isso só é possível com a constituição de uma comissão gestora da mobilização unificada dos PMs, BMs e PCs.
A cultura do "eu" deve dar espaço para o "nós".
Não é tempo de liderar, o momento é de compartilhar.
As lideranças autocráticas não levam a nenhum lugar bom.
Uma comissão gestora com representantes de Praças e Oficiais, ativos e inativos, PMs, BMs e PCs parece ser o melhor caminho para o sucesso de todos. Uma comissão que cada um use a palavra em determinado momento, sem qualquer liderança e sim com o compartilhamento da missão gestora.
Após a nossa vitória, a mobilização deverá continuar, pois ela nunca poderá parar. Logo chegará o tempo de escolhermos internamente os nossos candidatos e nos empenharmos na eleição deles, sejam os escolhidos Praças ou Oficiais.
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 19 de abril de 2011

BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES DO RIO, RECONHECEM ALGUÉM?

Como tornar-se um comandante medíocre - 10 Passos
1º Passo - Ser o comandante que não comanda
Ele tem como única preocupação o usufruto das regalias do cargo, desempenhando com maestria os simbolismos da função, mas sendo incapaz de fazer sentir a sua liderança (se é que tem) tanto quanto é incompetente para conquistar o respeito voluntário de sua tropa.
2º Passo - Não ser exemplo de liderança
Aquele comandante que nenhum outro comandante em níveis hierárquicos subordinados gostaria de seguir os passos.
É aquele que:
- Acha que o problema são os outros.
- Não exerce influência sobre a tropa.
- Não sabe quando assumir a responsabilidade.
- Falha seriamente com a mídia.
- Sempre obedece, mesmo quando raramente discorda.
3º Passo - Não saber ouvir
Ouvir é o instrumento básico do relacionamento humano. Ouvir para conhecer. Ouvir para prestigiar. Ouvir para incentivar. Ouvir para amadurecer. Ouvir para decidir. Conhecer o subordinado; prestigiá-lo como pessoa; incentivá-lo à participação. Amadurecer para decidir. Decidir para comandar! O comandante que não sabe ouvir é o mesmo que: - Não sabe ver a sua Corporação pelos olhos de sua tropa. - Nomeia as pessoas certas para as funções erradas. - Não sabe usar o poder mágico das palavras.
4º Passo - Não ter um objetivo e um sentido para o seu comando.
Um comandante precisa articular uma meta comum que inspire a sua tropa a se empenhar em conjunto. Além de ser capaz de angariar o apoio coletivo. Para ser medíocre, também: - Não consiga estimular a sua tropa. - Não se empenhe para desbloquear os canais obstruídos. - Não saiba tirar disciplina da liberdade concedida.
5º Passo - Criar um clima de desconfiança
Esta condição gera uma disputa interna por cargos e funções. Não há confiança e respeito entre os graduados integrantes da estrutura administrativa superior. Os atritos são constantes e geram fofocas e incidentes de assédio moral. Este comandante é aquele que: - Não aceita que até mesmo a pior falha pode ser superada. - Trata mal o portador das más notícias e com medalhas os bajuladores. - É incapaz de proteger a sua tropa contra os graduados lunáticos.
- Não quer ser o melhor, pois teme as responsabilidades decorrentes.
6º Passo - Buscar elogios e não resultados
Estes comandantes estão preocupados simplesmente em livrar as suas peles e manter as suas gratificações pelo maior tempo possível. Este comandante: - Não ajuda a derrubar barreiras. - Não aceita a opinião de sua tropa. - É autoritário.
- Não aceita erros, mesmo que estes ocorram com a intenção de fazer o certo.
- Acredita que as boas idéias só podem surgir na cabeça de coronéis.
- Não desafia a sua tropa para superar os limites.
7º Passo - Não assumir riscos calculados
Não compreende que atualmente as Corporações devem, para permanecerem vivas e fortes, elogiar e promover aqueles que correm riscos, mesmo que fracassem de vez em quando. Aqueles que nunca erraram nunca fizeram nada para melhorar a Corporação. Estes comandantes também: - Preferem as pessoas que seguem o padrão do que aquelas que pensam por si mesmas. - Não dão oportunidades aos profissionais promissores. - Têm medo de quebrar as regras que não fazem sentido.
8º Passo - Não preparar o seu pessoal
Estes comandantes menosprezam os treinamentos, pois querem simplesmente ver o pessoal em postos de serviço para dar uma satisfação aos políticos. Acham os cursos, estágios, treinamentos e outros, dispensáveis e de menor importância. Quando o GCM erra por falta de conhecimentos técnicos, este tipo de comandante quer crucificá-lo.
9º Passo - Estimule a desunião
O comandante que não é justo no estabelecimento de punições ou, pior ainda, na concessão de prêmios e condecorações, beneficiando preferencialmente aqueles indicados politicamente ou que se estruturam pela bajulação, em detrimento dos que realmente estão correndo os riscos da atividade policial, gera um clima de descontentamento e desunião no seio da tropa.
10º Passo - Não se preocupe com a qualidade de vida de sua tropa.
Os comandantes que não têm a menor preocupação com as condições de moradia, saúde, educação, lazer e salarial de sua tropa, não se preocupando com fatores importantes como: escala de serviço, ambiente de trabalho adequado, assistência médica, promoções, acompanhamento psicológico, assistência jurídica, etc; são os verdadeiros comandantes medíocres.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 14 de março de 2011

O LÍDER E O LIDERADO.

Algumas pessoas acreditam que o Líder é o melhor, em todos os aspectos, inclusive e principalmente, em nível salarial em relação aos Liderados. Existe um grande equívoco dentro deste contexto, uma vez que as posições acima não correspondem, necessariamente, a algo cognitivo, ou seja, intelectual, e sim a algo emocional, como lidar com situações de tensão, metas, gente e outros.
Será que já nos perguntamos: O Liderado pode ser melhor que o Líder?
Quando falamos em âmbito escolar, o aluno pode saber mais que o professor? Por que não? A relação pedagógica se dá numa visão de ensinagem, ou seja, troca, reciprocidade. Eu sou, também, educador e posso afirmar que por várias vezes fui aprendente na minha própria sala de aula ao invés de ensinante e nem por isso deixei de ser Líder. Mas por que não aprendente e ensinante? A visão é bem construtivista, óbvio que reflete a pura e genuína verdade escolar em todos os níveis, sejam, infantis, primária, secundária e universitária, todos transcendem seus horizontes de aprendizagem.
Podemos entender então, que a relação Líder – Liderado, é como duas setas em sentidos opostos, explicitando a troca de informações construídas a partir de suas experiência e relações com o mundo, com as pessoas, com o planeta, com a natureza, com os símbolos – Vygotsky – tendo em vista que o homem é fruto de um contexto cultural, lingüístico e genético, dentre outras várias complementações totalizando-o como ser humano.
Ainda existe certa supremacia não democrática, e puramente neoliberal, que acomodam os Líderes como seres intocáveis, merecedores, auto-suficientes e vários outros adjetivos mentirosos como se todos estes méritos fossem conquistados sem a intensa movimentação dos neurônios de seus Liderados. Não quero aqui desmerecer o Líder, muito pelo contrário, reconhecê-lo e desmistificá-lo como super herói, uma vez que não se existe um protagonista, mas vários, visão de parceria, de cumplicidade, de amabilidade e de várias outras palavras que reflitam a verdadeira intenção da Liderança – A motivação.
Para mim uma das maiores características do Líder é a empatia, a arte de se colocar em situações holísticas a fim de perceber, sondar e buscar respostas nos mais desconhecidos sentimentos intrínsecos de nossa alma, é algo impressionantemente humano. Elogiável ainda, o Líder que se faz presente mesmo ausente, sua marca deixada aos ouvidos e na consciência: Dá-se então a oportunidade de pensar, produzir, criar, responsabilizar-se e acreditar em sua capacidade subestimada na cultura empresarial instaurada em nosso subconsciente.
Ser Líder, acima de tudo, é acreditar no potencial de seus Liderados, acreditar sem desconfiar, sem bisbilhotar, sem espionar, porque sabemos que algumas empresas vigiam para ver se não tem ninguém “enrolando”. É preciso acreditar até se provar o quanto àquela pessoa precisa ser mais orientada, mais liderada, mais humanizada, é preciso ser Líder de Liderados, de cultivar, de valorizar e de massagear o que temos de mais importante, a autoestima.
Líder ainda é aquele que briga pelos seus liderados, que abraça e é abraçado, que fala e é ouvido, que canta e é aplaudido. Líder não é algo que se aprende em Faculdades e Universidades, ser Líder é ser, simplesmente, Líder.
João Neto
Pedagogo, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional e atualmente cursando Especialização em Tecnologias Digitais na Educação.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: UMA VISÃO SOBRE A POLÍCIA MILITAR.

A INSEGURANÇA PÚBLICA-2
Prof. Marcos Coimbra

Conselheiro Diretor do CEBRES, Acadêmico fundador da Academia Brasileira de Defesa, Professor de Economia e autor do livro Brasil Soberano.
Identificamos como vulnerabilidades de maior relevância, no relativo à segurança pública, em especial no tocante à Polícia Militar do Rio de Janeiro:
1 – Hierarquia e Disciplina: Nos últimos anos, em especial no período de governo Garotinho/Rosinha, a hierarquia e disciplina na PMERJ foi duramente aviltada, ignorando-se os princípios basilares da Constituição Federal e do Estatuto da PMERJ, no que concerne à noção básica da precedência entre os postos e graduações e a antiguidade. Quanto ao critério de promoção de oficiais superiores, predominou o conceito subjetivo do mérito, que passou a ser baseado em indicações políticas ou religiosas, prejudicando seriamente profissionais, altamente qualificados;
2 – Escolha dos Comandantes de Batalhão: Ao invés da adoção do critério do perfil ideal do comandante de Unidade, calcado na experiência profissional, formação específica, avaliação do desempenho nas diversas funções exercidas anteriormente, passou-se a empregar a norma de nomeação dos comandantes, em função de escolhas meramente políticas, objetivando atender a demandas clientelistas;
3 – Ausência da Ação de Comando: Em virtude do exposto no item anterior, diagnosticou-se uma terrível lacuna na comunicação entre comandante e subordinados, ocasionando interrupções graves e com consequências práticas indesculpáveis na prestação do serviço de segurança pública pela PMRJ ao cidadão. Por exemplo, citamos seqüestros-relâmpagos, assaltos nas vias públicas a qualquer hora do dia ou da noite, assaltos a residências, invasões de comunidades, causando uma indescritível sensação de insegurança;
4 – Cadeia de Comando: Um dos principais fatores de sucesso em qualquer atividade, em especial na função de garantia da segurança pública de um sistema, reside justamente na plena observância desse princípio. Infelizmente, constata-se atualmente a sua ausência diante dos desafios decorrentes do alto grau de violência vivenciado pela nossa população, a mercê da ação predatória exercida por um verdadeiro poder paralelo, exercido pela “máfia” de narcotraficantes e/ou milícias. O exemplo flagrante é a barbárie representada pela queima de veículos, com bandidos colocando fogo em veículos, causando trauma relevante à população;
5 - Comando, Controle e Coordenação: Observamos o progressivo aumento, nos últimos anos, do hiato entre as ordens emanadas do comando e o seu fiel cumprimento pelos escalões inferiores, constatado pela desmotivação dos oficiais, que por sua vez, não conseguem transmitir aquilo que é necessário aos seus subordinados, causando um verdadeiro caos, onde deveria haver ordem. Como exemplo, apontamos a ordem de reforço de policiamento de determinadas áreas em conflito, a qual é cumprida por um ou dois dias apenas, deixando de ter prosseguimento, em virtude da falta de controle (supervisão) e da ausência de responsabilização por parte do comando do batalhão;
6 - Moral da Tropa: A história demonstra que um combatente motivado, que sabe por que está lutando e acredita na causa, em um ideal, mesmo em inferioridade no relativo a armamento e logística, vale muito mais do que um simples cumpridor de ordens. No momento, a tropa encontra-se desmotivada, sem liderança, além de estar sendo mal remunerada e agindo, em sua grande maioria por conta própria, resultando daí inúmeros desvios de conduta, que realimentam o processo de desmotivação e degeneração institucional, quando se tornam públicos;
7 – Enfraquecimento da Instituição Polícia Militar: Fundada em 13.05.1809, a PMERJ sempre foi alicerçada no conceito da hierarquia e da disciplina, sendo admirada por todos em virtude de sua atuação eficiente e eficaz, sem distinção de classe, credo ou cor na sua atuação, sendo considerada uma das melhores polícias militares do Brasil. Contudo, ao longo do tempo, houve uma violenta inversão de valores, provocando uma progressiva deterioração naquilo que existia. O cidadão comum passa a temer a ação policial ao invés de respeitá-la. Isto representa a antítese do conceito de ordem de ordem pública.
Como principais sugestões de políticas e estratégias a serem adotadas, citamos:
1 – Restabelecer os princípios da hierarquia e da disciplina, com base legal e na fiel observância dos critérios de competência (merecimento e antiguidade), experiência profissional e probidade, em especial no tocante ao critério de promoções;
Estratégia – Compor uma Comissão de Promoção de Oficiais composta pelos cinco coronéis mais antigos em atividade para avaliar tecnicamente os indicados.
2 – Nomear os comandantes de Unidade, segundo critérios rígidos que levem em consideração a competência e experiência profissional;
Estratégia – Selecionar dentre os oficiais aptos, aqueles que se adéquem melhor ao perfil exigido.
3 – Corrigir a distorção existente entre as ordens emanadas do comando e sua fiel execução;
Estratégia – O Comando Geral da PMRJ deve cobrar sistematicamente dos seus comandantes subordinados a constante observância das ordens e determinações emitidas.
4 - Exercer plenamente a função preventiva, através da massificação do policiamento, além de seu treinamento, adestramento e aprestamento;
Estratégia – Maximizar o reaproveitamento do efetivo existente, objetivando alcançar uma maior eficácia no policiamento preventivo, com o emprego de uma tropa mais qualificada.
5 – Cumprir fielmente a missão constitucional da PMERJ, garantindo à população a sensação plena de segurança pública;
Estratégia – Zelar pela constante supervisão das ordens em vigor, com responsabilização dos comandantes e oficiais, em caso de sua inobservância.
6 – Restabelecer a imagem positiva da PMRJ, diante da Sociedade Brasileira;
Estratégia – Exigir que, do comandante geral ao comandante da menor fração existente, todos tenham legitimidade para fazer cumprir o estipulado em Lei. Para isto é necessário que cada comandante tenha respaldo profissional, moral e ética, recuperando a máxima de que cada comandante é responsável pela sua tropa, pela sua área de policiamento e pelas conseqüências de sua ação ou omissão.
7 – Chegar à síntese do que foi exposto, por intermédio da valorização do Policial Militar, da Instituição PMERJ, da Doutrina de Emprego da PM, do uso seletivo da força, a fim de que seja restabelecida a sua imagem positiva, a sua respeitabilidade diante de todos;
Estratégia – Recuperar a mística da PMERJ, bem como os princípios de chefia e liderança, infundindo nos comandantes seus ideais, a obrigatoriedade do cumprimento efetivo do dever, naquilo que é mais nobre: SERVIR.
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Página : www.brasilsoberano.com.br (Artigo de 24.11.10 para o MM).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 1 de setembro de 2009

QUIETINHO NO CANTINHO...

O GLOBO
ME DIZES COM QUEM ANDA...
Vez por outra temos que reconhecer que não fomos felizes e fazemos isso com muita naturalidade, embora na nossa opinião acertar é humano.
Ao tratarmos da falta de lideranças na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, não deixamos claro que a nossa citação tinha como referência a ATUAL GESTÃO da Instituição.
Interessante essa expressão: atual gestão.
Ela tem sido empregada frequentemente pela Assessoria de Imprensa (PM-5).
Seu uso nos remete a uma empresa e não a uma instituição pública.
Passa uma idéia de modernidade e também funciona como um claro reforço ao processo de desmilitarização.
Imaginem um Oficial do Exército Brasileiro se referindo ao General Comandante do Primeiro Exército, como sendo o ATUAL GESTOR ou NOVO GESTOR.
Mas vamos deixar a desmilitarização para o seu artigo apropriado e vamos voltar ao tema liderança.
Se nós relacionarmos TODAS AS FUNÇÕES DO PRIMEIRO ESCALÃO DA ATUAL GESTÃO não encontraremos um único coronel de Polícia que tenha lutado pela tropa ao longo da ATUAL GESTÃO GOVERNAMENTAL do gestor Sérgio Cabral (PMDB).
- O comandante geral não lutou, estava fora da Polícia Militar.
- Os dois chefes do estado maior não lutaram.
- O chefe do gabinete do comando geral não lutou, esteve fora da Polícia Militar, mas voltou.
- O corregedor interno não lutou.
- Os nove comandantes intermediários não lutaram.
Ninguém do primeiro escalão lutou pela tropa da Polícia Militar.
Assim sendo, não podem ser vistos como líderes.
Imaginamos o que passa pela cabeça de um JOVEM SOLDADO ao olhar para cima e não enxergar uma única referência de liderança.
Enquanto Coronéis de Polícia MUITO MAIS ANTIGOS lutavam pela tropa e enfrentavam os desmandos do secretário de segurança e do governador, todos eles ficaram caladinhos nos seus cantinhos, aguardando o circo pegar fogo para tomar o lugar dos ARTISTAS PRINCIPAIS.
Talvez acreditem que os fins justifiquem os meios...
Ou que vale tudo para eu me "dar bem".
Nem na marcha Democrática pela aprovação da PEC 300/2008 eles foram!
Aliás, só a PM/2...
Um líder nunca faria isso, ainda mais considerando que eles reclamaram a vida toda que os Coronéis de Polícia não enfrentavam o governo.
Muito triste, eles hoje são coronéis...
O que nós podemos esperar?
Nada.
Cabral pode dormir tranquilo, eles dizem o AMÉM.
Diante do exposto, peço publicamente desculpas aos Coronéis de Polícias que estão ainda na ativa (inclusive eu) que não fazem parte da ATUAL GESTÃO, por não ter deixado claro a falta de liderança foi uma referência a ATUAL GESTÃO.
E por falar em serviço ativo, se a Polícia Militar nos fornecer os documentos necessários, em breve entraremos no judiciário para lutarmos pela nossa permanência no serviço ativo.
Embora, na condição de Coronel de Polícia da reserva remunerada, ainda possa ser o próximo Comandante Geral.
Mas não se preocupem, prefiro apoiar um CORONEL que signifique a volta da situação ideal, como disse o patrono da minha Turma de Aspirantes:
- (...) e o mando deve caber ao mais digno e competente.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

DOIS LÍDERES LEGÍTIMOS, COISA RARA ATUALMENTE...

