quinta-feira, 5 de junho de 2008

EM SP "VALE 2 MIL REAIS"? NO RIO SERIA "VALE 900 REAIS"?

Links do Youtube encaminhados através de Email pelo leitor Roberto Ferreira (rfbetoferro@gmail.com):
Os vídeos divulgam uma séria da Fox, chamada 9mm - SP, que vai mostrar como é o dia a dia do policial civil de SP.
O salário médio do policial em São Paulo é citado como sendo de R$ 2000,00, sendo que no Rio de Janeiro os Soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar recebem menos de R$ 30,00 por dia para arriscarem a vida em defesa do cidadão fluminense.


UOL NOTÍCIAS - ONDE FOI PARAR A AMAZÔNIA?




CLIQUE E LEIA.

O GLOBO ONLINE.
Ataque a PMs.
Um policial ferido outro morto na manhã desta quarta-feira.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/04/um_policial_ferido_outro_morto_na_manha_desta_quarta-feira_no_rio-546646622.asp
Jornalistas Torturados.
Policial Civil da Penha acusado de chefiar milícia da favela do Batan.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/04/policial_civil_da_penha_acusado_de_chefiar_milicia_da_favela_do_batan-546653649.asp
Proposta de Pacto.
Rio vive momento limite, que pode fornecer a saída do caos.
Jorge Antônio Barros.
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/post.asp?t=o_rio_vive_um_momento_limite_que_pode_fornecer_saida_do_caos&cod_Post=106332&a=135

EXTRA ONLINE.
Delegado da Polícia Federal aposentado detido por retirar do aeroporto jóias contrabandeadas.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/05/delegado_da_pf_aposentado_detido_por_retirar_do_aeroporto_joias_contrabandeadas-546662333.asp

O DIA ONLINE.
O comando da barbárie.
Polícia prende ‘02’ da milícia do Batan e caça ‘01’, o policial civil Odnei, acusado de chefiar tortura.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/o_comando_da_barbarie_175999.asp
Tiroteio fecha Linha Vermelha pela segunda vez em uma semana. Traficantes do Parque Alegria atacaram viatura, mas ninguém ficou ferido.
Celso Oliveira.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/tiroteio_fecha_linha_vermelha_pela_segunda_vez_em_uma_semana_176022.asp
Rio tem número de homicídios maior que a média nacional, diz IBGE.Levantamento revela como anda qualidade de vida do brasileiro nos aspectos sociais, econômicos e ambientais.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/rio_tem_numero_de_homicidios_maior_que_a_media_nacional_diz_ibge_175765.asp

JORNAL DO BRASIL ONLINE.
PM apreende fuzil, granadas e camisas do tráfico no Morro da Mineira.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/30/e300523780.html

quarta-feira, 4 de junho de 2008

SALÁRIO DO POLICIAL MILITAR.

Dia 4 de junho de 2008:
Um Soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro continua ganhando menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia para arriscar a sua vida em defesa do cidadão fluminense!

ARTIGO - TORTURA DE JORNALISTAS: ANOMIA E FALTA DE MORALIDADE - LEVÍ INAMÁ DE MIRANDA

Leví Inamá de Miranda é Coronel Reformado do Exército e Perito Legista aposentado da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

CLIQUE E LEIA - VIOLÊNCIA E POLÍTICA.

GLOBO ONLINE.
BARBÁRIE.
Delegado diz que está aberto ao apoio da Força Nacional.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/02/delegado_diz_que_esta_aberto_ao_apoio_da_forca_nacional-546625133.asp
Ministério Público eleitoral já apura denúncia de propinas para políticos.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/02/mp_eleitoral_ja_apura_denuncia_de_propinas_para_politicos-546630484.asp

O DIA ONLINE.
Delegado não vai pedir ajuda a Polícia Federal.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/delegado_nao_vai_pedir_ajuda_a_pf_175359.asp
Contra milícias governador em exercício do Rio quer apoio das Forças Armadas.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/contra_milicias_governador_em_exercicio_do_rio_quer_apoio_das_forcas_armadas_175624.asp
UNESCO repudia tortura contra repórteres.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/unesco_repudia_tortura_contra_reporteres_175571.asp
Polícia identifica viaturas que deram suporte aos torturadores.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/policia_identifica_viaturas_que_deram_suporte_aos_torturadores_175685.asp
Homem é baleado na Avenida Presidente Vargas.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/homem_e_baleado_na_av_presidente_vargas_175572.asp
Seis traficantes são presos no Morro do Tuiuti e no Jacarezinho.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/seis_traficantes_sao_presos_no_morro_do_tuiuti_e_no_jacarezinho_175721.asp
Aberto processo contra Lins.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/aberto_processo_contra_lins_175383.asp


EXTRA ONLINE.
Campanha de Álvaro Lins para deputado teve apoio da milícia.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/04/campanha_de_alvaro_lins_para_deputado_teve_apoio_da_milicia-546646434.asp
TRE aprende cestas básicas e até caixões em Magé.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/03/tre_apreende_cestas_basicas_ate_caixoes_em_mage-546639612.asp
Manifestantes se reúnem em frente à ALERJ para protestar contra revogação da prisão de Álvaro Lins.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/03/manifestantes_se_reunem_em_frente_alerj_para_protestar_contra_revogacao_de_prisao_de_alvaro_lins-546636017.asp

FOLHA ONLINE.
Três homens são baleados na 11ª chacina em São Paulo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u408555.shtml
Corregedor diz que provas contra Álvaro Lins indicam quebra de decoro parlamentar.
Regina Soares.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u408368.shtml

ESTADÃO.COM.BR.
Policial Civil é morto em bar em São Bernardo do Campo.
http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid183595,0.htm
Coronel da reserva mata esposa e tenta o suicídio em São Paulo.
http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid183601,0.htm

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - RJ - ATO PÚBLICO

EMAIL RECEBIDO:

A OAB/RJ gostaria de contar com a presença de V.Sa., para, em conjunto com entidades ligadas aos direitos humanos, à advocacia, à imprensa brasileira e a sociedade civil em geral, realizarmos um Ato Público em Repúdio à atuação das Milícias no Rio de Janeiro, a ser realizado dia 06/06, às 16h, no Plenário Evandro Lins e Silva, na sede da OAB/RJ, Av. Marechal Câmara, 150 - 4° andar, em resposta aos recentes e gravíssimos acontecimentos que envolveram o seqüestro e a tortura de repórteres do jornal O Dia, por parte de milicianos.

Tais acontecimentos conferem uma dimensão do atual estado da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro: a existência de espaços societários onde o poder público e, por conseqüência, direitos civis fundamentais – como a liberdade de expressão, o direito de ir e vir, a liberdade, a igualdade, a segurança – enfim, toda uma gama de exercícios assegurados pela Constituição Federal, são sistematicamente descumpridos ou inexistentes. Mais graves tornam-se estes fatos quando se constata que estas milícias são forjadas também por bombeiros e policiais civis e militares, agentes do Estado que deveriam primar pela segurança, a dignidade e a vida dos cidadãos – todos, sem distinções –, e não fomentar o medo e a barbárie entre aqueles que são reféns de seu julgo ilegítimo e arbitrário.

A OAB/RJ repudia estes trágicos acontecimentos, solidariza-se com suas vítimas e conclama a que nos manifestemos por uma verdadeira segurança pública republicana, onde os direitos civis, sociais e políticos de toda a população – fundamentalmente daqueles que estão em situação de maior vulnerabilidade e invisibilidade social – sejam cumpridos integralmente. É somente a partir deste imperativo que poderemos, de fato, construir uma verdadeira sociedade democrática, justa e cidadã.


WADIH DAMOUS
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Rio de Janeiro


MARGARIDA PRESSBURGER
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ

ARTIGO - FLAGRANTE EM DEBATE - MARCELO PASQUALETTI - AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL

Flagrante em debate.
Prisão de Álvaro Lins atendeu a todos os requisitos legais.
por Marcelo Pasqualetti.
No último dia 28 de maio a Polícia Federal, após exaustiva investigação e como parte dos desdobramentos da Operação Gladiador, deflagrou a Operação Segurança Pública S/A na cidade do Rio de Janeiro. Resultado do trabalho policial: o Ministério Público Federal junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª região denunciou 16 pessoas, dentre elas o ex-chefe de polícia e deputado estadual, Álvaro Lins.
Como Medida Cautelar, o TRF-2 decretou a prisão preventiva de alguns dos denunciados e autorizou a prisão em flagrante do deputado Álvaro Lins, caso restasse configurado que ele fazia uso de um bem que lhe pertencia de fato, mas que estava em nome de uma terceira pessoa, com o objetivo de ocultar a sua origem.
A Constituição do estado do Rio de Janeiro, em seu artigo 102 parágrafo 1º diz que: “Desde a expedição do diploma, os deputados da Assembléia Legislativa não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável” E a seguir, em seu parágrafo 3º, concluí: “No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro de 24h, à Assembléia Legislativa, a fim de que esta resolva sobre a prisão”.
Como conseqüência da prisão, baseado no que dispõe a constituição estadual, deputados daquela casa parlamentar se reuniram e decidiram pela soltura de Álvaro Lins sob o argumento de que a Constituição Federal em seu artigo 5º, XLIII ao dizer que “a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;” o faz de forma taxativa.
Assim, não havendo previsibilidade da inafiançabilidade do crime de lavagem de dinheiro, estaríamos diante da inconstitucionalidade do artigo 3º da Lei 9.613/98, que prevê: “Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória”. Esse nunca foi o entendimento doutrinário ou jurisprudencial em nosso país.
No ano de 2006, o Supremo Tribunal Federal já havia enfrentado questão semelhante por ocasião da prisão do presidente da Assembléia Legislativa do estado de Rondônia, deputado estadual José Carlos de Oliveira (Operação Dominó) pela pratica do crime de formação de quadrilha, negando Habeas Corpus a ele.
No exame do HC 89.417/RO, a ministra Carmen Lúcia ressaltou a excepcionalidade da questão, explicitando que “os elementos contidos nos autos impõem interpretação que considere mais que a regra proibitiva da prisão de parlamentar, isoladamente, como previsto no artigo 53, parágrafo 2º, da Constituição da República. Há de se buscar interpretação que conduza à aplicação efetiva e eficaz do sistema constitucional como um todo. A norma constitucional que cuida da imunidade parlamentar e da proibição de prisão do membro de órgão legislativo não pode ser tomada em sua literalidade, menos ainda como regra isolada do sistema constitucional. Os princípios determinam a interpretação e aplicação corretas da norma, sempre se considerando os fins a que ela se destina.”
Também não foi esse o entendimento do Supremo neste ano, ao examinar o Habeas Corpus 91.435/BA que versava sobre a prisão do deputado distrital Pedro Passos no decorrer da Operação Navalha. Autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça, a Polícia Federal o prendeu em flagrante por formação de quadrilha (artigo 288, do Código Penal) por entender tratar-se de crime permanente.
A construção do ministro Gilmar Mendes na concessão do Habeas Corpus foi que “ao momento da prisão em flagrante, o paciente não foi surpreendido em situação que fizesse supor a associação para o fim da continuidade de cometimento de crimes”. Logo, por duas ocasiões, nossa Corte máxima manifestou-se de maneira diversa ao entendimento da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Também é de se salientar que a Polícia Federal, nas três prisões de parlamentares que efetuou, tomou o cuidado de consultar o Judiciário sobre o estado ou não de flagrância, sendo autorizado por este a proceder com esta modalidade de prisão cautelar.
A questão da permanência no crime de lavagem ainda não se encontra pacificada nos tribunais superiores. Todavia, parece-nos não haver muita margem de interpretação sobre aquele tipo penal.
Os núcleos dos delitos descritos no artigo 1° caput e parágrafo 1° são: Ocultar e Dissimular. O dicionário Michaelis1 leciona “ocultar, do latim ocultare, 1. Não deixar ver ou não contar; encobrir, esconder; 2 - guardar, sonegar: ocultar lucros. 3- disfarçar, dissimular. 4 esconder-se”. Já o termo dissimular, do latim dissimulare, “1- não dar a perceber; calar. 2- não revelar seus sentimentos ou desígnios; ter reserva. 3- não deixar aparecer; ocultar, disfarçar, encobrir. 4- afetar com artifício; fingir: dissimular indiferença. 5- atenuar o efeito de: dissimular culpas. 6- usar de dissimulação: dissimular sobre algo. 7- esconder-se, ocultar-se”.
O professor Julio Mirabete 2 nos explica que “Crime permanente existe quando a consumação se prolonga no tempo, dependente da ação do sujeito ativo”. Para Cezar Roberto Bittencourt3 “permanente é aquele cuja consumação se prolonga no tempo, dependente de uma atividade do agente, que poderia cessar quando este quisesse”. Também com o mesmo pensamento na doutrina estrangeira, encontramos o ensinamento de Claus Roxin4: “Delitos permanentes son aquellos hechos en los que el delito no está concluido com la realización del tipo, sino que se mantiene por la voluntad delictiva del autor tanto tiempo como subsiste el estado antijurídico creado por el mismo”.
Na exposição de motivos 692/MJ sobre a Lei 9.613/98, o tipo previsto no artigo 180 do Código Penal Brasileiro é mencionado, no item 23, dada a similaridade com o disposto na lei 9.613/98. Tal e qual o delito previsto na Lei 9.613/98, o crime de "Receptação" prevê “ocultar em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime”. A receptação deve também ser oriunda de um outro crime, o que a doutrina denomina como sendo um "crime parasitário".
O Superior Tribunal de Justiça ao julgar o Habeas Corpus 4.642-2 declarou que “O crime previsto no artigo 180 do CP na modalidade ocultar é delito permanente, colocando o infrator na situação de flagrância, enquanto o objeto permanece escondido, o que patenteia os requisitos para a decretação de prisão preventiva”. Ou seja, enquanto está "ocultando" das autoridades o produto do crime, está incurso nos tipos previstos nos artigos 180 do Código Penal ou no artigo 1º da lei de lavagem de capitais, conforme o caso em concreto.
Saliento que ainda não encontrei nenhum julgado sobre a modalidade ocultar na lei de lavagem, o que só provocações como essa é que suscitarão a resposta do Judiciário. Outro ponto em comum é que a lei 9.613/98 prevê em seu artigo 2º que “independem do processo e julgamento dos crimes antecedentes” e "sendo puníveis, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime", pouco importando se decretada a prescrição do crime antecedente ou ainda presente as causas de isenção da pena ou o desconhecido do autor do fato. Aqui também quis o legislador andar lado-a-lado com o disposto no artigo 180, parágrafo 2o.
Por fim, reproduzo aqui o item 64, da exposição de motivos 692/MJ:
"A execução provisória e imediata da sentença de condenação (artigo 3o), com a indispensável motivação que justifique essa forma de prisão cautelar, atende às peculiaridades de ilicitude e de seu especial tipo de autor. Como é curial, a jurisprudência têm-se orientado no sentido de que a prisão provisória, em suas várias modalidades (flagrante, temporária, preventiva, pronúncia ou sentença condenatória), não atenta contra o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme a Súmula 9 do Superior Tribunal de Justiça. Assim sendo, a condição imposta ao condenado de se recolher à prisão para poder apelar, quando for imposta pena privativa de liberdade em regime fechado ou semi-aberto, é um corolário lógico de tal orientação. E tal exigência não é dispensada mesmo em se tratando de réu primário e de bons antecedentes. Foi essa a orientação do legislador quanto aos crimes contra o sistema financeiro nacional (Lei 7.492, de 1986) e contra os praticados por organização criminosa (Lei 9.034, de 1995), que, no caso, são delitos antecedentes ao ora tratado. No caso, a regra especial revoga a regra geral prevista no artigo 594 do Código de Processo Penal".
Assim sendo, sob os aspectos confrontados, parece-nos que a prisão em flagrante do deputado Álvaro Lins atendeu a todos os requisitos legais. O direito é uma ciência dinâmica e não deve ficar restrita aos seus aplicadores, tendo a sociedade intensa participação em suas mudanças, fazendo-o na medida de sua mobilização.
Notas de rodapé:
(1) disponível em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php
2- Mirabete, Julio Fabrini: Manual de Direito Penal. Ed. Atlas, 1.999, p. 129
3- Bittencourt, Cesar Roberto: Manual de Direito Penal, parte geral. Ed. Saraiva, 2.000, p. 145/146
4- Roxin, Claus: Derecho Penal — Parte Geral. Ed. Civitas/Madrid, 1.997, p. 329.
Revista Consultor Jurídico, 3 de junho de 2008
Sobre o autor:
Marcelo Pasqualetti: é bacharel em Direito e agente da Polícia Federal, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 3 de junho de 2008

PECÚLIO "POST MORTEM"

EMAIL RECEBIDO.
ASSUNTO: PECÚLIO POST MORTEM.

A Lei nº 285, de 03.12.1979, ao dispor sobre o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro, expressamente estabelecia:

“Art. 26- As prestações assegurados pelo IPERJ, previstas na forma desta lei e da legislação específica, consistem em benefícios, assistência financeira e serviços, a saber:

I- quanto aos segurados:
1- auxílio-natalidade
2- assistência financeira

II- quanto aos dependentes:
1- pensão
2- auxílio educação
3- auxílio funeral de pensionista
4- auxílio-reclusão

III- quanto aos beneficiários em geral:
1- pecúlio “post mortem”;
2- assistência judiciária;
3- serviço social;
4- outros serviços
.....................................................................................................
.....................................................................................................

Art.45- Além da pensão, deixará o segurado um pecúlio post mortem correspondente a 05(cinco) vezes o valor do vencimento-base de contribuição do mês do óbito.”

Ocorre que em 16 de outubro de 2007, a Lei nº 5109, no seu art. 1º, ao dispor sobre a extinção do IPERJ, ampliando as competências do RIOPREVIDÊNCIA, assim estabeleceu:

“Art.12- Esta lei entra em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições dos artigos 1º ao 7º, artigo 26,I,II, itens 2 e 3,III, artigos 27 e 28, artigos 41 e 42; artigos 45 a 58 da Lei nº 285/03.12.1979.”

Como já visto anteriormente, o artigo 26 tratava das prestações asseguradas pelo extinto IPERJ e no seu inciso III , nº 1- dispunha sobre o benéfico do pecúlio “post mortem” e no artigo 45, sobre o valor do pecúlio “post mortem”, ora revogado.

A íntegra das leis supracitadas pode ser obtida no site da ALERJ:
http://www.alerj.rj.gov.br/

367 ANOS ATRÁS...

Revista Veja:
- "Desta vez "quadrilha armada" - O ex-governador Antony Garotinho é acusado pela PF de ser o chefe político de bando que agia na cúpula da Polícia do Rio de Janeiro" (páginas 60 a 63).
- "A farsa confirmada - CPI dos Cartões termina sem apurar nada e revela ação da bancada dos coveiros" (páginas 70 e 71).
Lendo esses títulos creio que o melhor comentário seja citar o jesuíta Antônio Vieira (1608 - 1697 ), em um dos seus sermões (1641):
"Perde-se o Brasil, Senhor, porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm buscar os nossos bens".
O sermão tem mais de 367 anos!
Pequenas alterações no trecho do sermão e ele seria perfeito para os nossos dias.
Brasileiros, não devemos esquecer que a Política que nos governa é conduzida pelos políticos que nós elegemos.

JORNAL DO BRASIL ONLINE - POPULAÇÃO DO RIO ESTÁ MENOS SEGURA, DIZ ONU

População do Rio de Janeiro está menos segura, diz ONU.
REUTERS.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/06/02/e020624359.html

RIO - Os habitantes do Rio de Janeiro estão menos seguros, com mais vítimas inocentes da ação policial contra os grupos delinquentes que dominam muitas das favelas da cidade, disse na segunda-feira um relatório da Organização das Nações Unidas.
- A polícia do Rio matou 25 por cento mais pessoas em 2007 que em 2006 - disse o Relator Especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias e Extrajudiciais, Philip Alston.
Ele apresentou um relatório preliminar sobre a situação do Brasil na área do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, após visitar o país, a convite do governo, de 4 a 14 de novembro.
Alston centrou o relatório no Estado do Rio de Janeiro, onde afirmou que a polícia foi no ano passado responsável por 18 por cento dos homicídios, 'matando uma média de três pessoas por dia'.
O funcionário indicou que o 'Rio enfrenta enormes problemas com drogas, facções criminais e insegurança em geral. Uma polícia eficaz é uma necessidade crônica'.
Ele acrescentou que a principal resposta do governo 'consiste em fogos de artifício e mortes', divulgadas como uma política pública de 'confronto'.
Alston reforçou que a polícia, no combate aos grupos de narcotraficantes que dominam muitas das mais de 600 favelas da cidade, usa a metodologia de operações em grande escala nas quais participam centenas de agentes.
- Mas as operações, invariavelmente, resultam em muitas mortes - afirmou, indicando que analisou de perto uma ação realizada em julho de 2007 no complexo do Alemão, onde a polícia matou 19 pessoas.
Deixando de lado o fato de nenhum governo poder se envolver com assassinatos ilegais, a questão real seria 'se essas mortes chegaram aos seus objetivos declarados ou se, essencialmente, mascararam a omissão do governo no controle do crime'.
O relatório indicou que a força pública do Rio matou em 2007 25 por cento a mais de pessoas do que no ano anterior, enquanto houve redução de 16,9 por cento na quantidade de armas confiscadas e de 13,2 por cento nas prisões feitas, disse ele.
- Os cariocas estão menos seguros, espectadores inocentes são feridos ou mortos em 'confrontos' com a polícia, a polícia fracassou em 'retomar' as favelas dos grupos, o número de delinquentes presos caiu e a quantidade de armas e drogas apreendidas diminuiu - afirmou Alston.
- Resumindo, a estratégia baseada na ação estatal de mortes extrajudiciais falhou totalmente desde todos os pontos de vista - concluiu
.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A REPORTAGEM FOI FEITA E DE FORMA CONTUNDENTE!

Artigo recebido através de email ex-blog do Prefeito César Maia:

A REPORTAGEM FOI FEITA... E DE FORMA CONTUNDENTE!

1. O seqüestro e tortura de repórteres do jornal carioca O DIA, por elementos do grupo para-policial que controla a comunidade onde estavam fazendo uma cobertura, ali vivendo temporariamente, transformou-se numa reportagem -de fato- mais contundente do que se tivessem narrado o cotidiano das relações dos para-policiais com os moradores.
2. Desde o início dos anos 90, quando os traficantes que controlam comunidades deixaram de ter raízes nas mesmas, ocupando-as militarmente, passaram a ter uma relação de terror com os moradores. Com isso, aquilo que se dizia do "efeito Robin Hood" da presença dos traficantes terminou. Por outro lado, a clandestinidade objetiva dos policiais fora de serviço, assassinados gratuitamente por traficantes por serem policiais, estimulou-os a encontrar local de moradia onde eles e suas famílias tivessem seguros.
3. Com isso construiu-se um quadro convergente entre moradores e policiais. Esses -organizados para-militarmente- passaram a expulsar os traficantes de várias comunidades sob o aplauso da população. Uma vez estabelecida uma "nova ordem", outros policiais se mudavam para esses locais e com isso passaram a ser uma tropa de reserva para o caso de traficantes tentarem retomar a comunidade.
4. A manutenção destes novos grupos passou a ser coberta com pagamento mensal pelos moradores e mais receitas obtidas de serviços diversos existentes no local, como cobrança de "segurança". Os primeiros casos produziram a sensação (que não havia com a presença de traficantes) de que as pessoas poderiam circular livremente por seus logradouros e que a relação com os moradores seria de "proteção".
5. A expansão desses grupos para-policiais foi mostrando relações crescentemente autoritárias com os moradores e a transformação da cobrança para cobrir as despesas em negócios do tipo extorsão para proteção.
6. O seqüestro dos repórteres mudou a natureza de sua reportagem. Eles poderiam -em tese- demonstrar, que mesmo ilegalmente, haveria um novo ambiente ali, que a ausência da polícia e o fracasso da segurança pública, impunham, quase que como um recurso do tipo, desobediência civil. Para muitos, de longe, essa era a impressão. Em tese, os repórteres poderiam ter chegado a esta conclusão.
7. Mas o que a reportagem (num paradoxo) -feita contundentemente- ao não ser feita, mostrou é que o direito de ir e vir inexistia e que as relações desses para-policiais ali, com os moradores, é também de terror. Portanto, um fato de extrema gravidade, pois reproduz a lógica do tráfico drogas, apenas trocando as fontes de receitas.

AS FARC NO BRASIL - ANGELA MARIA SLONGO

Artigo extraído do blog "Libertad Matters":
http://libertadmatters.blogspot.com/2008/06/as-farc-no-brasil-angela-maria-slongo.html

Domingo, 1 de Junho de 2008.
FARC no Brasil: Angela Maria Slongo.
Diogo Mainardi denuncia: o governo brasileiro emprega Angela Maria Slongo, mulher de Olivério Medina - "representante" das FARC no Brasil e atualmente preso em Brasília. Em sua defesa, o Ministério da Pesca (empregador direto de Angela) diz que ela foi contratada por méritos, após avaliação de currículo; dado o notório zelo republicano da entidade, só nos resta agradecer por essa estrita meritocracia... E censurar Mainardi, incansável nas conspirações contra o governo popular de Lula!

BLOG REPÓRTER DE CRIME - JORGE ANTONIO BARROS - ATO CÍVICO

CIDADANIA JÁ.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio convoca todos os moradores do Rio a participarem às 16h de hoje, nas escadarias da Câmara dos Vereadores, de um ato público em repúdio ao estado paralelo comandado pelas milícias que praticam crimes como o da tortura uma equipe de reportagem do Dia, durante sete horas e meia. O crime ocorreu na Favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio.
A manifestação será no mesmo local onde na semana passada o movimento Rio de Paz reuniu cerca de 150 pessoas em protesto contra a execução do jovem William de Souza Marins, de 19 anos, por policiais militares, também na Zona Oeste. Hoje faz 33 dias que os PMs que mataram Wiliam continuam soltos. Até quando?
Essa região da cidade realmente é cada vez mais terra de ninguém, onde os políticos só vão em época de eleição, como este ano.

RÁDIO CBN - OUÇA A NOTÍCIA.

RÁDIO CBN.
Segunda-feira, 2 de junho de 2008.

CLIQUE E LEIA.

GLOBO ONLINE.
PM prende acusado pela morte de empresário de 86 anos que lutou para evitar roubo.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/02/pm_prende_acusado_pela_morte_de_empresario_de_86_anos_que_lutou_para_evitar_roubo-546611795.asp
Barbárie.
Milícia que torturou jornalistas de O Dia ainda está impune.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/06/01/milicia_que_torturou_jornalistas_de_dia_ainda_esta_impune-546611033.asp

O DIA ONLINE.
ONU debate ação policial.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/onu_debate_acao_policial_175110.asp
Comissão vai cobrar resultado.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/comissao_vai_cobrar_resultado_175109.asp
200 mortes em três anos.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/200_mortes_em_tres_anos_175111.asp

JORNAL DO BRASIL.
Beltrame: Parte dos policiais responsáveis por tortura foram identificados.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/06/01/e010624041.html

EXTRA ONLINE.
Jornalista são torturados por milicianos no Rio.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/05/31/jornalistas_sao_torturados_por_milicianos_no_rio_equipe_de_dia_foi_espancada_por_7_horas_na_zona_oeste-546603365.asp
Ministro da Justiça e outras entidades comentam tortura a jornalistas de O Dia.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/06/01/ministro_da_justica_outras_entidades_comentam_tortura_jornalistas_de_dia_-546605864.asp

ESTADÃO.COM.BR.
PMs integram a milícia que torturou jornalistas, diz secretário.
http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid182236,0.htm

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Violência no Rio.
Secretário do Rio admite participação de PMs em tortura de equipe de imprensa
Milicianos teriam capturado e torturado equipe do jornal "O Dia", no último dia 14 de maio, em favela no Rio.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407740.shtml
Entidades lembram que jornal deve zelar por equipe.
Polícia investiga tortura contra equipe de imprensa.
Leia o que já foi publicado sobre tortura.

domingo, 1 de junho de 2008

CLIQUE E LEIA.

Rádio CBN.
Polícia investiga com 'rigor máximo' tortura de repórteres por milicianos.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, determinou "rigor máximo" na investigação do envolvimento de policiais militares na tortura de uma equipe do jornal "O Dia", em 14 de maio. Uma repórter, um fotógrafo e um motorista faziam reportagens sobre a vida numa favela controlada pela milícia na Zona Oeste. Descobertos, eles foram seqüestrados, torturados por mais de sete horas e soltos sob a condição de não denunciar as agressões. Entidades dizem que o caso é um atentado à liberdade de informação.

EXTRA ONLINE.
Jornalistas são torturados por milicianos no Rio. Equipe de 'O Dia' foi espancada por 7 horas na Zona Oeste.
http://extra.globo.com/rio/plantao/2008/05/31/jornalistas_sao_torturados_por_milicianos_no_rio_equipe_de_dia_foi_espancada_por_7_horas_na_zona_oeste-546603279.asp

GLOBO ON LINE.
Brutalidade.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/05/31/jornalistas_sao_torturados_por_milicianos_no_rio_equipe_de_dia_foi_espancada_por_7_horas_na_zona_oeste-546603280.asp

JORNAL DO BRASIL ON LINE.
Policiais torturam equipe de reportagem do jornal O Dia.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/31/e310523923.html

JORNAL O DIA - NOTA OFICIAL

Milícias - Política do Terror:
Nota oficial de O DIA.
Rio - Uma repórter, um fotógrafo e um motorista do Jornal O DIA foram seqüestrados e torturados pela milícia da Favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na noite de 14 de maio. A equipe fazia uma reportagem sobre a vida de moradores em regiões controladas por milicianos, conforme relata em detalhes matéria na edição deste domingo, 1º de junho, de O DIA.
Os três profissionais estão a salvo, em bom estado de saúde, em local seguro, e vêm recebendo irrestrito apoio da empresa, incluindo acompanhamento psicológico.
O fato, ocorrido há duas semanas, só foi divulgado agora para garantir a integridade física dos envolvidos. O governador Sérgio Cabral e as autoridades policiais do Estado do Rio foram informados e estão acompanhando atentamente o caso. A investigação está a cargo do delegado Cláudio Ferraz, titular da Draco, que tem tido uma conduta exemplar.
O DIA reitera sua confiança no trabalho da polícia e tem a convicção de que os bandidos, que usam a farda para cometer crimes, serão presos e punidos na forma da lei.
Alexandre Freeland
Diretor de Redação

DIA ONLINE - MILÍCIAS - SEQUESTRO DE REPORTAGEM DO JORNAL O DIA

O DIA ONLINE.
Milícias: política do terror .
http://odia.terra.com.br/rio/htm/milicias_politica_do_terror_174936.asp
Rio - Criadas sob o "inocente" argumento de enfrentar o tráfico de drogas e livrar as comunidades carentes do crime organizado, as milícias compostas por policiais, agentes penitenciários, bombeiros e ex-servidores da Segurança Pública dominam hoje bem mais do que as 78 comunidades onde fincaram suas garras e estruturaram um exército muito bem armado. Elas ditam as leis a aproximadamente 2 milhões de cariocas e os submetem a um código penal que nunca foi escrito. Todos conhecem bem cada parágrafo, onde estão previstas a tortura e a morte a quem desafiar as suas regras. Um desmando sofrido pela equipe de O DIA.
Durante duas semanas, repórteres moraram na Favela do Batan, em Realengo, Zona Oeste do Rio. A idéia da reportagem era mostrar como vivem as pessoas em um local onde grupo clandestino tem lucro fantástico com a venda do gás de cozinha, do sinal pirata de TV a cabo e da segurança forçada, além do curral eleitoral. Mas, na tentativa de produzir material que mostrasse os desvios dessa realidade, os jornalistas caíram nas mãos da barbárie.
Denunciados, os repórteres de O DIA foram seqüestrados e mantidos em cárcere privado em um dos barracos usados como quartel-general pela quadrilha. O interrogatório e as torturas duraram sete horas e meia, período em que a equipe foi submetida a socos e pontapés, choques elétricos, sufocamento com saco plástico, roleta-russa, tortura psicológica e todo tipo de situação vexatória. Em um dos intervalos entre as sessões de agressões, a equipe identificou o barulho de sirenes iguais às das patrulhas policiais rondando o cativeiro. Mas os homens que chegavam ao local, em vez de socorrer as vítimas, eram solidários aos carrascos.
Em determinado momento, o cativeiro chegou a ter pelo menos 20 milicianos, entre torturadores, incentivadores e espectadores coniventes. As vítimas foram libertadas, depois de os criminosos terem passado todo o tempo garantindo que elas seriam torturadas até a morte. A condição seria manter segredo sobre a sessão de agressões. Foi a forma mais cruel e bárbara de testemunhar como a milícia age nas comunidades do Rio.
O crime cometido contra a equipe de O DIA aconteceu no dia 14 de maio. A cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada. Hoje, mais de duas semanas depois das agressões, os fatos estão sendo publicados. A decisão de esperar esse tempo para trazer à tona a história foi tomada para que as investigações policiais não fossem prejudicadas e, principalmente, para garantir a segurança das pessoas envolvidas. Agora, espera-se pela punição dos culpados.

Milícias - Política do Terror: Detalhes da história.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/milicias_politica_do_terror_detalhes_da_historia_174937.asp
Rio - A noite do dia 14 de maio não terminou para a equipe de O DIA que fazia reportagem especial na Favela do Batan, Zona Oeste. Repórter e fotógrafo completavam 14 dias vivendo no local e a ansiedade natural do grupo – que sabia estar em território inimigo e tomava todos os cuidados para não chamar a atenção – deu lugar a um desconfiado otimismo, depois que moradores da favela convidaram parte da equipe para uma cerveja no Largo do Chuveirão. Fotógrafo e motorista, que havia se unido ao grupo, aceitaram o convite. A repórter ficou em casa, para não desobedecer a velada ordem da favela, que lança olhares de reprovação a mulheres desfrutadoras da noite.
A lei local, paralela como toda estrutura de comércio e serviços na região, também definiu fim violento para o trabalho da equipe do jornal na comunidade. No Largo do Chuveirão, local de maior concentração da favela, uma emboscada à vista. Fotógrafo e motorista, que imaginavam estar apenas indo para uma festa, acabaram conhecendo o inferno: foram rendidos por 10 homens armados, usando toucas ninja para cobrir o rosto. Mas outras coisas os bandidos não faziam questão de esconder: um dos carros usados no seqüestro foi o Polo vermelho placa KPB 4592, veículo de "policiamento" da milícia local. Sim, eram policiais e faziam questão de ressaltar isso.
Os bandidos que usam farda nas horas vagas algemaram os dois integrantes da equipe e os mostraram a cerca de 30 moradores, que, assustados, saíram de suas casas para ver quem seriam as próximas vítimas dos neoditadores. Os criminosos tentaram obrigar a população a linchar a equipe, não queriam sujar as mãos de sangue. Mas não foram atendidos e acabaram seguindo com a dupla e um morador que os acompanhava até a casa que havia sido alugada pela equipe, na Rua Alfredo Henrique, uma das principais da favela.
O relógio havia acabado de passar das 21h quando a campanhia das casas semigeminadas do endereço tocou. Do lado de dentro, a repórter imaginou que eram seus companheiros. Do lado de fora, sete homens armados e com toucas ninja a esperavam, prontos para novo ato de covardia. Ao abrir a porta, a jornalista foi rendida com arma na cabeça. Os bandidos, mais uma vez, não esconderam sua função original e deram voz de prisão, como se fossem policiais exercendo a lei. "Você é do Jornal O DIA e está presa por falsidade ideológica", disse o mascarado conhecido como Zero Um, sujeito franzino que lidera a milícia local.
Rendida, a repórter sentou com a cara na parede, enquanto dois homens começavam a sessão de tortura que só acabaria dali a mais de sete horas. Chutes, socos, gritos e ameaças abriram caminho para o terror que iria enfrentar: submetida e subjugada à violência do bando, a jornalista viu uma arma ser encostada em sua cabeça para, em seguida, um marginal rodar a caixa de bala e acionar o gatilho duas vezes em uma roleta-russa impiedosa. Enquanto isso, outros cinco bandidos reviravam a casa atrás de câmeras escondidas ou escutas. Nada encontraram, mas saquearam pertences e dinheiro da equipe.
Sozinha e apavorada, a repórter ainda seria vítima de novas barbáries: teve a cabeça enfiada numa sacola plástica e foi obrigada a descer as escadarias da casa alugada até chegar ao carro, onde já estavam algemados o fotógrafo, o motorista e um morador da favela que os acompanhara à festa.
Os milicianos tentaram enfiar um integrante da equipe na mala do carro, mas desistiram, pois o veículo tinha kit-gás. Algemados e feridos, os quatro seguiram amontoados no banco de trás do carro da reportagem até o cativeiro. No caminho, mais ameaças: "Nós vamos fazer vocês cheirarem cocaína e vamos jogar vocês cheios de drogas no Fumacê para que os traficantes cuidem de vocês".
O carro percorreu longo caminho e deu volta em um largo próximo a um motel. Foram buscar "a chave" do local usado para a tortura. Durante o caminho, esfregavam as armas nos rostos das vítimas e descreviam uma futura morte trágica para a equipe.
Os criminosos conversavam pelo rádio todo o tempo. Um carro seguia na frente, fazendo o que chamavam de "varredura" do terreno. Só depois do OK, o automóvel de trás seguia. Após meia hora, o cativeiro. O chão úmido de cimento grosso foi o destino dos quatro depois de uma sucessão de socos, chutes e tapas. Apesar de a equipe de O DIA tentar informar que o morador da favela nada sabia sobre a identidade do grupo, ele também foi espancado.
Os agressores controlavam a voz temendo chamar a atenção da vizinhança. Durante a tortura era possível ouvir alguém tocando clarinete nas redondezas. Uma rádio evangélica foi sintonizada para abafar o barulho do espancamento.
A execução do grupo seria decidida por um "coronel" que estava a caminho. Os espancamentos eram entremeados por longos discursos. Na ideologia torta dos bandidos, a presença na comunidade colocava em risco um relevante projeto. "Existem muitos policiais corruptos, mas nós não somos corruptos. A gente se mata de trabalhar aqui, leva tiro de vagabundo para vocês chegarem e estragar o projeto social que estamos fazendo. Nós não somos bandidos", discursava um dos milicianos com voz distorcida e inspiração nazista. A repórter perguntava: "Se vocês não são bandidos, por que estão fazendo isso?" A resposta dos seqüestradores não vinha em palavras, mas sim em socos e tapas.
O ‘Coronel’ chegou. Coturnos e uma calça azul de farda da PM estavam no ambiente. Também se falava na presença de um "comandante". Mais torturadores os acompanhavam. Um deles soltou sem querer uma frase mostrando que conhecia a equipe do jornal de outro ponto da favela. Neste momento, a casa tinha pelo menos 20 homens. Seriam os algozes da longa sessão de horror imposta. A covardia atingiu níveis sobre-humanos. Como nos porões das ditaduras mais sombrias, choques elétricos e sufocamentos com sacos plásticos passaram a ser aplicados até o limite do desfalecimento. Para acordar as vítimas, socos e pontapés. Para deixar o grupo ainda mais apavorado, eles foram levados para quartos separados.
A tortura também era psicológica, com os milicianos revelando detalhes sobre a vida pessoal dos reféns. Extenuados, repórter e fotógrafo foram obrigados a fornecer senha de e-mails para que fosse feita uma varredura no que havia sido passado de informação para a redação.
A descoberta dos relatórios enviados para o jornal fez com que os agressores redobrassem o castigo. Ali, eles souberam que tinham sido realmente identificados: textos e fotos mostravam viaturas oficiais do BPVE (Batalhão de Policiamento de Vias Especiais) circulando livremente na favela, homens fardados conversavam tranqüilamente com policiais à paisana... As agressões físicas e psicológicas chegaram a níveis extremos, inclusive com ameaças de morte cada vez mais constantes.
O destino da equipe só foi decidido aproximadamente às 4h, quando os seqüestradores, tal como juízes, anunciaram o veredicto: iriam libertar as vítimas. Não sem antes roubar celulares e dinheiro do grupo, agindo como reles vagabundos de rua. Às 4h30, finalmente, a equipe foi solta na Avenida Brasil.
Machucadas, humilhadas e apavoradas, as vítimas não arriscaram procurar uma delegacia para registrar queixa ou fazer corpo de delito. Havia o medo latente de que outros policiais estivessem envolvidos com o bando do Batan. Não era possível, naquele momento, saber quem estava ao lado de quem. Era o início de uma nova vida para os envolvidos. Por um lado, o alívio por estarem vivos. Por outro, com a dor e o terror marcados na memória.

Milícias - Política do Terror: Ditadura da banda podre.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/milicias_politica_do_terror_ditadura_da_banda_podre_174939.aspRio - A regra ditada pela milícia do Batan diz que toda locação de imóvel deve ser precedida de análise rigorosa do morador interessado pela associação, dominada pelo grupo criminoso. O principal temor da milícia é a invasão da comunidade pela ADA, facção que dominava a favela antes dos policiais da banda podre. Aspectos da vida íntima ou da comunidade são da competência dos milicianos. O ‘prefeito’ local é um sujeito franzino que só anda de touca ninja na comunidade. Conhecido como ‘01’, ele reveza carros em seus ‘policiamentos’ na favela. Está jurado de morte pela ADA. Costuma amedrontar os moradores posando com sua máscara e arma na cintura na padaria que funciona como ponto de observação dos milicianos, no Largo do Chuveirão. Os criminosos se organizam em turnos para distribuir a função de acordo com o trabalho do policial. Os milicianos fardados formam o primeiro escalão do grupo criminoso, mas recrutam moradores com talento bélico para atuar como sentinelas na proteção de áreas que consideram vulneráveis. A mais frágil no Batan é o morro. Os milicianos já avisaram que pretendem instalar cancelas e portões nas vias de entrada da área.
"Eu era catador de papel. Vocês me vêem todo ferrado assim de dia, mas de noite só dá eu no morro, com a 12 na mão", afirmou senhor de aproximadamente 50 anos.
O miliciano de segundo escalão carregava no chuvoso 1º de maio um carrinho de mão e enxadas. Estava preocupado, pois não conseguia cumprir as ordens dos milicianos. "Acho que vou à Quinta da Boa Vista pegar grama. Se eu arrancar mato e plantar lá, quando crescer vou sentir o peso da Madalena", disse, referindo-se ao caibro utilizado como instrumento de tortura.
O homem conta que a grama seria colocada em volta do campo de futebol da casa usada como Quartel General da milícia, na Rua Pedro Nava. Outros três o acompanhavam. Também eram forçados a trabalhar para o grupo criminoso. "Outro dia eles perguntaram se eu queria bala. Pensei que estavam oferecendo munição e eles atiraram no meu pé só de curtição", contou. Os trabalhos forçados são rotina na favela. Na maioria dos casos são direcionados a supostos viciados em drogas, obrigados a reformar casas dos milicianos e capinar. "Quem falou que o tempo da escravidão acabou? Aqui não teve 13 de maio, não", ironizou o miliciano de segundo escalão.
A milícia do Batan tenta criar novos rótulos e história para a ditadura que impõe à favela. Insiste em ser chamada de "segurança" e atribui à comunidade a condição de "condomínio".
Por toda a favela pichações com os dizeres "ADA" e "narizes" são apagados com tinta da mesma cor usada pela resistência do tráfico, que ainda existe em pequeno número. Os usuários de drogas são simplesmente "narizes". Mulheres mais velhas sequer pronunciam o termo. Fazem trejeitos com o rosto para simular a inalação quando se referem aos viciados.
O combate ao uso de droga transformou-se, na ideologia estreita dos milicianos, em uma cruzada moral. Qualquer morador pego com droga ou sob efeito dela é castigado e humilhado. Na segunda-feira, 7 de maio, no fim da Estrada do Engenho Novo, um rapaz abria uma valeta na rua com o rosto coberto de pó branco, num ritual de intimidação.
Os laços com o tráfico não foram completamente apagados. Na final do Campeonato Carioca, as famílias preferiram assistir ao jogo em suas casas para não confraternizar com os milicianos no Largo do Chuveirão, onde seria instalado um telão. Eles temem que a ADA retome o lugar e castigue os mais ligados à milícia. "Não gosto de conversar com eles. Não sei quando podem ir embora e, se os outros voltarem, como vou ficar?", pergunta uma moradora antiga.
A troca de poderes na favela criou uma legião de exilados. É o caso da pequena J, de 5 anos. O filho de Dona S. se envolveu com uma moça da favela. Eles tiveram um bebê. A mulher dele se apaixonou por um traficante e o largou. Foi morar com o criminoso e a filha. Quando a milícia invadiu, ela teve que ir embora porque o novo marido foi jurado de morte. A avó não conseguiu ficar sem a neta. O filho de Dona S. conseguiu tomar a menina, que agora está com a avó e não pode ver a mãe, proibida de entrar na favela.
A ditadura da milícia no Batan influenciou a religiosidade. Simpáticos à crença evangélica, policiais da banda podre fazem pipocar igrejas na comunidade. Usuários e pessoas ligadas ao tráfico fazem da Bíblia sua defesa contra a milícia. Seguidores do candomblé enfrentam dificuldades. Centros são destruídos de forma violenta no Batan. Religioso da igreja Deus Responde com Fogo, que fica próxima ao QG da milícia, descreve com discurso bíblico a atuação do grupo armado. "Deus sempre manda uma ventania para mudar a vida do homem. No Batan, a ventania veio em forma de tiroteio". O poder centralizado da milícia impressiona porque os bandidos conseguem impor suas vontades na vida íntima, política, social e comercial da favela. Os moradores são obrigados a pagar R$ 31 por um botijão de gás – R$ 5 a mais que no mercado comum – porque os milicianos impedem a entrada de outros caminhões na comunidade. A venda de água mineral também é controlada e não existe nos supermercados da região. O serviço de gatonet pode ser solicitado via associação de moradores. Eles fiscalizam e punem o "gato do gato". O sinal é captado de um motel. O serviço é muito ruim. Os 100 canais oferecidos não passam de chuviscos ruidosos na tela. À época do tráfico, o gatonet custava R$ 35, agora, são R$ 20.
O serviço de vans é operado de 6h às 21h. É controlado por milicianos, mas um pastor da Assembléia de Deus também tem veículos na linha, o que aborrece os milicianos. Os carros rodam em péssimo estado de conservação e têm ponto final na Avenida Sulamérica, em Bangu. O valor da passagem é de R$ 2. Até moradores que têm RioCard recebem sugestão de tomar van, não ônibus. O comércio informal é regulado. Os estabelecimentos não têm alvará ou CNPJ e por isso pagam taxa mensal de R$ 40 para funcionar. Depois de acabar com os bailes funk, os milicianos criaram um "pagofunk" para limitar a influência do estilo musical na favela.
O jogo do bicho era parceiro do tráfico. Quando a milícia invadiu, tiveram que fazer um acordo com eles para continuar. A milícia teme os cabeças do jogo do bicho.

O DIA ONLINE - ALVARO LINS ENCOBERTO POR LARANJAS.

Relatório da Polícia Federal indica que o deputado estadual Álvaro Lins utilizou nome de parentes para dissimular a evolução de seu patrimônio a partir de 2002.
Seu sogro foi libertado sexta-feira.
Maria Mazzei

Rio - Para ocultar um padrão de vida luxuoso, incompatível com a renda de R$ 7.237,59, o deputado estadual Álvaro Lins, ex-chefe de Polícia Civil, escondeu seus bens, colocando-os em nome de ‘laranjas’, principalmente parentes. Relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Tribunal Regional Federal (TRF) revela que, depois de 2002, quando assumiu a chefia, houve “brutal evolução patrimonial dos laranjas em total dissonância com a evolução de seus rendimentos”. No fim da noite de sexta-feira, o sogro de Álvaro, o vereador Francis Bullos, deixou a prisão, após conseguir alvará de soltura do TRF.
Segundo a PF, Lins “lançou os seus tentáculos nas entranhas do governo do Estado do Rio de Janeiro, lucrando com a corrupção e com a ineficiência no combate ao crime organizado” durante os governos de Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho. A Corregedoria da Assembléia Legislativa quer interrogar Lins.
A PF levantou os bens existentes em nome de parentes de Lins a partir de uma planilha das despesas pessoais do delegado, localizadas na casa de Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, o Marinho, secretário particular de Álvaro. O documento foi achado durante cumprimento do mandado de busca e apreensão 0041.000214-9/2006, expedido pela 4ª Vara Federal Criminal, no dia 15 de dezembro de 2006, durante a Operação Gladiador.
A lista revela que Álvaro já possuía despesa mensal de mais de R$ 25 mil, fora compras feitas à vista, como um Toyota Corolla blindado de R$ 113.800, na concessionária Inter Japan. A nota fiscal indica que foram pagos R$ 58 mil, além de um Santana. O Toyota está em nome de Francis Bullos, mas o boleto da seguradora registra o nome de Lins, com endereço de Marinho, o que, para a PF, mostra que o verdadeiro dono do veículo é o deputado.
Também foi encontrado comprovante de pagamento de R$ 6.794 da H.Stern, com garantia em nome de Lins, relativo à compra de um brinco de ouro 18 quilates, com brilhante solitário, anel e caneta de ouro.
Os policiais encontraram contas de condomínio de dois apartamentos em Copacabana — uma de R$ 220, na R. Santa Clara, e outra de R$ 1.200, na R. 5 de Julho —; de uma no Grajaú, de R$ 260; e de casa em Itaipava, de R$ 650. Na relação também há contas de luz e gás dos imóveis, da faculdade da ex-mulher, Luciana Gouveia dos Santos, dos colégios dos dois filhos do casal (R$ 1.727), de plano de saúde, Internet e de rede de loja de departamento. Só com despesas de empregados na casa de Itaipava, o delegado gastava R$ 2.302.
Os documentos apreendidos na residência de Lins serão usados para mapear seu verdadeiro patrimônio.
Propinas também no comércio.
Um dos principais pilares do esquema da quadrilha de Álvaro Lins eram as grandes redes de supermercados. Em troca de pagamentos mensais de propinas, esses estabelecimentos tinham a garantia de que, enquanto atuassem como ‘colaboradoras’, ficariam fora de autuações e apreensões policiais e seus funcionários nunca seriam alvo de investigações. O acordo era tão seguido à risca que o delegado que encontrasse irregularidades em uma dessas empresas era punido pela cúpula da Polícia Civil.Num demonstração da força do esquema, um delegado foi afastado após ter prendido em flagrante o gerente de uma das filiais de uma “colaboradora”, em 2003. À frente da Delegacia do Consumidor, ele foi informado que o estabelecimento ao qual havia causado o transtorno dava ajuda ao programa Cheque-Cidadão, da governadora Rosinha Garotinho.
Uma outra rede de supermercados teve a carga apreendida liberada após interferência de Fábio de Menezes de Leão, o Fabinho, um dos homens forte de Álvaro Lins e responsável em pegar o dinheiro destinado às ‘caixinhas’. Os produtos da empresa foram recolhidos durante uma operação da Delegacia de
Roubos e Furtos de Cargas.
As propinas do comércio formal se somavam ao dinheiro arrecadado com negócios ilícitos, como bingos e jogo do bicho, e ao de várias fontes de corrupção para alimentar o esquema. Para o Ministério Público Federal, todo o fluxo de recursos tinha como objetivo levantar fundos para custear campanhas eleitorais.
EVOLUÇÃO DE PATRIMÔNIO TRANSFERIDA PARA PARENTES E AMIGOS.
Usada como laranja, Luciana, ex-mulher de Lins, adquiriu à vista, em 10 de fevereiro de 2006, um imóvel na Rua Paula Freitas, em Copacabana, por R$ 450 mil. Com a quebra de sigilo fiscal, ficou constatada a incompatibilidade dos rendimentos de Luciana com a transação. Para justificar a aquisição, Luciana declarou a venda de um imóvel na Rua Ponte Nova, em Campo Grande, em janeiro de 2006, pelo valor de R$ 300 mil — não há, no entanto, o nome do comprador.
Francis Bullos, atual sogro de Lins, também está entre os laranjas. Vereador em Barra Mansa, ele era um importante braço político de Álvaro na região. Na declaração de Imposto de Renda referente ao ano de 2002, sua relação de bens totalizava R$ 148.726,23. Já em 2007, quando Álvaro já estava com Sissy, Bullos tem um patrimônio de R$ 1.162.670,16. Ele também passa a declarar, a partir daí, jóias e gravuras avaliadas em R$ 110 mil e R$ 150 mil em espécie.

sábado, 31 de maio de 2008

DISCURSO DA DEPUTADA ESTADUAL CIDINHA CAMPOS.

BLOG DO JORNALISTA GUSTAVO DE ALMEIDA - SANTA BÁRBARA E REBOUÇAS:
Trecho do artigo "NA ALERJ":
Discurso da deputada Cidinha Campos (PDT):
"Sr. Presidente, Sra. e Srs. Deputados, o que eu tenho a dizer não é tão grande que eu não pudesse usar um aparte para fazê-lo, mas eu achei que seria tirar o tempo do debate que está se ouvindo aqui, porque tem sido muito bonito, e eu quero cumprimentar o Deputado Paulo Ramos - não é sempre que eu faço isso, não é, deputado? - pelo seu discurso desta tribuna.
Falou-se muito aqui, Sr. Presidente, sobre estado de direito. Acho que do estado de direito já se falou demais. Nós temos que falar do Estado direito. O Estado direito é aquele em que o deputado trabalha, vive com o seu salário, não rouba de ninguém, não tira dinheiro da escola de criança. Esse é o Estado direito!
Não vou fazer nenhuma análise jurídica. Eu vejo com espanto que na hora de defender um deputado, vão procurar na Constituição o amparo para livrá-lo de uma punição. Mas esse deputado, que foi Chefe da Polícia deste Estado do Rio, não respeitou nem o Código Penal, nem o Código Civil. Nada! Na hora de se defender, todos buscam a legalidade ideal: a Constituição Federal, que ninguém respeita.
Esta Casa, é claro, tem competência para tirá-lo do xadrez, mas não tem legitimidade. Sabe por que, Sr. Presidente? Porque 40% desta Casa estão envolvidos com a marginalidade: 40% de uma casa política envolvidos com bolsa-escola, máfia dos combustíveis, assassinato, grupo de extermínio, extorsão, milícia e tráfico. Que legitimidade tem esta Casa para dizer que ele tem que sair da prisão? Estão votando em causa própria! “É ele hoje, sou eu amanhã” – como já disseram aqui uma vez.
Então, qualquer que seja esse resultado, e eu já sei qual será, como sabia que ele ia ser preso – e V. Exa. é testemunha que eu sabia que ele ia ser preso - como sei que outros serão. Serão presos e nós nos vamos enfraquecendo a cada passo. As argolas que querem tirar do pé do Álvaro Lins já estão chegando aos nossos pés, porque nós estamos implantando no Poder Legislativo do Estado do Rio de Janeiro o poder da bandidagem, da falcatrua, da falta de respeito à população e ao direito do Estado, ao Estado direito.
Sr. Presidente, eu trouxe documentos aqui. Tem gravação. Eu tenho a degravação completa da investigação da Poeira no Asfalto. O chefe do gabinete do Dr. Álvaro Lins tratando da falcatrua que ia fazer naquele direito especial do imposto do ICMS que o Garotinho ia botar. Ele não está sendo julgado por isso, mas também será e nós vamos perder o bonde da história, porque ele é o principal envolvido na máfia dos combustíveis. Mas como é que vai votar esta Casa? Dos oito presos, um é funcionário daqui. A mulher do Sr. Álvaro Lins, a ex, é funcionária da Casa, e os outros, os demais, todos foram homenageados pela Casa, todos os bandidos receberam moção desta Casa, alguns receberam três ou quatro. Mas que moral tem um Deputado que dá moção para esses bandidos? E eu não estou nem falando do Álvaro Lins, que recebeu a Medalha Tiradentes e outras coisas, estou falando dos “inhos” todos. Bandidos pés-de-chinelo que receberam moção, medalha de diversos Deputados, a maioria de Deputados também envolvidos em outras denúncias de corrupção.
Eu acho, Sr. Presidente, que é um discurso perdido. Quando a gente se opõe ao sistema, porque isso virou um sistema, chega a ser perda de tempo. Mas o que estou fazendo aqui se eu não fico pelo menos indignada com o que está acontecendo? Então, eu sei que ele vai sair por aquela porta, vai usar os instrumentos que tem, como disse bem o Sr. Deputado Paulo Ramos, como ex-Secretário de Segurança Pública, para desvirtuar a investigação. E não é só ele, são dois ex-Secretários, ele e o Ricardo Hallack, que é outro bandido de primeira classe muito homenageado nesta Casa. É um discurso vazio. É um discurso que não vai dar em nada.
Pode sair, Sr. Deputado Álvaro Lins!
A Casa é sua!"

EXTRA ONLINE - 31/05/2008 - SAIBA COMO CADA DEPUTADO VOTOU A PROPOSTA QUE REVOGOU A PRISÃO DE ÁLVARO LINS

CANETA E PAPEL NA MÃO!


EXTRA ONLINE
Saiba como cada deputado votou a proposta que revogou a prisão de Álvaro Lins.

RIO - Quarenta deputados estaduais votaram a favor do decreto legislativo que determinou a imediata revogação da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado, na operação Segurança Pública S/A, de chefiar um esquema de corrupção em delegacias. Outros 15 parlamentares votaram não, contra a medida.
Saiba como cada deputado votou na Alerj:
VOTARAM SIM (a favor da revogação da prisão):
ALESSANDRO CALAZANS (PMN)
ANABAL (PHS)
APARECIDA GAMA (PMDB)
ÁTILA NUNES (DEM)
AUDIR SANTANA (PSC)
BEATRIZ SANTOS (PRB)
CHIQUINHO DA MANGUEIRA (PMDB)
CORONEL JAIRO (PSC)
DÉLIO LEAL (PMDB)
DIONÍSIO LINS (PP)
DOMINGOS BRAZÃO (PMDB)
DR. WILSON CABRAL (PSB)
ÉDINO FONSECA (Prona)
EDSON ALBERTASSI (PMDB)
FÁBIO SILVA (PMDB)
GERALDO MOREIRA (PMN)
GERSON BERGHER (PSDB)
GLAUCO LOPES (PSDB)
GRAÇA MATOS (PMDB)
IRANILDO CAMPOS (PTB)
JOÃO PEDRO (DEM)
JOÃO PEIXOTO (PSDC)
JORGE BABU (PT)
JORGE PICCIANI (PMDB)
LUIZ PAULO (PSDB)
MARCELO SIMÃO (PHS)
MARCO FIGUEIREDO (PSC)
MARCUS VINICIUS (PTB)
MÁRIO MARQUES (PSDB)
NATALINO (DEM)
PAULO MELO (PMDB)
PEDRO PAULO (PSDB)
RAFAEL ALOISIO FREITAS (DEM)
ROGÉRIO CABRAL (PSB)
RONALDO MEDEIROS (PSB)
SHEILA GAMA (PDT)
SULA DO CARMO (PMDB)
TUCALO (PSC)
WALDETH BRASIEL (PL)
WILSON CABRAL (PSB)
VOTARAM NÃO (contra a revogação):
ALESSANDRO MOLON (PT)
CIDINHA CAMPOS (PDT)
COMTE BITTENCOURT (PPS)
DR. ALCIDES ROLIM (PT)
FERNANDO GUSMÃO (PCdoB)
FLÁVIO BOLSONARO (PP)
GILBERTO PALMARES (PT)
INÊS PANDELÓ (PT)
MARCELO FREIXO (PSOL)
NILTON SALOMÃO (PMDB)
OLNEY BOTELHO (PDT)
PAULO RAMOS (PDT)
RODRIGO NEVES (PT)
SABINO (PSC)
WAGNER MONTES (PDT)
FALTARAM:
*ÁLVARO LINS (PMDB) - o acusado
ALAIR CORRÊA (PMDB)
ALTINEU CORTES (PT)
ANDRÉ CORRÊA (PPS)
ANDRÉ DO PV (PV)
ARMANDO JOSÉ (PSB)
GRAÇA PEREIRA (DEM)
JODENIR SOARES (PTdoB)
JOSÉ NADER (PTB)
JOSÉ TÁVORA (DEM)
MARCOS ABRAHÃO (PSL)
NELSON GONÇALVES (PMDB)
PEDRO AUGUSTO (PMDB)
ROBERTO DINAMITE (PMDB)
ZITO (PSDB)

A VERGONHA DO BRASIL É A ELITE - DANIEL BRAMATI

ESTADÃO.COM.BR

''A vergonha do Brasil é a elite''
Para pesquisador, exposição freqüente de casos de desvios responde a uma demanda da sociedade
Daniel Bramatti

"As operações da Polícia Federal, que atingem até integrantes da elite política do País, provocam "uma sensação de perplexidade positiva", afirma o antropólogo Roberto DaMatta, cuja vida acadêmica de quase cinco décadas tem como ponto central a tentativa de decifrar o Brasil e os brasileiros.
Para o autor de Carnavais, Malandros e Heróis, "nunca houve uma demanda tão grande por transparência", já que é cada vez mais evidente o custo da corrupção para todas as camadas sociais.
A seguir, entrevista concedida ontem, por telefone:
- A casa do ex-governador Anthony Garotinho, que concorreu à Presidência da República, foi alvo de uma busca da Polícia Federal. No ano passado, o mesmo ocorreu com um irmão do presidente Lula. O deputado Paulinho é acusado de desvios. Qual é o efeito social dessa exposição contínua de políticos envolvidos em corrupção?
Temos um efeito duplo. O primeiro, seguindo o pensamento mais tradicional, é confirmar que os políticos são corruptos. O segundo efeito é o contrário, é sentir que alguma coisa está acontecendo. A sociedade quer punição quando há ofensa às leis, ainda mais quando se trata de um político, um sujeito que nos representa, um gerente público. Hoje todas as camadas sociais têm uma noção clara do custo da corrupção, de quanto essas pessoas roubam. E há uma polícia que está agindo. Há uma sensação de perplexidade positiva.
- Mas a sociedade, ao mesmo tempo em que quer a punição dos corruptos, não é tolerante ao eleger pessoas com antecedentes de corrupção?
Existe essa ambigüidade. A política fica colocada, para a maioria da população, como uma certa aventura. A impressão é de que só um aventureiro vai entrar nessa profissão, para ser colega de tanta gente que não presta. Mas, por outro lado, nunca houve demanda tão grande por transparência.
- Num artigo recente o senhor questiona: "Se acabamos com a inflação por meio da negociação política, por que não podemos liquidar a criminalidade, a corrupção e a ignorância?" O senhor acha que a corrupção é um fenômeno superável no País?
O que está enlouquecendo a gente no Brasil é que tem um nível de tolerância que ultrapassa o normal e, em determinados momentos, dá a impressão de que a corrupção é um valor, é um projeto. E isso não pode. Nós conseguimos superar a inflação, e se dizia que nem na administração de Deus isso seria possível. Se temos essa experiência de vitória, por que não fazemos um plano semelhante em relação à educação, por exemplo?
- O brasileiro tem uma relação de resistência ao aparato legal, existe a questão do "jeitinho", a noção de que a lei é para os outros. Essa nossa corrupção tão arraigada e tão corriqueira não está ligada diretamente a isso?
Sem dúvida. O problema passa por uma relação, que sempre foi complicada, entre a sociedade e o Estado. A tradição brasileira das relações é que o Estado seria o corretor, o compensador da sociedade. Então a sociedade fica a reboque do Estado, o sujeito limpa a calçada e joga na rua. Hoje estamos começando a trazer para o debate, para a crítica, o nosso próprio comportamento. Se ele não for modificado, não vamos transformar o Brasil na direção de ser uma sociedade mais igualitária. Chegamos a um patamar de competência e de excelência econômica, financeira e tecnológica, estamos competindo no mercado internacional e temos um mercado interno pujante. O que está para trás hoje no Brasil é a política. A vergonha do Brasil é a elite."

CLIQUE E LEIA

GLOBO ONLINE.
Álvaro Lins é solto após ter prisão revogada pelo plenário da ALERJ.
Waleska Borges e Fábio Vasconcellos.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/05/30/alvaro_lins_solto_apos_ter_prisao_revogada_pelo_plenario_da_alerj-546580115.asp

O DIA ONLINE.
Uma delegacia de R$ 50 mil.
Delegado preso desembolsou quantia para pagar gastos de campanha de ex-chefe de Polícia.
Adriana Cruz, Bartolomeu Brito, Christina Nascimento, Francisco Édson Alves, Gustavo de Almeida, Leslie Leitão, Márcia Brasil, Maria Inez Magalhães,Maria Mazzei e Ricardo Villa Verde.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/uma_delegacia_de_r_50_mil_174871.asp
Orientações para esconder o patrimônio.
Advogado disse para Álvaro colocar imóvel em nome de parente morto.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/orientacoes_para_esconder_o_patrimonio_174870.asp
Alerj decide soltar Álvaro Lins.
Por 40 votos a 15, deputados revogam prisão de parlamentar acusado de lavagem de dinheiro no governo do estado.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/alerj_decide_soltar_alvaro_lins_174868.asp

JORNAL DO BRASIL ONLINE.
Alerj absolve e Lins sai da cadeia.
Em sessão extraordinária, 40 deputados votaram pela soltura do ex-chefe da polícia Civil.
Fernanda Thurler.
http://jbonline.terra.com.br/sitehtml/papel/rio/papel/2008/05/31/rio20080531000.html

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Alerj aprova resolução que manda soltar deputado Álvaro Lins.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407214.shtml
OAB chama possível revogação da prisão de Álvaro Lins por Alerj de "coleguismo inoportuno".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407173.shtml

ESTADÃO.COM.BR.
Para juristas, decisão indica ''coleguismo''.
OAB vê açodamento da Assembléia e desrespeito a decisão judicial.
Silvia Amorim.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181636,0.php

REVISTA ÉPOCA.
Ex-chefe da Polícia Civil do Rio é solto.
O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou a resolução de um decreto para a revogação imediata da prisão do deputado Álvaro Lins (PMDB), acusado de chefiar um esquema de corrupção da polícia civil fluminense.
Nelito Fernandes.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI4955-15223,00-EXCHEFE+DA+POLICIA+CIVIL+DO+RIO+E+SOLTO.html

sexta-feira, 30 de maio de 2008

COMUNICADO AOS LEITORES.

O "Contador de Visitas" do blog não está funcionado, tendo interrompido a contagem no número 141.395, isso há mais de vinte e quatro horas.

JORNAL ESTADÃO - "SITUAÇÃO DE GUERRA" LEVA CRUZ VERMELHA AO RIO.

ESTADÃO.COM.BR

''Situação de guerra'' leva Cruz Vermelha ao Rio.
Entidade treinou voluntários para atender vítimas de confrontos; PM matou 1.548 pessoas em 14 meses.
Jamil Chade e Felipe Werneck.

"Voluntários da Cruz Vermelha vão atuar em favelas do Rio a partir de junho. A decisão foi anunciada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que considera o número de vítimas na capital fluminense equivalente ao de locais onde há guerra declarada. "A violência urbana é um sério desafio com o qual precisamos lidar", disse ao Estado o presidente do CICV, Jakob Kellenberger.
A Polícia Militar do Rio matou oficialmente 1.548 pessoas em 14 meses do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB) - de janeiro de 2007 a fevereiro deste ano, último dado divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).
Registradas como autos de resistência, as mortes em supostos confrontos são contabilizadas há dez anos no Rio, e atingiram sua maior marca no governo Cabral: 110 por mês, em média. Foram 1.330 mortes em 2007 - aumento de 25,11% em relação a 2006 - e 218 em janeiro e fevereiro deste ano, ante 207 no mesmo período de 2007 (5,31%). Para efeito de comparação, foram mortos por armas de fogo em confrontos 14.235 pessoas no Iraque em 2007.
A Cruz Vermelha tem como uma de suas principais missões agir, em caso de guerra, em favor de vítimas civis e militares. Um acordo para atuar no Brasil foi assinado em 2007.
Anteontem, em Genebra, Kellenberger evitou dar detalhes sobre o programa. No Rio, a filial da Cruz Vermelha informou que equipes já foram treinadas - inclusive na Argentina - e que o trabalho deverá começar na segunda quinzena de junho, com pelo menos 30 "socorristas" voluntários. "É a primeira vez que ocorre um trabalho com esse perfil no Brasil, e a filial do Rio foi escolhida", informou a entidade. O porta-voz da entidade para a América Latina, Marçal Izard, explicou que o programa também deverá apoiar presidiários, diante das acusações de maus-tratos em centros de detenção, além de moradores de favelas. Para a Cruz Vermelha, a decisão de atuar em temas de violência urbana demonstra uma mudança no perfil do comitê. Com sede em Genebra, a entidade atuou na Guerra do Chaco (entre Bolívia e Paraguai, de 1932 a 1935), na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), e está espalhada em conflitos no mundo. O CICV auxilia a identificação de prisioneiros em locais de conflito - só no Iraque, atende 20 mil pessoas por ano nas cadeias mantidas pelos EUA. Num primeiro momento, porém, o foco de atenção será "a capacitação de socorristas residentes nas zonas mais vulneráveis à violência no Rio". Isso permitirá que a organização possibilite "maior acesso dos moradores aos primeiros socorros, já nos primeiros momentos em que essa assistência é necessária".

CLIQUE E LEIA - OPERAÇÃO SEGURANÇA PÚBLICA SA.

O DIA ONLINE.
OPERAÇÃO SEGURANÇA PÚBLICA S/A.
Polícia Federal: esquema envolvia pagamento mensal de propina
Todos os homens do delegado.
Segundo a PF, relações entre delegacias e chefias envolviam pagamentos mensais de propinas.
Adriana Cruz, Andréia Lopes, Bartolomeu Brito, Christina Nascimento, Francisco Édson Alves, João Antonio Barros, Leslie Leitão, Mahomed Saigg, Márcia Brasil, Maria Mazzei, Michel Alecrim, Ricardo Villa Verde, Thiago Prado e Vania Cunha.
http://odia.terra.com.br/rio/htm/todos_os_homens_do_delegado_174597.asp
http://odia.terra.com.br/rio/htm/escuta_nao_quer_participar_fica_sem_nada__174594.asp
http://odia.terra.com.br/rio/htm/alexandre_neto_nao_e_so_no_morro_que_existe_crime__174592.asp

GLOBO ONLINE.
MPF afirma que há provas suficientes sobre o envolvimento de Garotino.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/05/29/mpf_afirma_que_ha_provas_suficientes_sobre_envolvimento_de_garotinho-546569604.asp

EXTRA ONLINE.
MPF afirma que há provas suficientes sobre envolvimento de Garotinho.
http://extra.globo.com/rio/materias/2008/05/29/mpf_afirma_que_ha_provas_suficientes_sobre_envolvimento_de_garotinho-546570371.asp

JORNAL DO BRASIL ONLINE.
Polícia Federal prende 5 pessoas na Operação Segurança SA.
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/05/29/e290523239.html

FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE.
Operação Segurança Pública S/A.
Deputados do Rio decidem nesta sexta destino de parlamentar preso.
O deputado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins é um dos presos em operação realizada nesta quinta (29).
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u406922.shtml
Denunciados terão 15 dias para se defender.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u406934.shtml
Garotinho era espécie de chefe político, diz MPF.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u406836.shtml
Lins, Garotinho e mais 14 são denunciados.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u406677.shtml

ESTADÃO.COM.BR.
PF prende deputado e acusa Garotinho de integrar quadrilha.
Segundo denúncia, ex-governador mantinha Lins à frente da polícia, mesmo sabendo de suas ligações criminosas.
Felipe Werneck e Marcelo Auler, RIO.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080530/not_imp180811,0.php
Assembléia do RJ se mobiliza para tirar Lins da cadeia.
Pedro Dantas - Agência Estado.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac180632,0.htm