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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

EM SE COMPRANDO TUDO DÁ ...VOTOS.

Os homens são tão simplórios, e se deixam de tal forma dominar pelasnecessidades do momento, que aquele que saiba enganar achará sempre quem sedeixe enganar.
(Maquiavel)
Nunca na história deste país se fez tão pouco caso da honra, de tal maneira se desprezou a ética, tanto se usou de meios escusos para corromper, para enlamear instituições, para comprar consciências. A amarga sensação que fica é a da total perda, por parte de um grande número de homens públicos, de qualquer noção de honestidade, de dignidade, de honradez. O atual governo, contrariando todos os princípios apregoados enquanto estava na oposição, abandonou completamente o decoro no trato da coisa pública e partiu para o uso de um verdadeiro rolo compressor, comprando tudo e todos a sua volta, desde que possam, de alguma forma, interferir em seus objetivos.
Recordemos o esquema do mensalão, quando um grupo de aliados do Presidente, gente de dentro do governo, usou meios escusos para organizar a maior quadrilha jamais montada em qualquer lugar do mundo, com o objetivo de comprar o apoio de parlamentares e, em última instância, perpetuar no poder seu grupo político. O então Procurador-geral da República, Dr Antônio Fernando de Souza, apresentou uma denúncia contundente contra os principais envolvidos no escândalo. Ficou de fora o Presidente da República que alegou desconhecer o esquema. Em termos jurídicos, a desculpa valeu. O Procurador-geral retirou-o da denúncia por não ter encontrado evidências firmes de seu envolvimento. Agora, firulas jurídicas à parte, parece pouco provável que alguém, dotado de capacidade de reflexão, tenha acreditado na história. A ser verídico o desconhecimento, cairíamos na dúvida que, à época, circulou na internet: será que temos um Presidente aparvalhado, incapaz de entender fatos que acontecem ao seu redor, protagonizados por seus mais íntimos colaboradores?
Em outra vertente, há o Bolsa Família, sem dúvida o maior programa de compra de votos do mundo. Trata-se de um programa que gera dependência, antes de estimular o desenvolvimento humano. As pessoas atendidas, recebendo o benefício sem nenhuma necessidade de contrapartida, ficam desestimuladas até de buscar emprego. Mesmo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) chegou a afirmar que o programa “vicia” e que deixa os beneficiários “acomodados”. Não é que alguém seja contra a minorar a aflição de quem tem fome. O problema é que o programa parte de uma premissa falsa ao confundir pobreza com fome. A esses últimos é mais do que justo assistir com recursos públicos. Aos pobres, a melhor ajuda que o governo poderia dar é investir corretamente em educação. Mas não, confundindo conceitos, prefere manter um Bolsa Família hiperdimensionado, gastando recursos que fazem falta à educação, uma vez que, assim como está, o retorno nas eleições, em termos de votos, tem sido muito compensador.
A comprovação de que não são todos os pobres no Brasil que estão famintos veio de uma pesquisa do IBGE, realizada em 2004 – Pesquisa de Orçamentos Familiares. Em uma parte dessa pesquisa, ficou constatado que o índice de pessoas abaixo do peso estava menor do que aquele considerado normal pela OMS. E, para a perplexidade dos que acenam com a necessidade de combater a fome para manter e ampliar o programa, verificou-se que, entre nós, a obesidade é um problema mais crítico do que a fome.
Não satisfeito em aliciar parlamentares para sua base de sustentação política e populações desassistidas para aumentar suas possibilidades eleitorais, o governo trata, também, de evitar qualquer problema nas ruas, em termos de manifestações públicas de desagrado contra os muitos desvios de ética praticados por seus correligionários e aliados. Nada melhor,então, do que colocar a União Nacional dos Estudantes igualmente em seu balcão de negócios. É assim que o governo, da mesma forma que faz com sindicatos, resolveu patrocinar a UNE. As verbas federais, dessa forma, passaram a irrigar o movimento estudantil, seja em termos de patrocínio, como aconteceu em seu último congresso nacional, seja com a destinação de alguns milhões para a reconstrução de sua sede, seja, ainda, com o pagamento de generosas“mesadas” a seus dirigentes. Com isso, foi neutralizado o espírito combativo que era a marca do movimento estudantil e eliminou-se toda possibilidade de agitações de rua indesejáveis. Um exemplo disso ocorreu no referido congresso, quando houve um protesto contra a CPI da Petrobras. Em outros tempos, seria a UNE a primeira a se mobilizar para exigir a completa elucidação dos fatos. Agora, sem sequer conhecer os resultados de uma CPI que nem começou, faz oprotesto. Passam por cima da necessidade de se investigar denúncias de irregularidades em uma empresa cujo maior acionista é o governo, em um congresso que era patrocinado por esse mesmo governo. E o presidente da UNE tem a desfaçatez de dizer que não vê nada de errado nisso.
Com a prática da compra indiscriminada de todos que possam atrapalhar os desígnios do governo, este foi perdendo todos os escrúpulos. Conseguindo manter níveis elevados de popularidade, julga-se acima do bem e do mal, capaz de tudo, inclusive de defender crimes praticados por aliados, pouco se importando com a ética e com a moralidade pública. Pouco se importando com a evidência de que está corrompendo os brios de toda uma nação que, em um dia não tão distante, teve orgulho de se proclamar brasileira.
Gen Ex GILBERTO BARBOSA DE FIGUEIREDO
Presidente do Clube Militar
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SÉRGIO CABRAL (PMDB) FOI VAIADO MAIS UMA VEZ.

Cabral é vaiado em evento de formatura de jovens beneficiários do Bolsa Família no Rio:
RIO - "A formatura de centenas de jovens do projeto Plano Setorial de Qualificação dos Beneficiários do Bolsa Família (Planseq), nesta terça-feira, no Maracanãzinho, está sendo em clima de campanha eleitoral. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi recebido com vaias por militantes da UNE e formandos da Baixada Fluminense, principalmente de Nova Iguaçu.
Cabral não escondeu a contrariedade e durante boa parte do evento ficou com a cara fechada. Ele chegou a acenar para o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), pré-candidato ao governo do estado em 2010, que estava no mesmo palanque. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) chegou a chamar um assessor no palanque para reclamar das vaias.
Durante o seu discurso, o presidente Lula fez questão de comentar o caso. Ele criticou os que vaiaram o governador.
- Não é justo politicamente ou socialmente correto num evento com este em que as pessoas têm a oportunidade de ter uma profissão as divergências políticas se manifestarem com vaias. Amanhã os jornais só vão dizer que vaiaram, mas não a importância desse evento.
O grupo de estudantes é coordenado pelo diretor de Direitos Humanos da UNE nacional, Rodrigo Mondego, que é filiado ao PT. Ele disse que o protesto contra Cabral é por causa da falta de verbas para a Uerj".
Sinceramente, o Rio nunca teve um governador tão mal assessorado.
Será que ninguém avisou ao governador que o povo não gosta dele e que o funcionalismo público o odeia.
Cabral não participe de atos públicos.
Se for inevitável, leve uma grande turma de simpatizantes para puxar umas palmas.
Atualmente, vossa excelência seria vaiado até em reunião de condomínio.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BRASIL: MILHÕES DE OTÁRIOS, LOGO, UM SOLO FÉRTIL PARA OS ESPERTOS.

EMAIL RECEBIDO:
"O UNIVERSO KAFKANIANO ABERTO E COM SUAS ENTRANHAS À MOSTRA .
A Revista Veja desta semana – Edição número 2124 – fez uma pequena entrevista com um cidadão, de nome Augusto Chagas, presidente da UNE. O cidadão em questão tenta, junto com seus amigos do governo, convencer o congresso (com c minúsculo mesmo) a aprovar um projeto de lei indenizando a UNE pelo fato de a sua sede ter sido derrubada entre 1963 e 1964. Seria cômico, se não fosse trágico. Eis a pequena entrevista:
Revista VEJA: De que se trata esse projeto?
Augusto Chagas: Ele prevê que o Estado indenizará a UNE por demolir nossa sede na ditadura militar. O valor pode variar de 36 a 72 milhões de reais.
RV: O que será feito com esse dinheiro?
AC: Queremos construir uma nova sede, projeta por Oscar Niemeyer. A obra está orçada em 35 milhões de reais. Teremos um centro cultural e uma torre comercial, que poderá ser alugada.
RV: Então, se conseguir a indenização, a UNE não precisará mais pedir dinheiro ao governo?
AC: Aí não. São coisas diferentes. É dever do governo e das estatais ajudar os estudantes a financiar suas atividades.
RV: Quais?
AC: Nossos congressos.
RV: Mas eles [os congressos] não são só uma oportunidade para que os esquerdistas arranjem namoradas?
AC: Ah, isso não tem nada a ver.
RV: Não é por isso que você é esquerdista?
AC: Não, é porque só saídas coletivas vão dar uma resposta aos problemas da humanidade. O capitalismo é limitado.
RV: Quando você entrou na faculdade?
AC: Em 2001.
RV: Oito anos não foram suficientes para se formar?
AC: Na universidade, você decide quanto vai estudar a cada ano. Estou fazendo devagar.
RV: E trabalha?
AC: Estou dedicado só aos estudos e à militância. Trabalhar na minha área, a computação, só depois".
Cidadão brasileiro, para que exista um único esperto no universo, a condição indispensável é a existência de pelo menos um otário. No Brasil, somos milhões de otários, portanto... (PRP).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 17 de julho de 2009

AS ENTIDADES DE CLASSE DA POLÍCIA MILITAR E A UNE É DO PT? PARECE...

A União Nacional dos Estudantes a cada dia recebe mais recursos do governo federal.
O atual congresso foi patrocinado pela Petróbras e no seu curso foi realizado um ato contra a CPI da Petróbras.
Adeus UNE...
O Brasil é assim, os interesses mudam, as posturas mudam, inexiste ideologia ou identidade institucional.
Policial Militar, você sabe quais são as entidades de classe que o representam?
Oficial e Praça da Polícia Militar, você sabe o quê as entidades de classe estão fazendo para mudar a penúria salarial vivenciada pelos Policiais Militares?
O que a AME/RJ está fazendo?
O que a ASPOM está fazendo?
O que o Clube de Cabos e Soldados está fazendo?
Nós não sabemos, porém, não queremos cometer nenhuma injustiça. Caso você saiba, por favor, nos avise, para que possamos divulgar.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 14 de abril de 2009

DEMOCRACIA À BRASILEIRA - V Alte SERGIO TASSO VASQUEZ DE AQUINO.

DEMOCRACIA À BRASILEIRA , 2009.
VAlte(Ref) Sergio Tasso Vasquez de Aquino.
Ao sair ontem do Clube Militar, onde fora participar da Sessão Solene Comemorativa do 45º Aniversário da Revolução Democrática de 31 de março de 1964 e assistir à conferência “Desenvolvimento Econômico Brasileiro nas Décadas de 60 e 70”, do Prof. Ubiratan Iório, deparei-me com aglomeração ruidosa de jovens desocupados à porta, portando camisetas da UNE- União Nacional dos Estudantes.
Tomavam praticamente toda a calçada fronteira à entrada principal, deixando pouquíssimo espaço para os transeuntes e para quem saísse do interior do prédio. Faziam intenso ruído com instrumentos de sopro, cornetas e apitos, e tambores, e desfraldavam faixas com palavras de ordem insultuosas aos militares.
Aos gritos, agrediam verbalmente quem deixava o interior do Clube. Eu próprio fui saudado com o vociferante coro, repetido muitas vezes e por tantas vozes, de “Assassino! Assassino! Terrorista! Terrorista!”
Sou um homem de 72 anos de idade, de cabeça branca, mas lúcido, forte e firme das pernas, graças a Deus. Estava mais do que corretamente vestido, de terno e gravata; nada fizera para atrair tamanha ira descontrolada! Em qualquer situação normal, sou um senhor que deveria merecer todo o respeito e toda a consideração. É fato comum, nas viagens de metrô, outros jovens, de outro estofo e formação, que não o daquela malta ensandecida, oferecerem-me seus lugares para sentar, o que sempre recuso polidamente, mas com uma ponta de orgulho pela gentileza, educação e senso de solidariedade que demonstram aqueles compatriotas.
Meus direitos constitucionais de associação e reunião pacíficas, de ir e vir, e minha própria integridade física foram desconsiderados e ameaçados por aquela súcia de bobalhões, tristes marionetes que não sabem o que dizem e o que fazem, todos, sim, instrumentos e sequazes dos verdadeiros assassinos e terroristas, que liquidaram friamente pelo menos 126 inocentes, nas suas torpes ações de guerrilha e terrorismo a serviço da implantação de cruel e sanguinária ditadura comunista no Brasil!
No triste momento que vivi, tive uma demonstração real da “democracia” que hoje vivemos no País. De um lado, a pressão e a opressão da massa sem controle, a não ser a dos cordões ideológicos que a comandam, que, gozando dos favores e do apoio oficiais, aos gritos, com violência e na marra, impõe sua vontade e realiza seus malfeitos, como, por exemplo, MST e assemelhados.
Do outro, a posição e a atitude “politicamente corretas” das forças encarregadas de zelar pela manutenção da lei e da ordem e pela segurança interna, que não intervêm e ficam apenas acompanhando e observando os eventos desenrolarem-se, como no caso das forças policiais de tantos estados em que se desata a atividade invasora criminosa do mesmo MST. Quando saí à rua, não vi qualquer policial que estivesse ali para garantir-me e apenas um solitário soldado do Exército postava-se, qual sentinela, à porta do Clube Militar.
A continuar a presente “correlação de forças” (expressão tão ao gosto dos marxistóides de todas as tendências e calibres), bem podemos antever quais serão os trágicos resultados!
Que Deus e os brasileiros dignos desse nome salvem o Brasil!
Rio de Janeiro, RJ, 1 de abril de 2009.
VAlte SERGIO TASSO VASQUEZ DE AQUINO.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

31 DE MARÇO DE 1964 - DEPUTADO FEDERAL FLÁVIO BOLSONARO.

Texto do Discurso O SR. FLÁVIO BOLSONARO:
– Sr. Presidente Caetano Amado, hoje são 31 de março do ano de 2009, passados exatos 45 anos de um dos movimentos mais importantes da história do Brasil contemporâneo. Ao contrário do que disse o Deputado Luiz Paulo, que para ele é motivo de luto, para mim é motivo de muito orgulho e agradecimento aos militares deste País. Quero aqui fazer uma leitura bastante sintetizada, para mostrar como se portava a imprensa naquela época, como foi noticiado todo esse conjunto de acontecimentos no ano de 1964.
(Lendo)
“A Contra-revolução Democrática de 31 de março de 1964 ocorreu como reação da sociedade brasileira em face da iminência de uma revolução que pretendia instalar no Brasil, mediante financiamento e orientação externos, um regime comunista aos moldes de Cuba. Quanto aos eventuais excessos havidos, o que aconteceria se a sociedade não conseguisse impedir a aventura dos que se diziam democratas e, treinados, armados e financiados por uma ordem mundial totalitária – e a ela submissos –, pretendiam impor-se a todos os brasileiros? Onde estão os dissidentes cubanos? Quem foram os anistiados de Cuba que posteriormente puderam regressar e retomar suas vidas? Quais presos políticos, em Cuba, lograram ser absolvidos pelos tribunais na plena vigência do processo revolucionário? Quantos foram os cidadãos daquele país sumariamente condenados e executados? Quem verdadeiramente tem a pretensão de conhecer a história mais recente do Brasil não deve limitar a sua pesquisa aos livros, alguns deles tendenciosos, carregados de ranço. Aos livros deverá ser juntada pesquisa séria, imparcial, com representantes de todos os segmentos sociais que vivenciaram os episódios, e ainda a leitura de jornais, revistas e outros documentos de época, disponíveis com fartura na internet e em bibliotecas”. (Interrompe a leitura)
Passo a fazer a leitura, Sr. Presidente, de trechos de reportagens publicadas no instante dos fatos, em 1964. Revista O Cruzeiro.
(Lendo)
“O dia 1º de abril estava claro. Às 7h55, o Governador Carlos Lacerda recebe o Manifesto dos Generais, que lhe iria ser lido após o hasteamento da Bandeira Nacional, às 8 horas, através da Rádio Inconfidência, de Minas Gerais. Às 8h30, Juracy Magalhães entra em Plenário e conferencia com Carlos Lacerda. Às 10h45, o Presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Vicente de Faria Coelho, chega e conferencia com o Chefe do Executivo. Às 13h15, entra em Palácio o Sr. Armando Falcão. As notícias se aceleram. Às 16 horas há o momento de maior emoção para o Governador Carlos Lacerda: tanques do Exército, que se encontravam no Palácio das Laranjeiras, estão agora guarnecendo o Palácio da Guanabara. O Chefe do Executivo Carioca, ao ouvir a notícia, chora e exclama: ‘Graças a Deus! Deus está conosco!’ Foi uma reação em cadeia. Anunciada a viagem do Presidente a Brasília e a vitória das Forças Revolucionárias, milhares de pessoas saíram às ruas, gritando, pulando, num verdadeiro carnaval. Grupos mais exaltados e tomados de fúria incendiaram o prédio da UNE, na Praia do Flamengo, quando os dirigentes comunistas da entidade já haviam desaparecido e abandonado sua trincheira. Os mesmos grupos depredaram e incendiaram o Última Hora, na Praça da Bandeira. Isso foi um pouco de vingança e excesso condenável, pois a massa, o povo carioca, queria apenas viver aquelas horas de vitória e não vingar-se daqueles que tinham sido vencidos”.
(Interrompe a leitura)
Vejamos o que diz a reportagem de O Cruzeiro sobre a UNE.
(Lendo)
“17h30. Praia do Flamengo, nº132 – Sede da UNE. Grupos de jovens atiravam bombas incendiárias, coquetéis molotov, para o interior da UNE, àquela altura abandonada pelos dirigentes da entidade estudantil. Tinham fugido, sob as vaias dos que se aproximavam do local. Duas atitudes. Uma senhora acompanhou os acontecimentos da UNE com o comentário: “Vi arder na UNE uma permanente provocação aos sentimentos cívicos e democráticos dos cariocas”. Um senhor, cidadão muito sério, pediu licença para os Policiais e disse: “Quero colocar amanhã aqui, substituindo essa faixa em que os estudantes desafiavam a ordem constituída uma outra em que se leia que será instalada brevemente, neste mesmo lugar, uma escola”. Os Policiais e Bombeiros, que pouco depois chegaram para combater o incêndio, disseram que encontraram nas salas da UNE armas e munições”.
(Interrompendo a leitura)
Assim, termina a matéria da Revista O Cruzeiro.
(Lendo)
“À tardinha, dois tiros vinham do Leme. Era o sinal da vitória, que acionou o gatilho da explosão popular e tudo se misturou na chuva, alegria e carnaval refletidos nos olhos dos Soldados que ocupavam o Forte de Copacabana, patrulhas do Posto Seis. Uma história: homens, mulheres e crianças, empunhando bandeiras e lenços brancos, comemoravam o que ficou sendo o carnaval da vitória. Das janelas dos apartamentos, em toda a Zona Sul, eram estendidos lençóis e colchas numa homenagem à vitória da revolução. E duas chuvas se misturavam no espaço: a que caía de muito alto, de água, e a de papéis picados. E uma caravana de automóveis buzinando, vespas nas avenidas e ruas de Copacabana, de Botafogo, do Jardim Botânico, do Leblon e Ipanema – era a festa da vitória!” Um outro veículo de imprensa, o Jornal O Globo, publicou em seu editorial de 2 de abril de 1964 uma matéria, cujo trecho passo a fazer a leitura também:
(Lendo)
“Vive a Nação dias gloriosos, porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opiniões sobre temas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem, graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentaram destruir a hierarquia e a disciplina. O Brasil livrou-se de um governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Como dizíamos no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições como se vinha fazendo diante da nação horrorizada. Salvos da colonização, que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos. Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era sorte da democracia do Brasil que estava em jogo. A esses líderes civis devemos igualmente externar a gratidão de nosso povo. O movimento vitorioso não pertence a ninguém: é da pátria, do povo e do regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer ideia enquadrada dentro dos princípios constitucionais que objetive o bem do povo e o progresso do país.”
Para concluir, então, Sr. Presidente, estes são trechos não de políticos, mas da imprensa que, como hoje, publica os fatos que acontecem, publica a reação do povo, e publica, de fato, como aconteceu toda essa contrarrevolução de 64 por intermédio dos militares. E para encerrar minhas palavras, nunca será demais renovar um desafio jamais respondido. Por que estranho motivo, aqueles que - sob a orientação de Cuba, da extinta URSS e até mesmo da China de Mao - com o passar dos anos e beneficiados pelas liberdades democráticas sempre presentes no Brasil, jamais se atrevem a quaisquer críticas e perseguições, prisões, torturas, fuzilamentos e desrespeito aos direitos humanos naqueles países exportadores do modelo dito democrático, que pretendiam instalar em nosso País?
Em que pese dificuldades, falhas, desigualdades, chegou o Brasil, até o dia de hoje, sem experimentar sequer a sombra da violência vivida nos países onde foi implantado o totalitarismo comunista. Fidel Castro e Ernesto “Tche” Guevara, hoje cultuados pelo Presidente e sua equipe de ministros, por alguns que se julgam intelectuais e por um sem número de ignorantes, mataram, torturaram, perseguiram e construíram uma Cuba tão boa para seu povo que, inexistindo barreiras – oceano e intenso policiamento – ficaria despovoada, já que a maioria de seus felizes e satisfeitos cidadãos tratariam de fugir, como já o fazem, correndo tantos riscos!
Essas são as minhas palavras e também as palavras de dois grandes veículos da imprensa, à época, do ano de 1964. É importante resgatarmos a história. Hoje nós vemos, principalmente nos bancos universitários, muitos livros tendenciosos, que contam uma parte da história totalmente desvinculada e afastada da realidade aos seus universitários, o que acaba criando um verdadeiro clima de antagonismo e reprovação aos militares. Não foi o que aconteceu na época. Pelo contrário, as reportagens mostram - e provam - qual era o sentimento do povo no ano de 1964: de grande alegria, de grande emoção e de grande cumplicidade com as Forças Armadas. Atualmente, no meu ponto de vista, e de milhares e milhões de brasileiros, há um sentimento de grande agradecimento aos militares que naquela época nos livraram de uma ditadura comunista.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Caetano Amado) – Nobre Deputado Flávio Bolsonaro, tem tanto cubano feliz que, para sair de Cuba, está saindo até em tora de madeira ou embarcado em pneu.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O BRASIL CONDENOU SEUS EX-COMBATENTES À INANIÇÃO - XICO VARGAS.



O Brasil condenou seus ex-combatentes à inanição.

02-02-2009

Há exatamente um mês meia dúzia de velhos cabisbaixos reuniu-se na rua das Marrecas, no Centro do Rio, na Associação Nacional dos Veteranos da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Cobriram alguns objetos com panos, despediram os oito funcionários e passaram a chave na porta. Trancafiaram um pedaço da História do Brasil sobre o qual montaram guarda nos últimos 63 anos e foram embora.
Bons soldados, resistiram além da conta, mas, condenados a inanição, foram obrigados a abandonar o posto. Ao longo dessas seis décadas tiraram do bolso o que deu, para manter a Associação e o museu da II Guerra que ela abriga. Chegaram a ser 24 mil, quando a guerra acabou. Mas não há heroismo que abra exceções na natureza. Hoje são quatro mil. Os vinte reais que, quem pode, paga por mês não cobrem mais as despesas.
Em maio do ano passado, numa solenidade, no Rio, Thiago da Fonseca, um major de 87 anos, cabeça branca e voz firme, driblou a segurança e relatou rapidamente ao ouvido do presidente da República as agruras por que passava seu povo. Lula chamou um auxiliar, determinou providências urgentes e o bom Thiago deixou o lugar com a alma leve. Se era para valer, talvez tenha faltado ênfase ao presidente. Da ordem que deu ao auxiliar não resultou nada. Ao contrário. Dois meses depois Lula recomendaria aos estudantes reunidos na UNE que procurassem seus heróis, porque o país só lembrava de um: Tiradentes. Ele também, certamente.
Abandonados pelo país que lhes deve a defesa da liberdade, os velhos pracinhas ainda lutam pelos laços que os conservam personagens vivos da construção da democracia. O problema é que a nação perdeu a memória e, para isso, não há remédio. Semana passada, Thiago quase conseguiu uma vitória. Chamado à rádio BandNewsFluminense FM para contar a sofrida batalha que trava hoje sua gente sofreu um acidente. Escorregou, caiu e foi internado com 10 pontos na cabeça e três costelas rachadas. Foi pouco, ele acha. Já, já estará de volta, promete.
Tomara. Num país que entrega suas crianças às mãos dos traficantes, trata mal os seus velhos e despreza a sorte de ter heróis vivos, algum luminar do governo precisa perceber que esses velhos não estão pedindo bolsa-qualquer-coisa. Querem apenas tratamento digno do lugar que conquistaram na História. Antes que concluam que talvez tivesse sido melhor terem ficado nos campos da Itália. Pelo menos no Monumento aos ex-pracinhas, ali no Aterro do Flamengo, Exército, Marinha e Aeronáutica brincam de trocar de guarda todos os meses. Um espetáculo em uniforme de gala para turistas menos exigentes.

XICO VARGAS.




PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA