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segunda-feira, 14 de junho de 2010

A MARCHA DA ESTUPIDEZ - MARIA LUCIA VICTOR BARBOSA.

A MARCHA DA ESTUPIDEZ
Maria Lucia Victor Barbosa
13/06/2010

O PT aprendeu depois de muitas derrotas como chegar ao poder mais alto da República e nele se manter. Trocou o discurso revolucionário pelo discurso pragmático, utilizou em grande escala a propaganda que engana incautos e aquece emoções, fez acordos com forças políticas e econômicas inimagináveis nos tempos dos petistas éticos, mas não esqueceu o aprendizado anterior de fazer oposição de forma violenta, ameaçadora, implacável, diante da qual nenhum partido ousou o enfretamento adequado, nem mesmo quando estouraram os escândalos que teriam derrubado qualquer presidente da República fosse ele de outro partido.
Uma vez enquistado no poder foi trabalhado o projeto de permanência do PT, estipulado por José Dirceu em pelo menos 20 anos, enquanto Lula da Silva sempre se referia a quatro anos e depois a oito anos como períodos muito curtos para realizações pretendidas.
Sem dúvida, a meta de se manter no mais alto domínio do país foi planejado com esmero. A figura presidencial foi trabalhada com requintes de culto da personalidade, próprios de governantes ególatras. Estimularam as performances circenses de um Lula, que por vezes lembram as de um animador de auditório. E ele cultivou o palavreado chulo, o comportamento inadequado, os atropelos da linguagem na busca de identificação com as massas.
Mas isso não bastava. Além de circo o povo quer pão. O governo petista seguiu à risca a “herança maldita” e até agora tem se dado bem com o importante respaldo do Banco Central sob o comando de Henrique Meirelles, ex- tucano, ex-liberal, hoje PMDB.
Ao mesmo tempo, deu certo a fórmula: bolsas esmola no melhor estilo do voto de cabresto para pobres agradecidos; lucros astronômicos para os ricos, principalmente banqueiros, empreiteiros, grandes empresários. Quanto aos intelectuais, artistas, clérigos, mantiveram o encantamento pelo “proletário de esquerda”.
O Congresso foi anexado ao Executivo através de “mensalões”. O Judiciário sempre pronto para exercer o direito alternativo sujeitou-se ao deboche de Lula da Silva que se crê acima da lei.
Se a herança maldita do PT que inclui loteamento do Estado pelos companheiros, dívidas perdoadas a outros países, esdrúxulas criações de embaixadas como a da Coréia do Norte, mimos aos companheiros e compadres da América Latina que usam e abusam do Brasil, fulminar o próximo presidente, melhor. O caminho está preparado para a volta de Lula da Silva que, alias já se lançou ao terceiro mandato em 2014.
Contudo, se para uso interno o plano de José Dirceu funcionou, a política externa sob o comando de Marco Aurélio Garcia auxiliado, por Celso Amorim, tem sido um retumbante fracasso. O Brasil tem perdido todos os cargos importantes a nível internacional. Faz questão de proteger terroristas e assassinos como Cesare Battisti e outros mais. Dá apoio aos piores ditadores que desrespeitam direitos humanos. Contudo, a patacoada em Honduras, quando a mando de Hugo Chávez o Brasil abrigou em sua embaixada Manoel Zelaya, o pretensioso e ridículo papel de Lula da Silva junto a israelenses e palestinos prometendo-lhes a resolução de seus complexos problemas, não foram nada diante da peça de teatro mambembe dedicada ao astuto companheiro Mahmoud Ahmadinejad.
O resultado da aventura, que teve como única aliada a Turquia, foi a paulada mais monumental já recebida por nossa política externa. O Brasil ficou praticamente falando sozinho no Conselho de Segurança da ONU quando sanções foram votadas contra o Irã. Todos os membros votaram a favor, o Líbano se absteve e a Turquia por pouco não deixou o Brasil na mão.
Mesmo assim, de forma totalmente arrogante e estulta, Lula da Silva e Amorim cantaram vitória. Para uso interno, vá lá, para uso externo não funcionou, pois além de tudo isso ser desmoralizante para o Brasil já começam a entender lá fora quem é de fato o “cara’”.
Mas, por que as sanções são necessárias. Por que o Irã não pode ter a bomba atômica que está prestes a fabricar? Porque o Irã se localiza em zona de tensão, porque o país está sob a égide do perigoso fundamentalismo mulçumano, porque Ahmadinejad já declarou com todas as letras que sua gana de destruição começará por Israel, porque qualquer ataque nuclear não terá vencedores nem perdedores, porque não sobrará nada.
Note-se que Ahmadinejad, que riu das sanções e já ameaça bloquear petróleo para outros países personifica a marcha da estupidez que deixa o planeta numa de suas fases das mais perigosas. Certamente o persa tem adeptos além de Lula, como Fidel Castro que emergiu de seu sarcófago para dar apoio a Ahmadinejad e perverter os fatos ao dizer que Israel é que quer atacar o Irã.
Certamente Lula da Silva gostou do humor negro do déspota cubano a quem chama carinhosamente de democrata. Ele e Fidel lembram um filme passado há tempos: “De como aprendi amar a bomba atômica”. Ambos estão engajados na marcha da estupidez, sob o comando de Ahmadinejad.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.com.br

JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PROPAGANDA OU CAMPANHA ELEITORAL.

REVISTA VEJA - O FILTRO - JULIANO MACHADO.
Política
Visita e diplomacia polêmicas
A polêmica visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que chega a Brasília hoje, ganhou as páginas dos principais jornais internacionais. O The New York Times (em inglês) afirma que o presidente Lula, ao receber o líder iraniano, “dá uma cotovelada” em seu colega Barack Obama. O jornal afirma que a ambição de Lula é se posicionar como o mais importante país no atual cenário diplomático, mas receber Ahmadinejad – que foi eleito sob fortes suspeitas de fraudes e se recusa a abrir mão de seu programa nuclear – vai na contramão dos esforços dos Estados Unidos e outras nações para desarmar o Irã. Na mesma linha, o britânico Financial Times (em inglês) diz que o Brasil faz um jogo diplomático perigoso ao dar legitimidade ao governo de Ahmadinejad. O reconhecimento brasileiro é fundamental para o iraniano, que também vai visitar outros dois países que o apoiam, Venezuela e Bolívia (ambos opositores aos EUA). O Estadão conta que, durante a visita, Lula vai reconhecer o direito do Irã de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, mas recomendará a Teerã investir na reconquista de sua confiança frente à comunidade internacional e concordar com os termos do acordo de Viena (pelo acordo, o Irã entregaria seu urânio para ser enriquecido na Rússia. O governo iraniano já negou). Para o jornal, Lula faz um movimento que coloca em risco sua imagem pessoal e de seu governo diante da comunidade internacional.
Sociedade
Publicidade chapa branca?
O otimismo em relação ao Brasil tomou conta da publicidade da TV. As empresas negam qualquer intenção política na onda de “publicidade-exaltação”, como chama a Folha (para assinantes), adotada por empresas privadas. O jornal cita alguns exemplos: Ambev, GM, Bradesco, Vale e Embratel produziram comerciais de televisão recentes enaltecendo a firmeza do país na crise, a capacidade de superação dos brasileiros, a harmonia entre o público e o privado e a relevância do país no mundo. O Brasil é o país “da iniciativa privada em equilíbrio com o setor público”, diz a atual campanha do Bradesco, segundo maior banco privado brasileiro. “Há dez anos, quem poderia imaginar a gente emprestando dinheiro para o FMI?”, lembra o anúncio televisivo do carro Aprile, da Chevrolet/GM. E por aí vai.Para empresas e publicitários envolvidos nos comerciais, trata-se de uma estratégia legítima, lógica e antiga. O problema é que fica cada vez mais difícil distinguir marketing da simples adulação – em outras palavras, se o produto anunciado, de fato, é o governo. No passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) condenou toda a ex-diretoria da Petrobras em razão dos gastos da empresa com campanhas publicitárias mostrando os benefícios do Plano Real, lembra o jornal.
O novo tráfico do Rio
O tráfico de drogas no Rio de Janeiro ganhou nova cara nos últimos anos. Fora dos morros, o tráfico do asfalto, como é conhecido, passou a ser feito por jovens de classe média entre 20 e 25 anos, que agem de forma autônoma, sem ligação com facções criminosas e usam rede de amigos como base para distribuição. O tipo de droga também mudou, não são mais vendidas apenas drogas sintéticas, como ecstasy e LSD, em raves. Isso tudo significa que esse tipo de tráfico concorre com a atividade das quadrilhas que atuam em favelas do Rio. O diagnóstico é resultado de um trabalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com O Globo, há pelo menos dez anos, policiais do Rio acreditavam que a cidade estava prestes a ter disputas armadas por território no asfalto, como nas favelas – o que não ocorreu. Segundo o estudo, as redes de comércio de drogas no asfalto atuam com a mesma intensidade em raves, praias e até em academias de ginástica. Há também traficantes em escolas, universidades e condomínios de classe média.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 22 de novembro de 2009

UMA LIBERDADE "VIGIADA" - ATO CÍVICO - VISITA DE AHMOUD AHMADINEJAD.


JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

ATO CÍVICO CONTRA VISITA DO PRESIDENTE DO IRÃ MAHMOUD AHMADINEJAD.


A cobertura das Organizações Globo foi excelente, leia no site G1.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

VISITA DE AHMADINEJAD - ATO CÍVICO - MEIA LIBERDADE DE EXPRESSÃO.


Hoje eu resolvi acompanhar o meu filho comparecendo ao ato cívico “Passeata pela Paz, Diversidade e Liberdade conta a Visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil”, que ocorreu na Avenida Atlântica, conforme o anunciado nesse espaço democrático.
Felipe e alguns amigos resolveram apoiar a mobilização e aproveitar para divulgar o partido político que pretendem criar, o Libertários (
http://www.libertarios.com.br/), distribuindo cópias do panfleto que publicarei em um artigo em separado.
O ato foi um grande sucesso, ordeiro e pacífico, com a participação de quase mil pessoas (os organizadores falaram em cinco mil, um erro de avaliação) e com excelente cobertura da mídia.
Antes de sair de casa, o meu “espírito santo de orelha” aconselhou-me a não vestir a camisa “Fora Cabral!” (barra direita), considerando que a manifestação certamente reuniria pessoas do nível social mais elevado e que isso poderia incomodá-las, diante da possível proximidade com o poder político local.
Vesti a camisa do “Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!"
Todavia, como o ato pregava também a liberdade de expressão, resolvi fazer uma adaptação, fixando o cartaz que ganhei dos topiqueiros do “Movimento Fora Cabral!” no mastro da minha bandeira do Brasil, conforme fica evidenciado na foto que ilustra esse artigo.
Ao chegarmos Felipe foi se reunir com seus amigos e eu fiquei próximo a um grupo que estava no local, quando fui abordado por uma senhora que educadamente disse que eu não poderia ficar no local, pois a manifestação não era política. Argumentei que ela estava cerceando a minha liberdade e que o ato era contra um político, o presidente do Irã. Ela não compreendeu e insistiu que eu saísse, quando para evitar constrangimentos expliquei que ficaria na periferia dos manifestantes, o que não a deixou satisfeita. Entreguei o meu cartão pessoal e afastei-me educadamente, continuando na periferia do grupo e longe da mídia.
Utilizando o megafone em volume baixo, transmiti algumas mensagens gravadas sobre o extermínio promovido pelo governo fluminense dos pretos, pobres e favelados, o que não agradou a algumas pessoas presentes ao ato.
Fui sendo abordado seguidamente por manifestantes, um total de sete, que insistiam que eu não poderia permanecer nas proximidades, obviamente, eles desconheciam que o ato estava sendo realizado em uma via pública e não em um recinto particular.
Em dado momento, educadamente, um jovem abordou-me com o mesmo discurso, tendo eu usado os mesmos argumentos, quando sou surpreendido com a seguinte expressão:
- Senhor, eu estou solicitando educadamente, mas não posso garantir que outros participantes ajam da mesma forma.
O jovem tinha cerca de vinte anos e devia estar emocionado pela própria mobilização que lembrava do holocausto, que deve ter vitimado sua ascendência, assim sendo, identifiquei-me como Coronel de Polícia e aconselhei o jovem manifestante a orientar aos outros participantes que agissem democraticamente.
Conversamos alguns minutos, entreguei um boletim informativo do meu blog e toda animosidade se dissipou na tranqüilidade da conversação.
Segui a manifestação até o local de encerramento, onde foi cantado o hino nacional e foram soltos balões brancos.
Por derradeiro, deixo claro que as abordagens não foram da organização do evento e considerei todas elas manifestações pessoais, pois os organizadores nunca iriam cercear a minha liberdade, considerando que várias pessoas vestindo camisas da vereadora Patrícia Amorim, que concorre a presidência do CR Flamengo, estavam entre os manifestantes e a própria vereadora passou pelo local. Além disso, o deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB) foi uma das pessoas que discursou no evento, portanto, democraticamente, o “Fora Cabral!”, não poderia ser coibido nesse ato político contra o presidente do Irã.
Parabéns aos organizadores e aos participantes.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO