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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

POLÍCIA MILITAR – CORONEL MENEZES – NOTA PARA IMPRENSA.

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CORREGEDORIA CORONEL FRANCISCO DE PAULA ARAÚJO
NOTA
Não há outra maneira de iniciar a presente nota, a não ser enaltecendo o singular trabalho elucidativo apresentado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro em relação ao homicídio da Magistrada e verdadeira amante da Justiça Patrícia Lourival Acioli, a quem farei nova referência mais à frente.
No momento em que fui convidado pelo senhor Coronel Mário Sérgio a assumir a Corregedoria da Corporação, pude observar, com certo assombro, o quão grande era o desafio que se apresentava.
Nosso grande objetivo era a proatividade. Para que investíssemos nisto, precisávamos profissionalizar as ações de polícia judiciária militar, reduzir a burocratização de procedimentos, e atender à necessidade de parâmetros mais justos para julgamentos disciplinares.
Além disto, planejamos desde o início a busca de sede própria, com maior independência para o aparato correicional, mecanismos importantes à oferta de serviços de melhor qualidade aos militares de polícia e às demais parcelas de cidadãos que integram a sociedade fluminense. Tendo todas essas metas, aceitei o desafio!
Após estudos pormenorizados, cheguei à conclusão de que um dos principais problemas com que se deparava o aparato correicional da Corporação não era diferente do que parece representar verdadeira chaga para a sociedade brasileira e, em especial, fluminense; falo da sensação de impunidade, fruto da quase certeza de que, cometido o ilícito, ele não será elucidado.
Debruçando-me sobre dados divulgados, apenas uma vez, pelo Instituto de Segurança Pública (Boletim Mensal de Monitoramento e Análise n.º 02, tendo por base o mês de junho do ano de 2003), verifiquei que apenas 2,7 % dos homicídios registrados no RJ são elucidados e que tal elucidação é fruto, em sua maioria, de prisões em flagrante delito feitas pela Polícia Militar e não da escorreita conclusão de inquéritos policiais.
Mais à frente, diante da divulgação de estudos feitos pelo Ministério Público, percebi que tais dados eram apenas a "ponta do iceberg", havendo no Rio de Janeiro, nos últimos dez anos, sessenta mil inquéritos de homicídio sem solução; e o que é ainda mais assustador nas conclusões do MP é que em vinte e quatro mil casos, nem mesmo a vítima do homicídio foi identificada.
Era preciso realmente fazer alguma coisa e foi movido pela necessidade de buscar respostas céleres, econômicas e não burocráticas, que foi criado o Registro Policial Militar, instrumento administrativo inspirado em projeto levado a efeito em 2005, quando estive à frente do Batalhão de São Gonçalo, a partir do qual demandas de natureza inclusive criminal passaram a merecer coleta de informações e, após indicação de elementos de materialidade e autoria, remessa às autoridades competentes do Poder Judiciário e do Ministério Público.
É verdade que tal ideia não foi exclusiva do Corregedor da Polícia Militar, tendo arrimo em pronunciamentos da Justiça, de Doutrinadores, do Ministério Público e de importantes atores, como a própria e saudosa Juíza Patrícia Lourival Acioli, que participou da concepção do projeto e que, como revelam matérias diversas veiculadas à época em que estive à frente do 7º Batalhão de Polícia Militar (busquem nos arquivos reportagem de O Fluminense - 27/09/05, RJTV - 1ª edição - 05 de outubro de 2005, etc.), foi a principal autoridade a se levantar contra a ordem dada pelo secretário de então, que, atendendo a interesses políticos, determinou que parássemos com a iniciativa.
Implantado o Registro Policial Militar e confirmada sua legalidade através de decisão unânime do Tribunal de Justiça do RJ (Processo n.º 0027243-31.2011.8.19.0000), foi possível a obtenção de algumas vitórias em prol da redução da sensação de impunidade.
Os policiais militares envolvidos em agressões do âmbito da "Lei Maria da Penha" passaram a ter a questão alçada à Justiça em menos de uma semana, sendo obrigados inclusive a tratamento psicológico no âmbito da própria Corporação, o que possibilitou a redução de 33 % dos registros de agressão, ameaça, etc.
Todos os eventos em que policiais militares se envolviam em confronto passaram também a ser alvo de acompanhamento através do Registro Policial Militar que, lavrado e tendo acostados depoimentos tomados na própria Corregedoria e documentos porventura produzidos em sede de Polícia Civil, passaram a ser encaminhados ao Ministério Público, Todos os atores eram submetidos a atendimento psicológico sempre que do confronto resultasse morte. A redução das mortes foi brusca e a tendência de queda ficou patente, sendo possível à Corregedoria aferir que 2/3 dos confrontos passaram a ter resultado diverso da morte do oponente. Em um estado que hoje celebra a paz e o convívio em vez da guerra e da intolerância, esta é uma vitória.
A propósito, vale ressaltar que um projeto piloto voltado ao controle da letalidade policial especificamente em São Gonçalo vinha sendo construído em reuniões realizadas ao longo do corrente ano com a própria Juíza Patricia Acioli, tendo a última delas se dado uma semana antes de seu óbito, oportunidade em que, durante mais de cinco horas de conversa no auditório da Corregedoria, foi aquela autoridade cientificada da existência do Registro Policial Militar e da possibilidade de sua aplicação com vistas a tal mister.
Da reunião, restou pauta de novo encontro na sede da Corregedoria com a presença da própria Juíza, do Promotor Paulo Roberto (de férias por ocasião do encontro anterior), do Defensor Diamantino e da Promotora Ana Beatriz.
O projeto, avalizado pela Juíza, versava, dentre outros pontos, sobre o encaminhamento dos Registros Policiais Militares diretamente à mesma, acompanhados de laudos técnicos do Centro de Criminalística da Corporação e de oitivas e demais documentos que seriam coletados pela 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
A reunião ficou marcada para 29 de setembro do corrente ano, não tendo ocorrido por tristes circunstâncias de conhecimento de todos.
Passamos também a buscar a avaliação das próprias vítimas de policiais militares em relação ao atendimento recebido na Corregedoria e em suas Unidades Operacionais, o que descortinou índices de satisfação superiores a 90%.
Homicídios foram elucidados por nossas Delegacias de Polícia Judiciária Militar com base em simples Registros Policiais Militares e na boa vontade e técnica de nossos camaradas.
Prendemos em 12 horas dois policiais militares que se envolveram de forma triste no episódio da morte do filho de Cissa Guimarães. E os expulsamos da Corporação em menos de dois meses.
No total, retiramos da Corporação quase duzentos profissionais que não honraram a farda e o compromisso assumido perante a Bandeira Nacional.
Encaminhamos diretamente à Justiça, agilizando processos e poupando tempo e pessoal administrativo de delegacias, mais de quatrocentas ocorrências de menor potencial ofensivo, conforme manda a Lei Federal n.º 9099/95.
Construímos uma nova sede física, com espaço inclusive para despachos do Ministério Público, conferindo ainda mais transparência ao nosso trabalho.
Criamos grupos especiais para investigação, que passarão a ser incumbidos de Inquéritos Policiais Militares conduzidos dentro da própria Corregedoria.
Realizamos julgamentos semanais de Processos Administrativos Disciplinares, gerando mais de trezentas soluções.
O canal técnico com o Sr Cel Mário Sérgio foi sempre mantido e de nada deixou ele em momento algum de ser informado.
É claro que erros houve, mas a busca de acertos foi o combustível de todas as ações da Corregedoria.
Há ainda muito a falar e, quem sabe, novas oportunidades de fazê-lo.
Encerro por agora, despedindo-me da carreira ativa na Corporação da qual também são oriundos meu avô, pai e filhos, certo de que há muito por fazer para que a sociedade tenha a tranquilidade de saber que, em havendo um homicídio, haverá também ao menos a quase certeza de que o crime será elucidado, seja quem for a vítima.
Quartel em São Gonçalo, em 04 de outubro de 2011
RONALDO ANTONIO DE MENEZES
Coronel Corregedor
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

TV GLOBO - RJ TV - ENTREVISTA COM O CORONEL DE POLÍCIA MENEZES - CORREGEDOR INTERNO DA POLÍCIA MILITAR.

O RJ TV entrevistou nessa semana o Coronel de Polícia Ronaldo Antônio de MENEZES, o Corregedor Interno da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O Oficial esclareceu os problemas envolvendo a demissão de Praças e de Oficiais acusados da prática de crimes e tratou da fase atual da Corregedoria Interna, a qual citou como sendo "a mais bem estruturada de recursos humanos e materiais do país".
Assistam a entrevista que durou cerca de cinco minutos (vídeo).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

domingo, 17 de outubro de 2010

PMERJ - CORREGEDORIA INTERNA - NOVIDADES.

O DIA:
"Corregedoria mais ágil na PM
Até o fim do ano, órgão ganhará sede própria com setor exclusivo para escutas telefônicas
POR VANIA CUNHA
Rio - O procedimento que culminou na expulsão, no dia 5, de um cabo e um sargento envolvidos no caso do atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, sintetiza as mudanças pretendidas pela Corregedoria da Polícia Militar. Investigações aprofundadas e agilidade nos processos são palavras de ordem no novo modelo de gestão do órgão. Para tanto, a PM investe pesado em tecnologia e na reestruturação do prédio do antigo laboratório da corporação, em São Gonçalo, onde até o fim do ano começará a funcionar a nova sede da Corregedoria. A estimativa do comando da PM é de investir cerca de R$ 1 milhão em obras, compra de equipamentos e capacitação dos profissionais.
“Implantamos mudanças na condução dos inquéritos para primar pela eficácia e pela independência. O procedimento do caso Rafael Mascarenhas foi concluído em 40 dias e ficou tão consistente que o Ministério Público não discordou. Se todo caso tivesse a celeridade dessa investigação, o agente público pensaria duas vezes antes de cometer erros”, afirma o corregedor Ronaldo Menezes.
Uma das principais mudanças aconteceu nas Delegacias de Polícia Judiciária Militar (DPJMs), que se tornaram mais investigativas e menos burocráticas. Mesmo com um número maior de casos, o foco passou a ser os inquéritos sigilosos e de maior gravidade.
Mais de 80% do efetivo das DPJMs será realocado para as investigações, dando mais agilidade à conclusão dos procedimentos. A ideia é que os policiais contem com tecnologia de escutas, quebra de sigilos financeiros e todos os recursos necessários para dar maior consistência às apurações. Os processos administrativos disciplinares envolvendo PMs, hoje conduzidos pelos batalhões, passarão para as 12 comissões dentro da nova sede da Corregedoria. Além de desafogar as unidades do trabalho administrativo e garantir mais isenção aos procedimentos, a medida também libera policiais para o serviço de rua.
Sistema on-line acelera apuração
Outro ponto crucial das mudanças é a implantação de um sistema de registros on-line. Por meio de um programa de computador, tanto o corregedor quanto o comandante da PM têm acesso a todos os procedimentos das investigações. Os batalhões também vão se adequar e ter acesso ao novo sistema de registro. Além disso, denúncias detalhadas feitas às DPJMs poderão ser encaminhadas diretamente ao Ministério Público ou à Justiça Militar, sem a necessidade de se instaurar um procedimento.
“Perde-se muito tempo, até meses, para policiais investigarem procedimentos de menor relevância. Com menos burocracia, vamos desafogar a Corregedoria. Se o MP entender que precisa de investigação, devolve o procedimento”, explica Menezes.
A nova sede do órgão, em fase final de reforma, terá salas para depoimentos, auditório, área de inteligência — com setor reservado para monitoramentos telefônicos —, ouvidoria e relatoria. No futuro, as audiências dos processos também poderão ser feitas no local".
COMENTO:
As corregedorias internas são órgãos muito especiais e extremamente sensíveis a todas as mudanças que afetem os seus efetivos, pois não é fácil recrutar e selecionar novos integrantes. Uma verdade é que não se acha em qualquer lugar das instituições pessoas que possam integrar as corregedorias internas, essa é uma tarefa muito difícil.
Tal realidade faz com que muitos integrantes das corregedorias internas pertençam aos órgãos há muito anos, tendo as suas vidas adaptadas à rotina de trabalho, inclusive aos locais de trabalho.
As mudanças propostas para a Corregedoria Interna são interesses e merecem elogios, todavia, não podemos deixar de citar que a mudança da sede atual (Quartel General), situada no Centro do Rio desde a sua criação em 1993, para o município de São Gonçalo, acarretará muitos problemas para o seu efetivo, que reside na sua quase totalidade nas Zonas Norte, Oeste e Baixada Fluminense.
O homem, o Policial Militar, será prejudicado, não resta dúvida.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORREGEDOR

Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

CORREGEDORIA INTERNA: QUAL FOI O MOTIVO?

Marcha Democrática
Policiais Militares - Bombeiros Militares
17 FEV 2010

A função de Corregedor Interno é uma das mais importantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
No dia 25 de janeiro de 2008, sob grande pressão política, o comandante geral, Coronel de Polícia Ubiratan, transferiu-me da função de Corregedor Interno para a função de Diretor de Ensino e Instrução, uma decisão da qual eu participei e concordei, como determinava o decreto estadual número 41140/2008.
Eu nem passei a Corregedoria Interna, nem assumi a Diretoria de Ensino e Instrução, tudo foi anulado por Pitta, que me colocou na Diretoria Geral de Pessoal, sem função, onde permaneço até hoje.
O decreto 41140 foi ignorado e depois revogado por Sérgio Cabral, fato comunicado ao Ministério Público da AJMERJ.
Mário Sérgio exonerou o Corregedor Interno e nomeou o Coronel de Polícia Menezes, um dos Coronéis Barbonos.
As qualidades profissionais de Menezes são inquestionáveis, por si só explicam a sua nomeação para qualquer função, porém não se sabe ainda o motivo da exoneração de Carlos Rodrigues, que foi nomeado Diretor de Ensino e Instrução, coincidentemente.
O que teria provocado essa exoneração?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

APENAS UMA QUESTÃO DE OPINIÃO - CORONEL DE POLÍCIA RONALDO ANTONIO DE MENEZES

No Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, edição de terça feira próxima passada, pode ser lida uma mensagem enviada à Assembléia Legislativa Fluminense pelo Exmo Sr Governador do Estado, na qual propõe alteração na Lei nº 443/81 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro), mas precisamente no tocante ao tempo de permanência na ativa dos Oficiais Superiores da PMERJ, faremos aqui algumas considerações a respeito em razão de experiências passadas.
Antes de tudo, vamos nos reportar ao ano de 2001 ocasião em que me encontrava a frente do 1º BPM (Estácio) e fui convidado para um jantar protocolar na residência do Digníssimo Sr Cônsul do Japão, cerimônia esta que contava com a presença de diversas autoridades, civis e militares; os orientais, pessoas extremamente educadas e polidas, nos acompanhavam e, com extrema cortesia, buscavam informações sobre nossos costumes e singularidades, eis que em dado momento uma senhora questionou-me como era possível um Oficial tão jovem estar a frente de uma Unidade Militar daquele porte – devo confessar que tal colocação me deixou por demais contrariado, pois, à época, contava com vinte e oito anos de efetivos serviços, dos quais três ocupando o Posto de Ten Cel. Creio que posso até ter sido um pouco rude, mas respondi-lhe que possuía duas licenças regulamentares não gozadas e contabilizava tempo suficiente para me recolher à inatividade; a senhora, entre estupefata e incrédula, questionou-me como era possível se prescindir das experiências acumuladas durante uma vida, ainda mais numa carreira Policial Militar, onde a prática e a vivência fazem significativa diferença no momento da consecução do exercício do poder de polícia; ilustrava ainda suas considerações por intermédio dos exemplos de sua terra natal, pois no Japão só estariam aptas a assumir cargos de tal relevância pessoas com experiência vasta e reconhecida, o que somente poderia decorrer de anos de labor, estudo e abnegação.
Passados aproximadamente seis anos, fui obrigado a recordar o episódio e ficar constrangido com a severidade com que tratei do assunto então, pois a conhecida sabedoria oriental mais uma vez mostrou-se inequívoca. Ao ler a mensagem enviada pelo Exmo Chefe do Executivo Estadual, constatei que dentre as razões para diminuição do tempo de serviço na ativa, constava uma alegada necessidade de ¨oxigenação¨ dos quadros, de modo que Oficiais mais novos pudessem assumir cargos de Chefia e Direção. Chamou-me a atenção o franco antagonismo entre os costumes orientais e o posicionamento do ilustre Sr Governador; talvez, em razão de culturas e modelos diferentes, nestas terras Tupiniquins a experiência seja um item obsoleto porém, devo acrescentar que tal colocação ter partido de quem partiu assaz surpreendeu-me, acha visto ser esse um político que tem o respeito pela vivida e experiente população da terceira idade como sustentáculo de seus ideais públicos.
Creio que a divergência ora exposta interfere direta e significativamente na prestação de serviço de um e outro ente público, enquanto que no Japão há uma taxa média de elucidação de crimes como o Homicídio na faixa de 96,6% e 96,1% de prisões, no Rio de Janeiro o mesmo delito segundo dados do Instituto de Segurança Pública, no ano de 2003, apresente um índice médio de 2,7 % (
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgMA_1vt0mKqoq1Q3v_3kM66t3MQgrilz6OQdV-WD5Og4mi6VUBirauCdl9xFbz6raQCuHlxILeSm9Qs5PnJoaPT8kFP8UmFMrQDsiabp091Jas45kGknmtmf4yV8Wpey-vuXtj88GC8fbD/s1600-h/Homicídios+dolosos.JPG) - Constantes do Boletim Mensal de Monitoramento e Análise (ano 1, n.º 2, julho 2003). Disponível em: <http://www.isp.rj.gov.br >. Acesso em: 25 jan. 2005. Ressalte-se que o referido boletim foi o único que disponibilizou tal estatística.
HOMICÍDIOS - ABSTRAÍDAS AS PRISÕES EM FLAGRANTE"Aqui teríamos mais um fator que favoreceria o mister colimado: conforme recentemente revelado, a taxa média de apuração de homicídios da PCERJ é de apenas 2,7 %; subtraindo-se as hipóteses em que a elucidação decorreu da imposição de prisão em flagrante (geralmente, por parte da PMERJ), a taxa cai para apenas 0,6%.". referência bibliográfica: ALBUQUERQUE, Joaidson Torres et al. Elaboração de Política Pública destinada ao exercício de atividades de polícia completa pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, com esteio na Lei n.º 9.099/95. Trabalho acadêmico do curso de Pós-graduação de especialização em políticas públicas de justiça criminal e segurança pública. Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2003.
Seria essa diferença acachapante suprimida aposentando-se Autoridades de Polícia Judiciária?
Engraçado como nossa sociedade e, em especial, a mídia nunca se preocupou com dados como esses, com suas causas e origens e, principalmente, conseqüências.
Fato é que esse é o entendimento do Governador oxigenar para resolver o problema da Segurança Pública, já que certamente não pode constituir retaliação aos Barbonos já que nenhum deles possuem mais de quatro anos no Posto de Coronel e ainda estão, como sempre estiveram aptos a colaborar com o Governo do Estado em prol da Sociedade Fluminense.


RONALDO ANTONIO DE MENEZES – CEL PM
Ultimamente, os DECRETOS DO PODER EXECUTIVO têm apresentado uma coerência e uma finalidade social...
No dia 23 de janeiro de 2.008, surge o DECRETO número 41.140 que "protegia" os integrantes dos órgãos disciplinares (correcionais, inclusive) do Estado do Rio de Janeiro, uma antiga aspiração desses profissionais e uma das propostas do seminário "A POLÍCIA QUE QUEREMOS".
Entretanto, o DECRETO deu ao autor desse blog, o mesmo direito concedido a todos os demais integrantes, no seu artigo terceiro:
"QUANDO DE SEU DESLIGAMENTO, AINDA QUE POR INTERESSE DO SERVIÇO, SERÁ GARANTIDA O SERVIDOR A POSSIBILIDADE DE ESCOLHA DE SUA NOVA LOTAÇÃO, ONDE FICARÁ LOTADO POR UM PERÍODO DE 1 (UM) ANO."
Isso deve ter sido considerado absurdo!
Afinal, a mobilização cívica dos Policiais Militares e dos Bombeiro Militares é sabidamente, o maior incômodo político no Rio de Janeiro.
Pior, o atual comandante da PMERJ já tinha violado esse direito, transferindo o autor desse blog para onde ele achou mais conveniente.
Resultados:
- Comuniquei o fato ao Ministério Público Militar.
- Administrativamente, solicitei RECONSIDERAÇÃO DE ATO, no dia 7 de fevereiro de 2.008, ainda não solucionada.
- O Governador elaborou um NOVO DECRETO - número 41.166 (publico no DOERJ Executivo, em 7 de fevereiro de 2.008 e no Boletim da PMERJ número 006, em 11 de fevereiro de 2.008), anulando o 41.140.
O DECRETO número 41.166 só concede direito aos integrantes da Corregedoria Geral Unificada.
Ficaram de fora, os integrantes das Corregedorias Internas da PMERJ, PCERJ e CBMERJ, além dos outros órgãos disciplinares do estado.
E o mais engraçado.
O meu direito é líquido é certo, portanto, o NOVO DECRETO não terá efeitos sobre o autor desse blog, que por direito pode escolher a sua próxima lotação por 1 (um) ano.
Um direito ainda não respeitado, aumentando a responsabilidade do autor da violação!
Aliás, como o Coronel MENEZES citou, os "CORONÉIS BARBONOS" continuam imunes às ações deletérias.
E a mobilização cívica cresce a cada dia.
Uma progressão geométrica.
O Brasil já nos conhece e o mundo começa a nos ver!
A nossa popularidade só cresce, enquanto "outras" popularidades caem vertiginosamente...
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO