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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NOTÍCIAS INACREDITÁVEIS

1) SEGURANÇA DO GOVERNADOR TEM EFETIVO MAIOR QUE UM BATALHÃO DA PM.
IG ÚLTIMO SEGUNDO
Cabral dobra segurança pessoal frente a ameaças e crise no Estado
Equipe que protege governador e família conta com 600 homens e inclui operações aéreas e Inteligência. Folgas foram cortadas (leia).
2) SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO RIO ESTÁ SOB INVESTIGAÇÃO E SECRETÁRIO É ESCOLHIDO PATA SER MINISTRO DA SAÚDE.
O GLOBO
Sêrgio Côrtes, um gestor de marcas e polêmicas (leia).
3) EXÉRCITO BRASILEIRO ASSUME O POLICIAMENTO OSTENSIVO EM PARTE DO TERRITÓRIO DO RIO DE JANEIRO.
ESTADÃO
Exército ficará no Alemão até julho
Tropas vão substituir forças policiais até instalação de UPP; decisão desagrada às Forças Armadas, que temem contaminação pelo tráfico (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O RIO CADA VEZ MAIS "PACIFICADO" DA DUPLA CABRAL-BELTRAME.


SITE G1 "Reféns são libertados após assaltos no Rio, diz polícia Suspeitos roubaram pelo menos dois apartamentos no mesmo prédio. Eles levaram eletrodomésticos e outros objetos de valor.
A polícia informou que as duas pessoas feitas reféns por criminosos após assaltos a residência no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, no Rio, já foram libertadas. Elas são aguardadas na 37ª DP (Ilha do Governador), onde os donos dos dois apartamentos roubados prestam depoimento.
De acordo com a polícia, um comerciante estava saindo de casa para viajar com a mulher e o sogro, quando foi rendido por quatro homens armados com fuzis e pistolas, que chegaram num carro importado. Foram roubados eletrodomésticos e outros objetos de valor do apartamento do comerciante.
Eles também renderam três vizinhos do apartamento em frente, que saíam para trabalhar e roubaram pertences no local. Os criminosos prenderam o comerciante e os três vizinhos num banheiro e fugiram levando o carro do comerciante, com a mulher e o sogro dele.
Policiais do 17º BPM (Ilha do Governador) fazem buscas pela região para localizar os assaltantes.
Assalto em Santa Teresa
Na segunda-feira (25), uma família foi rendida, amarrada e roubada dentro de casa, em Santa Teresa, no Centro. De acordo com uma das vítimas, que não quis se identificar, a família estava dormindo quando cinco homens armados pularam o muro da casa e arrombaram a porta. Os assaltantes roubaram cinco celulares, duas câmeras digitais e R$ 300".
A segurança pública entrou em colapso no Rio de Janeiro. O uso político do serviço público condenou a população a um estado de insegurança constante, não existe mais lugar seguro fora das comunidades onde foi implantada uma relação morador x policial nunca vista antes no mundo civilizado, fazendo com que as ruas ficassem vazias de policiamento ostensivo.
Na verdade, a falta de um policiamento ostensivo eficiente é o resultado de uma série de erros, as UPPs são mais um deles.
Oportunamente comentaremos cada um destes equívocos, facilitando o entendimento dos nossos leitores.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

MAJOR DE POLÍCIA APRESENTA SUGESTÃO.

SUGESTÃO DE UM MAJOR PM COMBATENTE PARA O POLICIAMENTO NO ELEVADO
Cel Paul, posso dar uma sugestão para um policiamento mais eficaz no elevado Paulo de Frontin?
Lendo o noticiário da PM postado pelo senhor, de que a PMERJ irá providenciar novo policiamento para o elevado e que este policiamento causará transtorno no trânsito, me parece não ser o mais adequado, além do que o Cel relações públicas da PM afirma que o importante é a segurança.
Lembra Cel Paul, das cabinas instaladas na perimetral, pois bem, a PMERJ poderia muito bem instalar essas cabinas que são blindadas nas extremidades do elevado, entretanto, a cada cabine instalada, o posicionamento de uma porteira eletrônica que poderá ser fechada a qualquer momento pelo policial que lá estará de serviço ao menor sinal de delinqüência, impedindo que os meliantes que assaltam as pessoas e roubam seus veículos consigam ultrapassar essas barreiras.
Além das cabinas instaladas, a via deverá estar posicionada com câmeras monitoradas pelos policiais de serviço no local.
Os delinqüentes não teriam outra maneira de sair do elevado a não ser se atirando na via abaixo.
Todas as cabinas terão que ter duas motocicletas de apoio que serão pilotadas pelos próprios policiais de serviço no local, isso facilitaria o deslocamento para o ponto de consumação do delito, haja vista, a via estar tomada de veículo.
As duas vias, ida e volta, estarão fechadas, contudo, próximo a essas cabinas deverá ser realizado uma abertura na divisória da pista para o deslocamento das motocicletas.
Outro tipo de veículo para o local seria inviável, a via estará tomada de veículos. Quando o policial da cabine identificasse através das câmeras de filmagem a prática de delitos no elevado, um dispositivo sonoro alertaria aos condutores dos veículos que a via será fechada, para que a velocidade dos carros fosse diminuída. Dois policiais para cada cabina serão suficientes. Rádios portáteis farão parte do equipamento, não esquecendo de que cada policial portará sua pistola, metralhadora ou o fuzil da corporação, dependendo do delito ali existente, pois, a filmagem identificará como estarão armados os bandidos.
Durante o dia, poderia ficar um policial em cada cabina e os outros dois, um de cada, realizariam o patrulhamento ostensivo nas motocicletas, somente no percurso das cabinas instaladas.
Esse tipo de policiamento deveria ser estendido também para a perimetral. Qualquer outro tipo de policiamento será desgastante, improdutivo e atrapalhará o fluxo de veículo, tornando ainda mais desgastante a imagem da Corporação, por estar realizando operações no horário inapropriado.
Ass: Major PM
Qual é a sua opinião?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 30 de maio de 2010

AS UPPs E O VAZIO DE POLICIAMENTO NAS RUAS.

FOLHA DE SÃO PAULO:
O morador do Rio de Janeiro que circula à noite pelas ruas do Centro, Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense conhece a dificuldade de encontrar o policiamento ostensivo da Polícia Militar distribuído pelas vias públicas.
Um vazio que facilita a prática de crimes.
O quadro publicado pelo jornal Folha de São Paulo, no dia 23 MAI 2010, com base em dados da secretaria de segurança, explica em parte essa anomalia, considerando que os efetivos disponiilizados para as UPPs é proporcionalmente absurdo com relação ao efetivo dos batalhões das áreas onde as UPPs foram implantadas.
Observem o caso do 19o BPM que tem o efetivo menor que o efetivo total das UPPs instaladas em sua área, assim como, o caso do 18o BPM, onde os efetivos são próximos, apesar de apenas uma UPP estar instalada em sua área.

As UPPs são positivas para quem mora nas comunidades atendidas, mas para a população como um todo, são um grande problema.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O AMADORISMO NA GESTÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO.

Rio de Janeiro
Ato Cívico - Dia 01 ABR 2008
- Cinelândia
Príncipe - Roberto + Cleyde + Ricardo Garcia + Maria Christina A. Freitas

O policiamento ostensivo - a prevenção - é a base de todo e qualquer sistema de segurança pública.
No Rio de Janeiro dos nossos tristes dias, a presença do homem fardado nas ruas é tratada em plano secundário. Caso se mantenham os números da última revelação da Diretoria Geral de Pessoal, mais de 2.000 (dois mil) Policiais Militares devem estar fora da instituição, fora das ruas do Rio. Soma-se a esse absurdo o desvio de Policiais Militares para integrarem as Unidades de Polícia Pacificadora, onde a relação policial x habitantes é a maior do mundo, como demonstramos em artigo anterior (um policial para cada dezesseis habitantes).
O resultado desse amadorismo eleitoreiro é a insegurança vivenciada pela população fluminense.
Leiam a análise de Cesar Maia, ex-prefeito do Rio:
"EX-BLOG DO CESAR MAIA:
OS NÍVEIS DE VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE CONTINUAM AUMENTANDO NO ESTADO DO RIO!
1. Tomemos os números oficiais da SSP-RJ através do site do ISP, relativos a Roubos e Furtos. Em janeiro de 2010, em todo o Estado, foram 10.348 e 14.850 respectivamente. Em fevereiro de 2010 foram 10.048 e 16.356. Na Capital foram 6.199 e 7.997 respectivamente em janeiro e 6.114 e 9.742 em fevereiro. Aliás, um aumento significativo de Furtos entre esses dois meses, apesar de fevereiro ter menos dias.
2. Comparemos agora com 2006, último ano do governo anterior. Em todo o Estado, foram 124.704 roubos e 140.888 furtos. Por mês, 10.392 e 11.740. Na Capital foram 82.163 e 74.781 respectivamente. Por mês, 6.847 e 6.231.
3. Média mensal de 2006 em todo o Estado: 10.392 roubos. Em janeiro/fevereiro de 2010, 10.348/10.048, no caso, um mesmo patamar. Em 2006: Furtos 11.740. Em janeiro/fevereiro de 2010 foram 14.850/16.356, no caso, um salto de mais ou menos 33% em apenas 4 anos.
4. A conclusão evidente é que a situação de criminalidade básica, nos delitos que representam uns 50% do total de todas as ocorrências, o quadro só se agravou. O policiamento ostensivo, base da sensação de segurança que requer a população, além de não ser prioritário, mostra uma situação contínua e sustentada de deterioração. Ao início do último ano de governo é uma notícia muito ruim, apesar dos fogos de artifício e ações de laboratório que tentam construir uma inversão de expectativa".
Modernidade não guarda qualquer relação com competência, isso é fato.
JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A "INDIGESTÃO" DA SEGURANÇA PÚBLICA.

JORNAL DO BRASIL:
Beltrame: "30% dos moradores de favela serão beneficiados por UPPs"
Caio de Menezes, JB Online
RIO DE JANEIRO - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame disse na tarde desta segunda-feira que pretende até o final do próximo ano atender com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) perto de 30% da população que vive em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. A intenção é que mais 200 mil pessoas sejam atingidas. O secretário anunciou ainda que até o fim de 2009 outras duas UPPs serão criadas em diferentes comunidades da Zona Sul carioca.
Beltrame disse ainda que até o dia 23 de dezembro a UPP do Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo deve estar estabelecida nesta área. Esta forma de UPP, com uma unidade atendendo duas comunidades, já funciona no Leme (Zona Sul), no Morro da Babilônia e no Chapéu Mangueira.
Segundo o secretário, 250 policiais serão lotados, nesta nova UPP. Beltrame afirmou que até o fim de 2010 3.300 novos policiais militares integrarão novas UPPs.
18:34 - 30/11/2009
Fica claro que para atender o projeto político de Sérgio Cabral, todo Policial Militar formado no CFAP 31 de Voluntários integrará uma UPP, portanto, não acontecerá a reposição dos Policiais Militares que integram os outros serviços e que atuam nas ruas do Rio de Janeiro.
A PM perde em média 1.000 Policiais Militares por ano (inatividade, morte, exclusões, etc), que não serão repostos.
Mais uma vez fica claro que a gestão da segurança pública continuará significando uma "indigestão" para a população.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A DIFÍCIL ARTE DE SOBREVIVER NO RIO DE JANEIRO.

O GLOBO
EMAIL RECEBIDO:
CEL. PAÚL,
Boa noite.
Você poderia abordar no teu blog a falta de policiamento no Centro da Cidade ? É que o policiamento no Centro está LASTIMÁVEL. Veja só, infelizmente hoje a violência bateu mais uma vez em nossa porta. A Andréa estava no Centro do Rio, na 1o. de Março, praticamente em frente à ALERJ, quando um homem negro se aproximou dela, caminhando em sua direção e à luz do dia, no meio de todos, tentou arrancar o cordão com medalha, ambos de ouro que Andréa trás ao pescoço. Andréa instintivamente ao vê-lo esticar o braço em direção ao cordão, levou ela, a mão ao pescoço, o protegendo. Mesmo assim o marginal ainda lutou para arrancar o cordão, ferindo com arranhões o pescoço e a mão da Andréa. Um homem se aproximou para ajudar, e o criminoso simplesmente desistiu e seguiu andando e rindo, simples assim, como se tudo fosse normal.
A Andréa ainda procurou no entorno um policial para poder narrar o acontecido e talvez localizar o bandido. Mas mesmo estando a pouquíssimo metros da calçada da ALERJ não encontrou um policial. Tentou ainda no entorno do Paço, na Praça XV e não encontrou NENHUM. Então desistiu, pois gostaria de descrever o agressor para quem sabe o policial tentar detê-lo. Quem a acompanhou até o bureau, onde ela iria fazer a impressão de alguns trabalhos gráficos foi o mesmo homem que a auxiliou, e que também poderia descrever o bandido. SE ENCONTRASSE UM POLICIAL.
Infelizmente essa época do ano, parece que os criminosos se preparam para arrumar seu 13o. e os roubos aumentam, sobretudo no centro da cidade, onde o policiamento deveria ser reforçado. Já há algum tempo o policiamento no centro da cidade está deficiente, o sucateamento do 13 batalhão ajuda em muito.
Penso que o policiamento a pé necessita de reforço no Centro da cidade nessa época de festas de fnal de ano, período em que observamos sempre o aumento dessas ocorrências de menor letalidade porém igualmente agressivas e revoltantes.
Ela não deu queixa porque como sabemos não resultaria em NADA. Mas foi decepcionante não poder descrever o bandido para um policial militar que teria quem sabe a oportunidade de detê-lo.
Abraço.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PMERJ - UMA POLÍCIA MILITAR DIFÍCIL DE ENTENDER ( I ).

Mário Sérgio prossegue no processo de diminuição do efetivo da Corregedoria Interna, apesar dos gravíssimos problemas de desvios de conduta que acontecem na Instituição, o último envolvendo um segurança da família do governador Sérgio Cabral (PMDB).
No Bol PM número 034, 24 de agosto de 2009, foram transferidos da Corregedoria Interna 21 (vinte e um) Policais Militares.
Sem dúvida, um grande prejuízo para a atividade de controle interno.
A desculpa é reforçar o policiamento ostensivo.
Todavia, no Bol do QG, 24 de agosto de 2009, outros 10 (dez) Policiais Militares foram cedidos para a Polícia Civil.
Será que esses 10 (dez) Policiais Militares irão reforçar o policiamento ostensivo realizado pela Polícia Civil?
Sinceramente, a PMERJ é uma Polícia Militar difícil de entender...
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O GLOBO ERRA NA CONTA, BOAS E MÁS NOTÍCIAS.

O jornal O Dia e o Jornal O Globo enfocam de maneiras diferentes a mesma notícia, o reforço de 1.000 homens nas ruas do Rio de Janeiro, anunciado na posse pelo Coronel de Polícia Mário Sérgio, que ainda não foi concretizado.
Realmente, ainda não estão nas ruas, o que comprova que o anúncio foi precipitado, pois antecedeu o planejamento, quando deve ser o contrário.
Todavia, todos nós devemos aplaudir a iniciativa de reforçar o policiamento, desde que os deslocamentos não causem mais problemas.
O fim dos DPOs e dos PPCs situados no interior de comunidades carentes também deve ser aplaudido, eram totalmente ineficazes. Resta saber o que será feito com as edificações onde eles funcionavam. Elas passarão para o controle da comunidade?
O Dia publica uma excelente notícia, o Programa Nacional de Atenção à Saúde dos Servidores de Segurança Pública e Guardas Municipais.
O nosso aplauso de pé!
Aproveitamos para colaborar, indicando que deve ser suprimida a expressão "e Guardas Municipais" do nome do programa, os Guardas Municipais integram a segurança pública, alguém deve ter esquecido, coisa que acontece.
Por derradeiro, esclarecemos que o jornal O Globo cometeu um erro ao aplicar a escala no efetivo apurado para o reforço no policiamento.
O Globo dividiu o total por três, considerando uma escala de 24 x 48 (1.568 : 3 = 522), entretanto, a escala deverá ser a normal do policiamento, ou seja 12 x 24 + 12 x 48, o equivalente a 24 x 72 horas.
Vamos explicar como se apura o efetivo, desprezando possíveis licenças médicas:
Total: 1.568.
Efetivo de férias a cada mês (1/12): 1.568 : 12= 130.
Efetivo a cada 12 horas nas ruas: 1.568 - 130= 1.438 : 4 (turnos)= 359.
Na verdade, os 1.568 Policiais Militares significarão um efetivo de 359 Policiais Militares a cada turno de 12 horas.
E, se esse efetivo for divido entre os 39 batalhões, conforme anunciado:
359 : 39= 9.
Cada batalhão terá o reforço de 9 Policiais Militares a cada turno de 12 horas.
Qualquer dúvida, utilizem o blogfone (93519540).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 5 de maio de 2009

JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL - MISSÕES - MODELO.

O nosso espaço democrático ganha maior amplitude a cada dia, demonstrando que “JUNTOS SOMOS FORTES” e que podemos utilizar a internet, como uma grande rede de parceiros, para a promoção das mudanças que o país precisa.
Ontem, postamos o artigo “JUNTOS PODEMOS MUDAR A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL”, no qual transcrevemos os principais objetivos desse espaço e iniciamos uma proposta de discussão aberta e multidisciplinar a respeito da segurança pública.
Publicamos o artigo 144 da Constituição Federal, objetivando nivelar o conhecimento a respeito dos órgãos públicos envolvidos na segurança, bem como, as suas funções constitucionais.
Ao iniciarmos a discussão do tema, devemos deixar claro que por parte do autor, os artigos terão o pragmatismo como essência, diante na necessidade de permitir que todos possam participar apresentando sugestões e críticas.
Portanto, não esperem tecnicismo, nem citações de grandes estudiosos do tema, o objetivo é ser o mais didático possível, porém ambos serão bem recebidos como comentários feitos pelos participantes.
A leitura do artigo 144 revela que segurança pública é DEVER DO ESTADO e RESPONSABILIDADE DE TODOS.
A assertiva nos conduz a uma reflexão:
- O que eu (cidadão) tenho feito para melhorar a segurança pública, considerando que sou responsável também por ela, que sou seu patrocinador e que sou seu cliente direto?
Não sei quantos responderam positivamente a esse questionamento, todavia, tenho certeza que é hora de começar a interferir no processo, cada um fazendo a sua parte.
Nós, brasileiros, precisamos aprender a exigir os nossos DIREITOS e a cumprirmos os nossos DEVERES.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro optou por interagir o mínimo possível com a mídia, o que acaba configurando uma sonegação de informações importantes, para a formação da OPINIÃO PÚBLICA.
A postura da Polícia Militar é certa ou errada?
As INSTITUIÇÕES POLICIAIS, enquanto instituições públicas têm o DEVER de interagir com a comunidade assistida por elas, sendo absolutamente transparentes em suas ações e primando por disponibilizar para a mídia todos os dados necessários à formação da opinião pública.
Uma instituição pública fechada, refratária à mídia, não passa de uma instituição fora do seu tempo e na contramão do INTERESSE PÚBLICO.
Lendo o artigo 144, descobrimos as missões de cada Instituição Policial, todavia, acredito que devamos começar analisando o que uma população espera que a sua POLÍCIA faça.
Em apertada síntese:
- Orientar a população;
- Proteger a população e seus bens;
- Proteger os bens públicos;
- Manter a ordem;
- Evitar que os delitos aconteçam;
- Prender os autores dos delitos em flagrante delito (cometendo ou logo após terem cometido o delito);
- Investigar os delitos praticados por autores que conseguiram evadir-se da ação policial; e
- Após as investigações, identificados os autores, prende-los e apresentá-los à justiça.
Obviamente, podemos aumentar essa lista, dependendo da concepção de cada um.
O indispensável é que todos possamos caminhar juntos.
Analisando as missões constitucionais das Instituições Policiais e o que esperamos da POLÍCIA, encontramos o primeiro grande problema do Modelo de Segurança Pública utilizado no Brasil:
- As Instituições Policiais não realizam o CICLO COMPLETO das ações de Polícia.
Por favor, leiam o artigo.
As Polícias Militares tem como missões a MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA e O POLICIAMENTO OSTENSIVO (PREVENÇÃO), não INVESTIGAM; as Polícias Civis realizam a INVESTIGAÇÃO
dos delitos (exceto os que são atribuições da POLÍCIA FEDERAL), não fazem POLICIAMENTO; enquanto as Polícias Federais INVESTIGAM e ainda realiza o PATRULHAMENTO em rodovias e o PATRULHAMENTO em ferrovias.
A Polícia Federal é que chega mais próxima de realizar o CICLO COMPLETO.

Esse aspecto do modelo brasileiro não encontra semelhança no mundo civilizado.
Verdadeiras POLÍCIAS PARTIDAS ou MEIAS POLÍCIAS.
Salvo melhor juízo, o MODELO já começa errado na Constituição Federal, a nossa carta magna.
Em minha opinião todas as POLÍCIAS deveriam realizar o CICLO COMPLETO, a população só teria a ganhar.
Cidadão participe, discorde, opine, você é um dos responsáveis.
Encerrando, destaco dois pontos para nossa reflexão, ainda sobre o artigo 144:
- Considerando que a missão precípua das Polícias Civis e das Polícias Federais é a INVESTIGAÇÃO, por que Policiais Civis e Policiais Federais, utilizam UNIFORMES e VIATURAS OSTENSIVAS?
- Considerando o previsto no inciso II do artigo 144, a única Instituição Policial, que tem expressa no texto constitucional a missão direta de prevenir e reprimir o TRÁFICO ilícito de entorpecentes e drogas afins, é a Polícia Federal, portanto, será que o seu diminuto efetivo atual não tem contribuído sobremaneira para o não cumprimento eficiente de tal missão, considerando que no Brasil se vendem drogas em cada esquina?
Esse problema (efetivo muito reduzido) ganha maior dimensão considerando que a Polícia Federal deve FISCALIZAR as nossas FRONTEIRAS (terrestres, marítimas e aéreas).
JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DOS POLICIAIS MILITARES

A notícia sobre a chegada às ruas do Rio de Janeiro, no início do mês de fevereiro de 2008, das viaturas terceirizadas para uso da Polícia Militar é uma boa notícia.
A compra de novos veículos blindados para o transporte de tropa para serem utilizados pela Polícia Militar é outra notícia que vai ao encontro de uma das propostas apresentadas no documento “PRO LEGE VIGILANDA” (Para vigilância da lei), a melhoria das condições de trabalho.
Essas iniciativas governamentais devem ser aplaudidas por todos.
O destinatário da segurança pública - o cidadão fluminense - é o principal beneficiário.
O Estado do Rio de Janeiro começa a afastar-se da vergonha a que se expõe diariamente, quando oferece à Sociedade Fluminense verdadeiras sucatas ambulantes, travestidas de viaturas Policiais Militares, para serem utilizadas na proteção do cidadão fluminense.
A Polícia Militar ganha dignidade para exercer as suas missões constitucionais:
- A Polícia Ostensiva.
- A Polícia de Preservação da Ordem Pública.
- A Polícia Judiciária Militar.
O Policial Militar – o herói social – ganha motivação, maior proteção e faz renascer a esperança de que ele pode esperar por dias melhores, na sua busca por cidadania.
Ganham todos considerando que milhões de reais públicos têm sido gastos nos últimos anos pela Polícia Militar, para manter pelo menos circulando precariamente essas sucatas, o que economicamente era um absurdo.
Era um esforço da Polícia Militar e dos Policiais Militares para suprir um deficiência do governo estadual.
E ganham todos ainda pelo fato da Polícia Militar não mais ter que economizar recursos das etapas de alimentação dos Policiais Militares, como tem feito ao longo do tempo, para gastar na manutenção de viaturas que já deveriam ter sido descarregadas.
Sem dúvida, boas notícias.
Infelizmente, a divulgação na internet de imagens das novas viaturas, trouxe uma preocupação, considerando que as viaturas fotografadas não possuem a mesma padronização de cores e de adesivação das últimas viaturas adquiridas para a Polícia Militar.
As viaturas da Polícia Militar precisam ter o mesmo padrão de cores e adesivação.
Isso é fundamental, considerando que uma das missões da Polícia Militar é realizar o policiamento ostensivo e que para que a ostensidade seja preservada, as viaturas da Polícia Militar devem ter todas a mesma padronização de cores e de adesivação.
Caso as novas viaturas tenham o padrão das viaturas fotografadas, as viaturas da frota da Polícia Militar passarão a ter 3 (três) tipos diferentes de cores e de adesivos, conforme as fotos, isso sem falar de padrões mais antigos, ainda utilizados em algumas viaturas.
E como as viaturas são terceirizadas, considero que essas viaturas deveriam receber a padronização da maioria das viaturas que integram a frota, bem como, as viaturas recebidas do denominado "legado do PAN".
Essa diversidade causa confusão e inclusive atrapalha a identificação das viaturas, como aconteceu recentemente no caso do atentado contra o Delegado Alexandre Neto, quando a perícia realizada pelo Centro de Criminalística da PMERJ foi dificultada pela diversidade de padronizações das viaturas da Polícia Militar e pela semelhança da adesivação entre as viaturas da Polícia Militar e da Polícia Civil, que, aliás, deveriam ser descaracterizadas, diante da sua missão constitucional, a investigação.
Tal dificuldade, somada à baixa qualidade das imagens de vídeo disponíveis à época, estava inviabilizando a perfeita identificação das viaturas policiais que passaram pelo local, em diferentes horários, na Rua Constante Ramos.
Principalmente a viatura que passou pelo local cerca de dez minutos antes do atentado, a principal a ser identificada.
Em síntese, as viaturas terceirizadas e os novos blindados são boas notícias para todos, padronizar as viaturas é a tarefa mais fácil.
E nunca esquecendo que a principal necessidade contida no documento PRO LEGE VIGILANDA é a concessão de salários dignos para os Policiais Militares – os heróis sociais que utilizarão essas viaturas.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO