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domingo, 19 de fevereiro de 2012

RIO - POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS MILITARES - IPM - CONSELHOS DE DISCIPLINA E JUSTIFICAÇÃO - TRANCAMENTO.

Aos senhores advogados dos PMs e BMs que sobreviveram ao "inferno" de Bangu I, considero que o poder judiciário pode decidir sobre o trancamento dos IPMs e dos PADs em curso, desde que acionado, considerando as torturas psicológicas a que foram submetidos os militares estaduais.  Penso que tal iniciativa não prosperará junto ao comando da PMERJ e do CBMERJ, infelizmente. portanto, o recurso precisa seguir a via judicial. Ninguém que passou dias encarcerado por 15 horas, pode estar em condições de organizar o raciocínio adequadamente, para responder aos questionamentos próprios dos IPMs e dos PADs. Sugiro aos advogados que solicitem o trancamento e que apenas após a recomposição psicológica dos acusados, eles sejam reiniciados.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

USO DAS VIATURAS DA POLÍCIA MILITAR, DO CORPO DE BOMBEIROS E DA POLÍCIA CIVIL - COMPLEMENTO.

Obviamente, o fato do motorista da viatura da Polícia Militar, da Polícia Civil ou do Corpo de Bombeiros ser Oficial ou Delegado, em nada altera a necessidade do curso e da CNH na categoria adequada. Faço essa ressalva (desnecessária?), em razão de ter ouvido algo que não acreditei, dando conta que Oficiais estariam sendo convocados para compor equipes de socorro do CBMERJ. Certamente, isso é apenas um boato, pois em nada altera o posto ou a graduação do motorista e o comando da corporação sabe muito bem disso.
Juntos Somos Fortes!

POLÍCIA MILITAR: CONSTRANGIMENTOS E AMEAÇAS .

Constrangimentos e ameaças.
Prezados Policiais Militares e Bombeiros, diante da gravíssima crise que se abateu sobre a área da segurança pública no Brasil e especiamente, no Rio de Janeiro, onde são pagos os piores salários do país para PMs e BMs, nada mais natural de que os Comandos Gerais, os Comandantes, os Chefes e os Diretores, façam reuniões com os efetivos de suas IOPMs (OBMs), para orientarem os subordinados.
Infelizmente, as orientações as vezes evoluem para verdadeiras ameaças, autênticos constrangimentos, o que constituem ilegalidades.
Em 2008, após a primeira marcha democrática realizado no Rio de Janeiro por PMs e BMs o dia 27 JAN 2008, circulou na PMERJ uma orientação de várias folhas incluindo crimes militares que não guardavam qualquer relação com os fatos, isso para impedir a participação na segunda marcha, que foi realizada no dia 17 FEV 2008.
Hoje pipocaram notícias de todos os lados informando que estavam sendo realizadas reuniões nos batalhões e nas UPPs para orientar a tropa. Soube que ameaças e constrangimentos teriam ocorrido aqui e ali, inclusive até ameaças de expulsão teriam aparecido no curso dessas orientações.
Bombeiros e Policiais Militares, todos sabem a minha opinião sobre a deflagração de uma greve e a minha opção pela realização de uma operação tolerância zero, mas nesse momento quero ratificar o que escrevi em artigos anteriores, quanto à enorme diferença entre a reunião do dia 09 FEV 2012 e a greve que pode ser iniciada no dia 10 FEV 2012. Deflagrada a greve os comandos poderão agir como a legislação determina, mas a situação é diferente quanto a impedir a participação no ato cívico-democrático previsto para amanhã. Participar de um ato ordeiro e pacífico, estando de folga, em trajes civis e desarmado é um direito de todos e de todas.
Penso que os organizadores do ato devem orientar o quanto antes os representantes de cada OPM e OBM quanto aos direitos e deveres dos PMs e BMs, inclusive com relação aos procedimentos a serem adotados em caso de qualquer abuso que restrinja a liberdade de locomoção ou qualquer outro direito. Devem ainda ter um link com os órgãos da mídia para divulgação de qualquer demora no encerramento do expediente ou de qualquer prontidão, injustificáveis.
É hora de saber muito bem o que se está fazendo. Amadorismo é sinônimo de fracasso.
Juntos Somos Fortes!

USO DAS VIATURAS DA POLÍCIA MILITAR, DO CORPO DE BOMBEIROS E DA POLÍCIA CIVIL.

Um amigo me contou que estariam providenciando os documentos originais para todas as viaturas, o que é uma excelente notícia pois evita que as viaturas continuem circulando de forma irregular. Além disso, o comando da PMERJ revogou a necessidade da denominada P/4, bastando agora apenas a posse da CNH para dirigir as viaturas. Isso demonstra a preocupação com a Operação Tolerância Zero (Padrão), pois sem viaturas no patrulhamento, os efeitos seriam muito semelhantes ao de uma greve.
Isso são fatos, entretanto, para dirigir viaturas de emergência, não basta ter uma CNH. Leiam esse comentário postado:
"ATENÇÃO MOTORISTAS DE PATRULHAS
Somente quem tem categoria "D" e tem curso de emergencista pode dirigir, veja a decisão no Rio Grande do sul.
A Juíza Denize Terezinha Sassi, da 1ª Vara Cível de Santa Maria, concedeu hoje (17/9) liminar determinando que somente policiais militares aprovados em curso de prática veicular em situação de risco realizem atividade de policiamento ostensivo na condução de veículo de emergência. A decisão abrange todo o estado a vale até o julgamento final da ação.
O pedido foi ajuizado pela Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) contra Estado do Rio Grande do Sul, sob a alegação de que as viaturas de policiamento ostensivo enquadram-se na categoria veículos de emergência. Defendeu, no entanto, que o comando apenas exige habilitação para conduzir veículos, sem observar se o candidato a motorista possui o treinamento previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro (inciso IV do artigo 145). Ressaltou que essa omissão é responsável pelo elevado índice de acidentes de trânsito envolvendo policiais militares.
Comentário postado no Blog: Coturno Carioca". 
Portanto, dirigir viaturas de emergência sem possuir o curso é proibido, salvo melhor juízo.
O espaço está aberto para quem tiver opinião contrária.
Juntos Somos Fortes!

RIO - CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - SOLDADOS E CABOS DEVEM RECEBER TODOS OS UNIFORMES.

Tanto na Polícia Militar, quanto no Corpo de Bombeiros, existe a obrigação de que as corporações forneçam todos os fardamentos aos seus Cabos e Soldados gratuitamente. Tal fornecimento é indispensável para a realização das atividades e o fornecimento deve obedecer os prazos de renovação e as quantidades estabelecidas na legislação específica.
Juntos Somos Fortes!

RIO - CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA - O USO DE SOFTWARE PIRATA - BOMBEIROS E POLICIAIS NÃO USEM PROGRAMA ILEGAL.

A Lei é clara: Software Pirata é Crime.
O Brasil inclui-se entre os países que possuem legislação específica de proteção à indústria do software. Segundo a Lei nº 9609/98 de 20 de fevereiro de 1998, os programas de computador ficam incluídos no âmbito dos direitos autorais, sendo proibidas a reprodução, a cópia, o aluguel e a utilização de cópias de programas de computador feitas sem a devida autorização do titular dos direitos autorais.
A nova lei prevê ainda, que praticada a pirataria, o Poder Fiscalizador do Estado passa a investigar a sonegação fiscal relacionada à atividade da reprodução ilegal do software, seja para fins comerciais ou não.
Com a nova legislação, o Brasil dá um passo importante rumo ao desenvolvimento, alinhando-se a vários países do mundo que já adotaram esta preocupação referente à reprodução ilegal de programas. A partir de agora, a pirataria de software deverá ser tratada sob uma nova ótica por toda sociedade e, principalmente, pelas empresas. Adotando-se controles rígidos, é possível evitar as duras sanções impostas pela nova lei e não retardar o desenvolvimento e os benefícios adquiridos com o uso de software legal.
Você sabia?
• Software é um conjunto de instruções lógicas, desenvolvidas em linguagem específica, que permite ao computador realizar as mais variadas tarefas do dia-a-dia de empresas, profissionais de diversas áreas e usuários em geral.
• A produção de software exige conhecimento técnico e um grande volume de investimentos sendo que, pela sua importância e alcance, movimenta bilhões de dólares em negócios e gera milhares de empregos.
• Ao adquirir um programa de computador (software), o usuário não se torna proprietário da obra, está apenas recebendo uma Licença de Uso, que é uma permissão para o uso, de forma não exclusiva.
• Mesmo tendo adquirido uma cópia original, o usuário não possui o direito de realizar a exploração econômica do software (cópia e revenda, aluguel, etc.), a não ser que tenha autorização expressa do titular da obra.
• A Pirataria de Software é a prática de reproduzir ilegalmente um programa de computador, sem a autorização expressa do titular da obra e, consequentemente, sem a devida licença de uso.
PIRATARIA:
• A execução de cópias não autorizadas de software, em computadores dentro de organizações, conhecida como Pirataria Corporativa, acontece quando se reproduzem softwares pelos empregados, para uso no escritório, sem a aquisição das respectivas Licenças de Uso, o que, mesmo se em pequenas quantidades, pode significar multas vultosas, além de grande desgaste da imagem da empresa no mercado.
• Compartilhar programas com amigos e colegas de trabalho, conhecida como Pirataria Individual, também é um problema significativo, especialmente porque os usuários individuais que fazem cópias não autorizadas não acreditam que possam ser detectados, sobretudo face ao enorme número de pessoas que praticam esta contravenção.
• Outra forma de pirataria que é muito significativa acontece através de algumas Revendas, que copiam integralmente o software, e o vendem a preços reduzidos ou, gravam cópias ilegais nos discos rígidos dos computadores, oferecendo este software pirata como uma "gentileza" na compra do hardware.
• Muitos programas são comercializados para utilização em redes locais, casos em que a documentação que acompanha o software descreve as formas de instalação, de uso e o número de usuários permitido, constituindo-se violação do Direito Autoral, a utilização de versões monousuários em ambientes de rede ou a permissão de acesso aos terminais, em quantidade maior do que a quantidade licenciada.
• É preciso esclarecer os usuários sobre os prejuízos da pirataria, que vão desde a utilização deficiente do software, por falta de manuais, suporte técnico, treinamento adequado e garantia, até a perda de dados por ação de vírus, normalmente presentes nas cópias ilegais.
• A cópia ilegal não gera remuneração para que os autores invistam na própria melhoria dos programas.
• A Lei 7.646/87 estabelece que a violação de direitos autorais de programas de computador é crime, punível com pena de detenção de 6 meses a 2 anos e multa, além de ser passível de ação cível indenizatória.
• Em caso de dúvida, consulte a ABES - Associação Brasileira das Empresas de Software, ou ligue para o Telepirata - 0800.110039
Outro ponto que merece atenção é a venda de hardware com software instalado, geralmente, pirateados. Nesse caso, é essencial que o usuário exija do fornecedor seu certificado de licença do produto. Caso contrário, também corre o risco de ser processado, por receptação de mercadoria falsificada e infração ao direito autoral (Lei de Software).
Texto extraído do site www.abes.org.br
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

BRASIL: CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA – O ELO QUE LIGA O CEARÁ, A BAHIA E O RIO DE JANEIRO.

Eu defendo a operação tolerância zero (padrão) e não a greve como forma de buscar a nossa valorização profissional, porém isso não significa que não posso avaliar os fatos que cercam a mobilização no Rio de Janeiro.
Hoje, 06 FEV 2012, eu vejo um link entre o Ceará, a Bahia e o Rio de Janeiro. Uma sensação que pode ser diferente amanhã, caso fatos novos venham ocorrer na Bahia. Uma ligação entre passado, presente e futuro. Algo que os organizadores da mobilização no Rio não podem desprezar sob pena de colocarem tudo a perder, sobretudo se o caminho escolhido for uma paralisação, uma greve.
O que ocorreu no Ceará?
Movidos por raro idealismo e destemor, os Policiais Militares do Ceará realizaram uma paralisação. Ocuparam quartéis, inclusive com seus familiares; impediram a circulação de viaturas, furando (esvaziando) os pneus, isso entre outras ações. Sofreram fortes pressões, tendo sido providenciada a decretação da ilegalidade da greve e com cobrança de multas, mas eles resistiram por dias e ao final, o governo cearense atendeu as solicitações. Uma vitória que tinha a tendência de se transformar em modelo para os outros estados. Diante dessa possibilidade, comentou-se nos corredores políticos que o governador Cid Gomes teria sido duramente criticado por ter cedido aos grevistas, tanto que chegou a esboçar o descumprimento dos acordos celebrados.
O que está acontecendo na Bahia?
Um movimento grevista, semelhante ao que ocorreu no Ceará, só que dessa vez o governador Jaques Wagner nem admite negociar, logo ele que foi tão solidário aos Policiais Militares da Bahia na greve de 2001. A greve ultrapassou o quinto dia e não houve qualquer avanço nas negociações. Um grupo de PMs e familiares ocupa a ALEBA, a qual está cercada por tropas federais que poderão invadir a “Casa do Povo” a qualquer momento. Os dois lados resistem, os PMs e o governo.
Obviamente, as pessoas são diferentes, não poderíamos esperar postura idêntica por parte dos dois governadores, mas apesar disso não podemos desprezar uma possibilidade: uma possível orientação do governo federal (PT) para que o governador (PT) não negocie e reprima a mobilização, isso contando com o apoio dos recursos federais.
Escrito isso, penso que os próximos dias serão fundamentais não só para a mobilização na Bahia, mas também para a mobilização no Rio de Janeiro, onde faltam menos de cinco dias para o inicio da paralisação anunciada. Se Jaques Wagner não negociar e seguir na linha repressiva, podemos esperar comportamento semelhante por parte do governador Sérgio Cabral (PMDB), aliado do PT.
Sérgio Cabral não é adepto de negociações, mostrou essa faceta desde os primeiros minutos no governo (2007), a sua vaidade extremada faz com que ele sempre busque impor a sua vontade, como tem feito nesses cinco anos. Um ser humano com esse grave defeito, recebendo ainda um apoio externo para reprimir e para não negociar, tornará a pressão no Rio de Janeiro maior do que a que ocorre na Bahia.
Os organizadores da mobilização no Rio não podem deixar de avaliar essa lógica linha de raciocínio, caso contrário o movimento poderá ser um retumbante fracasso, diante da repressão e da negativa de negociação por dias e dias.
Logicamente, o Rio e a Bahia têm suas diferenças. Além disso, se a mobilização for efetivada, será muito mais próxima do Carnaval, o que poderá fazer com que até o vaidoso governador aceite negociar, apesar da provável pressão do governo federal na direção oposta. Na Bahia os empresários estão perdendo milhões e mais milhões com o cancelamento de eventos, imagine o prejuízo dos empresários fluminenses? Será muito maior. E, como todos sabem, o governador do Rio tem uma relação muito estreita com o empresariado, não gostaria de vê-os perdendo milhões e mais milhões.
O certo é que se os mobilizados optarem por um movimento grevista, devem estar preparados para uma luta longa e sob forte repressão.
O Ceará, a Bahia e o Rio de Janeiro nunca estiveram tão próximos.
Juntos Somos Fortes!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO (OPERAÇÃO PADRÃO) - DIFICULDADES - UMA OPINIÃO.

COMENTÁRIO POSTADO:
"Também não sou favorável à paralisação e tão pouco quero fazer greve. Deixando de lado a questão do caos que se implantará na ordem pública (vide Bahia), da opinião pública que poderá ser "jogada" contra os policiais e bombeiros, em uma manobra política usando a imprensa para isto, posso citar o ônus que a paralisação causará nas vidas pessoais de cada policial e bombeiro que aderir à greve e se aquartelar dentro de sua unidade.
OPERAÇÃO PADRÃO e minhas conclusões:
Coronel, já fiz este questionamento e o Sr não se manifestou a respeito.
Quanto a questão dos policiais CORRUPTOS, será que eles iriam aderir à "TOLERÂNCIA ZERO" e conduziriam para DP o traficante que paga o "arrego" toda semana.
Será que estes mesmos policiais deixariam de sair para as ruas para "minerar" e/ou garantir a ação de seus traficantes apenas por não terem coletes balísticos adequados, P/4, CRLV da VTR original, munição a contento e etc?
E os chamados "MEDROSOS", que mesmo sem equipamentos adequados correriam para assumir o serviço diante de um simples "espirro" do Coronel ou Cmt de Cia?
E os omissos, que se cansam de ver coisas erradas nas suas "caras", mas para não terem trabalho não tomam atitude alguma? E todos sabemos que, destes, a polícia está cheia.
Não gostaria de fazer greve, Coronel, mas o governo nunca nos levou e, apesar de todo este barulho, ainda não nos leva à sério.
A greve, se houver, certamente deixará "sequelas" e traumas para ambos os lados. Instituições, governo, sociedade e principalmente para nossas famílias.
Receio agora que ela, além de inevitável, seja o último recurso.
Ou o Sr ainda acredita no governador?
Ass: Cb indignado. 
Comento: 
Grato pelo comentário bem fundamentado e me desculpe se não respondi antes, realmente não estou conseguindo gerenciar adequadamente todas as tarefas que tenho desenvolvido na mobilização. Os emails, o blog (artigos e comentários), os atos públicos e a participação nas redes sociais (twitter, orkut e facebook) estão consumindo muito tempo.
Concordo com as suas colocações sobre a "banda podre", os medrosos e os omissos, sem dúvida, teremos dificuldades com eles na Operação Tolerância Zero. Entretanto, também teremos na deflagração de uma greve. O que faremos com os medrosos que não aderirem? E os omissos? Como impediremos a "banda podre" de sair para as ruas com o intuito de buscar o seu dinheiro ilícito?
As soluções aparecerão, tenho certeza, soluções essas que poderão também ser aplicadas na Operação Tolerância Zero (Padrão), você não concorda?
Certamente, os efeitos de uma greve são muito mais fortes, concordo, isso é indiscutível, mas temos que pensar na direção do custo e benefício, afinal, queremos a vitória e com o menor número de "baixas" possível.
Juntos Somos Fortes!

RIO: GREVE NA SEGURANÇA PÚBLICA - REFLEXÕES.

Prezados Policiais Militares e Bombeiros, esse é mais um daqueles artigos que escrevo sabendo que vou levar pancada dos radicais de plantão, mas como não consigo ficar em cima do muro, insisto no equívoco de não ser politicamente correto e repito o erro de não escrever o que as pessoas querem ler. Ao contrário, escrevo para incomodar,  para tirar da área de conforto, tendo como objetivo o sucesso da nossa luta de anos e anos.
Peço que façam uma reflexão a respeito do que nós queremos alcançar quando anunciarmos a possibilidade da deflagração de uma paralisação, a partir do dia 10 FEV 2012.
1) Queremos pressionar o governo para que ele atenda principalmente aos nossos anseios salariais?
2) Queremos efetivamente fazer a paralisação?
A resposta parece óbvia, o item 1. Todavia se nós analisarmos tudo o que está acontecendo, desde os primeiros chamamentos na internet, que sinalizaram para uma greve no dia 13 MAI 2012 (lembram?), até os dias atuais, a obviedade começará a ser abalada.
Primeiro, pego emprestado uma fala do Cel BM Sérgio Simões, Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ, Oficial com qual não lembro de ter tido nenhum contato na vida profissional:
"(...) Definitivamente não é momento de sermos manipulados por uma rede de interesses em que vale tudo para consolidar candidaturas e o que menos importa é a solução de nossos problemas".
Longe de afirmar que ele esteja certo, considero que devemos pensar a respeito. Usar cada pedaço do quebra-cabeças para montá-lo e não para atirarmos as peças uns nos outros.
Sinceramente, em vários momentos ao longo da mobilização unificada tenho percebido pretensões na direção de querer a greve e não de solucionar os nossos problemas, para eleitoralmente a deflagração de uma greve no Rio de Janeiro, poder ser usada como ferramenta de campanha eleitoral. Não percebo em todos a preocupação com o alcance dos nossos objetivos e sim com a concretização da greve, apenas isso.
Sou contrário ao movimento grevista, sou inativo, me sentiria um covarde estimulando uma greve que não fiz na ativa, mas sou completamente favorável a um movimento forte e organizado através da deflagração da tolerância zero (padrão) tão empregada na Polícia Federal e com efeitos quase idênticos aos de uma greve. Os PMs do batalhão de Campos usaram recentemente essa operação, quando se recusaram a sair para as ruas sem os coletes balísticos apropriados. Fizeram horas de "paralisação". O efeito foi alcançado, penso que sim. Alguém foi preso? Penso que não.
Prezados, peço que pensem sobre alguns pontos:
- Por que estamos fazendo apenas uma série de visitas e reuniões interna corporis com a presença dos representantes, ações certamente indispensáveis para a conscientização do efetivo, mas não estamos divulgando nas ruas para a população, trazendo o povo para o nosso lado? Será que só estamos preocupados na interação com os futuros eleitores, os PMs e os BMs? Por que não estamos panfletando nas ruas? Por que os representantes não apoiaram o ato da UEMRJ realizado ontem (poucos eleitores?)? Sugiro que leiam a capa do jornal O Globo desse sábado e pensem sobre o que teria levado um jornal claramente pró-Cabral a estampar na capa: "Com PMs em greve, Bahia enfrenta caos na segurança". Não esqueçam que O Globo é lido por formadores de opinião. A manchete coloca o povo fluminense a favor ou contra a nossa greve?
- No último domingo, os PMs, BMs e PCs deram um show de mobilização em Copacabana. Sensacional! Pergunto: Quem estava organizando a caminhada no chão? Ninguém, mas muitos disputaram espaço no caminhão de som, buscando o microfone, nem sempre de forma educada, por assim escrever.
- Até mesmo entendendo a greve como último recurso, por que não programamos a mobilização com o aumento gradativo de pressão e implantamos inicialmente a tolerância zero, sem qualquer risco para os PMs, BMs e PCs? Aliás, o Inspetor Chao da Polícia Civil (representante) tratou desse tema na histórica reunião no SINSPREV, onde foi celebrada a primeira mobilização unificada da área de segurança pública do Rio de Janeiro.
Obviamente, todos tem o direito as suas pretensões eleitorais, mas existe um tempo para cada coisa, a hora é de conquistar objetivos. O reconhecimento virá com a vitória e com ela os votos. Nunca vi a tropa da PMERJ e do CBMERJ tão motivada para lutar pelos seus direitos, o que significa que a oportunidade não pode ser perdida, em face de interesses pessoais. Perdida, poderá ter sido a última. Parabéns a todos e a todas que estão determinados em deixar de receberem esses salários de fome. Um voto de aplauso especial aos PMs e BMs do Interior, pois estão dando exemplos de idealismo e destemor incomum.
Escrevi esse artigo para somar, não para dividir, como alguns alegarão. Fiz isso porque ainda existe tempo para realizarmos as adequações e começarmos pela operação tolerância zero (padrão), preservando a tropa de represálias e pela conscientização da população que ainda está do nosso lado (Pesquisa Rádio Tupi), situação que o governo quer mudar.
O artigo já está longo demais, dei munição suficiente para que atirem contra mim, mas espero ter provocado reflexões nos que não estão visceralmente interessados na greve, mas sim na conquista dos nossos objetivos, pois esse deve ser o objetivo de todos nós. Os que querem a greve pela greve, esses me espancaram, certamente.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A GRANDE IMPORTÂNCIA DO ATO DAS ESPOSAS E ALGUMAS ILAÇÕES.

Prezados leitores, o ato programado pela UEMRJ para a próxima sexta-feira, dia 03 FEV 2012, adquiriu uma relevância muito grande, não só pelo significado da presença dos nossos familiares na luta pela nossa dignidade, mas também pelo fato de cobrir uma lacuna muito grande, o espaço de tempo que separa o ato realizado no domingo passado, dia 29 JAN 2012, do próximo ato público, a assembleia da Cinelândia, marcada para o dia 09 FEV 2012. 
Todos e todas sabem que no momento que se estabelece uma pressão política, ela não pode ser enfraquecida, caso contrário o governo se recupera do golpe, como ocorreu na mobilização do SOS Bombeiros. O ato da UEMRJ será a manutenção do governo no canto, acuado e tentando se defender. O governo Sérgio Cabral (PMDB) sabe que tem que agir com todo cuidado, pisando em ovos, não pode sair retaliando os mobilizados, diante da sua desastrosa ação contra o SOS Bombeiros, logo após a invasão do Quartel General. Até hoje os governistas lamentam os erros do governador no transcorrer da coletiva, erros que colocaram toda a população a favor dos Bombeiros e que fez com que quase 30.000 pessoas participassem da caminhada em Copacabana no ano passado.
A luta que se avizinha penderá para o lado que minimizar os erros do passado e que buscar as melhores soluções, portanto, planejar é imprescindível.
A presença nessa quarta-feira do secretário da Casa Civil na ALERJ, onde foi anunciar o reajuste já divulgado pela imprensa, serviu para mostrar algumas cartas desse jogo.
Posso estar errado, mas arrisco algumas táticas que o governo poderá usar para enfraquecer a mobilização e para colocar a população contra os mobilizados:
- Os comandantes gerais da PMERJ e da CBMERJ seguirão na linha de que estão fazendo de tudo para resolver a questão salarial, usando um discurso sinalizando que estão ao lado da tropa e sempre enaltecendo as missões heróicas dos Bombeiros e Policiais Militares, a responsabilidade com a população.
- Nos próximos dias os comandantes de OPMs e OBMs irão realizar palestras tentando desestimular a tropa da ideia de iniciar um movimento grevista, informando os crimes e/ou transgressões que essa mobilização poderá acarretar. Penso que o tom não será de ameaça, mas sim de orientação.
- A inserção de boatos também deverá ocorrer. Um boato que já circula é alterçaõa da forma de pagamento para subsídio. Outro é o que dá conta que todos os que recebem pecúnia serão prejudicados no caso da implantação dos subsídios, o que coloca esses beneficiados contra a mudança na forma de pagamento, gerando divisões.
- Por sua vez, o governo vai usar a mídia amiga para noticiar sempre com grande destaque a concessão dos reajustes e outros possíveis benefícios, demonstrando assim que reconhece o problema e destacando que está fazendo o possível para pagar melhores salários. Usará a queda do tempo para as promoções dos Praças, recentemente implementada, como um desses benefícios já concedidos e demonstrará que isso também acaba sendo um "aumento salarial". Assim, o governo demonstrará que está de boa vontade, o que poderá soar de forma positiva na formação da opinião pública.
- Paralelamente, o governo deve estar elaborando estudos para demonstrar tecnicamente que é impossível pagar os reajustes pretendidos. Podemos esperar aqueles estudos que demonstram o impacto na folha de cada centavo concedido como reajuste, demonstrando que apesar de toda boa vontade governamental, não existem recursos suficientes para atender as pretensões dos mobilizados.
- Não creio em uma repressão antecipada, a decretação de uma prontidão no dia 09 FEV 2012, por exemplo. Penso que nesse momento a avaliação da inteligência é que o movimento está ganhando força, mas que não ocorrerá uma paralisação generalizada, nem no CBMERJ, nem na PMERJ.
- Caso seja desencadeada a paralizasão, a resposta repressiva do governo dependerá da amplitude do movimento. Certo é que a mídia chapa branca irá de imediato tentar colocar a população contra os mobilizados, que serão acusados de radicalismo, diante da boa vontade do governo em negociar e das concessões já feitas.
Eis algumas ilações, certas ou erradas, o importante é que os mobilizados tenham uma reação planejada para cada ação do governo. Quem for pego de surpresa, terá enormes dificuldades em alcançar seus objetivos.
Infelizmente, não conheço a PCERJ de forma adequada para arriscar como a questão será tratada interna corporis.
Por derradeiro, ratifico que não sou favorável a greve, pelos motivos que exaustivamente já comentei, sou favorável a seguir o caminho da Polícia Federal, o desencadeamento da operação tolerância zero (operação padrão). Torço que se os mobilizados optarem pela paralisão, pelo menos desenvolvam a tolerância zero antes desse derradeiro recurso.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 29 de janeiro de 2012

MARCHA DA DIGNIDADE - O DIA SEGUINTE - UMA BREVE ANÁLISE.

Eu recebi solicitações no sentido de que fizesse uma análise sobre os desdobramentos na área da segurança pública, em face do grande sucesso do ato cívico-democrático realizado nesse domingo por milhares de PMs, BMs, PCs e GMs, na Praia de Copacabana, em razão da minha experiência por ter sido Corregedor Interno em dois comandos gerais, tendo interagido com dois secretários de segurança e dois governos. Como não me furto a dar a minha opinião na área onde atuei com sucesso por mais de 30 anos, passo a fazer uma análise superficial sobre o que pode ocorrer nos próximos dias, considerando a manutenção do anúncio de um movimento de paralisação com início previsto para o dia 10 FEV 2012.
Preliminarmente, não podemos esquecer que o atual governador é uma pessoa sabidamente vaidosa, portanto, podemos esperar de sua parte as mais diferentes reações, pois certamente ele se sentirá pessoalmente confrontado. Isso significa que as ações que serão adotadas por ele podem ser diametralmente opostas as contidas nessa breve interpretação dos fatos.
Optei por dividir a análise em quatro áreas:
1) Instituições:
Em 2008, o Coronel PM Ubiratan foi exonerado do Comando Geral após uma marcha menor do que a realizada nesse domingo. A marcha foi realizada no dia 27 JAN 2008 (quatro anos trás), contando com a presença de PMs e BMs, sendo a maioria dos mobilizados PMs.
Diante desse fato, o comandante geral está sob pressão, tendo em vista que uma resposta idêntica poderá ser desencadeada e ele ser exonerado. Não tenho dúvida de que ele sabe de tal possibilidade e que sabe ter basicamente três opções diante da provável exoneração: Pede exoneração e fica em stand by esperando uma nova colocação política no futuro, como fez o anterior. Pede exoneração e se declara ao lado da tropa, queimando seu "filme" no atual governo, mas sabendo que essa é uma ótima opção, caso venha a ter pretensões políticas. Fica no cargo e espera os dias se passarem, podendo optar pelos posicionamento anteriores em caso de exoneração. Em 2008, os BMs participaram da marcha, mas o Comandante Geral do CBMERJ não foi exonerado, o que não significa que isso não possa ocorrer agora, afinal os Bombeiros têm incomodado bastante o governador. Penso que não deve ser descartada a possibilidade da exoneração de toda cúpula da segurança pública.
2) Secretaria de Segurança:
Beltrame é imexível, o tempo já provou isso. Além dessa verdade, ele goza de grande prestígio junto a população que só enxerga o secretário como o homem das UPPs, não vê que ele tem enorme responsabilidade em tudo de errado (e não é pouco) que está ocorrendo em sua pasta, nesses cinco anos. Por outro lado, Beltrame sabe que não sabe lidar com essas crises e que está chegando a uma encruzilhada, caso queira sair do cargo por cima, pois se ocorrer o movimento grevista ele estará desmoralizado, mesmo com todo apoio que recebe das Organizações Globo. Não se surpreendam se ele pegar seu boné, adotando ou não uma posição pró-movimento.
3) Palácio Guanabara:
O governador vive um inferno astral há muito tempo, o que significa que está também sobre pressão, tanto no estado, quanto com relação ao governo federal. O silêncio da fortíssima aliada, as Organizações Globo, sobre a mobilização é o sinal mais claro que ele está acuado. Acrescente-se que o fato dele ser um governador viajante tem incomodado bastante o mundo político, além dos escândalos envolvendo empresas prestadoras de serviço para o estado. Obviamente, ele não corre o risco de ir para a fila dos desempregados, mas essa pressão poderá fazer com que ele busque uma solução radical, como a retirada da proposta de antecipação das parcelas, como já fez no começo do governo, quando suspendeu um reajuste que tinha oferecido, após esse o reajuste ser considerado indigno. A crise está instalada no Palácio Guanabara. Sinceramente, não vejo ninguém na área do governo com capacidade para descobrir a solução adequada com relação a grave crise que se instalou e que pode ser a catalisadora de uma crise nacional na área da segurança pública. Penso que diante do impasse, o governo retaliará, o que determina que cada passo dos mobilizados tenha que ser dado com muita segurança. Se eu fizesse parte da organização da mobilização, não falaria em greve, isso facilita a repressão. Ao invés de ficar batendo nessa tecla, desenvolveria uma série de atos na Capital e no Interior (esses em frente às prefeituras de todos os municípios), atos pacífico e ordeiros, para aumentar a pressão (temos o ato das esposas já previsto para o dia 03 FEV 2012). No dia 09 FEV 2012 faria a grande assembleia, como já programaram para a Cinelândia e no dia 10 FEV 2012 daria início a Operação Tolerância Zero (Operação Padrão), pois ela não é crime e nem transgressão, produzindo efeitos quase idênticos a um movimento grevista e sem qualquer risco para os mobilizados.
4) Palácio do Planalto:
A presidente sabe que uma greve no Rio de Janeiro em toda área de segurança pública e nas proximidades do Carnaval (visto por todo mundo) poderá provocar um efeito dominó e desestabilizar o governo (já comentamos sobre essa possibilidade). O governo federal pressionará o governador, aumentando a pressão. Vale lembrar que não se pode esperar que o governo federal conceda anistias indefinidamente.
Sou contra a greve (afirmação eleitoralmente incorreta, mas como não sou candidato em 2012), nunca escondi, pois sei que para uma paralisação dar certo se faz necessária uma mobilização muito grande (o que temos no momento) e um planejamento meticuloso (o que não tem sido a nossa prática), portanto, a tolerância zero (padrão) se encaixa perfeitamente.
Em apertada síntese, é isso!
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

RIO: MOBILIZAÇÃO DOS BOMBEIROS E POLICIAIS MILITARES - OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO.

Os Policiais Federais cansaram de usar as operações tolerância zero para conquistarem os bons salários que hoje desfrutam, isso sem falar em algumas paralisações. Na época da mobilização dos 40 da Evaristo (2007) o desencadeamento desse tipo de ferramenta estava sendo estudado para ser desenvolvido no Rio de Janeiro.
Recordar é viver.
Acessem os links e leiam esses artigos:
1) Movimento Polícia Legal e Tolerância Zero: trabalhar é melhor do que fazer greve.
by Flávio Henrique on 31/03/2010 (Leiam).
2) O que está acontecendo na PM de Sergipe
14/06/2009. Autor: Danillo Ferreira (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

SERGIPE: POLICIAIS MILITARES PARAM AS VIATURAS IRREGULARES.

SERGIPE - Policiais cumprem promessa e param viaturas irregulares.
Policiais cumprem promessa e param viaturas irregulares.
Vários veículos estão no pátio do Quartel Central da Polícia.
A decisão dos militares, tomada na assembleia da categoria realizada no último sábado, 14, de que não vão mais dirigir viaturas que estejam irregulares, está sendo cumprida. Para se ter uma idéia, algumas viaturas estão paradas no pátio da Radiopatrulha, a avenida Melício Machado e no pátio do Quartel Central da Polícia Militar de Sergipe, à rua Itabaiana.
Desde o domingo, 15, que ao darem entrada de serviço, os militares estão informando ao CIOSP (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) que se as viaturas não estiverem em consonância com o que preceitua o Código de Trânsito Brasileiro, não serão utilizadas até que estejam devidamente regularizadas.
De acordo com o sargento Edgard Menezes, os policiais que participam da Operação Visibilidade aderiram nesta segunda-feira, 16. “A partir de hoje, a Operação Visibilidade da qual faço parte, parou 112 viaturas totalmente irregulares. Elas estão no pátio do QCG e os serviços estão sendo prestados a pé, pois a população não pode ficar desassistida”, entende.
Na assessoria de Comunicação Social da Polícia Militar de Sergipe, a informação é de que a situação está sendo regularizada. “Apesar de o Comando da Polícia Militar não ter recebido nenhum documento oficial do que ficou decidido na assembleia, a polícia convocou a empresa responsável pelas placas e as viaturas já estão sendo levadas até a garagem ao lado do Centro de Formação de Praças, o Cefap, para que as placas sejam trocadas ainda na manhã desta segunda-feira e a documentação será regularizada, sendo que o documento ficará com os condutores das viaturas”, esclarece o assessor de Comunicação, capitão Charles Victor.
Fonte: Infonet.
Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

OPERAÇÃO PADRÃO: POLICIAIS CIVIS IRÃO DESENCADEAR. SERÁ QUE OS POLICIAIS MILITARES E OS BOMBEIROS IRÃO ADERIR?

O DIA.
Policiais vão iniciar operação padrão a partir de 29 de setembro.
Procedimentos como registros de ocorrências, corpo de delito só poderão ser feitos na presença de um delegado.
POR FLÁVIO ARAÚJO
Rio - A partir do dia 29 de setembro e por tempo indeterminado, quem precisar fazer um registro de ocorrência, registrar um flagrante, solicitar remoção de cadáver ou exame de corpo de delito, entre outros procedimentos legais, só poderá fazer mediante a presença do delegado. Policiais civis decidiram nesta terça-feira em assembleia na Federação das Associações do Serviço Público, no Centro, pela realização da operação padrão "Cumpra-se a Lei".
"Temos um dos piores salários do Brasil, déficit de 60% de pessoal e, desses, 20% de quem está trabalhando já tem direito a se aposentar. Além disso, nosso hospital funciona improvisado na academia", questiona o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), comissário Fernando Bandeira.
Conforme O DIA vem denunciando desde a semana passada, 95% da frota de carros da Polícia Civil não passa na vistoria anual do Detran.Os problemas,mesmo em veículos novos, são vários comopneus carecas, lâmpadas queimadas e falta de extintores de incêncio ou triângulo.
"Temos problemas de armamentos, munições, coletes, enfim, faltam condições mínimas de trabalho. Desde que sai da academia, o policial não volta para uma reciclagem periódica, que acreditamos ser importante para prestar um bom serviço à população", conclui Bandeira.
A Chefia da Polícia Civil foi procurada, mas não se pronunciou sobre as queixas dos policiais.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 21 de agosto de 2011

RIO - POLÍCIA CIVIL - OPERAÇÃO CUMPRA-SE A LEI (OPERAÇÃO PADRÃO) - DEFLAGRAÇÃO - DIA 29 SET 2011.

SINDPOL-RJ - OPERAÇÃO CUMPRA-SE A LEI


OPERAÇÃO CUMPRA-SE A LEI
DIA 29 DE SETEMBRO DE 2011

O SINDPOL - Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro anuncia a operação padrão dos policiais civis, denominada “OPERAÇÃO CUMPRA-SE A LEI”, que será deflagrada no dia 29 de setembro de 2011 (Dia do Policial Civil).
ACESSE AQUI: PANFLETOCARTILHA
(para imprimir, ao visualizar o arquivo, acesse no lado esquerdo da tela a opção “Arquivo”. Dentro desta opção selecione “Print (PDF)” ou apenas tecle “Ctrl + P”)
A “OPERAÇÃO CUMPRA-SE A LEI” é um movimento exigido pelos policiais civis para exterminar de nossa instituição as humilhações que sofremos, como ter o pior salário do Brasil, um plano de carreira injusto e um sistema de gratificações que tortura as policiais grávidas e os policiais doentes. Também queremos mostrar para a população carioca que trabalhamos muitas vezes fora daquilo que determina a lei para a própria segurança do policial e da sociedade.
O SINDPOL RJ solicita que os policiais civis do Rio de Janeiro e a população carioca acessem sempre nosso site para ficarem por dentro de nosso movimento.
Anunciamos ainda que o Twitter do SINDPOL RJ está funcionando e orientamos aos policiais civis o cadastramento nesta ferramenta, pois poderá servir para avaliar o movimento em todo o Rio de Janeiro, além de possibilitar a publicação para toda a sociedade dos eventuais abusos cometidos contra a categoria durante a operação.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

OPERAÇÃO PADRÃO (OPERAÇÃO TOLERÂNCIA ZERO) – PMs, BMs e PCs – ESCLARECIMENTOS.

COMENTÁRIO POSTADO:
Bem posto, gostaria de saber ali qual será atribuição dos oficiais, será que eles que são os responsáveis pela liberação das viaturas para que as mesmas saiam em patrulhamento vão BAIXA-LAS, quando lhe for comunicado a falta de algum item, será que vão solicitar a P 4 de todos os motorista, será que eles irão impedir os policiais que estejam com a farda em mau estado de conservação de seguir para o setor, será que vão fazer a parte deles, ora é muito fácil falar em operação PADRÃO TOLERÃNCIA ZERO somente por parte dos praças essa tem que ser uma operação de toda policia, e para isso tem que ser haver uma assembleia geral com o maior numero possível dos integrantes dos quadros de segurança publica, não vai adiantar nada essas chamadas através da internet, tem que se promover isso com todos inclusive com os inativos e pensionista, o resto e querer tapa o sol com peneira, vamos deixar de ser hipócritas se ser amador tem que se fazer e fazer direito para se fazer somente uma vez e dessa forma mandar um recado não somente para o GOVERNADOR como também para o PRESIDENTE da câmara do DEPUTADOS, do SENADO FEDERAL e PRESIDENTE DA REPUBLICA. Vamos para com me engana que eu gosto na internet, se não estiverem com vontade de mudar continuem dando ouvidos às falácias aqui exposta, se não vamos de fato a LUTA, vamos promover uma assembleia GERAL da área de segurança e assim traçarmos uma pauta de reivindicação e a forma de LUTA organizada, temais e somente encher linguiça. Gostaria do comentário do Cel Paúl ou qualquer OF (sic).
Soldado Revoltado
COMENTO:
Agradeço o comentário, o qual considero muito oportuno para o esclarecimento de alguns pontos:
1) A Polícia Militar está completamente desmobilizada, isso é um fato, sendo que a última vez que ocorreu uma pequena mobilização foi nos anos de 2007/2008, por iniciativa dos 40 da Evaristo e dos Coronéis Barbonos.
2) São apontadas algumas razões para essa desmobilização total. A mais citada é o crescimento da banda podre, grupo que não liga para o valor do salário, pois por fora tira muito mais. São Oficiais e Praças mergulhados nesse mar de lama. Além dessa, o recebimento de gratificações excelentes com relação aos salários por alguns grupos, os quais não querem correr o risco de perder esse benefício.
3) Basta uma pequena viagem no tempo para verificarmos que os Praças da Polícia Militar, principalmente, não se mobilizam há muito tempo. Eu nem lembro quando ocorreu uma mobilização iniciada por Praças. Os nossos Praças não tomam a iniciativa de lutar por seus direitos, como fizeram os Praças do Corpo de Bombeiros, que chegaram a colocar mais de 20.000 pessoas na Praia de Copacabana.
Por que essa diferença?
Certamente, não é a repressão, pois os Bombeiros foram reprimidos duramente e de várias formas.
Por que os Praças da PMERJ não se mobilizam?
Também não podem responder que estão esperando os Oficiais, pois isso aconteceu em 2007/2008 e a mobilização dos Praças foi muito pequena. Em 2008, chegamos a colocar na Orla da Zona Sul mais de 20 Coronéis da Ativa da PMERJ, um número maior ainda de Tenentes Coronéis, mais de uma centena de Oficiais e o número de Praças da ativa foi muito pequeno, proporcionalmente.
A desmobilização dos Praças da PMERJ é uma verdade.
A desmobilização dos Oficiais seguiu o mesmo caminho.
E, não custa lembrar que segundo os Bombeiros Militares, o líder terreno da mobilização é um CABO do Corpo de Bombeiros.
3) Diante dessas verdades, o que fazer, caro comentarista?
"
(...) promover uma assembleia GERAL da área de segurança e assim traçarmos uma pauta de reivindicação e a forma de LUTA organizada (...)."
Sinceramente, você não avaliou o que escreveu.
No campo das ideias a sua colocação é lógica, considerando que essa reunião deveria preceder qualquer ação.
O problema é que realizar tal reunião é impossível diante de Oficiais e de Praças tão desmobilizados.
Quem conseguirá agregá-los?
4) Diante desse contexto na Polícia Militar, o que fazer?
A quase totalidade dos Praças e dos Oficiais já respondeu essa pergunta: Não fazer nada, além de ficar reclamando pelos cantos nos quartéis e nas praças dos nossos conjuntos habitacionais.
Eu faço parte de um grupo extremanente pequeno, que pode ser contado usando os dedos das mãos, que tenta fazer alguma coisa para que a nossa luta salarial não morra por completo.
Fiz na ativa, quando exercia a função de Corregedor Interno, e faço na inatividade, inclusive ombreando com os Bombeiros Militares, os quais também estão lutando pelos nossos salários.
5) Concordo com o comentarista, movimentos através da internet não resolvem nada em termos de PMERJ, mas não por serem movimentos iniciados na grande rede, mas pelo fato da tropa não se mobilizar. Movimentos iniciados na internet são sucesso em vários estados brasileiros e países.
6) A nossa atual é iniciativa é a deflagração de uma Operação Padrão (Tolerância Zero) pelos Oficiais e pelos Praças, no dia 07 SET 2011, a partir das 08:00 horas.
O sucesso desse ato é muito simples de ser alcançado, bastando que os Oficiais e os Praças espalhem a proposta em todos as OPMs da PMERJ e OBMs do CBMERJ. Fácil e barato!
O tempo é mais que suficiente para difundir a ideia e para organizar a mobilização em cada quartel.
Lembro que a Operação Padrão não é crime, nem transgressão, portanto, não existe como reprimi-la.
Os Policiais Federais já usaram a Operação Padrão inúmeras vezes e sempre com sucesso.
7) Por derradeiro, agradeço novamente o comentarista e torço para que pelo menos no quartel ao qual ele pertence, a ideia seja difundida por ele e se torne uma realidade no dia 07 SET 2011, pois uma semente bem plantada poderá gerar ótimos frutos. Por exemplo, se os SOS BOMBEIROS assumirem a ideia e programarem essa Operação Padrão, o sucesso será enorme no Corpo de Bombeiros. Todavia, se não se mobilizarem, em face da proposta não ter saído diretamente deles, as chances de sucesso no CBMERJ ficarão muito reduzidas.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 16 de agosto de 2011

RIO - OPERAÇÃO PADRÃO - PMs, BMs e PCs DARÃO SEU GRITO DE INDEPENDÊNCIA NO DIA 07 SET 2011.

Os Policiais Militares, Bombeiros Militares e Policiais Civis anunciaram a deflagração de uma Operação Padrão há mais de quatro anos (2007), mas acabaram não concretizando a mobilização.
Mais de quatro anos se passaram e a situação salarial só se agravou e Sérgio Cabral (PMDB) nem chegou perto de cumprir as suas promessas de campanha feitas em 2006.
Cansados de sermos enganados estamos tentando reconstruir a mobilização e iniciar uma Operação Padrão, a partir das 08:00 horas, do dia 07 SET 2011.
Será o nosso grito de independência!
PMs, BMs e PCs tentem mobilizar os seus companheiros nos quartéis e nas delegacias, a hora é agora!
Simultaneamente, poderemos desencadear também a Operação Tolerância Zero, o que dará força ainda maior ao nosso movimento legal, ordeiro e pacífico.
Leiam o contido no blog do então Major PM Wanderby:
BLOG DO MAJOR DE POLÍCIA WANDERBY

18/08/07

Repercussões.

"Meia hora" - 16Ago07

Jornal "O Dia" - 17Ago07




Jornal "O Globo" - 17Ago07

Jornal "O Dia" - 18Ago07

"Operação-padrão na PM

Policiais e pensionistas estão convocados para passeata na orla.

Ações serão restringidas

Rio - O reajuste de 25% deixou o clima tenso dentro da Polícia Militar. O Grupo dos Barbonos — composto por nove coronéis no topo da carreira e que na quarta-feira fez duras críticas à medida do estado — passou a tarde desta sexta reunido, com outros 23 coronéis. Por fim, emitiu nota informando, sem detalhar, ter oferecido ao comando soluções institucionais como saída para a crise.
Antes, porém, outro grupo de policiais insatisfeitos já convocara colegas que não estiverem de serviço, pensionistas (que ficaram sem aumento) e familiares para passeata dia 26, às 10h, em Ipanema, com concentração no Posto 10. Para o dia seguinte, os policiais estão organizando a 'Operação Tolerância Zero'. Nela, serão exigidas melhores condições de trabalho para os PMs.
A operação terá três bases fundamentais: as viaturas sem condições não devem sair, os militares devem requisitar equipamentos de proteção individual (colete) e armamento condizente com a missão e todos os atos ilícitos devem ser conduzidos para a delegacia. 'Procurem as ocorrências e conduzam', orienta o texto divulgado sexta, que informava sobre as manifestações.
O momento é considerado decisivo pelos PMs. 'É agora ou nunca! Precisamos mostrar que não aceitamos o que foi concedido pelo governo. Não queremos esmola, queremos respeito!', destaca o comunicado.
A 'Operação Tolerância Zero' pode trazer ainda mais problemas para a segurança do Rio, que deve ficar fragilizada já nesta semana, com a paralisação de 72 horas da Polícia Civil, a partir de segunda-feira.

Convocação
O texto fecha com uma convocação: 'Se o que estamos programando não ocorrer, estaremos dando claro recado ao governador de que não precisa se preocupar conosco, pois somos um bando de covardes, sem brios, sem dignidade. O que está em jogo é nossa dignidade e nossa credibilidade ante aos nossos entes familiares'.
O governo do estado não se pronunciou ontem sobre as manifestações. Voltou a informar apenas que vai cortar o ponto dos servidores que entrarem em greve.

Praças se sentem traídos pelo governo
Ganha força o grupo dos policiais militares e bombeiros que se sentiu traído pela decisão do governo de dar aumento, sem antes consultar as associações. Segundo o presidente da Aspra (Associação de Praças da PM e Corpo de Bombeiros), Vanderlei Ribeiro, a atitude do estado foi 'antidemocrática' e 'autoritária'. 'Nada do que estava combinado foi cumprido. Todos estão tontos', afirmou Ribeiro.
Ele disse ter ouvido do secretário de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, na quarta-feira, que foi o governador Sérgio Cabral que bateu o martelo e decidiu anunciar o aumento antes de conversar com os sindicatos. A reunião com o pessoal da PM estava marcada para esta sexta, mas acabou perdendo o sentido após a divulgação oficial do reajuste.
Apesar das dificuldades, Vanderlei Ribeiro disse que ainda há alternativas. Ele deve ter uma audiência na segunda-feira com o comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Angelo, e pretende ainda levar os policiais à Alerj, no dia da votação do aumento, para pressionar os deputados e impedir a aprovação da matéria.

Projeto não foi enviado à Alerj
O projeto de lei que vai regulamentar o reajuste dos salários dos servidores das áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública não chegou ontem à Alerj (Assembléia Legislativa), como era esperado. Na quarta-feira, quando aconteceu o anúncio dos novos vencimentos, o governador Sérgio Cabral afirmou que a medida seria enviada aos deputados estaduais até sexta-feira.
No fim da tarde de ontem, a assessoria da Mesa Diretora da Alerj recebeu a informação de que a proposição não seria mais enviada. Deputados e assessores apostavam que o atraso foi reflexo das reações dos servidores. A assessoria do Palácio Guanabara informou, no entanto, que o projeto será enviado na segunda-feira, sem qualquer alteração de conteúdo. Questões técnicas impediram, segundo a assessoria, o envio da proposta à Alerj na data prevista.
Com o atraso, deve haver demora na votação do projeto, prevista para terça ou quarta-feira da próxima semana. Em virtude da polêmica gerada, a matéria também deverá receber grande número de emendas
. ".

"JB" - 18Ago07
"Coronéis da PM insatisfeitos
Na área da segurança pública, o clima é tenso. A insatisfação dos policiais civis e militares ganhou novo capítulo ontem. Os nove coronéis do Grupo dos Barbonos receberam o apoio de mais 23 coronéis da ativa. O grupo, que desde quarta-feira vem pressionando o governo a mudar o índice e a forma de reajuste anunciada pelo governador Sérgio Cabral, se reuniu durante cinco horas, a portas fechadas, no Quartel-General da Polícia Militar, no Centro.
O objetivo da reunião era a oficialização do apoio dos 23 coronéis aos nove barbonos. A expectativa era a divulgação de um comunicado assinado por todos os coronéis, cobrando a revisão do reajuste. No entanto, até as 21h30, a única decisão oficial, divulgada por meio de de nota assinada pelos barbonos, foi "oferecer ao Comando da Corporação, soluções institucionais para os problemas que se descortinam com os últimos acontecimentos".
Entre os nove coronéis da ativa está o corregedor-geral da PM, coronel Paulo Ricardo Paul, além do chefe do setor de inteligência da corporação e os comandantes das três escolas e centros de formação de policiais militares. Entre os coronéis que se reuniram com os barbonos estão comandantes de batalhões da polícia.
No dia em que Sérgio Cabral anunciou o reajuste de 25% escalonado em 24 meses, o grupo de coronéis lançou um comunicado classificando de "indigno" o reajuste concedido e declarando que a decisão do governador foi uma quebra de compromisso de campanha.
Na quarta-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que mesmo os coronéis - patente máxima na PM - não estariam livres de punição caso as manifestações de repúdio ao reajuste fossem interpretadas como insubordinação.
Do lado dos policiais de patentes mais baixas, ficou confirmada a operação tolerância zero a partir das 8h do próximo dia 27, uma segunda-feira. O movimento consistirá, principalmente, em duas ações: os PMs não entrarão em carros que estejam em mau estado de conservação e exigirão coletes à prova de balas em bom estado. Um dos líderes do movimento, o major Wanderby Braga de Medeiros garante que a recusa de um policial em entrar em uma viatura caindo aos pedaços não irá configurar indisciplina.
- Uma publicação interna da PM determina que o policial não pode usar carros ruins. Vamos apenas cumpri-la. Além disso, caso haja algum problema, teremos um link direto com a corregedoria da PM - diz o major.
Na Polícia Civil, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Rio de Janeiro, Vinícius George, disse que a chefia de polícia deu uma ordem para que os delegados-titulares não apoiassem o movimento dos agentes. A Polícia Civil, oficialmente, negou a acusação do sindicalista.
Enquanto o sindicato decidiu pelo apoio à greve dos policiais civis, a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), que reúne 891 delegados, se disse contra uma greve neste momento.
- Achamos que será inoportuna qualquer marcha ou paralisação nesse momento. Os delegados têm de compreender que há setores com situações salariais muito mais complicadas - disse o presidente da entidade, Wladimir Reale.".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

RIO - OPERAÇÃO PADRÃO - 07 SET 2011 - POLÍCIA MILITAR - CORPO DE BOMBEIROS - POLÍCIA CIVIL .

O governo Sérgio Cabral (PMDB), após quase cinco anos de duração, continua tratando muito mal o funcionalismo público, o que tem provocado algumas mobilizações cobrando salários justos e melhores condições de trabalho, todas ainda sem resultados concretos.
Sérgio Cabral (PMDB) prometeu na campanha eleitoral de 2006 e até a presente data nada cumpriu.
Infelizmente, Cabral não muda, segue tratando mal o funcionalismo e não raramente ofende funcionários públicos.
Diante desse impasse e após as grandes mobilizações dos Bombeiros Militares e dos profissionais da Educação Pública, confesso que não vejo mais qualquer alternativa na área da segurança pública que não seja partir para uma ação organizada de protesto em conjunto, envolvendo a PMERJ, a PCERJ e o CBMERJ.
Nessa direção apresentei no blog a ideia da realização de uma Operação Padrão conjunta, iniciando no dia 07 SET 2011, às 08:00 horas, só terminando quando os nossos anseios forem atendidos.
Penso que os grupos mobilizados, os clubes, os sindicatos e as associações devem analisar essa possibilidade com seriedade, convocando os sócios e os mobilizados para em assembleias discutir sobre o desencadeamento ou não.
No nosso espaço, tenho ao longo do tempo feito uma distinção, meramente didática, entre Operação Padrão e Operação Tolerância Zero, considerando que na prática elas se confundem.
Em apertadíssima síntese, na Padrão exigimos o cumprimento de todas as regras para o desempenho dos serviços (carteira de habilitação na categoria correta, EPIs em condições adequadas, etc), por sua vez, na Tolerância Zero, reprimimos qualquer ilícito encontrado nas ruas (jogo dos bichos, etc) conduzindo para as delegacias policiais.
Eis uma definição:
"Operação-padrão (ou greve de zelo em Portugal): Consiste em seguir rigorosamente todas as normas da atividade, o que acaba por retardar, diminuir ou restringir o seu andamento. É uma forma de protesto que não pode ser contestada judicialmente, sendo muito utilizada por categorias sujeitas a leis que restringem o direito de greve, como as prestadoras de serviços considerados essenciais à sociedade, por exemplo. É muito utilizada por ferroviários, metroviários, controladores de vôo e policiais de alfândega, entre outros" (Wikipédia).
Leiam essa matéria sobre o tema:
JC Online
Pernambuco
PMs iniciam operação-padrão
A partir desta segunda-feira (9), militar só trabalha seguindo à risca o que dizem as normas. Medida é para pressionar Estado a aumentar salário
Publicado em 09/05/2011, às 08h16
Policiais militares de Pernambuco iniciam nesta segunda-feira (9) uma operação-padrão, a chamada greve branca (...).
(...)
A operação-padrão é a última tentativa de pressão para que o governo apresente uma nova proposta. Na prática, as seis associações que representam os integrantes da categoria decidiram que os policiais que estiverem na rua vão seguir ao pé da letra o que manda as normas técnicas. Um dos pontos é em relação aos motoristas das viaturas. Segundo o comando da categoria, apenas aqueles que tiverem carteira de habilitação D ou E estão aptos a dirigir.
Além disso, apenas os motoristas que passaram por capacitação específica podem conduzir as viaturas. Outro exemplo é a utilização de coletes à prova de balas. Os policiais só vão participar das rondas se o equipamento de proteção estiver com menos de cinco anos de uso. A operação-padrão também modifica a conduta dos policiais militares durante as abordagens. De acordo com o sargento Ricardo Lima, da Associação dos Subtenentes e Sargentos de Pernambuco, será adotada a tolerância zero. "Isso significa que todas as ocorrências serão levadas à delegacia. Em abordagens a veículos particulares, todos os itens serão checados", explicou. Na sexta-feira, antes da assembleia, policiais realizaram passeata pelas ruas do Centro e fizeram o enterro simbólico do Pacto pela Vida, programa de segurança pública do Estado.
(...)
Eu não tenho dúvida, a hora é de exercermos a nossa cidadania plena e exigir os nossos direitos.
Desencadear a Operação Padrão, associada ou não à Operação Tolerância Zero, deve ser o próximo passo. Além disso, temos que começar a organizar os movimentos grevistas, respeitando a legislação e garantindo a prestação de serviço nos limites impostos pela lei.
É hora de agir.
Idealismo, destemor, amor corporativo e interesse público devem ser os nossos nortes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 14 de agosto de 2011

PIAUÍ: CAOS NA SEGURANÇA PÚBLICA.

BLOG DO CAPITÃO ASSUMÇÃO.

Piauí: Caos na segurança pública

INSEGURANÇA TOTAL: Coronel acusado de atropelar PM
POLICIAIS NÃO VÃO PRAS RUAS E TROCAM ACUSAÇÕES: Vítima foi em estado grave pro HUT
O caos na segurança pública faz sua primeira vítima de forma mais grave, quatro dias depois de iniciado pela Polícia Militar do Piauí. O policial militar Alexandre Henrique Rios Leite, lotado Maranhão, foi levado para o Hospital de Urgência de Teresina depois de envolver-se em um acidente com a viatura conduzida pelo motorista do tenente coronel Márcio Santos, comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Segundo PMs que faziam manifestação em frente ao batalhão da RONE, o comandante do grupamento teria jogado o carro contra o militar.
O comandante teria ido à sede da Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais, na zona Norte, para entregar o decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, Luis Gonzaga Brandão. Ao tentar sair do pátio da RONE, encontrou um grupo de manifestantes, e teria ordenado que seu motorista jogasse o carro contra um deles. O militar que é do Maranhão, e estava em Teresina apoiando o movimento grevista, teria sido arrastado por vários metros, e foi levado para o HUT. Ele realiza uma bateria de exames e seu estado é delicado.
PMs TIRAM VIATURAS DAS RUAS
Em retaliação à atitude do comandante do BOPE, os militares, que já tinham começado a voltar às ruas na noite deste sábado, receberam a ordem do comando de greve para que as viaturas voltassem para a garagem dos batalhões da capital. Apenas atenderiam as solicitações de casos mais graves, envolvendo homicídios, estupros, etc. Os militares acusam o comandante de omissão de socorro.
'FORÇA NACIONAL NÃO RESOLVE, GOVERNO TEM QUE NEGOCIAR'
O presidente da Associação dos Militares, capitão Evandro, acompanhou a chegada dos homens da Força Nacional a Teresina e questiona a atitude do governador Wilson Martis. “A força nacional serve para ajudar, no entanto o que veio para o Piauí não representa 1% do efetivo da PM em todo o estado, estão só na zona Leste, não conhecem nada de Teresina, muito menos do Piauí, e mais, se o governo tem condição de trazer a força nacional, porque não negocia com os policiais militares”, indaga.
PM MANDOU QUE COMANDANTES PRENDESSEM SUBORDINADOS
Capitão Evandro revelou ainda uma determinação dada pelo comando da PM na tarde deste sábado e indagou ainda sobre a decisão do TJ de tornar o movimento ilegal. “A ordem, é que o comando geral pediu que os comandantes prendessem seus oficiais. Na tarde deste sábado, o comandante da RONE, capitão Fabio Abreu chegou a dar voz de prisão a alguns de seus subordinados, mas recuou por pura sensibilidade. É estranha esta decisão de tornar a greve ilegal, sendo que não há greve. A polícia não trabalha porque não tem condições. A população tem de entender, se tiver assaltos e crimes, a culpa é de Wilson Martins”, atacou. Enquanto isso, nesta madrugada, os policiais fazem manifestações em frente à sede do comando da PM e querem a prisão do comandante do BOPE.
MILITAR FOI QUEM SE JOGOU NO CARRO, DIZ COMANDO DA PM
O 180graus entrou em contato com o comandante da Polícia Militar do Piauí, coronel Rubens Pereira. A versão dada pelo comandante, que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao tenente coronel Márcio, é diferente da dos policiais. Segundo ele, o PM do Maranhão é que teria se jogado contra o veículo do comandante.
“Algumas viaturas da RONE estavam tentando sair do batalhão, e no portão, tenente coronel Márcio encontrou um piquete de manifestantes. Este PM então se jogou no capô do carro. O comandante saiu bem devagar, e o PM acabou caindo, mas em depoimento aqui na corregedoria, ele negou que tivesse atropelado o militar, até mesmo porque não estava exercendo grande velocidade no veículo”, disse por telefone ao 180graus.
O coronel Rubens Pereira confirmou que chegou a cogitar a possibilidade de dar voz de prisão ao comandante. “Eu desconhecia a informação, quando me ligaram, e disseram que ele tinha era matado o militar, disse mesmo que tomaria todas as providencias cabíveis. Isto seria um homicídio! Chamei o comandante, tomei o depoimento, e agora ele está na policia civil registrado um boletim de ocorrência, e o caso será apurado como qualquer outro”, finalizou.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

OPERAÇÃO PADRÃO - NÃO É CRIME, NÃO É TRANSGRESSÃO - PANFLETAGEM - DEFLAGRAÇÃO.

Prezados Bombeiros, Policiais Militares e Policiais Civis, o "Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!" iniciará na próxima semana uma panfletagem direcionada para os senhores (as), assim como, para a população fluminense, com o objetivo de iniciarmos no mês de setembro/2011, uma Operação Padrão em todo Rio de Janeiro.
Operação Padrão não é crime, não é transgressão.
A Polícia Federal realizou essa operação diversas vezes para conseguir melhorias de salário e de condições de trabalho, sempre alcançando êxito.
No início da semana publicaremos o panfleto nesse espaço democrático e solicitamos que imprimam e divulguem nos seus respectivos quartéis e delegacias.
Aceitamos sugestões para os panfletos.
A ideia é iniciar a Operação Padrão no dia 7 de setembro de 2011.
Será o nosso grito de independência!
Operação Padrão não é crime, não é transgressão.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO