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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

OS NÚMEROS FALSOS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA, O IDH E A CABEÇA.

EX-BLOG DO CESAR MAIA - 05 NOV 2010.
"ERRO" DA SECRETARIA DE SEGURANÇA-RJ É DE 1.875.901 HABITANTES NO ESTADO!
1. O IBGE informou a população brasileira em 2010 e usou como mês de referência agosto de 2010. O ISP -Instituto de Segurança Pública- da Secretaria de Segurança do Estado do Rio publicou seu último dado de criminalidade exatamente para o mês de agosto.
2. O IBGE informou que a população do Estado do Rio alcança 15.180.636. Mas o ISP usa como população do Estado 17.056.537. Ou seja, 1.875.901 pessoas a mais, ou 12% a mais de população.
3. Isso afeta todos os dados de criminalidade por 100 mil habitantes. Por exemplo: O número de homicídios dolosos em 2009 foi de praticamente 5.800. Com a população do IBGE, foram 38,2 homicídios por 100 mil habitantes. Com a população do ISP-RJ, foram 34 homicídios por 100 mil habitantes.
4. Cabe ao governo do Estado do Rio e a sua secretaria de segurança pedirem desculpas ao distinto público e corrigirem imediatamente seus dados de criminalidade em relação à população seja por 100 mil habitantes ou outro valor.
DIVULGAÇÃO DO IDH PELA ONU E POSIÇÃO DO BRASIL NA AMÉRICA LATINA!
O Brasil ficou em décimo primeiro lugar entre os países da América Latina quanto ao IDH, segundo relatório da ONU distribuído ontem. Pela ordem, com a colocação mundial entre parênteses:
1- Barbados (42) \ 2- Bahamas (43) \ 3- Chile (45) \ 4- Argentina (46) \ 5- Uruguai (52) \ 6- Panamá (54) \ 7- México (56) \ 8- Trinidad e Tobago (59) \ 9- Costa Rica (62) \ 10- Peru (63) \ 11- Brasil (73)
RIO: TRAFICANTES CORTAM CABEÇA DE RIVAL E DESFILAM DE CARRO, ARREMESSANDO A CABEÇA!
(O Dia, 04) Bandidos que ocupavam um Chevrolet Blazer preto passaram atirando em um dos acessos ao Morro da Serrinha e, minutos depois, atiraram a cabeça de Parazão para fora do veículo. Parazão era o chefe do comércio de entorpecentes na Serrinha e estava baseado atualmente na Favela do Cajueiro - após a expulsão, ele teria se refugiado no Complexo da Penha, mas teria ficado sem função no tráfico. Há cerca de um mês, bandidos da Penha, da facção criminosa Comando Vermelho (CV) tentam tomar a Serrinha, do Terceiro Comando Puro (TCP), comandada por Jorge Porfírio de Souza, o Dinho".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sábado, 14 de novembro de 2009

NÓS AINDA ESTAMOS DISTANTES DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA.

JORNAL DO COMÉRCIO:
Longe do fim da história
Judith Brito
Francis Fukuyama teorizou sobre a democracia liberal como o fim da história - mas em certos casos a história tem muito a avançar, inclusive para voltar aos trilhos, como em certos países da América Latina. É preocupante, por exemplo, a onda autoritária contra a liberdade de imprensa que ganha corpo. Governos com DNA autoritário mostram sua incompatibilidade com a crítica e a livre circulação de informações e opiniões, voltando-se contra jornalistas, jornais e os meios de comunicação em geral, por meio de leis casuísticas, ações e declarações que visam a encurralar a mídia e jogar contra ela a opinião pública. Superados os anos de chumbo das ditaduras militares latino-americanas, está claro que ainda levará tempo - entre avanços e retrocessos - para se firmarem nesses países os valores democráticos.
Democracia não é apenas eleição e consulta popular, mas uma cultura permanente de transparência e de convivência tolerante com a crítica, por mais contundente que seja. E a plena liberdade de expressão, a aceitação de opiniões divergentes, sem nenhum tipo de cerceamento, é um de seus fundamentos essenciais. O que vemos hoje, em países como Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina, é a negação desses princípios elementares, com os governos usando de retórica populista no seu desprezo pela liberdade e no seu desejo de impor monoliticamente sua visão.
A assembleia semestral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), recém-encerrada em Buenos Aires, foi mais uma oportunidade para expor o longo rol de exemplos dessa tendência obscurantista e totalitária antiliberdade de imprensa.
A própria Argentina, sede do evento, tem sido vítima de uma agressiva campanha governamental contra os meios de comunicação, incluindo a recente aprovação da Lei de Serviços Audiovisuais, com endereço certo, o grupo Clarín, extremamente crítico em relação à administração Kirchner. Um casuísmo gritante, que levou o grupo de mídia a recorrer ao Poder Judiciário. Não satisfeito, o governo instrumentaliza sindicalistas por ele beneficiados e os estimula a prejudicar os veículos de comunicação que lhe são críticos. Foi esse o objetivo dos piquetes organizados por caminhoneiros argentinos, bloqueando a distribuição dos jornais Clarín e La Nación e da revista Notícias. Não podia ser mais emblemática uma ação que visa a impedir fisicamente a circulação de veículos da mídia impressa.
Na Venezuela, de onde Hugo Chávez dá o tom de tudo o que se tem feito de pior contra a liberdade de imprensa na América Latina, em 2007 foi fechada a mais importante e tradicional rede de televisão do país, a RCTV. Agora, o canal de notícias Globovisión é sufocado por meio de processos e multas, enquanto foram fechadas 34 emissoras de rádio e outras 240 estão ameaçadas de fechamento. Ao mesmo tempo, Chávez incentiva a hostilidade contra os que não rezam por sua cartilha. Relatório apresentado na SIP mostra que, apenas de junho para cá, já ocorreram 107 ataques contra jornalistas e veículos de comunicação, incluindo agressões físicas a paus e pedras. Há 10 anos no poder, intolerante a críticas e opiniões diversas, Chávez quer perpetuar-se e também perpetuar sua visão do que deve ser a Venezuela.
No Equador, tramita no Congresso projeto de lei que regulamenta os meios de comunicação, com a criação de um Conselho Nacional de Comunicação, sendo cinco dos seus oito membros designados pelo governo e com poder para fechar jornais e interferir em seus conteúdos. O presidente equatoriano Rafael Corrêa faz da retórica violenta contra jornalistas, a ponto de xingá-los, uma marca dos seus pronunciamentos. Na Bolívia, o presidente Evo Morales também guerreia crescentemente contra a mídia, cevando um ambiente de tensão que já provocou, apenas neste ano, segundo a SIP, 111 agressões a jornalistas e 36 ataques a veículos de comunicação. Em Honduras, o governo golpista fechou uma emissora de rádio e outra televisão que apoiavam o presidente deposto.
A ditadura em Cuba já é tão antiga que muitas vezes deixamos de lado a implacável repressão contra qualquer voz dissonante que vigora na ilha. Yoani Sánchez, a blogueira do Generación Y, é o mais contemporâneo exemplo da pesada mão do autoritarismo castrista. Impedida de sair do país e com seu blog interditado para os cubanos, foi recentemente detida e agredida por agentes de um governo que mantém atualmente no cárcere 27 jornalistas dissidentes, cujo crime foi exercer seu direito à opinião.
No Brasil, felizmente vivemos situação diversa, e o mais preocupante são as seguidas sentenças judiciais impondo censura prévia. Com certeza o recém-publicado acórdão do Supremo Tribunal Federal detalhando os termos do histórico fim da Lei de Imprensa deverá mudar a disposição de alguns juízes que, em afronta à Constituição, têm determinado censura prévia aos meios de comunicação.
A situação privilegiada do Brasil não oculta, no entanto, a percepção de que há, vez por outra, manifestações de certo inconformismo com a essência da liberdade de imprensa, e com o próprio conceito maior da liberdade de expressão. Para alguns, vale o que disse de forma simples, mas contundente, o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, no acórdão sobre o fim da Lei de Imprensa: "Quem quer que seja tem o direito de dizer o que quer que seja". O "fim da história", ainda inatingido, mas mais próximo no caso brasileiro, jamais poderá significar o fim da atenção com os princípios democráticos da liberdade de expressão. Esta vigília não acaba nunca. Mas ela será menos árdua quando cada cidadão compreender em profundidade que o pleno acesso à informação e à diversidade de opiniões não é direito apenas dos jornais ou das empresas jornalísticas. Trata-se, acima de tudo, de um direito da sociedade.
Presidente da Associação Nacional dos Jornais/ANJ
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 8 de novembro de 2009

LIBERDADE DE IMPRENSA AMEAÇADA NA AMÉRICA LATINA.

Domingo, 08 de Novembro de 2009.
O ESTADÃO:
Ranking da liberdade de imprensa indica retrocesso na América Latina
Em levantamento da organização Repórteres Sem Fronteiras, 19 dos 20 países da região perderam posições desde 2002
Daniel Bramatti
Quase todos os países da América Latina perderam posições, entre 2002 e 2009, no ranking mundial da liberdade de imprensa elaborado pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Relatórios de outras entidades, como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, serão divulgados em breve e também devem mostrar a multiplicação de ameaças à livre expressão na região.
Fechamento de emissoras de rádio e televisão, projetos de lei para restringir a ação de meios de comunicação, censura, agressões e até assassinatos de jornalistas marcam o panorama da imprensa em países que, apesar do caráter formal de sua democracia, ainda convivem com arbitrariedades quando o que está em jogo é a livre circulação de informações.
Dos países latino-americanos, somente o Haiti subiu no ranking da Repórteres Sem Fronteiras entre o primeiro e o mais recente levantamento feito pela organização. Para atribuir a posição de cada país, a entidade leva em conta episódios de violência contra jornalistas (como ameaças, detenções, agressões físicas e assassinatos) e órgãos de imprensa (censura, assédio governamental, pressões econômicas). São levados em conta não apenas abusos atribuídos a agentes do Estado, mas também a milícias armadas, organizações clandestinas e grupos de pressão.
Segundo Benoît Hervieu, responsável pelo escritório das Américas da RSF, uma variação de até 10 posições no ranking pode não ser significativa - às vezes um país perde posições não porque ficou pior, mas porque outros melhoraram. Ainda assim, o cenário é de deterioração generalizada: 16 dos 20 países tiveram quedas superiores a 10 posições (veja quadro).
Cinco dos sete maiores tombos no ranking ocorreram em países marcados pela influência de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, país que caiu 47 posições desde 2002."Não é nada bom o caminho que as Américas estão seguindo", disse Robert Rivard, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), ao comentar o grau de tensão entre imprensa e governos. Rivard também citou países sob a órbita chavista, como Bolívia, Nicarágua e Equador, como focos de preocupação. A situação de Honduras, que já era vista pela SIP como problemática quando Manuel Zelaya - um aliado de Chávez - estava no poder, piorou após o golpe que derrubou o presidente.
Mas o dirigente da SIP também destaca o agravamento da situação no México, por conta da corrupção e da violência do crime organizado, e na Argentina, país-sede da assembleia que a SIP promove até a próxima terça-feira.
A relação entre o governo argentino e o grupo midiático Clarín é marcada por ataques mútuos desde 2008, quando o casal Cristina e Néstor Kirchner - presidente e ex-presidente, respectivamente -, acusou a imprensa de favorecer os fazendeiros que promoviam greve contra um aumento de impostos. Em setembro deste ano, cerca de 200 fiscais do órgão responsável pela arrecadação de impostos na Argentina fizeram uma operação de coleta de documentos na sede do conglomerado, que apontou uma tentativa de intimidação - o que foi negado pelo governo.
O Grupo Clarín - que possui jornais, emissoras de rádio e televisão e explora os principais serviços de TV a cabo no país - também foi o principal prejudicado com a aprovação de uma lei de radiodifusão que impõe a desconcentração da propriedade de meios de comunicação.A SIP, que tem jornais do grupo Clarín entre seus associados, considerou a lei "revanchista". Já a RSF apoiou a desconcentração dos meios de comunicação - no ranking da entidade, a Argentina caiu por outros motivos, como a violência contra jornalistas no interior do país.
ATAQUES
Na Bolívia e no Equador, como na Venezuela, o tom beligerante dos governantes em relação à imprensa é usual. O presidente equatoriano, Rafael Correa, já chamou uma jornalista de "gordinha horrorosa" durante um evento público. Correa também provocou polêmica ao propor uma lei para regulamentar a imprensa. Após protestos de entidades internacionais, o governo admitiu submeter o projeto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
O boliviano Evo Morales disse, no final do ano passado, que "só 10% dos jornalistas são dignos". Morales acusa a imprensa de estar a serviço das "oligarquias". Mas as reações a seus métodos não vêm apenas dos setores empresariais. "Depois de resistir a tentativas de controle por parte da direita, agora vemos com pesar que um partido que chegou ao poder encarnando as aspirações de setores populares utilize os mesmos métodos e argumentos do fascismo para tentar domesticar os trabalhadores da imprensa", declarou, em manifesto lançado em março, o principal sindicato de jornalistas da Bolívia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 25 de maio de 2009

NY TIMES DIZ QUE DOENÇA DE DILMA A CELEBRIZOU - CASAL KIRCHNER FOGE DE HUGO CHÁVEZ.

REVISTA VEJA:
O FILTRO - JULIANO MACHADO.
Política
- Doença de Dilma vira obsessão, diz NY Times.
Uma reportagem do The New York Times, publicada no fim de semana, aborda o tratamento da ministra Dilma Rousseff contra o câncer e afirma que a doença se tornou uma “obsessão midiática, com atualizações sem descanso de cada fase, da peruca que ela admitiu usar às dores nas pernas que a levaram para o hospital”. A incerteza sobre a saúde da ministra a pouco mais de um ano das eleições gera “especulações” sobre um possível terceiro mandato de Lula, diz o texto. No entanto, para o NYT, Dilma era “pouco conhecida fora de Brasília, até que o câncer a tornou uma ‘celebridade’”.
- Cristina tenta se afastar politicamente de Chávez.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem atormentado os últimos dias do casal Kirchner. Na quinta-feira, ele estatizou três empresas argentinas instaladas em seu país e reavivou as especulações de que Cristina Kirchner faria o mesmo, promovendo uma “chavização” da economia. “É um disparate que digam que o chavismo vem aí”, afirmou o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo. “Não estatizaremos empresas.” O momento em que Chávez anunciou a nacionalização das companhias argentinas não poderia ter sido pior para o casal Kirchner – Néstor e Cristina estão preocupados com as eleições legislativas de 28 de junho e se sentem frustrados em meio às celebrações de seis anos à frente da Casa Rosada. O problema, como mostra o Estadão, está na incômoda relação de dependência que a Argentina tem com Chávez. A Venezuela é a principal compradora estrangeira dos títulos da dívida pública argentina – US$ 9,2 bilhões.

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SOCIALISMO BANANEIRO - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

SOCIALISMO BANANEIRO
Maria Lucia Victor Barbosa
20/04/2009

O socialista latino-americano é antes de tudo um chato. Hipócrita por excelência, falso até a medula, intrinsecamente autoritário, cultivador da mentalidade do atraso, ele bate no peito para se dizer defensor dos pobres e oprimidos, mas no fundo sonha com as delícias da burguesia que sabe apreciar como ninguém quando alcança o poder.
A 5ª Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago, nos dias 18 e 19 deste, provou a chatice congênita do esquerdista latino-americano e seu insuperável vezo bananeiro. Apesar da fila do beija-mão que se formou diante de Barack Obama, não esteve de todo ausente o doentio antiamericanismo, resultado da inveja mórbida que os reiterados fracassos da América Latina provocam em seus povos diante dos êxitos e do progresso norte-americano.
A previsão para a Cúpula era a de que Hugo Chávez e seus seguidores do exótico socialismo do século 21 dariam o show costumeiro contra o “Grande Satã Branco”, destilando retórica plena de insultos e ataques aos Estados Unidos. Se tal não aconteceu foi porque o presidente Barack Obama já tinha comido o bolo quando vieram com o fubá. Isto porque, se o grande assunto da Cúpula foi centralizado no embargo cubano, Obama previamente dera um passo importante ao eliminar as restrições às viagens e remessas de fundos dos cubanos-americanos à ilha. Em resposta Raúl Castro declarou que: “estamos dispostos a discutir tudo – direitos humanos, liberdade de imprensa e presos políticos”. Algo a se duvidar partindo de quem partiu, pois o regime comunista cubano acumulou em quase meio século, sob o tacão de Fidel Castro, horrores que vão da perda da liberdade à execução de dissidentes e o total desrespeito aos direitos humanos. Enfim, esses tormentos próprios dos sistemas comunistas que, se perpetrados por companheiros, são louvados e admirados pelos socialistas bananeiros, inclusive, por Lula da Silva e seus petistas que consideram Fidel Castro um modelo de líder democrático.
Engrossando o coro do fim do embargo, a presidente da Argentina, Cristina Kirchiner, choveu no molhado ao exortar o presidente norte-americano a “construir uma nova relação entre as Américas”, tema sobre o qual Obama expôs com êxito, conforme os altos elogios que recebeu em Trinidad e Tobago.
Evo Morales, mais gordo ainda depois de uma hipotética greve de fome, bateu de frente com o companheiro Lula no tocante aos biocombustíveis, cobrou do Obama pronunciamento sobre um fictício atentado que teria sofrido, mas sucumbindo também ao carisma do norte-americano disse que iria pensar se readmitia o embaixador dos Estados Unidos, por ele expulso numa imitação grotesca de seu mentor Hugo Chávez.
Chávez, que em qualquer evento só falta dar cambalhotas para aparecer, apresentou seu filho a Obama e presenteou o presidente com a bíblia ultrapassada do anti-imperialistas, “As veias abertas da América Latina, de Eduardo Galeano. Célebre por seus constantes insultos aos Estados Unidos e tendo recentemente chamado Obama de “pobre ignorante”, Chávez resolveu reclassificá-lo de inteligente e disse querer ser amigo do presidente norte-americano que, naturalmente, deverá se precaver diante desse tipo de amizade.
O comunista e revolucionário Daniel Ortega, hoje de novo no poder na Nicarágua, e que deixara como herança a seu povo uma dívida de milhões de dólares, discursou durante longo e entediante tempo exaltando as virtudes da esquerda, cujos adeptos adoram como ele morar em mansões.
O Brasil não poderia deixar de aparecer, preferencialmente com destaque. Mas o “cara” desta vez não brilhou como queria. No seu estilo de metamorfose ambulante, Lula da Silva, também deslumbrado com a presença do companheiro Obama, primeiramente foi todo elogios. Provavelmente repetindo o chiste de algum assessor, disse que o norte-americano tomara um banho de América Latina, quando tudo indica que foi o contrário, os latino-americanos tomaram um banho de Estados Unidos. Mas para dar aquele inevitável toque de esquerda bananeira, Lula da Silva fez sua crítica. Disse que ajuda de US$ 100 milhões dos Estados Unidos para pequenas empresas da América Latina, é esmola. E olha que de esmola Lula entende com suas bolsas-cata-votos. A crítica, porém, deve ter agradado ao PT que se reunirá em 22 de novembro para discutir várias diretrizes, entre elas, “virar à esquerda, reatar com o socialismo”.
Sobre o embargo é bom esclarecer que a rigor não existe. Sua origem foi o confisco de propriedades norte-americanas por Fidel Castro. Mas produtos dos Estados Unidos entram na ilha via Canadá, Panamá, Venezuela, sendo que Cuba pode comprar de qualquer país. O problema é que os cubanos, que vivem na mais desgrenhada miséria, não têm acesso aos cativantes objetos de desejo da burguesia.
Apesar do clima amistoso criado por Obama, prevaleceu o socialismo bananeiro e apenas Trinidad e Tobago assinou a declaração final da Cúpula. Como disse o cubano Carlos Alberto Montaner, no “Manual do perfeito idiota latino-americano”: “A relação sentimental mais íntima e duradoura do idiota latino-americano é com a revolução cubana. E um velho amor não se esquece nem se deixa”. Nem a mentalidade do atraso, acrescento.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 15 de abril de 2009

"AS ZELITES E AS ZESQUERDAS NAS ZAMÉRICAS" - ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE - CORONEL DE POLÍCIA.

Nestes últimos anos a América Latina está tentando dar uma guinada para a esquerda com um discurso meio atrasado, anacrônico e fora do contexto histórico.
Falam dos males da globalização e debatem isso. Os “zesquerdistas” de várias partes do mundo se organizam em Fóruns onde debatem meios de impedir a integração social, cultural e econômica entre os países.
Parece brincadeira! Produzem até relatórios! Alguns até trocam idéias através de e-mail (provavelmente chamado por eles de “carta eletrônica”), sem se tocarem que isso se deve à “maldita” Internet, uma invenção imperialista ! A máxima é o “socialismo ou muerte”, como disse o Chapolin “Carajo” Colorado da Venezuela, que na ânsia de implementar sua “revolucion bolivariana” impediu até a imagem de Papai Noel por acreditar ser um símbolo da cultura norte-americana.
Quanta besteira! Enquanto o Chapolin vai tomando essas atitudes pitorescas e caricatas, o povo distraído parece nem perceber que está sendo subtraído em tenebrosas transações, como diria o “zesquerdista“ Chico Buarque.
Esse sentimento de nacionalismo só não existe nas “zesquerdas” brasileiras quando o assunto é defender os interesses internos. Eles acreditam na tal dívida histórica do Brasil com os vizinhos. São “românticos”. Não resta dúvida, porém, que se fôssemos levar essa idéia ao pé da letra ainda falaríamos tupi-guarani; afinal português é língua do imperialismo lusitano, certo?
A deturpação mental de alguns “revolucionários” tupiniquins chega a tal ponto que se encontra na rede mundial de relacionamentos, Orkut, o seguinte comentário sobre um trágico episódio havido no Rio de Janeiro:
“...está indignado com a "barbárie" do assassinato do João Hélio? Você quer pena de morte, redução da maioridade penal, quer alerta nacional, polícia na rua, exército, força tarefa e o escambau? ha ha ha classe média! Estão colhendo o fruto que a burguesia plantou, que o capitalismo gerou...”.
A declaração deste “botocudo” não merece comentário. Como diria um outro amigo: “só não relincha porque tem beiço curto”!
Mas voltemos ao “zesquerdismo” das “Zaméricas”.
Quais seriam os horizontes culturais para esses jovens que rejeitam essa “prosperidade burguesa”?
Não os que optam por intercâmbios em países desenvolvidos, que vão a busca da evolução do conhecimento e dos muitos avanços conquistados através desse conhecimento. Os países asiáticos são símbolos da importância e da necessidade desse intercâmbio na formação de empresários, intelectuais e líderes. São os países que mais enviaram estudantes para os EUA e Europa nas últimas décadas. Agora já estão se transformando em produtores e exportadores de conhecimento, a maior riqueza da sociedade contemporânea.
Mas e os nossos jovens “zesquerdistas”?
Aonde podem fazer intercâmbio cultural?
Faltam países socialistas!
Mas eles têm que ir!
Por isso, para cuidar desses pobres e infelizes “sem-intercâmbio”, vamos preparar um roteiro de viagens para o segmento; para esse “nicho de mercado”.
Mercado sim ! Porque mesmo sendo companheiros, vão ter que pagar.
A Venezuela não vale, é muito próxima e não acrescentaria nada, além do mais, o Chapolin Colorado não permitiria a intromissão de uns rebeldes brasileiros. Poderiam “subverter” a cabeça dos estudantes de lá.
A Bolívia é um bom destino, principalmente para a especialização em ataque biológico. O primeiro módulo será: como disseminar a febre aftosa.
A turma que dizimou o cacau na Bahia tem direito a um desconto.
A Albânia... esquece!
A ex-socialista Rússia é um destino legal, quer dizer: até letal, já que a especialidade é em métodos de contaminar e matar adversários com venenos radioativos. Alô turma que queima pneus e prejudica a camada de ozônio! Usar plutônio contra o prefeito é mais eficiente e não colabora para o aquecimento global.
Tinha a França.
Ah, Paris! Paraíso e berço da revolução e sonho dos “zesquerdistas” chiques. Destino certo de intelectuais socialistas, que adoram tomar um cafezinho em suas cafeterias charmosas enquanto falam bem de Cuba. Pena que acabou, com a eleição de Sarkozy, o “direitista”.
Tem Cuba também, e lá teremos várias opções de cursos. Tem o de formação de professores de bóias-frias, onde o “zesquerdista” faz um aperfeiçoamento em corte de cana sem o uso de máquinas. Outra opção é o curso de medicina. Trariam pra cá todos os avanços conquistados lá. Só tem um probleminha: o mesmo sistema de saúde pública de uma ilha daquele tamanho, sendo implantada em um país do tamanho do Brasil aumentaria muito o índice de VDM (*).
Mas esse é o desafio!
Para se adequar à cartilha da boa prostituta do Ministério brasileiro do Trabalho (ele existe mesmo), Cuba, que ano após ano vem se despontando como paraíso do turismo sexual, oferece o curso de boas maneiras para a prostituta. O legal para as “zerquerdas” é que lá a figura do cafetão foi estatizada, e diante do sucesso no combate à desigualdade social depois da estatização do cafetão, Cuba disponibiliza seus conhecimentos para os “zesquerdistas” que sonham com uma estatização ampla, geral e irrestrita.
Tem o Irã, também. Mas alguns dirão: “- não é socialista” ; mas como é contra o imperialismo americano, também vale. Mas já aviso: as mulheres vão ter que seguir as regras e usar o xador, o que é fantástico para quem condena essa “mostração” ocidental. Esse destino é indicado para as “zesquerdistas” desprovidas do “padrão ocidental de beleza”.
O último destino é a Coréia do Norte, onde a principal atração é o cabelinho estranho do ditador Kim Jong II. Mas lá o forte mesmo é a bem sucedida implantação de um programa de combate à fome, a base de sopa de grama e canibalismo. Lindo, todos comendo todos. Para os “zesquerditas” gordinhos seria bem interessante: um Spa na marra !
É isso aí. “Socialismo ou muerte”!
E viva a integração das “Zaméricas”!
E viva a comunhão das “Zesquerdas”!
(*) índice de VDM – Vai Dar Merda
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO