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terça-feira, 22 de setembro de 2009

O BRASIL E SUA NEUTRALIDADE.

ESTADÃO.COM.BR:
Honduras fecha todos os aeroportos após volta de Zelaya
Medida é decretada depois de toque de recolher; governo interino pede que Brasil entregue líder deposto (
leia).
FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Governo de Honduras fecha aeroportos e amplia toque de recolher
O governo do presidente interino de Honduras anunciou na noite desta segunda-feira, após o retorno ao país do presidente deposto, Manuel Zelaya, que todos os aeroportos hondurenhos ficarão fechados a partir desta terça-feira. Também foi anunciada a extensão do toque de recolher anunciado mais cedo, quando foi confirmada a presença de Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 8 de setembro de 2009

JACKES VAGNER (PT), GOVERNADOR DA BAHIA - O PT E O PMDB NÃO SABEM ADMINISTRAR A SEGURANÇA PÚBLICA.

O ESTADO DE SÃO PAULO.
Postos da Polícia Militar são metralhados em Salvador, na Bahia.
Autoridades acreditam que ataque foi resposta a transferência de detento; três policiais foram feridos.
Tiago Décimo, O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Quatro módulos policiais e duas viaturas da Polícia Militar foram metralhados, na madrugada desta segunda-feira, 7, em Salvador. Três policiais ficaram feridos, um deles em estado grave; duas moradoras de rua tiveram ferimentos leves, atingidas por estilhaços, e três supostos criminosos foram mortos em confronto com a polícia.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, os ataques tiveram início às 5 horas e foram realizados por entre 12 e 15 pessoas, divididas em três carros. Foram atacados os módulos dos bairros de Uruguai, Ribeira e Pirajá, localizados na Cidade Baixa, e o da estação rodoviária de Mussurunga, a cerca de 30 quilômetros dos outros três.
Depois de atacar este último posto, parte dos criminosos, em um Fiesta perto, ainda abriu fogo contra uma picape da PM, na Avenida Paralela - a mais movimentada da cidade. Os quatro policiais que estavam na viatura seguiam para o desfile de 7 de Setembro. Houve perseguição e troca de tiros.
Os três ocupantes do carro, Jeferson Oliveira Santos, Danilo dos Santos Souza e outro homem, sem identificação, foram atingidos e morreram antes da chegada do socorro médico. Com eles, os policiais encontraram munições de diversos calibres, uma touca preta, dois revólveres calibre 38, uma pistola 380 e dois celulares.
Segundo a SSP, as primeiras investigações apontam a relação entre os ataques e a transferência, realizada na sexta-feira, de um dos líderes do tráfico de drogas na Bahia, Cláudio Campanha, para o Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande (MS). "Estamos fazendo diligências por toda a cidade, com o auxílio de helicópteros, para localizar e prender os envolvidos nessas graves ações", afirma o secretário César Nunes.
Dos ataques, o considerado mais grave foi o realizado no bairro periférico do Uruguai. Os criminosos dispararam mais de 30 vezes contra a unidade e ainda jogaram um coquetel molotov, tipo de bomba incendiária feita artesanalmente, dentro do espaço. Por sorte, ali, apenas o sargento Flaviano Caetano Boa Morte foi ferido. Atingido no tórax e em um braço, ele está internado no Hospital Geral do Estado e, segundo os médicos, não corre risco de morte.
Em Pirajá, os criminosos conseguiram ferir dois soldados, um deles em estado grave. Uelinton Barbosa dos Santos, ferido de raspão na cabeça, foi transferido para o Hospital Geral Roberto Santos e não corre risco de morte. Já Israel Conrado de Araújo, levado à mesma unidade, foi ferido nas duas pernas e foi internado com grande hemorragia.
Contra o posto da Ribeira, os criminosos atiraram mais de 40 vezes, mas os dois policiais que estavam no local saíram ilesos. Atingidas por estilhaços de vidro e pedaços de alvenaria, duas moradoras de rua que dormiam ao lado da unidade tiveram pequenos cortes.
Arrastão
Outro evento que mobilizou a polícia de Salvador no feriado foi um arrastão promovido por cerca de 50 jovens, quase todos de menos de 18 anos, no Subúrbio Ferroviário da cidade. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os adolescentes invadiram e saquearam lojas e quebraram vidros de automóveis estacionados da região para furtar produtos. Localizados por policiais, 28 deles, todos menores, foram detidos. Pouco depois, um grupo de 20 jovens ateou fogo contra um ônibus que passava pela região - de acordo com a polícia, como reação à prisão dos jovens.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A VIOLÊNCIA NO ESTADO DE SÃO PAULO.

Policiais militares matam 56,5% mais no Estado de SP.
O número de mortes cometidas por policiais militares no Estado de São Paulo cresceu 56,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Proporcionalmente, o aumento da resistência seguida de morte - classificação oficial das ocorrências - foi o maior entre todas as modalidades criminais mapeadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), uma vez que homicídios, roubos e latrocínios tiveram altas de 11%, 18,8% e 36,5%, respectivamente.
Em abril, maio e junho do ano passado, 99 pessoas foram mortas por policiais, quantidade que subiu para 155 no mesmo intervalo dos mesmos meses deste ano. O avanço, lembra o Comando da PM, está em um contexto de aumento geral da criminalidade paulista (mais informações nesta página), mas essa não seria a principal razão para a escalada dos índices, segundo o presidente da Comissão de Justiça e Segurança Pública do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim), Renato De Vitto.
"Só as estatísticas são frágeis para atestarmos se cada óbito foi, de fato, legítima defesa do policial", opina.
"Eu avalio que esse aumento de mortes tem mais relação com a estratégia policial de combater crimes, da cultura de agir mais letal."
Além da questão cultural, o ouvidor das Polícias Civil e Militar do Estado, Luiz Gonzaga Dantas, que recebe e apura denúncias sobre supostos abusos da violência, disse acreditar que o aumento de mortes cometidas por policiais é resultado da forma como os casos são tratados pela própria corporação.
"Chegam a nossas mãos muitos boletins de ocorrência que são registrados como crime contra o patrimônio, crimes contra administração pública e o evento morte de um suspeito não é notificado", afirma.
"Isso faz com que as mortes cometidas por policiais não sejam investigadas como deveriam, o que resulta em impunidade de um policial que pode ter cometido abuso."
Um dos casos que está sendo investigado pela ouvidoria é referente a dois adolescentes de Santo André, no ABC paulista, que foram mortos em junho deste ano. O caso foi registrado como crimes contra o patrimônio e resistência, uma vez que a polícia afirma que eles estavam em atitude suspeita para roubo de veículos. Os dois jovens - depois de mortos foi apurado que tinham 15 e de 16 anos - supostamente entraram em confronto com policiais que não estavam em viaturas caracterizadas. Um deles teria disparado contra os PMs, mas os dois tiros falharam. Ele, então, foi atingido e morreu no local. O outro rapaz, diz o BO, tentou fugir a pé, disparou contra os policiais, e morreu também.
O número de PMs mortos em serviço também subiu na comparação entre o 2º trimestre deste ano com o de 2008, de 4 casos para 9 (25% de acréscimo). O saldo dos confrontos, no entanto, termina com, em média, um policial morto para cada 17,2 civis assassinados por um tiro disparado por um policial paulista. Atualmente, 9% do total de homicídios (contando os assassinatos com intenção de matar e os mortos por policiais) estão concentrados nas mãos de PMs.
A situação paulista, que já foi muito pior no início dos anos 1990 - quando 1.200 pessoas eram mortas por ano pela polícia - é melhor do que a do Rio: os policiais fluminenses são responsáveis por 18% das mortes. "Além das atitudes dos policiais, é preciso responsabilizar por essa situação o discurso das autoridades, de alguns secretários de segurança, que incitam a violência e valorizam a atitude do policial truculento", diz Jorge Dias, coordenador de Estudos e Pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos da Universidade Estadual do Rio. "A sociedade também legitima essa violência, apoia esses atos.
" Pesquisa feita em dezembro de 2008 pela Secretaria de Direitos Humanos, do governo federal, mostrou que 43% da população concorda com a frase "bandido bom é bandido morto".
Fonte: Estado S. Paulo
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 22 de julho de 2009

PARTIDO LIBER - OS LIBERTÁRIOS - ESTÁ NASCENDO UM NOVO PARTIDO POLÍTICO.

BLOG LIBERTAD MATTERS:
Terça-feira, 21 de Julho de 2009
No Estadão, os antiestadão: o movimento libertário brasileiro chega à grande imprensa (clique e leia).
Em sua edição de ontem, o site
Estadão - portal que congrega O Estado de São Paulo e outros órgãos do mesmo grupo, incluindo conteúdo exclusivo para a internet - publicou entrevista com Juliano Torres, presidente nacional do LIBER - partido brasileiro em formação que defende uma diminuição profunda do Estado ou mesmo (há pluralidade no movimento) a extinção absoluta desse ente político, cuja existência tanto se naturaliza por aí. Em breve possuidor de um registro civil, o partido tem como desafio mais imediato a obtenção das 500 mil assinaturas (em pelo menos nove estados) que lhe permitirão participar efetivamente das eleições brasileiras, apresentando candidatos próprios.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 19 de junho de 2009

RIO DE JANEIRO - "IMPRENSA" AMORDAÇADA.

A decisão do Supremo Tribunal Federal bateu o martelo: não é necessária a posse de diploma de curso superior de jornalismo para exercer o jornalismo.
Como sempre acontece, na solução de uma disputa (lide) pelo poder judiciário, uns comemoram, outros lamentam.
O principal argumento para a decisão foi "a liberdade de expressão", que ficaria restrita, na opinião da corte maior, caso a profissão fosse exercida apenas pelos portadores de diploma.
No Brasil, em vários momentos, vivenciamos a restrição a esse direito cidadão, a liberdade de expressão e no Rio de Janeiro, nos nossos tristes dias, convivemos com restrições a esse direito, inclusive na mídia.
Já comentamos que o tema "Coronéis Barbonos", apesar de constituir o fato histórico mais relevante nos últimos anos, no cenário da segurança pública, é tacitamente proibido.
Qualquer analista da mídia, percebe na primeira hora, que o atual governo goza de "certa imunidade", em relevante organização da mídia.
É o governo platinado...
O governo Sérgio Cabral (PMDB), o governo dos 4.654 (média) cidadãos fluminenses assassinados ou desaparecidos em 2.009.
Um governo que exerceu e exerce o mais puro autoritarismo contra os Policiais Militares e os Bombeiros Militares, que "ousaram" exercer seus direitos constitucionais.
Urge que essa parte da mídia, se volte para os interesses da sofrida e acuada população fluminense, o mais rápido possível.
E, nunca é tarde para lembrarmos para onde conduz o AUTORITARISMO POLÍTICO (clique e ouça).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 2 de junho de 2008

CLIQUE E LEIA.

GLOBO ONLINE.
PM prende acusado pela morte de empresário de 86 anos que lutou para evitar roubo.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/02/pm_prende_acusado_pela_morte_de_empresario_de_86_anos_que_lutou_para_evitar_roubo-546611795.asp
Barbárie.
Milícia que torturou jornalistas de O Dia ainda está impune.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/01/milicia_que_torturou_jornalistas_de_dia_ainda_esta_impune-546611033.asp

O DIA ONLINE.
ONU debate ação policial.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/onu_debate_acao_policial_175110.asp
Comissão vai cobrar resultado.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/comissao_vai_cobrar_resultado_175109.asp
200 mortes em três anos.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/200_mortes_em_tres_anos_175111.asp

JORNAL DO BRASIL.
Beltrame: Parte dos policiais responsáveis por tortura foram identificados.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/06/01/e010624041.html

EXTRA ONLINE.
Jornalista são torturados por milicianos no Rio.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/05/31/jornalistas_sao_torturados_por_milicianos_no_rio_equipe_de_dia_foi_espancada_por_7_horas_na_zona_oeste-546603365.asp
Ministro da Justiça e outras entidades comentam tortura a jornalistas de O Dia.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/01/ministro_da_justica_outras_entidades_comentam_tortura_jornalistas_de_dia_-546605864.asp

ESTADÃO.COM.BR.
PMs integram a milícia que torturou jornalistas, diz secretário.
http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid182236,0.htm

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Violência no Rio.
Secretário do Rio admite participação de PMs em tortura de equipe de imprensa
Milicianos teriam capturado e torturado equipe do jornal "O Dia", no último dia 14 de maio, em favela no Rio.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407740.shtml
Entidades lembram que jornal deve zelar por equipe.
Polícia investiga tortura contra equipe de imprensa.
Leia o que já foi publicado sobre tortura.

sábado, 31 de maio de 2008

A VERGONHA DO BRASIL É A ELITE - DANIEL BRAMATI

ESTADÃO.COM.BR

''A vergonha do Brasil é a elite''
Para pesquisador, exposição freqüente de casos de desvios responde a uma demanda da sociedade
Daniel Bramatti

"As operações da Polícia Federal, que atingem até integrantes da elite política do País, provocam "uma sensação de perplexidade positiva", afirma o antropólogo Roberto DaMatta, cuja vida acadêmica de quase cinco décadas tem como ponto central a tentativa de decifrar o Brasil e os brasileiros.
Para o autor de Carnavais, Malandros e Heróis, "nunca houve uma demanda tão grande por transparência", já que é cada vez mais evidente o custo da corrupção para todas as camadas sociais.
A seguir, entrevista concedida ontem, por telefone:
- A casa do ex-governador Anthony Garotinho, que concorreu à Presidência da República, foi alvo de uma busca da Polícia Federal. No ano passado, o mesmo ocorreu com um irmão do presidente Lula. O deputado Paulinho é acusado de desvios. Qual é o efeito social dessa exposição contínua de políticos envolvidos em corrupção?
Temos um efeito duplo. O primeiro, seguindo o pensamento mais tradicional, é confirmar que os políticos são corruptos. O segundo efeito é o contrário, é sentir que alguma coisa está acontecendo. A sociedade quer punição quando há ofensa às leis, ainda mais quando se trata de um político, um sujeito que nos representa, um gerente público. Hoje todas as camadas sociais têm uma noção clara do custo da corrupção, de quanto essas pessoas roubam. E há uma polícia que está agindo. Há uma sensação de perplexidade positiva.
- Mas a sociedade, ao mesmo tempo em que quer a punição dos corruptos, não é tolerante ao eleger pessoas com antecedentes de corrupção?
Existe essa ambigüidade. A política fica colocada, para a maioria da população, como uma certa aventura. A impressão é de que só um aventureiro vai entrar nessa profissão, para ser colega de tanta gente que não presta. Mas, por outro lado, nunca houve demanda tão grande por transparência.
- Num artigo recente o senhor questiona: "Se acabamos com a inflação por meio da negociação política, por que não podemos liquidar a criminalidade, a corrupção e a ignorância?" O senhor acha que a corrupção é um fenômeno superável no País?
O que está enlouquecendo a gente no Brasil é que tem um nível de tolerância que ultrapassa o normal e, em determinados momentos, dá a impressão de que a corrupção é um valor, é um projeto. E isso não pode. Nós conseguimos superar a inflação, e se dizia que nem na administração de Deus isso seria possível. Se temos essa experiência de vitória, por que não fazemos um plano semelhante em relação à educação, por exemplo?
- O brasileiro tem uma relação de resistência ao aparato legal, existe a questão do "jeitinho", a noção de que a lei é para os outros. Essa nossa corrupção tão arraigada e tão corriqueira não está ligada diretamente a isso?
Sem dúvida. O problema passa por uma relação, que sempre foi complicada, entre a sociedade e o Estado. A tradição brasileira das relações é que o Estado seria o corretor, o compensador da sociedade. Então a sociedade fica a reboque do Estado, o sujeito limpa a calçada e joga na rua. Hoje estamos começando a trazer para o debate, para a crítica, o nosso próprio comportamento. Se ele não for modificado, não vamos transformar o Brasil na direção de ser uma sociedade mais igualitária. Chegamos a um patamar de competência e de excelência econômica, financeira e tecnológica, estamos competindo no mercado internacional e temos um mercado interno pujante. O que está para trás hoje no Brasil é a política. A vergonha do Brasil é a elite."

CLIQUE E LEIA

GLOBO ONLINE.
Álvaro Lins é solto após ter prisão revogada pelo plenário da ALERJ.
Waleska Borges e Fábio Vasconcellos.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/05/30/alvaro_lins_solto_apos_ter_prisao_revogada_pelo_plenario_da_alerj-546580115.asp

O DIA ONLINE.
Uma delegacia de R$ 50 mil.
Delegado preso desembolsou quantia para pagar gastos de campanha de ex-chefe de Polícia.
Adriana Cruz, Bartolomeu Brito, Christina Nascimento, Francisco Édson Alves, Gustavo de Almeida, Leslie Leitão, Márcia Brasil, Maria Inez Magalhães,Maria Mazzei e Ricardo Villa Verde.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/uma_delegacia_de_r_50_mil_174871.asp
Orientações para esconder o patrimônio.
Advogado disse para Álvaro colocar imóvel em nome de parente morto.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/orientacoes_para_esconder_o_patrimonio_174870.asp
Alerj decide soltar Álvaro Lins.
Por 40 votos a 15, deputados revogam prisão de parlamentar acusado de lavagem de dinheiro no governo do estado.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/alerj_decide_soltar_alvaro_lins_174868.asp

JORNAL DO BRASIL ONLINE.
Alerj absolve e Lins sai da cadeia.
Em sessão extraordinária, 40 deputados votaram pela soltura do ex-chefe da polícia Civil.
Fernanda Thurler.
http://jbonline.terra.com.br/sitehtml/papel/rio/papel/2008/05/31/rio20080531000.html

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Alerj aprova resolução que manda soltar deputado Álvaro Lins.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407214.shtml
OAB chama possível revogação da prisão de Álvaro Lins por Alerj de "coleguismo inoportuno".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407173.shtml

ESTADÃO.COM.BR.
Para juristas, decisão indica ''coleguismo''.
OAB vê açodamento da Assembléia e desrespeito a decisão judicial.
Silvia Amorim.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181636,0.php

REVISTA ÉPOCA.
Ex-chefe da Polícia Civil do Rio é solto.
O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou a resolução de um decreto para a revogação imediata da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado de chefiar um esquema de corrupção da polícia civil fluminense.
Nelito Fernandes.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4955-15223,00-EXCHEFE+DA+POLICIA+CIVIL+DO+RIO+E+SOLTO.html

sexta-feira, 30 de maio de 2008

JORNAL ESTADÃO - "SITUAÇÃO DE GUERRA" LEVA CRUZ VERMELHA AO RIO.

ESTADÃO.COM.BR

''Situação de guerra'' leva Cruz Vermelha ao Rio.
Entidade treinou voluntários para atender vítimas de confrontos; PM matou 1.548 pessoas em 14 meses.
Jamil Chade e Felipe Werneck.

"Voluntários da Cruz Vermelha vão atuar em favelas do Rio a partir de junho. A decisão foi anunciada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que considera o número de vítimas na capital fluminense equivalente ao de locais onde há guerra declarada. "A violência urbana é um sério desafio com o qual precisamos lidar", disse ao Estado o presidente do CICV, Jakob Kellenberger.
A Polícia Militar do Rio matou oficialmente 1.548 pessoas em 14 meses do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB) - de janeiro de 2007 a fevereiro deste ano, último dado divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
Registradas como autos de resistência, as mortes em supostos confrontos são contabilizadas há dez anos no Rio, e atingiram sua maior marca no governo Cabral: 110 por mês, em média. Foram 1.330 mortes em 2007 - aumento de 25,11% em relação a 2006 - e 218 em janeiro e fevereiro deste ano, ante 207 no mesmo período de 2007 (5,31%). Para efeito de comparação, foram mortos por armas de fogo em confrontos 14.235 pessoas no Iraque em 2007.
A Cruz Vermelha tem como uma de suas principais missões agir, em caso de guerra, em favor de vítimas civis e militares. Um acordo para atuar no Brasil foi assinado em 2007.
Anteontem, em Genebra, Kellenberger evitou dar detalhes sobre o programa. No Rio, a filial da Cruz Vermelha informou que equipes já foram treinadas - inclusive na Argentina - e que o trabalho deverá começar na segunda quinzena de junho, com pelo menos 30 "socorristas" voluntários. "É a primeira vez que ocorre um trabalho com esse perfil no Brasil, e a filial do Rio foi escolhida", informou a entidade. O porta-voz da entidade para a América Latina, Marçal Izard, explicou que o programa também deverá apoiar presidiários, diante das acusações de maus-tratos em centros de detenção, além de moradores de favelas. Para a Cruz Vermelha, a decisão de atuar em temas de violência urbana demonstra uma mudança no perfil do comitê. Com sede em Genebra, a entidade atuou na Guerra do Chaco (entre Bolívia e Paraguai, de 1932 a 1935), na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), e está espalhada em conflitos no mundo. O CICV auxilia a identificação de prisioneiros em locais de conflito - só no Iraque, atende 20 mil pessoas por ano nas cadeias mantidas pelos EUA. Num primeiro momento, porém, o foco de atenção será "a capacitação de socorristas residentes nas zonas mais vulneráveis à violência no Rio". Isso permitirá que a organização possibilite "maior acesso dos moradores aos primeiros socorros, já nos primeiros momentos em que essa assistência é necessária".

domingo, 10 de fevereiro de 2008

JORNALISTA REINALDO AZEVEDO, NEM SEMPRE ACERTAMOS E DESSA VEZ VOCÊ ERROU FEIO!


Artigo extraído do blog do jornalista REINALDO AZEVEDO:


Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

Rio - 45 oficiais pedem exoneração do cargo

Por Clarissa Thomé, Alexandre Rodrigues, Wilson Tosta e Thalita Figueiredo, no Estadão.

Comento em seguida:
Um dia após demitir o comandante da Polícia Militar do Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) enfrentou ontem um motim na corporação. Quarenta e cinco coronéis e tenentes-coronéis entregaram os cargos e pelo menos quatro batalhões não colocaram soldados nas ruas pela manhã. O motim, chefiado pelo Grupo dos Barbonos - oficiais que exigiram aumento de salário e agora pedem a cabeça do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame -, põe em xeque o setor de segurança às vésperas do carnaval.
Cabral afirmou ontem que “meia dúzia” de policiais quer “o confronto, a balbúrdia e a desordem na PM, mas não vai conseguir”. Ele reiterou apoio a Beltrame, que falou em promover “uma mudança na essência” da corporação.
“O carnaval está garantido, a PM estará nas ruas”, afirmou o secretário.
À noite, 200 oficiais se reuniram em assembléia e baixaram o tom nas exigências ao governo.
Por causa das ações de insubordinação, o Estado antecipou para ontem a posse, prevista para hoje do novo comandante da PM, coronel Gilson Pitta Lopes, que ocorreu sob tensão e num gabinete fechado.
“Nunca, nos 200 anos de história da Polícia Militar, houve uma troca de comando sem a tropa formada”, criticou o presidente da Associação de Oficiais Militares do Estado (AME), coronel da reserva Dilson Anaide.
Surpreso com a nomeação de Pitta, um Barbono, Anaide primeiro questionou sua legitimidade. “Ele sempre esteve presente nas reuniões e quebrou unilateralmente o compromisso que tinha com os demais coronéis (de não assumir o comando no atual governo).
Vai ter de explicar por que roeu a corda.”À noite, quem mudou de opinião foi Anaide, na assembléia. “Aceitamos o comando legítimo. A nomeação do coronel Pitta é legal, mas pediremos que o secretário fique afastado da negociação (salarial).”
A assembléia foi o ato final de um dia cheio de idas e vindas. Pela manhã, não saíram às ruas policiais de pelo menos quatro batalhões - 13º (Praça Tiradentes), 18º (Jacarepaguá), 17º (Ilha do Governador) e 39º (Belford Roxo). Mas o serviço foi retomado à tarde.No caso dos oficiais também houve recuos.
A pressão do governo provocou baixas num grupo de 40 oficiais, que tinham assinado na terça-feira manifesto contra a exoneração do comandante Ubiratan Ângelo e contra a punição dos colegas que participaram de uma passeata por reajuste salarial no Leblon no domingo. Desses, só 29 protocolaram pedidos de exoneração dos cargos de chefia. Mas à tarde outros 16 oficiais apresentaram pedidos de exoneração.
Assinante lê mais
aqui
Comento (Reinaldo Azevedo):
Vocês conhecem a minha opinião: gente armada não faz greve, não faz piquete, não faz passeata. Pouco importa o motivo. Ou, então, faz e lidera um golpe ou uma revolução. Em junho de 2004, o governador de Minas, Aécio Neves, enfrentou uma greve da PM de forma exemplar: em vez de chamar os grevistas para um papinho, chamou logo a democracia de farda, o Exército, e pôs ordem na bagunça. Em vez de demonstrar fraqueza, demonstrou força.Se Cabral fraquejar agora, acabou. Perderá o comando. Não basta apenas não ceder às exigências dos “revoltosos”. É preciso também puni-los, o que certamente geraria novas reações. Teria de pagar o preço. Vai? Não sei. Na minha república, servidor civil desarmado já estaria proibido de usar o público como instrumento para chantagear o governo. Ora, menos ainda alguém com arma, que é pago para usar legitimamente a força.No caso do Rio, tanto pior: os coronéis estão liderando a pressão. E exigem a demissão do secretário de Segurança. Trata-se de uma exorbitância, de uma estupidez. Se preciso, Exército neles, governador.

Por Reinaldo Azevedo 06:47

Um dos comentários:
Espera-se que na sua república, Reinaldo, o policial militar não ganhe 30 reais por dia para morrer. Sim, para morrer, pois o que vivemos no Rio é uma guerra urbana, como você bem sabe, com enorme quantidade de baixas policiais - que normalmente não são contadas (ou cantadas) com o estardalhaço garantido por tantas ONGs a qualquer mera suposição de desrespeito aos direitos fundamentais dos criminosos.
O fato de você só estar comentando o caso agora demonstra o quão pouco conhece da situação, do desenvolvimento da coisa, do que está em jogo - talvez sequer saiba da passeata, das passeatas anteriores, dos blogs, do Grupo dos Barbonos. Como nem sempre São Paulo é a medida do Brasil, se vê na necessidade tão jornalística de comentar o que desconhece. A passeata de domingo, Reinaldo - o motivo último para a exoneração do Coronel Ubiratam, embora os motivos profundos sejam outros -, foi sim feita por policiais militares - policiais à paisana, desarmados, ordeiros, caminhando pela orla do Rio, como tantas vezes os civis fizeram e felizmente ainda farão. Tirando uma ou outra faixa mais incendiária - que grupo não tem seus incendiários? o Fora Lula não tinha? eu mesmo não postei aqui sobre o quanto eles me incomodavam? -, o tom foi de cobrança, uma cobrança algo desesperada, de quem não suporta mais ver tão importante instituição aviltada - mas uma cobrança sem ameaça, sem "golpismo" (é o caso de aderirmos ao vocabulário petista agora?), absolutamente honesta. Ou agora o servidor público - mais ainda, o servidor público que tem a morte como companheira de trabalho - está proibido de falar sobre as condições em que trabalha, de pedir melhorias? Também sou contra greves; mas ninguém está falando de greve aqui, aliás nunca se falou em greve, em nenhum momento - a comparação com Minas, nesse sentido, é absurda. Os policiais continuaram (e continuam, salvo um ou outro ato passageiro de revolta ontem, rapidamente contornados) trabalhando sem problemas, como aliás já acontecia antes dessa passeata, como aliás continuará a acontecer, Carnaval inclusive - a despeito de toda a legítima revolta contra o ocorrido. Quem falou em insubordinação é o outro lado - e você comprou o discurso, a despeito da explicitada ignorância absoluta em relação ao que se passa aqui. Comprar o discurso oficial - e de um político brasileiro, essa gente tão íntegra! - é coisa que só deveria vir depois de esgotados todos os outros recursos, todas as investigações e possibilidades, principalmente para um jornalista experiente.

Nesse sentido, seu post é acima de tudo ingênuo, Reinaldo. Parece acreditar que o governador que se enrubesce quando Lula o freqüenta é digno de confiança, que o discurso oficial é a medida da verdade, que os PMs cercaram o Palácio Guanabara e estão prestes a destituir o seu mui digno ocupante. Nada disso aconteceu: aconteceu uma passeata por melhores condições de trabalho, salário incluído - salário nunca foi a única questão, como o discurso oficial também informou a você e ao Brasil -, e só. Ficaria por isso mesmo, se o Governo não tivesse decidido exonerar o Comandante-Geral simplesmente porque a passeata aconteceu. A subseqüente entrega de cargos por 50 oficiais - entrega absolutamente legítima, que inclusive só se efetiva se o governo aceitar - foi reação absolutamente normal para pessoas que ocupavam cargos escolhidas exatamente pelo comandante caído, um ato de solidariedade, significando que também caíam com ele, por vontade própria.
É isso.
A atual "crise na PM" não é nada mais do que a aparência de algo maior, "A CRISE NA PM", que já se arrasta há tempos - e que o governador amigo do Presidente não tem a menor disposição para resolver. César Maia entendeu isso e já comentou a questão em seu ex-blog. Estranho é que um jornalista como você tenha tão facilmente comprado uma versão que, em última instância, é a versão petista.
Só um comentário mínimo, coisa tão recente e que você não deve saber, para que comece a entender o que há para além da superfície: de sexta para sábado, antes da passeata, o Corregedor Interno da PMERJ, meu pai, já havia sido exonerado, isso por ter colocado em seu blog pessoal - que você mesmo já indicou nesse site! - uma obviedade inclusive estatística, que o "soldado mal pago é presa fácil para os corruptos ativos".
E nada mais.
O governador no qual você crê disse que a exoneração súbita não tinha nada a ver com isso...
Apenas para fazer o que fez em seguida.
Enfim, Reinaldo, leia um pouco sobre o caso, consulte colegas jornalistas - e só então comente de novo.
Felipe Svaluto Paúl, filho de Paulo Ricardo Paúl - Coronel Paúl, Barbono.

E a minha resposta.
Caro Reinaldo Azevedo, o Felipe contextualizou a realidade que vivenciamos.
Você é um jornalista brilhante, porém foi muito infeliz, falou sobre algo que parecia desconhecer por completo e quando isso ocorre, o desastre é certo.
Os Militares - caro Reinaldo Azevedo - não podem ser submissos, isso é contra a nossa natureza, inibe uma das nossas características mais importantes - a coragem para arriscar a vida em defesa do cidadão.
Parece que você esqueceu as INCONTÁVEIS greves da Polícia Federal - policiais armados - que sempre conseguiram o que queriam, tal qual sindicalistas do ABC.
Ora cruzando os braços, ora fazendo uma operação padrão.
O caso no Rio de Janeiro é gravissimo, pois após um ato cívico - legal, ordeiro, pacífico, feito por Policiais Militares e Bombeiros Militares - rasgaram todas as leis e implantaram uma nova administração.
Anote aí, caro Reinaldo, algo muito errado está acontecendo nessas terras fluminenses.
Estamos investigando.
E seguindo os ensinamentos:
A QUEM INTERESSA UM POLICIAL MILITAR DO RIO DE JANEIRO ARRISCAR A SUA VIDA POR MENOS DE R$ 30,00 POR DIA?
Você teria a resposta?


Nós estamos bem perto dela.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO