
Hoje foi um dia muito especial para todos nós que amamos a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, quando emocionados assistimos a entrevista concedida pelo Coronel de Polícia Ubiratan de Oliveira Angelo, no programa do jornalista e Deputado Estadual Wagner Montes, na Record.
A emoção foi a tônica do programa e tenho a certeza que todos que assistiram à entrevista também se emocionaram.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vive dias de pesadelo.
O nosso passado glorioso e heróico foi seriamente maculado por ações que beiraram o intervencionismo próprio dos regimes ditatoriais.
A maneira que foi feita a transmissão do cargo de Comandante Geral deve ter constrangido principalmente os familiares dos que estavam sendo empossados e palavras fortes como traição e inimigos soaram pelo Quartel General como verdadeiros desafios e verdadeiras ameaças.
E não foi só a transmissão de cargos do Comando Geral e da Chefia do Estado Maior que ocorreram dessa forma.
A transmissão do cargo de Comandante do Comando das Unidades Especiais e a transmissão do cargo de Comandante do 4o Comando de Policiamento da Capital seguiram a mesma linha intervencionista.
Cenas como as vivenciadas nesses dias de terror, nunca haviam acontecido na bissecular Instituição Militar.
Todos nós estamos diante de um grande pesadelo.
Entretanto, tudo vai começar a se modificar já nessa quinta-feira, quando nós retornaremos ao trabalho no Quartel General, especificamente na Diretoria Geral do Pessoal - DGP
Nos apresentaremos, preencheremos as fichas da DGP e reiniciaremos a mobilização direto do Quartel General.
Pretendemos ficar ONLINE nos blogs e atendendo a mídia de um modo geral.
Trataremos das ações judiciais que estamos estudando para apresentarmos na AME/RJ, no dia 11 de fevereiro de 2.008.
Particularmente, vou tentar agendar uma entrevista com o Coronel Pitta, para ouvir a sua resposta sobre a “aceitação” do cargo e para solucionar a situação da viatura utilizada pelos meus seguranças.
Entregarei documentos para instruir apurações, considerando as ameaças veiculadas pela midia, fato que precisa ser totalmente esclarecido.
Solicitarei o cumprimento da Nota de Instrução sobre Policial Militar ameaçado.
Vou escolher a Organização Policial Militar para a qual eu quero ir, em obediência ao decreto estadual, que foi descumprido, com a minha transferência para a DGP.
Vou visitar aos amigos.
E vou falar sobre honra e dignidade.
Vou falar mais uma vez sobre a inexistência de muros nesse momento de grave desonra para a Polícia Militar.
E todos nós, vamos organizar a reunião na AME/RJ, para que a passeata seja um grande sucesso e para que possamos avançar firmemente nos nossos objetivos.
Por derradeiro, parabenizar a tropa da Polícia Militar que trabalhou duramente nesse carnaval, permitindo que o Povo Brasileiro pudesse viver dias de felicidades, que infelizmente se encerram na quarta-feira de cinzas.
A nossa mobilização pela cidadania do Policial Militar nunca esteve tão motivada, a Polícia Militar nunca esteve tão unida e confiante nos seus líderes.
Vamos conseguir salários dignos e adequadas condições de trabalho, esses são nossos objetivos primordiais, não nos afastaremos deles.
Entretanto, não podemos perder a oportunidade de modernizar a Segurança Pública, implantado um modelo mais rápido e mais eficiente, sem a existência da Secretaria de Segurança Pública, um órgão dispendioso e desnecessário.
A criação das Secretaria de Estado da Polícia Militar e da Polícia Civil são imperiosas e não custaram nada, pois toda a estrutura já existe.
O fim da Secretaria de Segurança Pública além de proporcionar grande economia aos cofres públicos, dará autonomia às Instituições Policiais Estaduais, que passaram a trabalhar em gabinetes multidisciplinares, com as demais Secretarias Estaduais.
A extinção da Secretaria de Segurança só trará vantagens, inclusive com o retorno dos Policiais Militares, dos Policiais Civis e dos Policiais Federais aos seus órgão de origem.
Não existe uma única desvantagem na decisão de extinguir essa secretaria.
Porém, voltamos a afirmar o foco é o salário, basta de arriscarmos a vida por menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
Recebendo menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia os Policiais Militares são presas fáceis para os corruptos ativos de cada rua, de cada esquina.
E as grandes perguntas a serem respondidas:
- Qual o custo total mensal da Secretaria de Segurança Pública para os cofres públicos do Rio de Janeiro?
- A quem interessa que o Policial Militar receba menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia para arriscar a vida e podendo ser uma presa fácil para os corruptos ativos de cada rua, de cada esquina?
- Quais as reais causas da exoneração do Coronel Ubiratan de Oliveira Angelo?
No tocante à última pergunta podemos adiantar que a marcha democrática realizada no domingo passado não foi o motivo da exoneração, apesar de parte da mídia tentar induzir a opinião pública nesse sentido, e nem mesmo o fato do Coronel Ubiratan de Oliveira Angelo não ter exonerado o autor desse blog.
Tudo a seu tempo.
Primeiro vamos cobrar ao Governo Estadual a resposta à primeira pergunta.
E vamos refletir sobre a segunda pergunta, quem deve ganhar com essa situação?
Por derradeiro, aos desavisados, informo que os Praças da Polícia Militar estão participando deste o começo da mobilização, no grupo dos “40 da Evaristos” e continuam participando dos atos cívicos e dando excelentes idéias para discussão.
Inclusive coloco o blog à disposição para o envio de qualquer idéia.
Obviamente, na AME/RJ por uma questão de espaço físico temos que limitar o número de presentes.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CIDADÃO BRASILEIRO PLENO