Na 1a CONSEG um dos temas abordados foi a recorrente idéia da desmilitarização das Polícias Militares, algo apoiado inclusive por muitos Praças das Instituições Militares, que na realidade sonham com a liberalidade da organização não militar adotada pelas Polícias Civis.
A prática demonstra que essa mudança não tem qualquer relação com a tentativa de uma melhora de desempenho, considerando que as Polícias Civis demonstram uma clara ineficiência no cumprimento da sua única missão constitucional, a investigação.
Todavia, temos que reconhecer que pelo menos uma Polícia Militar dá claros sinais de ter iniciado um processo de desmilitarização, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
A PMERJ abandonou por completo valores institucionais essenciais ao ser totalmente absorvida pela dominação política, perdendo qualquer identidade própria.
A nossa Polícia Militar realiza solenidades de substituição de comandantes gerais como se estivesse trocando a guarda do quartel.
Atua na direção do politicamente correto e se afasta do seu principal parâmetro, a lei.
Atualmente, está promovendo o desmonte do seu controle interno, um absurdo total e completo, que ainda não teve a sua motivação (versão oficial) esclarecida pelo comando.
E o pior símbolo do processo de desmilitarização, o desaparecimento dos líderes.
Hoje a Polícia Militar não possui um único Coronel de Polícia que represente a figura do líder militar.
Temos os políticos.
Temos esboços de guerrilheiros.
Não temos uma liderança, uma referência, alguém para servir de modelo.
Falta liderança, falta amor corporativo, falta conteúdo e faltam muitas outras coisas.
Nesse cenário desértico, se destacam apenas dois Tenentes Coronéis como líderes natos da tropa, o Tenente Coronel Roberto e o Tenente Coronel Príncipe.
Talvez para salvarmos a PMERJ sejamos obrigados a quebrar um paradigma e nomearmos um Tenente Coronel para Comandar a Polícia Militar.
Só um líder pode salvar a nossa amada, heróica e gloriosa Polícia Militar.
Tenente Coronel Príncipe na AME/RJ - 2008
Eu andei revendo as centenas de fotos que tenho das reuniões da AME/RJ e das nossas duas Marchas Democráticas históricas e não vi nenhum Coronel do alto comando da PMERJ.
Nenhum!
Príncipe e Roberto aparecem inúmeras vezes e também marcharam conosco no domingo, aos dois a continência de todos que amam a PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 11 de agosto de 2009

OPERAÇÃO PADRÃO: QUEM SÃO OS VERDADEIROS CULPADOS POR ESSE ATO EXTREMO DA TROPA!

O DIA (foto)
MAJOR DE POLÍCIA WANDERBY
UM LÍDER NATO E ATUANTE
O militarismo forja líderes, pois eles são indispensáveis para a condução da tropa, nas mais arriscadas missões, onde comandantes e comandados arriscam a própria vida em várias oportunidades.
No militarismo, a liderança é indispensável, embora sempre se busque a harmonia produtiva do trabalhar juntos, o colaborar.
Os militares são ordeiros por natureza e são pacíficos ou não diante da conjuntura.
Militares cultuam a paz, porém estão preparados para todas as guerras.
Nessa linha simplista de raciocínio podemos concluir de imediato que se a tropa desencadeia uma uma iniciativa na busca de melhores salários - Operação Padrão -, isso deixa claro que os que deveriam liderar falharam ou optaram pela omissão.
Os comandados não usurpam funções, eles ocupam espaços.
No caso específico do Rio de Janeiro, no momento que a tropa anuncia uma Operação Padrão, fica claro que inexistem lideranças que tenham legitimidade para lutar por salários dignos.
A intervenção realizada na Polícia Militar por Sérgio Cabral (PMDB), que resultou na exoneração do Comandante Geral, em janeiro de 2008, foi o marco inicial desse caos institucional.
Cabral, não satisfeito em exonerar os Coronéis Barbonos, mudou leis para persegui-los e para encerrar as suas carreiras no serviço ativo. Ao agir dessa forma, afastou uma geração de Coronéis de Polícia que a "banda boa" da Polícia Militar depositava grande esperança, um verdadeiro tiro na cabeça.
Tal atitude deveria merecer por parte dos outros Coronéis de Polícia e de todos os Tenentes Coronéis de Polícia, atos de solidariedade com os Coronéis Barbonos e acima de tudo, o cumprimento de promessas, considerando que os Barbonos fizeram o que eles sempre cobraram dos Coronéis de Polícia.
Entretanto, nenhum ato de solidariedade foi desenvolvido, muito pelo contrário, optaram por uma omissão oportunista, sonhando com funções e promoções.
E vieram as promoções e as funções, acima como o descrédito total.
A tropa da Polícia Militar é profissional, sendo que a sua maioria esmagadora é formada por cidadãos do nosso tempo, esclarecidos, que observam e concluem sobre tudo que acontece na Polícia Militar.
Nada passa desapercebido para a tropa.
O resultado foi drástico, praticamente desapareceram os líderes, restanto apenas poucos Tenentes Coronéis com essa característica, como os Tenentes Coronéis Príncipe (Comandante do 6o BPM) e Roberto (Comandante do 15o BPM), citando dois dos raríssimos exemplos.
Cabral e Beltrame impusseram Pitta, semearam e colheram Mário Sérgio, porém esqueceram que não mais existe liderança na Instituição, agora, só restou a opção de tentar constuir uma liderança baseada em uma mão de ferro, com os rigores dos regulamentos ou uma liderança populista, bom mocismo, ambas inócuas.
Alguém consegue imaginar algum Coronel de Polícia da ativa discordando publicamente do governador Sérgio Cabral (PMDB)?
Claro que não!
A Operação Padrão está anunciada para amanhã, não sabemos se ocorrerá ou não, mas o simples fato da tropa ter assumido a liderança demonstra de forma inequívoca que ela está ocupando espaços deixados pelos Coronéis e Tenentes Coronéis de Polícia.
Portanto, os culpados pela deflagração dessa Operação Padrão tem nome e sobrenome: Sérgio Cabral e José Mariano Benincá Beltrame.
Essa é a verdade!
Por derradeiro, cabe destacarmos que parte da mídia tem feito o seu papel chapa branca e nada comenta a respeito da Operação Padrão, porém se ela começar e continuar por alguns dias, todos os órgãos da mídia noticiarão.
Notícias correrão o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

LIDERANÇA, ÉTICA, COMPETÊNCIA E MOBILIZAÇÃO


Um comentarista anônimo encaminhou as duas matérias transcritas nesse artigo.
Ele defende a idéia de que devemos tirar a Polícia Militar da posição de “vidraça”, o que ocorre em razão das nossas mazelas serem expostas publicamente, a todo o momento.
Nos meus mais de 31 anos de exercício profissional posso afirmar que muitos Policiais Militares, inclusive Oficiais, pensam igual ao comentarista, ou seja, devemos preservar à Instituição, escondendo os nossos erros.
Respeito e entendo essa posição, não discuto se é certa ou errada, entretanto não consigo entender um serviço público que não seja transparente.
Um serviço público que não divulgue os seus números, os seus dados, inclusive os ruins.
A preservação da Polícia Militar, em minha opinião, não passa pela simples exposição dos problemas de outras Instituições Públicas.
Isso é nivelar pelos erros, nivelar por baixo, por assim dizer.
A nossa preservação está diretamente relacionada com os nossos compromissos éticos e com a nossa mobilização no sentido de dedicarmos as nossas ações à consecução dos objetivos institucionais e não pessoais.
Cada um de nós precisa pensar e agir como Instituição, esse é o grande foco, respeitando todas as posições contrárias.
O documento PRO LEGE VIGILANDA, assinado e ratificado pela maioria dos Coronéis, precisa ser um documento institucional.
Não pelo fato de ter sido escrito por Coronéis.
E sim, pelo fato de ter sido a primeira demonstração pública do quadro atual de deteriorização Institucional.
Um brado por mudanças!
O documento significa o início da luta pelo resgate da nossa cidadania através de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
A nossa preservação passa pela ética, pela competência e pela responsabilidade dos líderes institucionais.
O PRO LEGE VIGILANDA é um manifesto redigido por Coronéis de Polícia, líderes, que ao elaborarem, assinarem e divulgarem o documento, simultaneamente, assumiam as suas culpas pelo estado atual dos Militares de Polícia.
Coronéis precisam ser líderes, precisam comandar os destinos da Polícia, caso contrário, passam a ser vistos apenas como emissários de ordens e de sanções, bem como, meros destinatários de deferências e de condecorações.
Portanto, ética, competência, liderança, idealismo, destemor e coesão interna corporis são alguns dos valores, alguns dos meios para alcançarmos esse fim, a preservação dos Militares de Polícia.
A seguir transcrevo os textos encaminhados, considerando que eles são oriundos da mídia, portanto públicos.


Blog do Jornalista GUSTAVO DE ALMEIDA

INTRIGAS NO MP

A segunda-feira no Ministério Público foi de tensão e verdadeira cizânia, com o surgimento de uma carta apócrifa com ataques ao presidente da Associação do Ministério Público, Eduardo Gussem.
Segundo a carta anônima, que seguiu em email para todos os promotores do órgão, o presidente Gussem, principal candidato da situação à sucessão de Marfan Martins Vieira, teria gastado 40 mil da Amperj a fim de comprar ingressos (normalmente vendidos a R$ 100) para a festa de fim de ano no Copacabana Palace.
Sobre o luxo da festa dos promotores, é desnecessário dizer qualquer coisa. Basta dizer que foi no Copacabana Palace, ora.
De acordo com a denúncia anônima, que deixou todos os promotores acachapados, os ingressos teriam sido distribuídos entre integrantes da Administração Superior, do Órgão Especial e do Conselho Superior do MP.
A carta vai mais além: critica os problemas de caixa da associação e denuncia que Gussem teria gasto R$ 70 mil com uma viagem de promotores ao Maranhão para... jogar futebol.
Se são verdadeiras as denúncias, não sei.
Tenho informações A-1 de que houve, sim, este ano, uma grande viagem de promotores ao Maranhão, no entanto desconheço o esporte por lá praticado.
E é fato que muitos - para não dizer todos - estranharam a ausência do governador Sérgio Cabral nos dois eventos mais importantes do MP no fim de ano: a festa de confraternização no Copacabana Palace e a entrega do Colar do Mérito do MP. E, diga-se: foi convidado para os dois eventos.
Para quem trabalha com "sinalização", como os políticos, é uma mensagem clara.
Mesmo que não sejam comprovadas as denúncias no documento apócrifo, é mais um desgaste neste fim de ano em que pouca gente no poder público pôde comemorar uma "saída por cima". Talvez no contexto final, nestes desgastes do MP, ganhe força um que está por cima, principalmente depois da operação que culminou na prisão do fiscal de rendas Chico Olho-de-boi: o coordenador de Inteligência e promotor Astério Pereira dos Santos aparece cada vez mais forte como sucessor de Marfan nas eleições do fim de 2008.
Postado por Gustavo de Almeida às
22:27


O GLOBO

19/12/2007 - Às 00h57m

JAILTON DE CARVALHO


NEPOTISMO

Conselho Nacional de Justiça manda demitir mulher do desembargador Cavalieri

BRASÍLIA - Por 13 votos a 0, o plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou na terça-feira que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro demita imediatamente a servidora Irene Meire Cavalieri.
Contratada sem concurso público, Irene Meire é mulher do desembargador Sérgio Cavalieri Filho, ex-presidente do tribunal.
Para o relator do caso, professor Joaquim Falcão, a contratação dela fere a lei que proí­be a contratação de parentes.
Uma das principais atribuições do Conselho Nacional de Justiça ao coibir o nepotismo no Judiciário, prática antiga em muitos setores do serviço público.
Esta é a segunda vez que o Conselho Nacional de Justiça determina o afastamento da mulher do ex-presidente do Tribunal de Justiça.
A resolução, uma das primeiras medidas do CNJ, vedava a contratação de parentes por juí­zes, desembargadores e ministros. Mas Irene Meire retornou ao cargo graças a uma decisão do próprio Tribunal de Justiça favorável a sua permanência no serviço público.
O Tribunal do Rio informou que não tinha localizado o desembargador Sérgio Cavalieri Filho para comentar a decisão.
O TJ só deverá demitir a mulher do desembargador depois que for notificado oficialmente da decisão do CNJ.


Todos nós, brasileiros, precisamos estar mobilizados para mudar o Brasil.

Caso contrário, a nossa descendência - as próximas gerações - terá vergonha de nós!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO